segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[Catolicos a Caminho] LITURGIA DA PALAVRA 33o DOMINGO COMUM - B Som !

 

 

                       

                           É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.

            33º DOMINGO  COMUM -  ANO  B

 

       A Liturgia da Palavra deste 33º e último Domingo Comum –B, faz-nos reflectir nas Últimas Realidades, isto é, o Juízo Final na 2ª Vinda de Cristo.

       O mundo transforma-se ; começa-se a construir hoje e vai continuando até ao fim dos tempos.

       A evolução é grandiosa no campo científico, técnico e cultural.

       O reconhecimento da dignidade humana parece, enfim,  estender-se a todos os povos através de organismos nacionais e internacionais.

       O próprio homem, individualmente, vai tomando consciência da sua função específica no conjunto harmonioso da humanidade.

       O cristão vive, assim, de esperança.

       Esperança na construção de um mundo melhor, já aqui na terra, por forma a que os homens sejam efectivamente, uma família, um só povo.

       A 1ª Leitura, do Livro do profeta Daniel, diz-nos que num passado muito distante, em 167-165 a. C. o povo judeu sofria dura perseguição, movida pelo príncipe da Síria, Antíoco Epifânio, na altura em que Daniel escreveu o seu livro.

       Sendo muitos os judeus mortos, por causa da intransigência da sua fé, punha-se o problema de saber qual o destino dessa gente que, em defesa do nome de Deus, fora morta.

       - "Nessa altura, a salvação virá para o seu povo, para todos os que estiverem inscritos no Livro de Deus".(1ª Leitura).

        Daniel fala da ressurreição como início de felicidade para além da morte.

       A vitória final pertencerá a Cristo, e a todos os que tiverem esperança n'Ele como augura o Salmo Responsorial :

       - Guardai-me, Senhor, esperei em Vós.

        Na 2ª Leitura, S. Paulo, falando aos Hebreus, e hoje também a todos os cristãos, lança uma palavra de esperança, ao anunciar que o sacerdócio ministerial só é possível como participação do sacerdócio real de Cristo, e de certeza ao declarar que pelo sacrifício de Cristo todos os homens serão santificados.

       - "Foi, na verdade, com um único sacrifício que Ele levou para sempre à perfeição os homens que são santificados".(2ª Leitura).

        Em Jesus serão perdoados os pecados que, por fraqueza do homem, hão-de acompanhá-lo até ao fim.

       A perfeição chegará um dia, conforme a promessa ; todos os pecados desaparecerão e as forças do mal serão vencidas.

       O Evangelho é de S. Marcos, e diz-nos  que Jesus, falando aos Seus discípulos lhes anuncia os últimos dias, com muitos sinais que os precederão :

       - «Nos últimos dias, depois de grande aflição, o Sol ficará cheio de trevas e a Lua não dará a sua claridade...».(Evangelho).

        Constantemente Jesus passa por nós.

       Importa sabermos interpretar os acontecimentos através dos quais Ele nos fala.

       Logo depois da nossa morte temos o Juizo Particular.

Chama-se Juízo Particular ao julgamento que é feito logo após a morte.

Neste julgamento a alma será logo :

 - Ou condenada aos tormentos do Inferno;

- Ou premiada com as bênçãos da visão beatífica no Céu;

- Ou terá que passar por determinado tempo de purificação no Purgatório mas com a garantia de atingir a visão beatífica do Céu.

Portanto, é no Juízo Particular que fica decidido o destino eterna de cada pessoa.

É esta a doutrina da Igreja que vem no Catecismo da Igreja católica  :

1021. - A morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo. O Novo Testamento fala do juízo, principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na sua segunda vinda. Mas também afirma, em muitos passos, a retribuição imediata depois da morte de cada qual, em função das suas obras e da sua fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo Crucificado ao bom ladrão, assim como outros textos do Novo Testamento, falam dum destino final da alma, que pode ser diferente para umas e para outras.

1022. - Cada homem recebe, na sua alma imortal, a retribuição eterna logo depois da sua morte, num juízo particular que põe a sua vida na referência de Cristo, quer através de uma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do Céu, quer para se condenar imediatamente para sempre.

O Juízo Particular marca um momento definitivo na História da Salvação.

Mas haverá ainda o Juízo final.

Chama-se Juízo Final ao julgamento feito por Deus no fim dos tempos.

Este julgamento será depois da segunda vinda de Cristo (Parusia), e a tradição cristã sempre acreditou que neste julgamento os corpos se unirão às suas almas.

Cristo julgará de acordo com a santidade de cada um, do seu amor para com Deus e da caridade para com os outros.

Assim o ensina o Catecismo da Igreja Católica :

678. - Na sequência dos profetas e de João Baptista, Jesus anunciou, na Sua pregação, o Juízo do último dia. Então será revelado o procedimento de cada um e o segredo dos corações. Então será condenada a incredulidade culpável, que não teve em conta a graça oferecida por Deus. A atitude tomada em relação ao próximo revelará a aceitação ou recusa da graça e do amor divino. No último dia Jesus dirá: "Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes".(Mt.25,40).

O cristão tem como dever proclamar a Boa Nova de Cristo, e é suportando este fardo que se torna possível pela alegria de conhecer a Cristo, esperar até ao fim da nossa jornada, a união completa com Cristo.

Com o julgamento final, a era escatológica e o Reino de Deus, chegam ao seu fim completo, e todos os que se salvarem gozarão da eterna felicidade em união com Cristo.

Os que ficarem salvos no Juízo Particular, unir-se-ão aos seus corpos para gozarem da visão beatífica.

Os que ficarem condenados no Juízo Particular, unir-se-ão aos seus corpos para sofrerem os tormentos eternos.

Os que estiverem ainda no Purgatório unir-se-ão aos seus corpos e, depois de purificados por completo, receberão o dom da visão beatífica.

A Constituição Pastoral do Concílio Vaticano II sobre a Igreja no Mundo Actual, diz :

Fiéis ao Evangelho e graças à suas forças, unidos a quantos amam e promovem a justiça, (os cristãos) têm a realizar aqui na terra uma obra imensa, da qual prestarão contas Àquele que a todos julgará no último dia. (GS.93).

Quando será o Juízo Final, só Deus Pai o sabe porque só Ele decide sobre a sua vinda :

1040. - O Juízo final terá lugar quando for a vinda gloriosa de Cristo. Só o Pai sabe o dia e a hora, só Ele decide sobre a sua vinda.[...]. Nós ficaremos a saber o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais a sua providência tudo terá conduzido para o seu fim último. O Juízo final revelará como a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas pelas suas criaturas e como o seu amor é mais forte do que a morte.

E ainda a Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Santa Igreja, diz :

- Com efeito, antes de reinarmos com Cristo glorioso, cada um de nós será apresentado "perante o tribunal de Cristo, a fim de ser remunerado pelas obras que realizou, boas ou más" (2 Cor. 5,10); e, no fim do mundo, "os que tiverem feito boas obras, irão para a ressurreição da vida, os que tiverem praticado más acções, para a ressurreição da condenação".(Jo.5,29; cf.Mt. 25,46).  LG 48).

Na Sagrada Escritura são muitas as referências ao último dia :

- "Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei o Meu espírito sobre toda a criatura...". (Act.2,17).

- "Para que sejais encontrados irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo". (1 Cor.1,8).

A maior parte das referências da Bíblia, são genericamente sobre o "Dia de Juízo".

No momento do Juízo Final, já está definida a História da Salvação, porque se completa a Visão Beatífica, comum ao corpo e à alma dos que foram salvos.

       A visão beatífica será a etapa final da História da Salvação.

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       Diz o Catecismo da Igreja Católica :

       1038. – A ressurreição de todos os mortos, «justos e pecadores»(Act.24,15), há-de preceder o Juízo final. Será «a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz : Os que tiverem feito boas obras irão para a ressurreição dos vivos, e os que tiverem praticado más acções, para a ressurreição dos condenados»(Jo.5,28-29). Então Cristo virá «na sua glória, com todos os seus anjos(...). Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos ; e colocará as ovelhas  à sua direita e os cabritos à sua esquerda.(...) Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna»(Mt.25,31.32.46).

 

                          

                  Os maus para a ressurreição dos condenados    Os bons para a ressurreição dos vivos.

 

 

      

      

 

 

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Postcommunio Súmpsimus. Dómine, sacridona mystérii, humíliter deprécantes, ut, quae in tui commemoratiónem nos fácere praecepísti, in nostrae profíciant infirmitátis auxílium: Qui vivis.

"RECUAR DIANTE DO INIMIGO, OU CALAR-SE QUANDO DE TODA PARTE SE ERGUE TANTO ALARIDO CONTRA A VERDADE, É PRÓPRIO DE HOMEM COVARDE OU DE QUEM VACILA NO FUNDAMENTO DE SUA CRENÇA. QUALQUER DESTAS COISAS É VERGONHOSA EM SI; É INJURIOSA A DEUS; É INCOMPATÍVEL COM A SALVAÇÃO TANTO DOS INDIVÍDUOS, COMO DA SOCIEDADE, E SÓ É VANTAJOSA AOS INIMIGOS DA FÉ, PORQUE NADA ESTIMULA TANTO A AUDÁCIA DOS MAUS, COMO A PUSILANIMIDADE DOS BONS" –
[PAPA LEÃO XIII , ENCÍCLICA SAPIENTIAE CHRISTIANAE , DE 10 DE JANEIRO DE 1890]