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    segunda-feira, 3 de outubro de 2011

    Padre Fábio de Melo critica a reportagem da Revista Veja






     
    REVISTAS
    VEJA
    Edição 2098

    4 de fevereiro de 2009
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    Música
    Cantar com fé
    O sucesso do padre-cantor Fábio de Melo, o artista
    que mais vende discos no país atualmente, reafirma
    a força da música religiosa – católica e evangélica.
    Um mercado que não conhece crise

    Marcelo Marthe e Sérgio Martins
    Egberto Nogueira
    ELE É FOGO
    O padre Fábio de Melo, que exibe um vistoso relógio Diesel no pulso, não gosta de ser fotografado com as mãos em posição de prece. "É piegas", diz. Vindo de uma congregação liberal, a Sagrado Coração de Jesus, Melo manifesta sem medo um dos pecados capitais – a vaidade. Usa calças justas, tem sobrancelhas delineadas e, ainda que não admita em público, já se submeteu a picadas de Botox para remover rugas da testa e dos olhos. Seus cabelos, provavelmente por inspiração do Espírito Santo, emitem reflexos dourados. Apesar disso, rechaça a imagem de padre galã. "Quando as fãs vêm com histeria, logo corto. Não vou acender fogueiras que não posso apagar", diz. O mineiro de 37 anos prefere ser reconhecido por outros dotes – os intelectuais. Ele é mestre em antropologia teológica e autor de seis livros de autoajuda numa linha poético-religiosa. Seu maior incentivador nessa área – amigão do peito, mesmo, do peitoral – é Gabriel Chalita, ex-secretário de estado paulista e autor prolífico. "Gabriel abriu muitas portas para mim", diz. Em maio, lançarão um livro em parceria. Título provisório: Cartas entre Amigos – Medos Contemporâneos.
    Semanas atrás, uma plateia composta na maioria por mulheres lotou por duas noites o Canecão, a casa de shows mais tradicional do Rio de Janeiro. Elas estavam ali para assistir à gravação de um DVD do maior fenômeno musical surgido no Brasil ultimamente: o padre-cantor Fábio de Melo. Lançado no fim do ano passado, seu CD Vida bateu nas 542 000 unidades comercializadas em menos de 100 dias (agora, já está perto das 600 000). Com isso, Melo tornou-se o número 1 em vendagem de discos no país em 2008. Ficou à frente do padre Marcelo Rossi, que ocupou o topo do ranking em 2006 e 2007 e caminhava para repetir o feito com os volumes 1 e 2 de seu álbum ao vivo Paz Sim, Violência Não – até ser atropelado pelo colega de batina. Enquanto a indústria fonográfica laica se encontra estagnada, esse mercado – tanto em sua vertente católica quanto na evangélica – desconhece a crise. E, aos poucos, demole o muro que o separa das paradas.
    Esse processo começou com a ascensão do padre Marcelo, há coisa de dez anos. E teve outro lance importante em 2007, quando a cantora Aline Barros – o maior fenômeno da música evangélica, com 3 milhões de CDs e DVDs vendidos – emplacou uma faixa numa novela das 8 da Globo. A canção Recomeçar serviria apenas de tema do núcleo evangélico do folhetim Duas Caras. Mas repercutiu tanto que passou a ser tocada até em emissoras de rádio nada religiosas. A Globo agora vai atacar na outra frente: já anunciou que o próximo folhetim das 7, Caras & Bocas, de Walcyr Carrasco, terá na trilha uma música do padre Fábio de Melo (o noveleiro, aliás, é grande amigo do religioso).
    Fotos Oscar Cabral

    UMA IVETE SANGALO MOVIDA A PRECE
    Fernanda Brum é uma artista de opiniões fortes. Por exemplo, ela odeia revelar quantos discos já vendeu. "Não conto moedas, penso apenas nas almas que salvei." Militante antiaborto, ela se decepcionou com Barack Obama ao saber que o presidente americano anulou as restrições ao financiamento de grupos pró-escolha. O ativismo de Fernanda tem também um fundo pessoal. A cantora sofreu quatro abortos espontâneos, e a gestação de Isaac, seu único filho, foi repleta de dificuldades. Quando fala de Isaac, por alguns momentos seu olhar se suaviza e ela abre um sorriso largo. Filha de pais evangélicos, Fernanda, que tem 32 anos e uma voz que lembra muito a de Ivete Sangalo, cantava música popular brasileira. Converteu-se após assistir a um show de um grupo religioso. "Comprei todos os discos deles e cancelei a peça em que iria atuar e o álbum pop que iria gravar", conta.
    No lado evangélico, há mais dois artistas que atravessaram fronteiras: Regis Danese e Soraya Moraes. Ex-vocalista de apoio do grupo de pagode Só pra Contrariar, Danese é autor de Faz um Milagre em Mim, canção que está tocando em rádios populares e até foi incorporada ao repertório de artistas católicos. "Gosto de levar a palavra de Cristo a quem ainda não se converteu", diz ele. Soraya, por sua vez, foi o destaque brasileiro do Grammy Latino, no ano passado. Ganhou em categorias específicas de seu mercado, como na de melhor álbum de música cristã – mas também bateu concorrentes seculares como Vanessa da Mata, Jorge Vercilo e Djavan na de melhor canção brasileira, com a faixa Som da Chuva (em que roga: "Deixa Tua glória encher este lugar / Deixa o céu descer sobre nós").
    O fenômeno Fábio Melo leva essa aproximação com o universo mundano a um extremo inédito. Marcelo Rossi, o fenômeno da cantoria católica que o Brasil conhecia até então, só sobe ao palco de batina e usa a música e a dança para dar colorido às suas missas. "Não me exponho sem batina. Se o assédio com ela já é grande, imagine sem", diz. Melo vai na direção contrária: não gosta de parecer padre, na acepção tradicional. Bem-apessoado e vaidoso, só usa roupas de grife e cuida da beleza. Cultiva, enfim, uma imagem de homem atraente. Musicalmente, também está a anos-luz da "aeróbica de Jesus" do padre Marcelo, pois tem a pretensão de fazer MPB refinada. O espetáculo no Canecão contou com uma banda de vinte músicos e teve cenografia de superprodução. Na casa de shows carioca, boa parte das fãs recitava de cor suas letras poético-religiosas e entoava com ele covers de artistas conhecidos – como Pai, de Fábio Jr. Algumas, mais atiradas, lançavam ao padre gracejos como "olha para mim" e "gostoso".
    Lailson Santos
    METALEIROS QUE DIZEM AMÉM
    Visto por muito tempo como "coisa do demônio", o heavy metal tem hoje lugar de destaque nos Hallels, os festivais jovens católicos. O filão foi desbravado por bandas como o Eterna, que está na estrada há catorze anos. Assim como outros expoentes do metal cristão, o grupo não transita só por esse circuito: grava discos por uma gravadora independente "laica" e faz shows ao lado de bandas idem. Isso é facilitado pelo estilo: os cabeludos cantam em inglês e são adeptos do metal melódico, aquele que tem influência da música clássica e trata de temas épicos e místicos. Letras que remetem às Escrituras, como as deles, não causam a menor estranheza nos fãs desse tipo de música. No momento, o Eterna prepara um álbum inspirado no filme A Paixão de Cristo – a sanguinolenta versão de Mel Gibson para a via-crúcis. "Será um disco conceitual. Cada faixa narrará uma das doze últimas horas de Jesus", informa o vocalista Leandro Caçoilo. Se for em aramaico, ninguém notará a diferença.
    Seria injusto, contudo, creditar o sucesso do padre apenas à sua imagem de bonitão ou à embalagem moderna de sua música. Melo é um religioso articulado, que cativa os fiéis com sermões que traduzem conceitos teológicos e filosóficos em imagens simples. Ele também faz sucesso como autor de livros de autoajuda. Um de seus títulos, Quem Me Roubou de Mim?, totaliza 250 000 exemplares comercializados e tem frequentado a lista dos mais vendidos de VEJA. Outro deles, Mulheres de Aço e de Flores – em que lança um olhar delicado sobre as aflições femininas – já passou dos 80 000. "Estudei muito, pois não queria virar um padre de mídia banal", afirma.
    Melo estourou agora graças a um acordo de distribuição de sua gravadora, a LGK, com a Som Livre, braço musical da Globo – o que lhe proporciona spots publicitários na emissora. Mas ele é prova de que um artista religioso pode sobreviver mesmo se entrincheirado em seu meio. O padre está na estrada lá se vão treze anos, sempre com vendagens acima dos 25 000 discos. Isso porque o mercado católico – e mais ainda o evangélico – se autossustenta. A Paulinas-Comep, a maior gravadora católica do país, lançou 28 títulos e cresceu 10% em 2008. Os selos evangélicos também seguem com ótima saúde. O circuito de shows é intenso. Os católicos têm os Hallels, encontros que mesclam catequese e música e atraem mais de 100 000 jovens, em cidades como Franca e Brasília. Em Fortaleza, há o Halleluyah, realizado nas mesmas datas da maior micareta da capital cearense, que tem alcançado público comparável ao dela. Há, ainda, as "cristotecas", raves de música eletrônica católica. No lado evangélico, não faltam eventos de grande porte. Festivais como o Louvorzão, realizado no Rio de Janeiro, chegam a reunir 150 000 jovens.
    POP COM RECATO
    A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. Com 50 quilos distribuídos em 1,60 metro, olhos castanhos e uma farta cabeleira, a carioca Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa. "Doce, só no fim de semana." Mas a vaidade, claro, obedece a um mínimo de decoro. Saias e bermudas devem estar na altura dos joelhos, e vestidos de alcinha são cobertos por um casaquinho. Aline é casada com o ex-jogador de futebol Gilmar, do São Paulo. Eles são pais de Nicolas, de 6 anos. "Nós, evangélicos, somos pessoas normais que simplesmente decidiram viver para Jesus de forma linda. Para mim, isso é um privilégio."
    Cientes de que a música é uma ferramenta crucial para agregar novas almas a seus rebanhos, não é de hoje que os dois lados travam uma disputa peculiar nesse campo. Isso levou a uma maior profissionalização e à diversificação de estilos – do pop ao heavy metal, do axé ao rap. Mirando-se no mercado de música gospel americano, os evangélicos se destacaram antes nisso. A principal banda de rock dessa área, o Oficina G3, já tem vinte anos de carreira. A produção musical católica é antiga, mas demorou mais a se diversificar. O primeiro sacerdote a se aventurar numa carreira musical foi o padre Zezinho – aquele que cantava em missas munido de violão e pandeiro, para estranheza dos fiéis da década de 70. "Todas as religiões devem investir pesado na música. Ela é o chantilly do bolo da vida", diz o padre, hoje com 67 anos e 118 discos gravados. Só nos anos 80 o pop chegou à Igreja. O ritmo se acelerou para valer na década seguinte, com a ascensão do movimento carismático e suas missas festivas – de que os padres-cantores e demais artistas atuais são tributários diretos. Mas, mesmo para um estudioso como Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a intensidade que o flerte dos católicos com o profano vem atingindo impressiona. "Um padre com imagem sexualizada é algo espantoso. O que virá a seguir?", pergunta Araújo. Nem Deus sabe.

    Divulgação
    SEM DECOTES E SEM SEXO
    Adriana é o equivalente católico das pastoras-cantoras evangélicas. Como as concorrentes, a artista de 35 anos é recatada: maquiagem carregada e decotes generosos, nem pensar (seu único pecado, e não apenas religioso, são as calças legging). "Não é com meu corpo que vou chamar as pessoas para Deus", diz. Além disso, seu pop meloso por vezes se confunde com música de reunião de grupo de catecismo. Ela é uma das campeãs de vendas do segmento (o CD Adriana ao Vivo, de 2007, teve 50 000 cópias comercializadas). "Comecei a cantar nas missas aos 7 anos, por imposição de minha mãe", conta. A profissionalização veio nos anos 90, quando foi vocalista de uma banda ligada à comunidade carismática Canção Nova. Adriana namora há três anos e acaba de ficar noiva. Como manda a Igreja, garante que não fará sexo antes do casamento. "É difícil, mas não impossível."


    UM PAGODEIRO REGENERADO
    Na terça-feira passada, durante a gravação do DVD da cantora Mara Maravilha, ninguém estava mais pimpão do que Regis Danese, produtor do show. O intérprete mineiro desfilava com a mulher, grávida de seis meses, numa prova de sua redenção: o casamento, que estava em crise, ganhou uma segunda chance depois que o cantor virou evangélico. Ele deu entrevistas a rádios e TVs e esperou pacientemente pela chegada de Mara para apresentar sua nova composição. Ex-sertanejo e ex-pagodeiro, Danese, de 35 anos, deixou uma carreira de sucesso para trás, em nome da religião. Gravou dois discos religiosos que não venderam e foi esnobado por artistas do segmento divino. Até que a balada Faz um Milagre em Mim estourou nas rádios evangélicas e católicas. "Hoje até o padre Marcelo canta minhas músicas", orgulha-se.


    Lailson Santos

    A MUSA DO AXÉ DE CRISTO
    Jacquelinne Michelly Trevisan – a Jake – é uma Daniela Mercury cristã. A paulistana com jeito de artista baiana é a cantora de Pó Pará com Pó, uma droga de axé com mensagem antidrogas cotada para ser um dos hits do Carnaval de Salvador. Jake, de 29 anos, iniciou a carreira num grupo de jovens católicos e gravou seu primeiro CD há dois anos. O trabalho parecia fadado à obscuridade até que, três meses atrás, uma apresentação da artista numa TV católica tornou-se sucesso no site YouTube. O vídeo de Pó Pará com Pó foi visto quase 600 000 vezes. E Jake ganhou as bênçãos de medalhões como Ivete Sangalo e Caetano Veloso. Sua agenda de micaretas – católicas ou profanas – tem sido intensa. "No começo, o pessoal caçoava: olha lá o melô da Amy Winehouse e do Fábio Assunção", diz ela. "Só depois perceberam que ali há uma lição de vida."


    Manoel Marques
    CABELUDOS E TATUADOS, MAS BONS MENINOS
    Um conselho para quem depara com os integrantes do Oficina G3: desconsidere as tatuagens, os cabelos compridos e o som pesado, que fazem com que o grupo angarie fãs até entre os adoradores do Metallica. Juninho Afram (guitarra), Duca Tambasco (baixo), Jean Carllos (teclados) e Mauro Henrique (vocais) são bons meninos. Tanto que levam mulher e filhos para os ensaios. O quarteto, que existe há vinte anos, tem uma postura aberta. Divide o palco com católicos e até com grupos chegados a um misticismo – em 2001, eles tocaram no Rock in Rio, na mesma noite que o Iron Maiden. E Depois da Guerra, seu mais recente CD, foi produzido por Marcello Pompeu e Heros Trench, do cavernoso grupo de rock Korzus. "Pompeu e Trench não mexeram no nosso discurso. E são boas pessoas, seja lá qual for a religião deles", diz Carllos. A banda vende em média 150 000 cópias de cada disco, mas não há prece que lhe dê chance nas FMs. "Um locutor chegou a dizer que nem recebendo jabá tocaria uma banda que falasse em Deus", afirma Afram. Falta mesmo um santo forte.


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    domingo, 2 de outubro de 2011

    Ministro protestante se converte ao catolicismo

    Caiafarsa

    Just another WordPress.com weblog
    EX-PASTOR PRESBITERIANO

    Scott Hahn
    Ministro protestante se converte ao catolicismo

    Tradução:
    Jaime Francisco de Moura


    Muito obrigado. É muito bom estar com vocês. Eu nunca deixo a
    oportunidade de mostrar e compartilhar por que eu me tornei um Católico, e como
    Deus trabalhou em minha vida, na vida de minha esposa, e minha família.


    Isso é o que eu gostaria de compartilhar com vocês agora. Começo com uma experiência de conversão que eu tive
    na escola secundária. Eu não cresci em
    uma família Cristã forte. Nós não fomos muito de igreja, e assim eu não era
    muito religioso. O que Deus usou em
    minha vida era um organização chamada
    Vida Jovem, sob a direção de Jack, uma pessoa que muito me ajudou, na escola secundária de crianças.


    Depois me ensinaram a amar a Deus e a ler a Bíblia. Até que eu estivesse
    terminando a escola secundária, eu tinha lido a Bíblia duas ou três vezes em
    sua totalidade. E eu tinha me apaixonado pela Bíblia Sagrada. Como resultado
    disso me convenci de muitas coisas.


    Primeiro, além de ler a Bíblia, Jack tinha compartilhado
    comigo de sua própria biblioteca pessoal e os escritos de Martinho
    Lutero,  João Calvino, e me tornei um Cristão protestante convencido, não só um Cristão com a bíblia, mas alguém
    que foi convencido que até 1500, o Evangelho tinha estado perdido entre o período medieval, com superstições e práticas pagãs que a Igreja
    católica tinha adotado. E assim esta
    primeira convicção era ajudar meus amigos católicos para o Evangelho de Jesus
    Cristo, lhes mostrar a Bíblia, e para
    mostrar para eles que na Bíblia, você aceita Jesus como Salvador e isso
    era tudo. Não Maria, não os Santos, não purgatório, não devoções
    etc.


    Naquele tempo eu estava saindo com uma menina que era
    católica, e nós estávamos ficando com um
    namoro sério. Mas eu imaginava que não havia nenhum futuro em nossa relação se ela permanecesse católica. Assim
    eu dei a ela, um livro de Loraine Boettner intitulado Catolicismo romano. O
    livro era conhecido como a bíblia do Anti-catolicismo. Era quatrocentos e
    cinqüenta páginas que encheram de todos os tipos de distorções e mentiras sobre
    a Igreja Católica. Mas eu não soube que na ocasião, eu compartilhei isto de boa
    fé com ela. Ela leu do princípio ao fim.
    Ela me escreveu dizendo, “obrigada
    pelo livro; Eu nunca voltarei contigo novamente.” Eu figurei que se a bolacha na que eles
    estão adorando no altar não é Deus, então eles são os idólatras, eles são os
    pagãos. Se o Papa em Roma não é infalível, e sim um tirano. Ele é um simples
    ditador espiritual.


    O único católico em minha família em ambos os lados era minha amada avó. Ela era muito quieta, muito humilde,
    muito santa, eu tenho que admitir. Ela também era uma católica devota. Quando
    faleceu, os pertences religiosos dela foram doados a meus pais. Então eu achei
    as contas do rosário dela, e isto me fez ficar doente por dentro. Eu soube que
    minha avó teve uma fé real em Jesus, mas sabia que tudo isso era mau. Assim eu
    rasguei separadamente as contas do
    rosário. Eu pensei que essas contas era
    uma cadeia e que afinal ela estava quebrada livre. Isso era o segundo aspecto de minha própria
    perspectiva: que estas pessoas poderiam ter alguma fé mas há pouco eram rodeados através de
    mentiras, e assim eles precisavam amar a
    Bíblia.

        Bem, depois de se formar na escola
        secundária, decidi não só eu procurar o
        ministério mas estudar teologia. A decisão veio como resultado do papel de
        pesquisa que eu escrevi no ano final dentro da escola secundária. Eu escrevi um
        papel intitulado “Sola
        Fide”. Isso é uma
        frase latina “Somente a
        Fé”. Era a frase que
        Martinho Lutero lançava na Reforma protestante. Ele disse que nós estamos justificados, nós estamos com Deus só
        pela fé, não por qualquer trabalho que  poderíamos fazer. E para ele, isso
        era o artigo em qual a igreja estava em quedas. E por causa disso, a Igreja
        Católica caiu.. E assim eu entrei na faculdade com esta forte convicção.

    Anos de faculdade


    Nos meus quatro anos de faculdade, estudei profundamente
    a Filosofia, Teologia, Bíblia e
    Economia. Assim durante esses quatro anos eu me dediquei a alcançar as crianças que não souberam de Cristo, e eu
    confesso que esta categoria incluiu as
    crianças católicas na escola secundária onde eu trabalhei porque eu olhei para estas pobres almas de
    que realmente não souberam de Jesus Cristo. Eu descobri depois de vários
    estudos da Bíblia que não só estas crianças, mas praticamente todo católico
    adulto que encontrei não sabia o que a
    Igreja católica ensinava. Assim
    conseguindo que eles vissem a Bíblia, estava como apanhar patos em um barril. Eles não estavam prontos,
    eles eram desarvorados, eles eram
    indefesos.


    No meu terceiro ano de ministério na Vida Jovem, eu
    perguntei para a menina mais bonita no campus, se ela me ajudaria trabalhando a
    localizar estas crianças, e ela disse “Sim.”
    Nós trabalhamos juntos durante dois
    anos, ás vezes nós discutimos vários modos e meios para alcançar estes
    crianças. Mas nós crescemos respeitando um ao outro de forma que ao término dos
    quatro anos de faculdade, eu fiz a pergunta. E a maior coisa que ela já disse
    foi “Sim.” Nós nos casamos. Tivemos a mesma visão,
    fizemos ministério junto, compartilhamos
    as boas notícias de Cristo.

    Anos de seminário


    Fomos para um seminário uma semana depois do nosso
    casamento. Depois de três anos eu me
    formei sendo o primeiro lugar de minha classe. Eu digo fora de qualquer
    orgulho, como eu procurei meus estudos
    com um tipo de vingança. Pessoas que me conheceram no seminário, me
    conheceu por ser bastante intenso. Eu
    gastava todo tempo lendo a Bíblia
    estudando os livros sobre Bíblia. Kimberly e eu tivemos uma grande experiência de três anos. Mas muitas coisas
    aconteceram no caminho que eu preciso
    relacionar porque em retrospecto eu os vejo como experiências.


    A primeira coisa era um curso que Kimberly fez no primeiro
    ano, uma classe que eu tinha levado
    antes de Éticas Cristãs. Dr. Davis
    formou pequenos grupos de forma que cada grupo poderia estudar um tópico. Havia
    um grupo em aborto, um em guerra nuclear, um em pena de morte. Ela anunciou que
    estava em um grupo dedicado a estudar
    contracepção. Eu me lembro de pensamento na ocasião, “Por que contracepção? “


    Ela disse, “Bem, três outros se inscreveram para isto e nós tivemos nossa
    primeira reunião hoje”.
    Fulano de tal anunciou os resultados de nosso estudo. Ele disse, bem, todos nós
    conhecemos como protestantes, que contracepção está bem. Ele anunciou que as
    únicas pessoas que se chamam Cristãos
    que opõem ao controle de natalidade artificial são os católicos, e a razão que
    eles fazem, é porque eles são corridos por um
    Papa celibatário.


    Bem, aquele tipo de argumentação realmente não
    impressionou Kimberly. Ela disse, “esses
    são os melhores argumentos que você oferece?” e ela se interessou
    pesquisando isto por conta dela.


    Assim eu elevei o assunto e ela me deu um livro. Foi intitulado Controle de natalidade e o Matrimônio por
    John Kippley. Eu comecei a ler o livro com grande interesse para meu próprio
    estudo pessoal, com o  título de, “Controle de natalidade e a Convenção de Matrimônio”. Quando eu abri o livro e comecei a ler, eu
    disse, “Espere um
    segundo, Kimberly, este sujeito é um católico. Você espera que
    eu leia uma obra católica? “


    Bem, eu comecei a ler o livro. Passei por dois ou três capítulos e ele estava começando a fazer
    sentido. Eu não queria francamente que ele fizesse sentido algum. Livro mostrava
    que o matrimonio não é só um ato físico; é um ato espiritual que Deus tem projetado no matrimonio e é sempre renovado.
    Terminei de ler o livro, e fiquei convencido.


    Fiquei um pouco aborrecido, porque a Igreja católica era a única
    denominação, que sempre defendeu esses ensinamentos, pois em 1930 a Igreja anglicana, que mantinha os mesmos
    ensinamentos, quebrou esta tradição e permitia a contracepção. Antes de 1960 e
    70, minha própria denominação, a Igreja presbiteriana nos Estados Unidos da América,
    não só endossou a contracepção, mas também o aborto, e isso me intimidou.


    Durante o ano final no seminário, aconteceu algo que representou uma crise para mim. Eu estava
    estudando convenção e eu ouvi de outro
    teólogo, que ensina no Seminário de Westminster. Eu ouvi um Pastor que estava
    sendo acusado de heresia. Pessoas estavam sugerindo que a heresia dele cresceu fora da
    compreensão da convenção. Ele estava questionando a “Sola Fide”.


    Eu o chamei no telefone e disse,. Mas porque você está
    duvidando de Lutero e da doutrina “sola fide? “ Ele foi mostrar nesta discussão que a concepção de Lutero sobre a justificação
    era muito restringida e limitada. Isto
    tem muitas verdade, mas também perdeu muitas verdades.


    Quando eu desliguei o telefone, eu procurei ver mais
    adiante os ensinamentos de Lutero no qual, Deus é um juiz, e a convenção é uma
    cena de sala de tribunal por meio de que
    todos nós somos os criminosos culpados. Mas desde que Cristo levou nosso castigo, nós adquirimos a retidão dele, e ele
    adquire nossos pecados.


    Para Lutero, em outras palavras, a salvação é uma troca
    legal, mas para Paulo em romanos, para Paulo em Gálatas, salvação é
    muito mais que isso. Não é só uma
    troca legal porque a aliança não aponta para uma sala de tribunal sobre
    um quarto familiar hebreu. Deus não é só simplesmente juiz; e os julgamentos
    dele são paternais. Cristo não é só alguém que representa uma vítima inocente
    que leva nossos pecados, ele é o
    primogênito entre muitos irmãos. Ele é nosso irmão mais velho, e ele nos
    vê como fugitivos, como rebeldes que estão cortados da família de Deus. A Nova
    Aliança não faz que Cristo troque em um
    senso legal; Cristo nos dá a própria vontade de forma que nós realmente tornemos filhos de Deus.


    Assim concluí que a “Sola
    fide” estava errada.
    Primeiro, porque a Bíblia nunca diz isso em qualquer lugar. Segundo, porque Lutero
    inseriu a palavra “só” na tradução para o alemão, embora ele soube perfeitamente bem que a frase “só” não estava no grego. Em nenhuma parte o Espírito santo
    inspirou os escritores da Bíblia para dizer que nós somos salvos só pela
    fé. Paulo nos ensina que somos salvos
    por fé, mas em Gálatas diz que nós somos salvos por fé e obras.


    Então de repente nós adquirimos notícias que nossa mudança
    teoricamente sobre contracepção tinha
    provocado uma mudança na anatomia de Kimberly e
    fisiologia; ela estava grávida.

    Pastor de uma Igreja em Virgínia


    O telefone tocou. Uma igreja em Virgínia, uma igreja
    famosa “que eu tinha ouvido muito bem me chama
    e diz, você é o candidato para pastorear, nós o queremos aqui”. Na realidade nós lhe pagaremos bem de forma
    que você pode estudar 20 horas pelo
    menos por semana, Bíblia e teologia. “Nós queremos que você nos imirja na Palavra de Deus”, e assim eu
    comecei.


    A primeira coisa que eu fiz era lhes falar sobre a Aliança.
    A segunda coisa era corrigir o engano
    deles E mostrar que Aliança significa a família. A terceira coisa que eu
    fiz era mostrar que a família de Deus
    faz sentido e que Deus é Pai, Deus é o Filho, e Deus pelo Espírito santo nos
    fez uma família com Ele. A quarta coisa , era
    os ensinos sobre liturgia e convenção e família na Bíblia. Eu sugeri que
    deveríamos ter a refeição familiar,
    comunhão. Eu usei a palavra “Eucaristia.” Como nós mudamos nossa liturgia, nós sentíamos uma mudança com a nova
    experiência. Era excitante ver, e como
    eu lhes ensinei mais sobre a Aliança, eles tinham sede para saber ainda mais.

    O professor em um Seminário presbiteriano


    Enquanto isso algo dramático aconteceu. Eu cheguei em um seminário, um seminário presbiteriano, e
    perguntaram se eu ensinava cursos para seminário que começa com Evangelho de João. Eu disse, “Seguramente.” Assim eu comecei a compartilhar do Evangelho
    de João, sobre a família de Deus, sobre o nascer de novo. Eu descobri em meu
    estudo que nascer não quer dizer que é somente aceitar Jesus Cristo como seu
    Salvador. Mas descobri o que Jesus quis dizer em (João
    3) quando disse que você tem que nascer novamente. Ele diz que tem que nascer da água e do espírito. Eu
    ensinei que nascer é novamente um ato de
    Aliança, um sacramento, uma renovação da Aliança que envolve o batismo.


    Enquanto isso eu estava preparando meus sermões e algumas conferências à
    frente de (João
    capítulo 3). Eu estava vendo também o capítulo
    6. Lá eu descobri algo que nunca tinha notado. Jesus disse a eles, “Verdadeiramente, eu digo, a menos que
    você coma a carne do filho do homem e bebe o sangue dele você não terá vida em você. Quem come minha carne
    e bebe meu sangue tem vida eterna e eu o elevarei no último dia,
    pois minha carne é verdadeiramente uma
    comida e meu sangue verdadeiramente uma bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu
    nele”. Eu olhei para
    isto de dez ângulos diferentes.


    Eu tinha sido treinado para interpretar isso em um sentido
    figurado; Jesus está usando um símbolo. Mas o mais que eu estudei, o mais que
    eu percebi que esta interpretação não faz sentido nenhum. Porque assim que
    todos os Judeus ouvem o que Jesus diz, eles partem. Até este ponto,
    milhares o estavam seguindo, e então de repente as multidões
    ficam chocado com o que Ele diz, “Minha carne realmente é comida, meu sangue é realmente
    bebida” e todos eles partem. Se Jesus
    tinha pretendido falar em um modo figurativo, Ele teria sido obrigado a
    dizer, “Pare, eu só quero dizer que isto é somente um simbolismo.” Mas Ele não faz isso; ao invés, o que ele
    faz? Pergunta aos Apóstolos. Pedro se
    levanta e fala; “Para
    quem iremos nós? O Senhor tem palavras de vida eterna e nós viemos
    acreditar.” .


    Como eu comecei a estudar isto, eu comecei a perceber uma coisa. Eu
    descobri que Jesus nunca tinha usado a palavra “Aliança” em seu ministério público. Ele economizou o
    tempo para instituir a Eucaristia e disse, “Este Cálice é o sangue da nova aliança.” Eu
    comecei a ver por que na Igreja primitiva
    durante mais de 700 anos, ninguém em qualquer lugar duvidou do
    significado das palavras de Jesus. Todos os pais da Igreja primitiva sem
    exceção levaram as palavras de Jesus acreditando e ensinando na real presença
    de Cristo na Eucaristia. Eu estava
    assustado.


    Então de repente um episódio aconteceu numa noite em um
    seminário. Um estudante diplomado nomeado John tinha terminado uma apresentação
    sobre o Concílio de Trento. O Concílio de Trento, você recordará, era a
    respostas oficial da Igreja para Martinho Lutero e a Reforma. Em uma hora e
    meia ele tinha apresentado o Concílio de Trento dentro da luz mais favorável.
    Ele tinha mostrado quanto os argumentos estavam de fato baseado na Bíblia.
    Então ele virou o jogo. Os estudantes lhe perguntavam algumas coisas, mas ele
    disse, “Posso eu fazer
    primeiro uma pergunta, Professor Hahn?” Você sabe como Lutero realmente
    teve dois slogans, não só a sola fide, mas a sola scriptura, ou seja: . “Somente a Bíblia” minha pergunta é,
    onde a Bíblia ensina isto? “


    Eu olhei para ele com um olhar fixo em branco. Eu poderia sentir o suor
    que vinha a minha testa, mas eu disse, “John, isso é uma pergunta boba. Ele olhou para mim e disse, me
    “Dê uma resposta boba.” Eu disse, “certo, eu tentarei.”. Eu disse, “Bem, (2 Timóteo 3,16) é a chave: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil
    para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça” Ele disse, “Espere um segundo” aqui diz que a Bíblia é inspirada e lucrativa; não diz que é SÓ a Bíblia. Nós precisamos de outras coisas como
    oração, e então ele disse, que em (2
    Tessalonicenses 2,15), Paulo
    conta que eles têm que agarrar as
    tradições que Paulo os ensinou
    por escrito ou através das palavras de
    boca. Eu não estava pronto. Eu disse, “Bem, algumas perguntas e respostas; eu
    lidarei na próxima.”


    Eu penso que eles não perceberam o pânico que eu estava por
    dentro. Quando eu dirigi para minha casa
    a noite, eu estava me perguntando, por que eu nunca ouvi aquela pergunta? Por
    que eu não achei uma resposta? No dia seguinte eu comecei a chamar os teólogos
    ao redor do país. Eu lhes perguntaria, “Onde a Bíblia ensina a sola Scriptura? Onde a Bíblia nos ensina que a Bíblia é a
    única autoridade ? ” Um homem na
    verdade disse a mim, isso é uma pergunta boba que vem de você.” Eu disse,
    “Me dê
    então” uma resposta
    boba. Eu estava tendo êxito. Um professor quem eu respeitava, um teólogo de
    Oxford, disse a mim, “Scott,
    você não vai achar na Bíblia uma prova para sola Scriptura porque não é algo que a Bíblia demonstra”.


    Outro amigo, um teólogo, me chamou e disse, “Scott, isso que estou ouvindo, é que
    você está considerando a fé católica? ” Bem, eu realmente não estou considerando a fé
    católica. “Então eu
    decidi fazer uma pergunta. Eu disse, “Qual é a coluna e o fundamento da
    verdade? “ E ele
    disse, “Scott, para
    todos nós é a Bíblia.”
    Eu disse, “Então por
    que, em (1 Timóteo 3,15) diz que a coluna e o fundamento da verdade é a igreja? “ Ele fiou em silêncio. Eu disse, quantas
    igrejas dizem ser a coluna e o fundamento da verdade? Eu só sei que a Igreja
    católica Romana ensina que ela foi
    fundada por Cristo; e está ao redor durante 2000 anos e está fazendo
    algumas reivindicações estranhas que
    parecem muito semelhante a (1 Timóteo 3,15).


    Bem, neste momento eu não estava seguro. Eu peguei um
    telefone e chamei, o presidente do seminário onde eu estava ensinando. Steve me
    pediu para almoçar fora. Quando saímos para o almoço, eu estava muito assustado
    e inseguro. Ele falou que as minhas classes
    iam tão bem, que deixaria ensinar
    qualquer curso que eu quisesse. Pagaria até mesmo por um curso de doutorado em
    teologia. Eu disse, “Onde se faz um curso desses por perto? “ Ele disse,
    “Universidade
    católica.” Eu
    pensei, “Não, não,
    não. Eu não quero estudar lá; eu estou
    fugindo dessa perspectiva no momento.” Na realidade, ele disse, “Bem,
    você oraria sobre isto? “ Eu disse, “
    penso que você já sabe a
    resposta”.


    Quando eu cheguei em casa, Kimberly estava esperando por
    mim e expliquei a proposta do seminário e que não ia aceitar porque não estava
    seguro do que eu ensinaria, porque nesse exato momento eu não estava seguro do
    que a Bíblia estava ensinando. Ela caminhou até mim, e me deu um grande abraço
    e disse, “Scott nós vamos ter que orar
    então.” Ela soube o
    que significou: Significou a rejeição de
    um trabalho prospero como pastor de uma
    igreja crescente.

    De Assistente
    administrativo para Presidente de Faculdade


    Nós não soubemos o que íamos fazer. Depois de muita oração,
    decidimos que deveríamos mudar para a cidade de onde nós nos encontramos.
    Quando mudamos, eu solicitei um emprego a vários lugares, mas a faculdade me
    contratou como um administrador assistente do presidente. Durante dois anos eu
    trabalhei lá, e me esforçava bastante
    durante o dia e a noite sobrava um tempo para pesquisas detalhadas.


    Em dois anos eu tinha lido vários livros, e comecei a ler os teólogos Católicos pela
    primeira vez e os Estudantes da Bíblia. E eu estava impressionado com as
    perspicácias deles, eram de acordo com minhas próprias descobertas pessoais,
    descobertas inovadoras que eu estava assumindo.


    Às vezes eu mostrava as obras eruditas para Kimberly e dizia, “Ouça isto, preste bem no autor.” Porque ela era de certo modo uma teóloga,
    mas estava tão ocupada em cuidar das crianças que não tinha muita energia. Mas
    ela sentava, enquanto escutava, eu diria, “Quem você pensa que é? “ Ela disse, “fiquei emocionada! Isso parece um de
    seu sermões em Virgínia.” Eu disse, “Isso é
    o Vaticano II, Isso é a Igreja católica.” Ela disse,
    “Scott, eu
    não quero ouvir isso.”
    Eu disse, “Kimberly,
    esta matéria-prima sobre liturgia é tão
    excitante. Eu não tenho certeza, mas eu penso que Deus poderia ter nos chamando a se tornar Anglicanos.” Ela olhou em meus olhos, e os seus encheram
    de lágrimas e disse, “da igreja Anglicana! “ Ela disse, “eu sou uma presbiteriana, meu pai é um
    ministro presbiteriano, meu tio é um
    ministro presbiteriano, meu marido era um ministro presbiteriano, meu irmão quer ser um. Eu não quero ser da igreja Anglicana.”


    Eu me lembro que alguns meses depois de ler muito mais, uma noite eu saí e disse, “Kimberly, eu não estou seguro, mas eu
    estou começando a pensar que Deus
    poderia me estar chamando a se tornar um Católico romano.” Este olhar de desespero aconteceu com ela.
    Ela disse, não “nós
    não podemos nos tornar Episcopalianos? Qualquer coisa, menos católico.” Ela começou a orar para alguém salvar o
    marido dela, algum professor, algum
    teólogo, algum amigo.

    Viagem direta para
    o Catolicismo


    Finalmente aconteceu. Um dia, Gerry, meu melhor amigo de seminário, me chamou. Ele era o
    único estudante, junto comigo, que segurou à velha convicção protestante que o
    Papa era o anti-Cristo. Ele falou comigo uma noite no telefone. Eu li a ele uma
    passagem de um livro de Bouyer. Ele disse, “Emocionei, isso é rico e profundo. Quem escreveu isto? “ Eu disse, “Louis Bouyer.” “Bouyer? eu nunca ouvi
    falar dele, o que é ele? “ Eu disse, “O
    que você quer dizer? “
    Bem, ele é um Metodista? “ Eu disse, “Não”. “Ele é um batista? “ “Não.”
    “Eu quero dizer é Luterano? O que é ele? ” Eu disse, “Bem, ele é um Cató—–. ” “Eu sinto muito”
    Eu disse, “Ele é Cató—-romano
    “Espere um segundo, deve haver um erro, Scott. Eu pensei que você
    disse que ele é católico.” Eu disse, “Gerry, ele é católico, e eu tenho lido muitos livros
    católicos.”


    De repente eu falei, “eu tenho lido Danielou, Ratzinger, Lubac,Garrigou-Lagrange e
    Congar, e todos estes sujeitos tem uma riqueza enorme; você tem que ler também”. Ele disse, “Reduza a velocidade. E continuou,
    “Scott, sua alma pode estar em
    perigo.” Eu disse, “Gerry, possa eu lhe dar uma lista
    de títulos? “ Ele disse, lerei, qualquer coisa para o salvar deste tipo de armadilha.
    E eu lhe dei estes títulos.” Eu disse, “Gerry,
    eu li todos, separe um deles, pelo menos
    uma ou duas vezes”.
    E eu enviei isto a ele.


    Depois, de um mês nós conversamos um longo tempo por
    telefone. Bem, isto foi por três ou quatro meses. Nós falaríamos por
    telefone, duas, três, às vezes quatro horas discutindo, teologia e Bíblia até
    três ou quatro pela manhã. Uma noite minha esposa sentou na cama e disse, “Como vai? “Me fale sobre isto. Eu disse, “Gerry ficou perplexo com a verdade
    Bíblica e o avanço da Igreja católica”. Eu não pude ver ela enfrentar isso, mas
    eu pude ver sua face no travesseiro começando a chorar.


    Em pouco tempo Gerry me chamou e disse, escute, eu estou um
    pouco assustado. Meus amigos também estão assustados. Nós realmente deveríamos
    levar isto a sério. Eu falei com John Gerstner, um teólogo Presbiteriano,
    anti-católico, para uma reunião de seis horas, para um estudo aprofundado,
    começando pelo Velho Testamento em hebraico, o Novo Testamento em grego, e documentos da história da Igreja. Ao
    término de seis horas, Gerry descobrimos
    que a Igreja católica nem mesmo tem necessidade de uma defesa. Ela está mais como um leão. Nós apresentamos os
    ensinos da Igreja no contexto Bíblico, e
    ele não tinha respondido nenhuma de nossas perguntas ou objeções.


    Enquanto isso, eu enviei uma aplicação para Universidade de
    Marquette porque eu tinha ouvido que
    tinham alguns teólogos excelentes. Fui aceito, e consegui uma bolsa de estudos,
    comecei a visitar alguns padres na área. Nenhum deles quis discutir minhas
    perguntas. Um deles na verdade disse, “você está pensando em converter-se para o Catolicismo? Não, você
    não quer fazer isso. Desde o Vaticano II nós desencorajamos isso. A melhor
    coisa que você pode fazer para a Igreja é ser um bom ministro
    presbiteriano.”


    Três ou quatro encontros assim fiquei sem entender. Eu
    compartilhei isto com Kimberly. Ela disse, “Você tem que ir a uma Escola católica
    onde você pode estudar em tempo integral, onde você pode ter certeza que
    acredita na Igreja católica.” Assim depois de muito oração e
    preparação, nós nos mudamos para Milwaukee onde eu estudei dois anos de tempo
    integral no programa doutoral deles.


    Esses dois anos eram os anos mais ricos de estudo que eu já
    tinha experimentado e o tempo mais rico de oração. Eu me achei dentro de alguns
    seminários, entretanto, onde eu era de fato o solitário protestante. Eu realmente
    desfrutei o tempo. Mas aconteceu duas coisas no caminho.


    Primeiro, eu comecei a pedir um rosário. Eu estava muito
    assustado, mas procedi a rezar, e como rezei. Comecei a entender então os
    Católicos. Logo veio em minha mente, que eu era uma criança de Deus. Eu não
    tinha somente Deus como Pai e Cristo como meu
    irmão; mas eu tinha também uma Mãe.


    Um amigo meu que tinha ouvido que eu estava passando para a
    igreja católica me chamou um dia e disse: “Você adora a Maria como esses
    Católicos fazem? “ Eu disse, “Eles
    não adoram a Maria; eles honram a Maria.” “Bem, qual é a diferença? ” Eu disse, me Deixe explicar. Quando
    Cristo aceitou o chamada do Pai para se
    tornar um homem, Ele aceitou a
    responsabilidade para obedecer a lei, a lei moral na qual é resumida
    os Dez Mandamentos. Há um mandamento que
    diz, Honra seu pai e mãe. eu disse, “Chris, no hebreu original, aquela palavra “honra”,
    kaboda, palavra hebréia pretende glorificar, dar qualquer glória e honre você seu pai e mãe. Cristo cumpriu
    aquela lei mais perfeitamente que
    qualquer humano dando a glória dele honrando a Mãe. Tudo que nós fazemos no
    rosário, Chris, é imitar Cristo que honra a Sua Mãe com a glória dele. Nós a
    honramos com a glória de Cristo.


    A segunda coisa que aconteceu foi quando fui a capela.
    Sentei na parte de trás, e era um observador. Então um sino tocou e todos eles
    se levantaram e a Missa começou. Eu nunca tinha visto isto antes.


    A Liturgia da Palavra era rica. Eles leram a Bíblia, mais
    do que eu pensei. Então a Liturgia da Eucaristia começou. Eu assisti e
    escutei como o padre pronunciou as
    palavras de consagração. E eu confesso, a última gota de dúvida escoou fora
    naquele momento. Eu olhei e disse, “Meu Deus meu Deus.” Como as pessoas começaram a ir adiante para receber a comunhão, eu fiquei
    alegre e o Senhor entrou em meu coração.
    O Senhor é Deus e meu Salvador pessoal , mas agora eu penso que o Senhor
    quer vir em meu corpo como também em minha alma
    até que esta comunhão esteja completa.


    O próximo dia que eu estava de volta, e o próximo, e o próximo. Eu não pude contar
    a ninguém. Eu não pude contar a minha esposa. Mas em duas ou três semanas eu
    estava com a cabeça erguida e sempre dizendo em meu íntimo, ame o Cristo na
    Real Presença, no Santíssimo Sacramento.


    Então um dia Gerry me chamou no telefone. Ele tinha lido
    centenas de livros. Ele chamou para anunciar, “Leslie e eu decidimos tornar católicos
    na Páscoa de 1986. “
    Depois que desliguei o telefone, eu disse, “Kimberly, você nunca vai adivinhar o que Gerry e Leslie estão
    planejando fazer.” “O que?” Eles vão se tornar Católicos na Páscoa de 1986. ”


    Eu soube que Kimberly me amou
    bastante e nunca me permitiu desobedecer meu Deus e Salvador. Ela disse, “eu
    rezarei aproximadamente, mas eu tenho que lhe falar, eu me sinto traída. Eu me
    sinto abandonada. Eu nunca me senti tão só em minha vida. Todos meus sonhos
    estão morrendo por causa disto.” Mas ela rezou, e Deus a abençoou,
    ela voltou e disse, “Esta é a coisa mais dolorosa em
    minha vida, em nosso matrimônio, mas eu penso que é o que Deus quer que eu faça.”


    Na vigília da Páscoa de 1986, ela me acompanhou para a Missa de vigília, que até este momento, eu já
    tinha recebido o batismo, primeira comunhão, Confirmação. Quando eu voltei eu
    estava chorando, e eu pus meu braço ao
    redor do dela e nós começamos a rezar. Deus disse a mim, “Olhe, eu não lhe estou pedindo que se torne um católico apesar de
    seu amor por Kimberly, porque eu a amo
    mais que você”.


    Nós tivemos um terceiro bebê,
    Hannah. Quando Hannah foi concebida, eu estava
    realmente assustado. Assustado por muitos razões mas nunca tão assustado
    como numa manhã de domingo quando
    Kimberly estava grávida de cinco meses. Estávamos na Igreja dela e na última
    estrofe do último hino, ela se levantou e virou para mim. Ela estava branca
    como um fantasma e disse, “eu
    não me sinto bem.”
    Ela se sentou e se deitou,e não soube o
    que fazer, corri para um telefone público, e estava em um pânico mas logo veio
    a ajuda e ela entrou no carro e fomos para o hospital e a vida de
    Kimberly, e o bebê foram poupadas, e
    Hannah nasceu.


    Eu há pouco tive o senso que estávamos mais íntimos de Deus
    para o nosso matrimônio, pois antes de Hannah nascer Kimberly me disse, “eu não estou segura mas acho que Deus está me dizendo que Hannah
    vai ser um criança de reconciliação. Eu
    não estava seguro do que isso significaria.” Nós abraçamos e começamos a rezar sobre
    isto.


    Depois que Hannah nasceu, Kimberly me chamou. Ela disse, “penso que Deus quer que eu tenha a
    Hannah batizado dentro da Igreja
    católica.” Eu disse,
    o que?  Ela disse, “eu
    não estou segura mas sim.” e nós passamos pela liturgia do
    batismo. Como resultado desta celebração litúrgica do batismo, ela fotografou a liturgia batismal e enviou à
    família e amigos. Mas ela ainda não
    estava pronta para entrar nestes debates. Ela começou ler e rezar.

    Viagem para o
    Vaticano em Roma


    Em Janeiro meu sogro
    me convidou a se juntar a ele e um grupo de pessoas que estavam trabalhando
    contra a pornografia que se espalhava pela
    Europa oriental. Nesta viagem, iríamos também ao Vaticano para uma reunião e uma
    privada audiência com o Papa João Paulo
    II. Meu sogro, presbiteriano auxiliar, me perguntou se eu queria conhecer o
    Papa Eu disse,
    “Sim.” Assim no
    final de janeiro, além de ter podido se reunir com o Papa também fui
    convidado o acompanhar na capela privada
    dele em uma sexta-feira e participar da Missa matutina às 7:00 da manhã onde
    fiquei alguns metros dele. Você poderia ouvir
    ele que reza com a cabeça dele nas mãos dele, levando o peso do Igreja com todos seus fardos no coração dele.


    Como ele celebrou os Mistérios da Santa Missa, eu prometi
    para mim mesmo de participar profundamente na Missa, compartilhar com meus
    irmãos e irmãs, e agradecer a Cristo que nos deu uma incrível família,
    agradecer a Santíssima Virgem Maria por ser nossa Mãe espiritual, ao Papa, João
    Paulo II por ser um guia e um pai espiritual que nos conduz ao Pai divino,
    agradecer aos santos que são nossos irmãos e são a família de Deus.

    “A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1 Tim 3,15)

    “Todo aquele que divide Jesus é um anti-cristo” (1 Jo 4,3)

    Escrito por caiafarsa

    março 31, 2010 às 7:15 pm



    _


    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo