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    sábado, 24 de agosto de 2013

    Julio Severo: “Enquete sobre o direito do governo criminalizar pais que disciplinam filhos” plus 1 more








    Posted: 24 Aug 2013 07:34 AM PDT




    Enquete sobre o direito do governo criminalizar pais que disciplinam filhos



    • Julio Severo



    A Câmara dos Deputados começou, no dia 22 de agosto, uma enquete (http://bit.ly/19DTN0Z) sobre a criminalização dos pais que aplicam disciplina física nos filhos.



    Mas nem a enquete nem o projeto confessam sua natureza óbvia de criminalização dos pais, recorrendo a uma linguagem mais astuta. O Projeto de Lei 7672/10, do Poder Executivo, mais conhecido como "Lei da Palmada," pretensamente "protege" o "direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos físicos."


    O pai e a mãe que violarem a proteção estatal sobre crianças sofrerão a ira e os castigos estatais. Serão tratados como monstros.


    O fascinante é que a pessoa por trás da Lei da Palmada, Maria do Rosário, é uma feroz militante do aborto. Isto é, qual o sentido de uma feminista que defende o assassinato de inocentes bebês em gestação querer "proteger" os filhos da disciplina física dos pais? Ou melhor, quem protegerá os bebês em gestação das obsessões assassinas de Maria do Rosário? Quem protegerá os pais e as famílias de um governo repleto de militantes como Rosário?


    A pergunta da enquete não contém menos malícia do que as intenções de Rosário. Em vez de perguntar se "o Estado deveria criminalizar os pais que disciplinam fisicamente os filhos?", a enquete vem com a pergunta "Você concorda com o uso de castigos físicos na educação de crianças e adolescentes (PL 7672/10)?"


    O próprio projeto de Rosário trata oficialmente toda disciplina física como violência e maus-tratos. A pergunta, seguindo essa direção, só faltou indagar: "Você concorda com violência física?" Claro que ninguém concorda.


    Aliás, quando se fala em Lei da Palmada, a primeira reação dos pais é um sonoro "não." Relatório do Disque Câmara (0800 619 619), de janeiro a junho de 2012, mostrou que 94,6% dos brasileiros são contra a Lei da Palmada. De 1 de julho deste ano até 12 de agosto de 2013, das 618 manifestações sobre o projeto de Maria do Rosário, 93,9% (580) disseram que são totalmente contrários. Apenas 6,1% (38) se manifestaram a favor. 
    Enquete manipulável


    Contudo, estranhamente, a enquete (http://bit.ly/19DTN0Z), que mal começou, está mostrando um apoio sistemático ao "não," que favorece o projeto de Rosário. O SIM, que se refere ao apoio dos direitos dos pais, está perdendo. Até agora, os resultados parciais da enquete estão contra a vontade da maioria das famílias brasileiras.


    Quando examinei minuto a minuto a enquete, vi que os resultados favoráveis a Rosário subiam de forma mecânica. Procurei um especialista de ciências da computação e ele me informou que há uma brecha na enquete que provavelmente está sendo usada para subir os números do "não" aos direitos dos pais.


    O especialista disse que verificou e o que pode estar ocorrendo é que um grupo de ativistas pode estar limpando os cookies do navegador. Os ativistas mais experientes usam o navegador Firefox. A explicação dele:


    Com o Firefox, eles fazem o download do complemento "Web developer" em https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/web-developer/

    Depois de instalá-lo, eles reiniciam o navegador. Aí, aparece uma barra abaixo do local onde se digita o endereço do site.

    Então, eles estão prontos para votar. Eles votam na enquete e em seguida clicam em "Cookies -> Delete Domain Cookies."

    Eles votam quantas vezes quiserem.


    Com um pequeno grupo de ativistas, eles podem fazer parecer que grande parte da população aprova as intenções de Maria do Rosário, fazendo subir os números da enquete do "não" aos direitos dos pais.


    Anos atrás, vi o mesmo problema ocorrer em enquete do Senado. Houve denúncias, mas o Congresso não reagiu enquanto os números da enquete subiam favoravelmente aos interesses do governo do PT, ainda que fosse uma subida mecânica. Mas quando, indignados com a inação diante da manobra, um grupo de ativistas pró-família usou o mesmo recurso, aí houve ação imediata, com a suspensão da enquete.


    O mais decente é denunciar as brechas dessa enquete e telefonar para o 0800 619 619 e dizer que somos contrários às intenções de Maria do Rosário e seus camaradas petistas de criminalizarem os pais do Brasil que aplicam disciplina física nos filhos. Muitos desses pais o fazem em obediência a sólidos princípios bíblicos, que dizem:


    "Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo". (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)


    "Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter." (Provérbios 20:30 NTLH)


    "Não evite disciplinar a criança; se você bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)". (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)


    "A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". (Provérbios 29:15 RA)


    Se a lei de Maria do Rosário prevalecer, os pais serão oficialmente tratados como criminosos se obedecerem à Palavra de Deus de proteger, por meio da vara, seus filhos de maus comportamentos. Mas se obedecerem à feminista do PT, poderão acabar ganhando o direito de matar bebês em gestação por meio do aborto.




    Leitura recomendada:


















































































    Artigos sobre Xuxa:








    Artigos sobre Maria do Rosário:










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    Posted: 24 Aug 2013 06:06 AM PDT




    ONU Arrisca Credibilidade com Campanha Promovendo Direitos Homossexuais



    • Wendy Wright



    NOVA IORQUE, 2 de agosto (C-FAM) O escritório de direitos humanos da ONU lançou uma campanha midiática promovendo direitos homossexuais e transgêneros. A iniciativa de duração de um ano, financiada por fontes externas, levanta questões sobre o uso de escritórios da ONU para o que alguns governos consideram propaganda.



    A campanha dos líderes da ONU para estabelecer direitos sexuais como direitos humanos de consenso universal está ocorrendo depois de anos de fracassos para ganhar apoio governamental para a homossexualidade. Tentativas de legitimar direitos especiais para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) fracassaram repetidamente no Conselho de Direitos Humanos, o órgão administrativo que supervisiona o escritório da ONU que produziu a campanha.


    Navi Pillay, a mais elevada autoridade de direitos humanos da ONU, anunciou a campanha "Livres & Iguais" na semana passada na África do Sul.


    Um anúncio proclama, "Direitos LGBT são direitos humanos." Em outro, Pillay declara que direitos LGBT não são "novos ou especiais." Os críticos apontam para o fato de que os direitos humanos se aplicam para todas as pessoas. Os direitos LGBT são distintos, e levam ao estabelecimento do casamento de mesmo-sexo, exigindo que as escolas contratem transexuais e cometam discriminação contra pessoas que têm opiniões religiosas.


    "Devemos todos desafiar atitudes homofóbicas," diz Pillay enquanto um vídeo mostra um protesto contra a Proposta 8, a emenda da Califórnia que declara que o casamento é entre um homem e uma mulher.


    A campanha enumera a discriminação, que incluiria o casamento tradicional e a proteção das crianças contra a propaganda LGBT, junto com a violência e a tortura. Os oponentes discordam que a oposição aos direitos LGBT equivale a desculpar a violência, apontando para países que limitam condutas sexuais e levam a juízo a violência cometida contra indivíduos homossexuais e transgêneros.


    O território desconhecido dos direitos sexuais deixa algumas sociedades lutando com consequências imprevisíveis. O comentarista Andrew Harrod fez uma reportagem sobre uma dupla homossexual que gerou um bebê com uma dupla lésbica, e todos os quatro criando a criança como "pai, pai, mãe, mãe." Outro homem homossexual gerou 22 filhos com mulheres lésbicas como resultado de um "impulso para procriar, solidão e vingança calma contra a igreja."


    Em países que legalizam o casamento de mesmo sexo, as pessoas enfrentam multas, prisão e discriminação profissional por defenderem a convicção do casamento tradicional.


    Uma pesquisa de opinião pública do Pew Research revelou que a homossexualidade é menos aceitável em países em que a religião é central na vida das pessoas, e mais aceitável onde a religião não é central.


    Quando o presidente Obama exerceu pressão pró-homossexualismo durante sua recente visita à África, líderes do Quênia fizeram oposição. O Quênia "é soberano e temente a Deus," disse vice-presidente William Ruto.


    "Essas pessoas que já arruinaram sua sociedade… não permita que se tornem nossos professores para nos dizer aonde ir," disse o cardeal do Quênia, John Njue. A homossexualidade é ilegal em 38 nações africanas, e 90% dos quenianos creem que a homossexualidade é errada.


    A ONU contratou a Fundação Purpose para realizar a campanha nos meios de comunicação. A empresa constrói movimentos de mídia social para "mudar as regras" nas sociedades.


    Em maio passado o Friday Fax perguntou a Pillay quem financia o trabalho do escritório dela de defender direitos LGBT. Ela disse que vem dos países nórdicos. Uma autoridade da ONU disse à Associated Press que o financiamento para a campanha "Livres & Iguais" vem de "contribuintes externos."


    A política britânica Anne Widdecombe tem criticado as prioridades das autoridades. Mais de 150.000 cristãos são mortos anualmente. Cerca de 200 milhões de cristãos sofrem desvantagens sociais, são atormentados ou sofrem opressão direta.


    "Estou perplexa com o tamanho da perseguição aos cristãos no mundo inteiro," ela declarou em 2011. "Por que na terra estamos colocando a liberdade religiosa como igual à homossexualidade?"


    Tradução: www.juliosevero.com


    Fonte: C-FAM


    Leitura recomendada sobre arcebispo protestante Desmond Tutu participando da campanha a ONU "Livres & Iguais":





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    Posted: 23 Aug 2013 01:49 PM PDT


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    Deus lo vult! - Carta aos bispos




    Deus lo vult! - Carta aos bispos





    Posted: 23 Aug 2013 11:17 AM PDT


    23 de agosto de 2013,
    Festa de São Lino, Papa,
    e de Santa Rosa de Lima, primeira santa latino-americana

    Excelentíssimos senhores bispos,

    O Papa Francisco tem instigado os católicos a promoverem uma «cultura do encontro», que ele entende como contrária a esta cultura «eficientista» e «do descarte» que hoje está aí (cf. Homilia do Papa Francisco na Catedral de São Sebastião, Rio de Janeiro, Sábado, 27 de Julho de 2013). Para uma verdadeira cultura do encontro, diz o Papa, é mister anunciar com coragem a Fé Católica, com «a certeza humilde e feliz de quem foi encontrado, alcançado e transformado pela Verdade que é Cristo, e não pode deixar de anunciá-la» (cf. id. ibid.). Para a mais perfeita promoção dessa cultura, portanto, em obediência à Doutrina do Evangelho e com os olhos fitos em Cristo, Bom Pastor, queremos expôr aos senhores bispos as considerações a seguir.

    Consideramos que a máxima “Ecclesia semper reformanda” recentemente lembrada pelo Papa Francisco tem muito a nos dizer, a nós católicos do Terceiro Milênio, e é por estrita fidelidade a este tão importante princípio que precisamos enfrentar corajosamente todas as tentações eclesiais modernas. Em particular, é urgente enfrentar a tentação de retrocedermos a modelos fracassados de Igreja que, no passado, tanto mal provocaram à Esposa de Cristo e a tantas almas pelas quais o Divino Redentor derramou o Seu Preciosíssimo Sangue.

    Diante do novo horizonte eclesial que à nossa frente se nos descortina, julgamos da mais alta necessidade que não desperdicemos este tempo favorável que a Divina Providência nos concedeu com retrocessos teológicos e pastorais que, à semelhança do antigo inimigo do gênero humano, rondam as nossas Igrejas Particulares procurando a quem devorar. Temos a consciência de que uma verdadeira «cultura do encontro» deve conduzir os homens e mulheres de hoje a um encontro com Cristo, sem o qual todos os nossos esforços serão vãos e enganosos.

    Confiantes nas palavras do Divino Salvador que mandou aos Seus Discípulos anunciarem “de cima dos telhados” a Boa Nova que Ele lhes confiara, nós queremos fazer chegar aos senhores bispos essas nossas reflexões, a fim de que o ar puro do Evangelho da Luz possa vencer os miasmas pestilentos das catacumbas onde velhas raposas que perderam o bonde da história conspiram contra a Igreja Santa de Deus.
    1. O Ministério dos bispos à luz do Concílio Vaticano II

    Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos, detêm em união com o Romano Pontífice o «supremo e pleno poder sobre toda a Igreja» (Christus Dominus, 4). Nestes nossos tempos em que o relativismo cresce assustadoramente a ponto de um sem-número de homens e mulheres não serem capazes de encontrar nenhuma referência espiritual segura em meio a um mundo em constantes e céleres transformações, julgamos da mais alta importância que a Unidade da Igreja de Cristo resplandeça com tanto mais vigor e solidez quanto mais fluidos e caóticos forem os valores atualmente em voga.

    Esta Unidade da Igreja se manifesta na união afetiva e efetiva de cada Igreja Particular com a Sé Apostólica, e de cada Bispo individual com o Bispo de Roma. A unidade da Igreja depende da unidade do Episcopado, e essa exigência é tão grande que não pode existir verdadeira Igreja Católica onde falte aquela comunhão com a Sé de Roma, princípio e fundamento da unidade. A esse respeito, o Concílio Vaticano II assim nos ensina: «para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, [Cristo] colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros Apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão» (Lumen Gentium, 18).

    Observamos com apreensão uma certa tendência à alforria em algumas Igrejas Particulares, que imaginam ser condição necessária à realização da catolicidade da Igreja sacudir dos ombros o jugo do Romano Pontífice. Os que procedem dessa maneira, além de atentarem gravemente contra a Unidade da Igreja de Cristo, esquecem-se de que foi o próprio Cristo quem disse aos Apóstolos: «quem Vos ouve é a Mim que ouve, e quem Vos rejeita é a Mim que rejeita». Enganar-se-iam os purpurados que orgulhosamente pensassem que a gravidade dessas palavras pesa somente sobre os cristãos leigos e não sobre cada um deles igualmente. Afinal, antes de serem pastores pelo Sacramento da Ordem, são também e principalmente cristãos pelo Batismo, aos quais Cristo chama à obediência da Fé. Também os bispos devem encarnar o discipulado de Cristo, e nada mais estranho aos discípulos de Nosso Senhor do que a insurreição contra os fundamentos da Igreja de Deus. De fato, o bispo, «a quem é confiada uma igreja particular, apascenta em nome do Senhor as suas ovelhas, sob a autoridade do Sumo Pontífice» (CD, 11) e jamais à revelia desta autoridade suprema.

    Ao invés, portanto, de perderem tempo com semelhantes quimeras, que sejam os bispos verdadeiros discípulos para, obedientes Àquele que Se fez obediente até a morte, aprenderem d’Ele que é manso e humilde de coração. E, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforcem-se por serem missionários zelosos pela pureza da Fé do povo a eles confiados, segundo o que ensina o já citado decreto Christus Dominus: que se interessem «particularmente por aquelas regiões em que não foi ainda anunciada a palavra de Deus ou em que, sobretudo por causa da escassez de sacerdotes, os fiéis correm perigo de se afastarem da prática dos mandamentos e até de perderem a fé» (CD 6). A prática dos mandamentos inclui a submissão filial devida às autoridades da Igreja, da qual nem mesmo os próprios bispos estão dispensados. Sejam, portanto, eles próprios os primeiros a darem este testemunho profético tão necessário no mundo de hoje.
    2. A colegialidade necessária no século XXI

    O Primado do Bispo de Roma é instituição de direito divino; a este respeito, quis o Vaticano II propôr novamente à crença dos fiéis esta santa «doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível» (LG 18).

    O Colégio dos Bispos, como aquele Colégio Apostólico original, só existe verdadeiramente em estreita união com o fundamento da unidade da Igreja: São Pedro e seus sucessores. Ainda sobre este assunto, quis o Concílio expressar-se deste modo claro e inequívoco: «o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro» (LG 22). Queiram, assim, os bispos, em obediência ao Concílio Vaticano II, esforçarem-se por fomentar esta sagrada «união com o Romano Pontífice» da qual depende em absoluto a autoridade episcopal que eles detêm. Mais uma vez, sejam os bispos generosos em darem constantes e efetivas mostras da sua submissão ao Bispo de Roma, afastando mesmo toda aparência de uma “colegialidade” entendida como independente ou mesmo contrária aos interesses da Sé Apostólica.

    Conscientes de que somos aquelas «pedras vivas» das quais é constituída a Igreja de Deus, temos a íntima convicção de que a necessária renovação da Igreja passa necessariamente pela renovação das almas individuais. Não existem “estruturas eclesiásticas” passíveis de serem reformadas sem a conversão do coração dos membros da Igreja – não só leigos, mas também bispos – no sentido de obedecerem cada vez mais perfeitamente aos ditames do Divino Mestre, principalmente àqueles que são mais contrários ao espírito dos tempos. E entre os aspectos da vida eclesial que hoje mais necessitam de um retorno às origens do Cristianismo, parece-nos urgente a redescoberta e vivência daquele antigo adágio dos Santos Padres: «ubi Petrus ibi Ecclesia».

    Que se esforcem, portanto, os bispos para exercerem responsavelmente a sua colegialidade, exercendo o poder que lhes compete por direito divino «juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça» (CD 4), pois só dessa maneira se dará a tão almejada e necessária renovação da Igreja Católica.
    3. O cinquentenário do Concílio Vaticano II

    O Papa Francisco nos ensinou recentemente que o Vaticano II «foi um Concílio sobre a fé, por nos ter convidado a repor, no centro da nossa vida eclesial e pessoal, o primado de Deus em Cristo» (Lumen Fidei, 6). A fim de aproveitar a celebração do cinquentenário do Vaticano II para fomentar a frutuosa redescoberta dos tesouros que este Concílio legou à Igreja, gostaríamos de propôr aos senhores bispos três pontos conciliares que, em nossa opinião, precisam ser mais generosamente aplicados em nossas Igrejas Particulares.

    Primeiro, sobre a Fé, que o Concílio «fez brilhar (…) no âmbito da experiência humana» (LF 6), gostaríamos de recordar, segundo as linhas mestras do Concílio, que «ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Baptismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), [Cristo] confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Baptismo» (LG 14). De acordo com esta importante Constituição Dogmática, assim, Fé e comunhão eclesial não são duas realidades antagônicas ou mesmo independentes entre si, mas muito pelo contrário: é da absoluta necessidade da Fé «sem a qual é impossível agradar a Deus» que decorre a necessidade de se pertencer à Igreja de Cristo, «necessária para a salvação» (LG 14).

    Que se esforcem, portanto, os bispos para anunciar o Evangelho da Verdade, conscientes de que alargar as fronteiras da Fé equivale a alargar os limites da Igreja Católica e Apostólica e, simultaneamente, colocar-se fora da comunhão com esta Igreja é o mesmo que atraiçoar a Fé que Cristo nos legou, pois «a unidade da fé é a unidade da Igreja» (LF 48). A este respeito, são muito incisivas as recentes palavras do Papa Francisco em sua já citada primeira carta encíclica: segundo ele nos ensina, a Fé «tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes» (LF 22); e ainda, «danificar a fé significa danificar a comunhão com o Senhor» (LF 48). Que tenham portanto os bispos sempre a firme consciência de que só é possível confessar a Fé em Cristo em comunhão com a Igreja Católica, e que anunciar a Fé é simultaneamente convidar o ouvinte a tornar-se «participante do caminho da Igreja, peregrina na história rumo à perfeição» (LF 22).

    Segundo, sobre a Liturgia, «que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, (…) [que] robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações, para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos, até que haja um só rebanho e um só pastor» (Sacrosantum Concilium, 2), queremos meditar nessas palavras proféticas do Concílio: a Liturgia deve ser um «sinal erguido entre as nações» pela Santa Igreja, a fim de «reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos».

    A Sagrada Liturgia, assim, transcende as comunidades individuais onde ela se realiza, pois contém em si o papel de ser um sinal entre as nações, convidando os que não crêem a se reunirem à sombra da Igreja de Cristo. Por esta razão, a catolicidade da Liturgia rejeita todos os particularismos aos quais por vezes as Igrejas Particulares são tentadas a reduzi-la. O nexo entre Liturgia e Fé – expresso no conhecido adágio «lex orandi, lex credendi» – deve resplandecer em cada celebração da Eucaristia, a fim de que ela seja «também abundante fonte de instrução para o povo fiel» (SC 33).

    É com profunda consternação que encontramos não raras vezes celebrações eucarísticas totalmente desfiguradas por elementos estranhos à tradição litúrgica da Igreja, a ponto de sua identidade católica tornar-se irreconhecível sob uma profusão de símbolos que nada dizem a respeito da Fé. A este respeito, recordamos aquele (tão atual) lamento do Bem-Aventurado João Paulo II: «Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções» (Ecclesia de Eucharistia, 10).

    Que os bispos velem para que as celebrações eucarísticas em suas Igrejas Particulares façam sempre refulgir a Fé Católica e a comunhão com a Igreja Universal, sem as quais a Liturgia perde a sua razão de ser. Sejam solícitos em atender aquele «veemente apelo» do Papa João Paulo II «para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística» (EE, 52), pois este mistério «é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu carácter sagrado nem a sua dimensão universal» (id. ibid.).

    Por fim, em terceiro lugar, sobre o papel dos leigos, queremos recordar que é sua «vocação própria (…) procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (LG 31). Queremos, destarte, suplicar aos senhores bispos que não os queiram transformar em sucedâneos de sacerdotes, consumindo assim os seus esforços em um papel que não lhes compete realizar. Pois a maneira própria do leigo santificar o mundo não é assumindo papéis na Sagrada Liturgia ou tratando de assuntos da burocracia eclesiástica, mas sim realizando em Deus «os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo» (LG 34).

    Sejam, assim, os bispos diligentes em fomentar o apostolado dos leigos não «ad intra», mas «ad extra»: que eles não sejam somente cristãos de paróquia, mas que possam espalhar o bom odor de Cristo em meio à sociedade, pois o Vaticano II nos ensina que «devem os leigos sanear as estruturas e condições do mundo, se elas porventura propendem a levar ao pecado, de tal modo que todas se conformem às normas da justiça e antes ajudem ao exercício das virtudes do que o estorvem» (LG 36). Desta maneira, «o campo, isto é, o mundo ficará mais preparado para a semente da palavra divina e abrir-se-ão à Igreja mais amplamente as portas para introduzir no mundo a mensagem da paz» (id. ibid.). A importância deste trabalho é demasiado grande para ser obscurecida por concepções equivocadas do que significa ser católico no mundo atual. Que os bispos, constituídos por Deus para cuidar do povo fiel a eles confiado, sejam sempre solícitos em ajudar os leigos a encontrarem o seu lugar na Igreja, que absolutamente não se confunde com aquele dos ministros ordenados.

    Queiram estas considerações provocar nos senhores bispos uma reflexão sobre os desafios que a Igreja Católica enfrenta no Brasil no século XXI. Fazemos votos de que elas possam contribuir para aquela sadia renovação da Igreja recentemente pedida pelo Papa Francisco, e da qual a nossa pátria tem particular necessidade nos dias de hoje. E suplicamos à Bem-Aventurada Virgem Maria Aparecida, Mãe de Deus e da Igreja, que possa iluminar sempre o episcopado brasileiro, para a glória do Seu Filho e para o bem das almas das quais Ela é Rainha e Senhora.

    - Jorge Ferraz, leigo católico





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    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

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