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    1968 - A Paulo VI, dois milhões de sul-americanos pedem medidas contra a infiltração comunista na Igreja



























    Parte II







    Segunda seção







    N° 1

















    Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs



    a Plinio Corrêa de Oliveira





    EDIÇÕES BRASIL DE AMANHÃ

    Rua Javaés 681 – São Paulo

    Impressão e acabamento

    Artpress – Papéis e Artes Gráficas Ltda.

    Rua Javaés 681 – São Paulo

    s/d (1989)





    Parte II



    Quando TFPs somam seus esforços



    Segunda seção



    TFPs: ações conjuntas em âmbito internacional



    1. A Paulo VI, dois milhões de sul-americanos pedem medidas contra a infiltração comunista na Igreja







    Em setembro de 1968, a TFP comemora, na Casa de Portugal em São Paulo, o término de sua campanha, em que 1.600.000 brasileiros pediam providências a Paulo VI contra a infiltração comunista na Igreja. Foi o maior abaixo-assinado da História do Brasil



    Pelos idos de 60, uma hábil e vasta propaganda levada a efeito através da imprensa, do rádio e da televisão – e até do púlpito de certas igrejas – procurava apresentar as massas latino-americanas marchando irreversivelmente em busca de reformas de estrutura cada vez mais socializantes e radicais. De seu lado, uma minoria de eclesiásticos e leigos justificava sua própria atuação esquerdizante como decorrência do não atendimento do clamor de justiça que se estaria erguendo em todos os quadrantes do continente.



    Os progressistas procuravam ainda dar a entender que a própria Igreja estava engajada no processo de derrubada das estruturas atuais e na substituição destas por um regime profundamente igualitário. Não se apresentavam eles como uma facção aninhada dentro da Igreja, mas pretendiam falar em nome dEla, como se a Esposa de Cristo fosse a vanguardeira do movimento revolucionário.



    Esta era a situação quando um fato novo vem mudar a face dos acontecimentos.











    Aspectos da propaganda no Rio de Janeiro



    ATÉ HOJE não se sabe como foi ter às mãos da grande imprensa brasileira aquele documento-bomba, nascido da pena do padre belga Joseph Comblin. Não destinado à publicidade, como se alegou na época, o fato é que transpirou. E uma vez conhecido, estarreceu a opinião pública.



    Professor no Instituto Teológico (Seminário) da Arquidiocese de Recife, o Pe. Comblin é claro em seu escrito. Preconiza, como meios válidos para fazer cair as estruturas sociais vigentes, a revolução na Igreja, a subversão no País, a derrubada do Governo, a dissolução das Forças Armadas, a instituição de uma ditadura socialista férrea, esteada em tribunais de exceção, e aparelhada para reduzir ao silêncio – pelo terror – os descontentes.



    Na verdade, o público se dava conta, embora de modo difuso, de que o perigo comunista crescia graças à agitação contínua de uma minoria de eclesiásticos e de leigos que se proclamavam católicos. Era, porém, um dar-se conta vago, inexplícito, que continha, sim, uma recusa, mas ainda não expressa. E que, por isso, proporcionava ao "esquerdismo católico" o ensejo de gloriar-se, sem ser contraditado, de ter de seu lado a imensa maioria católica do continente.



    O Documento Comblin conferia nova precisão ao panorama anterior, por apresentar com clareza absoluta, num quadro único e numa só apologia, as tendências, opiniões e propósitos subversivos que afloravam esparsamente aqui e acolá em ambientes comuno-"católicos".



    E dá ensejo a que, a partir de 17 de julho de 1968, a TFP brasileira desencadeie, por todo o País, uma campanha de coleta de assinaturas para uma Mensagem a Paulo VI, pedindo respeitosamente medidas eficazes contra a infiltração esquerdista nos meios católicos (1).



    São dias memoráveis os dessa campanha, nos quais chovem as assinaturas do público. E o Brasil católico, ao mesmo tempo que demonstra sua fidelidade à Igreja, pede ao Supremo Pastor que afaste o lobo que quer devorar as ovelhas.



    A iniciativa impressiona também as autoridades eclesiásticas, civis e militares. A mensagem é assinada por quinze Arcebispos e Bispos (2), cinco Ministros de Estado, dois Governadores estaduais, quatro Marechais (3), cinco Almirantes, oito Generais, dois Senadores, dois Vice-Governadores, doze Secretários estaduais, bem como numerosos magistrados, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.



    Ao mesmo tempo, numerosas personalidades pronunciam-se favoravelmente à campanha, demonstrando sobejamente que o silêncio que até então se mantinha nesta matéria ocultava uma profunda preocupação face ao perigo que representa a infiltração esquerdista no Clero. Silêncio este que em tão crítica conjuntura só se explica pela reverente adesão do povo à Igreja Católica Apostólica Romana.



    No final da campanha (12 de setembro de 1968), feito o cômputo das assinaturas, verifica-se que, em 58 dias, 1.600.368 brasileiros de 229 cidades de 21 Unidades da Federação haviam assinado as listas apresentadas pela TFP.



    A conhecida revista norte-americana "Time", mortificada, incumbe-se de concluir: "A facilidade com que a TFP coletou as assinaturas reflete o fato de que a maioria dos latino-americanos aprova ou pelo menos tolera [sic] o conservadorismo católico" (4).



    Sim, os latino-americanos. Pois, ao mesmo tempo as TFPs coirmãs da Argentina, do Chile e do Uruguai promoveram abaixo-assinados semelhantes ao da TFP brasileira.







    Cooperadores da TFP brasileira em campanha. A Esquerda não assistiu impassível à maré montante do abaixo-assinado. Registraram-se nada menos que 829 ocorrências, entre agressões, insultos e ameaças. Desses atos de hostilidade, 396 foram praticados ou açulados por Eclesiásticos ou Religiosas







    Na Argentina, ao término de dois meses de campanha, são coletadas 266.512 assinaturas para análoga mensagem a Paulo VI, tendo sido percorridos o centro e os bairros de Buenos Aires, bem como mais de 40 cidades das diversas regiões do país, tais como Mar del Plata, Mendoza, Tucumán, Salta, Córdoba, Corrientes e Paraná.



    Dão sua assinatura de apoio à Reverente e Filial Mensagem três eminentes Prelados, os Exmos. Monsenhores Adolfo Tortolo, Arcebispo de Paraná, Francisco Vicentín, Arcebispo de Corrientes, e Mons. Alfonso Buteler, Arcebispo de Mendoza.



    Dentre as diversas personalidades oficiais que aderem ao abaixo-assinado está o Ministro do Interior, Guillermo Borda.



    A campanha não transcorre sem incidentes. Pelo contrário. A TFP argentina tem que enfrentar sérios obstáculos para chegar até o público.



    Não faltam os ataques originados de certos setores eclesiásticos que se servem, não raro, do púlpito de suas igrejas, para lançar uma ofensiva contra a mensagem ao Papa e a entidade que leva a efeito a campanha. A nota dominante desses ataques é sua absoluta falta de argumentação, quer no que diz respeito à Doutrina, quer no que toca aos fatos.



    A cólera progressista não fica, porém, só no âmbito dos pronunciamentos verbais ou escritos, mas desce até à agressão física em Tucumán, Avellaneda, Luján, Córdoba, Salta, La Rioja, Gualeguaychú e também em Buenos Aires.







    Também na Argentina, Chile e Uruguai as respectivas TFPs saem em campanha. As assinaturas que coletam, somadas às do abaixo assinado brasileiro, somam 2 milhões.



    O dia 21 de julho de 1968 pode ser considerado como o início da campanha no Chile. Nessa data é publicado em "El Diario Ilustrado", de Santiago, a Reverente e Filial Mensagem a Sua Santidade o Papa Paulo VI. No dia seguinte, ao mesmo tempo em que o documento é igualmente estampado no diário "El Mercurio", os militantes de Tradição, Família e Propriedade saem às ruas de Santiago com o estandarte do leão dourado sobre fundo vermelho, iniciando a coleta de assinaturas em apoio à mensagem.



    A campanha da TFP chilena repercute profundamente em todos os setores da opinião nacional, e a imprensa que, com raras exceções, demonstrara sempre má vontade para com a jovem e brilhante entidade, não pode deixar de publicar muitas notícias sobre o abaixo-assinado. Seria demasiado longo referir aqui tudo o que apareceu nos jornais chilenos e de outros países latino-americanos a respeito da iniciativa da TFP andina.



    Em sessenta dias de campanha vitoriosa, apesar de continuamente tumultuada por agressões da "esquerda católica", subscrevem o abaixo-assinado de apoio à Reverente e Filial Mensagem 121.210 chilenos, entre os quais diversas personalidades da vida pública, como os Senadores Enrique Curti, Armando Jaramillo e Francisco Bulnes, do Partido Nacional, e Julio Durán, do Partido Radical. Dão também sua adesão deputados de várias agremiações, bem como autoridades municipais, professores universitários, militares e pessoas de todas as classes sociais, além de numerosos Sacerdotes e Religiosas.



    * * *



    Quando os jovens membros do Núcleo Uruguaio de Defesa da Tradição, Família e Propriedade saíram às ruas de Montevidéu para a coleta de assinaturas de apoio à Reverente e Filial Mensagem, houve quem exclamasse: "Não posso crer!... ainda há católicos autênticos!"



    O espanto expresso por essa exclamação – que tem, evidentemente, muito de hipérbole – não é de se estranhar num país onde o laicismo dominou durante muitos anos a legislação e o ensino.



    Assim é que, apesar de pouco numeroso ainda e pobre de meios materiais, o valoroso Núcleo Uruguaio de Tradição, Família e Propriedade causa com sua iniciativa um enorme impacto no país.



    Sem embargo desses fatores adversos, e do pouco tempo que foi possível dedicar à campanha, o total de firmas chega no Uruguai – praticamente só em Montevidéu – à expressiva cifra de 37.111.



    Também os militantes de Tradição, Família e Propriedade do Uruguai são objeto de diversas agressões, algumas das quais instigadas por eclesiásticos, que não se contentam em combater a campanha em seus sermões e em programas de televisão. Das agressões participam invariavelmente pedecistas, ao lado de comunistas notórios. Em geral, o público presente a algum ato de hostilidade tomava a defesa dos cooperadores.



    Entre as personalidades que subscrevem a mensagem, cabe destacar o representante uruguaio junto à Sante Sé, Embaixador Alejandro Gallinal, Walter Pinto Rossi, Ministro de Obras Públicas, e Alfredo de Ambrosis, Presidente da Câmara das Indústrias.



    * * *



    Depois de meticulosa recontagem, o impressionante total de 2.025.201 assinaturas colhidas nas quatro nações pôde ser entregue, em microfilmes, ao Vaticano, no dia 7 de novembro de 1969. A entrega, mediante protocolo, é efetuada por um enviado especial das diversas TFPs (5).



    Uma palavra final, melancólica, restaria dizer sobre a acolhida dada então pelo Vaticano a essas mensagens. O silêncio mais frio e completo seguiu-se à súplica entretanto filial, respeitosa, submissa, angustiada, ardente, de dois milhões de fiéis católicos da América luso-espanhola...







    Apoio do Arcebispo Mons. Cifuentes



    Repercutiu amplamente no Chile a carta dirigida ao Presidente do Conselho Nacional da Sociedade Chilena de Defesa da Tradição, Família e Propriedade pelo Exmo. Revmo. Mons. Alfredo Cifuentes Gómez, antigo Arcebispo de La Serena e um dos mais destacados e respeitados membros do Episcopado do país.



    Assim se exprimiu Mons. Cifuentes:



    "Li com especial interesse a reverente e filial mensagem que, em nome da Sociedade que representam, os srs. dirigem a Sua Santidade o Papa Paulo VI. .... Tal mensagem reflete dois caracteres que sempre animaram o espírito cristão e o verdadeiro amor à pátria. Espírito cristão, porque justamente vêem ameaçados os princípios ligados intimamente à doutrina da Igreja: e amor à pátria porque precisamente o ataque a esses princípios vulnera em suas bases o bem-estar e a paz da nação. Como filhos fiéis, os srs. recorrem à suprema Autoridade da Igreja com sentimentos de profundo respeito e confiança.



    "Amigo dos srs. desde há bastante tempo, não posso deixar de congratular-me ao vê-los com esta atitude, fiéis aos mais nobres e cristãos ideais".



    Publicada nos principais diários de Santiago no dia 30 de julho de 1968, a missiva teve larga repercussão em todos os ambientes católicos do Chile, constituindo um precioso apoio para a campanha do abaixo-assinado.



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    Notas:



    (1) No Brasil, a mensagem a Paulo VI foi publicada na íntegra em "Catolicismo", nº 212/214, agosto/outubro de 1968; "Folha de S. Paulo", 18-7-68; "Correio do Povo", Porto Alegre, 18-7-68; "Diário da Noite", São Paulo, 18-7-68; "Estado de Minas", Belo Horizonte, 18-7-68; "Gazeta do Povo", Curitiba, 18-7-68; "Diário Popular", Curitiba, 18-7-68; "Diário Popular", São Paulo, 18-7-68; "O Povo", Fortaleza, 18-7-68; "O Estado", Florianópolis, 18-7-68; "Diário de S. Paulo", 18-7-68; "Tribuna de São José", São José dos Pinhais (PR), 20-7-68; "A Voz do Povo", Bom Jesus do Itabapoana (RJ), 20-7-68; "Diário dos Campos", Ponta Grossa (PR), 21-7-68; "Gazeta de Goiaz", Goiânia, 23 a 29-7-68; "Diário de Sorocaba" (SP), 1º-8-68; "Tribuna da Serra", São Bento do Sul (SC), 17-8-68. – Resumos foram publicados em "O Globo", Rio de Janeiro, 18-7-68; "Diário do Paraná", Curitiba, 18-7-68; "Jornal de Curitiba", 18-7-68.



    (2) D. Antonio de Almeida Moraes Jr., Arcebispo de Niterói; D. Antonio Ferreira de Macedo, Arcebispo Coadjutor de Aparecida; D. Geraldo de Proença Sigaud, Arcebispo de Diamantina; D. Orlando Chaves, Arcebispo de Cuiabá; D. Antonio Mazzarotto, Bispo titular de Ottabia; D. Antonio de Castro Mayer, Bispo de Campos; D. Francisco Prado, Bispo de Uruassu; D. Jackson Berenguer Prado, Bispo de Feira de Santana; D. Jerônimo Mazzarotto, Bispo Auxiliar de Curitiba; D. José Martenetz, Bispo Exarca Apostólico para os ucranianos no Brasil; D. José Maurício da Rocha, Bispo de Bragança Paulista; D. Rodolfo das Mercês de Oliveira Penna, Bispo titular de Apolonide; D. Vitor Tielbeek, Bispo-Prelado de Formosa; Mons. Biagio Musto, Bispo de Aquino (Itália), Mons. Constantino Trappani, Bispo de Nicosia (Itália).



    (3) Coronel Mário Andreazza, Ministro dos Transportes; Sr. Leonel Miranda, Ministro da Saúde; Almirante Augusto Rademacker, Ministro da Marinha; General Edmundo Macedo Soares e Silva, Ministro do Comércio e Indústria; Coronel Costa Cavalcanti, Ministro das Minas e Energia; Sr. Luiz Viana Filho, Governador da Bahia; Sr. Otávio Lage, Governador de Goiás; Marechal Juarez Távora; Marechal Augusto Magessi; Marechal-do-Ar Eduardo Gomes; Marechal-do-Ar José de Souza Pinto.



    (4) "Time", 23-8-68.



    (5) Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, SOS de milhões – Mala pequena – Tudo normal, "Folha de S. Paulo", 30-11-69. Cfr. também "Catolicismo", nº 229, janeiro de 1970.







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    quinta-feira, 27 de novembro de 2014

    Ira de Deus ou portões do inferno: veja fotos desses incríveis buracos gigantes | Ricardo Setti - VEJA.com



    Ira de Deus ou portões do inferno: veja fotos desses incríveis buracos gigantes | Ricardo Setti - VEJA.com




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    26/11/2014 às 18:30 \ Tema Livre
    Ira de Deus ou portões do inferno: veja fotos desses incríveis buracos gigantes


    Post publicado originalmente a 20 de dezembro de 2011

    Ira de Deus, ou portões do inferno, não importa como os chamem. Os intrigantes buracos gigantes encontrados em algumas partes do mundo têm

    explicações na verdade simples: muitos são resultados da intervenção humana, como escavações para mineração, outros de causas naturais, como movimentos de placas tectônicas.

    Imensos, atraem legiões de turistas e aventureiros para locais como a gélida Sibéria, na Rússia, o Turcomenistão, a Guatemala, a África do Sul, o Canadá ou os Estados Unidos.

    Vejam só:


    Darvaza, ou “portões do inferno”, no Turcomenistão




    Outra visão dos “portões do inferno”, no Turcomenistão







    Darvaza – ou “portões do inferno”, Turcomenistão

    Um enorme depósito subterrâneo de gás natural foi descoberto por geólogos em 1971 neste país da Ásia Central, na época parte da União Soviética. A precária tecnologia soviética de então levou a que a plataforma de perfuração desabasse.

    Para que os gases venenosos não escapassem do buraco, atearam foro ao que jorrava do buraco — resultado que não poderia ser mais desastroso, pois os gases continuam queimando até hoje, quase 40 anos depois.



    Kimberley Big Hole, África do Sul

    É considerada a maior escavação feita por mãos humanas em todo o mundo. Para render mais de 3 toneladas de diamante até o encerramento das atividades extrativistas, em 1914, ficou com mais de 1 quilômetro de profundidade – com cerca de 22,5 milhões de toneladas de terra removidas.


    Kimberley Big Hole, na África do Sul




    Visto mais do alto, de novo o Kimberley Big Hole, na África do Sul

    Chuquicamata, Chile

    Mina a céu aberto no norte do Chile, é detentora do título de maior produção total de cobre do mundo. Com mais de 850 metros de profundidade, está em segundo lugar em tamanho, atrás da Bingham Canyon Mine, no Estado de Utah, EUA.




    Mina de Chuquicamata, no Chile




    Vista mais de longe, a mesma mina de Chuquicamata, no Chile



    Diavik, Canadá

    Mina de diamantes localizada a 300 km de Yellowknife, no gelado extremo norte do Canadá, é tão grande que conta com um aeroporto próprio, capaz de comportar um Boeing 737. A água que rodeia a enorme mina vira gelo durante a maior parte do ano.




    Mina Diavik, no Canadá




    Mais à distância, a Mina Diavik, no Canadá



    Udachnaya Pipe, Rússia

    Esta antiga mina de diamantes situada no extremo norte da Rússia, perto do Círculo Polar Ártico, foi explorada entre 1955 e 2010 e tem mais de 600 metros de profundidade.




    Udachnaya Pipe, na Rússia




    Em foto tomada a mais distância, Udachnaya Pipe, na Rússia



    Mirny, Sibéria, Rússia

    Com 525 metros de diâmetro e 1200 de profundidade, esta é considerada a maior abertura/mina de diamantes em todo o mundo. Aviões e helicópteros não podem sobrevoar o local, pois algumas aeronaves já foram sugadas pelo buraco.




    A gigantesca mina de diamantes Mirny, na Sibéria, Rússia, faz o enorme caminhão parecer uma formiga na foto




    A mina Mirny fez nascer uma cidade, Udachny, a seu lado



    Glory Hole, Monticello, Califórnia, EUA

    O “buraco da glória” é uma espécie de ralo colossal que entra em ação quando a água da barragem de Monticello ultrapassa seu nível máximo de segurança e precisa ser drenada do reservatório. Tem capacidade de esvaziar o reservatório à razão de 408 mil litros por segundo.




    Glory Hole, em Monticello, Califórnia, EUA




    O Glory Hole em plena ação



    Bingham Canyon, Utah, EUA

    A escavação deste buraco começou em 1863, e o poço continua aumentando de tamanho até hoje. Atualmente as medidas do poço são de mais de 5,5 mil metros de profundidade e 4 mil metros de largura.




    Mina Bingham Canyon, Utah, EUA




    Vista de maior distância, e cercada pela neve, a Bingham Canyon, Utah, EUA



    Great Blue Hole, Belize

    A quase 100 quilômetros mar adentro da Cidade de Belize, em Belize, na América Central, está este incrível buraco azul – adorado por mergulhadores -, o maior e também tido como o mais bonito do mundo (sim, existem vários buracos-azuis nos oceanos).

    Com forma de um círculo perfeito, tem pouco mais de dois quilômetros de largura e atinge 145 metros de profundidade.




    Great Blue Hole, Belize




    Great Blue Hole, Belize



    Grande cratera da Guatemala

    Este é o mais novo desta coleção de curiosos e gigantescos buracos: ele aconteceu em meio à Cidade da Guatemala, destruindo e engolindo casas, prédios e pessoas, em junho de 2010.

    São cerca de 20 metros de diâmetro e 30 de profundidade. Segundo o Centro Geológico dos EUA, o problema ocorreu devido à área estar sobre terrenos calcários, rochas carbonáticas ou solos com muito sal que podem dissolver-se facilmente com a circulação de água nos lençóis freáticos.

    A população acusou estar sentido e ouvindo movimentos e barulhos estranhos desde 2005.







    A grande cratera urbana na Cidade da Guatemala




    A cratera vista de cima: 20 metros de diâmetro, 30 de profundidade




    Tags: barragem, buraco azul, mina de diamante








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    Gate of the HELL (karakum desert, Darvaza, TURKMENISTAN)





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    terça-feira, 25 de novembro de 2014

    (99) Contrapropaganda tenta dissuadir jovens de se unir ao EI



    (99) Contrapropaganda tenta dissuadir jovens de se unir ao EI




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    Contrapropaganda tenta dissuadir jovens de se unir ao EI
    9 de novembro de 2014 às 16:45




    Oriente Médio
    Contrapropaganda tenta dissuadir jovens de se unir ao EI
    O governo americano, o Estado iraquiano e até um ex-jihadista recorrem a vídeos, desenhos e humor para combater a influência dos terroristas sobre os jovens


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    09/11/2014 - 13:01
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    Oriente Médio
    Contrapropaganda tenta dissuadir jovens de se unir ao EI
    O governo americano, o Estado iraquiano e até um ex-jihadista recorrem a vídeos, desenhos e humor para combater a influência dos terroristas sobre os jovens
    Edoardo Ghirotto


    Ator interpreta o terrorista Abu Bakr al-Baghdadi, chefe do Estado Islâmico (EI), em comédia produzida pela rede de televisão estatal do Iraque (Thaier Al-Sudani /Reuters)

    Um vídeo com imagens de explosões, ataques suicidas, execuções, crucificações. E a mensagem, semelhante a um anúncio de uma empresa turística: “um lugar onde você pode explodir mesquitas, crucificar e executar muçulmanos, pilhar recursos públicos”; “a viagem não é cara, porque você não precisa da passagem de volta”. Usando imagens divulgadas pelo próprio Estado Islâmico, o governo americano produz material de contrapropaganda para tentar convencer jovens de que é uma péssima ideia se juntar ao grupo terrorista que tem avançado na Síria e no Iraque tendo muitos estrangeiros em suas fileiras.

    Os Estados Unidos não são os únicos a se preocupar em produzir algum material que faça frente à máquina de propaganda jihadista, que ataca com vídeos de decapitações de reféns, filmes com ameaças ao Ocidente e intenso uso das redes sociais para divulgar suas atrocidades. A televisão estatal iraquiana recorreu à sátira para responder às atrocidades dos jihadistas. Até um britânico que abandonou o extremismo resolveu criar um desenho para tentar dissuadir os jovens que estejam tentados a ir lutar na Síria e no Iraque.

    Leia também: 'Subcultura jihadista' seduz jovens e engrossa fileiras do terror do Estado Islâmico

    Esse esforço, no entanto, pode não atingir o público ao qual é destinado da forma desejada, alerta o professor associado de ciências políticas na Universidade La Salle, na Filadélfia, Michael J. Boyle. “Essas propagandas antiterror não parecem ser autênticas. Muitos árabes têm uma predisposição a desconfiar dos Estados Unidos e procurar intenções escusas em suas ações, o que torna o público menos simpático a fontes de informação pró-Washington. Muitas dessas campanhas propagandísticas também têm se mostrado incapazes de dizer aos jovens o que eles querem ouvir”, acredita.

    Boyle, que também é membro do Instituto de Pesquisa de Política Externa, afirma que a imposição de duras derrotas ao Estado Islâmico ainda é o método mais eficiente para minar suas forças e desencorajar a radicalização de jovens. “A batalha contra o EI só será vencida com força militar no Iraque e na Síria, e não no ciberespaço ou em qualquer outro domínio semelhante”.

    Vitórias militares contra os jihadistas também atingiriam sua máquina de propaganda, que conta com especialistas em design gráfico e edição de vídeos, entre outros, para garante o abastecimento constante das páginas do grupo no Facebook, no Twitter, no YouTube, no Instagram. As postagens carregam a mesma retórica assassina, mascaradas com frases de efeito e ligadas ao universo adolescente, como referências a games.

    Recentemente, o novo diretor da agência de espionagem britânica citou o uso da internet por grupos terroristas para cobrar das empresas de tecnologia uma maior cooperação no combate aos extremistas. Robert Hannigan ressaltou que, “enquanto a rede Al Qaeda e suas franquias usavam a internet para disseminar material anonimamente em 'lugares escuros', o EI encara a web como um canal barulhento para se promover, intimidar e atrair novos recrutas".

    A ONU alertou para o aumento do número de estrangeiros que estão se juntando ao Estado Islâmico. Em relatório, o Conselho de Segurança contatou que, só este ano, 15.000 estrangeiros, de mais de oitenta países, viajaram à Síria e ao Iraque para lutar ao lado do EI e grupos terroristas semelhantes. O aumento ocorre em uma escala “sem precedentes”, ressaltou a organização.



    Propagandas contra o Estado Islâmico (EI)

    1 de 4
    Abdullah X

    Abdullah X é o nome do personagem criado por um ex-extremista com o objetivo de afastar da cabeça dos jovens a ideia de se juntar a grupos terroristas. O desenho conta a história de um jovem muçulmano que mora em Londres e enfrenta dúvidas comuns a pessoas em sua idade. Em todos os episódios, Abdullah X tenta desconstruir a retórica jihadista e apontar quais são as verdadeiras motivações dos terroristas.

    À rede CNN, o criador da série, que é britânico, disse ter se inspirado em sua própria experiência, lutando com sua própria identidade e o sentimento de pertencimento que envolve autoestima e confiança. "Os jovens integram o grupo mais vulnerável na sociedade. Eles estão no meio de uma encruzilhada entre as perspectivas do governo sobre como combater o terrorismo e o extremismo e um paredão de vergonha e negação dentro das comunidades. Eu senti que precisávamos de algo inovador e engajador", disse, sob condição de anonimato.

    Em um dos vídeos, Abdullah X levanta questões referentes à guerra civil síria, o principal destino de jovens radicalizados no Ocidente. "Se você sente que as crianças e mulheres da Síria precisam de você, por que ir até lá para lutar as ajudaria de forma positiva?". "Você acha que as pessoas da Síria querem que você vá até lá para lutar sem conhecer o seu território ou as motivações de grupos que combatem usando o Islã?", provoca a personagem. "Se você tem uma família, como justificaria para ela sua ida para um lugar onde muçulmanos se matam indiscriminadamente e sem respeitar os princípios básicos de proteger a vida de civis?".


















































































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    Xiita comemora tomada de Jurf al-Sakhar, cidade no sul de Bagdá que estava nas mãos do terrorista Estado Islâmico. A frase na parede diz: ‘Morte ao Daash’, acrônimo de um dos nomes do grupo terrorista - Alaa Al-Marjani/Reuters



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