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    quarta-feira, 7 de agosto de 2013

    Eu achava que a gente só amava uma criança depois que ela nascesse











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    EU ACHAVA QUE A GENTE SÓ AMAVA UMA CRIANÇA DEPOIS QUE ELA NASCESSE



    Se eu não podia contar para ninguém, significa que o que eu fiz foi errado e muito errado. Então por que razão meus pais, as pessoas no mundo em que eu mais acreditava, me deram tanto apoio? Por que razão eles não me impediram? Porque permitiram que eu fizesse o que a minha loucura me mandava fazer? Eu era inexperiente, eu tinha apenas 21 anos! Hoje sei o quanto eu era nova e não sabia quase nada da vida.

    Quando amanhece, e o sol desponta no horizonte e o dia promete ser lindo, penso em porquê não saí correndo daquele consultório, em porquê não expressei meus sentimentos sem sentir vergonha deles. Gritar, chorar, me arrastar no chão de desespero, afinal, era isso o que se passava dentro de mim. Mas porquê eu tinha que ser forte? Por quem? A figura do meu pai, tão duro, um olhar ainda mais sério, pesado, frio como um mármore não me deixava desistir. E eu não desisti.

    O cheiro de incenso percorria toda a sala e parecia um ritual onde eu seria a próxima vítima. Como uma execução onde a minha sentença seria a pena de morte. E não era nada disso, eu não estava sendo obrigada a nada, e isso é o mais terrível de esquecer.

    Quando chegou a minha vez eu nem olhei para o meu pai. Fui, convicta de aquilo seria bom para mim. Quando a médica me perguntou: “O moço te abandonou?” Eu disse: “Sim!” Mas não era verdade. Meu Deus, não era verdade! Eu estava contando uma história que não era minha e porquê? Até hoje não encontro resposta para isso, para a minha cegueira. Eu estava desesperada…

    E quando ela aplicou a medicação, eu não desmaiei. Minha cabeça rodava, rodava e eu sentia muito, muito enjoo Comecei a suar frio, meu corpo tremia incontrolavelmente. Eu não conseguia olhar para um ponto fixo. Gemia de dor, pavor. Era uma dor insuportável, uma sensação indescritível. Parecia que eu estava à beira de um abismo e ia cair a qualquer momento.

    Não foi bem uma anestesia, eu sentia todas as dores, o aparelho me sugando por dentro como se estivesse arrancando meu estômago sem anestesia alguma. Ali sim, eu queria sair correndo, mas já era tarde… E pareceu não acabar nunca. Pareceu durar 5 horas naquela mesa. Minha boca secou, parecia que eu nunca havia bebido uma gota de água em toda minha vida, eu não conseguia fechar os lábios. “Socorro!” Eu queria gritar. “Pára! Pelo amor de Deus. PAiiiiii…. Estão ferindo minha alma…”

    Quando terminou, eu tinha a sensação de ter sido violentada. Talvez um estupro seja assim, como se você fosse um saco vazio, uma boneca de pano… Alguma coisa lhe foi tirada. E tinha sido mesmo, para sempre! Não foi arrancado apenas um feto, mas a minha chance de ser feliz, os meus sonhos, a minha paz, a minha auto-estima, tudo! Tudo foi arrancado ali, naquele dia. É como um acidente em que é amputada uma parte do seu corpo e você tem que aprender a viver sem ela. Sempre será difícil, sempre.

    Na viagem de volta o mundo não parecia ser o mesmo. Nunca vou me esquecer de que o dia estava ironicamente lindo. Alguma coisa havia mudado e eu ainda não tinha me dado conta de que o que mudou fui eu. Foi dentro de mim. É como se as escamas que cobriam meus olhos começassem a cair a partir daquele momento. Aparentemente eu era a mesma pessoa, quem me visse nunca pensaria nada. Nos dois dias seguintes apenas dormi. Eu estava em choque, não tinha sido comigo, não podia ter sido. Eu que sempre amei crianças, sempre. Não, aquela escolha não tinha sido minha. Quem me dera isso fosse verdade…

    Nos três anos seguintes tive pesadelos todas as noites. Eu não comia, só chorava. Chorava de saudade dele, de um ex-namorado que era o amor da minha vida e não um pai inconseqüente como eu havia pintado. Caí num estado de depressão intenso, crônico, grave… de não ver ninguém, não comer, desejar a morte desesperadamente. E ela não veio…

    Após esses três anos confinada, quando consegui sair na rua, voltar a ver gente, trabalhar, eu passei a encenar. Minha vida virou um palco e eu deveria fingir para sempre. Virei uma atriz de mim mesma, rindo sem querer rir, abraçando sem querer abraçar, nada mais fazia sentido. Não havia motivação. E o pior de tudo é não poder contar para ninguém o que eu fiz. Sepultar o que ainda estava vivo e sangrando, uma ferida aberta, uma hemorragia intensa.

    Se eu não podia contar para ninguém, significa que o que eu fiz foi errado e muito errado. Então por que razão meus pais, as pessoas no mundo em que eu mais acreditava, me deram tanto apoio? Por que razão eles não me impediram? Porque permitiram que eu fizesse o que a minha loucura me mandava fazer? Eu era inexperiente, eu tinha apenas 21 anos! Hoje sei o quanto eu era nova e não sabia quase nada da vida.

    Mas o próprio coração tem mesmo as respostas, só que às vezes não conseguimos ver os sinais. São sinais bem pequenos, sutis e se você estiver envolvido demais no desespero não pode enxergar uma chance, uma pequena chance em algum lugar dizendo para você não fazer isso.

    Até mesmo e-mails que você ignora, pode ter ali um escape que vai mudar a sua vida para sempre. É como um “estalo” salva-vidas.

    Mas eu não queria ver, eu fechava os olhos quando alguém tentava me fazer mudar de ideias. Mas porquê? Ah se eu tivesse uma segunda chance…

    Mas o meu pagamento foi a minha vida. E não é como um criminoso que tem uma sentença estabelecida de 5 a 10 anos de prisão. Minha prisão é eterna. Sou prisioneira de mim mesma.

    Nessa fase, tive uma imensa frustração com a religião. Eu achava que Deus estava me apoiando, que aquilo era permitido por Ele. Que seria melhor para mim. Falta de conhecimento.

    Que amor era esse capaz de matar? Tão bom ao ponto de anular tudo em vão?

    Certas escolhas e, porque não dizer, todas, somos nós que fazemos. Nós somos responsáveis por aquilo que escolhemos e eu só fui ver isso depois. Ver que aquilo não foi o melhor para mim, aliás, foi a pior atitude que já tomei em toda a minha vida. Ali foram arrancados os meus sonhos, meu sorriso verdadeiro, minha alegria de viver, minha própria identidade. Sem esperança o ser humano não consegue viver, ele apenas existe.

    Não foram apenas pesadelos que tive. Tive sonhos com uma criança que não me reconhecia. E ela era linda. Não houve nenhum relacionamento entre nós enquanto ela esteve dentro de mim. Eu achava que a gente só amava uma criança depois que ela nascesse, quando já estivesse maior e bonitinha. Só se você convivesse com ela.

    Cresci ouvindo minha mãe dizer que o parto era a coisa mais horrenda que uma mulher poderia viver. Que para ela havia sido um trauma, uma coisa de que ela se arrependia e não queria viver de novo. Ouvir aquilo para mim significava que seria terrível para mim também, eu não queria ter parto normal. Alimentar o medo é alimentar um animal que irá te devorar no final.

    A menina que brincava de boneca, a menina doce havia se transformado numa louca desvairada sem sentido. Não se explica um ato sem sentido. Como julgar as pessoas agora? Como ter opinião formada sobre assassinos? Quem sou eu agora?

    (Depoimento de Daniela, nome fictício)

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    terça-feira, 24 de abril de 2012

    Aborto: Critérios científicos

    • Aborto: Critérios científicos

    A lei do aborto aprovada na Assembleia da República estabelece uma série de prazos dentro dos quais a prática do aborto está despenalizada.
    Por exemplo, o (antigo) Artigo 142, 1 c), permite o aborto de deficientes até à décima sexta semana. A primeira pergunta que ocorre é, naturalmente, esta: “porque é que as razões que tornam aceitável o aborto de um deficiente com 16 semanas, não permitem justificar o aborto do mesmo deficiente às 17 semanas?”
    A resposta habitual dos pró-aborto consiste em afirmar que na base destes prazos estão dados científicos sobre a natureza dos “fetos”. Contudo, nunca ninguém viu esses dados científicos, embora a sua apresentação fosse absolutamente fulcral e, além do mais, algo a que todas as pessoas honestas deveriam estar obrigadas.
    A Assembleia da República, pelo menos no que se refere ao aborto, aparece como uma arena onde tudo se pode apresentar – por mais paranóico que seja – porque nada será apurado, nada será estudado, nada será aprofundado.
    Pois muito bem: nunca ninguém apresentou as referências necessárias porque elas, simplesmente, não existem. E é isso que a seguir se prova.
    Num relatório elaborado a partir dos depoimentos de alguns dos maiores especialistas mundiais, pode-se ler o seguinte:
    “Médicos, biólogos e outros cientistas concordam que a concepção marca o início da vida do ser humano – Um ser que está vivo e é membro da nossa espécie. Sobre este ponto existe uma concordância esmagadora num sem-fim de artigos científicos na área da medicina e da biologia.”
    (Cf. Report, Subcommittee on Separation of Powers to Senate Judiciary Committee S-158, 97th Congress, 1st Session 1981, p. 7)
    Do Primeiro Simposium Internacional Sobre Aborto, realizado nos EUA, saiu o seguinte comunicado:
    “As alterações que ocorrem entre a implantação, um embrião de seis semanas, um feto de seis meses, um bebé de uma semana ou um adulto, são meros estados de desenvolvimento e maturação”
    “A maioria do nosso grupo não conseguiu encontrar, entre a fecundação e o nascimento, um ponto no qual fosse possível dizer: aqui não está uma vida humana.”
    (Willke & Willke, Handbook on Abortion, (1971, 1975, 1979 Editions), Ch. 3, Cincinnati: Hayes Publishing Co.)
    Para que os critérios façam sentido é necessário que, em certa altura do desenvolvimento, o bebé passe a ser o que antes não era. Mas que pode ele passar a ser quando ele já é um ser-humano? E essa nova natureza resultou de quê ou apareceu de onde?!?
    Foi precisamente a falta de fundamento científico da lei do aborto aprovada em 1984 que permitiu o alargamento de prazos em 1997. Mas este alargamento, também ele sem o mais remoto fundamento científico, não terá um único artigo científico a protegê-lo quando surgir uma nova proposta de alargamento de prazos. Como pode alguém ignorar que depois de legalizar o aborto até à semana X nada nem ninguém tem argumentos para impedir a legalização até à semana X+1 e X+2 e X+3 e X+X? Como pode alguém ignorar isto? E se é isto que se pretende, porque não têm os pró-aborto a honestidade de o afirmar já: “O nosso objectivo é legalizar o aborto, em qualquer caso, por qualquer razão, até aos nove meses!”?
    E se o objectivo dos pró-aborto não é aquele, estarão eles dispostos a colocar na Constituição um artigo que diga: “A partir da semana X a vida humana é inviolável”?? Ou será que não há nenhum argumento à face da Terra que permita aceitar o aborto até à semana X e rejeitar depois disso?…
    CANDIDATOS A CRITÉRIOS CIENTÍFICOS
    Recorda-se que os alegados “critérios científicos” deverão explicar porque se pode abortar até à semana X e não depois disso.
    Os candidatos a critérios médicos mais vulgares são: fecundação, início da síntese de proteínas, inicio da divisão celular, nidação, coração a trabalhar, cérebro a trabalhar, sentir dor, parecer bebé, 12 semanas, 16 semanas, 20 semanas, 22 semanas, a mãe sente o bebé, viabilidade, nascimento, primeiro suspiro.
    O primeiro “critério” não é um critério de aborto visto que antes da fecundação não há ninguém para abortar. Os outros sim: são genuínos candidatos a “critérios médicos” pró-aborto.
    COMENTÁRIOS
    1. A primeira observação é que nem os pró-aborto estão de acordo sobre estes critérios! A lista é tão grande precisamente porque há grupos pró-aborto a defender cada um dos candidatos. Portanto, se nem eles estão de acordo, como pode alguém estar?
    Além do mais, não pode haver ciência segura no meio de tanta discórdia. Quando muito, na mais excelente das possibilidades, os alegados critérios médicos ainda seriam objecto de disputa entre cientistas.
    Mas a verdade é que nenhum daqueles critérios tem qualquer fundamento: todos foram rebatidos.
    2. Só um dos critérios poderia estar certo. De facto, se a ciência provasse que, e.g., pode-se abortar até à viabilidade e não se pode depois disso, o critério do nascimento estaria excluído.
    Por seu lado, uma vez provado que se pode abortar até à viabilidade, não se poderia abortar, e.g., depois do cérebro começar a trabalhar. Logo, todos os critérios que colocam o prazo limite antes da viabilidade ficariam excluídos. Está pois provado que, no máximo, só um dos candidatos a critério poderá estar certo.
    Contudo, se UM estivesse demonstrado, se um fosse científico, esse facto certamente seria conhecido de um Prémio Nobel da Medicina, por exemplo, pelo homem que decifrou o código genético. Vejamos então o que ele diz:
    “Há deficiências que só podem ser detectadas depois do bebé nascer. Se as crianças não fossem consideradas vivas até três dias após o nascimento, então todos os pais poderiam escolher e, no caso de assim o decidirem, o médico poderia deixar a criança morrer. Desta forma se evitaria muita miséria e sofrimento.” (Cf. “Children from the Laboratory,” J. Watson, AMA Prism, Ch. 3, p. 2, May 1973.)
    Portanto, se existissem “critérios médicos” que impedissem o aborto a partir, por exemplo, da semana 22, um prémio Nobel da medicina teria de o saber e não poderia, pois, defender o infanticídio. Assim, pode-se dizer com segurança que os nossos deputados conhecem aquilo que toda a gente ignora.
    Convém ainda chamar a atenção para um pormenor: J. Watson não disse algo do tipo “tendo em conta certos dados da medicina, as crianças podem não ser consideradas vivas até três dias após o nascimento”. Nada disto. O que Watson diz é: “Se as crianças não fossem consideradas vivas (…)”. Portanto estamos perante uma afirmação jurídica: o médico defende o aborto (e infanticídio) numa perspectiva de direito nominalista: não numa perspectiva médica. E se houvesse perspectiva médica que lhe valesse, jamais a deixaria de usar…
    À medida que se vai estudando documentação sobre o aborto, mais e mais se verifica que este é um fenómeno largamente espalhado: os médicos defendem o aborto por razões jurídicas e os juristas fazem-no por razões médicas. Raro, raro, é arranjar um médico pró-aborto por razões médicas e um jurista pró-aborto por razões jurídicas.
    3. Os alegados “critérios científicos” teriam de ser válidos para o mundo todo porque a ciência é Universal e a natureza dos bebés também. Como se explica, então, que haja legislações para todos os gostos? Por um lado temos a Irlanda onde o aborto é proibido; e temos a Espanha onde é quase proibido.
    Por outro lado temos os EUA onde o aborto é permitido até aos nove meses, a simples pedido da mãe, e – ainda nos EUA -, no caso de má-formação, pode-se deixar morrer o bebé depois de ele nascer. Entre estes dois extremos há países com leis para todos os gostos! Como poderão ser científicos os “critérios” alegados?
    A conclusão de tudo isto é muito simples e tirou-a o professor Stephen Schwarz:
    “Em todos os pontos sugeridos o ser dentro do útero é essencialmente o mesmo antes e depois. Ele pode ser um pouco mais gordo ou estar um pouco mais desenvolvido, mas é sempre o mesmo ser, sempre a mesma pessoa, antes e depois. Em nenhum dos pontos sugeridos ele adquire algo que o transforme em algo que ele não era. De forma alguma temos a rã transformada em príncipe encantado. Neste caso é que haveria uma mudança radical e substancial. Mas nada deste tipo ocorre nos pontos sugeridos. Pelo contrário, o que nós temos é (…) o desenvolvimento de uma vida e de um único ser.
    Isto significa, entre outras coisas, que a questão habitual – Em que ponto da gravidez passamos a ter uma pessoa? – é uma questão falsa porque se baseia na seguinte premissa falsa: “existe um ponto na gravidez (ou no seu fim – o nascimento -) no qual a pessoa começa a existir”. O facto é que não existe um tal ponto. A pessoa esteve sempre lá.”
    (Cf. The Moral Question of Abortion, Stephen Schwarz, Cap.4.)
    Talvez convenha repetir: “O facto é que não existe um tal ponto [no qual a pessoa começou a existir]. A pessoa esteve sempre lá.”
    4. Estabelecer critérios diferentes para “fetos normais” e para “fetos deficientes” nunca poderá ter qualquer base nem científica nem filosófica. Um bebé com 20 semanas de gestação é uma pessoa ou não?
    Se for pessoa, então a lei portuguesa faz discriminação a partir de deficiências: uma pessoa normal não pode ser abortada enquanto que a pessoa deficiente pode.
    Se o bebé não é pessoa, então não se percebe porque só as não-pessoas deficientes podem ser mortas. Afinal, será proibido cortar unhas? Ou extirpar um tumor? Se o bebé em gestação não é pessoa, é uma simples massa de células que se multiplicam sem freio: um tumor, portanto!
    CRITÉRIOS MÉDICO-FILOSÓFICOS
    Por vezes os pró-aborto iludem a necessidade de apresentar uns “critérios científicos” que não existem alegando que se trata, na realidade, de critérios filosóficos baseados em conhecimentos da medicina. Pela ultima citação, de um professor universitário de filosofia, vê-se que mais uma vez os pró-aborto não têm razão.
    Mas, ainda que existissem considerações filosóficas que nos permitissem identificar o “critério médico” – aquele único e bem definido – que permite abortar até lá e não depois, isso seria certamente conhecido dos próprios filósofos pró-aborto. Leia-se então o que eles escrevem:
    M. WARREN: “Um feto é biologicamente humano (humano em sentido genético), mas isso não faz dele o tipo de ser com direito à vida. Somente as pessoas (aqueles que são humanos em sentido moral) têm um tal direito. É errado matar pessoas, e se um ser-humano não for também pessoa, então não tem direito à vida, pelo que é, ou frequentemente pode ser, moralmente correcto destruí-lo.”
    Depois a autora identifica as características das pessoas “em sentido moral”: são a consciência de si, a capacidade de comunicar, ter actos racionais, capacidade para resolver problemas, etc., e o resultado é que bebés recém-nascidos também não são pessoas. Logo, continua a autora, “Matar recém-nascidos não é assassínio”
    (Cf. Mary-Ann Warren, On the Moral and Legal Status of Abortion, in Today’s Moral Problems. 2nd ed. New York: Macmillian, London: Collier Macmillan.)
    J. FLETCHER: “Eu penso que tanto o aborto como o infanticídio podem ser justificados (…) – eu diria que nem aborto nem infanticídio são assim tão imorais.”
    (Cf. Joseph Fletcher, Humanhood: Essays in Biomedical Ethics. (1979) Buffalo: Prometheus Books)
    M. TOOLEY: “Uma vez que eu não acredito que bebés humanos sejam pessoas, mas simples pessoas potenciais, e uma vez que eu penso que a destruição de pessoas potenciais é um acto moralmente neutro, a conclusão correcta parece-me ser a de que o infanticídio é em si moralmente aceitável.”
    Mais, continua o autor: “É razoável conjecturar que estamos a lidar mais com um tabu [o infanticídio] do que com uma proibição racional”
    (Cf. Michael Tooley, “A Defense of Abortion and Infanticide”, In The Problem of Abortion. 1st ed. Belmont, CA: Wadsworth Pub. Co.)
    Se o infanticídio é aceitável então não existem critérios médico-filosóficos que nos permitam dizer que, por exemplo, não se pode abortar depois das 22 semanas! São os próprios filósofos pró-aborto que provam que a lei portuguesa não tem qualquer base cientifica nem filosófica.
    Convém esclarecer que os autores referidos não são tarados de uma qualquer seita americana. São académicos respeitados que procuraram uma fundamentação teórica para a posição pró-aborto. Mas o seu ponto de partida estava viciado visto que eles tinham por objectivo defender a aceitabilidade do aborto e não questioná-la. Ora, quando assumiram que o aborto é aceitável, o facto de reconhecerem que não há qualquer diferença substancial entre o feto e o bebé recém-nascido obriga-os a aceitar o infanticídio!
    Para além de provar a falta de fundamento das leis portuguesas, estas citações servem para ilustrar um ponto absolutamente fundamental: na posição teórica de fundo, não há discordância entre os pró-vida e os pró-aborto. Tanto os filósofos pró-vida como os filósofos pró-aborto estão de acordo em que o aborto é aceitável se e só se o infanticídio o for também.
    Os pró-vida rejeitam o infanticídio e, consequentemente, rejeitam o aborto. Os pró-aborto, aceitando o aborto, vêem-se compelidos a aceitar o infanticídio!
    Entre estes dois grupos está uma multidão imensa de pessoas (que lamentavelmente inclui deputados de quase todos os países), protegida por uma superficialidade medonha, e que delira — contra toda a lógica e contra o parecer dos maiores teóricos pró-aborto — com uns critérios arbitrários, alegadamente médicos e/ou filosóficos e/ou não se sabe bem, mas que permitiriam justificar umas mortes e impedir outras.
    O que distingue um pró-aborto banal de um filosofo pró-aborto é a superficialidade. Se todos os pró-aborto levassem a fundamentação das suas ideias até às ultimas consequências não poderiam deixar de dizer, tal como os filósofos citados, “matar um recém-nascido não é assassínio”.
    Veja-se um exemplo português e simples. Muitos deputados (e políticos em geral) disseram que o aborto é um problema de consciência e por isso deixam-no à consciência da mãe.
    Os mesmos deputados acham que o infanticídio não é coisa que se deixe à consciência da mãe.
    Logo, é preciso provar que o bebé antes de nascer é substancialmente diferente do bebé depois de nascer. Onde está a prova? Alguém a viu alguma vez? Não! Nunca ninguém a viu porque ela não existe!
    Logo, ou se rejeita o aborto ou se aceita o infanticídio…
    A conclusão está aqui, mesmo aqui ao lado, como uma flor… à espera de ser colhida…
    (Juntos pela Vida)

    sexta-feira, 9 de março de 2012

    Que é o feto humano?



    Aborto na Aldeia

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    Que é o feto humano?

    a) Que é um feto? Que realidade é? É um objecto ou um sujeito? É uma coisa ou é alguém? É portador de direitos? É propriedade de alguém? Quem decide o seu futuro?

    b) O feto não pode ser uma coisa porque a sua natureza material e biológica o coloca entre os seres pertencentes à espécie humana. Ora, se não é uma coisa, no plano jurídico, o feto só pode ser um sujeito. (cf. Conselho Nacional de Bioética de Itália e C. Casini).

    c) As teorias funcionalistas afirmam que o valor da vida humana em geral, e em especial o da vida humana pré-natal, depende da capacidade das suas funções. Deste modo, a vida pré-natal não teria valor por não poder realizar nenhuma função social. O funcionalismo é legítimo quando se tem de distinguir entre diferentes modalidades de acção, mas não se pode aplicar a questões que dizem respeito ao ser e não ao agir. Por isso tem de ser refutado.

    Ora é impossível negar que o feto seja um de nós

    1. porque cada um de nós necessariamente foi um feto;

    2. porque do ponto de vista genético não há nenhum salto ou ruptura entre o que éramos imediatamente a seguir à concepção, quando já estava totalmente determinado o nosso genoma, e aquilo que agora somos geneticamente em absoluta continuidade de desenvolvimento com aquela realidade única e irrepetível que é cada indivíduo geneticamente determinado. Reduzir o feto à categoria de coisa é pura e simplesmente negar a verdade da realidade. O feto é um de nós e merece portanto o mesmo respeito que merece qualquer sujeito humano. (cf Francesco D’Agostino)

    d) Acresce que a tese para a qual a pessoa é um conjunto de funções actualmente em exercício não pode ser aceite porque introduz, subrepticiamente, a legitimidade de um discriminação entre os seres humanos na base da possessão de certas capacidades ou funções. Ora a simples possessão da natureza humana implica para todo o indivíduo humano o facto de ser pessoa. A pessoa é definida pela natureza ontológica, pelo que um indivíduo concreto pode ser de natureza racional mesmo quando não manifesta todas as características da racionalidade. (cf. Conselho Nacional de Bioética de Itália).

    3. Consequências para o Direito

    Hoje o princípio da não discriminação deve ser reconhecido no âmbito das diversas idades e condições de uma mesma existência humana, particularmente no que diz respeito à fase da vida ainda não nascida. Trata-se de reconhecer, também no âmbito jurídico, que feto, recém-nascido, adolescente, jovem, adulto, idoso são nomes diversos que indicam um sujeito idêntico, o mesmo ser pessoal.

    É preciso, então, afirmar em linguagem jurídica que todos os homens são sempre iguais no seu misterioso valor e que não pode haver nenhum ser pertencente à espécie biológica humana que não seja por isso mesmo um homem e portanto um sujeito, uma entidade subtraída ao reino das coisas. (cf. C.Casini)

    (Nuno Serras Pereira)
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    sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

    Teresa de Calcutá sobre o aborto

    Teresa de Calcutá sobre o aborto

    (…) Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança directa de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe.

    E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo o seu próprio filho, como é que podemos dizer às outras pessoas para não se matarem? Como é que nós persuadimos uma mulher a não fazer o aborto? Como sempre, nós devemos persuadi-la com amor e nós devemos lembrar-nos de que amar significa estar disposto a doar-se até que doa. Jesus deu a Sua vida por amor de nós. Assim, a mãe que pensa em abortar, deve ser ajudada a amar, ou seja, a doar-se até que prejudique os seus planos, ou o seu tempo livre, para respeitar a vida do seu filho. O pai desta criança, quem quer que ele seja, deve também doar-se até que doa.

    Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata o seu próprio filho para resolver os seus problemas.

    E, através do aborto, diz-se ao pai que ele não tem que ter nenhuma responsabilidade pela criança que ele trouxe ao mundo. Este pai provavelmente vai colocar outras mulheres na mesma situação. Logo, o aborto apenas traz mais aborto.

    Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar de qualquer violência para conseguir o que se quer. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.

    Muitas pessoas são muito, muito preocupadas com as crianças da India, com as crianças da África onde muitas delas morrem de fome, etc. Muitas pessoas também são preocupadas com toda a violência nos Estados Unidos. Estas preocupações são muito boas. Mas frequentemente estas mesmas pessoas não estão preocupadas com os milhões que estão sendo mortos pela decisão deliberada das suas próprias mães. E isto é que é o maior destruidor da paz hoje – o aborto que coloca as pessoas em tal cegueira.

    E por causa disto eu apelo na India e apelo em todo a parte – "Vamos resgatar a criança." A criança é o dom de Deus para a família. Cada criança é criada à imagem e semelhança de Deus para grandes coisas – para amar e ser amada. Neste ano da família nós devemos trazer a criança de volta ao centro de nosso cuidado e preocupação. Esta é a única maneira pela qual o nosso mundo pode sobreviver, porque as nossas crianças são a única esperança do futuro. Quando as pessoas mais velhas são chamadas para Deus, somente os seus filhos podem tomar os seus lugares.

    Mas que nos diz Deus? Ele diz: "Mesmo se a mãe se esquecer de seu filho, Eu jamais te esquecerei. Eu gravei o teu nome na palma de minha mão." (Is 49). Nós estamos gravados na palma da mão de Deus; aquela criança que ainda não nasceu está gravada na mão de Deus desde a concepção e é chamada por Deus a amar e ser amada, não somente nesta vida, mas para sempre. Deus jamais se esquece de nós.

    Eu vou-lhe contar uma coisa bonita. Nós estamos lutando contra o aborto através da adopção – tomando conta da mãe e da adopção de seu bebé. Nós temos salvo milhares de vidas. Mandamos a mensagem para as clínicas, para os hospitais e estações policiais: "Por favor não destrua a criança, nós ficaremos com ela." Nós sempre temos alguém para dizer às mães em dificuldade: "Venha, nós tomaremos conta de si, nós conseguiremos um lar para seu filho". E nós temos uma enorme procura por parte de casais que não podem ter um filho – mas eu nunca dou uma criança para um casal que tenha feito algo para não ter um filho. Jesus disse, "Aquele que recebe uma criança em meu nome, a mim recebe." Ao adoptar uma criança, estes casais recebem Jesus mas, ao abortar uma criança, um casal recusa-se a receber Jesus.

    Por favor não mate a criança. Eu quero a criança. Por favor dê-me a criança. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que estiver para ser abortada e dar esta criança a um casal que irá amar a criança e ser amado por ela.

    Só de nosso lar de crianças em Calcutá, nós salvámos mais de 3000 crianças do aborto. Estas crianças trouxeram muito amor e alegria aos seus pais adoptivos, e crescem cheias de amor e de alegria.

    Eu sei que os casais têm de planear a sua família e para isto existe o método de planeamento familiar natural.

    A forma de planear a família é o planeamento familiar natural, não a contracepção.

    Ao destruir o poder de dar a vida, através da contracepção, um marido ou esposa está fazendo algo para si mesmo. Atrai a atenção para si e assim destrói o dom do amor nele ou nela. Ao amar, o marido e a mulher devem voltar a atenção um para o outro, como acontece no planeamento familiar natural, e não para si mesmo, como acontece na contracepção. Uma vez que o amor vivo é destruído pela contracepção, facilmente se segue o aborto.

    Eu sei também que existem enormes problemas no mundo – que muitos esposos não se amam o suficiente para praticar o planeamento familiar natural. Nós não temos condições de resolver todos os problemas do mundo, mas não vamos trazer o pior problema de todos, que é a destruição do amor. E isto é o que acontece quando dizemos às pessoas para praticarem a contracepção e o aborto.

    Os pobres são grandes pessoas. Eles podem ensinar-nos muitas coisas belas. Uma vez uma delas veio agradecer-nos por lhe termos ensinado o planeamento familiar natural e disse: "Vocês que praticam a castidade, vocês são as melhores pessoas para nos ensinar o planeamento familiar natural, porque não é nada mais que um auto-controle por amor de um ao outro." E o que esta pobre pessoa disse é a pura verdade. Estas pessoas pobres talvez não tenham algo para comer, talvez não tenham uma casa para morar, mas eles ainda podem ser óptimas pessoas quando são espiritualmente ricos.

    Quando eu tiro uma pessoa da rua, faminto, eu dou-lhe um prato de arroz, um pedaço de pão. Mas uma pessoa que é excluída, que se sente não desejada, mal amada, aterrorizada, a pessoa que foi colocada para fora da sociedade – esta pobreza espiritual é muito mais difícil de vencer. E o aborto, que com frequência vem da contracepção, faz uma pessoa tornar-se pobre espiritualmente, e esta é a pior pobreza e a mais difícil de vencer.

    Nós não somos assistentes sociais. Nós podemos estar fazendo trabalho de assistência social aos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativas no coração do mundo. Pois estamos tocando no corpo de Cristo e estamos sempre em Sua presença.

    Você também deve trazer esta presença de Deus para sua família, pois a família que reza unida, permanece unida.

    Existe tanto ódio, tanta miséria, e nós com nossas orações, com nosso sacrifício, estamos começando em casa. O amor começa em casa, e não se trata do quanto nós fazemos, mas de quanto amor colocamos naquilo que fazemos.

    Se somos contemplativas no coração do mundo com todos os seus problemas, estes problemas jamais nos podem desencorajar. Nós devemos lembrar-nos do que Deus diz na Escritura: "Mesmo se a mãe se esquecer do filho que amamenta – algo impossível – mesmo se ela o esquecesse Eu não te esqueceria nunca."

    E aqui estou eu falando com vocês. Eu desejo que vocês encontrem os pobres daqui, na sua própria casa primeiro. E comece a amar ali. Seja a boa nova para o seu próprio povo primeiro. E descubra mais sobre o seu vizinho ao lado. Você sabe quem são eles?

    Deus jamais nos esquecerá e sempre existe algo que você e eu podemos fazer. Nós podemos manter a alegria do amor de Jesus em nossos corações, e partilhar esta alegria com todos aqueles de quem nos aproximarmos.

    Vamos insistir: que cada criança não seja indesejada, mal amada, mal cuidada, ou morta e jogada fora. E doe-se até que doa – com um sorriso.

    Porque eu falo muito sobre doar-se com um sorriso nos lábios, uma vez um professor dos Estados Unidos me perguntou: "Você é casada?" E eu disse: "Sim, e algumas vezes eu acho difícil sorrir ao meu esposo, Jesus, porque Ele pode ser muito exigente – algumas vezes." Isto é mesmo algo verdadeiro.

    E é aí que entra o amor – quando exige de nós, e ainda assim podemos dar com alegria.

    Se nos lembrarmos de que Deus nos ama, e que nós podemos amar os outros como Ele nos ama, então a América pode tornar-se um sinal de paz para o mundo.

    Daqui deve sair para o mundo, um sinal de cuidado para o mais fraco dos fracos – a futura criança. Se vocês se tornarem uma luz ardente de justiça e paz no mundo, então vocês serão verdadeiramente aquilo pelo qual os fundadores deste país lutaram. Deus vos abençoe!

    Washington, DC,
    3 de Fevereiro de 1994
    Tradução: Sandra Katzman



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    1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
    2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
    3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
    4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
    5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
    6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
    7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
    8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
    9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
    10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
    11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
    12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

    Estudos sobre as consequências físicas do aborto: visão geral

    Estudos sobre as consequências físicas do aborto: visão geral

    "O que é que eu aprendi em três anos de estudo dos efeitos do aborto legal?
    Que existem inúmeras complicações e que não existem garantias de uma passagem segura. Nenhum médico, nenhum hospital, nenhuma clínica pode garantir a uma mulher que ela vai sobreviver a um aborto legal." (1)

    (Ann Saltenberger, investigadora)

    Ao referir que o aborto induzido é 10 vezes mais seguro do que um parto, a propaganda de muitas clínicas de aborto (em países onde a prática está legalizada) cria uma falsa sensação de segurança nas mulheres que procuram os seus serviços. No entanto, esta prática está longe de ser segura. As mulheres que se submetem a um aborto induzido colocam a sua saúde em risco. Mesmo que o procedimento cirúrgico possa correr bem, a mulher não está livre de ter problemas a longo prazo. Em alguns casos, a prática do aborto pode resultar na morte da mulher. As principais causas de morte relacionadas com o aborto induzido resultam de infecções, hemorragias e perfurações uterinas.

    Aproximadamente 10% das mulheres que se sujeitam a um aborto induzido sofrem de complicações imediatas, das quais cerca de um quinto (2%) são consideradas de risco para a vida da mulher. As oito complicações principais mais comuns que podem ocorrer são: infecção, embolia, perfuração ou dilaceração do útero, complicações com a anestesia, convulsões, hemorragia aguda, danos cervicais, e choque endotóxico.

    As complicações menores mais comuns incluem: infecção, hemorragia, febre, queimaduras de segundo grau, dores abdominais crónicas, vómitos, distúrbios gastrointestinais, e sensibilização Rh (ocorre quando o sangue do feto se mistura com o sangue da mulher grávida e ambos tem Rh's diferentes). (2)

    Num estudo envolvendo 1428 mulheres, os investigadores verificaram que a perda durante a gravidez, em especial a perda causada por aborto induzido, estava significativamente relacionada com uma pior saúde geral (3). Enquanto que a gravidez interrompida por motivos naturais causava um detrimento na saúde, o aborto tinha ainda uma maior correlação com um mau estado de saúde. Estudos como este têm confirmado outros anteriores que referiam que no ano após o aborto, as mulheres frequentavam o seu médico de família 80% mais por diversas razões e 180% mais por razões psicológicas.

    1. Saltenberger, A. (1982). Every Woman Has a Right to Know the Dangers of Legal Abortion. Air-Plus Enterprises, Glassboro, NJ.

    2. Frank, P.I. (1985). Induced-Abortion Operations and Their Early Sequelae. Journal of the Royal College of General Practitioners 35(273):175-180.; Grimes, D.A. and Cates, W., Abortion: Methods and Complications, Human Reproduction, pp. 796-813.; Freedman, M.A., Jillson, D.A., Coffin, R.R. and Novick, L.F. (1986). Comparison of Complication Rates in 1st-Trimester Abortions Performed by Physician Assistants and Physicians. American Journal of Public Health 76(5):550-554.

    3. Ney, P.G., Fung, T., Wickett, A.R. and Beamandodd, C. (1994). The Effects of Pregnancy Loss on Womens Health. Social Science & Medicine 38(9):1193-1200.; Badgley, Caron and Powell (1997). Report of the Committee on the Abortion Law, Supply and Services, Ottawa.



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    1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
    2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
    3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
    4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
    5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
    6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
    7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
    8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
    9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
    10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
    11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
    12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

    Desculpa, filho

    Desculpa, filho

    A minha história provavelmente não é senão mais um dos vários testemunhos que existem sobre este tipo de prática, e bem sei que muitas mulheres se sentem como eu…
    Há cerca de um ano, com os meus 18 anos quase acabados de fazer, engravidei de um rapaz que, apesar de já estar comigo há 2 anos, jamais teria demonstrado vontade ou maturidade para ter algo sério comigo.
    Mantínhamos uma amizade colorida, onde os sentimentos eram postos de lado.
    Acontece que, tal como muitas pessoas pensam, eu não fui excepção à regra e quando o meu período menstrual se atrasou eu não liguei, julgando que fosse um atraso – e o mais irónico é que o meu período sempre fora regular, mas claro, nós achamos sempre que só acontece aos outros…
    Apenas no dia 24 de Janeiro tive coragem para fazer um teste de gravidez que, obviamente, anunciou um resultado positivo.
    Nem sei o que senti nesse momento. É uma sensação horrível, tantas são as interrogações e as dúvidas que nos começam a bombardear (e note-se que eu já estava grávida de 9 semanas, ou seja, estava bastante sensível). Mas, de facto, era algo do qual eu já deveria estar consciencializada, uma vez que os sintomas eram evidentes – eu simplesmente não queria aceitar!!!
    Acabei por contar tudo ao rapaz, tal como aos meus pais, que reagiram de forma muito distinta.
    A minha mãe apoiou-me incondicionalmente, ao invés do meu pai que sentiu vergonha e não conseguiu dirigir-me palavra durante semanas. Foram momentos de desespero e dor profunda. Ouvi coisas que jamais esperei ouvir, e os meus choros e revolta eram constantes: "Porquê a mim? Porque é que isto me aconteceu? Eu preciso de apoio, será que ele não consegue ver isso?"
    Ainda pior que tudo isto foi o facto de não ter apoio psicológico nem monetário do suposto pai da criança. Na altura, ele era um rapaz com 19 anos, com um emprego que lhe dava um bom salário, e alguém que eu julgava ser responsável e maduro… Tamanha ilusão, ou melhor, tamanha desilusão que eu fui ter!!!
    Senti-me abandonada, triste, e se não fosse a minha mãe não sei o que seria de mim – de facto, mãe é tudo.
    Recorri ao Centro de Saúde no dia seguinte, após confirmar a minha gravidez. No entanto, necessitava de falar com uma psicóloga que de momento se encontrava de férias – e, embora não tivesse a certeza de quanto tempo estava naquele momento (só soube ao certo no dia em que abortei), eu tinha uma noção de que o tempo de gestação já era longo. Eu não menstruava desde início de Novembro, portanto tinha que arranjar uma outra solução, já que a IVG só é feita legalmente até às 10 semanas.
    Dia 1 de Fevereiro foi o dia do meu aborto. Um dia que jamais irei esquecer.
    Inicialmente, o meu único pensamento era: "eu quero livrar-me disto o mais rapidamente possível!!!"
    Cheguei à clínica e fui rapidamente atendida.
    Inicialmente foi feita uma ecografia, que anunciou 10 semanas de gravidez, e de seguida falei com um psicólogo, fiz uma recolha de sangue para averiguar qual o meu tipo sanguíneo e voilá – sala de operações.
    Preferi fazer uma aspiração com anestesia geral, uma vez que não queria, de forma alguma, ter recordações daquela operação. E, em menos de 5 minutos, adormeci profundamente, acordando 1 hora e pouco mais tarde.
    Acordei aliviada, mas meio deslocada, nostálgica. Eu sabia que o meu "pesadelo" tinha acabado – mal sabia eu que outro, mais tarde, iria começar.
    Senti dores horríveis nos primeiros dias após a IVG e perdi algum sangue. Porém, correu tudo bem, e após isso a minha menstruação voltou e até à data tem sido regular, sem quaisquer tipo de complicações.
    Fisicamente, tudo impecável. O pior mesmo é a parte psicológica…
    Se inicialmente fiquei bem, hoje em dia, e passado meses – quase um ano, a verdade é que sinto um enorme vazio e penso constantemente em como seria a criança, invadida de culpa. Embora a situação fosse muito complicada, a verdade é que eu tinha o apoio da minha mãe. E o meu pai, mais cedo ou mais tarde acabaria por aceitar. E o rapaz teria que tomar outra atitude, consciencializar-se e falar com a mãe – esse sempre foi o grande "medo" dele, já que entre eles existiam alguns dissabores. Ainda assim, tudo acabaria por tomar um rumo, e apesar da sua atitude cobarde, certamente que ele daria um bom pai.
    Enfim, tudo suposições que me matam por dentro…
    Era nova de mais, ingénua de mais – e verdade seja dita, só compreendemos realmente as situações quando passamos por elas.

    Desculpa "filho" por não te ter deixado viver. Garanto, de facto, que jamais repetirei um acto destes, pois dói de mais. Mãe é mãe, ainda que o filho nasça ou não.

    (Raquel Santana)



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    1.Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
    2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
    3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
    4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
    5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
    6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
    7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
    8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
    9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
    10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
    11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
    12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.




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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo