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    domingo, 23 de fevereiro de 2014

    Justiça e Fé: ‘Avanço para o passado’, de J. R. Guzzo | Augusto Nunes - VEJA.com








































































    Rio de Janeiro
    PRA QUE OUTROS POSSAM VIVER Vale a pena morrer (Emocionante) from Augusto César Ribeiro Vieira on Vimeo.






    domingo, 23 de fevereiro de 2014

























    VEJA


    / Blogs e Colunistas














    23/02/2014 às 13:29 \ Opinião




    Publicado na edição impressa de VEJA


    J. R. GUZZO


    Imaginem por um curto instante o estado de choque em que ficariam o comitê central do PT, seus milhares de militantes e sua agressiva (e cada vez mais cara) máquina de propaganda, se esta revista, para dar um exemplo de entendimento bem fácil, publicasse um texto no qual o povo brasileiro fosse chamado de “essa gente”. Mais: que “essa gente” está cometendo uma enorme “ingratidão” ao protestar contra o governo, depois de todos os presentes que tem ganhado das nossas mais altas autoridades.O mundo viria abaixo ─ eis aí, diria a esquerda nacional, a prova definitiva da sordidez sem limites da “grande mídia” brasileira. Mas, graças ao bom Deus, quem disse isso não foi VEJA, e sim o secretário-geral (com nível de ministro) Gilberto Carvalho, descrito como homem de importância praticamente sobrenatural dentro e fora do Palácio do Planalto. Será que foi mesmo ele? Sim, está provado que foi, numa viagem recente a Porto Alegre. “Fizemos tanto por essa gente”, queixou-se Carvalho, “e agora eles se levantam contra nós.” Essa gente? Eles? Ingratidão? É um concentrado de insultos à população que parece ter saído diretamente da linguagem utilizada no Brasil antes da abolição da escravatura.






    Está tudo errado nessa declaração, a começar pelo sujeito da frase. “Fizemos”? Quem “fizemos”? É como se o ministro e seus companheiros estivessem tirando dinheiro do próprio bolso para dar aos pobres; mas quem banca tudo é o povo, a cada tostão que tem de pagar em impostos quando compra um palito de fósforo que seja. Ao mesmo tempo, está tudo certo, certíssimo: a frase do companheiro é provavelmente a tomografia mais fiel já feita até hoje dos verdadeiros sentimentos que os donos atuais do Brasil têm em relação à sociedade brasileira. O secretário, simplesmente, disse em público aquilo em que ele e os companheiros acreditam em particular. Foi uma espécie de hora da verdade ─ por distração, ou sabe-se lá por quê, Carvalho esqueceu a regra-base de seu partido, que manda os chefes não falarem como pensam e, mais do que tudo, não agirem como falam. “Essa gente” a que se refere o companheiro Carvalho, exatamente como os barões do café falavam no Brasil do atraso, é a mesma de sempre: o povão da fila do ônibus ou da sala de espera do SUS, essa grande massa sem rosto ou nome, ignorante, preguiçosa, inepta, desinformada, capaz de ler não mais do que três palavras juntas na telinha do celular, sem noção de seus direitos, só utilizável para o trabalho braçal e ainda por cima ingrata. Quando um dos mais notáveis lordes do almirantado petista fala como falou sobre a nossa “gente”, aparece à vista de todos o real projeto das forças que estão no governo: reinar sobre uma opinião pública obediente, inconsciente e boçal, que tem de agradecer quando recebe um pouco daquilo a que tem direito. O que querem é manter o Brasil exatamente como está e sempre esteve, mas com a astúcia de fingirem que estão mudando tudo.


    O governo do ex-presidente Lula, de Dilma Rousseff e do PT é uma das mais bem-sucedidas farsas jamais levadas ao público na história política brasileira. Por conta de progressos ocorridos nos níveis de bem-estar, os mesmos que dezenas de outros países alcançaram nos últimos anos (ou até menos do que muitos deles conseguiram), Lula e seu entorno, com endosso de gente séria pelo mundo afora, garantem que sua missão de fazer uma revolução social no Brasil foi um espetáculo ─ o tipo da operação concluída com sucesso, como dizem as vozes que desbloqueiam cartões de crédito pelo telefone. Mas não mudou nada no modo como o país é governado, nem como o poder é distribuído, nem como o bolo é fatiado; não houve nenhuma “mudança estrutural”, que é a maneira de os economistas dizerem que foi trocada a pintura do carro, mas não se mexeu em nada no motor. De concreto, mesmo, é o compromisso do governo petista de manter intacto oBrasil do passado ─ injusto, desigual, atrasado, onde o importante não é ser cidadão brasileiro, e sim depender de quem está no governo. Lula e seu auditório tinham prometido acabar com esse Brasil obsoleto e colocar em seu lugar uma nação pronta para o século XXI. Onze anos após eles chegarem à Presidência da República, o Brasil, na sua essência, está idêntico ao que receberam em janeiro de 2003 ─ e seus melhores aliados são justamente os chefes políticos que equivalem, hoje, aos senhores de engenho de ontem. Com certeza não houve revolução nenhuma em todo esse período. Como estava, ficou.


    O Brasil seria um país bem melhor se Carvalho fosse uma exceção ─ um “ponto fora da curva”, como se diz hoje. Infelizmente, não é assim. Na verdade, o secretário-geral da Presidência é a própria curva ─ um espelho que reflete sem piedade a vida como ela é no ano 11 da Era Lulista. Mais que isso, reflete o exemplo de conduta que o homem recebe de quem está acima, e quem está acima dele é a presidente da República. Essa última viagem de Dilma à Suíça e a Cuba, por exemplo, é um perfeito improviso do falso esquerdismo do governo, que tenta ocultar, com palavrório, notas oficiais de sintaxe primitiva e a pura e simples mentira, os hábitos de sultão que seus barões adotam na realidade do cotidiano: falam de um jeito, vivem de outro. O que poderia comprovar melhor seu desprezo pelo cidadão comum do que a mentira que a presidente obrigou seu ministro do Exterior a dizer em público, para esconder os motivos de uma escala “não programada” que fez em Portugal ─ e, ainda por cima, uma mentira incompetente, incapaz de resistir a 24 horas de investigação? A atitude oficial é: “Inventem aí uma coisa qualquer para dizer ao público”. Para piorar, Dilma hospedou-se num hotel onde a diária da principal suíte passa dos 8 000 euros, soma de meter medo em qualquer campeão das nossas elites mais vorazes. Pode uma coisa dessas? Não pode. Não é uma questão legal; é uma questão de compostura, só isso. A governante número 1 de um país com as misérias do Brasil simplesmente não tem o direito moral de gastar 8 000 euros do Tesouro Nacional para pagar uma noite de sono. O conserto ficou pior que o defeito quando Dilma decidiu esclarecer uma conta de cerca de 300 reais que pagou em seu jantar em Lisboa. “Paguei com o meu dinheiro”, disse ela. “Se o dinheiro é meu, eu como onde quiser. Estou pagando.” Há linguajar que reproduza tão bem o vocabulário truculento da elite brasileira, nos seus piores momentos de onipotência, grosseria e mania de grandeza? Nada de admirar, no fundo, quando se sabe que a presidente aluga um caminhão só para levar suas roupas em viagens internacionais ─ ou acha comum requisitar hospedagem para 45 assessores, como nesse último passeio. É um dos vícios públicos brasileiros que mais agradam ao PT ─ a ideia de “aproveitar” até o bagaço tudo o que o ”governo está pagando”.


    O fato é que existe hoje, nas massas que habitam a máquina estatal, uma imensa distância separando a pregação revolucionária que fazem no palanque das ações que praticam na vida diária. Para manter a pose de “esquerda”, e ao contrário do que ensina o dito popular, o cidadão come presunto Pata Negra, mas arrota mortadela da venda. Quer falar como socialista e, ao mesmo tempo, viver como burguês; não pode dar certo. Há um preço mínimo a pagar para sustentar uma imagem, e esse preço exige que se enfrente um pouco de desconforto para segurar a onda de herói popular. Fidel Castro, por exemplo, hospedou-se num pulgueiro do Harlem em sua primeira visita a Nova York ─ não no Excelsior de Roma ou no Ritz Four Seasons de Lisboa, como fez sua companheira Dilma. Demagogia? Fidel achou que não; parece que sabia o que estava fazendo.


    Os fatos, essa coisa irritante, oferecem muitos outros exemplos da obra de falsificação construída por Lula, Dilma e pelo PT para convencer a plateia de que a “direita”, os “ricos” e os que querem a volta do pelourinho e da chibata são os únicos brasileiros que discordam do governo. É o contrário: estes todos, no mundo das realidades, estão casados com o PT e o PT está casado com eles. Basta olhar um pouco. Não há um único trabalhador no ministério do Partido dos Trabalhadores; em onze anos de governo, e num país com 200 milhões de habitantes, não conseguiram encontrar nenhum até agora, um só que fosse. Ao longo desses anos todos, não foi eliminado no Brasil nem um privilégio sequer, essa praga que mantém nossa vida pública amarrada no século XIX. Não foi cortado um único dos 20 000 a 25 000 cargos públicos para os quais a presidente, seus ministros, os burocratas mais lustrosos e os donos do poder podem nomear quem bem entenderem. A propriedade privada continua sendo sagrada para quem conta com amizades “lá em cima” ─ sobretudo depois que tantos companheiros passaram a desfrutar dos seus aspectos mais agradáveis. Usineiros continuam, como acontece há séculos, recebendo dinheiro do contribuinte para resolver seus problemas ─ só neste ano de 2014, levarão perto de 400 milhões de reais para casa. Os “rentistas”, maldição-mor na linguagem da moda entre os economistas de esquerda, nunca viveram tão bem com as suas rendas.


    Empresários amigos, e amigos dos amigos, continuam desfrutando o caixa do BNDES, a juros inferiores a 1% ao ano, como sempre desfrutaram durante os governos a serviço da “alta burguesia”. Tem sido especialmente simpático com frigoríficos, gente da celulose, capitães da “indústria nacional” e empreendedores da modalidade Eike Batista, a quem conseguiu emprestar 200 milhões de reais para reformar um hotel no Rio de Janeiro; Eike não reformou um único mictório, a carcaça do hotel já foi vendida e oBNDES, naturalmente, ainda não recebeu um centavo de volta. As empreiteiras de obras públicas vivem uma nova época de ouro, tão rentável como viviam nos governos de “direita”. Uma delas, a Odebrecht, despacha direto com Lula na construção de um incompreensível estádio para oCorinthians, e construiu para Cuba, com dinheiro do povo brasileiro cedido por Dilma, um porto avaliado em quase 1 bilhão de dólares.


    O FGTS virou uma festa para milionários. Não há dinheiro que pertença de forma mais clara e direta ao trabalhador ─ na verdade, existe uma lista, nome por nome, de quem é proprietário das somas ali depositadas e quanto, exatamente, cada um tem na sua conta. O Partido dos Trabalhadores, porém, permite que o governo gaste como bem entender o dinheiro do trabalhador: inventou um “Fundo de Investimento” para o FGTS investir os recursos que recebe todo mês através da folha salarial das empresas, e já tinha, segundo revelação recente da revista EXAME, quase 30 bilhões de reais em carteira no fim de 2013. Três quartos dessa montanha de dinheiro estão aplicados ─ onde mais poderia ser? ─ em títulos de dívidas e ações de empresas privadas, muitas de capital fechado. Se algo der errado com elas, as garantias que o FGTS terá serão os papéis de companhias quebradas. Belo investimento para o trabalhador brasileiro, não? Só mesmo um governo dos trabalhadores cuidaria tão bem dos seus interesses financeiros. Na maior parte esse dinheiro está espalhado pela finíssima flor da elite que o PT fala todos os dias em exterminar: a incansável Odebrecht, a Friboi, construtores de sondas para a Petrobras, empreiteiras de obras, construção naval e por aí afora. Deu para entender? O melhor da história é como se decide quem vai receber o dinheiro do fundo. Um conselho de doze membros é quem realmente manda ─ e ali o governo tem seis representantes, mais três que vêm dessas entidades chapa-branca como Confederação Nacional da Indústria etc. E não há ninguém para falar pelo trabalhador? Sim, um só ─ um cartola da CUT. Se no lugar dele se sentasse o marajá de Baroda, os trabalhadores brasileiros estariam mais bem representados.


    É difícil levar adiante essa vigarice de “governo do povo” quando se considera, além de tudo o que já foi dito, que a presidente da República, como se cogita com certa angústia no Palácio do Planalto, está ameaçada de não poder ir a nenhum jogo da Copa do Mundo, para não levar uma vaia de 24 quilates. Que “governo popular” é esse? O companheiro Carvalho está achando que é uma tremenda injustiça. Mas o que se vai fazer? “Essa gente” é mesmo uma dor de cabeça.





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    domingo, 8 de dezembro de 2013

    [Novo post] Deputado petista quer demissão de Augusto Nunes por este ter dado espaço a Lobão no Roda Viva





    lucianohenrique publicou: " O deputado petista João Paulo Rillo quer questionar a TV Cultura sobre a indicação do jornalista Augusto Nunes para comandar o programa Roda Viva, o que tem acontecido desde 26 de agosto de 2013. O que Rillo não esperava que é que suas alegações c" 



    Para responder a esta publicação digite acima desta linha 






    Nova publicação em Ceticismo Político 











    O deputado petista João Paulo Rillo quer questionar a TV Cultura sobre a indicação do jornalista Augusto Nunes para comandar o programa Roda Viva, o que tem acontecido desde 26 de agosto de 2013. 

    O que Rillo não esperava que é que suas alegações contém um sem número de fraudes intelecuais que não passam pelo menor exame cético. Um pouco mais a partir da matéria do Portal Imprensa:


    O deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP) pretende questionar a TV Cultura sobre a indicação do jornalista e colunista da Veja, Augusto Nunes, para o comando do "Roda Viva". Ele alega que o apresentador é "um soldado de José Serra" no programa.


    De acordo com a Revista Fórum, Rillo acredita que desde que o jornalista assumiu a atração, em 26 de agosto deste ano, ficou claro que o programa sofreu uma guinada. "Ele tem um lado, até aí tudo bem, todos temos. Porém, o sujeito faz questão de demonstrar esse lado, e de forma violenta. Ele é tucano e todo mundo sabe disso", afirmou o parlamentar.



    Para o deputado, o apresentador "ultrapassou o limite" na última segunda-feira (2/12), quando o entrevistado do programa foi o músico Lobão. "A gota d'água é levar esse sujeito [Lobão] que precisa ser tratado urgentemente. Ele sofre da Síndrome de Estocolmo, se apaixonou por quem o prendeu. Não tenho a menor dúvida que a ida do Lobão ao programa foi pensada e organizada pelo Augusto Nunes, ele é o antijornalista e antipetista".



    Rillo pretende questionar a Fundação até que Nunes seja removido da função. "Vou usar todas as ferramentas que meu cargo me permite utilizar para tirar esse sujeito de lá. O Roda Viva, que é um programa importante, não pode continuar sendo um programa do PSDB", concluiu.


    Vamos aos fatos: Augusto Nunes substitui Mário Conti, que sempre foi conhecido por sua admiração pelos petistas. Sendo assim, substituir Conti por Nunes significa que tanto podemos ter alguém que admira petistas como alguém que não admira petistas na direção do programa Roda Viva. Mas Rillo diz que Nunes é "o antijornalista e antipetista". O que ele quer dizer? Se alguém toma a orientação contra o PT é "antijornalista", mas se busca o caminho contrário é "jornalista". Assim fica claro que Rillo usa como critério de validação do "jornalismo" de alguém a aderência que possui ao petismo. Bem típico de ditaduras.



    Rillo também diz que Nunes é um "soldado de José Serra" no programa, mas esconde informações relevantes: Mário Conti foi demitido após ter convidado FHC ao programa mesmo após a direção ter dito que não queria que ele fosse convidado.



    O mais divertido (e o que detona todas as alegações de Rillo) é ver a lista de convidados do programa Roda Viva em 2013, depois da entrada de Augusto Nunes. Com exceção de Lobão (que nem aparece na lista, pois seu programa foi muito recente, e a última atualização dessa lista é do mês passado), o resto é majoritariamente composto de pessoas alinhadas à esquerda. Temos até a presença de Tarso Genro, que é um dos principais líderes do PT.



    O que fica claro é que Rillo é um totalitário que não admite vozes discordantes. Após mais de uma dezena de entrevistados pelo programa, a mera convocação de Lobão, como única voz discordante, gerou toda essa fúria pelo deputado petista. Fica provado que eles não aceitam a presença de vozes discordantes, e essa é a principal acusação que podemos fazer contra eles na questão da liberdade de imprensa. O comportamento de Rillo só prova o quanto eles são inimigos da pluralidade de opiniões.


    Como se isso não fosse suficiente, no próprio programa onde Lobão esteve presente, tivemos jornalistas de extrema-esquerda para questioná-lo, como Júlia Duailibi e Alex Solnicki. Este último conseguiu a proeza de dizer que os Black Blocs eram de direita "por que usavam máscaras".

    Por que esse blog se chama Ceticismo Político? Simples: por que criei o paradigma de ceticismo político, no qual devemos priorizar as alegações de nossos inimigos políticos para serem questionadas.

    Rillo disse que Nunes privilegiava os "tucanos". Resultado da investigação: nenhum líder tucano foi chamado para o programa. Rillo disse que Nunes é "agressivo". Resultado da investigação: nenhuma evidência foi apresentada pelo deputado petista. Rillo disse que a presença de Lobão é o cúmulo. Resultado da investigação: a participação de Lobão como entrevistado foi em um programa onde repórteres do PT puderam questioná-lo duramente (e não se deram bem, diga-se). Rillo diz que o programa agora é "do PSDB". Resultado da investigação: em que mundo alternativo vive alguém que diz que programas do PSDB dão 1 hora e meia de arena para o líder petista Tarso Genro?

    Quando eu digo que basta um esquerdista abrir a boca para que se comece uma investigação, é disso que estou falando. A quantidade de fraudes intelectuais que eles lançarão é tão grande que a análise do discurso oponente se torna praticamente um passatempo, como fazer palavras cruzadas.

    Resumo da ópera: Rillo mentiu do início ao fim para esconder seu principal interesse, que é censurar a mídia e proibir opiniões contrárias ao PT.















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    domingo, 28 de julho de 2013

    Gonçalo Osório: Francisco repete no Brasil a lição de João Paulo II na Polônia de 1979











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    Gonçalo Osório: Francisco repete no Brasil a lição de João Paulo II na Polônia de 1979
    Augusto de Piabetá 28/07/2013 12:30:43


    / Blogs e Colunistas

    Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.


    26/07/2013
    às 12:48 \ Feira Livre

    Interessantes são as comparações feitas entre a viagem de Francisco ao Brasil e a de João Paulo II a Varsóvia, em 1979, pouco depois de ter sido escolhido (outubro de 78). Claro que temos uma democracia enquanto a Polônia, naquela época, era parte da órbita do império soviético, com o comunismo mantido pelo Exército Vermelho. Portanto, tinha um regime ditatorial. Mas a comparação que quero fazer é outra.
    Em ambos os casos, trata-se de Papas com uma mensagem de valores frente a governantes cínicos, mentirosos, corruptos e desmoralizados. Nós, no Brasil, podemos dizer isto que o governo lulopetista é: um embuste promovido por canalhas. Os poloneses não podiam chamar o próprio regime pelo nome — e assim aqui estaríamos, não fossem as regras do regime democrático que o PT sempre combateu (e continua tentando subverter).

    Mas voltemos aos dois Papas: eles disseram na cara dos governantes aquilo que de fato são os governantes de hoje, no Brasil, e eram os governantes de então, na Polônia: enganadores que não enganam mais. Wojtyla na Praça da Vitória, em Varsóvia, naquele inesquecível verão de 79, expôs as mazelas de um regime já condenado, podre por dentro, composto apenas de aparências. Bergoglio na Favela da Varginha deu o mesmo recado: o que os Cabral e as Dilmas e os Lulas chamam de “justiça social” nada mais é do que marketing político da pior espécie.
    As mazelas da sociedade brasileira são mais profundas e se localizam naquilo que nossos governantes (como os governantes da Polônia) sempre desprezaram: valores democráticos, pluralistas, genuínos. Não sou religioso nem pertenço a qualquer das denominações de fé. Mas sinto, quando vejo esse Papa, aquela satisfação de ver o trabalho inteligente e intelectual de quem, preservando todas as formas e aparências, põe o dedo na cara desse bando de cínicos, desses medíocres que nos governam, desses canalhas que pensam que ainda nos enganam, desses corruptos safados e sem vergonha, dessa presidente incompetente e pequena — e os chama pelo que são: seres desprezíveis.
    Ninguém mais lembra, hoje, quem foram os governantes da Polônia de 79. Caíram no lixo da História. É para onde irão Lula, Dilma e o lulopetismo.

    O País quer Saber




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    / Blogs e Colunistas







    26/07/2013 às 20:11 \ O País quer Saber


    BRANCA NUNES

    Neste 22 de julho, uma segunda-feira, primeiro dia da visita do papa ao Rio de Janeiro, um erro no trajeto o aprisionou num genuíno congestionamento carioca. Por longos minutos, Francisco foi sitiado por centenas de pessoas que tentavam aproximar-se do carro.




    No dia seguinte, uma pane no metrô do Rio e a superlotação dos meios de transporte público atormentaram os peregrinos que tentavam movimentar-se por Copacabana.


    Nesta quinta-feira, de volta ao Rio de Janeiro, o visitante procedente de Aparecida soube que a programação da Jornada Mundial da Juventude – preparada há três anos – fora alterada pela aliança entre o mau tempo e a incompetência da prefeitura. O Campus Fidel, local da vigília e da missa de encerramento da Jornada, foi engolido pela lama. As imagens lembram um Woodstock sem público, palco nem bandas.

    “São questões climáticas que fogem da previsão”, alegou Márcio Queiróz, porta-voz da Jornada. “O clima é imprevisível”, descobriu Eduardo Paes. O prefeito, pelo jeito, nem imaginava que chuva não tem hora certa para cair.

    Apesar dos R$ 6 milhões enterrados na dragagem de um rio e de três canais que passam pela área, Paes repete que a Jornada “não recebeu um tostão de dinheiro público”. Estão fora da conta do prefeito os R$ 26 milhões desembolsados com limpeza pública, segurança e saúde porque “são serviços públicos comuns aos grandes eventos”.

    A coleção de trapalhadas produzidas pela organização da Jornada Mundial da Juventude leva à associação inevitável: imagina na Olimpíada.







    18/07/2013 às 21:39 \ O País quer Saber



    Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode ver aqui como foi o debate sobre a situação política e econômica do Brasil às vésperas da visita do papa Francisco. A conversa reuniu o jornalista Otávio Cabral, o historiador Marco Antonio Villa, o economista Alexandre Schwartsman e este colunista.









    12/07/2013 às 14:29 \ O País quer Saber


    ATUALIZADO ÀS 14:29


    BRANCA NUNES

    Em vez dos cartazes de cartolina com dizeres manuscritos – NÃO SÃO SÓ 20 CENTAVOS, QUEREMOS HOSPITAIS PADRÃO FIFA, TOLERÂNCIA ZERO PARA A CORRUPÇÃO e várias reivindicações bem humoradas –, banners, a grande maioria vermelhos, com slogans como “O petróleo é nosso”, “Não à terceirização”, e “Pela taxação das grandes fortunas”. Em vez das bandeiras do Brasil e das caras pintadas de verde e amarelo, estandartes da CUT, da Força Sindical, do Sindicato dos Comerciários, do PSOL, da UNE, do PSTU, do MST e de dezenas de partidos e movimentos sociais. Em vez de palavras de ordem cantadas em coro, berros individuais vindos do carro de som.



    Nesta quinta-feira, todas as bandeiras que haviam desaparecido – ou sido expulsas – das ruas nas manifestações que tomaram conta do país desde 6 de junho reapareceram na Avenida Paulista atendendo à convocação das centrais sindicais engajadas no Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações. Em compensação, a população apartidária sumiu – e o 11 de julho foi marcado por mais do mesmo: os mesmos discursos inflamados contra o capitalismo, a direita golpista, a Rede Globo e outros inimigos de sempre.

    Ao contrário do que se via nas manifestações anteriores a pretendida greve geral desta quinta-feira teve mais bandeiras de centrais sindicais e partidos do que manifestantes. Os discursos no carro de som não provocavam nem aplausos nem vaias. E gritos de guerra como “eu, sou brasileiro, com muito orgulho”, que os dirigentes tentaram puxar mais de uma vez, morriam antes da segunda frase – nada a ver com os hinos entoados durante os protestos do Movimento Passe Livre, que contagiavam multidões.

    O acordo intersindical que excluiu o “Fora Dilma” da pauta de reivindicações parece ter dado certo. Ainda assim, as bandeiras do PT eram as mais envergonhadas – e tanto Dilma quanto Lula não escaparam de críticas no asfalto e no palanque. Enquanto Ana Luiza, que disputou a prefeitura de São Paulo pelo PSTU clamava “contra a política econômica do governo Dilma, contra Alckmin e contra Haddad”, um representante do recém nascido Partido Pátria Livre (PPL) fez questão de “saudar o PT e saudar o Lula” nos três minutos a que teve direito no serviço de som. Algumas faixas chamavam José Eduardo Cardozo de Ministro da Injustiça e exigiam o mesmo reajuste salarial concedido aos ministros.

    Se o objetivo das centrais era pegar carona na revolta da rua, elas podem considerar-se derrotadas. O contraste entre as duas manifestações foi tão gritante que apenas escancarou o abismo entre o que quer a população e o que lhes oferece quem está no poder (seja nos governos, nos partidos ou nos sindicatos), entre uma forma nova de expressar-se e outra completamente ultrapassada, entre o autêntico e o artificial. Embora se apresentem como representantes do povo, povo era o que menos se via entre as pouco mais de cinco mil pessoas que ocuparam duas quadras da avenida mais emblemática de São Paulo.






    08/07/2013 às 21:22 \ O País quer Saber



    JÚLIA RODRIGUES

    Ao alcançar a marca dos R$ 28 bilhões, a Copa de 2014 já entrou para a história como a mais cara de todos os tempos. A cifra recordista supera a soma dos gastos com a Copa da Alemanha em 2006 (R$ 10,7 bilhões) e com a Copa da África do Sul em 2010 (R$ 7,3 bilhões). A gastança não vai parar por aí. Em junho, Luis Manoel Rebelo Fernandes, secretário-executivo do Ministério dos Esportes e coordenador do Grupo Executivo da Copa do Mundo (Gecopa), avisou que, até o apito inicial do jogo de abertura, a conta deverá subir para R$ 33 bilhões.



    Em 2007, Lula garantiu que não seria aplicado um único centavo de dinheiro público na festa do futebol explorada pela Fifa. Há duas semanas, acuada pela onda de manifestações de rua, que não pouparam o desperdício colossal, Dilma Rousseff repetiu uma das fantasias desfiadas pelo padrinho. “Quero esclarecer que o dinheiro dos estádios é fruto de financiamento e será devidamente pago pelos futuros gestores dessas arenas”, recitou a presidente. A recuperação das boladas que o BNDES bancou é tão improvável quanto o resgate da dinheirama emprestada pelo banco a Eike Batista.

    “Jamais permitiria que esse dinheiro saísse do orçamento federal, que é usado para a educação e a saúde”, afirmou Dilma. O discurso tropeça em dados oficiais: 85% das obras serão custeadas pelos governos federal, estaduais e municipais. Segundo o Ministério do Esporte, R$ 9 bilhões serão investidos em “mobilidade urbana e transporte público”. Até agora, ninguém viu o que Aldo Rebelo considera “o grande legado do evento”.

    A pouco mais de 300 dias do início da Copa da Ladroagem, o que se viu foi uma procissão de contratos superfaturados, projetos reformulados, licitações espertas e aditivos que engordam de modo obsceno os orçamentos originais. O preço dos novos estádios é de assustar príncipe saudita. A Arena Mané Garrincha, por exemplo, consumiu nada menos que R$ 1,7 bilhão. Como Brasília não tem nenhum time na série A do Campeonato Brasileira, vai abrigar o elefante branco mais caro do mundo.

    Além de superar em 28% o valor destinado ao programa Bolsa Família em 2013, os R$ 28 bilhões investidos na Copa de 2014 seriam suficientes para construir:

    ─ 467 mil casas populares

    ─ 43 mil Unidades Básicas de Saúde

    ─ 31.748 escolas de Ensino Fundamental

    ─ 123 quilômetros de metrô

    ─ 5,6 mil quilômetros de ferrovia

    ─ 11,2 mil quilômetros de rodovia

    ─ 233 aeroportos

    Também daria para comprar 13,2 milhões de passagens aéreas (ida e volta) na rota Natal-Rio de Janeiro. Ou 541 unidades de um dos modelos de avião usados pela FABTur. Se fosse doados à Câmara presidida por Henrique Alves, todo deputado teria um jatinho para chamar de seu.






    04/07/2013 às 21:19 \ O País quer Saber


    Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode ver aqui como foi o debate sobre o naufrágio do plebiscito proposto por Dilma Rousseff para tentar conter a revolta da rua. A conversa reuniu o jornalista Reinaldo Azevedo, o historiador Marco Antonio Villa, o advogado Carlos Ari Sundfeld e este colunista.









    27/06/2013 às 23:11 \ O País quer Saber



    JÚLIA RODRIGUES

    O Banco Central anunciou que a inflação anual será de 6%. O índice ─ bem maior que o previsto por Guido Mantega e muito menor que a taxa real ─ subiria à estratosfera se os cálculos incluíssem a gastança com o visual de Dilma Rousseff em dia de pronunciamento na TV. Desde dezembro, cada aparição passou a custar exatamente R$ 3.125 ─ um salto de 681% em relação aos R$ 400 investidos até então em cuidados com cabelo e maquiagem.

    O preço novo, revelado nesta terça-feira pela Folha, elevou espetacularmente a conta das três discurseiras de Dilma entre o fim de 2012 e março deste ano. Beneficiário do aumento, o cabeleireiro Celso Kamura acha pouco. “Minha diária costuma ser de R$ 10 mil”, disse na entrevista a VEJA São Paulo. “A única coisa que ela banca é a passagem aérea”. Caso encomendasse o serviço a um salão de Brasília, a ilustre cliente pagaria menos de R$ 500.

    Os R$ 9.375 desembolsados nas três aparições equivalem a


    133 Bolsas Família mensais;
    13,5 salários mínimos;
    3.125 passes de ônibus em São Paulo;
    32 cestas básicas;
    3.522 quilos de arroz tipo 1;
    1.482 quilos de feijão carioca.



    Ou 2.343 quilos de tomate. Mais de duas toneladas.








    27/06/2013 às 23:10 \ O País quer Saber


    Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode ver aqui como foi o 2º debate sobre as manifestações de rua que começaram no início do mês. A conversa reuniu Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Ricardo Setti e este colunista.




    Assista aqui o primeiro debate.






    21/06/2013 às 22:26 \ O País quer Saber


    Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode ver aqui como foi o debate sobre as manifestações de rua que começaram há 15 dias. A conversa reuniu Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Ricardo Setti e este colunista.












    18/06/2013 às 17:55 \ O País quer Saber


    Veja como os protestos que tomaram as ruas de 12 capitais do país nesta segunda-feira foram vistos pela imprensa internacional:

    A agência italiana Ansa atribuiu ao aumento das tarifas dos transportes os protestos que mobilizaram multidões nas ruas de várias cidades

    A britânica BBC destacou as manifestações no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. O noticiário sobre o tema esteve entre os mais lidos do site nesta segunda-feira

    O argentino Clarín acompanhou as manifestações em tempo real e enfatizou os espasmos de violência no Rio de Janeiro

    Tuttacronata, blog italiano: "Mais protestos no Brasil, entre confronto e samba".

    O inglês Financial Times, especializado em assuntos econômicos, ressaltou a participação dos estudantes nos atos de protesto

    O francês Le Monde informou que a alta da inflação é uma das causas da onda de descontentamento no Brasil

    O também francês Libération deu destaque ao prosseguimento da mobilização no Brasil nesta terça-feira

    The New York Times: "Milhares se reúnem para protestos nas maiores cidades do Brasil"

    O jornal português Público informou na manchete de seu site que as manifestações no Brasil foram as maiores dos últimos 20 anos

    O britânico The Guardian classificou as manifestações como as maiores da história e pediu aos manifestantes que enviassem fotos e vídeos






    12/06/2013 às 21:36 \ O País quer Saber



    A sinalização instalada em Brasília nesta segunda-feira, a cinco dias do início da Copa das Confederações, reforçou a suspeita de que o país do futebol resolveu deixar atarantado qualquer turista estrangeiro. Depois do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro, da Bahia e de Pernambuco, chegou a vez de o Distrito Federal aderir ao inglês de hospício. Como comprova a foto acima, a inscrição em português garante que ficam ao norte o setor hoteleiro que, em inglês, foi transferido para o sul.O “Northern Hotel Sector”, esse ninguém sabe onde está. Talvez não exista. Talvez esteja em obras.

    A coluna convida o timaço de comentaristas a ampliar a galeria de imagens que conduzem à associação inevitável: imagina na Copa.

    Em Recife, nem os brasileiros conseguiram decifrar a placa instalada no Terminal Integrado Tancredo Neves. É impossível saber se as placas tentam informar quais são os ônibus que partem do terminal (nesse e caso, a tradução correta seria 'Lines that depart from this terminal') ou quais são as linhas que integram o terminal (nessa hipótese, o correto seria 'Lines that are part of this terminal’).

    A Arena Fonte Nova, em Salvador, inaugurou o inglês de Copa do Mundo ao mandar os visitantes estrangeiros entrarem pela saída e expulsar a letra "n" da palavra "entrance" (entrada, em português)

    A prefeitura do Rio de Janeiro encampou o inglês de Copa do Mundo, lançado na Bahia, ao eliminar a letra "r" de "airports". Além da grafia incorreta em inglês, a placa que que indica a localização dos "aeroportos" leva apenas ao Santos Dumont

    Os redatores das placas de Natal decidiram que "desembarque", em inglês, é "departure", que para os britânicos continua significando "embarque". Os súditos de Sua Majestade também se preparam para desembarcar quando topam com a inscrição "arrival". As placas de Natal resolveram que a palavra significa o contrário.




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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo