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    segunda-feira, 13 de agosto de 2012

    ANÁLISE BÍBLICA E HISTÓRICA DA ORAÇÃO DA AVE MARIA

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    ANÁLISE BÍBLICA E HISTÓRICA DA ORAÇÃO DA AVE MARIA




     ÍNDICE:
    1- A ORAÇÃO MAIS ANTIGA FEITA A MARIA
    2- HISTÓRIA DA AVE MARIA
    3- ANÁLISE BÍBLICA DA AVE MARIA
    4- VENERAÇÃO E NÃO ADORAÇÃO
    5- TEXTOS DA AVE MARIA AO LONGO DA HISTÓRIA



    1- A ORAÇÃO MAIS ANTIGA FEITA A MARIA:

    “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas Em nossas necessidades, Mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem gloriosa e bendita!”. 

     




    A oração “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. 


     Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. 






    Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Estamos na provação e Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).
     Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. 
    Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso em 431. 
    O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: 
    Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita.
    2- HISTÓRIA DA AVE MARIA:
     “A Ave-Maria traz em si a marca de muitos séculos e de muitas mãos que a compuseram um pouco por vez. 
    A Igreja ousa repetir o texto evangélico, completando-o ou modificando-o, e imediatamente depois ( na parte da Santa Maria) manifesta a necessidade de apoiar-se em Maria nas dificuldades que encontra para ser fiel a Cristo:
     a figura de Maria nas catacumbas de Priscila (fim do século II) e na igreja de Santa Maria Antiqua (ambas em Roma), e a invocação gravada no muro da casa de Maria em Nazaré mostram como, desde o princípio de sua história, a Igreja aprendeu a buscar Maria ao lado de Cristo” .
     
    Somente em 1568, portanto quinze séculos após o advento do Cristianismo, a Ave-Maria foi oficialmente aprovada pela Igreja, mas o culto e a oração a Maria existe desde os primeiros séculos e foi crescendo gradativamente, como vemos no registro encontrado nesse papiro do séc III.
    Na verdade, desde 1568, quase nada mudou no texto oficial da oração da Ave Maria. 
    As alterações, portanto, aconteceram principalmente antes desse reconhecimento. 

    A Ave-Maria se impôs ao Cristianismo como a porta de acesso à Virgem Maria, a suprema intercessora dos cristãos. 
     
    O primeiro documento escrito em que aparece o uso da saudação do anjo é a Homilia de um certo Theodoto Ancyrani, falecido antes do ano 446. 
    Nela é explicitamente afirmado que, impelidos pelas palavras do anjo, dizemos: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
    Quanto à saudação de Santa Isabel, aparece ela unida à do anjo por volta do século V. 
    As duas saudações conjugadas já se encontram nas liturgias orientais de São Tiago (em uso na Igreja de Jerusalém), de São Marcos (na Igreja Copta) e de São João Crisóstomo (na Igreja de Constantinopla).
     
    Na Igreja latina, entretanto, as referidas saudações aparecem pela primeira vez unidas aproximadamente no século VI, em obras de São Gregório Magno.
    O nome Maria foi acrescentado às palavras do anjo, no Oriente, por volta do século V, segundo parece, na liturgia de São Basílio; no Ocidente, porém, parece que isto ocorreu aproximadamente no século VI, figurando numa das obras de São Gregório Magno, o Sacramentário Gregoriano.
    O nome Jesus foi acrescido às palavras de Santa Isabel provavelmente um século depois, no Oriente, figurando pela primeira vez em certo Manual dos Coptas, talvez no século VII; no Ocidente, todavia, o primeiro documento que registra o nome do Redentor é a Homilia III sobre Maria, mãe virginal, de Santo Amedeo, Bispo de Lausanne (Suíça) (aproximadamente em 1150), discípulo de São Bernardo.
     Nos mencionados documentos, ao nome Jesus encontra-se adicionada a palavra Christus.
    A segunda parte da prece (Santa Maria, etc.), a súplica, já era empregada na Ladainha dos Santos. 
    Em determinado código do século XIII, da Biblioteca Nacional Florentina, que já pertencera aos Servos de Maria do Convento da Beata Maria Virgem Saudada pelo Anjo, em Florença, lê-se esta oração:
     “Ave dulcíssima e imaculada Virgem Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, mãe da graça e da misericórdia, rogai por nós agora e na hora da morte. Amém."
    Nesta fórmula, faltam somente dois vocábulos: [nós] pecadores e nossa [morte].
    A fórmula precisa da Ave Maria, como é rezada hoje, encontra-se pela primeira vez no século XV, no poema acróstico do Venerável Gasparini Borro, O.S.M. (+ 1498).
    A segunda parte da Ave Maria foi sempre rezada em caráter privado pelos fiéis até o ano de 1568, quando o Papa São Pio V promulgou o novo Breviário Romano, no qual figura a fórmula do referido Venerável Gasparini Borro, sendo estabelecida solenemente sua recitação no início do Ofício Divino, após a recitação do Pai Nosso e prescrita para todos os sacerdotes. 
     Depois de um século a mencionada fórmula, sancionada pelo Sumo Pontífice, difundiu-se, de fato, em toda a Igreja universal.
      
    3- ANÁLISE BÍBLICA DA AVE MARIA:
    As" Igrejas desenvolveram a oração à santa Mãe de Deus, centrando-a na Pessoa de Cristo manifestada em seus mistérios" como diz o Catecismo da Igreja Católica.








    A oração aos santos e a Maria é possível (Apo 8,3-4), pois para os cristãos desde os primeiros séculos da Igreja, aqueles que morrem no Senhor vivem para o Senhor e estão diante dele na glória do céu, "Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele” (Lc 20, 37-38) (Fl 1, 21, 23) (Lc 9, 28 ss), (LC 23, 42-43) e estão aguardando o desfecho final da história da humanidade (Apo 6,9-11) .



    Diante de Deus, os seus santos são como os anjos no céu (Mt 22, 30), intercedendo pelos homens sem cessar (Apc 7,13-15) , por meio do único mediador da salvação, Jesus.

    Até na parábola do rico avarento, Jesus nos mostrou a possibilidade dessa intercessão (Lc 16, 19 e ss).

    A mediação de Maria e dos santos é possível, assim como é possível que oremos por nossos irmãos na terra (Tgo 5, 16), (I Tm 2, 1-5) .  

    No antigo Testamento, já vemos sinais dessa possibilidade, só completa com a redençao de Cristo e sua entrada no céu:



     

    "E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se" (Jer 15, 1 ss).

     
    (Dt 5, 5): "Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós".
     
    "Tomai sete touros... e ide a meu servo Job... o meu servo Job... orará por vós e admitirei propício a sua face" (Job 42, 8)


    Onias (…) estava com as mãos estendidas, INTERCEDENDO por toda a comunidade dos judeus.
     
    Apareceu a seguir um homem notável (…) Esse é aquele que MUITO ORA pelo povo e por toda cidade santa, é Jeremias, o Profeta de Deus.”
    (2Mac 15,12-14) 

    Assim, sendo respalda na tradição e na Bíblia, a oração a Maria encontrou uma expressão privilegiada na oração da Ave-Maria:

    Oração privilegiada por ser em parte bíblica e em parte fruto da tradição, assim uniu os dois pilares da nossa Igreja, com a aprovação do magistério (Papa e bispos em concílio), outro pilar.

    1- "Ave, Maria (alegra-te, Maria)." (Lc1,28)



     

    A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria.

     É o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria. 







    Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela.

    Alguns usam Salve Maria em muitas orações, pois acham errado dizer Ave, pois era uma saudação romana, mas  quando a Bíblia foi traduzida para o latim, São Jerônimo utilizou a forma romana.

    Dizer Ave ou Salve, hoje , para nós não há muita diferença, já que são saudações que caíram em desuso, porém por séculos a oração ficou conhecida como Ave Maria.
    2- "Cheia de graça, o Senhor é convosco." (Lc1,28)

    As duas palavras de saudação do anjo se esclarecem mutuamente. 
    Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. 

     A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça.
     "Alegra-te, filha de Jerusalém... o Senhor está no meio de ti" (Sf 3,14.17a). 
    Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa a filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é "a morada de Deus entre os homens" (Ap 21,3).
     "Cheia de graça", e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.



    3- "Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus." (Lc1,41)
    Depois da saudação do anjo, tornamos nossa a palavra de Isabel. 
    "Repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada': "Feliz aquela que creu..." (Lc 1,45): 
    Maria é "bendita entre as mulheres" porque acreditou na realização da palavra do Senhor. 
    Abraão, por sua fé, se tomou uma bênção para "todas as nações da terra" (Gn 12,3). 
    Por sua fé, Maria se tomou a mãe dos que crêem (Apo12,17) (Jo 19, 26-27), porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: "Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus".



    4-  "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós..." 
    Com Isabel também nós nos admiramos: "Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?" (Lc 1,43). 
    Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: 
    "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). 
    Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: "Seja feita a vossa vontade".
     Maria é Mãe de Deus, pois foi de Maria que nasceu Jesus (Mt 1, 16) (Gal 4,4) , o nosso Senhor (Lc1,43), Filho de Deus (Lc1,35) e Deus (Jo 1,1), (Jo 5,18) com o Pai e o Espírito Santo (Mt 28,19).

    Maria é Mãe de Deus, pois Jesus não é metade homem e metade Deus, Ele é Deus e homem ao mesmo tempo.

    Maria é Mãe no sentido de ter gerado em seu ventre e em seu coração Jesus, nosso Senhor e Deus. 


    5- "Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte." 


    Já foi explicado mais acima a intercessão dos santos na Bíliba.

    Assim, pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à "Mãe de misericórdia"  ( Jo 2,3),  à Toda Santa (Lc 1,28).
     Entregamo-nos a ela "agora", no hoje de nossas vidas. 

    E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos "a hora de nossa morte", pois nessa hora compareceremos diante de Deus (Hb 9, 27) para sermos julgados.
    Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe (Jo 19,27) , para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso, pois o seu pedido é poderoso (Jo 2, 3ss).





       A piedade medieval do Ocidente desenvolveu a oração do Rosário como alternativa popular à Oração das Horas. 
    No Oriente, a forma litânica da oração "Acatisto" e da Paráclise ficou mais próxima do ofício coral nas Igrejas bizantinas, ao passo que as tradições armênia, copta e siríaca preferiram os hinos e os cânticos populares à Mãe de Deus. 
    Mas na Ave-Maria, nos "theotokia", nos hinos de Sto. Efrém ou de S. Gregório de Narek, a tradição da oração é fundamentalmente a mesma.




     Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja (Apo 12).
     Quando rezamos a ela, aderimos com ela ao plano do Pai  (Lc 1,38), que envia seu Filho para salvar todos os homens. 
    Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus (Jo 19,27), que se tornou a mãe de todos os vivos, pois se em Eva, somos filhos do pecado ( Gn 3,20), (Rm 5,12), em Cristo, recebemos vida nova ( Rm 5,19) e Maria é a mãe dessa nova geração de redimidos ( Apo 12,17).

    Podemos rezar com ela e a ela. 

     A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança.
    4- VENERAÇÃO E NÃO ADORAÇÃO 







    § 971     "Todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lc 1,48): "A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão". 
    A Santíssima Virgem "é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja.
     Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de 'Mãe de Deus', sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (...) 
    Este culto (...) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente";
     este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário, "resumo de todo o Evangelho"
     
    5- TEXTOS DA AVE MARIA AO LONGO DA HISTÓRIA 
    Há diversas versões e diversas variações da "Ave Maria", principalmente quando associada à arte multimídia, e mesmo em um contexto religioso formal ela não é única.

    Versão Bizantina

    É a versão mais antiga conhecida, rementendo a alusões do Novo Testamento.
    Θεοτόκε Παρθένε, χαῖρε,
    κεχαριτωμένη Μαρία, ὁ Κύριος μετὰ σοῦ.
    εὐλογημένη σὺ ἐν γυναιξί,
    καὶ εὐλογημένος ὁ καρπὸς τῆς κοιλίας σου,
    ὅτι Σωτήρα ἔτεκες τῶν ψυχῶν ἡμῶν.
    Theotokos virgem, regozija,
    Maria cheia em graça, o Senhor é contigo.
    Bendita és entre as mulheres
    e bendito é o fruto de teu ventre,
    pois portas o Salvador de nossas almas.

    Versão Católica pré-Tridentina

    É a versão latina predominante antes do Concílio de Trento. É a forma ainda mantida por luteranos e anglicanos.
    Ave Maria, gratia plena,
    Dominus tecum.
    Benedicta tu in muliuribus,
    et benedíctus frictus ventris tui, Iésus
    Ave Maria, cheia de graça,
    o Senhor é convosco.
    Bendita sois vós entre as mulheres,
    e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

    Versão Católico Romana pós-Tridentina

    Ave Maria, cheia de graça,
    o Senhor é convosco.
    Bendita sois vós entre as mulheres,
    e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
    Santa Maria, Mãe de Deus,
    rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte.
    Amém.
    Em latim
    Ave Maria
    Gratia plena
    Dominus tecum
    Benedicta tu
    In mulieribus
    Et benedictus
    Fructus Ventris tui, Jesu
    Sancta Maria,
    Mater Dei,
    Ora pro nobis peccatoribus
    Nunc et in hora mortis nostrae
    Amen
     FONTES:

    sábado, 14 de julho de 2012

    "MORRO FILHA DA IGREJA" - SANTA TERESA DE ÁVILA



    BREVIÁRIO

    sexta-feira, 13 de julho de 2012











    Santa Teresa é uma das minhas santas favoritas, acho que por admirar seus êxtases, visões e levitações, atestadas por muitas testemunhas, que a viram flutuar em oração.




    Seus livros espirituais são riquíssimos e sua fé na Igreja Católica é assegurada por algumas frases emblemáticas que servem para todo bom cristão católico:

    “Vede que estes não são tempos de se acreditar em todos [...]. Procurai ter a consciência limpa e ser humildes, menosprezando todas as coisas do mundo e crendo firmemente no ensinamento da Santa Madre Igreja, e estareis seguras de seguir um bom caminho” ("Caminho de perfeição". Op. cit., p. 365).











    Por isso a santa, que sempre se sujeitou inteiramente aos ensinamentos da Igreja Católica, “em cuja fé vivo, afirmo viver e prometo viver e morrer” ("Castelo interior", p. 588), entre tantas outras coisas que poderia ter dito exclamou em seu leito de morte: “Morro como filha da Igreja!”

    terça-feira, 3 de julho de 2012

    JESUS ESCUTA MARIA SUA MÃE E FAZ 1º MILAGRE - O MILAGRE DAS BODAS DE CANÁ



    BREVIÁRIO

    terça-feira, 3 de julho de 2012















    1. Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a Mãe de Jesus.
    2. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.
    3. Como viesse a faltar vinho, a Mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.
    4. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.
    5. Disse, então, sua Mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.















    6. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.
    7. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.
    8.













    Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.





    Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo
    10. e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.











    11. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
    12. Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua Mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.







    Ó DEUS TODO-PODEROSO,
    PELA INTERCESSÃO DE MARIA,
    NOSSA MÃE,
    SOCORREI OS FIÉIS QUE SE ALEGRAM COM A SUA PROTEÇÃO,
    LIVRANDO-OS DE TODO MAL NESTE MUNDO
    E DANDO-LHES A ALEGRIA DO CÉU.
    POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO ,
    VOSSO FILHO,
    NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO.
    AMÉM





























    NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS OU DO BOM REMÉDIO - HISTÓRIA MILAGRES E GRAÇAS



    BREVIÁRIO

    segunda-feira, 2 de julho de 2012





    Encontrei datas comemorativas diversas. Alguns festejam Nossa Senhora dos Remédios em 30 de outubro, 18 de Agosto, 08 de setembro, etc.

    Do mesmo modo encontrei imagens diferentes de Nossa Senhora dos Remédios. Muitas fugindo da iconografia que é a bolsa do remédio que Nossa Senhora oferece a São João da Mata.

    A devoção a Nossa Senhora dos Remédios em Portugal foi introduzida por religiosos franceses da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, que estiveram em Lisboa no início do século XIII.






    A finalidade da ordem era a redenção dos cativos no oriente que elegera Nossa Senhora dos Remédios como sua padroeira.

    A confraria espalhou-se pela Europa, especialmente na Península Ibérica.

    Até ao século XVIII já havia libertado 900.000 prisioneiros.










    Conta-se que São João da Mata e São Félix de Valois fundaram aquela ordem para a libertação dos cativos, em grande número na época, e, não tendo dinheiro para o fim em vista, lhes apareceu Nossa Senhora, entregando-lhes uma bolsa cheia.




    Desta maneira deu "remédio" a uma grave situação.A palavra remédio na Idade Média não tinha o mesmo valor que tem hoje, significava, redenção, resgaste.

    A partir daí começaram a dar à Virgem Santíssima, o nome de Nossa Senhora dos Remédios.












    Talvez por isso as imagens da Senhora dos Remédios aparecem com a mão direita estendida, como quem oferece algo, enquanto a esquerda segura o Menino, fonte de poder contra todos os males.




    A devoção a Nossa Senhora dos Remédios é muito antiga e muito querida do Povo Português.

    De Norte a Sul do País encontram-se múltiplas expressões e exemplos dessa dedicação.

    A atestá-lo estão não apenas as freguesias que a tomaram como orago, mas os santuários e as muitas capelas construídas que lhe são dedicadas, o número de imagens espalhadas pelo País e as festas que em sua honra se celebram.
    No Patriarcado de Lisboa a Paróquia de Carcavelos é um dos exemplos.
    (Cfr. P. José do Vale Carvalheira, Nossa Senhora na história e devoção do povo português, Ed. Salesianas)










    CURADA DE CÂNCER:
    E entre os relatos mais comoventes recebidos na igreja está o de uma moradora de Campo Grande,a professora Claudete Mercedes de Oliveira Santos,de 52 anos.

    Foram nove meses de luta contra um câncer na garganta, diagnosticado em 2007.

    Ela contou que estava praticamente desenganada. Precisou passar por uma delicada cirurgia e tratamento de iodoterapia no Rio de Janeiro. No final de tudo, quando recebeu do médico o laudo que comprovava a sua cura, ela chorou muito e comemorou com familiares e amigos. Ela veio de Campo Grande, onde mora, e pagou a promessa que havia feito à Nossa Senhora dos Remédios durante uma missa e participou de uma peregrinação que a imagem da santa fez a Corumbá, em 2008.

    E este ano estará de volta a Ladário para manter sua devoção. “Fiquei sem voz, não podia mais cantar os cânticos de louvor durante as missas, e orei para que Nossa Senhora me devolvesse a fala. Fui atendida, contou.
    Claudete contou que em nenhum momento, durante o tratamento contra o câncer, sentiu-se sozinha.

    “Estive sempre acompanhada pela imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Eu sentia a sua presença, principalmente quando fiquei três dias isolada em um quarto do hospital no Rio de Janeiro, sem janela, sem poder me comunicar com ninguém lá fora", descreveu. “Eu sabia que ela tinha o manto dela sobre mim‭".

    A professora nasceu e cresceu em Ladário,onde ainda moram a única filha, Kate, e outros familiares, e, desde pequena, acostumou-se a orar por Nossa Senhora dos Remédios. Ela já pagou outras tantas promessas pela saúde da filha Kate, que hoje é bancária em Corumbá.

    " A cura do câncer foi apenas um milagre, nossa família recebeu muitos outros milagres, Nossa Senhora está presente com seu manto protetor em nossas vidas€­", ressalta Claudete." Chego sábado em Ladário e vou direto pra a Santa Missa no Santuário" ,acrescentou, por telefone, ainda em Campo Grande.











    CURADA DE CRISES EPILÉPTICAS:
    Shirley Ribeiro de Arruda, de 43 anos, atribui aos poderes da santa o controle das crises de epilepsia.€­" Há uns quatorze anos, eram crises tão fortes que eu tinha de ser internada e ficava horas desacordada. Com minha devoção à Nossa Senhora, as crises foram desaparecendo e hoje vivo em paz€­",€­ contou ela, que também trabalha como voluntária no Santuário e ora diariamente diante da imagem da santa em casa. "Ela mudou minha vida‭", atesta.










    DOENÇA CONTROLADA:

    "Há alguns anos, minha família foi pega de surpresa com a notícia de que um sobrinho estava com a doença de Lúpus. Foi um grande choque e desespero também.
    A nossa única saída foi recorrer àquela que atende aos enfermos, Nossa Senhora dos Remédios.

    Hoje, meu sobrinho está vivo e com a graça de nossa intercessora, a doença estagnou, não evoluiu e meu sobrinho tem uma vida bem melhor. Em troca da saúde dele, toda a família fez uma promessa, de que todos os anos, entregaríamos folhetos com a imagem e a oração de Nossa Senhora dos Remédios durante o dia dela, e assim fazemos.

    Esse foi o maior milagre que ela fez por nossa família e todos os anos, toda a família participa de sua festa. Ajudamos participando das barracas, é uma alegria, e uma satisfação contarmos com a ajuda dela em nossas vidas", revelou a devota Ana Maria de Souza, 50 anos.





    CURA DE DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS

    Quero dizer que estou muito feliz. Porque desde que recebi a novena de Nossa Senhora dos Remédios e comecei a fazer a novena, eu encontrei a verdadeira paz.

    Vivia a muitos anos passando com meu filho nos psiquiatras, quanto mais remédios tomava, mais se agravava o problema.

    Hoje eu posso dizer que Nossa Senhora curou o meu filho no primeiro dia que comecei a fazer a novena. Vi o resultado da grande graça que meu filho recebeu nesse mesmo dia.

    Antes de receber a novena, eu já tinha ligado para uma clínica para ver uma internação no Hospital psiquiatra e depois não precisou, porque Nossa Senhora me tirou desta aflição. Ela me ajudou e fortaleceu o espírito do meu filho. Hoje ele dorme bem, esta calmo e deixou de tomar dois tipos de remédios, pela graça de Nossa Mãezinha querida e amorosa, Nossa Senhora....







    ORAÇÃO:

    Virgem Soberana do Céu e da Terra, estrela resplandecente, Senhora dos Remédios.
    Sede em meu favor Mãe de Deus.
    Sede o remédio eficaz aos meus males, às minhas aflições, aos meus martírios, aos meus trabalhos,
    livrai-me da peste, enxugai-o meu prato, alivia-me desta dor que sofro, deste perigo em que estou, desta cilada que me armaram, defendei a minha justa causa,

    lançai os vossos misericordiosos olhos em torno de mim, o mais indigno e infiel pecador,

    lançai Virgem Santíssima,
    sobre mim os vosso olhos de piedade com aquela ternura que lançastes ao Sacrossanto cadáver de Vosso adorado Filho Jesus Cristo quando vos entregaram tão cruelmente maltratado.
    Se vos compadecestes destes ingratos algozes,

    como não fareis a mim que choro, que clamo contra tanta impiedade com Deus tão bondoso!

    Rogai,
    Senhora dos Remédios,
    ao vosso amantíssimo Filho,
    por mim pecador, para que possa,
    sem receio, entrar nesta celestial corte onde reinais para sempre.
    Amém.
    Rezar três Pai-Nossos, três Ave-Marias à Nossa Senhora dos Remédios.

















    FONTES:

    http://www.paroquiadecarcavelos.com/index.php?option=com_content&view=article&id=142&Itemid=138

    http://www.diarionline.com.br/?s=noticia&id=6625

    sexta-feira, 22 de junho de 2012

    APARIÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA COM O CRISTO E A VIRGEM MARIA A SÃO FRANCISCO DE ASSIS





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    Um menino muito puro e inocente foi recebido na Ordem, vivendo S. Francisco; e estava em um pequeno convento no qual por necessidade os frades dormiam dois em cada leito.

    Veio S. Francisco uma vez ao dito convento e de tarde, ditas Completas, foi dormir a fim de poder levantar-se à noite para orar quando os outros frades estivessem a dormir, como tinha costume de fazer.

    O dito menino pôs no coração espiar solicitamente a vida de S. Francisco, para poder conhecer a sua santidade e especialmente para saber o que ele fazia à noite quando se levantava.

    E, para não ser enganado pelo sono, pôs-se esse menino a dormir ao lado de S. Francisco e amarrou a sua corda com a de S. Francisco, para perceber quando ele se levantasse: de nada disso S. Francisco se apercebeu.

    Mas à noite, no primeiro sono, quando todos os frades dormiam, S. Francisco se levantou e achou a sua corda assim atada, soltou-a tão docemente que o menino não sentiu, e saiu S. Francisco sozinho para o bosque que ficava próximo do convento, e entrou em uma cova que ali havia e ficou em oração.

    Depois de algum tempo, o menino despertou e achando a corda desatada e S. Francisco levantado, levantou-se também e foi procurá-lo e, encontrando aberta a passagem que dava para o bosque, pensou que S. Francisco ali estivesse e penetrou no bosque.

    E logo, chegando ao ponto onde S. Francisco orava, começou a ouvir a grande conversação:



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    e aproximando-se mais para entender o que ouvia, chegou a ver uma luz admirável que cercava S. Francisco e nela viu Cristo e a Virgem Maria e S. João Batista e o Evangelista e grandíssima multidão de anjos, os quais falavam com S. Francisco.










    Vendo isto, o menino caiu no chão sem sentidos; depois, acabado o mistério daquela santa aparição, voltando S. Francisco ao convento, tropeçou no corpo do menino que jazia na estrada como morto, e por compaixão carregou-o nos braços e colocou-o no leito como faz o bom pastor com a sua ovelha.

    E depois, sabendo dele como tinha visto a dita visão, ordenou-lhe que nada dissesse a ninguém enquanto ele fosse vivo.



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    O menino crescendo, pois, em grande graça de Deus e devoção de S. Francisco, foi homem de valor na Ordem; e somente depois da morte de S. Francisco revelou aos irmãos a dita visão.

    Em louvor de Cristo. Amém.

















    FONTES:
    TEXTO DOS FIORETTI

    http://www.paxetbonum.net/fioretti_text_P.html

    quinta-feira, 21 de junho de 2012

    AS RELÍQUIAS DE SÃO JOÃO BATISTA - ENTERRO, RESTOS MORTAIS, CABEÇA, LENDAS



    quarta-feira, 20 de junho de 2012

    AS RELÍQUIAS DE SÃO JOÃO BATISTA - ENTERRO, RESTOS MORTAIS, CABEÇA, LENDAS









    Procurei pesquisar sobre as lendas relacionadas ao enterro da cabeça e do corpo de São João Batista, como também das diversas lendas relacionadas ao encontro desses restos mortais.

















    Alguns cristãos ortodoxos celebram festas relacionadas ao encontro dessas relíquias.







    Primeira e Segunda descoberta da Cabeça de São João Batista (em 24 de fevereiro). De acordo com a tradição, após a execução de João Batista, seus discípulos enterraram seu corpo em Sebaste, mas Herodias enterrou a sua cabeça num monte de esterco.  

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    •  Posteriormente, Santa Joana, que era casada com um servo de Herodes (vide Lucas 8:3), recuperou secretamente a cabeça e a enterrou no Monte das Oliveiras, onde ela permaneceu escondida por séculos:
      • A "Primeira descoberta" ocorreu no século IV. A posse do local no Monte das Oliveiras onde a cabeça foi enterrada eventualmente passou para as mãos de um oficial do governo que se tornara um monge de nome Inocente. Ele construiu uma igreja e uma cela monástica ali.Quando ele começou a cavar para fazer a fundação, o recipiente com a cabeça de João foi encontrada. Mas, temeroso de que a relíquia pudesse ser dessecrada por infiéis, ele a escondeu novamente no mesmo lugar onde a encontrara. Após a sua morte, a igreja se arruinou e acabou sendo destruída.
      • A "Segunda descoberta" ocorreu no ano de 452. Durante os dias de Constantino, o Grande, dois monges em peregrinação a Jerusalém teriam tido visões de João Batista, que lhes revelou a localização de sua cabeça. Eles descobriram a relíquia, a colocaram num saco e voltaram para casa. No caminho, encontraram um ceramista de nome desconhecido e lhe deram o saco para carregar, sem contar-lhe o que ele continha. João então apareceu para ele e ordenou que ele fugisse dos preguiçosos e descuidados monges, levando consigo o que tinha em mãos. Ele o fez e levou a cabeça para casa consigo. Antes de morrer, ele a colocou num vasilhame e o entregou para sua irmã. Após algum tempo, um hieromonge de nome Eustátio, um ariano, tomou posse da cabeça e a utilizou para atrair fiéis para sua crença. Ele então enterrou a cabeça perto de Emesa, onde, eventualmente, um mosteiro foi construído. No ano de 452, São João apareceu para o arquimandrita deste mosteiro, Marcellus, e lhe indicou onde a cabeça estava escondida, enterrada num jarro de água. A relíquia foi então levada à cidade de Emesa e foi posteriormente transferida para Constantinopla.
    • A Terceira descoberta da Cabeça de São João Batistaé comemorada no dia 25 de maio. A cabeça foi transferida para Comana, na Capadócia, durante um período de ataques muçulmanos (por volta de 820) e foi enterrada novamente durante o iconoclasmo. Quando as veneração dos ícones foi restaurada, por volta de 850 d.C., o patriarca Inácio de Constantinopla (847-857) viu, numa visão, o local onde ela fora enterrada. O patriarca comunicou o fato ao imperador bizantino Miguel III, que enviou uma delegação para Comana, onde a cabeça foi encontrada.

     

     

     

     

    Relíquias

    Cabeça de João Batista.
    Na Catedral de Amiens, na França.
     
     
     
     
     
    Cabeça de João Batista.
    Na Residenz, em Munique.
     
     
     
     
    Cabeça de João Batista.
    Na igreja de San Silvestro in Capite, em Roma.
     
     
    De acordo com antigas tradições, o local onde o corpo de João Batista foi enterrado foi Sebaste, perto da moderna Nablus na Cisjordânia, em já no século IV se mencionam relíquias suas sendo homenageadas ali. 





     

    Os historiadores Rufino e Teodoreto relatam que um templo a João foi dessecrado ali em 362 d.C. por ordem de Juliano, o Apóstata, que queimou parte dos ossos.





     Uma parte das relíquias foi salva e levada a Jerusalém, depois para Alexandria, onde, em 27 de maio de 395, elas foram depositadas na basílica recém-dedicada ao Precursor, justamente no local onde antes estava o Serapeum. 

    O túmulo em Sebaste continuou, ainda assim, a ser visitado por peregrinos e São Jerônimo foi testemunha de milagressendo realizados ali. 

    Atualmente, o túmulo está preservado no interior da Mesquita de Nabi Yahya ("Mesquita de João Batista"), que é considerado um profeta pelo Islã.






     






    O destino final da cabeça de João é difícil de determinar. 






    Nicéforo e Simeão Metafrástes dizem que Herodias a enterrou a na fortaleza deMachaerus (em concordância com Josefo). 

    Outros escritores dizem que ela foi enterrada no palácio de Herodes em Jerusalém. 

    Ali ela foi descoberta durante a época de Constantino e foi, secretamente, levada para Emesa, na Fenícia, onde ela foi novamente escondida em um lugar que permaneceu secreto até que a localização foi novamente revelada milagrosamente em 452/3.








     

    Cabeça de São João Batista

    Com o passar dos séculos, houve muitas discrepâncias nas várias lendas e nas histórias de diversas supostas relíquias no mundo cristão.

     Diversos locais diferentes reivindicam a posse da cabeça de João Batista. 

    Entre os vários, estão:
    • A tradição muçulmana mantém que a cabeça de João foi enterrada na Mesquita dos Omíadas, em Damasco. O papa João Paulo II visitou a tumba de João Batista ali em sua visita à Síria em abril de 2001.
    • Na Idade Média, acreditava-se que os cavaleiros templários estavam com a cabeça e diversos registros de sua perseguição pela Inquisição, após a queda da ordem no início do século XIV, fazem referência a variadas formas de veneração à cabeça.
    • Alguns cristãos acreditam que a cabeça que está exposta na igreja de San Silvestro in Capite, em Roma, é a cabeça de São João.
    • A Catedral de Amiens alega ter a cabeça na forma de uma relíquia trazida de Constantinopla por Wallon de Sarton após o saque da cidade pela Quarta Cruzada (1204).
    • Alguns acreditam que ela foi enterrada na cidade turca de Antioquia (Antakya) ou no sul da França.
    • Em 1881, o The New York Times alegou que os internos de dois mosteiros franceses rivais costumavam exibir cabeças de São João, o primeiro a de "quando ele era um garoto" e outro o seu crânio após "ele ter se tornado um homem".
    • Alguns cristãos ortodoxos acreditam que um pedaço da cabeça está preservado no mosteiro romeno de Prodromos, em Monte Atos.
    • Um relicário na Residenz, em Munique, está marcado como contendo o crânio de São João Batista.

    Outras relíquias

    Acredita-se que diversas outras relíquias de João Batista existam, inclusive as seguintes:
    • De acordo com a tradição, São Lucas foi até a cidade de Sebaste e lá se apoderou da mão direita do Precursor (a mão que batizou Jesus) e a levou para Antioquia,sua cidade natal, onde ela realizou milagres. Reporta-se que a relíquia era exposta aos fiéis durante a festa da Exaltação da Cruz (14 de setembro). Se os dedos da mão estivessem abertos, interpretava-se como um sinal de um ano de abundância, se fechados, como de colheitas pobres (1 de setembro era o início do ano litúrgico e da estação das colheitas).
    • Em 7 de janeiro, a Igreja Ortodoxa celebra a "Festa da Transferência da Mão Direita do Santo Precursor" de Antioquia para Constantinopla, em 956, e o "Milagre de São João, o Precursor, contra os muçulmanos em Chios".
    • Em 1263, durante o domínio latino de Constantinopla pelos cruzados, o imperador franco Balduíno I deu um osso do pulso de São João Batista para Ottonus de Chichon que, por sua vez, o doou para uma abadia cisterciense na França.
    • Acredita-se que o braço direito e um pedaço de seu crânio estejam expostos no Palácio Topkapı, em Istambul, na Turquia.
    • No ano de 1484, a mão direita do Precursor foi dada pelo filho do sultão Bayezid II para os cavaleiros hospitalares da Ilha de Rodes para conseguir sua boa vontade. Os cavaleiros posteriormente levaram a relíquia consigo quando eles mudaram a sede da ordem para Malta. Quando Napoleão conquistou a ilha em 1798, a mão foi um dos poucos tesouros que o Grande Mestre Ferdinand von Hompesch recebeu permissão para levar embora da ilha. Em 12 de outubro de 1799, após Hompesch ter renunciado, ela foi presenteada, juntamente com os demais tesouros da ordem - o ícone da Theotokos de Philermos e uma lasca da Vera Cruz - para o imperador Paulo I, da Rússia, que acabara de ser eleito como novo Grande Mestre da Ordem Maltesa e foi levada para a capela do Palácio do Priorado em Gatchina, na Rússia. Após a morte de Paulo, em 1801, a relíquia foi transferida para o Palácio de Inverno, em São Petersburgo, e sobreviveu ao saque do local durante a Revolução Bolchevique em 1917 por estar na Igreja da cidade de Gatchina, junto com as outras relíquias, para uma celebração em sua honra no dia 12 de outubro. A relíquia eventualmente foi depositada no Mosteiro de Ostrog, em Montenegro, e de lá para a sua localização atual, no Mosteiro de Cetinje, também em Montenegro.
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    • Também acredita-se que a mão direita esteja preservada no Mosteiro Dionysiou, em Monte Atos.
    • Acredita-se que relíquias de João Batista estão nas mãos do Mosteiro de São Macário, o Grande, copta-ortodoxo, em Scetes, no Egito.
    • Em julho de 2010, um pequeno relicário foi descoberto sob a basílica do mosteiro do século V na Ilha de Santo Ivã, na Bulgária. Arqueólogos locais o abriram em agosto e encontraram fragmentos de um crânio, uma mão e um dente, que eles acreditam ser de João Batista com base na interpretação da inscrição em grego no relicário.






     


     "A Lenda das Relíquias de São João Batista", de Geertgen totSint. Jans  é um exemplo particularmente interessante, que vemos retratada numa pintura.






















    No fundo vemos osenterros separados da cabeça e do corpo após a decapitação de João Batista, que se acredita ter ocorrido na primeira metade doséculo I dC (Illus.2a). 







     








     Em primeiro plano é processado a aberturado túmulo e da queimados membros sobre as ordens do imperador romano Juliano, o Apóstata, c. 362 CE (Figura 2b, c); 








     










    no centro é mostradoa redescoberta dosalvado permanece no século XIII (Figura 2d e 2e). 









     



     No entanto, a última cena também incluium retrato de grupodos Cavaleiros da Ordem de São João do Convento emHaarlem, assimmudando a cena para o final do século XV, quando as relíquiasforam dadas à Ordem pelo sultão turco, o motivo específico foicomissionamento para esta pintura. 

    O intervalo de tempo implícita nesta narrativa pictórica é, portanto,notavelmente ampliado, estendendo-se durante um período demais de 1.000 anos.








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     FONTES:
     http://www.istoe.com.br/reportagens/96768_OSSOS+DE+SAO+JOAO+BATISTA+AGORA+NA+BULGARIA




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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo