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    quarta-feira, 31 de julho de 2013

    Santo Inácio de Loyola: paladino da Contra-Reforma











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    30 de julho de 2012 | 2 Comentários
    Plinio Maria Solimeo


    Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, destacou-se pela coerência e radicalidade de seu espírito.


    Inácio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador mayor dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contato contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, o jovem Inácio “deu-se muito a todos os exercícios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar”1. Ou, como ele mesmo diz com humildade, “até os vinte e seis anos foi um homem dado às vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exercí cio das armas e no vão desejo de ganhar honra”2.

    • A hora esperada pela Providência


    Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Providência. A desproporção das forças era esmagadora em favor dos franceses, mas Inácio não quis saber de capitulação e convenceu os seus a resistirem até o fim. “Confessou-se com um companheiro de armas. Depois de algum tempo de duração da batalha, a bala de uma bombarda atingiu-lhe a perna, quebrando-a toda. E como ela passou entre as duas pernas, a outra também foi duramente ferida”3. Inácio caiu por terra. Seus companheiros se renderam.

    Os franceses, admirados da coragem do espanhol, trataram-no muito bem, fazendo-o levar depois, em liteira, para o castelo de seus pais. Os ossos haviam começado a se soldar de maneira defeituosa, e foi preciso quebrar de novo a perna para ajustá-los. Isso tudo, é bem preciso dizer, sem anestesia. O que levou-o às portas da morte, de modo a receber os últimos sacramentos. Quando todos esperavam o desenlace, na véspera da festa de São Pedro o doente, que era muito devoto desse Apóstolo, começou a melhorar.
    Conversão de um homem coerente

    Seria longo narrar todas as torturas a que se submeteu esse soldado para não ficar aleijado; pois, como poderia aparecer assim na corte? Veio depois a longa convalescença, a leitura da vida de Cristo e dos santos, únicos livros que havia no castelo, e sua conversão se deu da maneira mais radical.

    O primeiro pensamento do novo soldado de Cristo foi o de ir para a Terra Santa e viver em oração, penitência e contemplação nos lugares em que se operou nossa Redenção.

    Em Montserrat, fez uma confissão geral de sua vida e depôs a espada no altar da Virgem. Viveu depois algum tempo em Manresa, onde recebeu grandes favores místicos e escreveu seus famosos “Exercícios Espirituais”.

    Não lhe permitiram ficar em Jerusalém, por causa da tensa situação então reinante. Inácio voltou a Barcelona para estudar, a fim de preparar-se para o sacerdócio. Foi depois para Alcalá e ainda Salamanca, onde, por causa de sua pregação e reunião de discípulos, sendo ainda leigo — o que era perigoso naquela época de novidades malsãs e heresias — foi denunciado à Inquisição e aprisionado até que sua inocência foi reconhecida.

    • “Companhia”, como num exército


    Resolveu por isso ir a Paris, estudar na famosa universidade local. Foi lá que a Providência o fez encontrar os seis primeiros discípulos, com os quais fundaria a Companhia de Jesus. Entre eles estava o grande Apóstolo da Índia e do Japão, São Francisco Xavier, e o Beato Pedro Fabro.

    Após os votos feitos em Montmartre, o que marcou propriamente o início da Companhia, eles se encontraram em Veneza, com o plano de ir à Terra Santa. Enquanto isso, trabalhavam nos hospitais.

    Como, depois de um ano, não conseguiram realizar seu intento, decidiram ir a Roma colocar-se à disposição do Sumo Pontífice. Nas proximidades da Cidade Eterna, Inácio teve uma visão na qual Nosso Senhor prometeu ser-lhe favorável em Roma.

    “Inácio tinha sugerido para nome de sua irmandade `Companhia de Jesus’. Companhia era compreendido em seu sentido militar, e naqueles dias uma companhia era geralmente conhecida pelo nome de seu capitão. Na Bula latina de fundação, no entanto, eles foram chamados `Societas Jesu’”4.

    • Paladino da Contra-Reforma Católica


    • Santo Inácio envia São Francisco Xavier para a Índia

    O papel dos jesuítas na Contra-Reforma católica foi essencial. Na época, pareciam perdidas para o protestantismo não só aAlemanha, mas a Escandinávia, e ameaçados os Países Baixos, a Boêmia, a Polônia e a Áustria, havendo infiltrações da seita não só na França, mas até na Itália.

    Santo Inácio enviou seus discípulos a essas regiões infectadas, e estes foram reconduzindo para a Igreja ovelhas desgarradas até na própria Alemanha. Ali trabalharam Pedro Fabro, Cláudio Le Jay e Bobadilha. Mas o jesuíta que seria o grande apóstolo dos povos germânicos, obtendo inúmeras reconversões, foi São Pedro Canísio, hoje considerado, com razão, o segun do apóstolo daAlemanha, depois de São Bonifácio.

    O papel dos jesuítas foi também primordial no Concílio de Trento — onde brilharam os padres Laynes e Salmeron — bem como nas universidades e nos colégios, imunizando assim a juventude européia contra o erro.

    Recebendo informações dos grandes triunfos de seus discípulos, exclamava Santo Inácio: “Demos graças a Deus por sua inefável misericórdia e piedade, tão copiosamente derramada em nós por seu glorioso nome. Porque muitas vezes me comovo quando ouço e em parte vejo o que me dizem de vós e de outros chamados à nossa Companhia em Cristo Jesus“5
    Obediência pronta, humildade exemplar

    Santo Inácio de Loyola queria uma companhia de escol, para combater os erros da época, principalmente os de Lutero e Calvino, e por isso estipulou que, diferentemente das outras congregações ou ordens religiosas, o noviciado seria de mais de um ano. Dizia no fim da vida, quando sua Companhia estava já estendida por quase todos os continentes: “Se eu desejasse que a minha vida fosse prolongada, seria para redobrar de vigilância na escolha de nossos súditos“6.

    Quando um noviço se ajoelhava junto a ele para pedir perdão e penitência por alguma falta, depois de ter concedido uma e imposto a outra, Inácio dizia: “Levante-se”. Se, por uma humildade mal compreendida o noviço não se levantasse imediatamente, ele o deixava ajoelhado e saía, dizendo: “A humildade não tem mérito quando é contrária à obediência”.
    Discernimento na seleção dos súditos

    Um dia chamou um irmão coadjutor e o mandou sentar-se na presença de uma visita. O irmão não o fez, pensando faltar ao respeito ao Superior e à visita. Inácio ordenou-lhe então que pusesse o banco sobre a cabeça, e assim estivesse até a saída da visita.

    Quando o noviço não servia, Inácio não tinha contemplação nem mesmo pela sua posição social. Expulsou da Companhia o filho do Duque de Bragança e sobrinho do grande benfeitor da Companhia, D. Manuel, rei de Portugal, e ainda um primo do Duque de Bivona, parente do vice-rei da Sicília, que era também seu amigo e benfeitor.

    “A obstinação nas idéias era um dos principais motivos de exclusão ou de expulsão, para o santo fundador. Um espanhol de grande capacidade, duma ciência pouco comum e duma virtude reconhecida, entrou na Companhia e exercia o cargo de ministro na casa professa de Roma, com habilidade; mas quando se lhe metia uma idéia na cabeça, não lhe saía mais. Inácio tirou-lhe o cargo, julgando inapto para mandar aquele que não sabia obedecer. [...] Uma noite Inácio soube que ele acabava de dar uma nova prova da sua teimosia; no mesmo instante envia-lhe ordem de abandonar a casa sem esperar para o dia seguinte”7.
    Venerado como santo ainda em vida

    Essa severidade era entretanto balanceada com tanta doçura, que ele era uma verdadeira mãe para os noviços. Tal equilíbrio fazia com que fosse venerado como santo mesmo em vida.

    Sua mais preciosa conquista, São Francisco Xavier, tinha-lhe tanta veneração, que muitas vezes lhe escrevia de joelhos. E nos perigos e tempestades invocava seu nome, trazendo ao pescoço, como proteção, junto a seus votos de profissão, a assinatura do Padre Inácio. Constantemente afirmava: “O Padre Inácio é um grande santo”.

    Laínez, outro dos primeiros discípulos de Inácio e seu sucessor no generalato da Companhia, também o venerava como santo, do mesmo modo que São Francisco de Borja, depois terceiro Superior Geral da Companhia8.

    Sua vida interior era profunda, e passava-se constantemente na presença de Deus. Conforme narra em sua autobiografia, toda vez que queria encontrar a Deus ele O encontrava, bastando um pouco de recolhimento. Tinha visões, repetidamente, sobretudo quando se tratava de acertar algum negócio importante da Companhia, ou quando redigia suas Constituições. Essas visões lhe eram constantes também quando celebrava a Missa9.

    “Sua roupa foi sempre pobre e sem enfeites, mas limpa e asseada, porque, se bem amasse a pobreza, nunca lhe agradou pouca limpeza”10.

    Santo Inácio faleceu em Roma, no dia 31 de julho de 1556.


    Notas:

    1.Pedro de Ribadeneira, Vida de San Ignácio de Loyola, Espasa-Calpe Argentina S.A., Buenos Aires, 1946.
    2.Saint Ignace de Loyola, Autobiographie, Éditions du Seuil, 1962, p. 43. Esta autobiografia foi relatada ao Pe. Luís Gonçalves da Câmara pelo próprio Santo. Com uma memória prodigiosa, o jesuíta português, imediatamente depois de cada conversa, transcrevia-a para o papel. Santo Inácio ditou o texto na 3a. pessoa.
    3.Id., ib.
    4.Saint Ignatius of Loyola, J. H. Pollen, Transcribed by Marie Jutras, The Catholic Encyclopedia, Volume VII, 1910, Robert Appleton Company. Online Edition Copyright © 1999 by Kevin Knight.
    5.R.Garcia-Villoslada, S.I., Ignácio de Loyola _ Um español al servicio del Pontificado, Hechos y Dichos, Saragoça, 1956, p. 221.
    6.J.M.S. Daurignac, Santo Inácio de Loiola _ Fundador da Companhia de Jesus, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1958, 4a. edição, p. 255.
    7.Id., p. 257 e ss.
    8.Pedro de Ribadeneira, op. cit., p. 258.
    9.Cfr. Autobiographie, p. 163.
    10.Id., pp. 260-261.



    quarta-feira, 13 de junho de 2012

    Inscreva-se para o Painel RIOMENOS20 do IPCO


    Inscreva-se para o Painel RIOMENOS20 do IPCO

    12 de junho de 2012 | Comente!

    Neste mês de junho, vai acontecer no Rio de Janeiro, a Rio + 20, uma Conferência das Nações Unidas para tratar do desenvolvimento sustentável no mundo. Este evento acontece 20 anos após a Eco 92, você se lembra dela?
    Na ocasião da Eco 92, o professor Plinio Corrêa de Oliveira fez algumas observações que de tão atuais, nem parecem que se passaram 20 anos.
    “A reunião de chefes de Estado foi um primeiro passo para a constituição de uma autoridade ecológica mundial, sob a qual todas as nações se apagariam para ir formando um só magma universal”.
    E disso, resultaria o pior dos pesadelos, segundo Plinio Corrêa de Oliveira:
    “Nas reuniões das ONGs pairava a concepção de que todas as religiões se equivalem. Ser católico, budista, bramanista, adorador do sol, tudo é a mesma coisa. É o ecumenismo mais radical, numerosas vezes condenado pela Santa Sé”.
    Com estas preocupações em mente, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vai promover no dia 21 de junho, o painel:
    RioMENOS20
    DENÚNCIA: O que os jornais não irão publicar sobre a Rio+20
    Mitos e verdades sobre o desenvolvimento sustentável
    Os painelistas serão:
    - Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança: Denúncia, análise e crítica às resoluções ambientais impostas no Brasil, violando nossa soberania.
    - José Carlos Sepulveda da Fonseca: Analista Político do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, falará sobre o que acreditam e planejam os que apoiam a Rio+20.
    - Jornalista Nelson Barreto: As consequências do novo Código Florestal Brasileiro, a verdadeira ameaça ambiental que paira sobre o Brasil.
    Não deixe de participar. Clique aqui para se inscrever sem nenhum custo.
    Convide pessoas que tenham interesse pelo tema.

    terça-feira, 5 de junho de 2012

    São Norberto, Fundador dos Premonstratenses


    São Norberto, Fundador dos Premonstratenses

    5 de junho de 2012 | Comente!
    Plinio Maria Solimeo
    Sua conversão deu-se de modo semelhante à de São Paulo. De muito nobre estirpe, tornou-se grande pregador popular, flagelo das heresias, reformador de costumes e fundador de mosteiros.

    Santo Agostinho aparece a São Norberto e lhe apresenta uma regra escrita por ele mesmo, prometendo abundantes graças a seus seguidores.
    Norberto nasceu em Santen, na margem esquerda do Reno, próximo de Colônia, no ano 1080. Seu pai, Heriberto, era conde de Gennep e aparentado com a família imperial; e sua mãe, Hadwige, pertencia à Casa de Lorena.
    Seus pais o destinavam à carreira eclesiástica, e ele recebeu as ordens sacras até o subdiaconato. Porém, rico, belo, inteligente, não queria senão  levar boa vida, primeiro entre os pajens do Arcebispo de Colônia, depois na corte do Imperador alemão, Henrique IV.
    Assim passou alegre e superficialmente sua juventude até os 33 anos. “Eu era então um ínclito cidadão de Babilônia — declarará ele depois de convertido – escravo do prazer e prisioneiro dos meus caprichos. Os terrores do inferno, a beleza da virtude e a promessa da felicidade eterna me pareciam contos de velhas, ou fábulas como as das mitologias antigas. Só ouvia os aplausos dos que me rodeavam e que me lançavam por caminhos laboriosos e difíceis, andando sempre sem tornar atrás, vago e fugitivo, despencando-me de cimo em cimo com uma inconsciência que hoje me cumula de terror”.

    Queda do cavalo e conversão,  como São Paulo

    Isso até soar a hora da Providência. E esta chegou da maneira mais inesperada. Viajava ele um dia a cavalo, acompanhado de um pajem, para uma vila chamada Freten, na Westfália, atravessando bela pradaria. O céu, límpido e sereno, de repente cobriu-se de espessas nuvens negras e começou a cair uma tempestade com raios e trovões pavorosos. O pajem, talvez inspirado por uma graça divina, gritou: “Senhor, aonde vais? Retornai, senhor, retornai, pois a mão de Deus está seguramente contra vós”. Mas Norberto seguia em frente, quando ouviu uma voz poderosa que lhe gritou do alto: “Norberto, Norberto, por que me persegues? Eu te destinei a edificar minha Igreja, e tu escandalizas os fiéis!”.
    Ao mesmo tempo um raio caiu a seus pés, fazendo-o tombar do cavalo ao solo, onde permaneceu desacordado durante uma hora. Voltando a si, ainda assustado e considerando a vida que levara durante tanto tempo, foi tomado de arrependimento e perguntou, como o Apóstolo:“Senhor, que quereis que eu faça?”. Ouviu então a mesma voz: “Deixa o mal e faze o bem; procura a paz e segue-a”. Isso ocorreu em 1114.

     O exemplo de sua vida convertia  as almas

    São Norberto obtém do Papa Honório II a aprovação da Ordem dos Premonstratenses
    Norberto tornou-se um outro homem. Passou a amar aquilo que desprezara e a desprezar aquilo que amara; transformou-se num rígido asceta, num censor severo de quanto havia buscado e amado, num pregador intransigente da verdade.
    Para entregar-se com mais facilidade à pregação, ordenou-se sacerdote, vendeu seu castelo e seus pertences, distribuiu tudo aos pobres. Enquanto isso, visitava freqüentemente o monge Conon, Abade de Seigberg, próximo a Colônia, de quem aprendeu os rudimentos da vida religiosa e os princípios da vida espiritual, de modo que passou a receber de bom coração tudo o que lhe acontecia de importuno e a mortificar suas más inclinações.
    Norberto transformou-se então num pregador ambulante, indo de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, fustigando o vício e pregando a virtude. Andava descalço em qualquer estação do ano, mesmo com neve, vivia de esmolas, dormia em hospitais e mosteiros.
    Em suas pregações, não poupava nem mesmo os cônegos relaxados e os clérigos mundanos, combatendo a simonia, uma das pragas da época. Sua imponente presença impressionava; e quando contava sua história, comovia. Seu exemplo era mais eficaz que sua palavra. Mas muitas vezes foi vítima de agressões e maus tratos de pecadores empedernidos.

    Pregador do Evangelho e taumaturgo

    Ele foi até a Abadia de Saint-Gilles, na diocese de Nimes, no Languedoc, onde o Papa Gelásio II se havia retirado para fugir da perseguição do Imperador Henrique. Dele obteve um breve, para poder predicar como pregador evangélico em todos os lugares.
    Estando em Valenciennes, encontrou-se com o bispo Burchard, seu par na corte do Imperador. O bispo ficou extremamente surpreso em ver o antigo e elegante cortesão assim transformado. Abraçou-o ternamente. Um de seus capelães ficou tão impressionado com a história de São Norberto, que quis segui-lo como discípulo. Chamava-se Hugo, e absorveu tão bem o espírito de seu mestre, que foi seu sucessor na Ordem que Norberto fundaria.
    São Norberto recomeçou suas andanças apostólicas, e sua palavra persuasiva era acompanhada de milagres. Um senhor flamengo, que depois de ouvir a palavra do Santo não quis reconciliar-se com seu vizinho, caiu nas mãos de seus inimigos e foi assassinado. Outro senhor, que quis partir para não se reconciliar com seu inimigo, seu cavalo não conseguia mover-se para levá-lo. Ele reconheceu o milagre, pediu perdão ao Santo e abraçou seu ex-inimigo.
    Entretanto, tendo o Papa Gelásio II falecido na Abadia de Cluny, foi eleito o Arcebispo Guy, de Vienne, sob o nome de Calixto II. São Norberto foi visitá-lo para obter a mesma permissão que seu antecessor lhe dera, para continuar pregando. Mas o bispo de Laon, que queria o grande pregador para sua diocese, suplicou ao Papa que o enviasse para reformar a Abadia de São Martinho de Laon, que pertencia a cônegos regulares. O Sumo Pontífice consentiu.
    Mas a empresa fracassou, porque os cônegos não quiseram abraçar a reforma que Norberto lhes propunha, pois desejavam seguir o seu sistema de vida quase de seculares.

     Fundação da Ordem dos Premonstratenses

    Após a morte do Santo, seu corpo ficou exposto por vários dias sem nenhum sinal de corrupção.
    O bispo, para não perder a colaboração do Santo, propôs-lhe que fundasse um mosteiro em suas terras, onde poderia receber discípulos e fundar uma nova Ordem religiosa. Norberto aceitou e escolheu um vale de difícil acesso perto de Soissons, que se chamava Premostratum. Inspirado, ele exclamou: “Este é o lugar de meu descanso e o porto de minha salvação”.
    No dia da conversão de São Paulo do ano de 1120, o bispo trocou os trajes de penitente de São Norberto e de seu discípulo Hugo por um hábito branco, conforme a Santíssima Virgem tinha mostrado ao Santo. Começou assim a Ordem dos Premonstratenses, que depois se espalharia por toda a Europa.
    Norberto edificou uma ermida, conquistou novos discípulos e deu-lhes o hábito branco e as regras de Santo Agostinho, e um modo de ser que consistia em viver como monges e servir ao próximo como clérigos.
    Ele era uma regra viva para seus monges e um modelo das virtudes religiosas. Recomendava-lhes freqüentemente três coisas: a pureza de coração e a limpeza exterior no que concernia aos divinos ofícios e ao serviço do altar; a expiação de suas faltas e negligências no capítulo; e a hospitalidade para com os pobres.
    São Norberto estabeleceu também em Premontré uma comunidade de jovens e viúvas, para ser o bom odor de Jesus Cristo em sua Igreja.
    Sua fama espalhou-se por toda a região. Muitos foram os nobres que lhe deram terras para fundar outros conventos, e não poucos os que o seguiram como religiosos.
    O conde Thibault de Champagne quis imitar o fervor de São Norberto como discípulo seu. Mas o Santo lhe declarou que era vontade de Deus que ele O servisse no estado matrimonial. Mas, para que ele pertencesse à Ordem, deu-lhe um pequeno escapulário branco para usar sob as vestes e lhe prescreveu uma regra para viver de maneira religiosa em meio ao mundo. Fazendo depois a mesma graça a inúmeras outras pessoas, surgiu assim a Ordem Terceira Premonstratense.

    Combate à heresia e à charlatanice

    Em Anvers, surgiu um pernicioso heresiarca, de nome Tanquelino, que se apresentou como profeta e reformador religioso. Simples leigo, ele combatia a existência de bispos e clero como coisa desnecessária e perniciosa. Pregava uma moral laxa e convertia as igrejas em lupanares. A bebedeira, a boa vida e a impureza imperavam entre seus discípulos. Ele sabia tão bem fanatizá-los, que chegavam a beber a água na qual ele tinha tomado banho. Ninguém ousava fazer face a esse inovador. Ninguém, exceto São Norberto.
    Como um capitão, ele organizou o ataque a esse ímpio que queria destruir a Igreja de Jesus Cristo. Pregou ao povo com tanta eloqüência, que os hereges começaram, pouco a pouco, a pedir perdão e penitência para seus erros, entregando hóstias consagradas, que guardavam em suas casas para as escarnecer. De tal maneira refutou os erros de Tanquelino, que este não viu outro caminho senão fugir para outra cidade, onde fosse desconhecido.
    Após a morte do Santo, seu corpo ficou exposto por vários dias sem nenhum sinal de corrupção.

    Bispo de Magdeburgo  —  santa morte

    Em 1126, Norberto foi aclamado bispo de Magdeburgo e entrou em sua diocese montado num asno. De uma bondade comovedora para com o pecador arrependido, o novo bispo era de uma intransigência sem igual para com os recalcitrantes, usando a excomunhão quando necessário. Foi ameaçado de morte e vítima de atentado, mas protegido pela Providência.
    Entretanto, apesar de ter apenas 52 anos de idade, seu corpo estava gasto pelos jejuns e penitências, pelas andanças apostólicas e pelo zelo. Depois de uma visita apostólica em sua diocese, foi acometido de violenta doença que, quatro meses depois, o levou ao sepulcro.
    Um de seus religiosos viu sua alma transformar-se num lírio alvíssimo, que os Anjos levaram para o Céu.
    ________
    Obras pesquisadas:
    – Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d’après le Père Giry, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo VI.
    – Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo II.
    – F.M. Geudens, The Catholic Encyclopedia, Volume XI.

    Fonte: Revista Catolicismo

    sábado, 2 de junho de 2012

    A Santa Casa de Loreto: descobertas científicas de causar pasmo.


    A Santa Casa de Loreto: descobertas científicas de causar pasmo.

    2 de junho de 2012 | Comente!
    Luis Dufaur

    Continuação do post anterior

    Desmentida a intervenção humana

    Aventaram-se hipóteses de uma trasladação operada por homens. Além de carecem de qualquer documentação, elas se revelaram insustentáveis do ponto de vista científico.
    Para essas hipóteses serem históricas teria sido necessário desmontar as pedras e os tijolos da Casa em Nazaré para depois refazer as paredes no local de chegada. A operação deveria ter sido repetida em cada uma das mudanças.
    Desde a Palestina até a costa do Mar Adriático, onde a Casa apareceu em cinco lugares diversos, medeiam dois mil quilômetros de viagem terrestre e marítima. Materialmente, o transporte teria sido impossível sem graves danos, perdas e/ou sinais da mudança.

    Rapidez inexplicável da translação

    Acresce-se, ainda, a momentaneidade – ou quase – da viagem. Os dados conhecidos apontam que a Santa Casa saiu de Nazaré em maio de 1291. A chegada a Tersatto (primeira etapa) aconteceu em 9/10 de maio de 1291, segundo registro esculpido em pedra na época.
    A Santa Casa foi retirada milagrosamente da Palestina para impedir que caísse nas mãos dos maometanos. De fato, São João de Acre, a última fortaleza do Reino Latino de Jerusalém criado pelas Cruzadas, começou a ser sitiada pelo sultão Khalil em 5 de abril de 1291.
    Acabou caindo em mãos anticristãs em 28 de maio de 1291. Nazaré fica a 41 km desse antigo enclave cristão. A desgraça pôs fim à hegemonia católica na Terra Santa.
    O santuário de Nazaré estava muito ligado aos Cruzados. A primeira igreja construída no local foi  arrasarada em 1090 pelos turcos seljúcidas que haviam invadido a Terra Santa. A Santa Casa salvou-se, pois ficava na cripta do santuário e os bárbaros cegados não perceberam.
    Nazaré: cripta da igreja da Anunciação, gruta à esquerda
    Nazaré: cripta da igreja da Anunciação, gruta à esquerda
    As atrocidades desses turcos levaram o Bem-aventurado Papa Urbano II a convocar a I Cruzada. Após a tomada de Jerusalém por Godofredo de Bouillon, um magnífico santuário foi construído sobre a cripta.
    Ele foi visitado por São Francisco de Assis na sua viagem à Terra Santa para tentar converter o sultão turco, nos anos 1219-1220. Também por São Luís IX, que tentava recuperar a Terra Santa, além de muitos outros santos e cruzados.
    Em 1263 os islâmicos demoliram o santuário, mas a cripta voltou a ser salva providencialmente. Com a queda da última fortaleza cruzada, os dias estavam contados para essa relíquia extraordinária da História da Salvação.

    Sem alicerces: um milagre permanente

    Outro fato extraordinário é o de sua instalação numa estrada pública de Loreto.

    Esse posicionamento é humanamente impossível, segundo os arqueólogos e arquitetos que examinaram o subsolo da Santa Casa e a estrada sobre a qual ela está apoiada.
    O arquiteto Giuseppe Sacconi (1854-1905), por exemplo, constatou que “a Santa Casa está apoiada em parte sobre a extremidade da estrada velha e em parte sobre um antigo fosso”, inexistindo base material para ali erigir uma casa (“Annali Santa Casa”, ano 1925, nº 1).
    Um elemento arqueológico relevante, o qual fala em favor de que a casa “posou” e não foi construída ou reconstituída, é que no local foi encontrado um espinheiro que se achava na margem da estrada e que ficou preso e esmagado entre a Casa e o solo no momento em que a Casa desceu.
    Romeiros no lado externo da Santa Casa de Loreto
    Romeiros no lado externo da Santa Casa de Loreto
    O arquiteto Federico Mannucci (1848-1935) foi encarregado pelo Papa Bento XV de examinar os alicerces da Santa Casa de Nossa Senhora, numa ocasião em que foi necessário renovar o piso, após um incêndio em 1921.
    Mannucci redigiu um relatório em 1923 onde afirma ser “absurdo achar” que a construção possa ter sido transportada “com meios mecânicos” (F. Mannucci, Annali della Santa Casa , 1923, 9-11).
    Mannucci escreveu que “é surpreendente e extraordinário o fato de o prédio da Santa Casa se conservar inalterado, sem ceder o mínimo sequer, e sem a menor rachadura ou lesão nas paredes, malgrado não se encontrar apoiado em alicerce algum, sobre um terreno sem qualquer consistência, solto e sobrecarregado, ainda que parcialmente, pelo peso da cúpula construída para substituir o teto” (F. Mannucci, Annali della Santa Casa, 1932, 290).

    Religioso cientista explica

    O Pe. Giuseppe Santarelli, capuchinho e também historiador e arqueólogo de renome internacional, dedicou grande parte da sua vida para organizar, em colaboração com outros cientistas famosos, pesquisas sobre a origem da casa. Suas numerosas publicações sobre o caso fizeram história.
    A Casa foi trazida de Nazaré à Itália “para salvá-la da destruição”, explica o religioso-cientista. “Na segunda metade do século XIII, a Palestina vivia uma grande e violenta invasão mulçumana, com a destruição sistemática de lugares santos cristãos”.
    Mas por que a Itália e não outro lugar? “Não sabemos. Os antigos historiadores, fiéis naturalmente, diziam que ‘por um desígnio providencial’, a casa da Virgem havia passado da terra de Cristo à terra do Vaticano de Cristo”. Loreto então formava parte dos Estados Pontifícios.
    “Foram realizadas investigações de todo tipo. Todas demonstraram sempre que a narração da história é autêntica. Isso quer dizer que a Casa de Loreto é a mesma de Nazaré”.

    Achados do arqueólogo Nerio Alfieri

    Maqueta da casa de Nazaré:  as três paredes foram a Loreto;  a gruta e os alicerces ficaram
    Maquete da casa de Nazaré:
    as três paredes foram a Loreto;
    a gruta e os alicerces ficaram
    “Naturalmente, continua Frei Giuseppe Santarelli, as investigações mais importantes foram executadas nos tempos modernos. Sobretudo as realizadas em Nazaré entre 1955 e 1960 supervisionadas pelo padre Bellarmino Bagatti, um dos mais ilustres arqueólogos do século XX, e as realizadas em Loreto pelo arquiteto Nerio Alfieri, professor de arqueologia na Universidade de Bolonha.
    “As investigações do professor Alfieri demonstraram que esta construção está cheia de anomalias absurdas, em um claro contraste com as construções da região e também com as regras urbanísticas existentes no século XIII.
    “A casa não tem bases próprias, é constituída somente por três paredes, as quais, até uma altura de quase três metros, estão feitas de pedra e se sabe que na região não existem pedreiras e que todas as construções daquela época eram feitas de tijolos.
    “É anômalo que a única porta, a original, se encontre no centro da parede larga e não da pequena, como em todas as igrejas e capelas daquele tempo e que esteja colocada ao norte, exposta a fortes e frequentes intempéries, contra todo costume de construção local.
    “É anômalo também que a única janela esteja colocada a oeste e, portanto, aberta a uma pequena iluminação. Prática de construção também não exercida na época.
    “Todavia, se comparamos com os resultados das investigações feitas em Nazaré, todas estas anomalias desaparecem. A casa de Loreto não tem bases porque as bases estão em Nazaré, onde antes se encontrava. Tem somente três paredes porque estava apoiada em uma gruta escavada na rocha que abrigava um único bloco habitacional”.

    Arquiteto Nanni Monelli: concordância das medidas de Nazaré e Loreto

    Um estudo extraordinário, realizado pelo arquiteto Nanni Monelli em 1982, demonstrou que as medidas da casinha de Loreto e também a espessura das três paredes correspondem perfeitamente com as medidas das bases que se encontram em Nazaré. As pedras e paredes são tipicamente palestinas e também os tipos de trabalho aplicados na pedra.
    “Nanni Monelli aprofundou a investigação das pedras. Chegou à conclusão de que estão trabalhadas com uma técnica específica desses lugares palestinos, própria da cultura nabatea”, sublinha o Pe. Santarelli.

    Os graffitti

    “Eu – acrescenta o Pe. Santarelli – depois realizei um estudo específico sobre os gráficos legíveis a respeito das diversas pedras da Santa Casa de Loreto.
    “Identifiquei por volta de cinquenta inscrições próprias dos judeu-cristãos da Terra Santa e semelhantes aos encontrados em Nazaré.
    “Também decifrei uma inscrição em caracteres gregos sincopados, que traduzida diz: ‘Oh Jesus, filho de Deus’ – frase inicial de uma oração que se encontra escrita em uma gruta anexa à casa de Maria em Nazaré.
    “Estes e muitos outros detalhes levam à mesma conclusão: a Casa de Loreto é precisamente aquela que até 1291 se encontrava na Palestina e que era venerada havia 1.300 anos como a Casa da Virgem.
    “Depois de anos de estudos, análises e investigações arqueológicas realizadas com os meios mais sofisticados, somos capazes de afirmar categoricamente que esta casa é exatamente aquela que até o final do século XIII era reverenciada em Nazaré como a casa da Virgem” – conclui.

    A visão de Santa Catarina de Bolonha

    Santa Catarina de Bolonha, corpo incorrupto
    Santa Catarina de Bolonha (1413-1463) escreveu em 1440 (portanto, perto de trinta anos antes da narração da “Translatio miraculosa” referida pelo Beato Giovanni Spagnuoli e por Pier Giorgio di Tolomei, apelidado Teramano) que lhe foi sobrenaturalmente revelado como aconteceu o miraculoso traslado. Diz a santa:
    “Por fim, esta moradia consagrada pelos Apóstolos que nela celebraram os divinos mistérios e praticaram milagres, por causa da idolatria daquele povo foi transportada até a Dalmácia por um cortejo de anjos. A seguir, pelas mesmas razoes e outras ainda, levaram esta digníssima igreja a vários locais. Finalmente, foi levada pelos santos anjos e colocada estavelmente em Loreto, província da Itália e nas terras da Santa Igreja” (Rosarium, I Mist. Gaud., vv.73 ss.- tradução do texto latino publicada pelo “Messaggio della Santa Casa”, 2001, nº 7, p.211).


    A Anunciação na Santa Casa de Nazaré, segundo o Evangelho de São Lucas:


    26. No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
    27. a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
    28. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
    29. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
    30. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
    31. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
    32. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
    33. e o seu reino não terá fim.
    34.Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
    35. Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
    36. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
    37. porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
    38. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.
    (O relato da Visitação a Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, imediatamente ligado ao passo da Anunciação acrescenta elementos que ajudam a entender melhor a própria Anunciação)
    Visitação de Nossa Senhora a Santa
    Isabel,University of California Berkeley
    39. Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
    40. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
    41. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
    42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
    43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
    44. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
    45. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!
    46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
    47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
    48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
    49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
    50. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
    51. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
    52. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
    53. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
    54. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
    55. conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
    São Lucas, 1, 26-55

    Video: Santa Casa de Loreto: a translação milagrosa e a ciência

    FIM

    quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos


    Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos

    23 de maio de 2012 | Comente!
    Plinio Corrêa de Oliveira
    Amanhã se comemora a grande festa de Nossa Senhora Auxiliadora. Por ocasião da mesma festa no ano de 1968, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira pronunciou uma tocante conferência para sócios e cooperadores da TFP. Acreditamos ser esta também de grande proveito para todos os que estão visitando este site.
    A D V E R T Ê N C I A
    O presente texto é adaptação de transcrição de gravação de conferência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a sócios e cooperadores da TFP, mantendo portanto o estilo verbal, e não foi revisto pelo autor.
    Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:
    “Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita”.
    As palavras “Revolução” e “Contra-Revolução”, são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro “Revolução e Contra-Revolução“, cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de“Catolicismo”, em abril de 1959.
    Hoje temos a festa de Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos. Essa invocação foi introduzida na ladainha Lauretana por São Pio V, em comemoração da vitória alcançada contra os turcos em Lepanto [7-10-1571]. A festa foi instituída por Pio VII [em 26-9-1814], em ação de graças por sua volta à Roma, depois de preso por Napoleão.
    Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora venerada
    na então Capela da Sede do Conselho Nacional da
    TFP
    Os senhores sabem que aquela imagem que está na nossa capela – é sempre bom repetir isso para os novatos – é de Nossa Senhora Auxiliadora. O simbolismo da imagem é muito bonito. Nossa Senhora tem em um de seus braços o Menino Jesus e na mão um cetro. Isso quer indicar que pelo poder que Ela tinha sobre o Menino Jesus, e que conservou a vida inteira, Ela tem a onipotência sobre todo o mundo, sobre todo o universo.
    E como Senhora onipotente do universo, Ela tem o poder de nos auxiliar em tudo que nós quisermos. É uma auxiliadora onipotente. Por outro lado, o semblante risonho dEla, o semblante amável dEla, nos fala da sua misericórdia. Então, estão dois fatores presentes para nós confiarmos no auxílio dEla. Ela quer inesgotavelmente socorrer-nos, Ela pode socorrer-nos em tudo. Logo, se pedirmos Ela socorrerá. Quer dizer, Nossa Senhora Auxiliadora poder-se-ia chamar, debaixo de um certo ponto de vista, Nossa Senhora dos Pedidos. Ela não nos auxilia só quando nós pedimos, é verdade, mas sempre que nós pedimos, Ela nos auxilia. Ela é chamada, por causa disso, Auxílio dos Cristãos.
    Por causa disso também, convém lembrarmos a insistência com que Ela é invocada em nossas orações. Os senhores notaram que depois das três Ave-Marias que rezamos à noite, há sempre uma jaculatória: Auxilium Christianorum, ora pro nobis. Porque Dom Chautard condena o seguinte erro em que certas pessoas caem: “Deus, Nossa Senhora, que me ajudem nas dificuldades extraordinárias da vida. Nas dificuldades comuns, eu não preciso do auxílio dEla. Eu com meu talento, minha capacidade e minha energia, resolvo por mim mesmo”. Em matéria de apostolado como, aliás, em matéria de tudo, isso é falso. Mas em matéria de apostolado é falso a um título especial, é falso de modo muito particular.
    Nós, para o êxito do apostolado, como para o êxito de nossa vida interior, precisamos a cada passo do auxílio de Nossa Senhora. Por exemplo, para que estas palavras que estou dizendo aos senhores tenham alguma fecundidade. Essa fecundidade resulta exclusivamente da graça de Nossa Senhora. E essa graça é Ela que obtém de Deus, que é o autor da graça, que é a fonte última, verdadeira e profunda de todo bem, de todo dom perfeito. De maneira que se Nossa Senhora não me auxiliar, essas palavras resultarão vãs e se eu quero esse auxílio, devo pedi-lo.
    Portanto, é a coisa mais normal do mundo que antes de começar o “Santo do Dia”, eu faça uma jaculatória. Se eu não fizer a jaculatória, que esteja no estado de espírito de quem habitualmente está pedindo a Nossa Senhora o auxílio para tudo o que faz, reconhecendo a dependência em relação a Nossa Senhora, e reportando minha esperança no auxílio dEla para resolver todos os problemas dentre os quais eu possa estar. Isto diz respeito aos problemas do apostolado, e diz respeito – sobretudo – aos problemas da vida interior.
    Ema nossa vida interior nós não podemos fazer nada sem a graça. E a graça nós só podemos receber de Deus, e Deus só no-la dará por [intermédio de] Nossa Senhora, e Nossa Senhora no-la dará se pedirmos. E Ela é, portanto, nossa auxiliadora indizivelmente misericordiosa, que a todo momento está disposta a nos auxiliar e a nos conferir os auxílios mais inesperados, os auxílios maiores, os auxílios mais súbitos, os auxílios mais estrondosos. Depende apenas de nós pedirmos, pedirmos, pedirmos.
    Nós devemos nos preparar para fazer um pedido a Ela. Qual é o pedido que devemos fazer? Nós devemos fazer a Ela pelo menos um pedido. Mas Ela, como Auxiliadora que é, gosta que se lhe peça muita coisa. Nossa Senhora não é como os potentados da terra a quem a gente pede pouco, para obter algo. Nossa Senhora pelo contrário, é uma Mãe boníssima, que gosta que os filhos lhe peçam muito e que quanto mais coisas os filhos lhe pedem, mais Ela se agrada disto.
    Mas essas coisas devem ser pedidas, com ordem – não exclusivamente – mas com ordem sobretudo à glória dEla e à implantação do Reino dEla, à ordem sobrenatural, à causa contra-revolucionária, às diversas TFPs, etc.
    Nossa Senhora é tão boa que Ela atende, muitas vezes, pedidos de pessoas que pedem apenas para proveito próprio, mais nada. Por exemplo: “Minha Mãe, meu braço não está funcionando; eu vos peço que meu braço funcione”. Nossa Senhora põe em funcionamento o braço da pessoa… e ela não se converte.
    Mas assim mesmo a bondade dEla se exerceu e Ela tira daí um proveito: mostra que Ela é tão boa, que Ela é até boa para quem não merece. Mas se Ela é até boa para os filhos das trevas, quanto mais Ela pode ser boa para quem, com maior ou menor fidelidade, pode chamar-se filho da luz. Evidentemente Ela transborda do desejo de ajudar.
    Então, seria uma coisa muito boa, seria o ideal, que uma pessoa que interiormente se sentisse levada a isso – porque é preciso ter uma moção interna para isto – fizesse uma lista de vinte ou trinta pedidos a Nossa Senhora.
    Pedidos nessa ordem: pedidos para minha vida interior, pedidos para meu apostolado, pedidos para a totalidade das TFPs, pedidos para a causa contra-revolucionária em geral.
    Pedidos para a causa contra-revolucionária em geral. Pedidos portanto, para nossa Mãe indizivelmente querida e indizivelmente perseguida: a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. Pedido da urgente realização das promessas de Nossa Senhora feitas em Fátima. Então, para cada um desses pedidos, formular algumas coisas.
    Mas, se pelo menos não houver um movimento interior da alma para isso – e não ter esse movimento, não significa infidelidade; a graça toca cada alma de um modo –, pelo menos estudar um pedido de vida interior e um pedido de apostolado para fazer.
    O que é que eu posso mais querer para minha vida interior? Eu recomendo uma intenção. E esta eu recomendo instantissimamente: que Nossa Senhora faça na alma de cada um de nós aquilo que Ela sabe que é melhor. Isso é evidente: não se pode deixar de pedir.
    Mas, além disto, o que nós desejamos. O que Ela nos dá, pela graça, pela razão, a ocasião de conhecer e de desejar como necessidade nossa. É normal que peçamos. É legítimo pedirmos. Então, pedir a Ela o que for, a graça que fale no interior da alma dos senhores. Mas aqui nós vamos pedir para que Nossa Senhora Auxiliadora, a todos nós, conceda grandes graças.

    terça-feira, 22 de maio de 2012

    Santa Rita de Cássia: Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas


    Santa Rita de Cássia: Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas

    21 de maio de 2012 | 1 Comentário
    Plinio Maria Solimeo
    Exemplo de virtude em todos os estados de vida pelos quais passou. Sua intercessão é tão poderosa, que se tornou advogada de pessoas com problemas insolúveis
    Santa Rita de Cássia
    No último quartel do século XIV, vivia em Roccaporena, bispado de Espoleto, na Úmbria, Itália, um casal modelar que tinha o dom de recompor as discórdias e os mal-entendidos, de tal modo que eram conhecidos como “os pacificadores de Jesus Cristo”. Seu nome não ficou registrado na História.
    Entretanto, uma grande tristeza toldava-lhes a alma, pois não tinham filhos. Apesar de já estarem avançados em anos, continuavam rogando aos Céus para que lhes fosse concedido um herdeiro. Essa fé inabalável foi agradável a Deus, que atendeu o pedido renovando em favor desse casal o milagre que havia operado outrora com Sant’Ana e Santa Isabel. Mais ainda: um anjo apareceu à feliz futura mãe, comunicando-lhe que daria à luz uma filha, que seria muito amada de Deus e estimada por sua eminente virtude. Os pais deveriam dar-lhe o nome de Margarida (em italiano, Margherita). Com o diminutivo Rita, a futura Santa seria conhecida universalmente.
    Conta-se que, quando a recém-nascida estava no berço, um enxame de abelhas brancas como a neve girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.
    Com tais sinais de predestinação, a infância e adolescência de Rita só poderiam ser de uma inteira conformidade com a vontade de Deus.

    Matrimônio forçado e infeliz

    Aos 12 anos Rita já era uma adolescente de coração nobre, generoso e compassivo, de entendimento vivo, sólido, penetrante e perspicaz. Nessa idade resolveu fazer voto de virgindade. Mas seus pais, embora virtuosos, tinham olhares mais mundanos. Temendo que eles logo faltassem, deixando sozinha essa filha tão longamente desejada, resolveram casá-la com um muito bom partido. Rita relutou muito em aceitar essa idéia, que ia contra seus mais profundos desejos, mas foi inspirada pelo Senhor a submeter-se à vontade dos pais, pois Deus queria que ela se santificasse em todos os estados de vida. Portanto, também no de casada.
    Ora, o esposo escolhido para Rita foi Paulo Ferdinando, nobre, rico, poderoso, mas de gênio insuportável, irascível e incontinente. Apesar de a jovem esposa procurar fazer-lhe sempre a vontade e o tratar com a mais extrema docilidade, ele a maltratava com palavras e mesmo com agressão física.
    Rita tudo suportava com espírito sobrenatural, sendo assistida em suas angústias pelos três santos de que era mais devota: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau Tolentino. Eles a incentivavam a carregar com paciência sua cruz, oferecendo tudo pela conversão do marido.

    Conversão e morte do marido

    O martírio de Rita durou 12 anos. Tocado enfim pela tão heróica virtude que via em sua esposa, Paulo começou a mudar. De colérico, altivo, soberbo e dissoluto, passou a ser modesto, humilde, casto e virtuoso.
    Agradecendo muito a Deus, Rita esforçou-se então para incentivar o marido e os dois filhos, que a Providência lhe dera, a progredirem na senda da virtude.
    Entretanto, não há felicidade completa nesta terra. Paulo Ferdinando foi assassinado por inimigos políticos, a quem ele outrora havia ofendido. Foi um choque tremendo para Rita, que procurou por orações e obras meritórias sufragar a alma do marido.
    Como viúva, Rita foi também um modelo, a exemplo do que fora como virgem, esposa e mãe. Dedicou-se de corpo e alma a seus dois filhos, suplicando-lhes continuamente que perdoassem os assassinos do pai, e que não procurassem vingança.
    Mas eles, logo após a adolescência, juraram vingar o horrendo crime. De nada valeram os pedidos e as lágrimas da mãe. Esta, então, tomou uma resolução heróica: pediu a Deus que, se eles persistissem nesse intento e fossem ofendê-Lo com tal pecado, que lhes fosse tirada a vida. E foi ouvida. Um após o outro, os dois filhos morreram com todos os auxílios da Religião, perdoando os assassinos.

    Entrada milagrosa no convento

    Desfeitos todos os laços que a prendiam à terra, Rita podia agora realizar seu sonho primeiro, de consagrar-se inteiramente a Deus num convento. Procurou o de Santa Maria Madalena, da Ordem de Santo Agostinho, seu patrono, e pediu admissão. Mas esta casa religiosa não recebia viúvas. Ela insistiu mais duas vezes, e nas duas foi recusada.
    Resolveu então transformar sua casa num lugar de retiro, onde pudesse viver inteiramente isolada, como a mais observante das eremitas.
    Num dia em que rezava fervorosamente em sua casa, ouviu batidas na porta. Quando a abriu, viu seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que lhe disseram: “Vem, já é tempo de que entres no mosteiro no qual foste tantas vezes recusada”. Transportando-a pelos ares, fizeram-na entrar, apesar de todas as portas e janelas estarem fechadas. As freiras, diante desse milagre, viram que era vontade de Deus que Rita fosse uma delas. E a receberam de todo o coração.
    Rita começou seu noviciado como a mais fervorosa das noviças. Embora procurando fugir de toda singularidade, cumpria eximiamente todos os pontos da regra.
    Para provar sua obediência, a superiora mandou que regasse todos os dias um tronco seco de videira. Com a maior simplicidade ela desincumbia-se da tarefa, até que um dia, milagrosamente, o tronco germinou e dele nasceu a parreira que até nossos dias se pode ver no convento de Cássia. As religiosas enviavam cachos de uvas dessa parreira ao Santo Padre.

    Em sua testa, um espinho da Coroa de Espinhos

    Santa Rita de Cássia recebe o espinho de Nosso Senhor Jesus Cristo
    Certo dia, ouvindo as palavras de Nosso Senhor no Evangelho, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”,entrou em êxtase e compreendeu o significado mais profundo dessas palavras.
    Outra vez, ouvindo um sermão de São Tiago das Marcas sobre a coroação de espinhos, sentiu uma tal compunção, que pediu a Nosso Senhor a graça de participar, pelo menos um pouco, desse divino mistério. No mesmo instante, sentiu uma violenta dor na cabeça, como se esta fosse pressionada por espinhos. E viu sair do crucifixo diante do qual rezava um raio de luz dirigido à sua testa, sentindo nela penetrar um agudo espinho. Este provocou tão repugnante chaga, que exalava mau odor, e dela saíam mesmo vermes que escorriam pela face da Santa.
    Isso fez com que Rita vivesse os últimos 15 anos de sua vida isolada das outras irmãs e mais entregue à contemplação. Só uma vez desapareceu milagrosamente tal chaga. Foi quando ela quis ir a Roma com as outras irmãs, para ganhar um jubileu, e sua Superiora não o quis permitir por causa do mau odor que desprendia sua chaga. Ela rezou, e a chaga fechou-se sem deixar mesmo cicatriz. Logo que voltou ao seu convento após a viagem a Roma, a chaga reabriu-se e permaneceu até sua morte.
    Entretanto, a fama da santidade de Rita extravasou os muros do convento, e muita gente vinha para vê-la. Ela previa os acontecimentos, tinha entendimento dos mais recônditos mistérios e operava milagres.
    Nos últimos quatro anos de sua vida, padeceu dolorosa enfermidade, durante a qual demonstrou, em meio às dores, tranqüilidade e paciência inalteráveis. Nesse período, operou-se um milagre que se tornou universalmente conhecido. Uma amiga, que a foi visitar, perguntou-lhe se queria algo. Rita respondeu que gostaria muito de receber uma rosa e uns figos do jardim de sua antiga propriedade em Roccaporena. Estava-se no maior rigor do inverno europeu, quando a natureza parece morta. Embora estranhando muito tal pedido, a amiga foi ao citado jardim e, maravilhada, viu bonitas rosas e uma figueira carregada de frutos, que colheu e levou à Santa.

    “Vida” post-mortem de Rita de Cássia

    Altar e corpo incorrupto da Santa
    Rita entregou sua alma a Deus no dia 22 de maio de 1456. Pode-se dizer que então começou sua pós-vida.
    Imediatamente depois de sua morte, os sinos de todas as igrejas de Cássia começaram a tocar por si mesmos, enquanto uma fragrância sobrenatural invadiu todo o convento. Seu corpo parecia rejuvenescido, sua face brilhava. A chaga de sua testa, tão repugnante antes, emitia raios como se fosse uma estrela.
    Rita de Cássia foi beatificada no dia 2 de outubro de 1627. Nesse dia, celebraram-se em Cássia solenes cerimônias. Porém, na procissão que se formara, ocorreu viva discussão entre clérigos seculares e religiosos sobre quem devia ter a precedência. Nesse momento, em presença de milhares de peregrinos, o corpo de Rita abriu os olhos, que refulgiram como o de pessoa viva. Os gritos de “milagre!”, “milagre!” fizeram com que a disputa terminasse. Ela foi canonizada em 1900, por Leão XIII.
    Outro milagre foi a conservação de seu corpo até nossos dias. Até pelo menos o início do século XX — passados, portanto, mais de quatro séculos de sua morte — no dia de sua festa, o corpo da Santa levantava-se do fundo do relicário onde está, até a superfície da grade do coro das religiosas. Notou-se também que, de tempos em tempos, o corpo muda de posição. Por exemplo, em 1926, sua face, que estava voltada para aqueles que a ela dirigiam suas preces, moveu-se, passando a olhar para o Céu.
    __________________

    Obras Consultadas:
    1. Joan Carroll Cruz, The Incorruptibles, TAN Books and Publishers, Inc., Rockford, USA, 1974, pp. 130 e ss.
    2. Pe. Juan Croisset, Año Cristiano, tradução do Pe. José Francisco de Islã, Saturnino Calleja, Madri, 1901, pp. 620 e ss.
    3. Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d’après le Père Giry, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, Paris, 1882, tomo VI, pp. 104 e ss.
    4. Pe. José Leite, Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1987, tomo II, pp.117 e ss.

    Fonte: Revista Catolicismo



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo