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    quinta-feira, 7 de novembro de 2013

    Lutero: Frade Apóstata, Sensual e Orgulhoso












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    quinta-feira, 7 de novembro de 2013




    1) Sobre a Liberdade Religiosa

    O epíteto, dado a Lutero, de “príncipe da liberdade religiosa”, é – no mínimo – bastante controverso. Vejamos o que este Frade apóstata tem a nos dizer sobre a tolerância. Confiramos, pois, como este, que outrora criticava o catolicismo, de atribuir poderes divinos aos homens, se comporta ele mesmo:

    “Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma. Meu juízo é o juízo de Deus.” (Weimar, X, 2 Abt, 107).

    “Tenho certeza que meus dogmas vêm do céu (...) eles hão de prevalecer e o Papa há de cair a despeito de todas as portas de inferno, a despeito de todos os poderes dos ares, da terra e do mar.” (Weimar, X, 2 Abt., 184).

    “Muito embora a Igreja, Agostinho e outros doutores, Pedro e Apolo e até um anjo do céu ensinem o contrário, minha doutrina é tal que só ela engrandece a graça e a glória de Deus e condena a justiça de todos os homens na sua sabedoria.” (Weimar, XI, 1 Abt., 132)

    “Não devemos ceder aos ímpios papistas (...) Nossa soberba contra o Papa é necessária (...) Não havemos de ceder nem a todos os anjos do céu, nem a Pedro, nem a Paulo, nem a cem imperadores, nem a mil Papas, nem a todo mundo (...) a ninguém, cedo nulli.” (Weimar, XV, 1 Abt., 180).

    2) O Seu Ódio por Roma

    Criou-se, pois, a ficção de que Lutero, monge humilde e virtuoso – escandalizado pela volúpia do clero Católico - queria, tão-somente, reformar a Igreja, arrancando-a da corrupção, sem nunca, no entanto, intentar se separar dela. O ódio e a soberba do Papa e do alto Clero católico teriam sido então a causa que lhe teria forçado a abandoná-la. Ledo engano, ou, ao menos, verdade muito discutível. Frei Martinho, ao que nos parece, sempre foi um frade orgulhoso e sensual. A tomar pelo que disseram, a seu respeito, os seus contemporâneos, não verificamos senão um homem, faltoso de todas as virtudes e cumulado de toda sorte de vícios.

    A respeito da Igreja, que “tanto amava”, dizia, em 1520, o pai da Reforma: “(...) uma licenciosa espelunca de ladrões, o mais impudente dos lupanares, o reino do pecado, da morte e do inferno.” (De Wette. I, 522, 500: Weimar. VII, 44).

    Numa controvérsia a respeito do sacramento da Eucaristia, na qual se tergiversava sobre a pertinência, ou não, de se recebê-la nas duas espécies – pão e vinho – declara Lutero, de forma pertinaz: “Se um Concílio ordenasse ou permitisse as duas espécies, por despeito do Concílio, nós só receberíamos uma, ou mesmo, nem uma nem outra e anatematizaríamos os que, em virtude desta ordenação, recebessem as duas.” (Lutero. Fórmula da Missa. in: Bossuet. Hist. des Variations. 1. 2, n. 10).

    A respeito da divergência, no que toca ao celibato para o Clero, Lutero deixa absolutamente claro que, mais do que propor uma doutrina positiva, ele se congratulava simplesmente em negar e contradizer, obstinadamente, os ensinamentos da Igreja: “Se acontecesse que um, dois, mil ou mais concílios decidissem que os eclesiásticos pudessem contrair matrimônio, preferiria, confiando na graça de Deus, perdoar a quem, por toda a vida, tivesse uma, duas ou três meretrizes, do que aquele que, consoante à decisão conciliar, tomasse mulher legítima e sem tal decisão não pudesse a tomar.” (Weimar. XII, 237).

    Da mesma baixeza, “(...) enquanto eles (os papistas), a seu juízo, triunfam de um heresia minha, quero propor outra.” (Weimar. VI, 501).

    Outra cena pitoresca, passada numa taverna - e regada a muito vinho - entre dois “amáveis” protestantes – Lutero e Carlostadt -, que discutiam também sobre a transubstanciação: “Ao despedir-se diz Carlostadt ‘Possa ver-te esmagado por um rolo!’ Recambiando-lhe a amabilidade, Lutero: ‘Mil raios te partam antes de saíres da cidade!’ (Weimar, XV, 340).

    3) Os Vícios de Lutero

    A respeito disso, diz Melanchthon: “Lutero era um homem extremamente leviano e as freiras que lhe armavam os laços com grande astúcia acabaram por envisgá-lo. O freqüente comércio com elas teria talvez efeminado um homem mais forte e de mais nobres sentimentos e ateado o incêndio.” (Melanchthon. Brief an Camerarius über Luthers Heirat vom 16 Junii 1525. in: von P. A. Kirch, Mains, 1900. p. 8, 11).

    Em 1534, escrevia à sua Catarina, a respeito de vinho, mulher e cerveja: “Ontem aqui bebi mal e depois fui obrigado a cantar; bebi mal e sinto-o muito. Como quisera haver bebido bem aos pensar que o bom vinho e que boa cerveja tenho em casa, e mais uma bela mulher... Bem farias em mandar-me daí toda a adega bem provida do meu vinho e, o mais freqüentemente que puderes, um barril de tua cerveja.” (De Wette. IV, 553).

    Em 1540, novamente à sua consorte: “Vou comendo como um boêmio e bebendo como um alemão, louvado seja Deus!”. (Burkardt. Dr. M. Luth. Briefwechsel. Leipzig, 1866, p. 357)

    . Diz ainda, em 14 de maio de 1541, quando se encontrava em Wartburgo: “Aqui passo todo dia no ócio e na embriaguez.” (De Wette. IV, 553). Em 15 de janeiro, de 1531, noutra carta: “a dor de cabeça, contraída em Coburgo por causa do vinho velho, ainda não foi debelada pela cerveja de Wittemberga.” (De Wette. IV, 215).

    Jerônimo Weller, discípulo de Lutero, pedia-lhe, certa feita, uma direção espiritual, pois se via, freqüentemente, assaltado por crises de melancolia. O “piedoso” ex-monge Martinho, assim lhe aconselhava: “Quando te vexar o diabo com estes pensamentos, palestra com os amigos, joga, brinca ou ocupa-te em alguma coisa. De quando em quando se deve bem com mais abundância, jogar, divertir-se e mesmo fazer algum pecado em ódio e acinte ao diabo para lhe não darmos azo de perturbar a consciência com ninharias (...) Quanto te disser o diabo: não bebas, responde-lhe: por isso mesmo que me proíbes hei de beber e em nome de J.C beberei mais copiosamente (...) Por que pensas que eu bebo, assim, com mais largueza, cavaqueio com mais liberdade e banqueteio-me com mais freqüência, senão para vexar e ridicularizar o demônio que me quer vexar e ridicularizar a mim? Todo decálogo se nos deve apagar dos olhos e da alma, a nós perseguidos e molestados pelo diabo.” (De Wette. IV, 188).

    4) A Libertinagem:Fator Preponderante Para o Desenvolvimento da Reforma

    “O Evangelho hoje em dia encontra aderentes que se persuadem não se ele senão uma doutrina que serve para encher o ventre e dar larga a todos os caprichos.” (Weimar. XXXIII, 2)

    “Ah! é verdade que Cristo nos anuncia no Evangelho a liberdade? Então, já não queremos trabalhar, mas comer e beber e cada um estende o saco para que se lhe encha o ventre.” (Weimar. XXXIII, 4). Daí para o desencadeamento de uma revolta popular, falta muito pouco...

    Percebam o que dizem estes insufladores das massas: “Com zelo e amor abraçam o Evangelho porque nele vêem um atalho para a licença que sacode todos os jugos.” (Corp. Reform. V, 725).

    5) Fomentação da Violência Contra o Clero Católico

    “Se eles (O clero) pelo sacerdócio não nos podem mostrar senão a tonsura, a unção e a veste talar, nós os deixaremos gloriarem-se nestas imundícies porque sabemos que facilmente pode tosar-se uma porca ou um tronco, ungi-lo com uma sotaina.” (Weimar. XII, 189).

    Vale a pena, trazer a baila, passagem análoga, em João Calvino: “Salve tridenticolas (Referindo-se aos Padres Conciliares, reunidos em Trento), soldados de Netuno, ignorantes, estúpidos, asnos, porcos, bestas, legados do Anticristo, ventres ociosos, cadáveres pútricos, padres cornudos, monstros pestilenciais, padres auritos, filhos da fé romana, isto é, da grande prostituta”. (Audin. Histoire de la Vie de Calvin. Paris, 1841, II. p. 376).

    Observem, pois, esta confissão, saída da pena, do próprio Lutero: “Não posso negar que sou mais violento do que convém; mas os meus inimigos que o sabem não deviam atiçar o cão. Quase todos me condenam a mordacidade” (De Wette. I, 479).

    Um testemunho de Zwinglio, a respeito de Lutero: “Quando leio os seus livros (de Lutero) parece-me ver urrar um animal imundo e grunhir um jardim de perfumadas flores; tão pouco teologicamente, com tanta impropriedade fala Lutero de Deus e das coisas sagradas.” (Opera. II, 192).

    Ainda, outro historiador, a comentar sobre o estilo de Lutero: “É infelizmente inegável e manifesto que ninguém, tratando da fé e de assuntos graves e importantes escreveu de modo tão áspero, tão rude, inconveniente, e contrário à moderação e bons costumes cristãos como Lutero.” (Doellinger. Die Reformation. III, 263).

    “Como Moisés destruiu e pulverizou o bezerro de ouro, assim devemos nós fazer, com o Papado, até reduzi-lo a cinzas.” (Weimar. XXVIII, 762)

    . “Se eu pudesse colher unidos numa casa todos os franciscanos, atear-lhes-ia fogo (...) Eia, ao fogo todos!” (Tischreden, na coleção de Mathesius, n. 305). Agora é só verificar onde os camponeses encontraram tanto ódio para fazer os seus assaltos impiedosos às igrejas...

    “Os religiosos não são dignos de se chamarem homens, nem mesmo deveriam chamar-se porcos.” (Erl. XLVII, 37).

    “A mim me parece que, a continuar esta fúria dos romanistas, já não nos resta outro remédio senão que imperador, reis e príncipes, com armas e violência, assaltem esta peste do mundo e dirimam a questão não com palavras mas com o ferro (...) Se punimos os ladrões com a forca, os bandidos com a espada, os hereges com o fogo, porque não havemos de agredir com as armas estes mestres de perdição, estes cardeais, estes papas, toda esta sentina da Sodoma romana, porque não havemos de lavar as nossas mãos no seu sangue?” (Weimar. VI, 347). Lutero era crudelíssimo, insidioso, inescrupuloso – pior do que qualquer inquisidor - um monstro!

    No seu leito de morte, deixou para os seus, o heresiarca impenitente, a seguinte herança: “Deus vos encha de suas bênçãos e de ódio ao Papa.” (Grisar. Luther. II, 361).

    6) Lutero:

    O Mentiroso A moral dos primeiros reformadores, ao contrário do que se pensa costumeiramente, era essencialmente maquiavélica! Eles pregavam, abertamente, a imputabilidade da mentira, se esta se tratasse de desabonar a Igreja Romana.

    Em 1520, o senhor Martinho Lutero, já dizia, com todas as letras: “Para enganar e subverter o papado julgamos que tudo nos é lícito.” (De Wette. I, 478).

    Outra confissão sugestiva, de 1520: “Sei que não vivo em conformidade com o que ensino.” (De Wette. I, 402). encontrados em: Grisar. Luther. II, 452 ss.

    O luterano Jerônimo Pappus: “Lutero, em caluniar não tem igual.”

    Francisco Arnoldi, comentando sobre os escritos do frade cismático: “Há neles tantas mentiras, quantas palavras.”

    João Deirtemberger: “É o mais mentiroso de quantos homens vivem debaixo dos céus.”

    Paulo Bachmann: “As mentiras de Lutero excedem em grandeza ao monte Olimpo.”

    Jorge, Duque da Saxônia, a respeito de Lutero, declara: “Até aqui não nos havia ensinado a Sagrada Escritura que Cristo houve escolhido para o apostolado e a pregação do seu Evangelho, mentiroso tão de profissão e tão impudente.”

    A nosso ver, estamos diante de um homem: torpe, rude, impudico, e de costumes depravados. Capaz das maiores perfídias, para dar cabo de seus auspícios não menos asquerosos.

    A Melanchthon, diz Lutero: “Se conseguirmos evadir a intervenção de força, durante a paz emendaremos facilmente os nossos enganos e os nossos erros porque sobre nós reina a misericórdia de Deus.” (De Wette. IV, 156).

    Denifle, ajuíza a respeito de Lutero: “Em Lutero não encontramos um homem que de modo algum mereça o nome de reformador, mas um agitador, um revolucionário para o qual não havia sofisma por mais ousado, malícia por mais astuta, mentira por mais grave, calúnia por mais atrevida, de que se não servisse para justificar a sua apostasia da Igreja e dos princípios que, no passado, haviam sido seus.” (Denifle. Luther und Luthertum. I, 2, 298).

    Este ótimo artigo é do Mestre da Companhia de Jesus: Pe. Leonel Franca a respeito de Lutero, postado por Sávio Laet na comunidade Apologética Católica.


    Autor: Catia às 07:47



    quinta-feira, 28 de março de 2013

    A Doutrina Católica face a objeções de protestantes



    Augusto d… · Correspondências · Enviar ·




    Augusto de Piabetá: 

    A Doutrina Católica face a objeções de protestantes





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    A Doutrina Católica face a objeções de protestantesData da Postagem: 17 mai 2012 | Autor: Ataíde | Comentários: 0 Comments e 0 Reactions

    Conheça um pequeno resumo, uma cartilha contra os erros protestantes.
    Há uma proliferação de seitas protestantes no Brasil, em boa parte devido ao fato de que considerável número de sacerdotes católicos, tendo aderido à chamada “teologia da libertação”, quase só se preocupa com questões sociais, deixando o povo praticamente sem pregação religiosa.
    Os católicos, amiúde são atacados pelos adeptos de tais seitas com uma chusma de pequenas questões relativas principalmente à Sagrada Escritura, as quais, muitas vezes, não sabem, de momento, responder. Assim sendo, leitores de Catolicismo pedem que lhes seja concedido um auxílio nesse sentido. Em vista disso, foram selecionadas parte das perguntas dirigidas à revista. Apresentamos abaixo respostas de autoria do Revmo. Pe. David Francisquini, amigo e leitor de Catolicismo desde o início da década de 60. O autor é capelão da Igreja do Imaculado Coração de Maria, em Cardoso Moreira (RJ).
    Embora sejam utilizados de preferência, nessas respostas, textos da Bíblia, convém deixar claro que a Sagrada Escritura não é a única fonte de verdade religiosa. Há também a Tradição, originada no ensinamento verbal dos Apóstolos e fielmente recolhida pelos antigos Padres da Igreja, sem a qual a própria interpretação da Sagrada Escritura fica difícil de se fazer. O “livre exame” protestante, segundo o qual cada um interpreta o texto bíblico como quer, é fonte de confusão e de erro.
    Esperamos, dessa forma, que tal matéria – verdadeira cartilha contra erros protestantes nos dias de hoje – seja de utilidade para os prezados leitores da revista.
    1 – Por que os católicos dizem que o Senhor Jesus é Deus?
    Nós, católicos, acreditamos que Jesus Cristo é Deus. Primeiramente, pelo dom precioso da fé que gratuitamente recebemos – e que está à disposição de todos os que não se fecham para ele – o qual dispensa demonstrações.
    Em segundo lugar, porque isto vem provado nas Sagradas Escrituras com as próprias palavras do Redentor e testemunhos de outros. Jesus Cristo é aí referido ora como Deus, ora como Filho de Deus, o que, para efeito de provar sua divindade, dá na mesma. Pois o Filho tem a mesma natureza do Pai. Nós, simples mortais, podemos ser filhos adotivos de Deus. Filho de Deus propriamente, por natureza, gerado desde toda a Eternidade, só Jesus Cristo: “Tu és meu filho, eu te gerei hoje” (Sl 2, 7; Act 13, 35; Heb 1,5 e 5,5).
    Jesus Cristo, ademais de ser verdadeiro Deus, é verdadeiro homem. Houve hereges que negaram a natureza humana de Jesus Cristo. Para eles, Jesus seria somente Deus e seu corpo uma espécie de fantasma sem substância, apenas para ser visto. Mas aqui não nos ocuparemos desses hereges, pois se perderam na noite dos tempos. Vejamos algumas passagens da Escritura que nos falam da divindade de Jesus Cristo.
    Por exemplo, quando Caifás conjurou-O, “em nome do Deus vivo” a dizer se era “o Cristo, o Filho de Deus”, respondeu Jesus: “Sim. Além disso eu Vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem [Ele mesmo] sentar-se à direita do Todo-Poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu” (Mt 26, 63-64, Mc 14, 61,62; Lc 22, 67-70). Os sacerdotes judeus compreenderam bem toda a extensão dessa afirmação, pois rasgaram as vestes dizendo que Ele blasfemara e que, por isso, era réu de morte. Teria Jesus cometido um perjúrio?, cabe perguntar aos protestantes. Deus nos livre de o pensar!
    Já antes, na festa da Dedicação, aos judeus que O rodearam perguntando peremptoriamente: –“Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente” –, respondeu-lhes Nosso Senhor: “Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas … Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 24 a 30). Ora, ouvindo isso os judeus quiseram apedrejá-Lo “porque, sendo homem te fazes passar por Deus”. Cristo Jesus não os desmentiu; pelo contrário, admoestou-os: “como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o filho de Deus? Se eu não faço as obras de meu Pai, não me credes. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai” (id., 36 a 38).
    Estando uma vez em Cesaréia de Felipe, perguntou Jesus aos Apóstolos: “No dizer do povo, quem é o Filho do homem?” Eles responderam “Uns dizem que é João Batista, outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que sou?” São Pedro, adiantando-se, respondeu: “Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo!” Ao que respondeu Cristo Jesus: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isto, mas meu Pai, que está nos Céus” (Mt 16, 13 a 17). Não podia ser mais claro. Essa profissão de fé mereceu a São Pedro ser declarado como a pedra angular da Igreja.
    Quando Jesus Cristo foi batizado por São João Batista, “eis que se abriram os céus, viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E eis que ouviu uma voz do céu que dizia: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências” (Mt 3, 16-17), o que ocorreu também durante a Transfiguração no Monte Tabor, com o seguinte acréscimo: “Escutai-O”.
    Há várias outras passagens nas quais Jesus afirma Sua divindade. E isso os Apóstolos e os Discípulos creram, tanto assim que o ensinaram em seus escritos e pregações. São João começa o seu Evangelho dizendo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus”. E para que não ficasse dúvida, esclareceu: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1, 1 e 14). E conclui seu Evangelho com estas palavras: “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em Seu nome” (Jo 20, 31). Por sua vez, São Marcos inicia assim seu Evangelho:“Princípio da Boa Nova, de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1, 1).
    Portanto os protestantes, que dizem seguir a Bíblia à risca, para serem coerentes consigo mesmos deveriam reconhecer a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    2 – Por que os católicos cultuam Maria e os Santos, quando está escrito que Jesus é o único Mediador?
    Realmente, São Paulo afirma em sua primeira epístola a Timóteo (2, 5), que “há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens que é Jesus Cristo”. Essa afirmação não exclui que possa haver outros mediadores secundários, pois o próprio Apóstolo dos Gentios é o primeiro a pedir a intercessão de outros junto a Deus. Assim, diz aos romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus” (Rom 15, 30); aos Corintos diz que espera que Deus o livrará de futuros grandes perigos, “se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção ” (2 Cor 1, 9-11).
    3 – Mas vocês, católicos, substituem o Senhor Jesus por Maria.
    Nós, católicos, temos – e é a única atitude coerente – uma profunda veneração, e não adoração, a Maria Santíssima. Se reconhecemos que Jesus Cristo é Deus, temos que reconhecer que Ela é a Mãe de Deus. Só esse fato já mereceria de nossa parte essa veneração especial. Se devemos honrar pai e mãe, Cristo Jesus deixaria de dar-nos nisso o mais exímio exemplo, ainda mais com tal Mãe? Ficaria Ele magoado com nossa veneração a sua santa Mãe?
    No Pequeno Ofício da Imaculada Conceição figura o seguinte raciocínio, claro, lógico, adamantino para demonstrar que Maria foi isenta do pecado original: “Por decoro do Filho não podia o labéu de Eva macular Maria”; e, “não podia tal Mãe assim eleita, por um momento à culpa estar sujeita”. Sendo Deus todo-poderoso, deixaria de fazer qualquer exceção, superar qualquer regra em favor dAquela que escolheu para Mãe do seu Verbo?
    Aqui aplica-se o axioma da Igreja: Podia, queria, logo fez. Quer dizer, Deus quer o mais perfeito. Poderia tomar uma carne que fosse a da mais perfeita das criaturas. Podendo fazer isso, querendo fazê-lo, por que não haveria de tê-lo feito?
    Nossa Senhora, pelo papel que teve na Redenção, tornou-se Medianeira entre nós e Jesus Cristo. Não é uma mediação independente, diferente da do Filho, mas de participação, por vontade divina, na mediação de Cristo Jesus. É uma associação da Mãe à mediação de seu Divino Filho.
    4 – Mas onde se encontra, nas Sagradas Escrituras, base para isso?
    Narra o evangelista São Lucas que, indo Maria Santíssima visitar sua prima Santa Isabel, que esperava o futuro São João Batista, saudou-a.“Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre’” (Lc 1, 41-42). Não se pode negar a evidência de que o Divino Espírito Santo serviu-Se da voz de Maria para santificar o menino e cumular a mãe com suas bênçãos.
    Também o episódio das Bodas de Caná mostra, ainda com mais evidência, o poder da intercessão de Maria Santíssima. Foi por sua insistência que Jesus, antecipando Sua hora (Jo 2, 4), realizou seu primeiro milagre público.
    5 – Como explicam os católicos a expressão “antes de coabitarem”, em Mateus, 1, 18, empregada em relação a José e a Maria?
    Aqui, mais uma vez, é preciso conhecer o contexto para se compreender essa passagem. Segundo o costume judeu, o casamento se realizava em duas etapas. Na primeira, embora os noivos fossem considerados já casados, a esposa permanecia algum tempo na casa paterna. Na segunda etapa, os parentes a levavam para a casa do esposo, e aí se consumava o casamento.
    Com a expressão “antes de coabitarem”, o Evangelista dá a entender que a concepção virginal de Cristo se deu antes que a Virgem Maria estivesse vivendo na casa de seu castíssimo esposo. O que não significa que tenham coabitado depois. Como alguém que diz, fulano estava dormindo e morreu antes de acordar. Não significa que depois tenha acordado.
    Que não houve coabitação se constata também quando o mesmo Evangelista narra que São José, percebendo que sua esposa concebera, não conhecendo o mistério, mas não querendo difamá-la, resolveu “rejeitá-la secretamente”. Mas o Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos tranqüilizando-o e aconselhando-o a recebê-la em sua casa, porque Ela concebera por obra do Espírito Santo (Mt 1, 20 a 24).
    6 – E as passagens – “Não a conheceu até que deu à luz um filho…” em Mateus, e – “Seu Filho primogênito” – empregadas por Lucas, não revelam que Maria teve outros filhos depois?
    Nas Sagradas Escrituras, a expressão “até que” é empregada muitas vezes para indicar um tempo indeterminado, e não para marcar algo que ainda não aconteceu, mas acontecerá depois. Assim, por exemplo, no Salmo (109, 1) Deus Pai, dirigindo-se a Deus Filho, diz: “Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo a teus pés”.
    Isso não quer dizer que depois disso o Filho deixará de sentar-se à direita do Pai…
    Com relação à expressão “Filho primogênito”, cumpre ressaltar que, entre os orientais (até mesmo hoje em dia em vários países), o primeiro filho nascido de um matrimônio tinha uma ascendência moral sobre todos os outros irmãos e irmãs que viessem a nascer. Assim se ressaltava que era o primogênito, ainda que ele viesse a ser o filho único.
    Por isso vê-se aparecer freqüentemente nas Sagradas Escrituras a expressão “primogênito”: “todo o primogênito do sexo masculino será meu” (Ex 34, 19-20); “Resgatarás o primogênito dos teus filhos: e não aparecerás na minha presença com as mãos vazias” (Num 18, 15).
    A expressão “filho primogênito” em São Lucas é entendida assim, e o foi pela Tradição oral durante quase um milênio e meio, até surgir Lutero, que “descobriu” esse detalhe para tentar “provar” que Maria não permaneceu virgem.
    7 – E a expressão “a Mãe e os irmãos de Jesus?”
    Nós, que temos a felicidade de sermos católicos e seguirmos a Tradição e os ensinamentos da Santa Madre Igreja, cremos firmemente que Maria Santíssima foi virgem antes, durante e depois do parto. Como se deu isso, como permaneceu virgem depois do parto? Quem criou os céus e a terra poderia perfeitamente fazer esse milagre. O corpo de Nosso Senhor, como Deus e homem, não poderia ter as características do corpo glorioso, que se manifestassem em certas ocasiões, como ao nascer? No Tabor, por exemplo, seu corpo apareceu glorioso. E faz parte das características de um corpo glorioso atravessar paredes e objetos sem dificuldade e sem danificá-los.
    O grosseiro erro dos protestantes, baseados numa ignorante interpretação das Escrituras (fruto do “livre exame”), de que Ela teve filhos depois, é uma injúria ao próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Não se compreende como eles não percebem isso.
    Analisemos o exemplo dado que é a citação do Evangelho, “A mãe e irmãos de Jesus”. Ora, é sabido que entre os orientais, os parentes mais próximos eram chamados de irmãos, como até hoje se dá em alguns países, notadamente a Índia, onde em alguns idiomas locais não há palavras para designar “primo”.
    Na própria Sagrada Escritura isso está bem claro no livro de Tobias. Aconselhado pelo Arcanjo Rafael a casar-se com Sara, filha de Raquel, primo-irmão de seu pai, assim rezou a Deus:“Senhor, sabeis que não é por motivo de luxúria que recebo por mulher esta minha irmã” (Tb 7, 4-6).
    Quais são os “irmãos de Jesus” citados pelos Evangelistas? São Marcos diz que, quando Nosso Senhor começou a pregar na Sinagoga, vendo Sua sabedoria, o povo se perguntava: “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui também entre nós suas irmãs?”(Mc 6, 3).
    São Lucas esclarece que Tiago e Judas eram filhos de Alfeu ou Cleofas (6, 15-16). Portanto o eram também José e Simão. Mas não Jesus, que sabemos que era filho de “José, o carpinteiro”. Portanto, não poderiam ser irmãos carnais.
    Por outro lado, São Mateus dá o nome da mãe deles: “Entre as quais estava … Maria, mãe de Tiago e de José”(Mt 27, 56).
    Não se pode confundir esta Maria com sua homônima, esposa de José, o carpinteiro. São João deixa bem clara essa distinção: “Junto à cruz de Jesus estava sua mãe e a irmã (prima) de sua Mãe, Maria, mulher de Cleofas”(Jo 19, 25), cuja filha se chamava Maria Salomé. São as bem conhecidas “três Marias”.
    Aliás, atualmente os protestantes mais cultos já nem levantam mais essa objeção.
    8 – E por que os católicos adoram imagens, quando está formalmente proibido pelas Escrituras?
    Os católicos não adoram imagens. Elas são apenas representações de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, dos Anjos ou dos Santos que nos ajudam a lembrar deles, a amá-los e invocá-los. É o mesmo que acontece com as fotografias das pessoas que nos são caras: quando nós gostamos de olhar para tais fotografias, é nas pessoas que elas representam que estamos pensando, e não nas fotografias enquanto um pedaço de papel.
    Ademais, é preciso ler em seu contexto, e não fora dele, os textos da Bíblia, citados pelos protestantes. Assim, o texto por eles citado vem precedido por uma frase que explica bem o sentido em que a proibição de fazer estátuas deve ser compreendido:
    “Não terás outros deuses diante de minha face”. Quer dizer, trata-se da proibição de fazer ídolos, pois os hebreus eram muito inclinados, pelo exemplo dos povos pagãos vizinhos, à idolatria. Tendo alertado de que se trata de“outros deuses” – portanto, ídolos – continua Deus Nosso Senhor: “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra”. Isso queria dizer que não se deviam fazer estátuas simbolizando “deuses” de madeira ou de pedra, sob a forma de um astro, de um pássaro, de um homem, de um animal, de uma planta ou de um animal aquático como objetos de adoração.
    Isso é fora de dúvida, pois Deus não pode contradizer-Se a Si próprio. No mesmo livro do Êxodo, cinco capítulos adiante, ordena a Moisés que faça dois querubins de ouro, com as asas estendidas, para cobrir o propiciatório da Arca da Aliança (Ex 25, 18). Adiante, no livro dos Números, quando, para punir o povo hebreu que murmurava contra Deus e Moisés, “o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos”, como Moisés intercedesse pelo povo, ordenou-lhe que fizesse uma serpente de bronze e a colocasse num lugar visível e público para que todo aquele que olhasse para ela, não morresse. Pelo que se tornou o símbolo da Cruz (Num 21, 5 a 9).
    Mais uma vez – durante quase mil e quinhentos anos, a não ser alguns heresiarcas precursores de Lutero, os iconoclastas – houve a veneração das imagens sem problemas. Pois já nas catacumbas, os primeiros cristãos, perseguidos, para auxiliar sua fé tão posta à prova, pintavam e esculpiam naqueles subterrâneos figuras representando Cristo e Sua Mãe santíssima. O que mostra de passagem que o culto também à Mãe de Deus é tão antigo quanto o próprio Cristianismo.
    9 – Quero uma prova, com base na Bíblia, do alegado poder do sacerdote de perdoar os pecados. Por que não se confessar diretamente a Deus?.
    A confissão é um dos mais sublimes Sacramentos da Igreja! Que outra religião pode conceder a uma alma amargurada pelo peso de seus pecados, infidelidades, más ações, aquela paz e tranqüilidade de consciência que só uma confissão bem feita pode dar?
    Mas vamos aos textos bíblicos para responder, com o Pe. Júlio Maria, ao objetante protestante.
    Que o homem peca, experimentamo-lo a cada momento. O próprio Espírito Santo diz, pela boca do escritor sagrado: “O justo peca sete vezes por dia” (Pv 24, 16). E “não há homem que não peque” (Ecle 7, 21). São João é conseqüente: “Aquele que diz que não tem pecado, faz Deus mentiroso” (1 Jo 1, 10).
    Todo homem, pois, é pecador. Deus, pelo contrário, não é só santíssimo, mas a própria Santidade. Por isso nenhum homem pode ir a Ele com seu pecado, como diz o Salmista: “Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar” (Sl 117, 20); e o Apóstolo: “Os pecadores não possuirão o reino dos céus”.
    Como ficam então as coisas? Não é o homem destinado ao Céu? Tem que haver solução para esse impasse.
    Mais uma vez o divino Espírito Santo, falando pela boca do escritor sagrado, adverte e dá a solução:“Aquele que esconde os seus crimes, não será purificado; [mas] aquele que, pelo contrário, se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia” (Pv 28, 13).
    O que é ainda enfatizado por São João: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda injustiça” (1 Jo, 8).
    Está bem, dirá o protestante. Mas não está dito que não podemos nos confessar diretamente a Deus.
    É evidente que Deus pode perdoar diretamente os pecados, como Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou de Si mesmo em sua vida terrena: “O Filho do homem, na Terra, tem o poder de perdoar os pecados” (Mt 9, 6). E vemos mesmo que “Jesus curou um paralítico e lhe disse: tem confiança, os teus pecados te são perdoados”(Id., 2-7).
    Ora, Nosso Senhor comunicou esse privilégio a Seus Apóstolos quando disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Depois, soprando sobre eles, acrescentou: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo, 20, 22-23).
    Se, de um lado, Cristo Jesus deu aos sacerdotes, pela sucessão apostólica, o poder de perdoar os pecados, de outro impôs aos pecadores o dever de confessá-los. Isso é de bom senso. Por isso São Tiago diz explicitamente:“Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos” (5, 16). Ora, esse “uns aos outros” quer dizer, os que não têm o poder de perdoar devem confessar-se com quem o tem.
    Para serem coerentes com o Evangelho como alegam que o são, os protestantes deveriam confessar-se uns com os outros, ou, pelo menos, com seus pastores; por sua posição, seriam eles em tese os mais discretos, e não passariam adiante o que ouvissem. Mas isso é quase humanamente impossível sem haver a obrigação do sigilo sacramental, como temos os sacerdotes católicos.
    10 – O Papado é uma invenção de Roma para subjugar as consciências timoratas. No início não havia diferença entre o bispo de Roma e os demais bispos.
    Vimos acima, em São Mateus 16, 16, a profissão de fé de São Pedro na divindade de Cristo Nosso Senhor. Eis o que respondeu-lhe em seguida o Divino Mestre: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos Céus” (Mt 13, 18).
    Que valor têm essas palavras de Cristo Jesus? Ele mesmo afirma: “Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra”. Por força desse poder, ordenou Ele: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação do mundo” (Mt 28, 18 a 20).
    Para sermos breves, digamos com o Pe. Leonel Franca: no dia em que viesse a faltar o principado hieraráquico de Simão, a pedra escolhida pelo Salvador, as portas do inferno teriam prevalecido. Sem base, o edifício cairia em inevitável ruína.
    Que o primado de Pedro foi reconhecido desde o início da Igreja, basta ler a farta documentação acumulada pelo Pe. Leonel Franca em seu substancioso livro A Igreja, a Reforma e a Civilização (Clique aqui para baixar o livro PDF), que recomendamos aos leitores.
    11 - Por que os católicos têm a pretensão de só eles terem a verdadeira religião? Outros também não a podem ter legitimamente?
    Só há uma Religião verdadeira, como diz São Paulo aos Efésios: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (4, 5). Por outro lado, Cristo Jesus, quando concedeu o primado a Pedro, disse-lhe: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Ressalta com muita propriedade o Pe. Júlio Maria que Ele diz “a minha”, para mostrar que só a dEle é a verdadeira Igreja.
    Uma Igreja, para ser verdadeira, deve ter quatro qualidades que a diferencie das não verdadeiras: deve ser una, santa, católica e apostólica.
    Una: deve sê-lo nos pontos essenciais da fé, culto e em sua constituição hierárquica.
    Santa: tem que sê-lo em sua doutrina, em seu culto, e em muitos de seus membros.
    Católica: tem que ser universal, como diz a palavra, devendo existir em todas as épocas, e estar difundida pelo mundo inteiro.
    Apostólica: deve ter origem nos Apóstolos.
    Perguntamos: que Igreja preenche esses requisitos?
    Vejamos, por exemplo, a religião protestante.
    Não forma uma Igreja una porque está dividida em várias “denominações” (há mais de mil seitas, e a cada dia estão surgindo outras); ademais, não têm unidade de doutrina, nem de culto, nem de governo.
    Não é Santa, nem quanto a seus fundadores, nem no tocante a suas doutrinas, nem no referente a suas obras. Lutero foi um homem violento e libidinoso, um sacrílego concubinatário, cheio de orgulho e pretensão. Em sua doutrina, afirmou:“Crê firmemente, e peca sem cuidado”, e que“tudo que vem da fé é tão falso, como é certo que Deus existe” etc. É uma doutrina baseada na adulteração das Sagradas Escrituras (só Lutero fez, o que é reconhecido mesmo por protestantes, mais de 3 mil alterações na Bíblia) a seu bel prazer: pior ainda, rejeitou muitas das coisas instituídas por Jesus Cristo.
    Essa doutrina não produz a santidade eminente entre seus membros. O próprio Lutero renegou seus votos, inclusive o de celibato, juntando-se sacrilegamente com uma ex-monja, que fez o mesmo. Henrique VIII, fundador do anglicanismo, casou-se várias vezes, depois de mandar decapitar duas de suas mulheres. Para ficarmos aqui. O próprio Lutero disse de seus discípulos:“A maioria dos meus discípulos são uns epicuros. Eles se chamam reformados: eu os chamo demônios encarnados …”.
    Não é católica, isto é, universal, pois, como uma só confissão, não existe desde o princípio, nem está disseminada pelo mundo inteiro. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma igreja universal.
    Por fim, não é Apostólica, pois nasceu em 1518, fundada por um padre apóstata, desenvolveu-se mediante adulterações da doutrina dos Apóstolos, um milênio e meio depois da era apostólica.
    12 - Por que a Igreja proíbe os católicos de lerem a Bíblia?
    A Igreja não proíbe. Apenas recomenda que ela seja lida com cuidado e só em versões inteiramente fidedignas, para não se resvalar nesses erros protestantes. O próprio São Pedro alerta os primeiros fiéis a respeito da dificuldade de compreensão que há em algumas passagens de São Paulo: “Reconhecei que a longa paciência de Nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” ( 2 Ped 3, 15-16). E São Lucas, no Ato dos Apóstolos, narra que o Apóstolo São Felipe foi alertado por um Anjo para ir à estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Nela viu passar um ministro da rainha Candace, da Etiópia, lendo Isaías profeta. “[Felipe] perguntou-lhe ‘Porventura entendes o que estás lendo?’ Respondeu-lhe [o eunuco]: “Como é que posso, se não há alguém que mo explique?’. E rogou a Felipe que subisse e se sentasse junto dele [para explicar-lhe o sentido do que lia]” (Atos, 8, 26 a 31).
    O próprio Nosso Senhor admoestou de forma enérgica os discípulos de Emaús por sua incapacidade de interpretar as Escrituras: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes tudo o que anunciaram os profetas!… E, começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dEle se achava dito em todas as Escrituras” (Luc 24, 25 a 27).
    Revolução Protestante, na origem da Revolução Francesa e da Revolução Comunista

    Revolução Protestante
    “O orgulho e a sensualidade, em cuja satisfação está o prazer da vida pagã, suscitaram o protestantismo.
    “O orgulho deu origem ao espírito de dúvida, ao livre exame, à interpretação naturalista da Escritura. Produziu ele a insurreição contra a autoridade eclesiástica, expressa em todas as seitas pela negação do caráter monárquico da Igreja Universal, isto é, pela revolta contra o Papado. Algumas, mais radicais, negaram também o que se poderia chamar a alta aristocracia da Igreja, ou seja, os Bispos, seus Príncipes. Outras ainda negaram o próprio sacerdócio hierárquico, reduzindo-o a mera delegação do povo, único detentor verdadeiro do poder sacerdotal.
    “No plano moral, o triunfo da sensualidade no protestantismo se afirmou pela supressão do celibato eclesiástico e pela introdução do divórcio”.

    Revolução Francesa
    “Profundamente afim com o protestantismo, herdeira dele e do neopaganismo renascentista, a Revolução Francesa realizou uma obra de todo em todo simétrica à da Pseudo-Reforma [protestante]. A Igreja Constitucional que ela, antes de naufragar no deísmo e no ateísmo, tentou fundar, era uma adaptação da Igreja da França ao espírito do protestantismo. E a obra política da Revolução Francesa não foi senão a transposição, para o âmbito do Estado, da “reforma” que as seitas protestantes mais radicais adotaram em matéria de organização eclesiástica:
    · Revolta contra o Rei, simétrica à revolta contra o Papa;
    · Revolta da plebe contra os nobres, simétrica à revolta da “plebe” eclesiástica, isto é, dos fiéis, contra a “aristocracia” da Igreja, isto é, o Clero;
    · Afirmação da soberania popular, simétrica ao governo de certas seitas, em medida maior ou menor, pelos fiéis”.

    Revolução Comunista
    “No protestantismo nasceram algumas seitas que, transpondo diretamente suas tendências religiosas para o campo político, prepararam o advento do espírito republicano. São Francisco de Sales, no século XVII, premuniu contra estas tendências republicanas o Duque de Sabóia. Outras, indo mais longe, adotaram princípios que, se não se chamarem comunistas em todo o sentido hodierno do termo, são pelo menos pré-comunistas.
    “Da Revolução Francesa nasceu o movimento comunista de Babeuf. E mais tarde, do espírito cada vez mais vivaz da Revolução, irromperam as escolas do comunismo utópico do século XIX e o comunismo dito científico de Marx.
    “E o que de mais lógico? O deísmo tem como fruto normal o ateísmo. A sensualidade, revoltada contra os frágeis obstáculos do divórcio, tende por si mesma ao amor livre. O orgulho, inimigo de toda superioridade, haveria de investir contra a última desigualdade, isto é, a de fortunas. E assim, ébrio de sonhos de República Universal, de supressão de toda autoridade eclesiástica ou civil, de abolição de qualquer Igreja e, depois de uma ditadura operária de transição, também do próprio Estado, aí está o neobárbaro do século XX, produto mais recente e mais extremado do processo revolucionário”.
    (Excertos extraídos da obra de Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo, 4a. edição, 1988, pp. 27 a 30).

    A AUSTERIDADE PROTESTANTE

    “Outra objeção poderia vir do fato de que certas seitas protestantes são de uma austeridade que toca as raias do exagero. Como, pois, explicar todo o protestantismo por uma explosão do desejo de gozar a vida?
    RESP.: “Ainda aqui, a objeção não é difícil de resolver. Penetrando em certos ambientes, a Revolução encontrou muito vivaz o amor à austeridade. Assim, formou-se um “coágulo”. E, se bem que ela aí tenha conseguido em matéria de orgulho todos os triunfos, não alcançou êxitos iguais em matéria de sensualidade. Em tais ambientes, goza-se a vida por meio dos discretos deleites do orgulho, e não pelas grosseiras delícias da carne. Pode até ser que a austeridade, acalentada pelo orgulho exacerbado, tenha reagido exageradamente contra a sensualidade. Mas essa reação, por mais obstinada que seja, é estéril: cedo ou tarde, por inanição ou pela violência, será destroçada pela Revolução. Pois não é de um puritanismo hirto, frio, mumificado, que pode partir o sopro de vida que regenerará a Terra”.
    (Plinio Corrêa de Oliveira, op. cit., p. 50)
    Fonte: www.lepanto.com.br
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    Augusto de Piabetá — 28/03/2013 23:14:11:

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    sábado, 14 de julho de 2012

    Visão de Lutero no inferno - beata Serafina Micheli

    http://apologeticadafecatolica.blogspot.com.br/2012/07/visao-de-lutero-no-inferno-beata.html



    sexta-feira, 13 de julho de 2012
    Visão de Lutero no inferno - beata Serafina Micheli
    VEJA O VÍDEO: QUE FOI LUTERO - VERDADES OCULTAS, DEPOIS DE VÊ O VÍDEO LEIA A VISÃO ABAIXO.



    A beata Serafina Micheli e a visão de Lutero no inferno

    Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911 ), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.
    Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca ( 10 de novembro de 1483 ) e que dividiu a Igreja e a Europa, fato que provocou crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.
    A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades.
    Afutura beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado.
    As igrejas estavam fechadas e já era noite.
    Na escuridão localizou uma com as portas trancadas, mas se ajoelhou nos degraus de acesso.
    Pela falta de luz não percebeu que a igreja não era católica, mas sim protestante. Enquanto rezava lhe apareceu o anjo da guarda e lhe disse:
    “ - Levanta porque este é um templo protestante.”
    E acrescentou:
    “- Eu quero te fazer ver o lugar aonde Martinho Lutero foi condenado e a pena
    que sofre como castigo de seu orgulho.”
    Depois destas palavras, a santa religiosa viu uma horrível voragem de fogo, na qual era cruelmente atormentado um número incalculável de almas.
    No fundo dessa voragem via-se um homem, Martinho Lutero, que se destinguia dos outros: estava rodeado de demônios que o obrigavam a ficar de joelhos, e todos eles equipados com martelos se esforçavam, em vão, para enfiar-lhe na cabeça um grande prego.
    A freira achou que se o povo que estava na festa visse aquela cena dramática, certamaente não tributariam honras, lembranças, comemorações e festejos a semelhante personagem.
    Desde então, Sóror Serafina sempre que aparecia ocasião exortava suas irmãs de religião a viverem na humildade e no esquecimento dos outros.
    Ela estava convencida que Martinho Lutero foi condenado ao inferno, sobretudo por causa do primeiro pecado: a soberba.
    O orgulho fez que ele caisse no pecado capital e o levou para a aberta rebelião contra a Igreja Católica.
    A sua péssima conduta moral, sua atitude de revolta contra o Papado e a sua pregação de más doutrinas pesaram muito no desvio de muitas almas superficiais e mundanas que caíram na perdição eterna.
    Sóror Serafina foi beatificada na diocese de Cerreto Sannita, província de Benevento, em 28 de maio de 2011.

    Fonte: Milizia di San Michele Arcângelo.

    sábado, 12 de maio de 2012

    Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico

    Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico  

    Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo EvangélicoMartinho Lutero: Um homem celebrado por questionar a autoridade de uma Igreja supostamente corrupta, por iniciar a liberdade religiosa em uma época do feudalismo espiritual, etc … Mas quanto Lutero o protestante comum lê durante sua vida? Ou mesmo a média clériga protestante? Seguramente não muito, porque se as pessoas realmente soubessem o que Lutero pensava e ensinava, ficariam horrorizadas.
    “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.
    A fim de evitar possíveis alegações de que os trechos citados abaixo são tirados do contexto e, portanto, não podem ser confiáveis como representações precisas do pensamento de Lutero, fornecerei uma referência indicando onde cada trecho pode ser encontrado. Você verá que nenhuma dessas passagens dizem nada além do que aparece aqui, pois as intenções de Lutero são todas muito claras.
    Uma outra objeção é que outros escritos de Lutero podem contradizer algumas das idéias que você encontrará aqui. Gostaríamos de responder que auto-contradição não torna um indivíduo mais coerente, mas menos.
    • Lutero disse: “Seja um pecador”

    • “Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (“Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521).
    O que Lutero está realmente dizendo é que as nossas ações – mesmo as ações mais pecaminosas que se possam imaginar – não importam! Ele está dizendo que podemos cometer qualquer pecado que quizermos – intencionalmente, presunçosamente, propositadamente – e não vamos ofender a Deus! Afinal, não precisamos de nada mais do que a “fé” para sermos salvos. O que fazemos é incidental. É claro que qualquer pessoa familiarizada com as Escrituras salientaria que esta não é uma doutrina cristã. Por toda a Bíblia lemos que o pecado nos separa de Deus (Isaías 59:1-2). Nenhum crente tem uma licença para pecar. Os cristãos que voluntariamente se entregam ao pecado serão julgados no Tribunal do Juízo de Cristo (Romanos 12:14; 1 Tessalonicenses 4:6).
    • Lutero disse: Fazer o bem é mais perigoso que pecar

    • “Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)
    Você deve estar pensando: “O quê? Será que eu li direito?” É mais importante  preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado?”
    Lutero nos adverte contra ações retas e do bem. Ele diz para  não nos  preocuparmos com o pecado – Jesus vai se ocupar deles. Sengundo ele, aquele que faz o bem é melhor ficar atento. Especialmente aqueles que acham que ser bom e generoso e amoroso irá afectar o seu resultado no julgamento final.
    Em sua arrogância, Lutero ignora versículo após versículo da Escritura – Antigo e Novo Testamento – onde nos é dito que a forma como vivemos a nossa fé será o critério em que seremos julgados. Como Paulo deixa perfeitamente claro em Rom. 2: 5-11 ”… o justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo suas obras”. E novamente em 2 Coríntios 5:10: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal … de modo que cada um receba a recompensa, de acordo com o que ele fez na carne, seja bem ou mal.” Lutero estava completamente e monumentalmente errado.
    • Lutero disse: Não há nenhum livre arbítrio

    • “… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás. ” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, “Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)
    • “… Nós fazemos tudo por necessidade, e nada pelo ‘livre arbítrio’, pois o poder de ‘livre arbítrio’ é nulo …” (Ibid., p. 188.)
    • “O homem é como um cavalo. Deus  por acaso salta na sela ? O cavalo é obediente e se acomoda a todos os movimentos do cavaleiro e vai para onde ele o quer. Será que Deus derruba as rédeas? Assim, Satanás pula no lombo do animal, que se dobra, anda e se submete à esporas e caprichos do seu novo piloto … Portanto, necessidade, não o livre arbítrio, é o princípio de controle do nosso comportamento. Deus é o autor do que é mal, bem como do que é bom e, assim como Ele dá a felicidade àqueles que não a merecem, Ele também maldiz aqueles que merecem o seu destino.” (“De Servo Arbitrio”, 7, 113 seq. Citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, pp 266-267).
    Todas estas passagens vêm de um tratado que Lutero redigiu, intitulado “De Servo Arbitrio”, ou “Cativeiro da Vontade”, no qual o grande reformador trabalha arduamente para apresentar o caso em que o livre-arbítrio não existe.
    A Escritura, é claro, discorda, em palavras e espírito. Em Eclesiástico 15:11-20, encontramos: “Não digas:«Foi por feito de Deus que eu caí: pois o que ele odeia, ele não faz»”. ‘Não digas: ‘Foi ele quem me pôs perdido, pois ele não tem necessidade de homens ímpios’ … Quando Deus, no início, criou o homem, ele o fez sujeito de sua própria escolha livre. Se você escolhe, você pode guardar os mandamentos … Há  diante  de ti  fogo e  água; qualquer um que escolhas, estendas a tua mão. “
    A Escritura é muito clara sobre o assunto: “Quando Deus, no início, criou o homem, ele o fez sujeito à sua livre escolha.”
    Mas o Evangélico protesta: Siraque é “apócrifo” – Lutero o descartou, questionando a sua canonicidade. E não é de se admirar que o tenha feito, nós respondemos, considerando como este livro refuta diretamente seus ensinamentos. Mas  a fim de evitar polêmicas desnecessárias, também podemos apontar para Deut. 30:19-20, onde Deus nos diz: “Coloco diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida, então, que tu e teus descendentes possam viver, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo sua voz, e apegando-te, a ele.” Assim, vemos que o homem tem mais do que simplesmente a liberdade de escolher, ele é obrigado a escolher.
    E antes ainda, em Gênesis 4:7, Deus fala a Caim: “Por que está tão ressentido e desapontado. Se você faz bem, você pode manter sua cabeça erguida, mas se não, o pecado é um demônio espreita à porta: seu impulso é para você, mas você pode ser seu mestre. “
    E, finalmente, em João 15:15, o Senhor declara seu amor por nós, seus seguidores: ” Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que seu mestre está fazendo tenho-vos chamado amigos …” Essas palavras difícilmente soam como as palavras de um cavaleiro ao seu cavalo.
    Como muitas vezes acontece, Paulo tem a palavra final: “Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!(Gálatas 2:17). Eis aqui uma contradição mais direta ao pronunciamento de Lutero: “Deus é o autor do que é mal, bem como do que é bom” … difícil de conceber.
    A posição de Lutero não inclui nenhuma responsabilidade. Não há responsabilidade. Sem sentido de aprendizagem ou de ser aperfeiçoado através do curso de nossas vidas. Nem mesmo dignidade. Apenas  a mais sombria e opressora  coerção, que rouba a vida humana de qualquer sentido. Ou seja, o que você faz em sua vida – até mesmo o amor que você prova para com os vizinhos – não significa nada, de acordo com Lutero. Suas lutas, seus sofrimentos, sua perseverança – nada disso equivale a nada. Sua vontade não está mesmo em suas próprias mãos.
    • Lutero disse: “O indivíduo cristão não está  sujeito a nenhuma autoridade

    • “… Cada cristão é por fé tão exaltado acima de todas as coisas que, por força de um poder espiritual, ele é o senhor de todas as coisas, sem exceção, de modo que nada lhe pode fazer mal nenhum. Por uma questão de fato, todas as coisas são subordinadas a ele e são obrigadas a servi-lo na obtenção de salvação “. (Da redação, “A liberdade de um cristão”, “Martin Luther: Seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.).
    • “A injustiça é feita às palavras ‘padre’, ‘clérigo’, ‘guia espiritual’, ‘eclesiástico’, quando elas são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são agora, por um uso malicioso, chamados ‘eclesiásticos.’ “(Ibid., p 65..)
    Lutero ensina que nós não precisamos de ninguém entre nós, a comunidade dos crentes, e nosso Salvador. Assim, ele se opõe à autoridade eclesiástica – e a hierarquia que a exerce. Deus está com toda a congregação, ele diz, então por que devemos se preocupar com um padre?
    Parece ótimo. Até você perceber que esta visão retoma a posição da irmã de Moisés, a profetisa Miriã, que protesta em Números capítulo 12, “É só através de Moisés que o Senhor fala? Ele não fala através de nós também?” Por sua rebeldia contra a autoridade estabelecida por Deus, ela contrai lepra. Graças à oração intercessora de Moisés, ela é curada.
    E ela é imitada, apenas alguns capítulos mais adiante, por Corá, que incita o povo contra Moisés e Aarão com as palavras mais perturbadoras de todas. Eles dizem, “Basta de vocês! Toda a comunidade, todos eles são santos! O Senhor está no meio deles. Por que então vocês devem impor-se sobre a congregação do Senhor?” Ao que Corá e seus seguidores foram consumidos pelo fogo enviado pelo Senhor. (Números 16).
    • Lutero disse: Camponeses merecem um tratamento severo

    • “Assim como as mulas, que não se moverá a menos que você perpetuamente chicoteá-los com varas, de modo que o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, chicote decapitar, estrangular, enforcar, queimar, e torturá-los, para que possam aprender a temer os poderes constituídos. ” (El. ed. 15, 276, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 235.)
    • “Um camponês é um porco, pois quando um porco é abatido é morto, e da mesma forma que o camponês não pensa em outra vida, caso contrário ele iria se comportar de maneira muito diferente.” (‘Schlaginhaufen’, ‘Aufzeichnungen “, p. 118, citado ibid., P. 241)
    Talvez a hora mais escura de Lutero foi sua traição dos servos de longamente abusados durante Camponeses Münzer a Guerra de 1525. Primeiro, ele ingenuamente fomentou sua inquietação por vias de publicação de ”Sobre a Autoridade”, no qual ele criticou a classe principesca com insultos, como “As pessoas não podem, as pessoas não vão, aturar sua tirania e capricho por qualquer período de tempo. ” (Ibid., p. 223.) E, “… o pobre homem, na emoção e tristeza por conta dos danos que sofreu em seus bens, seu corpo e sua alma, foi muito tentado e tem sido oprimido por eles além de qualquer medida, da forma mais pérfida. Doravante, ele pode e não vai mais tolerar esse estado de coisas, e, além disso, ele tem muitas razões para irromper com o malho e o clube como Karsthans ameaça fazer “. (Ibid., p. 225.)
    No entanto, quando a rebelião chegou, ele se virou a casaca, na publicação do folheto, “contra as hordas de assassinos e voraz dos Camponeses”,  incitou os senhores governantes a “apunhalá-los secreta ou abertamente, como puderem, como seria ao matar um cão raivoso. ” (Ibid., p. 235.)
    Para ressaltar a frieza do homem, Lutero casou-se no encalço do trágico massacre que resultou. Erasmus, um contemporâneo, estima-se que cem mil camponeses perderam suas vidas. (Ibid., p. 237.)
    • Lutero disse: A poligamia é permitida

    • “Confesso que não posso proibir uma pessoa de casar com várias esposas, pois isso não contradiz a Escritura. Se um homem deseja se casar com mais de uma esposa que ele deveria ser perguntado se ele está satisfeito em sua consciência de que  o faz em conformidade com a palavra de Deus. Nesse caso, a autoridade civil não tem nada a fazer sobre o assunto. ” (De Wette II, 459, ibid., Pp 329-330).
    • ‘Sola Scriptura’ (Escritura como única autoridade religiosa) tem suas conseqüências.
    • Lutero disse: A Bíblia poderia ser melhorada

    • “A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente incrível.” (“Os fatos sobre Lutero, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202.)
    • “O livro de Ester, eu lanço no Elba. Eu sou como um inimigo para o livro de Ester, que eu gostaria que não existisse, pois Judaíza demais e tem em si uma grande dose de loucura pagã.” (Ibid.)
    • “É de muito pouco valor é o Livro de Baruque, quem quer que seja o digno Baruque”. (Ibid.)
    • “… A epístola de São Tiago é uma epístola cheia de palha, porque não contém nada evangélico.” (Prefácio ao Novo Testamento, “Dillenberger. Ed, p. 19.)
    • “Se  disparate é falado em qualquer lugar, este é o lugar. Eu passo por cima do fato de que muitos afirmaram, com muita probabilidade, que esta carta não foi escrita pelo apóstolo Tiago, e não é digna do espírito do apóstolo”. (“Servidão pagã da Igreja, ‘Dillenberger. Ed, p. 352.)
    Lendo essas palavras de Lutero, é difícil imaginar que ele seja o mesmo homem que tantas vezes disse olhar para a Bíblia “como se o próprio Deus falasse por meio dela.” Como ele poderia ter alegado acreditar na Palavra inspirada de Deus como a autoridade máxima em matéria religiosa, se ele mesmo se colocou em julgamento das Escrituras? Ao fazer isso, ele claramente se colocou como juiz sobre o próprio Deus.
    Acredite ou não, em sua arrogância Lutero, presumiu até mesmo  classificar os evangelhos: “João, conta com  poucos registros das obras de Cristo, mas uma grande parte de sua pregação, ao passo que os outros três evangelistas registraram muitas de suas obras, mas poucos de suas as palavras. Daqui resulta que o evangelho de João é único na delicadeza, e de uma verdade do evangelho principal, muito, muito superior aos outros três, e São Paulo e São Pedro estão muito além dos três evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. ” (Prefácio aos romanos, “Dillenberger. Ed, p. 18-19.)
    E queixou-se sobre o livro do Apocalipse: “a minha mente não percebe  nesse livro nenhuma marca de um caráter apostólico ou profético … Cada um pode formar seu próprio julgamento deste livro, quanto a mim, sinto uma aversão a ele, e para mim isso é razão suficiente para rejeitá-lo. ” (Werke Sammtliche, 63, pp 169-170, “Os fatos sobre Lutero,” O’Hare, TAN Books, 1987, p. 203.)
    E, finalmente, ele admitiu ter acrescentando a palavra ‘somente’ em Rom. 3:28 de sua própria vontade: “Se  incomoda papista  a palavra (“somente”), diga-lhe logo, o Dr. Martinho Lutero vai tê-la assim mesmo.: papista e burro são uma e a mesma coisa. Quem não quiser minha tradução, que se dê a ele um ‘vá-se embora’.. O diabo  agradece àqueles que o censuram sem minha vontade e conhecimento. “Lutero assim o quer, e ele, que é doutor acima de todos os doutores do papado, assim o terá.” (Amic. Discussões, 1, 127, “Os Fatos Sobre Lutero, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201.)
    Aqui Lutero é condenado por sua própria boca. Para João, em Apocalipse 22: 18-19, declara alguém anátema que pressupõe a mudança, mesmo uma única palavra da Escritura: “Eu testifico a todo aquele que ouve as palavras proféticas deste livro: se alguém acrescentar a elas, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro, e se alguém tirar qualquer coisa das palavras deste livro profético, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro “. Lutero, é claro, não apenas acrescentou ou tirou meras palavras, mas passagens e livros inteiros.
    • Lutero disse: Persiga o povo judeu

    • “Os judeus são demônios jovens condenados ao inferno.” (“Obras de Lutero”, Pelikan, vol. XX, p. 2230).
    • “Queime suas sinagogas. Proibam- nos todos os que mencionei acima. Force-os a trabalhar e tratem-nos com todo o tipo de gravidade, como fez Moisés no deserto e matou três mil … Se isso não adianta, temos de levá-los fora como cães raivosos, de modo que não podemos ser participantes de sua blasfêmia abominável e de todos os seus vícios, e tendo em vista que não pode merecer a ira de Deus e ser condenado com eles. Tenho feito o meu dever. Vamos todos nos assegurar de que cada um faz o dele. Eu estou desculpado. ” (“Sobre os Judeus e Suas Mentiras”, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 290.)
    • É muito perturbador contemplar o possível fruto nascido das sementes de ódio semeada por esse homem. Se ele foi orientado por um espírito, é óbvio que não era santo. 
    •  
    • Conclusão
    Os ensinamentos de Lutero não são os ensinamentos de Cristo. Mas como é que tantas pessoas seguiram e seguem o autor destes obscuros e sombrios ensinamentos? Existe apenas uma explicação: Eles não percebem o que Lutero – o Lutero real – na verdade, ensinou. Se o fizessem, veriam que muitas das idéias do pai da Reforma contrariam as Escrituras e bom senso.
    Pastores protestantes se concentram mais no que eles creem serem erros do catolicismo do que em fazerem um exame dos escritos de seus próprios fundadores. Se você duvida dessas passagens, exorto-vos a ir à fonte. Encontrar os escritos de Lutero não é fácil, mas com  diligência, pode ser feito.
    Que Deus abençoe aqueles cuja busca pela verdade os leva a peneirar com imparcialidade: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos. Acaso não reconheceis que Cristo Jesus está em vós? A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável….” (2 Coríntios 13:5.) E o Deus que nos criou à sua imagem nos aproximará ainda mais o seu coração, onde toda a verdade é encontrada.



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo