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    sábado, 26 de outubro de 2013

    O Matrimônio, instituição natural. Pressupostos ideológicos








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    Teologia e Corpo

    Missão: combater o niilismo, do ponto de vista intelectual; a luta contra o relativismo moral; e a batalha contra o ativismo. A favor da Verdade, do Amor e da Esperança.

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    O Matrimônio, instituição natural. Pressupostos ideológicos



    Referência: FERNÁNDEZ, Aurelio. Teología moral: curso fundamental de la moral Católica. Ed. Palabra. 4ª ed. Madrid, 2010. p. 320-323. Minha tradução.


    • a) Doutrinas insuficientes

    Se trata de saber quais são os equívocos doutrinais que desorientam e impossibilitam ter um juízo real do matrimônio.

    Aqui expomos somente um erro de fundo, do qual derivam outro cúmulo de erros mais imediatos. É preciso advetir que este erro não afeta somente ao matrimônio, senão a outras realidades da existência humana. Descobri-lo é situar-se em vias de superá-lo, pois, como também escreveu Aristóteles, ‘um erro pequeno no princípio leva ao fim a graves consequências’. Cabe, pois, perguntar: existe um erro de princípio?

    Sim. Este ‘erro pequeno’ consiste numa mudança profunda no conceito de verdade.Desde o racionalismo, se valoriza mais o ‘pensar’ que o ‘conhecer’; pois, interessa mais o que ‘eu penso’ sobre algo que o ‘conhecer o que é a realidade’. Diante de tal posicionamento, a ‘opinião’ é mais importante que a ‘verdade’, o que conduz a um subjetivismo: não existe o real, senão o que eu penso e e o que eu imagino.

    Esta orientação intelectual referida ao matrimônio leva ao que, mais que o matrimônio em si mesmo, interessa o que ‘se pensa’ sobre isso, com o que a instituição matrimonial se submete ao arbítrio do pensar de cada sujeito.

    Deste ‘erro pequeno no princípio’ derivam outros erros mais imediatos. Por exemplo, de que o matrimônio não é uma instituição natural, mas cultural, pois depende das ideias de cada época. Não se trata de afirmar que modos concretos de modos concretos de levar ao cabo o matrimônio estejam condicionados por costumes (modo de contrair matrimônio, ritos de administração, etc.), o que é evidente, mas se afirma que a mesma instituição matrimonial é de origem e realização histórica, portanto, é mutável.

    Outro erro derivado é pensar que o matrimônio é um compromisso social que requer certa estabilidade por que se anota no registro civil, mas fica ao arbítrio das partes que participam. Daí o requerimento de que esse compromisso se possa romper pelo mútuo compromisso dos esposos ou, inclusive, somente por uma das partes.

    Nesta linha dos subjetivismos, alguns pensam que essa ‘papelada’ é inútil e inclusive se acusa disso ser uma rotina, um resto da sociedade farisaica, pelo que não faz falta recorrer ao reconhecimento civil, mas que é suficiente a mútua vontade de conviver dos cônjuges. Supõe-se que tampouco esta vontade é definitiva, mas que se pode rescindir a qualquer momento.

    No plano inclinado do ‘eu penso’, pensam alguns que o matrimônio não é a convivência homem-mulher, mas que basta falar ‘casal’. Mas o conceito de ‘casal’ não supõe necessariamente que seja homem e mulher, mas que podem formá-lo dois homens ou duas mulheres.

    No final desse processo se dá que a imagem de um homem e de uma mulher, de constituição somática distinta e complementária que, além da interação sexual, traz junto a atração afetiva, se converte em convivência mais ou menos estável de um casal de sexo distinto ou homossexuais que compartilham o mesmo leito, dado que tampouco se exigiria a convivência na mesma casa.

    (…).

    • b) Corrupção dos costumes

    Outra das causas que desvirtuam a natureza do matrimônio não tem origem nas ideias, mas na vida, ou melhor, na ‘má vida’.

    Com efeito, é evidente a íntima relação que existe entre a razão e a vida; entre o pensamento e a própria existência. O dito popular o formula assim: ‘Quando não se vive como se pensa, se acaba pensando como se vive’. E a causa é dupla. Primeira, por que é algo inerente ao ser humano tratar de justificar com razões o estilo de vida que leva. Segunda, porquê a conduta desregrada impede a razão de descobrir a verdade. Santo Tomás afirma:

    A pureza é necessária para que a mente se aplique a Deus. A mente humana, com efeito, se contamina ao imergir-se nas coisas inferiores, igual a qualquer coisa si infecta ou se mescla com algo mais baixo, como a prata com o chumbo. É preciso que a mente se desapegue das coisas inferiores para unir-se à Suprema realidade. A mente, se não está pura, não pode aplicar-se a Deus (Sum. Teol. II-II, q. 81, a. 8).

    Esta doutrina do Aquinate faz referência não só à vida sobrenatural, mas também à todas expressões da vida espiritual, especialmente à inteligência humana. Com efeito, o exercício intelectual do ser espiritual, que é a pessoa humana, se corrompe quando os costumes não são corretos.

    Já os gregos distinguiam como duas enfermidades a que está submetida a razão: a “loucura”, quando a pessoa confunde as realidades físicas. Por exemplo, uma pessoa que acredita ser “Napoleão” ou que vê sinais de perseguição diante de mostras de carinho. Já a “corrupção da razão”, que tem lugar não quando a pessoa confunde o mundo físico, mas a realidade dos valores. Por exemplo, quando ao “bem” se denomina “mal” e ao “mal” se chama de “bem”. Assim, por exemplo, se alguém defende que é melhor fazer o mal do que fazer o bem, corrompeu o primeiro princípio da ética: ‘bonum faciendum, malum vitandum”. Mas, sem chegar a esse extremo, em relação ao matrimônio, se dá a “corrupção da razão” se se afirma que é melhor a promiscuidade sexual do que a relação homem-mulher ou que é preferível o amor livre à união estável, ou que a “família tradicional” deve postergar-se diante das uniões de fato e homossexuais e etc.

    terça-feira, 26 de junho de 2012

    O Sacramento do Matrimônio




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    É admirável que o amor entre um homem e uma mulher, um tipo de amor que envolve doação, parceira, carinho e também intimidade (inclusive sexual e erótica), seja marcado por Cristo com a Sua Graça, e que seja um Sacramento! O amor entre homem e mulher também é matéria de Sacramento, também é sinal do Amor de Deus!

    O Catecismo da Igreja afirma: "O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher estabelecem comunidade (comum unidade) por toda a vida, por sua própria natureza ordenado ao bem dos esposos e à geração e educação dos filhos, entre os batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de Sacramento" (CIC 1601).

    O homem e a mulher, pelo amor, assumem uma aliança por toda a vida. Primeiro por amor, para viver e cultivar o amor entre eles, e para que, se amando, sejam felizes. É isso que o Catecismo afirma, quando fala no "bem dos esposos". Em segundo lugar, para partilhar esse amor com outros, especialmente com os filhos que Deus lhes enviar. O amor é assim: se espalha, se difunde... Quanto mais amor, mais partilha, mais expansão de amor. O amor é diferente do dinheiro e dos bens materiais: na economia do amor, quanto mais você der, mais terá. Se tentar guardar para si, ficará sem nada. Se compartilhar e dividir, ele crescerá, proporcionalmente.

    O Catecismo diz ainda que esse amor foi elevado, por Cristo, à dignidade de Sacramento, isto é, sinal eficaz da Graça de Cristo. Até São Paulo, admirado, exclamou sobre isso: "É grande esse mistério (Ef 5, 32)!" A Escritura, do começo ao fim, fala do Matrimônio e do seu mistério profundo: já no Gênesis, logo após a criação do homem e da mulher, vem a ordem para crescerem e se multiplicarem. E a primeira palavra do homem foi uma declaração de amor: "Eva é carne da minha carne, osso dos meus ossos!". Daí até o Apocalipse, que termina com a visão das Núpcias do Cordeiro (Cristo) com sua Igreja (a Jerusalém Celeste), vemos quanto o Matrimônio é sagrado.

    Quando homem e mulher procuram o Sacramento do Matrimônio, é porque Deus os chamou para transformar o significado do amor que sentem um pelo outro em Mistério do Amor de Deus. O Dom do Sacramento do Matrimônio é, ao mesmo tempo, vocação e dever dos esposos, para que permaneçam fiéis um ao outro, acima de todas as provas e dificuldades, em sagrada Comunhão com a Vontade de Deus: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza.

    Importante: o Dom de Jesus Cristo aos casais unidos sacramentalmente não se esgota na Celebração do Matrimônio, mas começa aí, e acompanha o casal ao longo de toda a sua existência, até o fim.

    Antes do Sacramento, o namoro - Antes do Matrimônio, é importantíssimo viver bem a fase do namoro. Namorar é coisa séria; exige compromisso, responsabilidade, fidelidade, respeito, companheirismo, seriedade, sentimentos verdadeiros, sinceridade e racionalismo, de ambas as partes. Jovens, não confundam namorar com "ficar"! Ao "ficar" com alguém, uma pessoa trata outra pessoa como se fosse um objeto descartável, que é usado e depois jogado fora. "Ficar" é quase uma face da prostituição, pois há jovens que "ficam" com várias pessoas diferentes numa só festa ou "balada"! Poderíamos dizer que é um tipo de prostituição considerada "light", socializada. Tal prática leva ao vício, que é alimentado e fortalecido cada vez que se repete; o corpo se acostuma ao prazer, enquanto o sentimento e o desejo por algo mais sério, mais bonito e mais importante são desprezados. O sagrado que existe no relacionamento homem/mulher é pervertido.

    É orientação da Igreja que os jovens tenham a experiência do namoro, pois é preparação para o Matrimônio. É no namoro que surge o discernimento e a decisão acertada para escolher aquele(a) que será o homem ou a mulher da sua vida, que viverá com você até que a morte os separe! Não se escolhe qualquer pessoa para ir morar junto e dividir tudo, pelo resto da vida! Tenha muito cuidado (mesmo!) para não machucar o coração e não complicar para sempre a sua vida.

    Se para comprar um par de sapatos, por exemplo, é preciso cuidado, pois o modelo deve estar de acordo com o seu gosto, o seu jeito de ser e suas necessidades, imagine, então, escolher a pessoa com a qual você terá e criará os seus filhos, que será sua parceira ou parceiro para o resto da sua vida! É preciso analisar as atitudes, os gostos, o jeito... Observar se haverá harmonia num relacionamento definitivo. As prioridades daquela pessoa devem combinar com você e com o que você pretende construir na vida. O futuro marido ou esposa não precisa ser sua "cópia", mas ter os mesmos princípios e valores é algo importantíssimo.

    Se você é cristão praticante, por exemplo, cuidado para não se corromper com uma pessoa mundana, que poderá afastá-lo(a) da Igreja. Se você preserva o seu corpo com a castidade, guardando-se para uma pessoa especial, cuidado para não se entregar a um príncipe (ou princesa) que vai a transformá-la(o) num sapo!


    Sacramento do Matrimônio: Prática

    Curso de Preparação ao Matrimônio: A Igreja pede aos noivos que participem do curso de preparação da sua paróquia, que tem por objetivo ajudar os noivos a se prepararem bem para o casamento, tendo em vista a reflexão, o diálogo e orientações sobre vida a dois, com base em testemunhos de casais já casados. A equipe do curso normalmente é constituída de um casal coordenador, assistentes e casais animadores. São pessoas que têm experiência nas alegrias e dificuldades da vida de casado, e partilham seu testemunho. A duração do curso depende da paróquia. O ideal é que seja realizado alguns meses antes da data do casamento, para que haja uma reflexão real sobre o matrimônio.

    Padrinhos: o Sacramento do Matrimônio não exige a presença de padrinhos, e sim de duas testemunhas. O Código de Direito Canônico (Cân. 1108) determina que somente é válido o Matrimônio contraído perante um ministro assistente e duas testemunhas.


    Fontes e referência bibliográfica:
    TABORDA, Francisco. Matrimônio Aliança - Reino, 2ª ed. São Paulo: Loyola, 2001.
    MOSER, Hilário. O Sacramento do Matrimônio: Guia Prático em Perguntas e Respostas. Tubarão: Diocesana de Tubarão, 1999.

    quinta-feira, 3 de maio de 2012

    Casais que vivem juntos antes do matrimônio: mais insatisfeitos e mais expostos ao divórcio





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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo