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O Seguidor de Cristo
- Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz a cada dia e siga-me (Mateus 16,24)
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Recordo que ao fazer a preparação para a Crisma no Rio de Janeiro, em 2002, meu entendimento de fé católica era muito superficial. Outrora, na catequese de crianças, para ter uma ideia, a professora ensinara coisas supérfluas tais como ser proibido errar ao falar Bíblia e, ao ajoelhar, primeiro dobrar a perna direita. Já na preparação para a Crisma melhorou, com grupos de oração, trabalhos sobre as Sagradas Escrituras, retiros e apresentação de trabalhos baseados no Novo Catecismo... Contudo, não foi sólido o bastante.
Quando se trata de realidade social e política (hoje tenho consciência), eu era um analfabeto, o que piorou no ano seguinte ao da Crisma, quando entrei em curso preparatório para o vestibular. Os professores de Geografia e História, como sei hoje ser comum, eram marxistas, conscientes ou não. Quando se tratava de Igreja Católica na História, nesse contexto, ensinavam a lista célebre: Simonia, Corrupção no papado, horrores da Inquisição, etc... O conhecimento que eu tinha do outro lado (sonegado pelos comunistas) da história da Igreja era nulo nesse período. Contudo, o pior foi o livro de história que adotei e que era simpático na época a sua linguagem irreverente e crítica, o “Nova história crítica” do Mário Schmidt, claramente marxista e naturalmente anti-católico, anti-religião, anti-Deus, além é claro de anti-capitalista. Resultado: fiquei com a fé na corda bamba, ganhei simpatia pelo comunismo e tomei certo ódio aos Estados Unidos. Para “ajudar”, li no mesmo período livros de Jorge Amado que faziam propaganda da ideologia vermelha.
Nos anos seguintes, até 2008, eu estava nessa base. A partir deste ano porém, comecei a tomar conhecimento da realidade da Igreja e sociedade e o quanto esta era e é inconveniente à ideologia hegemônica atual, ateísta militante e marxista na cultura. Não foi rápido é claro. Acompanhando na TV Canção Nova o programa Escola da Fé vim a aprofundar na doutrina e história, dissipando muitas dúvidas, além de acompanhar notícias veiculadas em sites especializados da internet, que não aparecem na grande mídia – jornais, emissoras de TV ou rádio de maior audiência. Foi o começo de um abrir de olhos e revisão geral de conceitos. No entanto, até então era só um breve descortinar de uma realidade inconveniente ao status quo vigente – a hegemonia do pensamento esquerdista ou socialista na nossa sociedade. O grande marco veio depois com a palestra “Marxismo Cultural” do Pe Paulo Ricardo, padre que vim a conhecer pela Canção Nova, vindo a partir de então a acompanhar o site dele.
Em 2010, em meio a enxurrada de escândalos de pedofilia no clero em pleno Ano Sacerdotal, vim a conhecer o programa “True Outspeak” do professor Olavo de Carvalho, além de artigos e aulas, elucidando o que havia por trás dos escândalos com conhecimento, com inúmeros fatos fastamente documentados. Ouvira o Pe Paulo mencioná-lo em palestras antes. Foi quando comecei a tomar conhecimento mais profundo da realidade inconveniente e não parei mais, com a ressalva de que o professor tem domínio em filosofia, sociedade e política. Doutrina e história da Igreja já não é sua especialidade, de modo que não “dispensa” o professor Felipe e seu “Escola da Fé” nem o site do Pe Paulo Ricardo nesses assuntos.
Hoje percebo o quanto mudei, após todo esse processo, tomando cada vez mais conhecimento da realidade que, como bem ensina a filosofia, é aquilo que é independente de opiniões ou sentimentos subjetivos. Lembrando que Jesus Cristo disse que a verdade liberta, no entanto não disse que é agradável.
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