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    quinta-feira, 28 de junho de 2012

    O Sacramento da Ordem









    Na Antiguidade, chamava-se ordem a um grupo de pessoas que tinham determinada responsabilidade ou função, ou que compartilhassem de uma determinada missão, como por exemplo a ordem dos juízes e as ordens dos cavaleiros. Ordem, na linguagem civil romana, era um grupo de pessoas que exerciam as mesmas funções, reconhecidas publicamente. A entrada de uma pessoa numa determinada ordem era chamada “ordenação”. Na Igreja, desde os primeiros séculos, é costume chamar de Ordem ao grupo dos ministros consagrados. Assim, desde os tempos antigos, encontramos nos documentos e livros litúrgicos da Igreja as expressões “Ordem dos Bispos”, “Ordem dos Presbíteros” e “Ordem dos Diáconos”. E como um ministro da Igreja deve receber o Sacramento próprio para exercer o seu ministério, esse Sacramento passou a ser chamado Sacramento da Ordem, que é o Sacramento pelo qual alguém que tenha a necessária vocação é inserido na Ordem dos Ministros Sagrados. A Igreja conservou o termo “ordem” porque, além de ser o costume, tinha respaldo na Sagrada Escritura: Cristo é chamado “Sacerdote Eterno segundo a Ordem de Melquisedec” (Sl 110, 4; Hb 5, 6; 7, 11). Ordem é o nome do Sacramento; ordenação é a sua celebração, o rito litúrgico praticado pelos Apóstolos, que insere na Ordem dos Bispos, Presbíteros ou Diáconos os escolhidos para o ministério sagrado.

    O que é um Sacerdote? É, antes de tudo, o dispensador do Amor de Deus aos homens. Que missão sagrada e maravilhosa! Um sacerdote é um ser humano comum, sujeito à fraqueza e ao erro. Porém, esse homem foi chamado especialmente por Deus (e aceitou o Chamado) a “separar-se” das outras pessoas, consagrando sua vida inteira, todo o seu ser, corpo, coração e alma, ao exercício da doação de Deus aos homens, por meio da Igreja.

    O Sacerdote é também chamado padre ou presbítero, ou, ainda, pontífice, palavra que deriva da somatória de “ponte” e “artífice”: o padre é um construtor de pontes que ligam o Céu à Terra, que unem os homens a Deus; o temporal ao Eterno; o pecado à Misericórdia Divina. É por meio dele que são administrados todos os Sacramentos, sendo que o ministro da Ordem, o bispo, também é um sacerdote.

    Origem do Sacerdócio - Nosso Senhor Jesus Cristo deu aos Apóstolos a plenitude do poder sacerdotal, e eles transmitiram essa plenitude aos seus sucessores, pela imposição das mãos. Desde o início, a Igreja têm consagrado bispos e ordenado padres pela imposição das mãos e oração. Pela ordenação Sacerdotal, Cristo conferiu à sua Igreja, na pessoa do sacerdote, o poder de celebrar a Santíssima Eucaristia, administrar os Sacramentos, consagrar e abençoar pessoas e objetos, etc.

    A ordenação sacerdotal imprime um caráter que nunca acaba: isto é chamado Sinal Indelével. O sacerdote jamais perde o seu poder sacerdotal, a menos que seja dispensado por seus legítimos superiores através da ordem expressa do Sumo Pontífice, o Papa. Pela ordenação, o sacerdote, mesmo permanecendo um homem comum, fica unido de modo especial a Jesus, tornando-se extensão de Cristo no mundo, dispensando a salvação do Senhor por meio da Igreja. Podemos dizer que, quando está entre nós, o padre é um ser humano comum, mas quando está ao Altar, presidindo a Celebração Eucarística, “reveste-se de Deus”, sendo que por suas mãos o próprio Senhor Jesus Cristo vem ao mundo!

    Jesus chama jovens de todas as nações, classes sociais, raças e culturas ao Seu serviço. Os candidatos ao sacerdócio devem ter os requisitos básicos de todo cristão verdadeiro: fé viva e ativa; disposição para o sacrifício, até da própria vida, no serviço a Deus; trabalhar pela salvação de todos os homens, sem distinção.

    O que diz o Catecismo (CIC 1590-1600) - Toda a Igreja é um povo sacerdotal. Pelo Batismo e Confirmação, todo cristão participa do Sacerdócio Único de Cristo: é o sacerdócio comum dos fiéis. Assim, todo fiel participa da Missão de Cristo na salvação do mundo: é evangelizador, é testemunha e, com seu sacrifício, oração e participação na Liturgia, colabora na Obra da Salvação. Desde o tempo dos Apostólos, porém, destaca-se de modo especial, do meio deste povo sacerdotal, o sacerdócio ministerial: são os ministros ordenados que santificam e dirigem o povo de Deus.

    Desde a origem, a Igreja confere o ministério ordenado em 3 graus: Episcopado (bispos), Presbiterato (padres ou presbíteros) e Diaconato (diáconos). São ministérios insubstituíveis, com origem nos Apóstolos e preparados por Deus. Sem esses ministérios não há Igreja em plenitude.

    O bispo, pela ordenação, é ligado à Igreja Diocesana e inserido no Colégio Episcopal (bispos do mundo inteiro), em comunhão com o Sucessor de Pedro, o Papa. Os padres são unidos ao bispo e seus cooperadores. Em comunhão com ele, santificam e dirigem o povo de Deus. O bispo não age sozinho, mas sempre unido ao Presbitério (padres). O Presbitério não é independente do bispo, e o bispo deve ouvir sempre o Presbitério. A Igreja existe em Comunhão, à imagem da Trindade Santa.

    Os diáconos não formam um colégio nem são ordenados para o sacerdócio. Eles participam do sacerdócio comum dos fiéis, mas pelo Sacramento da Ordem são constituídos auxiliares diretos do Bispo e exercem funções importantes no ministério da Palavra e no culto divino.

    O Sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos do bispo, seguida pela oração consecratória, na qual a Igreja suplica que o Pai derrame sobre o eleito o Espírito do Cristo Ressuscitado. Marcado pelo Espírito Santo para sempre, o ordenado recebe a graça de agir na Pessoa de Cristo. O Sacra-mento da Ordem não pode ser repetido. Não é privilégio, nem honra, nem um direito: é Graça de Deus para o serviço do Seu povo!

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    Fontes e referência bibliográfica:
    BAIGORI, Luis. Ordem Sagrada. São Paulo: Loyola, 1992.
    HORTAL, Jesus. Sacramentos da Igreja na sua Dimensão Canônico - Pastoral. São Paulo: Loyola, 2003, pp. 197-218.
    http://vozdaigreja.blogspot.com.br/2012/06/o-sacramento-da-ordem.html



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo