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    quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

    A Simbologia da Missa Católica é Bíblica?







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    DOMINGO, JANEIRO 12, 2014

    A Simbologia da Missa Católica é Bíblica?




    A Igreja Católica constantemente usa em suas celebrações cálices,ambulas, caldeirões,Óleos,turíbulos, vestes como batinas, usa castiçal de sete velas dentre outros qual a base bíblica ? Além do mais é sabido por nós que a Igreja Católica também tem vários templos de ouro ou adornados de outras formas têm alguma explicação para tais fatos?

    A Igreja católica sempre foi a detentora das Sagradas Escrituras,também a simbologia desta está contida nas Sagradas Escrituras, basta analisarmos alguns livros da bíblia sagrada e veremos nitidamente os símbolos usados na Missa Católica. Basta olharmos desde poder de perdoar os pecados até o ultimo símbolo?

    Números 15,25. O sacerdote fará a expiação por toda a assembleia dos israelitas, e lhes será perdoado, porque é um pecado involuntário, e apresentaram sua oferta ao Senhor, um sacrifício feito pelo fogo e seu sacrifício pelo pecado para reparar o seu erro.

    Êxodo 27,20. Ordenarás aos israelitas que tragam para o candelabro, óleo puro de olivas esmagadas, a fim de manter acesa a lâmpada continuamente.

    Na leitura de êxodo podemos fazer a constatação que no segundo livro da bíblia já citava o Candelabro e o óleo e também falava da lâmpada do Santíssimo. O Cálice fora usado pelo próprio Cristo junto com seus discípulos . Mateus 26,26-29

    27. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lhe, dizendo: Bebei dele todos, 
    28. porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. 
    29. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai.

    Temos ainda na sagrada escritura as vestes sacerdotais que haveriam de ser usadas por Aarão

    ÊXODO 28,2 Farás para teu irmão Aarão vestes sagradas em sinal de dignidade e de ornato.

    No tocante ao ouro, bronze e a prata utilizadas na Igreja Trata-se da dignidade das vestes já descritas por Moisés no livro do êxodo.

    ÊXODO 28,4. Eis as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e uma cintura. Tais são as vestes que farão para teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço;

    O livro do Apocalipse o apostolo João nos descreve alguns símbolos utilizados na Missa Católica como podemos exemplificar o turibulo . Apocalipse 8,3-4

    3. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. 
    4. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.

    Autor: Luan Ferraz 

    sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

    A Origem da palavra MISSA




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    sexta-feira, 27 de dezembro de 2013




    Três etimologias foram lembradas: o grego músis (iniciação), o hebráico missah (unctio?) e o latim missa.

    a) A origem da palavra não pode ser nem o grego nem o hebraico. A razão é simples. Como o Cristianismo veio do Oriente, todas as palavras litúrgicas de origem grega ou hebraica são registradas na Liturgia ou na Literatura das Igrejas Orientais. Ora, isto não sucede com a palavra missa, que é privativa da Igreja Latina.

    b) Logo, missa vem do latim. E aqui podemos supor duas origens: o feminino do adjetivo missus, que quer dizer enviado, e um substantivo missa, com o sentido de demissão, ato de despedir, despedimento.

    O adjetivo missa não pode ser a origem do termo litúrgico, porque, nesse caso, seria preciso pensar num substantivo oculto. Exemplos: gramática (arte), domingo, ou dominga (dies, dos dois gêmeos em latim), reta (linha), expresso (trem) etc. Por isso, os autores que derivam missa de um adjetivo subentendem a palavravítima e dizem que a frase Ite, missa est equivale a: Ite, victima missa est. Mas esta frase não tem sentido. Com efeito, a sua tradução é: Ide-vos, a vítima foi enviada. Ora, uma vitima não se envia. É destruída. Em nenhum sacrifício há lugar para se supor que se envie uma vítima.

    Portanto, só resta uma hipótese – o substantivo missa. De fato, este substantivo é uma segunda forma do termo clássico missio, derivado do verbo mittere, e cujo significado é o que demos acima: ato de mandar embora. A substituição da forma abstrata missio por uma forma concreta missa é, aliás, processo linguístico comum no latim. Oblatio, collectio e ultio foram substituídos respectivamente por oblata, collectae ulta. Os novos substantivos promessa e remessa vieram de promissa e remissa, que estão em lugar de promissio e remíssio, da mesma raiz que missa.

    Lembremos, por fim, que a palavra saiu da expressão Ite, missa est e indicava apenas uma parte do ofício e não o ofício todo. É o que acontece com os termos confissão e comunhão, usados pelo sacramento da Penitência e pela Eucaristia. Na realidade são partes ou fases do sacramento.


    Aliás, a expressão já existia no latim antes de passar para o uso eclesiástico. Ite, missa est era a fórmula usada para terminar as audiências do paço e dos tribunais de justiça. Diz Avito de Viena: “Nas igrejas e nas cortes do imperador e do prefeito se diz missa est quando o povo é despedido da audiência.” (1)

    Na Regra de S. Bento, encontra-se sempre a fórmula missae fiunt no fim das horas canônicas para significar: fim das orações. Neste mesmo sentido está empregada a palavra na Peregrinatio Sylviae, em Santo Isidoro de Sevilha e outros.

    No sentido atual, o termo é encontrado pela primeira vez na Epístola que Santo Ambrósio escreveu a sua irmã Santa Marcelina.(2) Referindo-se aos distúrbios provocados pelos Arianos durante um ofício religioso, diz ele: “Porém eu fiquei em meu lugar e comecei a dizer a missa:Missam facere cepi”(3).

    Parece ter havido dois ite, missa est na missa primitiva. Com o primeiro se despediam os catecúmenos, conforme diz Santo Agostinho:“Depois do sermão se faz a missa (despedida) dos catecúmenos”. (4) Com o segundo, que permanece até hoje, se despediam os fiéis. É o que consta da Peregrinatio Sylviae: “O sacerdote abençoa os fiéis e faz-se a missa, isto é, a despedida”.(5)

    (Texto retirado do livro ”A Missa, dogma-liturgia”, do Cônego F.M. Bueno de Sequeira, com censor e imprimatur de 1949. Ed. Andes)


    ______________ 
    Notas:
    (1) Avito de Viena, bispo Epist. I, LIX, pág. 199, Patres Latini.
    (2) Santo Ambrósio, bispo de Milão, faleceu em 397.
    (3) Epistola I, XX.
    (4) “Post sermonem fit missa catechumenorum”.

    (5) “Benecit fideles et fit missa”.
    ________________________________________
    Disponível em: A Origem do Rosário


    Postado por ICATÓLICA Ecclesia às 14:42

    terça-feira, 10 de dezembro de 2013

    Onde está a Missa Católica na Bíblia?



























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    TERÇA-FEIRA, DEZEMBRO 10, 2013



    Imagem do Site Salvem a Liturgia

    A Missa Católica tem sua origem na Sagrada Escritura, Jesus foi um Sacerdote têm seu amor declarado em especial aos menos favorecidos e este recomenda um destes.(Mc 1,44) "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
    Na Celebração Eucarística temos o ato penitêncial que foi dado pelo próprio Cristo a seus apóstolos e seus sucessores (Jo 20,21-23;Tg 5,13-16;Hb13,4-5 ). João 20,23 -Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

    A Celebração tem ainda o momento de glorificar a Deus ( At 2,47;Lc 2,13-14) Seguindo o ritual sacrossanto temos as leituras (Liturgia da Palavra) conforme São Paulo nos coloca (2 Tm 4,2) .
    Após a Homilia que é o mandato de Cristo (Mc 16,15) faz -se a profissão de fé que nos foi confiado pelos apóstolos por meio da Tradição ( Ts 3,6; 1 Pd 4,5). Usa-se os utensílios Litúrgicos ( Ex 25,31) para a realização do ofertório. 
    Na Liturgia Eucarística são apresentadas as ofertas que foram oferecidas no ofertório, no ato Eucarístico o Sacerdote faz aquilo que o próprio Cristo fez.
    (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25) . 

    Em Mateus 26,26-29 lemos:


    26. Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.

    27. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,

    28. porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.

    29. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai.




    quinta-feira, 9 de maio de 2013

    Voz da Igreja +







    Voz da Igreja +




    Palmas, dança e euforia na Santa Missa - O Sacrifício e o louvor


    Posted: 08 May 2013 10:02 AM PDT







    Recebemos do leitor "Felipe" o seguinte comentário:




    "Sou católico fervoroso, mas não consigo entender: se Jesus me fez livre dos pecados no dia da salvação e livre para adorá-lo, porque nao posso adorá-lo com minhas palmas? Qualquer forma de adoração é aceita por Deus, desde que parta do profundo do coração. Isso é ridículo! Davi louvava a Deus das maneiras mais liberais que já se viram! Se Deus criou minhas mãos e me deu capacidade de bate-las porque não posso usar isso como adoração. Eu não posso nem dizer que isso é um atraso, isso é antibíblico! Os salmos falam sobre o louvor com os instrumentos, entre eles de repercussão e com as danças. Portanto Deus gosta do louvor como é o melhor da pessoa.(...) Se o melhor que a pessoa pode dar é o rap, Ele aceita o rap, se o melhor que a pessoa pode dar é o rock, Ele aceita o rock, se o melhor que a pessoa pode dar é a palma, Ele aceita as palmas,se o melhor da pessoa é a dança, Ele aceita a dança . Ele dá liberdade de adoração, não consigo me conformar com essa ideia de que barulho atrapalha, se Ele criou o barulho ele também gosta do barulho!"




    ** Ler o comentário completo e nossa resposta

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    Palmas, dança e euforia na Santa Missa - O Sacrifício e o louvor


    acrvcatolico 09/05/2013 08:25:33


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    Palmas, dança e euforia na Santa Missa - O Sacrifício e o louvor

    Posted: 08 May 2013 10:02 AM PDT






    Recebemos do leitor "Felipe" o seguinte comentário:




    "Sou católico fervoroso, mas não consigo entender: se Jesus me fez livre dos pecados no dia da salvação e livre para adorá-lo, porque nao posso adorá-lo com minhas palmas? Qualquer forma de adoração é aceita por Deus, desde que parta do profundo do coração. Isso é ridículo! Davi louvava a Deus das maneiras mais liberais que já se viram! Se Deus criou minhas mãos e me deu capacidade de bate-las porque não posso usar isso como adoração. Eu não posso nem dizer que isso é um atraso, isso é antibíblico! Os salmos falam sobre o louvor com os instrumentos, entre eles de repercussão e com as danças. Portanto Deus gosta do louvor como é o melhor da pessoa.(...) Se o melhor que a pessoa pode dar é o rap, Ele aceita o rap, se o melhor que a pessoa pode dar é o rock, Ele aceita o rock, se o melhor que a pessoa pode dar é a palma, Ele aceita as palmas,se o melhor da pessoa é a dança, Ele aceita a dança . Ele dá liberdade de adoração, não consigo me conformar com essa ideia de que barulho atrapalha, se Ele criou o barulho ele também gosta do barulho!"




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    Favor digitar sua postagem aqui













    acrvcatolico 09/05/2013 08:27:37


    http://vozdaigreja.blogspot.com.br/2003/05/palmas-danca-e-euforia-na-santa-missa-o.html










    acrvcatolico 09/05/2013 08:26:58


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    Palmas, dança e euforia na Santa Missa - O Sacrifício e o louvor




    Recebemos do leitor "Felipe" o seguinte comentário à postagem "Sobre a questão das palmas na Santa Missa":




    “Sou católico fervoroso, mas não consigo entender: se Jesus me fez livre dos pecados no dia da salvação e livre para adorá-lo, porque nao posso adorá-lo com minhas palmas? Qualquer forma de adoração é aceita por Deus, desde que parta do profundo do coração. Isso é ridículo! Davi louvava a Deus das maneiras mais liberais que já se viram! Se Deus criou minhas mãos e me deu capacidade de bate-las porque não posso usar isso como adoração. Eu não posso nem dizer que isso é um atraso, isso é antibíblico! Os salmos falam sobre o louvor com os instrumentos, entre eles de repercussão e com as danças. Portanto Deus gosta do louvor como é o melhor da pessoa.




    'Aleluia. Louvai o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento.

    Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita.

    Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara.

    Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta.

    Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes.

    Tudo o que respira louve o Senhor!'

    Salmos 150:1-6




    Se o melhor que a pessoa pode dar é o rap, Ele aceita o rap, se o melhor que a pessoa pode dar é o rock, Ele aceita o rock, se o melhor que a pessoa pode dar é a palma, Ele aceita as palmas,se o melhor da pessoa é a dança, Ele aceita a dança . Ele dá liberdade de adoração, não consigo me conformar com essa ideia de que barulho atrapalha, se Ele criou o barulho ele também gosta do barulho!"



    - NOSSA RESPOSTA:



    Olá, Felipe, a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!




    Seu comentário é muito oportuno, porque você conseguiu reunir praticamente todos os argumentos dos que são favoráveis às palmas, danças, batucadas e todo tipo de "inovações" e "modernismos" na Celebração Eucarística. Como é comum à maioria daqueles que compartilham das suas convicções, a paixão e a emoção tomam conta da razão, tanto que, logo no começo do seu comentário, você já chama todos os que não compartilham do seu pensamento de “ridículos”.




    Então, antes de tudo, peço um pouco mais de calma da sua parte. Peço que respire fundo, suplique pela orientação do Espírito Santo e leia esta nossa resposta inteira. Tenho certeza de que, se fizer isso, você vai compreender a questão. Num primeiro momento você pode se decepcionar, pode optar em permanecer irracionalmente firme nas suas convicções... Mas você vai entender. Bem, como você elencou uma série de argumentos, para organizar o raciocínio e facilitar a compreensão, teremos que responder um por um, em partes. Vamos lá:



    1) Católicos com o pensamento "protestantizado"




    Em primeiro lugar, perceba que o seu pensamento está totalmente “protestantizado”. Infelizmente, o crescimento das seitas pentecostais no Brasil anda levando muitos católicos a assumir determinados princípios 100% protestantes e, muitas vezes, anticatólicos. Muita gente anda, sem querer, caindo nessa sutil armadilha. Você ouve uma afirmação num programa de TV aqui, o seu amigo repete uma outra afirmação ali... E, quando dá pela situação, você também está defendendo aqueles mesmos pontos de vista. Aquele jeito de entender as coisas entrou e instalou-se no seu subconsciente, sem você perceber.




    É o caso de elevar a Bíblia Sagrada à categoria de "única regra de fé e prática" para o cristão: se algo está escrito na Bíblia vale; se não está escrito na Bíblia, literalmente, não vale. Este é um princípio totalmente protestante e totalmente contrário à Igreja Católica. Poderíamos dizer que é este o único "dogma" das igrejas ditas "evangélicas", e é um dogma completamente contraditório, pois é contrário à própria Bíblia, e que leva incontáveis almas à perdição. Por quê? Porque eu posso pinçar determinadas passagens da Bíblia para legitimar praticamente qualquer coisa, até mesmo os crimes mais hediondos!




    Veja por exemplo o caso do falso profet, digo, empresário e autoproclamado "bispo" Edir Macedo, líder e fundador da "igreja universal do reino de deus": ele usa trechos bíblicos para defender o aborto! Para aqueles "evangélicos" de outras denominações que não aceitam tal absurdo, Macedo diz que há "embasamento bíblico" para tal: ele cita o dizer do Senhor Jesus quando sentou-se à mesa com seus discípulos para celebrar a última ceia: “O Filho do Homem vai, como dEle está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido!” (Mateus 26,24)




    Sim. De tão absurdo, o argumento torna-se ridículo, e chega a parecer uma piada, mas infelizmente não é. A interpretação do "bispo" (sic) Macedo é de que seria “melhor que Judas tivesse sido abortado”: logo, devemos liberar a lei, para que as mulheres abortem à vontade. Claro que ele não considera o fato de que a Virgem Maria, que por estar grávida sendo solteira, prometida a José, correu risco de vida; naquela cultura, ela poderia ter sido apedrejada! Agora imaginemos se ela tivesse resolvido também usar o seu "direito de mulher", apelar para essa "responsabilidade social" e abortar Jesus Cristo, o Salvador do mundo!..



    Campanha pró-aborto da Record de Edir Macedo




    Evidentemente, para destruir de uma vez a ideia de que o aborto possa ser defendido por um cristão, usar a Bíblia é ainda mais simples. Basta citar, por exemplo, Êxodo 20,13: "Não matarás". Melhor ainda seria lembrar o que diz o Salmo 139,13-14: "Fostes vós que formastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso!". Tenho eu o direito de arrancar do ventre da mãe aquela vida humana que, como diz a Bíblia, Deus mesmo formou? E para arrematar a conversa, que tal citar Jeremias 1,5? "Antes que no seio de tua mãe fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações".




    É um fato indiscutível que a Bíblia pode ser usada por pessoas mal intencionadas ou simplesmente ignorantes. Veja abaixo mais um exemplo do que acontece quando é posta em prática a ideia de que qualquer pessoa pode interpretar a Bíblia e se autoproclamar "pastor(a)", "bispo(a)" ou "apóstolo(a)":




    "Gostaria que alguém me 'provasse biblicamente' que um homem não pode ter mais de uma mulher", diz o "pastor". Pois é... Para essas pessoas, tudo precisa ser "provado biblicamente", tudo precisa ter "base bíblica". Mas como é que se prova alguma coisa biblicamente, se todo texto, mesmo que seja um texto sagrado, divinamente inspirado, está sujeito à interpretação humana? Edir Macedo acha que "provou biblicamente" que o aborto é da Vontade de Deus. O "pastor" do vídeo acima acha que deveria fazer sexo com a esposa de outro homem porque a Bíblia diz que ele deveria fazê-lo. E se diz prontinho para fazer esse grande sacrifício...




    Eu poderia encher muitas e muitas páginas com exemplos como esses. Usando a Bíblia, milhares de denominações ditas "evangélicas" espalhadas pelo mundo se contradizem, e cada uma prega uma doutrina completamente diferente da outra. Umas ensinam que o divórcio é lícito, outras dizem que não, umas ensinam que sem o batismo ninguém se salva, outras dizem o contrário, umas pregam a famigerada teologia da prosperidade, outras a condenam com veemência; umas aceitam relações homossexuais, e tem até igreja de "pastores gays", com cerimônia de casamento própria (veja aqui). Por tudo isso é que a Bíblia também afirma claramente: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal" (2Pd 1,20).




    Estas palavras tão explícitas, diretas, categóricas, deveriam ser pintadas em letras garrafais nas fachadas de todas as "igrejas evangélicas" do mundo: "ANTES DE TUDO, SABEI QUE NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA É DE INTERPRETAÇÃO PESSOAL!" Alguém deveria entrar no meio dos cultos com um megafone na mão, gritando a plenos pulmões: "ANTES DE TUDO, SABEI QUE NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA É DE INTERPRETAÇÃO PESSOAL!"...




    Não falo como desrespeito, nem por algum sentimento ruim, mas porque não me conformo com o grau de alienação das pessoas que colocam o Livro (Bíblia) acima do próprio Autor do Livro (a Igreja, que é o Corpo de Cristo, inspirada pelo Espírito Santo).




    Mas por que estou me demorando tanto nesta questão, demonstrando a facilidade com que se usa a Bíblia para justificar os maiores absurdos teológicos? Porque, sem saber, Felipe, você está seguindo o mesmo caminho. Seguindo a mesma linha de raciocínio, você argumenta que algo que Davi fazia, nós também podemos, e até devemos fazer. Afinal, está na Bíblia... Dizer o contrário é "antibíblico"... Bem, se você é realmente um “católico fervoroso”, como se declara, deveria saber que essa não é e nem nunca foi a postura católica. Nós não nos orientamos exclusivamente naquilo que está literalmente escrito na Bíblia, para saber o que convém e o que não convém, o que é certo e o que é errado. Isso é heresia! Quem começou com essa história foi Lutero, com a sua tese do "livre exame das Escrituras", segundo a qual qualquer pessoa pode ler e interpretar a Bíblia por conta própria, sem a orientação do Magistério da Igreja. O resultado aí está: os falsos profetas fizeram a festa! Sim, reduzir o cristianismo a "religião do livro" gera o caos, e este é um fato que todo católico deve saber de cor.




    Davi decepa a cabeça de Golias - Gustave Doré



    2) Os atos do Rei Davi servem de exemplo para os cristãos?




    Além de tudo, se nós fôssemos hoje fazer o que fazia o Rei Davi, como você propõe... Puxa vida! O que seria de nós? Você por acaso já leu o Antigo Testamento? A grande verdade é que a vida de Davi não serve de exemplo para cristão algum, muito pelo contrário. A Bíblia mostra claramente como era a conduta do rei Davi. Entre muitas outras “peripécias”, ele mandou matar Recabe e Baaná, mandou cortar suas mãos e seus pés e pendurar seus corpos sobre um tanque (2Sm 4,12). Ele também matou mais de 40.000 sírios (2Sm 10,18), 22.000 arameus (2Sm 8,5) e 18.000 edomitas no vale do sal (2Sm II 8,13), fazendo dos sobreviventes escravos. Davi mutilava até os cavalos dos seus inimigos, cortando-lhes os tendões (2Sm II 8,4). Davi cobiçou a esposa de Urias, que era seu servo fiel, e adulterou com ela. Depois armou um plano maquiavélico para matar Urias de forma que pudesse ficar com a sua esposa.




    Tudo isso fez Davi. Será que devemos fazer tudo o que ele fez?




    Evidente que tudo o que expus acima se enquadra num contexto muito específico, numa cultura e num tempo histórico completamente diferente do nosso, e que Davi, mesmo errando, pecando, caindo, nunca abandonou Deus, nunca deixou de pedir a Deus, de cantar o Amor divino e confiar nEle. O Antigo Testamento não é como um romance, um livro de histórias para qualquer pessoa ler, sem orientação, sem a correta compreensão dos seus sentidos e significados. Acima de tudo, todos os atos de Davi pertencem a um tempo passado, o tempo da Antiga Aliança. Na história da sua vida podemos ver claramente o desenrolar da aventura humana, com as fraquezas e forças que permeiam a nossa vida, com seus momentos de alegria, de dor, de fidelidade e de queda.




    O nome de Davi é citado em vários livros da Bíblia, mas é importante ressaltar que o ponto mais importante da sua história é a profecia de Natã, de que o Trono de Jerusalém sempre seria ocupado por um messias (rei ungido) da família de Davi. Esta profecia teve seu pleno cumprimento em Jesus, o Cristo, Messias Rei dos reis. Os Evangelhos, ao apresentarem Jesus como descendente de Davi, mostram que ele é o Messias esperado, que veio ao mundo para resgatar todos os homens.




    Mas nada disso muda o fato de que Davi acertou e errou. Insisto, então, na pergunta: Devemos fazer tudo o que ele fez? O fato de a Bíblia citar algum gesto seu serve como atestado de que todo o povo cristão deve fazer o mesmo? A resposta é não.



    3) A Igreja Católica




    O mais importante, para todo católico, é compreender a importância fundamental da Igreja, que segundo a própria Bíblia, “é a Casa do Deus Vivo, a coluna e o sustentáculo da Verdade” (1Tm 3,15). No sentido bíblico do NT, a Igreja é a Morada e também a Família de Deus (cf. Nm12,7; Hb 3,6; 10,21; 1Pd 4,17), e a fortaleza em que foi depositada e em que se conserva solidamente o Evangelho que salva. Entende isto?




    É esta mesma Igreja que você acusa de ser "atrasada" e "antibíblica"! Você diz: “não posso nem dizer que isso é um atraso, isso é antibíblico!”. Então você cita o Salmo 150 para confrontar o Magistério e a Tradição da Igreja. Fica nítido que você se declara católico, mas age como protestante. Daí para dizer que a Bíblia não fala em Papa, não fala na intercessão dos Santos, não fala que Maria é Nossa Senhora... é só mais um passo. De fato, a Bíblia não fala nada disso, pelo menos não literalmente. Mas todos esses fatos estão implícitos na Escritura, para todo aquele que é realmente cristão, e não um mero seguidor da “religião do livro”.




    Se o Salmo, segundo o seu ponto de vista, atesta que na Missa vale bater palmas, dançar e tocar todo tipo de instrumentos, eu apresento para você o capítulo 14 da Carta aos Coríntios, que São Paulo Apóstolo encerra dizendo que tudo, no culto a Deus, deve ser feito com decoro e decência (1Cor 14,40).




    Não preciso dizer que a passagem que eu citei é infinitamente mais adequada para o assunto que estamos discutindo do que o Salmo, pois os salmos foram produzidos muitos séculos antes de Cristo (alguns deles são provavelmente anteriores a 1700 aC), num determinado contexto histórico, por uma cultura específica e para um povo de características muito próprias. Já a carta de São Paulo ambienta-se na realidade do cristianismo nascente, trata especificamente das reuniões da Igreja, das práticas, do culto a Deus e dos carismas de uma comunidade cristã.




    Como mostrei antes, se você apresenta um passagem da Bíblia para me provar uma coisa, eu sempre posso apresentar uma outra para provar o contrário. Portanto, não é baseado exclusivamente num trecho da Bíblia que nos posicionamos contra as palmas, danças, batucadas e "invencionices" na Santa Missa. É porque a Igreja, Corpo de Cristo, Esposa do Espírito Santo, Coluna e Sustentáculo da Verdade, autora e doadora da Bíblia Sagrada Cristã e fiel depositária das Verdades do Evangelho, assim nos orienta.



    4) A Santa Missa: Renovação do Sacrifício do Calvário




    Da mesma maneira a Bíblia não diz, ipsis literis, isto é, não diz literalmente, que a Missa deve ser celebrada com respeito, embora o faça implicitamente. Mas a Igreja diz literalmente o que é óbvio, já que a Celebração Eucarística é a Renovação do Sacrifício de Nosso Senhor, e isso não é a nossa opinião, mas está na própria Escritura em todos os documentos oficiais da Igreja a esse respeito: "Todas as vezes que comerdes deste Pão e beberdes deste Cálice, anunciareis a Morte do Senhor, até que Ele venha" (I Cor 11, 26).




    O novo Missal Romano de João Paulo II declara: "A doutrina sacrifical da Missa, solenemente afirmada pelo Concílio de Trento, de acordo com toda a Tradição da Igreja, foi professada de novo pelo Concílio Vaticano II, que emitiu, a respeito da Missa, estas palavras significativas: 'Nosso Salvador, na última Ceia (...) instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e de seu Sangue para perpetuar o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que ele venha e, além disso, para confiar à Igreja, sua esposa bem amada, o memorial de sua Morte e Ressurreição."




    "A regra de oração (Lex Orandi) da Igreja corresponde à sua constante regra de Fé (Lex Credendi); esta nos adverte que há identidade entre o Sacrifício da Cruz e sua Renovação Sacramental na Missa que Cristo Senhor instituiu na última ceia, e que ele ordenou a seus Apóstolos de fazer em sua memória; e que, por consequência, a Missa é sempre conjuntamente um Sacrifício de louvor, de ação de graças, de propiciação e de satisfação." (Apresentação Geral do Missal Romano de João Paulo II nº 2).




    A Missa é o Sacrifício de Jesus na Cruz! Eis a questão. Você está vendo a Missa como uma "festinha", um encontro de irmãos para louvar o Senhor, e nada mais. Esta sua compreensão está completamente equivocada, e você precisa rever isso com urgência!




    A Missa é a renovação incruenta da morte horrenda que Nosso Senhor enfrentou por amor a todos nós! Agora me responda: como é que eu posso me portar respeitosamente diante da Celebração deste tão grande Sacrifício batendo palmas, dançando, berrando, batucando, seguindo coreografias ao som de instrumentos como guitarras e baterias tocadas no volume máximo?




    Você sabe o que é um diálogo? É uma troca de mensagens entre duas pessoas. Por isso é que se chama diálogo: eu falo e escuto. Quando o meu interlocutor sabe mais do que eu, quando ele é maior do que eu intelectualmente ou espiritualmente, o ideal é que eu fale menos e escute mais, porque é ele quem tem mais a me dizer. Se eu falo o tempo todo, se só eu me expresso e não faço uma pausa, não faço silêncio para ouvir o que meu interlocutor tem a me dizer, eu apenas desabafo, "jogo para fora" meus pensamentos, fantasias e ansiedades, mas não aprendo nada, não cresço nada, não ganho nada.




    Na Missa, o diálogo é com Deus. Imagine estar diante de Deus e não fazer silêncio para ouvir a Mensagem divina, mas ficar o tempo todo pulando e cantando, só eu sendo o centro de mim mesmo, não dando espaço nem tempo para o Criador. Que desperdício... Que tolice!



    5) Há espaço e tempo para tudo na relação com Deus




    Até agora eu banquei o "chato". Fui crítico e pareci "azedo": você deve estar me imaginando como um velho amargo, eu sei. Você deve ser um jovem cheio de sonhos, cheio de energia e vontade de gritar bem alto o seu amor a Deus, a sua vontade de encontrá-lo, de estar perto dEle, de receber a sua Graça... Você quer a vida eterna e quer ser feliz agora, já! Você acha cansativa a celebração da Santa Missa à maneira tradicional, você vê aquela seriedade toda como uma coisa antiga, ultrapassada... Como você disse, "um atraso". Por quê não se expressar com alegria, com júbilo, livremente?




    A última parte da sua mensagem é especialmente interessante: "Se o melhor que a pessoa pode dar é o rap, Ele (Deus) aceita o rap, se o melhor que a pessoa pode dar é o rock, Ele aceita o rock, se o melhor que a pessoa pode dar é palmas, Ele aceita as palmas, se o melhor da pessoa é a dança, Ele aceita a dança. Não consigo me conformar com essa ideia de que barulho atrapalha. Deus criou o barulho, Ele também gosta do barulho"...




    Bem, Deus criou todas coisas boas, mas para tudo há um momento certo. Deus criou o sexo, que por certo é uma coisa boa; tão boa que é por meio dele que realizamos a continuação da humanidade. Mas Deus também determinou que nós não devemos fazer sexo com qualquer pessoa, não é? Existem certas condições para usufruirmos desta grande benção divina. Mesmo o sexo sendo criação de Deus, nós não vamos fazer sexo na igreja. Ou será que você acha que Deus aceitaria isso, também?




    Deus criou a música, mas é fácil perceber que nem todas as músicas são adequadas no culto a Deus. Nem todo tipo de música se enquadra naquilo que a Bíblia e a Igreja recomendam: que o culto a Deus seja prestado, como disse o Apóstolo São Paulo, com decoro e decência.




    Vejamos o ritmo que a juventude do Brasil (lamentavelmente) elegeu como favorito nos dias atuais: o famigerado funk carioca. Já para começar a discutir, precisamos reconhecer que é no mínimo controverso chamar aquilo de música. Bach, Mozart e Beethoven devem tremer no túmulo cada vez que se fala que o funk é música...




    Brincadeiras à parte, não estou questionando esse... hã... ritmo enquanto expressão cultural. Mas aqueles que gostam, nem que seja por puro bom senso, precisam reconhecer que esse tipo de barulho não se presta ao louvor a Deus.




    Para louvar a Deus precisamos de um tipo de música que facilite a contemplação, a elevação da alma, a oração, o amor puro e santo. Aí você poderá me responder: "mas eu consigo elevar o pensamento a Deus ouvindo funk, rap ou forró". E aí eu lhe respondo: se você consegue fazer isso, ótimo, mas você tem a obrigação cristã de compreender que nem todos tem essa mesma capacidade. Posso lhe garantir que a maioria dos seres humanos se relaciona melhor com Deus com um tipo de música mais calma, introspectiva. A igreja do Mosteiro de São Bento de São Paulo, todos os domingos, fica lotada de pessoas que vem de muito longe, que se dispõem, em pleno domingo, a ir até o centro para ver a Missa celebrada na forma tradicional, com o canto gregoriano, que é sagrado, que tem uma longa história, que foi apreciado por praticamente todos os santos e santas que conhecemos.




    A ciência diz que, biologicamente, nenhum ser humano saudável é capaz de permanecer indiferente a qualquer tipo de música, sabia disso? Por causa disso, quem gosta de "barulho", como você diz, deve no mínimo ter consideração e respeitar os que não gostam, os que se incomodam. A Missa não é momento para ninguém impor seus gostos pessoais sobre as outras pessoas, mas sim de comunhão, de fraternidade, de compartilharem todos de um mesmo sentimento. E esse sentimento é de adoração, de respeito profundo. Determinados tipos de música, por si mesmos, são inadequados para a Celebração Eucarística, porque levam o espírito humano a um estado que não é compatível com o seu significado e o seu sentido. O forró pode ser muito bom para quem gosta, seja numa festa junina, num baile, numa situação específica. O mesmo vale para o sertanejo, o samba, o rock, o rap... Não afirmo que só serve o canto gregoriano, mas sim que a música na Missa precisa ser litúrgica, e na música litúrgica não vale tudo; ela tem características próprias.




    Então, não é que você não possa se expressar ou se alegrar na Missa. Mas você precisa se adaptar ao que ela é, ao que ela sempre foi. Se a Igreja é santa, e ela sempre celebrou assim, então é preciso saber respeitar isso. A Igreja não segue os modismos do mundo; ela está acima do mundo. Quando você entra na Igreja, deve deixar o mundo para trás, esquecer de si mesmo e buscar o Céu. O Santo Sacrifício não é um show, uma reunião social, uma festa de confraternização. Seja humilde, deixe seus gostos e preferências pessoais de fora e adapte-se à santidade e a reverência deste momento, e aí você compreenderá.




    Finalizando esta longa reflexão, esclareço que existe uma solução muito simples e muito fácil para conciliar o jeito de ser deste povo brasileiro, tão alegre e expansivo, com a sacralidade da Celebração Eucarística: se você gosta de se expressar com louvores gritados, música agitada, tocada com instrumentos no volume máximo e liberdade de expressão total... Procure um grupo de oração da Renovação Carismática Católica (RCC). Ali você poderá se expressar, dar vazão à toda essa energia da juventude que lhe sobra. Mas não deixe de ir à Missa, - compreendendo que aquela é uma outra realidade, completamente diferente. - Assim é que se resolvem esses conflitos.




    Os problemas começam quando tentam-se impor os usos e costumes dos grupos de oração carismáticos na celebração da Santa Missa. Num primeiro momento, lideranças da RCC tentavam por força incorporar seus costumes à Celebração Eucarística; nos últimos tempos, graças a Deus, pouco a pouco muitos deles vêm compreendendo o quanto é importante saber observar as diferenças.



    6) Resumo de tudo o que foi dito




    a) A Sola Scriptura, doutrina segundo a qual a Bíblia é a única regra de fé e prática para o cristão, é totalmente antibíblica e anticatólica. Nenhum católico pode justificar pontos de vista contrários à doutrina da Igreja usando de passagens bíblicas isoladas, interpretadas de modo particular.




    b) Logo, não é porque algum personagem bíblico fez ou disse alguma coisa, que isso sirva de regra para quem quer que seja.




    c) A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, do qual o Senhor mesmo é a Cabeça. A Igreja é a Esposa do Espírito Santo, é a Coluna e o Sustentáculo da Verdade, e a própria Escritura atesta todas estas verdades. A Igreja é a autora e a doadora da Bíblia Sagrada Cristã e fiel depositária das Verdades do Evangelho; assim nos conduz e orienta no Caminho, que é Cristo. É pela Igreja que recebemos a salvação e o Espírito Santo, por meio dos Sacramentos que ela nos ministra. Todo católico tem a Santa Igreja por mãe e mestra, pois a sua orientação é sempre segura, independentemente dos erros de padres, bispos ou mesmo de papas, sujeitos ao erro (o papa só é infalível quando se pronuncia nas condições Ex-cathedra.- veja aqui).




    d) A Santa Missa não é somente um encontro de irmãos para louvar a Deus. É infinitamente mais do que isso; a Celebração Eucarística é a Renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz do Calvário. Por isso é que nesse momento não cabem palmas, danças, músicas excessivamente alegres, dançantes, nem gestos de euforia.




    e) Se eu me sinto bem pulando, berrando e dançando no louvor a Deus, em primeiro lugar preciso ter consciência de que a Missa não é lugar para isso, nem que seja por respeito aos meus irmãos que não compartilham das mesmas preferências. Para esse tipo de expressão, existem os grupos de oração da RCC.




    ** Se você leu até o final esta resposta aos seus comentários, prezado Felipe, que acabou se tornando tão longa, agradeço-lhe e dou especiais graças a Deus, se me permitiu fazê-lo ao menos repensar suas convicções. Que Nosso Senhor o abençoe, hoje e sempre, e Maria Santíssima o acompanhe na caminhada.

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    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


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    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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