Gloria Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in principio et nunc et semper et in saecula saeculorum. Amen
CONSAGRADO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
Thais publicou: "A aspirante a celebridade, Josie Cunningham,da Inglaterra, disse que ia fazer um aborto para entrar para o BBB. Com apenas 24 anos á ela já mãe de dois filhos, mas queria abortar o terceiro bebê que ela pudesse aparecer no Big Brother. "Desta vez, no pró"
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Nova publicação em Kerigma, A proclamação da Palavra
A aspirante a celebridade, Josie Cunningham,da Inglaterra, disse que ia fazer um aborto para entrar para o BBB. Com apenas 24 anos á ela já mãe de dois filhos, mas queria abortar o terceiro bebê que ela pudesse aparecer no Big Brother.
"Desta vez, no próximo ano eu não vou ter um bebê. Eu vou ser famosa em vez disso".
"Agora, depois de ver um ultra-som, ela rejeitou um aborto."Eu senti bebê chutar e não podia ir até o fim", disse ela. O bebê chutou muito quando ela entrou em uma clínica para fazer o aborto.
"Eu simplesmente não poderia fazê-lo", soluçou Josie. "Eu realmente pensei que eu seria capaz mas eu não podia. Eu senti o bebê chutar pela primeira vez 24 horas antes e eu não poderia ter essa sensação da minha cabeça."Eu tinha me esquecido como era. Foi mágico. Era como se o bebê estivesse me dizendo para não ir até o fim."Eu estava no táxi de condução para a clínica e me senti fisicamente doente. Eu estava tremendo. Quando o motorista falou que estávamos a um minuto comecei a chorar. Eu queria me jogar para fora do carro em movimento para fugir. Eu tinha minhas mãos em minha barriga e eu tinha a sensação mais forte que eu não podia deixar ninguém tirar meu bebê ".
Cunningham também falou sobre o desprezo do público e da crítica que ela enfrentou ao longo da história internacional que ela causou e fez com que parecesse um golpe publicitário.
"Centenas de pessoas que nunca me conheceram me disseram que eu era um ser humano vil, mau, mas eu não me importei. Alguns disseram que eu merecia ser assassinada e outros ameaçou jogar ácido no meu rosto. Algumas das coisas que eles me disseram eram muito mais doente do que a minha escolha para ter um término (sic). ""Mas eu continuei dizendo a mim mesma, devo estar fazendo algo certo, porque, pelo menos, todo mundo sabia o meu nome. Eu tinha 13 mil seguidores no Twitter! – Eu não me importava se eles me odiavam. (…) As pessoas vão me odiar, então pelo menos eu estava ficando famosa no processo. "
Mas Josie, que agora espera dar à luz no início de outubro, esqueceu tudo sobre seus sonhos de fama. Ela diz:
"Eu estava no caminho de volta da escola e corria com meus filhos e quando me sentei no carro de repente, senti um grande pontapé na minha barriga. Fiquei totalmente de surpresa. Eu nunca imaginei o quão difícil seria ter um aborto depois disso. Uma coisa é tomar uma pílula e terminar as coisas no início, mas quando você vê um cotovelo ou um pé em movimento através de sua colisão isso é outra coisa. Era mais poderoso do que qualquer coisa que os outros puderam me dizer. "
Não nasci do útero de minha mãe, mas nasci do coração dela!
A prática da adoção ainda é um desafio a ser vencido no Brasil, no entanto, muitas famílias têm superado as barreiras do preconceito e da dúvida e colhido os frutos da bela decisão. Como é o caso da fisioterapeuta Maria Isabel Ferminio, que contou ao formacao.cancaonova.com como foi sua história de adoção.
Redação: Com quantos anos você foi adotada? E como aconteceu todo o processo?
Fui adotada com quatro meses de gestação, minha mãe biológica não tinha condições de me criar e o meu pai biológico não queria assumir um relacionamento com ela, nem me assumir por julgar que ele não era realmente o meu pai. Minha avó biológica, após a tentativa de aborto frustrada da minha mãe, quis de imediato procurar um família que pudesse me adotar. Então ela partilhou a história com a minha mãe adotiva, que trabalhava na mesma escola que ela. Em conversa com meu pai e com meus irmãos adotivos eles me disseram que, desde então, me adotaram no coração. No dia seguinte ao meu nascimento fui diretamente para a casa da minha família adotiva.
Redação: Você foi adotada ainda no período de gestação. Como sua família se preparou para receber você?
Quando foi acertada a minha adoção, não sabiam o meu sexo ainda, e a expectativa era se seria menino ou menina. Assim que souberam que eu era uma menina, pouco a pouco meus pais foram comprando o enxoval. Minha mãe disse que compraram apenas o básico, pois eles ganharam muitas roupinhas e coisinhas de bebê. E sempre combinaram em me dizer a verdade sobre a minha origem.
Redação: Como seus irmãos a acolheram?
Muito bem! Meus irmãos sempre foram maravilhosos. Minha irmã, por ser vinte anos mais velha que eu, se organizava no trabalho para sair mais cedo, e meu pai poder trabalhar no período da tarde. Meu irmão, 10 anos mais velho, hoje falecido, também cuidava de mim. Recordo-me até hoje que, muitas vezes, ele deixou de sair, para brincar com os amigos, para poder cuidar de mim. Nunca houve nenhum tipo de diferença entre nós, penso até que fui paparicada demais.
Redação: Como foi o relacionamento com sua mãe?
Sempre me relacionei muito bem com ela, a admiro muito pela coragem de ter me adotado e a forma como ela e meu pai me criaram. O cuidado que sempre teve comigo é digno de toda admiração que tenho por ela! Não nasci do útero dela, mas nasci do coração!
Redação: Em que sua mãe contribuiu na sua formação, para você se tornar uma mulher e uma profissional tão cheia de valores?
Em tudo, percebo o quanto a minha mãe me ensinou a fazer as escolhas certas, a liberdade na dose exata para cada momento, os incentivos nos momentos em que tive vontade de desistir, as broncas quando estas foram necessárias. Foi o amor dela que me impulsionou a dar passos e a ter a ousadia que, muitas vezes, julguei não ter. Aos poucos foi me moldando em tudo que sou hoje e sou grata a ela por tudo isso, não sei como medir isso em palavras.
Redação: Como foi descobrir que seus pais a adotaram? Como você reagiu?
Eu percebia que eu era muito diferente das pessoas em casa. Sou negra e todos eles são brancos; meu irmão é um pouco mais moreno, mas bem parecido com minha mãe. Então, certo dia, perguntei se, quando ela estava grávida de mim, havia tomado muita Coca-cola e café, por eu era mais escura que todos eles, ou se era porque eu havia sido adotada. E ela disse que havia me adotado. No início eu fiquei sem entender e perguntei por que meus pais biológicos não haviam ficado comigo e minha mãe me explicou que eles não tinham dinheiro para me criar. E conforme eu fui crescendo ela foi me contando o restante da história e nunca me escondeu nada.
Redação: Você conheceu a sua mãe biológica? Como foi o contato com ela?
Não sabia como iniciar a conversa com ela ao conhecê-la, pedia que ela contasse a minha história e depois lhe fiz algumas perguntas. Ela chorou muito durante a partilha e me pediu perdão. Eu a agradeci por ter me dado a meus pais em vez de tentar novamente me abortar.
Redação: Qual foi sua expectativa ao conhecê-la?
Eu queria saber se eu era parecida fisicamente com ela, mas não vi tanta semelhança, de certa forma gostei. Fiquei muito feliz em saber que, ao longo de minha vida, meus pais adotivos nunca omitiram nada da minha vida. A mesma história que eles me relataram foi a mesma que minha mãe biológica me contou.
Redação: Aproxima-se o Dia das Mães, o que você gostaria de dizer à sua mãe?
Obrigada, mãe, pelo seu "sim" à minha vida e por ter tido a coragem de me dar a minha família. Muitas mães temem a adoção. Deixe uma mensagem para essas mulheres.
A generosidade materna é capaz de gestar no coração a vida de alguém que Deus lhe confiou por amor. Deus proverá todas as coisas.
Thais publicou: " Faz quatro anos, um 1º de maio, a espanhola Olalla Oliveros abandonou o mundo da moda, do cinema e da televisão para seguir o caminho da vida religiosa em um convento de semi-clausura. "O Senhor não se engana, fez-me um casting e não pude dizer que não"
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Faz quatro anos, um 1º de maio, a espanhola Olalla Oliveros abandonou o mundo da moda, do cinema e da televisão para seguir o caminho da vida religiosa em um convento de semi-clausura.
"O Senhor não se engana, fez-me um casting e não pude dizer que não", disse Olalla, em um testemunho dado a sua comunidade e que pode ser encontrado no YouTube.
Olalla do Sim de Maria é o seu nome agora, aos 36 anos, depois de dar às costas a uma promissora carreira nos meios de comunicação para ingressar na Ordem e Mandato de São Miguel Arcanjo, associação católica com duas sedes na Espanha.
Antes de ingressar na associação religiosa a que agora pertence, Olalla protagonizou anúncios publicitários para marcas muito conhecidas, e teve papéis secundários em séries populares, mas sentia que "me escolhiam para papéis muito frívolos, muito vaidosos, de garota frívola. E eu me dizia, quando me darão um papel de freira? Porque sentia no meu interior que o papel de freira eu o faria muito bem".
"Ao chegar a Vigo -sua cidade natal- minhas amigas me diziam: ´fui a esta loja e te vi em um catálogo´; ´te vi em um anúncio´. Isso momentaneamente me preenchia porque via admiração, porque reconhecimento… mas a sós com o Senhor não te podes esconder e não era feliz".
Sua representante, Mirella Melero, confessou ao jornal espanhol que ficou surpreendida pelo "plano B" pelo qual optou Olalla, pois inclusive "tinha um trabalho confirmado" quando tomou a decisão.
"Tinham-lhe dado um papel importante em uma série junto com nomes reconhecidos da interpretação. Estava recolhendo os frutos de um grande trabalho", disse.
Melero assinalou que "foi uma decisão pessoal e a respeito. Não sou religiosa nem acredito na Igreja Católica, mas Olalla me explicou seus motivos e eu acredito na sua vocação".
Depois de passar três dias em Fátima (Portugal), onde ocorreu a aparição da Virgem Maria, e voltar para Madri (Espanha), onde trabalhava já por cerca de dez anos, Olalla sentiu que as perguntas davam voltas em sua cabeça.
"O que é o que me dá esta força? O que é o que me dá esta paz?, perguntava-me (…). Deus foi dando a força, as luzes (…) Não conseguia tirar uma freira da minha cabeça. Ria-me. Dizia, Oh Senhor, como pode ser que você esteja me pedindo isso?! E comecei a rir e a chorar. Assim passei todo o caminho em ônibus, de noite".
Olalla recordou que "fui à Missa, confessei-me, falei com o sacerdote. E quando tentava falar com Jesus não consegui falar com Ele, porque começava a rir".
"Era tanta a alegria que o único que fazia era rir, porque estava entendendo que era feliz, que o Senhor me pedia isso".
Olalla nunca tinha pensado que poderia ter vocação religiosa, pois "sonhava com ser atriz. De fato, as coisas iam muito bem para mim (…) Essa alegria e essa felicidade não a dá nem um namorado, nem um ´que bonita você está´, nem um salto alto".
Você, com certeza, já fez provas com questões dissertativas – daquelas que você tem uma pergunta e precisa redigir a resposta –, e outras questões de múltipla escolha. Qual tipo você prefere? Tem gente que diz que, quando a gente não sabe a matéria direito, a múltipla escolha é bem melhor. Dá até pra "chutar". Tem gente que diz que, quando a gente sabe a matéria pra valer, a múltipla escolha acaba confundindo… é melhor a pergunta direta, e você responde com segurança. Afinal, você sabe a matéria.
Nas "provas" que a vida vai lançar pra você ao longo do seu caminho também é assim. Tem gente que não sabe o que quer da vida e acaba se confundindo, se perdendo em meio a tantas alternativas que o mundo oferece. Mas na "prova" da fé e do amor, Deus é "dissertativo" e te pergunta: "Tu me amas?" (cf. Jo 21, 15)
O que você vai responder? Essa matéria é fácil, você sabe de cor… de coração. Essa resposta de amor está gravada na nossa alma e também no nosso corpo. No livro do Gênesis aprendemos: "… homem e mulher os criou." (Gen 5, 2). Não é múltipla escolha! Não há alternativas a escolher.Fique tranquilo: Deus escolheu para você! Ele, na sua sabedoria infinita, nos deu uma identidade sexual: feminino ou masculino. O determinismo biológico não é escravidão, mas é um caminho que se abre a nossa frente para nos aproximar de Deus. O caminho para encontrarmos a verdadeira felicidade é nos tornarmos quem realmente somos. Deus que nos criou, nos ama e nos convida a amar. Ele nos conhece melhor do que a nós mesmos e, em seu plano de salvação, nos criou homens e mulheres para que com a totalidade do nosso ser aprendêssemos a nos amar como Ele nos ama. Ou você duvida que Deus erraria na escolha da sua sexualidade?
O mundo, perdido como está, quer nos impor muitas opções. Quer nos ensinar que podemos escolher entre muitas alternativas: ser homem, ser mulher, ser um pouco dos dois… independentemente do que o meu corpo me revela. Usa como pretexto que os papéis sociais só trazem desigualdades. Acabam dando alternativas que só nos confundem…
Acredite, sendo você homem ou mulher, Deus deixou gravado em seu coração um jeito próprio de amar conforme a sua sexualidade. Ao nos criar, Deus nos fez a sua imagem e semelhança e nos fez homem e mulher. Isso indica que a complementaridade entre os sexos espelha Deus, ou seja, torna visível, o mistério invisível do amor de Deus. Somos chamados a amar como Ele amou, vivendo em comunhão de pessoas, como a Santíssima Trindade. E isso se realiza plenamente no ser masculino e feminino. O homem é predisposto a se tornar um dom para a mulher. A mulher é predisposta a receber esse dom e dar-se em retorno ao homem. O amor entre eles é tão real e profundo que pode dar origem a outro ser humano.
Somos diferentes – física e psicologicamente, mas iguais em dignidade! Sexo, é preciso sublinhar, não é um verbo, é um substantivo (essa questão você já sabia, né?!). É quem somos: homens ou mulheres. Quando perguntamos sobre o significado do sexo queremos, na verdade, saber o significado da nossa criação como homem e mulher. Se você é homem, Deus o criou para ser um homem. Se é mulher, Deus a criou para ser mulher. Este é o sentido inerente do sexo.
Todos nós precisamos re-ordenar nossa sexualidade, pois a tentação existe e vem para todos. É uma cura para todos nós: encontrarmos em Cristo nossa verdadeira identidade de homens e mulheres. Isso não quer dizer que se tivermos fé todos os nossos problemas, confusões e feridas desaparecerão instantaneamente. É um processo gradual para o qual devemos usar tudo o que há de bom em termos de suporte psicológico, direção espiritual, vida sacramental, leituras espirituais etc.
Nossa vocação, o chamado que Deus nos faz não é impossível de se viver. É difícil, mas a Graça está conosco. Jesus te pergunta mais uma vez: "Tu me amas?". É a sua vocação. O que você vai responder, não com palavras, mas com todo o seu ser, com a sua vida? Quer uma dica?! Fica o exemplo de Pedro: "Senhor, tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo!". Entregue para Deus a sua sexualidade e ele te ensinará a vivê-la plenamente! Nota dez!
Ronaldo e Tatiana
Setor Pré- Matrimonial da Pastoral Familiar/ Arquidiocese do Rio de Janeiro
"Nasci a 6 de Agosto de 1868. A minha conversão realizou-se a 25 de Dezembro de 1886. Tinha, portanto, 18 anos de idade. Mas, nesta altura, já a minha personalidade estava muito desenvolvida.
Ainda que os meus antepassados, em ambos os ramos, tinham sido crentes, dando à Igreja vários sacerdotes, os meus pais eram indiferentes em matéria religiosa. E, depois de termos mudado para Paris, afastaram-se completamente da fé. A minha primeira Comunhão, anterior à mudança, tinha sido boa. Mas foi, como para a maior parte da juventude, a coroação e, ao mesmo tempo, o termo da minha prática religiosa.
A princípio fui educado, ou antes, instruído, por um professor particular; depois, em escolas laicas da província, e, finalmente, no Liceu Luís-o-Grande. Com a entrada neste estabelecimento de ensino, acabei de perder a fé, que me parecia incompatível com a pluralidade dos mundos (! ! !). A leitura da «Vida de Jesus», de Renan, forneceu-me novos pretextos para esta mudança de convicções, que, de resto, tudo quanto via à minha volta facilitava ou animava.
Recordemo-nos daqueles tristes anos à volta de 1880, quando estava em todo o apogeu a literatura naturalista. Jamais o jugo da matéria pareceu mais forte. Quem possuía um nome na arte, nas ciências ou na literatura, era descrente. Todos os pretensos homens iminentes daquele século que declinava, se distinguiram particularmente pela sua hostilidade contra a Igreja. Renan imperava. Na última distribuição de prémios a que assisti no Liceu Luís-o-Grande, ocupava ele a presidência, e creio que recebi o prémio das suas mãos. Vítor Hugo acabava de desaparecer numa auréola de glória.
Aos 18 anos
Aos 18 anos, acreditava eu naquilo em que a maior parte das chamadas pessoas cultas daquela época acreditava. O forte sentimento do individual e do concreto obscurecera-se em mim. Aceitei a hipótese monista e mecanista em toda a sua extensão. Acreditava que tudo estava subordinado a leis», e que este mundo era um íntimo encadeamento de causas e efeitos, que a ciência não tardaria a esclarecer plenamente. Além disso, tudo isto me parecia cheio de tristeza e de tédio. A ideia kantiana do dever, tal como no-la expôs o sr. Burdeau, nosso professor de filosofia, nunca pude digeri-la.
Para mais, vivia sem o freio da moral e ia caindo, pouco a pouco, num estado de desespero. A morte de meu avô, cuja agonia durou meses inteiros, devida a um cancro no estômago, a que eu assisti, inspirara-me um pavor terrível, e à ideia da morte não me abandonou mais. Esquecera completamente a religião e, com respeito a ela, a minha ignorância era tão grande como a de um selvagem.
O primeiro brilho da verdade
O primeiro brilho da verdade surgiu-me do encontro com os livros de um grande poeta, a quem devo eterna gratidão e que tomou parte preponderante na formação do meu pensamento: Artur Rimbaud. A leitura das «Illuminations» e, alguns meses depois, «Une saison en Enfer» é um dos acontecimentos capitais da minha vida. Estes livros rasgaram a primeira brecha no meu cárcere materialista, e deram-me uma impressão viva, quase física do sobrenatural. Mas o meu estado habitual de ansiedade e desespero continuou a ser o mesmo.
A noite de Natal do dia 25 de Dezembro de 1886
Assim se passavam as coisas com aquele pobre rapaz que, no dia 25 de Dezembro de 1886, entrava na catedral de Notre-Dame de Paris, para ali assistir ao ofício divino do Natal. Começava eu então a escrever, e tive a impressão de que poderia, com superior diletantismo, encontrar nas cerimónias católicas, um meio adequado e matéria para alguns trabalhos. Nesta disposição de espírito, apertado e empurrado pela multidão, assisti à Missa cantada, com moderada alegria. Como nada mais interessante havia a fazer, voltei de novo à tarde para assistir às Vésperas. Os meninos do coro da catedral, de roquetes brancos, e os alunos do Seminário de S. Nicolau du Chardonnet, que os auxiliavam, tinham justamente começado a cantar qualquer coisa em que mais tarde reconheci o Magnificat. Eu estava de pé no meio da multidão, junto da segunda coluna, perto da entrada para o coro, à direita, do lado da sacristia.
E ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé. Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe. Subitamente, apoderou-se de mim o sentimento fremente da inocência, da perpétua filiação divina: uma revelação inefável. Quando tento reproduzir, como faço frequentemente, o decorrer dos minutos que se seguiram a este momento excepcional, encontro sempre os seguintes elementos que, todavia, representam um único raio, uma única arma, de que a Providência divina se serviu para alcançar e abrir o coração de um pobre filho desesperado : «Que felizes são, de facto, os que crêem! E se fosse verdade?
verdade! — Deus existe ; está aqui presente ! É alguém ! É um ser tão pessoal como eu! — Ama-me ! chama por mim!» Invadiram-me as lágrimas e os soluços e o cântico tão delicado do «Adeste» aumentou ainda a minha comoção.
Doce comoção, na qual, todavia, se misturava uma sensação de terror e quase de espanto ! Porque as minhas ideias filosóficas mantinham-se intactas. Deus desprezara-as, deixando-as tal qual estavam, e eu não compreendia o que nelas deveria mudar. A religião católica continuava a surgir-me como um amontoado de anedotas disparatadas. Os seus sacerdotes e fiéis continuavam a inspirar-me a mesma antipatia, que ia até ao ódio e à náusea. O edifício das minhas opiniões e conhecimentos mantinha-se, e não via nele defeito nenhum; limitara-me, apenas, a sair dele. Tinha-me sido revelado um novo e terrível ser, com terríveis exigências para um jovem artista como eu, e não via maneira de o satisfazer com nada do que me rodeava. O estado de um homem, a quem de repente se arrancou da sua pele para o introduzir num corpo estranho, no meio de um mundo desconhecido, é a única comparação que posso encontrar para exprimir este estado de completa desordem. O que mais repugnava às minhas ideias e ao meu gosto, era o que precisamente se vinha a mostrar verdadeiro ; e, a bem ou a mal, tinha de me acomodar a isso. Ah ! Pelo menos não seria sem que eu procurasse opor a maior resistência possível.
A luta foi nobre e radical. Não omiti nada…
Esta resistência durou quatro anos. Ouso afirmar que foi uma defesa heróica. E a luta foi nobre e radical. Não omiti nada. Utilizei todos os meios possíveis de resistência. Uma após outra, tive que depor as armas. Foi grande a crise da minha existência, esta agonia do pensamento, da qual Artur Rimbaud escreveu : «A luta do espírito é tão brutal como as batalhas entre os homens. Oh! noite dura! O sangue derramado arde sobre o meu rosto !» A juventude que tão facilmente abandona a fé, não sabe que tormentos custa recuperá-la. A ideia do inferno, a própria ideia da beleza, todas as alegrias que, a meu ver, teria de sacrificar para regressar à verdade, retraiam-me de tudo. Finalmente, caiu-me nas mãos uma Bíblia protestante que certa amiga alemã oferecera uma vez a minha irmã Camila. Foi na noite daquele dia memorável de Notre-Dame, depois de ter voltado para casa, ao longo das ruas molhadas pela chuva, que então me pareciam tão estranhas. Pela primeira vez, ouvi ressoar no coração a voz, tão suave, e ao mesmo tempo tão inflexível da Sagrada Escritura, que jamais se viria a extinguir. Apenas através de Renan conhecia eu a história de Jesus Cristo. E, fiando-me neste impostor, não sabia sequer que Ele se tinha proclamado o Filho de Deus. Cada palavra, cada linha, na sua majestosa simplicidade, revelava a mentira das afirmações descaradas daquele apóstata e abria-me os olhos. Como o centurião romano, reconheci verdadeiramente que Jesus é o Filho de Deus. A mim, Paulo, se dirigiu Ele, entre todos, e prometeu-me o seu amor. Mas, ao mesmo tempo, não me deixou outra alternativa além da condenação, se o não seguisse. Ah!, Eu não precisava que me explicassem o que vinha a ser o inferno; já tinha passado nele a minha «temporada»! Aquelas poucas horas tinham chegado para me demonstrar que o inferno está em qualquer parte em que não esteja Cristo. E que me importava já a mira o resto do mundo, em face deste nova e maravilhoso ser que acabava de me ser revelado?
Assim falava em mim o homem novo. Mas o velho resistia com todas as forças e não queria entregar-se
Assim falava em mim o homem novo. Mas o velho resistia com todas as forças e não queria entregar-se a esta nova vida que na sua frente se abria. Será preciso confessar que o sentimento que mais me impedia de manifestar a minha convicção era o respeito humano? A ideia de revelar a todos a minha conversão e de dizer aos meus pais que não comeria carne às sextas-feiras; o facto de ter de me afirmar coma um dos católicos tão ridicularizados, causava-me suores frios. E, momentaneamente revoltava-me até contra a violência que me tinha sido feita. Mas sentia sobre mim uma mão firme.
Não conhecia nenhum sacerdote. Não tinha um único amigo católico.
O estudo da religião passara a ser para mim o interesse dominante. Coisa curiosa ! O despertar da alma e das qualidades poéticas deu-se em mim ao mesmo tempo, e desfez os meus preconceitos e os meus receios infantis. Por essa época, escrevi o primeiro esboço dos meus dramas : «Cabeça de ouro» e «A cidade». Embora andasse ainda afastado dos sacramentos, já tomava parte na vida da Igreja. Podia, enfim, respirar, e a vida penetrava-me por todos os poros. Os livros que mais me ajudaram, naquela época, foram, em primeiro lugar, os «Pensamentos de Pascal, obra inestimável para todos os que buscam a fé, muito embora a sua influência possa também às vezes ser perniciosa. Além disso, as «Investigações do espírito sobre os Mistérios» e as «Considerações sobre os Evangelhos», de Bossuet, bem como os seus restantes tratados filosóficos; a «Divina Comédia», de Dante; e, finalmente, as maravilhosas narrações de Catarina Emmerich. A Metafísica de Aristóteles purificou-me o espírito, e introduziu-me nos domínios da verdadeira inteligência. A «Imitação de Cristo» pertencia a uma esfera demasiado elevada para mim, e os seus dois primeiros livros pareceram-me de uma terrível dureza.
O grande livro que se me abriu e no qual eu fiz os meus estudos, foi a Igreja.
Mas o grande livro que se me abriu e no qual eu fiz os meus estudos, foi a Igreja. Louvada seja por toda a eternidade esta grande e majestosa Mãe, em cujos joelhos tudo aprendi ! Os Domingos passava-os em Notre-Dame, e, sempre que me era possível, ia também lá durante a semana. Era nessa altura tão ignorante na minha religião como o poderia ser em relação ao Budismo. E agora desenrolava-se, perante mim, o drama sagrado, com tal magnificência, que ultrapassava toda a força da minha imaginação. Ah ! Esta já não era, certamente, a linguagem mesquinha dos «devocionários». Era a poesia mais profunda e gloriosa, eram as atitudes mais sublimes que jamais tinham sido concedidas a seres humanos. Nunca me conseguia saciar por completo com o espectáculo da Santa Missa, e cada movimento do sacerdote gravava-se profundamente no meu espírito e no meu coração. A leitura do ofício de Defuntos, da liturgia do Natal, o drama da Semana Santa, o cântico celeste do «Exultet», ao lado do qual as harmonias mais inebriantes de Pindaro e Sófocles me pareciam incolores, tudo isto me sufocava de alegria, gratidão, arrependimento e adoração ! Pouco a pouco, lenta e penosamente, abriu caminho até ao meu coração o pensamento de que a arte e poesia são também coisas divinas. E o prazer da carne não é indispensável para elas, mas antes prejudicial. Como eu invejava os cristãos felizes que via comungar ! Só me atrevia, porém, a misturar-me com aqueles que, em todas as sextas-feiras da Quaresma, vinham beijar reverentemente a coroa de espinhos.
Entretanto, passavam os anos e a minha situação tornava-se insuportável. Intimamente, dirigia-me a Deus com lágrimas; e, contudo, não me atrevia a abrir a boca. E, apesar disso, as minhas objecções tornavam-se cada vez mais fracas, e mais dura a exigência de Deus. Oh! que bem conheci este momento e com que firmeza me ficou gravado na alma! Mas como é que tive coragem para lhe resistir? Três anos depois, li as obras póstumas de Baudelaire. E vi que o poeta, que eu preferia a todos os poetas franceses, tinha reencontrado a fé nos últimos anos da vida, e se havia debatido com as mesmas angústias e com os mesmos remorsos que eu. Enchi-me de coragem, e, uma tardinha, aproximei-me do confessionário de S. Medardo; minha paróquia. Os minutos que esperei pelo sacerdote foram os mais amargos da minha vida. Encontrei-me com um ancião, que me pareceu muitíssimo pouco abalado com a história, que a mim, todavia, me parecia muito interessante. Falou (para meu grande aborrecimento) nas «recordações da minha primeira e santa comunhão». Ordenou-me terminantemente que revelasse a família a minha conversão. E hoje não posso deixar de lhe dar razão. Humilhado e mal disposto, saí do «confessionário» e só lá voltei no ano seguinte. Agora, estava completamente vencido, submisso e extenuado. Ali, naquela mesma igreja de S. Medardo, encontrei um sacerdote novo, compassivo e fraternal, o P. Ménard, que me reconciliou com a Igreja. Mais tarde, conheci lá outro santo e venerando sacerdote, o P. Villaume. Tornou-se o meu director e meu querido Padre espiritual, cuja poderosa protecção, lá do céu, sinto agora continuamente. A segunda comunhão recebi-a, como a primeira, no dia de Natal, a 25 de Dezembro de 1890, em Notre-Dame.
Fonte: Homens que regressam à Igreja, de Severin Lamping, OFM (Livraria Cruz, Braga, 1948, pp. 251-260).
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ONE THOUGHT ON "A CONVERSÃO DE PAUL CLAUDEL NARRADA POR ELE MESMO…"
Edmundo Uribe on 26 de luglio de 2011 at 17:20 said:
El lenguaje me recuerda los maravillosos comentarios del Dr. Plinio Corrrea de Oliveira. Un frances describiendo la accion de la Gracia en su alma. Este flash sobre la Iglesia es muy curioso, parece propio de almas muy amadas por Nuestra Señora
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1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
A maioria de vocês me conhece como um cristão protestante "de carteirinha". Não tanto como um daqueles "crentes" típicos, isto é, moralista, fundamentalista (na pior acepção da palavra) e às vezes inconvenientemente proselitista. Sempre fui um cristão discreto (até demais…) ou mesmo tímido, mas essa discrição e essa timidez têm sido compensadas, nos últimos anos, por uma intensa participação em listas de discussão e em comunidades no Orkut. E essas minhas participações fizeram-me um evangélico razoavelmente conhecido na Internet, ou pelo menos em um grupo relativamente grande de amigos e conhecidos evangélicos. O fato de muitas pessoas me conhecerem — umas mais, outras menos — como um protestante atuante e "engajado" é o que me obriga, por uma questão de honestidade, a vir a público dar-lhes uma not ícia que para muitos (talvez para a maioria) de vocês poderá ser decepcionante, revoltante até, mas que eu preciso comunicar, até por um dever para com a minha própria consciência e com Deus.
Sem mais delongas, quero lhes comunicar minha decisão de me tornar católico apostólico romano. Não se trata de uma decisão súbita, ao contrário, é fruto de um processo que se iniciou há pelo menos cinco anos.
Resumidamente, para quem não conhece, vou contar minha trajetória religiosa até aqui. Eu nasci numa família protestante. Meus pais eram — e são até hoje — membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, igreja onde fui batizado e fiz profissão de fé. Durante boa parte da minha adolescência, frequentei uma igreja pentecostal conservadora. Com a morte da dirigente dessa igreja (que era minha tia), os membros se dispersaram, e eu então me tornei membro da igreja batista, onde congreguei por cerca de 3 anos, de onde saí para frequentar, por poucos meses, uma pequena comunidade evangélica no bairro de Botafogo. Então com 24 anos, ingressei na faculdade de filosofia, o que fez com que eu me afastasse da igreja (embora não de Deus) por certo período, durante o qual eu pude refletir criticamente sobre a minha experiência como cristão.
Ao fim do curso, escolhi como tema da minha monografia um pensador religioso chamado Saren Kierkegaard (1813-1855), que era luterano. O estudo do pensamento desse filósofo, que é considerado "o pai do existencialismo", com sua perspectiva cristã ao mesmo tempo bíblica e original, reacendeu minha fé e eu então me tornei membro da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Mas, por causa da minha formação em filosofia (que continuou até o mestrado), desde que voltei a frequentar a igreja (em 2002) eu sempre estive refletindo sobre a fé, sobre igreja (a fé institucionalizada) e sobre a religião em geral. Esse processo de reflexão, aliado ao princípio tipicamente protestante do "livre exame da Bíblia" (que alguns católicos chamam um tanto impropriamente de "livre interpretação"), levou-me a uma fé bastante subjetiva e racionalista (embora muitas vezes esse racionalismo se confundisse com fideísmo, certamente pela mania tipicamente racionalista de separar fé e razão). Esse subjetivismo e esse racionalismo por fim me levaram ao liberalismo teológico, não o liberalismo vulgar e irresponsável que muitos "teólogos" têm defendido hoje em dia, mas o liberalismo clássico.
Em outras palavras, embora eu reconhecesse a importância (e mesmo a imprescindibilidade) da Igreja e dos princípios básicos e tradicionais da fé cristã, passei a interpretar esses princípios de forma excessivamente racionalista (mais precisamente como "princípios morais", ao modo de Kant), e essa postura fez com que minha fé se apagasse novamente (Obs.: não foi à toa que o liberalismo teológico nasceu e se desenvolveu em contexto luterano.). Mas, ao longo desse percurso, eu mantive uma "relação de amor e ódio" com o catolicismo. Essa relação começou praticamente junto com minha aproximação do luteranismo, visto que Lutero nunca rompeu totalmente com a igreja católica (ao contrário de Calvino, por exemplo), e que a igreja luterana conserva até hoje muito da liturgia e até da teologia católicas (particularmente no que diz respeito ao sacramento da Eucaristia ou Santa Ceia).
Por isso, à medida que eu me aproximava do catolicismo, conhecendo sua profundidade teológica e sua própria trajetória histórica (que indubitavelmente remonta a Cristo, aos Apóstolos e aos primórdios da Igreja cristã), minhas raízes protestantes enchiam-me de "ódio" por essa religião "idólatra", por esse "cristianismo pervertido", por esse "paganismo mal disfarçado". E então eu me envolvia em inúmeras discussões com católicos, como que querendo, inconscientemente, convencer a mim mesmo de que o catolicismo estava errado e de que o protestantismo é que estava certo. Mas ao mesmo tempo em que eu ia tendo contato com o pensamento e com os consistentes argumentos católicos, eu ia constatando o subjetivismo e a mixórdia que infelizmente caracterizam o universo protestante, com suas incontáveis igrejas e profissões de fé, com as muitas variações entre um grupo protestante e outro. Como a doutrina de Cristo e dos Apóstolos poderia variar tanto? Como cada cristão poderia ter o direito de crer de acordo com o seu talante e de acordo com a sua própria interpretação (ou de acordo com a interpretação do fundador da sua igreja)? O subjetivismo e a variabilidade indicavam que alguma coisa estava errada, que a religião legada por Cristo e pelos Apóstolos haveria de ter permanecido incólume com o passar do tempo, sem estar sujeita ao arbítrio dos homens. E se há uma igreja que remonta a Cristo e aos Apóstolos, em que o subjetivismo simplesmente não existe, e onde uma autoridade visível (o Magistério) sempre foi e será responsável pela salvaguarda da fé, essa igreja só pode ser a igreja católica apostólica romana, essa igreja que não está sujeita às intempéries da história, nem aos modismos de cada época, nem aos gostos dos fregueses.
Ninguém pode negar que a história da Igreja Católica é manchada por episódios tristes, pela atuação de homens desonestos. Mas é necessário compreender que, se os homens da Igreja são pecadores, ela, em si mesmo considerada, é santa; é humana, mas também é divina. Seus membros são pecadores e humanos, mas a Igreja é santa e divina por causa da sua origem. E é precisamente esse o ponto em que o meu liberalismo teológico e minha atração pelo catolicismo se encontraram, como que numa encruzilhada. Se o meu liberalismo estivesse correto, isto é, se Jesus Cristo não fosse Deus em carne e osso (conforme ensina a fé cristã bíblica e tradicional), mas fosse apenas um mestre espiritual ou moral, então a questão sobre a igreja verdadeira perderia todo o sentido. Cada um poderia seguir individualmente o "mestre" Jesus, ter a sua própria "experiência" com ele, e isso bastaria.
Mas se, ao contrário, Jesus foi de fato Deus em forma humana (e esse é o cerne da fé cristã), então saber qual a Igreja que Ele (isto é, Deus em pessoa!) de fato fundou passa a ser uma questão crucial. E por mais que os protestantes se recusem a admitir, é histórica e logicamente inegável que essa Igreja é a Igreja católica, apostólica e romana, onde os sucessores dos Apóstolos foram incumbidos de preservar a doutrina revelada. E a verdade é que eu cansei de lutar contra as evidências, de lutar contra mim mesmo. Cansei de seguir simplesmente o meu próprio entendimento (Prov. 3,5), de ser pretensioso e orgulhoso ao ponto de achar que posso dispensar a experiência, o conhecimento e a autoridade daqueles que são os sucessores dos Apóstolos escolhidos por Cristo; que a minha compreensão da fé cristã é equivalente (quiçá superior!) à do Magistério; que a Igreja que Cristo fundou e cujo governo confiou ao s Apóstolos (que evidentemente deveriam ter sucessores legítimos, visto que não poderiam viver eternamente!), e à qual prometeu acompanhar "até a consumação dos séculos" (Mt. 28,20), vagou perdida e equivocada por longos 1.500 anos, até que Lutero e os demais reformadores a "resgatassem"; enfim, cansei de lutar contra mim mesmo e contra Deus. (Obs.: talvez o meu liberalismo tenha sido uma última e desesperada tentativa de rechaçar o catolicismo, pois se Jesus não fosse Deus em forma de homem, então o catolicismo estava errado e eu não precisaria me preocupar mais com ele…)
Não estou aqui querendo julgar nenhum de vocês, nem poderia fazê-lo. Os que, dentre vocês, já são católicos, hão de me compreender e, presumo, de me felicitar. E os que são evangélicos eu espero que me compreendam da melhor forma possível, e que não se afastem de mim nem deixem de ser meus amigos por causa dessa minha decisão. Até porque não só por causa da minha origem protestante, mas também em consonância com o chamado da Igreja católica (particularmente na pessoa do atual Papa), vou continuar me empenhando no diálogo ecumênico, e talvez fazê-lo com mais dedicação ainda.
Finalmente, sei que estou correndo alguns riscos ao me expor dessa forma a tantas pessoas. Risco de ser incompreendido, de me tornar objeto de repulsa ou de chacota, e até de me transformar de amigo em inimigo. Mas eu simplesmente não poderia esconder dos amigos uma decisão de tal importância (a não ser que eu sumisse da Internet, trocasse os números dos telefones, enfim, desaparecesse, só para não ter que dar satisfações a ninguém…).
Há ainda várias razões pelas quais eu decidi me tornar católico. Uma delas é fato da Igreja católica ser o único porto efetivamente (e não aparentemente) seguro em meio ao relativismo filosófico, religioso e moral que grassa nos nossos dias.
Passei, então, a partir disso, a ter contatos com católicos no intuito de efetivar minha admissão na Igreja fundada por Cristo. Conversei com alguns leigos, tive direção espiritual com o Pe. Carlos Nogueira, LC, então diácono dos Legionários de Cristo, no Rio de Janeiro, e uma entrevista com o meu novo Bispo, D. Rafael Llano Cifuentes, da Diocese de Nova Friburgo, à qual pertenceria, uma vez convertido. Fui então, sendo preparado, para incorporar-me, externa, definitiva e formalmente, à única Igreja de Jesus, Nosso Senhor.
A partir de então, dediquei boa parte do meu tempo à formação doutrinária e um fortalecimento da amizade com Cristo, fazendo, inclusive, um extenso exame de consciência que me iria preparar à minha primeira Confissão geral de todos os meus pecados mortais. Confessei-os no dia 14 de dezembro de 2007, uma sexta-feira, dia penitencial por excelência (o que já se mostrou um sinal).
Minha confissão, embora árdua, foi uma bênção. Foi, acredito eu, como deveria ser: confessei meus pecados todos oralmente, o padre usou sua estola, ouviu atentamente a minha confissão, concedeu-me o perdão mediante a fórmula devida, e por fim prescreveu-me a penitência.. A certeza da reconciliação com Deus e com Sua Igreja, assim como a paz que advém dessa certeza, é algo inestimável! Louvado seja o santo nome do Senhor Jesus Cristo!
No dia 16 de dezembro de 2007, III Domingo do Advento, pela maravilhosa graça de Deus, por Sua infinita bondade e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, fui admitido na plena comunhão da Igreja Católica, por meio da Profissão de Fé e da Primeira Comunhão. A cerimônia, rigorosamente de acordo com o que determina o RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), foi singela, como eu também esperava que fosse. A alegria de poder dizer publicamente "Creio e professo tudo o que a santa Igreja católica crê, ensina e anuncia como revelado por Deus" foi indescritível, e a experiência da Primeira Comunhão também ficará para sempre na minha memória.
Por quanto tempo eu andei errante, seguindo tão-somente aquilo que eu achava que era a verdade?! Por quanto tempo eu acreditei que tinha o direito de julgar tudo e todos com base em critérios eminentemente subjetivos, isto é, em critérios que me pareciam ser razoáveis?! Nos últimos tempos, esse subjetivismo havia me levado a uma fé fria, em pouco ou em nada diferente de um humanismo ou de uma moralidade de feitio kantiano, uma deplorável mistura de relativismo e liberalismo teológicos que eu tentava mitigar professando exteriormente uma fé conservadora da qual intimamente eu duvidava.
Mas algo em mim não deixava meu intelecto em paz, algo me dizia que aquele estado de indefinição, de permanente suspensão de qualquer juízo definitivo, não poderia ser aquilo que Deus planejou para mim. A verdade não poderia ser uma meta inatingível, nem algo que cada um pudesse ou devesse estabelecer de acordo com o seu próprio arbítrio. Algo me dizia que eu estava perdido em meio às minhas elucubrações, mas eu não tinha forças para sair daquela areia movediça em que eu mesmo me coloquei. Às vezes parecia que eu tentava fazer como o Barão de Munchausen, ou seja, tentava sair do atoleiro puxando eu mesmo o meu próprio cabelo… Mas eu sabia, havia tempos, que a verdade deveria ser buscada em algo maior do que eu, em algo que não dependesse do arbítrio de nenhum ser humano e que não estivesse sujeito às intempéries do tempo. Eu já sabia que a verdade só poderia ser enc ontrada na Igreja, isto é, naquela Igreja fundada pelo próprio Deus em carne e osso (Nosso Senhor Jesus Cristo!), cuja chefia Ele confiou aos Apóstolos e especialmente a Pedro, os quais, por causa dessa incumbência especialíssima, deveriam ter seus legítimos sucessores. Mas o meu orgulho e a minha presunção impediam-me de admitir essa verdade, e por isso meu intelecto ficava se debatendo, pois eu sabia que a verdade só pode ser encontrada num único lugar, nesse lugar onde todo intelecto pode, enfim, repousar, nesse verdadeiro porto seguro, onde fé e razão podem se entrelaçar perfeitamente, onde não há espaço para voluntarismos, nem para subjetivismos ou relativismos. Enfim, eu sabia que a verdade, a mais sublime verdade, só pode ser encontrada na una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo, que Ele prometeu jamais abandonar e sobre a qual Ele disse que as portas do inferno jamais prevalecerão. Mas eu insistia em me apegar à minha débil razão, em achar que aquela esperança desesperada que eu chamava de fé era o máximo que eu poderia alcançar, e preferia ficar com esse arremedo de fé a abdicar do meu "bom senso" em favor de algo maior. E foi nesse estado que a graça divina me alcançou, foi desse lamaçal que Deus me resgatou.
Hoje eu não tenho palavras para descrever a felicidade que o fato de estar na verdadeira Igreja tem me proporcionado. Tudo o que eu quero é agradecer a Deus todos os dias da minha vida por essa bênção e procurar conhecer mais e mais a fé católica apostólica. Sei que muitos podem e poderão achar que essa é só mais uma "fase", que assim como eu passei por outras igrejas, passarei também pela católica… Mas só pensa isso quem não sabe (ou se esqueceu) que a Igreja Católica não é uma igreja como outra qualquer, não é uma "opção" válida entre outras igualmente válidas. Quem se converte à Igreja Católica, ou nela permanece, pensando que o catolicismo é uma "opção" dentre outras (em vez de ser a verdade plena e definitiva), não conhece a fé que professa. E em meu íntimo eu já sabia que ser católico é algo muito sério, e também por isso eu vinha adiando minha decisão, até que a graça de Deus suplantou o meu medo e meu orgulho, de modo que eu abracei a fé católica com plena consciência do que isso significa, com a consciência de que essa é uma decisão para a vida toda. Eu sabia que, no dia em que me convertesse ao catolicismo, seria de uma vez para sempre.
Que Deus me dê a graça de perseverar até o fim. Que Ele não permita jamais que eu volte a seguir o meu próprio entendimento (Pv. 3,5), que não me deixe cair nessa tentação (pois sou homem e por isso estarei sempre sujeito a cair). Que eu nunca me esqueça de que sem Deus eu nada sou e nada posso fazer.
Quero agradecer publicamente ao meu irmão e amigo Marcus Pimenta, que suportou por anos a fio a minha petulância e a minha teimosia, em intermináveis debates por e-mail. Jamais esquecerei sua paciência e sua generosidade, meu irmão!
Agradeço também ao meu amigo e irmão Robson, companheiro do bacharelado ao mestrado em filosofia (hoje ele é doutorando e professor com uma brilhante carreira pela frente), com quem tive o prazer de conversar muitas vezes e que tenho a certeza de que rezou por mim.
Agradeço também à equipe do site Veritatis Splendor, especialmente os irmãos Alessandro Lima, Alexandre Semedo (a quem devo desculpas pelo tom ríspido dos últimos e-mails, de alguns anos atrás!) e Rafael Vitola Brodbeck, com os quais tive o privilégio de debater e com quem muito aprendi (e continuo a aprender!).
Agradeço ainda ao estimado irmão Marcelo Coelho, pela inestimável ajuda; ao prezado Yvan Eyer, com quem "briguei" muitas vezes pelo Orkut mas que também contribuiu, com sua inteligência e conhecimento, para esse passo tão importante; ao querido Joathas Bello, cristão exemplar e uma das pessoas mais íntegras e inteligentes que conheço; aos familiares e amigos da minha esposa em Belford Roxo (Baixada Fluminense), com quem tive (e espero continuar tendo!) a oportunidade de conhecer de perto o jeito católico de ser; e a todos os irmãos que, de uma forma ou de outra, me ajudaram e têm ajudado na caminhada até aqui. Que Deus abençoe grandemente todos vocês!
Enfim, agradeço à minha esposa, Osana, católica de berço, e que assim permaneceu até hoje. Ainda que não tenha influenciado diretamente no meu processo de conversão, ela certamente contribuiu com o seu comportamento, com sua simples presença ao meu lado, como que sempre a me lembrar da possibilidade de vir a me tornar católico. Também com ela eu comecei a aprender algo sobre o catolicismo, especialmente no que diz respeito à liturgia e ao calendário da Igreja. Com ela eu fui a várias missas, bem antes de me converter (missas nas quais a graça de Deus certamente já agia, ainda que silenciosamente). E com ela eu pude receber o meu primeiro sacramento católico, já que nos casamos na Igreja Católica.
Finalmente, quero agradecer a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, a quem toda a honra e toda a glória são devidas, e à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, pela maravilhosa intercessão em favor desse filho rebelde!
Vivi por cerca de 22 anos (com breves interrupções) submerso em um oceano de confusão protestante. Ao nascer tornei-me cristão através do batismo na Santa Igreja Católica. Contudo, algum tempo depois, ainda sendo carregado no colo, passei a frequentar "cultos" protestantes de uma denominação batista de minha cidade. Ademais, praticamente todos os meus parentes maternos são protestantes. Posso afirmar que era um protestante dedicado. Lia as Sagradas Escrituras com atenção tendo aprendido inclusive o grego e o hebraico, pois em meu íntimo tudo o que eu queria era estar próximo de Nosso Senhor. Todavia, era um aleijado espiritual tentando correr. Por desconhecer a Sagrada Tradição, imaginava poder conhecer Cristo tão somente pela Bíblia.
Por muitas vezes era impiedoso em palavras no que se referia à Santa Igreja e à Nossa Senhora. Por ter sido guiado por cegos ao longo de toda minha vida, tornei-me cego tal qual os que me conduziam e não enxergava o colossal abismo em que eu estava por precipitar-me. Conforme os anos passavam, tive contato com autores e obras que me despertaram inquietações em questões relativas à minha fé. Os líderes espirituais ao quais estava eu submetido não possuíam "know-how" necessário para apaziguar meu ânimo sedento por explicações que fossem ao menos razoáveis.
Então comecei a perceber como estava enredado em mentiras e ilusões. Percebi que a "religião" em que fui criado era um misto de sentimentalismo e interpretações distorcidas da Bíblia. Quando me dei conta, pude perceber que o meu "cristianismo particular" não passava de uma mera crendice folclórica desprovida de razão.
Devo confessar que, por um estranho paradoxo, quando, ainda em meio protestante, comecei a analisar alguns fatos históricos, passei a perceber que a Igreja não era "A Grande Meretriz" como até então havia sido ensinado. Descobri o papel fundamental que a mesma desempenhou na divulgação da Boa-Nova. Ora, tal trabalho evangelizador ao longo dos séculos custou caro à Igreja. Nosso mártires são testemunhos históricos irrefutáveis de tais acontecimentos. Mesmo assim, sofria eu, como muitos, de um orgulho patológico que eu posso denominar como "prostentantite severa", onde adimitir algum acerto da Igreja era um crime hediondo.
Pois bem, a soma do meu orgulho com a falta de resposta (e as inúmeras contradições) dos "pastores" me levaram a procurar a Verdade em várias denominações e religiões, passando inclusive pelo espiritismo, e, finalmente, caí no ateísmo. Afinal, tornou-me enfadonho a moral protestante que oscila entre o "Puritanismo Absoluto" e o "Liberalismo Total" com muita facilidade. Outro fato que me incomodava era que cada líder protestante se considerava "O Escolhido" e execrava os demais que também se consideravam como tal. Isso para não mencionar os que escolhiam títulos nada humildes para si como "Bispo" ou até mesmo "Apóstolo". O sujeito acorda um belo dia e se denomina "uma autoridade inspirada por Deus".
Mas, felizmente, percebi que o ateísmo era um outro absurdo e minhas dúvidas persistiam. Até então nunca tinha ouvido um católico expor sua posição religiosa com clareza. Afinal, padecemos de um mal chamado "Católico-não-praticante" que infesta nossa cultura do "tô nem aí". Até que um dia comecei a dar aulas de italiano para um padre de minha cidade (que também é o prior do Mosteiro de São Bento de Pouso Alegre) : Dom Bento. Aos poucos, Dom Bento (hoje, meu grande amigo pessoal), foi me ajudando a elucidar pontos que para mim permaneciam obscuros.
Contudo, eu ainda não tinha coragem de fazer perguntas que eu considerava invasivas (como todo protestante, eu queria "tirar satisfações" a respeito das imagens, de Maria ser a Mãe de Deus, da autoridade papal etc.) Foi aí que através de um site de buscas cheguei acidentalmente à Montfort e na parte destinada à Apologética li a resposta do professor Orlando Fedeli a um tal de "Saul". Todas as minhas armas contra a Igreja, eram praticamente as mesmas que "Saul" possuía. Ao terminar, eu não tive outra escolha: humildemente reconheci que estava errado e que tinha sido enganado por toda minha vida. A verdade se descortinou diante dos meus olhos e tudo fez sentido.
A partir deste momento, passei a amar a Igreja de todo meu coração! Dom Bento, foi meu tutor espiritual e o responsável pela minha profissão de fé e pela minha Primeira Comunhão. Ah como é bom tomar parte no sacrifício da Santa Missa! Aliás, a primeira Missa a que assisti foi celebrada no rito tridentino (este rito é celebrado com frequência no mosteiro de minha cidade). Pela misericórdia de Deus, minha esposa, também ex-protestante, se converteu à verdadeira fé.
Em relação à Santa Igreja tudo o que posso dizer é: eis a bela noiva e fora dela não há salvação! O Noivo só possui uma única noiva, ora esta é a própria Igreja que herdou toda a tradição dos Apostólos e que foi fundada na Pedra.
Agradeço profundamente a todos aqueles que contribuíram para minha conversão, em especial a Dom Bento e ao saudoso professor Orlando Fedeli e demais amigos da Montfort.
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Fonte: http://tuespetrus.blogspot.com.br/
In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.
“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”