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    sexta-feira, 27 de abril de 2012

    A Palavra do Sacerdote





    Setembro de 2004
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    A Palavra do Sacerdote

    Pergunta — Acabei de ler sua coluna e fiquei realmente encantado. Por isso mesmo, recorro ao senhor para esclarecer uma dúvida em relação à intercessão dos santos junto a Jesus. Acredito piamente nisso, tanto pelas provas dos milagres quanto pela santa Tradição, mas constantemente sofro embates com protestantes que, com argumentos bíblicos, declaram que não devemos recorrer aos santos, pois isso é uma afronta a Deus, uma vez que somente Jesus Cristo pode interceder por nós. Gostaria então que o senhor me esclarecesse, também através de passagens bíblicas, sobre a intercessão dos santos junto a Jesus. Se o senhor puder me ajudar, tenho a certeza de que não somente eu, mas muitos e muitos católicos que estão na mesma situação que eu lhe ficariam muito gratos.
    Jesus Cristo instituiu o Magistério infalível da Igreja, que, assistido diretamente pelo Espírito Santo, interpreta de modo autêntico, os dados bíblicos
    Resposta — Mais um leitor que se manifesta embaraçado com a crítica protestante, pedindo uma demonstração bíblica para uma verdade da doutrina católica. Já temos mostrado, em sucessivas respostas nesta coluna, como essa posição protestante é manca, pois nega os outros dois pés do tripé em que se assentam as verdades católicas: a Tradição (fonte da Revelação divina, como a Bíblia) e o Magistério infalível da Cátedra de Pedro.
    Ou seja, como fonte da Revelação feita por Deus aos homens, além da Bíblia Sagrada, que é a Revelação Escrita, sem dúvida temos também a sagrada Tradição, que é a Revelação Oral, ou transmitida oralmente, o que o leitor, aliás, reconhece em sua carta.
    Ora, as verdades reveladas através dessas duas fontes nem sempre se apresentam inteiramente claras ao comum dos fiéis. Há, ademais, fraquezas na inteligência humana, ou mesmo desvios, que podem levar a entender mal algo que é ensinado. Isso é a experiência de todos os dias. De onde vem a expressão corrente “cada cabeça, uma sentença”. Se Nosso Senhor não nos tivesse deixado um decisivo amparo contra essas fraquezas e desvios, a própria Verdade Revelada, que nos foi dada para nossa salvação, ficaria sujeita a ser corrompida e desnaturada, transformando-se em fermento de confusão e perdição, como tem acontecido em tantas heresias ao longo da História. Por isso, Jesus Cristo instituiu o Magistério infalível da Igreja, que, assistido diretamente pelo Espírito Santo, interpreta de modo autêntico os dados bíblicos; e assegura a objetividade das numerosas verdades que vieram pela Tradição, ou seja, ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo e transmitidas pela pregação apostólica, e que entretanto não foram registradas — ao menos direta ou explicitamente — nos textos bíblicos.
    Isso não quer dizer, evidentemente, que o Papa é infalível em tudo quanto diz. Ninguém defende isso. As condições da infalibilidade foram definidas no Concílio Vaticano I. Mas, postas essas condições, a infalibilidade é um dom de Deus para os Papas, a fim de mantê-los no reto caminho, quando “ex cathedra” definem matéria de Fé ou de Moral, evitando desvios perigosos e por vezes tortuosos para a autêntica compreensão.
    O leitor encontrará abundantes explicações sobre tal questão na matéria desta coluna dos dois meses anteriores.
    De modo que a primeira réplica a dar à argumentação protestante é exatamente essa, isto é, que a crítica deles é fundamentalmente manca, por negar os outros dois pés do tripé a que acabamos de nos referir. Numa boa discussão, que vise realmente esclarecer os problemas discutidos, é sempre bom começar por mostrar as lacunas fundamentais do adversário. No caso dos protestantes, uma delas é precisamente essa de pensar que tudo está na Bíblia, negando assim a Tradição (fonte de Revelação, como a Bíblia) e o Magistério da Igreja (guarda e intérprete das verdades reveladas).
    Mas, para não deixar o leitor sem uma resposta pessoal (e não apenas doutrinária), lembro aqui apenas um ponto da Sagrada Escritura do qual se deduz claramente que a intercessão dos fiéis, uns pelos outros, é válida e eficiente para nos obter de Deus as graças de que precisamos. Assim, o grande Apóstolo São Paulo, dirigindo-se aos coríntios, não se peja de pedir a eles que rezem por ele, para que seja livre dos perigos: “Adjuvantibus et vobis in oratione pro nobis” (II Cor 1, 11). Sendo de notar que entre os fiéis de Corinto nem todos eram ou seriam santos, mas simples cristãos, cuja oração São Paulo considerava valiosa, e que ele humildemente suplica para si. Assim, embora seja certo que Jesus Cristo é o único Mediador necessário entre Deus e os homens, isso não significa que a mediação de outros, junto a Jesus Cristo, seja destituída de valor. Pelo contrário, tem o seu valor próprio, que São Paulo se preza em solicitar, como aliás fazemos todos os católicos ao pedir a parentes e amigos que orem por nossas necessidades.
    Negando isso, os protestantes não fazem mais que trovejar uma tempestade num copo d’água!
    Pergunta — Sou leitor da revista Catolicismo. Nesta, o senhor responde às perguntas dos fiéis, e no final da página consta o seu endereço eletrônico. Por isso, resolvi enviar esta mensagem que contém uma dúvida que tenho dentro da doutrina católica: o que viria a ser a Graça? A Graça divina é algo que ainda não consegui compreender bem, apesar de ter uma noção do que ela seja. Acredito que corresponder com um sacerdote seria de grande ajuda. Portanto, se o senhor pudesse me esclarecer esta dúvida, eu lhe seria muito grato.
    Pela graça santificante, a Santíssima Trindade habita em nossa alma, que passa a ser templo do Espírito Santo
    Resposta — Em vez de me ater a uma resposta esquematicamente teológica, que talvez não fosse compreensível por boa parte dos leitores, procurarei, sem abandonar o rigor doutrinário, ressaltar em palavras o quanto possível simples o seu conceito, de modo a fazer sentir ao leitor o conteúdo altíssimo e a necessidade que temos da Graça divina (que muito justamente o leitor grafa com maiúscula).
    A Graça é uma intervenção sobrenatural de Deus em nossa vida, que supera a natureza criada do homem. Segundo a definição clássica, o homem é um animal racional, isto é, composto de um corpo e de uma alma espiritual, e por isso mesmo imortal, a saber, não se desfaz com a morte, como sucede com os animais irracionais (estes não têm uma alma espiritual, mas apenas um “princípio de vida”, que poderia também chamar-se “alma”, mas que é meramente corpórea e material, e portanto perecível).
    A essa obra-prima da Criação, que é o homem — feito à imagem e semelhança do Criador —, Deus quis elevar a um estado sobrenatural, concedendo-lhe algo a mais do que a sua natureza criada estritamente exigia. Esse algo a mais é a Graça divina, que está acima da natureza criada e torna o homem participante da própria natureza divina, filho de Deus (por adoção) e herdeiro do Céu. Como se vê, é algo inteiramente gratuito da parte de Deus, e exatamente por isso se chama Graça. A esta Graça os teólogos denominam graça santificante, ou graça habitual.
    Em outras palavras, em seu estado de natureza pura, o homem justo que observasse a Lei natural — a lei inscrita por Deus na natureza do homem (não matar, etc.) —, ao término de sua vida terrena mereceria apenas uma vida feliz num Paraíso meramente terrestre. Deus, porém, na sua misericórdia infinita, quis elevá-lo a participante de sua própria natureza divina, e portanto fazê-lo partícipe de uma vida beatífica no Céu, em que o homem viverá na contemplação eterna e gozosa da própria essência divina. Tal é a graça santificante que recebemos no Batismo, e aumenta com a recepção dos Sacramentos. E que só se perde pelo pecado mortal, podendo ser readquirida pela confissão bem feita.
    Por essa graça, a Santíssima Trindade habita em nossa alma, que passa a ser templo do Espírito Santo. E à vida natural da criatura humana acrescenta-se pela graça uma vida sobrenatural, na qual o homem torna-se apto a praticar atos meritórios para a vida eterna no Céu.
    Em um texto inédito, intitulado Reflexões para a Sagrada Comunhão, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira faz este magnífico comentário: “O fiel católico deve habituar-se a essas perspectivas maravilhosas da doutrina de Jesus Cristo: a esse fato grandioso e sublime de que o sobrenatural o cerca de todos os lados, de que ele é filho de Deus, e de que o termo normal de todas as suas perspectivas é imenso. Em conseqüência, ele não pode viver absorvido na consideração das coisinhas miúdas da vida cotidiana, mas, pelo contrário, deve ter sempre em vista o grande horizonte que se descortina na ponta de todas essas realidades”.
    Tal é o panorama profundo e imenso que a Graça descortina para o homem.
    Porém, para viver imerso nesse panorama o homem precisa da ajuda de um outro tipo de graça que os teólogos denominam graça atual. Esta é um auxílio sobrenatural com que Deus ilumina a nossa inteligência levando-a dar adesão à Verdade, e movendo a nossa vontade a fazer o bem e evitar o mal –– princípio primeiro e supremo de toda a ordem moral. Sem esta graça sobrenatural, não conseguimos praticar estavelmente a lei moral e assim salvar a nossa alma.
    Por fim, o homem enfrenta nesta vida dificuldades de toda ordem, para o que ele precisa constantemente do auxílio de Deus, relativo a bens terrenos e materiais. Esses auxílios são também chamados graças na linguagem corrente: saúde, emprego, dinheiro, aprovação em exames, harmonia familiar, etc. Podemos e devemos pedir essas graças a Deus, desde que nada tenham contra a Moral católica e nos sejam úteis, ou convenientes para o nosso proveito espiritual e maior glória de Deus.
    Para alcançar tais graças, devemos recorrer à oração e aos Sacramentos, e principalmente à intercessão de Nossa Senhora e dos Santos. Mas isto já seria matéria para várias outras colunas mensais.

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    A Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja fundada por Jesus


    Julho de 1999
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    A Palavra do Sacerdote
    Perguntas
    1. Desde pequeno ouço dizer que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja fundada por Jesus Cristo. E, agora, ouço dizer que a Igreja está voltada para o Ecumenismo. Como se explica isso?
    2. Se uma pessoa faz um ou mais pecados gravíssimos, mas arrepende-se profundamente e pede perdão a Deus, por pensamento. Um dia essa pessoa morre arrependida, mas sem ter confessado esses pecados a um sacerdote, isso faz com que essa pessoa mereça o inferno?
    3. Em edição anterior de Catolicismo, o Sr. afirmou que, ao morrermos, cada um tem o destino certo na hora em que deixa este mundo. Perto de minha casa morreu um homem e sua netinha, de 2 anos, dizia, dias depois: “olha o vô”! Isso é possível? Dizem que não é bom acender velas dentro de casa, porque isso chama as almas que vivem no escuro. O que o senhor acha disso?

    Respostas
    Cônego José Luiz Villac
    1. Sim. A única Igreja fundada por Jesus Cristo é a Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual para ninguém há salvação. É verdade de Fé (Denzinger, 1647).
    Quando uma pessoa não tem condições de conhecer a verdadeira Igreja, por viver em lugares onde predominam falsas religiões, como, por exemplo, em países maometanos ou budistas, ou por alguma outra razão, mas deseja sinceramente fazer a vontade de Deus, ama-O com um amor verdadeiro, então ela passa a fazer parte da Igreja, embora de uma forma não visível. E, assim, pode ser salva. É o que se chama batismo de desejo. Então ela é salva pela Igreja Católica, embora possa, materialmente, não fazer parte de seu Corpo visível. Mas, de fato, pela ação da graça e sua indiscutível boa fé, ela está unida à única e verdadeira Igreja de Cristo, que é só a Igreja Católica.
    Pode-se entender o ecumenismo como uma estratégia de fazer apostolado com pessoas de outras religiões e de manter contatos oficiais com seus líderes. Mas isto sem pôr em dúvida que a Igreja Católica é a única verdadeira Igreja de Cristo. No caso, há uma questão de prudência que deve ser vista com muito cuidado, e que consiste em não escandalizar os verdadeiros fiéis levando-os ao indiferentismo religioso, ou pôr em risco sua Fé.
    Há, hoje em dia, uma outra concepção de “ecumenismo”, generalizada e inteiramente falsa, fruto do relativismo doutrinário, e que coloca sacrilegamente a Igreja Católica no mesmo pé de igualdade com as outras religiões, como se todas fossem verdadeiras e conduzissem as almas à salvação eterna. Tal concepção contradiz tanto toda a Tradição quanto o Magistério da Igreja.
    Necessidade da confissão
    São João Nepomuceno confessa a Rainha da Boêmia (1740). O Sacramento da Confissão exige, normalmente, que os pecados sejam acusados ao Sacerdote, representante de Nosso Senhor Jesus Cristo
    2. Nosso Senhor, em sua misericórdia para conosco, instituiu os Sacramentos para nos regenerar e comunicar suas graças, e assim conduzir-nos à santificação e ao Céu.
    Entre os sete sacramentos, dois dos que mais revelam a misericórdia divina são o Batismo e a Confissão.
    Pelo Batismo, nós, que estávamos mortos pelo pecado original de nossos primeiros pais, na pia batismal ressuscitamos para a vida da graça. A porta do Céu abre-se para nós e, como dom incomparável, passamos a fazer parte da vida da Igreja e participamos da própria vida divina.
    Mediante a Confissão – sacramento da Penitência –, nós, que rompêramos com Deus pelo pecado mortal, ou O desagradamos pelo pecado venial, somos misericordiamente perdoados.
    Para alguém ser perdoado de um pecado leve (ou venial), como, por exemplo, uma mentira sem conseqüências, há vários meios. Assim, o simples arrependimento interior, o uso piedoso da água benta, a recepção contrita da Sagrada Eucaristia etc. Não é necessário, mas é louvável, acusar-se na confissão também dos pecados veniais. Porém, para alguém ser perdoado de um pecado grave, ou mortal, há apenas dois meios:
    A Confissão sacramental acompanhada de sincero arrependimento (ao menos atrição por temor do inferno) e de sério propósito de não voltar a pecar. Este é o meio comum.
    O arrependimento completo, a contrição perfeita, isto é, aquela que é motivada pelo puro amor a Deus, e não só por medo do Inferno ou desejo do Céu, e acompanhada do firme propósito de nunca mais voltar a pecar. Este é o meio extraordinário. Como dificilmente saberá alguém com toda certeza se se arrependeu de modo completo e levado pelo puro amor a Deus, convém sempre confessar-se. Portanto, o meio ordinário e seguro é a Confissão. Aliás, um dos frutos seguros do arrependimento perfeito é o desejo de confessar-se tão logo seja possível.
    Por outro lado, tendo Nosso Senhor instituído esse prodígio de misericórdia que é a Confissão sacramental, a pessoa que pode confessar-se e não o faz, corre sério risco de enganar-se e perder-se.
    Mais grave ainda seria se ela, ao confessar-se, ocultar um ou mais pecados graves propositadamente. Digo propositadamente, para que não haja escrúpulo por uma omissão involuntária de algum pecado grave. Sendo involuntária, e tendo havido o desejo de confessar todos os pecados, os pecados omitidos por esquecimento, sem deliberação, ficam também perdoados. A pessoa está em estado de graça e poderá continuar recebendo a Sagrada Comunhão, sem qualquer escrúpulo. Mas é necessário que, depois de lembrados, eles sejam mencionados numa eventual nova confissão, sem necessidade de apressar o momento da nova confissão por causa do pecado esquecido.
    É preciso confessar os pecados ao Sacerdote
    Não basta “confessar-se a Deus”, como dizem os hereges protestantes ou os católicos mal formados. O Sacramento da Confissão exige que os pecados sejam acusados ao sacerdote, que ali está representando Nosso Senhor Jesus Cristo, – como pai, médico, doutor e juiz – o qual dará a absolvição. Isto nos humilha e nos mortifica, mas por isso mesmo faz bem à nossa alma, e torna-se um sacrifício agradável a Deus.
    Em circunstâncias muito especiais, de catástrofes etc., é que se pode dar e receber a absolvição coletiva, quando não há possibilidade de cada um confessar individualmente seus pecados ao Sacerdote. Mas, uma vez cessada essa situação extraordinária, a pessoa precisa confessar-se pessoalmente, acusando-se de seus pecados ao Confessor.
    Se os católicos compreendessem melhor a grandeza e a misericórdia deste Sacramento, confessariam com mais freqüência, com mais empenho e fervor, pois além de perdoar os pecados, ainda que sejam apenas veniais, a Confissão confere graças atuais e sacramentais de arrependimento e de fervor, que muito ajudam nossa vida de piedade.
    Os pecados graves levam ao inferno
    O inferno - A existência do inferno e a eternidade de suas penas constituem verdades de Fé
    Os pecados que conduzem ao inferno são todos os pecados graves, como, por exemplo o adultério e impureza, desonestidade, difamação grave, vingança, ódio injusto contra alguém etc. Chamam-se “mortais” porque matam a vida da graça na alma, votando-a ao inferno.
    O inferno é eterno, como também o Céu. É verdade de Fé. Quem cai nele, lá ficará para sempre. A misericórdia de Deus é infinita, mas também é infinita sua Justiça. O arrependimento e a misericórdia que perdoa o pecado são válidos enquanto há vida. Uma vez ocorrida a morte, a pessoa é julgada e toma seu destino eterno, isto é, para sempre. É a falência total e irreversível ou então a salvação completa e maravilhosa junto a Deus, Nossa Senhora, seus Anjos e Santos.
    Façamos tudo para não sermos precipitados no inferno. “O meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno ....” ensinou-nos a rezar Nossa Senhora de Fátima após cada dezena do Terço.
    Os mortos podem nos aparecer
    3. É doutrina comum, isto é, ensinada pela Igreja, que a alma é julgada
    imediatamente após a morte, e recebe nesse mesmo ato o seu destino eterno: Céu ou Inferno. Normalmente, os que vão para o Céu, passam antes pelo Purgatório para pagar alguma pena devida, antes de se apresentar diante de Deus.
    Deus pode permitir, entretanto, que algumas das almas que se encontram no Purgatório, esporadicamente se revelem aos vivos, sobretudo às crianças, às vezes em sonhos, às vezes em aparições. Em geral são Anjos que tomam a aparência da pessoa morta, manifestando assim sua salvação para consolo da família e, ao mesmo tempo, reclamando orações e sufrágios por quem está sofrendo no Purgatório e quer ir logo para o Céu.
    Há, porém, fenômenos psicológicos – auto-sugestão, alucinações etc. – que podem induzir a criança, que está pensando muito em determinada pessoa, com base numa sombra, numa luz, etc., ter a impressão de estar vendo algo, que não passa de uma fantasia.
    É preciso ser muito cauto em relação a tais manifestações. É claro que elas podem propiciar ocasião para se rezar pelas almas dos falecidos. Trata-se de um ato de caridade muito agradável a Deus.
    Quanto à questão de almas que “vivem no escuro, e às quais não se deve acender velas”, etc., cifra-se ela à pura superstição. Não se deve levar isso em conta, continuarmos a acender as velas em sufrágio das almas que estão no Purgatório rezando com a liturgia da Igreja: “Descanso eterno dai-lhes Senhor e a luz perpétua os ilumine” (da Missa pelos Defuntos).
    * * *
    ERRATA
    Na 2ª resposta de nossa seção publicada na edição anterior, à p. 10:
    EM VEZ DE .... em um só Corpo [ – todos os que estão em estado de graça, seja na terra, no Céu ou no Purgatório, podem satisfazer e interceder uns pelos outros, com orações, oferecimentos de Comunhões, sacrifícios, boas obras etc.].
    LEIA-SE : .... em um só Corpo [ – por estarem em estado de graça, ou de glória, podem interceder uns pelos outros, beneficiando-se mutuamente e rendendo maior glória a Deus].
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    Descoberta confirma a tradição de São Nicolau


    Fevereiro de 2012
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    A Realidade Concisamente
    Árvore de Natal desde a época de São Gregório Magno

    A tradição da árvore de Natal, segundo o “Catholic Register” do Canadá, data dos tempos do Papa São Gregório Magno (540-604), que impulsionou a cristianização das tribos germânicas. Nessa heróica tarefa os monges usavam a forma triangular do pinheiro para explicar aos bárbaros o mistério da Santíssima Trindade. No século XII o pinheiro natalino já era símbolo de cristianismo. A primeira árvore decorada foi exposta em Riga (Letônia), no ano do Senhor de 1510.


    Descoberta confirma a tradição de São Nicolau
    Em 1993, arqueólogos descobriram na ilha de Gemile, Turquia, um centro de peregrinações composto de quatro igrejas, um caminho processional e uma quarentena de prédios em torno do primeiro túmulo de São Nicolau († 326). O conjunto foi arrasado pelo furor maometano, mas as relíquias do santo foram salvas e levadas a Myra, e hoje se veneram em Bari (Itália). A história do santo bispo, que numa noite de Natal lançou pela janela os dotes a três moças pobres, possibilitando assim seu casamento, está na origem da tradição dos presentes natalinos. A grosseira deturpação hodierna de São Nicolau não desqualifica em nada essa bela tradição.




    Vaticano cancela concerto rock de Natal
    A Santa Sé cancelou o Concerto de Natal de música rock e pop que se realizava há 12 anos na sala Paulo VI, por causa dos escândalos protagonizados pelos artistas. Em 2003, a cantora norte-americana Lauryn Hill soltou uma diatribe anticatólica diante de 7500 espectadores, incluindo bispos e cardeais. Em 2005, a brasileira Daniela Mercury foi afastada porque anunciou que na ocasião promoveria o preservativo. De artistas rock e pop advêm normalmente escândalos e músicas degradantes. Mas há na Europa inúmeras orquestras e corais tradicionais dignos de interpretar as doces e nobres sublimidades do Santo Natal, que poderiam ser convidados para o Concerto de Natal.

    Brasil poderia tornar-se o maior fornecedor de combustíveis
    Nosso País pode tirar a liderança da Arábia Saudita produzindo combustíveis vegetais, noticiou o “New York Times”. Se isso acontecesse, a ofensiva muçulmana sofreria tremendo golpe e poderia arrefecer muito, pois ela é financiada com dinheiro do petróleo. Há portanto um interesse de índole religiosa, vital para a Civilização Cristã e para o Ocidente, em que o Brasil e as nações sul-americanas desenvolvam a produção de combustíveis vegetais. Entretanto, correntes de esquerda, sempre aliadas dos inimigos do cristianismo, combatem tal projeto, assim como sabotam o agronegócio.




    França restaura o método tradicional para ensinar a ler

    O Ministério da Educação da França dispôs que a partir do presente ano as crianças só aprenderão a ler pelo método silábico — o famoso B-A – BA. Foi afastado o método “global”, um dos maiores responsáveis pelo analfabetismo funcional e o fracasso escolar, herança de Maio de 68. Porém, os sindicatos dominados pelas esquerdas tentaram burlar a norma ministerial com livros “mistos”. Uma avalanche de mães furiosas cobrou e exigiu o método silábico nas escolas, apresentando até livros como o Méthode Boscher, do início do século passado. Essas mães têm toda a razão, porque o socialismo e a Revolução Cultural promovem o achatamento igualitário e sabotam a boa formação das novas gerações.

    Utopia europeísta na raiz da crise do Airbus 380
    A produção do super-avião Airbus 380 sofreu atrasos que custarão bilhões de euros. Segundo a revista “Le Point” de Paris, o projeto é antes de tudo propagandístico e político: visa dar a impressão de que os povos europeus, dissolvendo-se num magma único — a União Européia — são capazes de grandes feitos materiais. Porém, cada país tem sua psicologia e métodos de planejamento legitimamente diferentes. Assim, os desacordos entre os estilos de trabalho dos engenheiros franceses e alemães responsáveis pelas diversas fases de montagem do A-380 causaram uma catástrofe industrial. A utopia ocultou esses problemas e agora a União Européia quer salvar o projeto, ainda que tenha de sofrer uma Stalingrado econômica.
    Na Polônia, -vice-ministro da Educação condena evolucionismo
    Miroslaw Orzechowski, vice-ministro da Educação, declarou que a teoria da evolução de Darwin não passa de uma “mentira”, uma “história de caráter literário que poderia servir de enredo para um filme de ciência-ficção” e uma “concepção vil gerada por um homem velho sem fé”. O eurodeputado Maciej Giertych pediu ao governo polonês que a teoria darwinista fosse excluída dos currículos nacionais, visto que “não há provas que a sustentem”. Essas atitudes refletem a convicção dos católicos poloneses de que o evolucionismo está voltado contra Deus e contra a verdade ensinada pela Religião Católica, informou o diário parisiense “Le Monde”.


    Breves Religiosas
    Escândalos não abalaram a fé de fiéis americanos
    Um estudo conduzido por Mark M. Gray, da Universidade de Georgetown, em Washington, mostrou que o escândalo dos abusos sexuais, praticados por membros do clero agindo segundo a moral nova, não levou os católicos a apostatarem ou abandonarem a prática religiosa. Eles reduziram, isso sim, os donativos para dioceses e paróquias. “Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem” (Jo 10, 14), ensinou o Divino Mestre. O princípio aplica-se plenamente à Igreja Católica. O clero progressista deve renunciar a seus erros e emendar-se, ou seja, abandonar o progressismo. Somente assim poderá ele recuperar credibilidade e influência junto ao público.
    Cismáticos humilham-se ante islâmicos
    No Iraque, um dos sacerdotes da igreja cismática síria ortodoxa foi seqüestrado por terroristas islâmicos. Estes exigiram como resgate, além de dinheiro, que a referida confissão religiosa repudiasse publicamente o Papa Bento XVI, com o qual, aliás, não mantém qualquer vínculo, devido ao cisma. E assim o fez aquela igreja cismática, mediante 30 outdoors ostentados na cidade de Mosul, aviltando-se diante da criminosa exigência. Porém, pouco depois o corpo do mencionado religioso apareceu decapitado e com pernas e braços desmembrados. Lição a ser tirada desse lúgubre fato: os cismáticos perderam duplamente, pois não evitaram a morte cruel de seu membro seqüestrado, apesar de se sujeitarem a uma exigência indigna por parte de terroristas muçulmanos, Aumentaram dessa forma o grau de abjeção em que já se encontravam.
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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo