Gloria Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in principio et nunc et semper et in saecula saeculorum. Amen CONSAGRADO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
[Catolicos a Caminho] PRÓPRIO DA MISSA E MISSAL ROMANO Som !
- PRÓPRIO DA MISSA E MISSAL ROMANO
Está em oposição ao Ordinário da Missa e refere-se às partes da Missa que variam de acordo com as festas e solenidades que se celebram.
Há o Próprio do Tempo para as festas e solenidades dominicais e o Próprio dos Santos para as festas dos Santos.
As partes mais importantes do Próprio da Missa são as Orações e toda a Liturgia da Palavra.
Também há festas e solenidades que têm os seus Prefácios e as suas Orações Eucarísticas próprias.
Evidentemente, para podermos acompanhar e viver a Missa é indispensável ter e usar o Missal Romano.
MISSAL ROMANO
Este é o titulo do livro que contém todos os documentos introdutórios, orações e leituras para a celebração da Missa segundo o Rito Romano.
Foi promulgado por Paulo VI em 3 de Abril de 1969, Quinta-Feira Santa, em substituição do Missal de S. Pio V de 1570, chamado o Missal Tridentino.
O recente Concílio Ecuménico Vaticano II, na sua Constituição Sacrosanctum Concilium, assentou as bases de uma reforma geral do Missal Romano.
Nesta Constituição se determina, antes de mais, que os textos e os ritos sejam ordenados de modo a exprimirem com maior clareza as realidades santas que significam (SC 21); depois, que o Ordinário da Missa seja revisto no sentido de realçar a característica própria de cada uma das suas partes e a sua mútua conexão, e de facilitar ao mesmo tempo a participação piedosa e activa dos fiéis; e ainda, que a mesa da Palavra de Deus seja preparada com mais abundância aos fiéis, patenteando-lhes mais largamente os tesouros bíblicos; finalmente, que seja elaborado um novo rito da concelebração, a inserir no Pontifical e no Missal Romano. (Instrução Geral do Missal Romano pag.7).
Hoje em dia há já muitas publicações do Missal Romano quer para todos os dias quer apenas para os domingos e festas mais importantes e que se renova e publica em cada ano, e muito acessível, de modo que muito pode ajudar quem quiser tomar parte na celebração da Missa.
Para um bom católico a Missa dos dias de festa ou de todos os dias, deve ser preparada e isso só se pode fazer se houver, pelo menos um Missal.
Em muitas Igrejas, as pessoas não usam porque não têm um Missal e, mesmo as que o têm nem sempre se servem dele, porque o não entendem, e não o entendem porque nunca lhes foi explicado suficientemente.
Há aqui uma espécie de círculo vicioso : As pessoas não têm o seu missal porque não sabem usar, ou não sabem usar porque não lhe foi explicado.
Um dia perguntei a um sacerdote porque é que as pessoas na sua paróquia não tinham missal, e ele respondeu-me, porque não o sabem usar.
Mas também não me disse que nunca tinha feito qualquer explicação dele aos seus paroquianos.
O Missal tem todo o Ano Litúrgico e podemos com muita antecedência aprender a usá-lo para tomarmos parte activa na celebração da Santa Missa.
[Catolicos a Caminho] PASSEMOS À OUTRA MARGEM Som !
- PASSEMOS À OUTRA MARGEM...
A Liturgia da Palavra de hoje - 1 de Fevereiro - A, apresentando-nos Jesus a caminho da outra margem, convida-nos a uma renovação de vida e, deixando-se adormecer durante uma forte temprestade, quer dizer-nos simplesmente que devemos ter fé, mesmo quando aparentemente Jesus parece estar ausente, porque Ele disse aos seus discipulos :
-"Porque sois tão timidos ? Como? Não tendes fé ?".(Mc.4,40).
Só depois os discipulos compreenderam e disseram : -"Quem é este, a Quem até o vento e o mar obedecem?".(Mc.4,41).
Estamos todos embarcados, desde que nascemos, numa barca que nos leva para a outra margem da vida.
À popa, por vezes aparentemente, dormindo placidamente, como se ignorasse os medos dos seus amigos, vai Jesus,
O nosso problema é precisamente esse, o do medo...
O medo das tempestades que sempre vão acontecendo ao longo da viagem; mas sobretudo o medo da outra margem da vida, que preferimos esquecer.
-"Eu estarei sempre convosco", prometeu-nos Jesus.
Mas, tal como aos discípulos daquela travessia simbólica, há algo que nos escandaliza no comportamento de Deus : os seus silêncios, as suas ausências, os seus atrasos...
Comportamentos que alguns acham ser motivo suficiente para interpelar Jesus :
- Porque dormes ?...
- Porque me abandonaste ?...
- Se tivesses cá estado, tal não aconteceria...
- Porque permites tais coisas ?...
Mas Jesus tudo aceita e não tem pressa de responder.
Ele não é um Deus de recurso. apenas disponível para as aflições e abandonado quando tudo nos corre bem.
O nosso Deus quer ter connosco uma relação de aliança e, antes de mais, quer fazer-nos perceber que está sempre connosco.
Nessas horas dramáticas Ele sempre marca presença, estende-nos a mão e oferece-nos a consolação da sua atitude de escuta, mas tem também uma pergunta para nos fazer :
- Quem sou eu para ti ?
Quando a nossa resposta é a expressão duma confiança básica, alicerçada na fé, e consolidada pelo Espírito, então deixam de nos assustar, quer as intempéries da viagem, quer a perspectiva da outra margem, porque aí se dará o encontro face a face e experimentaremos a alegria da revelação do Pai que nos estende os braços e nos leva a conhecer as maravilhas dos novos céus e da nova terra.
Decedidamente, devemos passar para a outra margem, devemos pôr-nos a caminho, para sermos verdadeiros discípulos de Cristo
Ser discípulo de Jesus, não significa apenas escutar a Sua Palavra e acolher os Seus dons; significa pôr-se a caminho, numa caminhada de aventura de que Ele é companheiro e guia.
Animados pelo mesmo Espírito que O impulsionou a Ele, também os Seus discípulos, são convidados permanentes para a tarefa comum de estender as velas da sua barca ao sopro do mesmo Espírito.
Remando ao largo conduzidos por um amor ardente, os discípulos de Jesus estarão tranquilos, confiantes e seguros, porque o Senhor a quem servem, estará sempre com eles.
A presença de Jesus no meio do nosso mundo é a Igreja que Ele fundou, sobre rocha firme, inabalável, e as portas do Inferno nada poderão contra ela.
A Igreja é assim a nova Arca da Aliança que já não foge ao dilúvio porque leva no seu interior o Senhor de todos os mares que conduzirá os seus discípulos ao porto da salvação.
Por muito significado que tenham todas as etapas da vida, prometedoras ou aviltantes, o mais importante para nós é o valor do nosso futuro, desconhecido mas auspicioso, com garantias de salvação.
Seguirmos a Jesus é reconhecer com humildade as nossas limitações, as nossas fraquezas e quedas e começarmos em cada dia um novo caminho de fidelidade, uma nova Reconciliação.
Seguirmos a Jesus, sermos discípulos de Jesus, é pormo-nos a caminho, com generosidade e amor, com confiança e certeza de que até ao fim do mundo Ele estará sempre connosco, porque sempre fizemos parte do Plano da História da salvação.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
[Novo post] Razão X fé na guerra política: Reinaldo Azevedo e os aduladores do caos
lucianohenrique publicou: " A coluna de Reinaldo Azevedo na Folha, publicada hoje e intitulada "Aduladores do Caos", é interessantíssima. Leia e depois volto: Para o submarxismo vigente naqueles ambientes que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava "Complexo Pucusp" –onde a"
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Nova publicação em Ceticismo Político
A coluna de Reinaldo Azevedo na Folha, publicada hoje e intitulada "Aduladores do Caos", é interessantíssima. Leia e depois volto:
Para o submarxismo vigente naqueles ambientes que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava "Complexo Pucusp" –onde a imprensa colhe seus "especialistas"–, o futuro já aconteceu faz tempo. O que virá será só a materialização do que já estava inscrito na natureza humana. E essa natureza, consta, é libertar-se da opressão. Assim, toda ação, todo acontecimento, todo evento só encontram sentido na medida em que podem ou não ser úteis a esse propósito. A história deixa de ser "a contínua marcha do desejo", na expressão de Thomas Hobbes, para ser uma sequência de capítulos de fim conhecido, que nos conduzirá ao encontro com a verdade. Parece complicado? Eu me esforcei. Das nuvens para os ônibus.
Desde 1º de janeiro, 33 ônibus municipais e outros tantos intermunicipais já foram incendiados na periferia de São Paulo e adjacências. Em dois ou três casos, alega-se uma reação à suspeita de que a PM teria matado um rapaz da "comunidade". E os demais? Ah, esses ficariam por conta do "malaise" social que levaria adolescentes da periferia a fazer "rolezinhos", "black blocs" a quebrar tudo, funkeiros a tentar explodir posto de gasolina... Teria sido acionado o gatilho do DNA libertador das massas.
Analistas muito severos trovejam: "Eu bem que avisei". Outros iluminam suas esperanças com as chamas dos ônibus. Estão com o povo, contra os reacionários! A antropologia da reparação ameaça: "Chegou a hora de entregar os dedos; os oprimidos não se contentam mais com os anéis do reformismo tucano-petista!".
O espírito do tempo tem peso determinante na história. São os poderes instituídos e as matrizes influentes de valores –onde estão a imprensa e a indústria cultural– que definem a recompensa e a punição aos comportamentos desejáveis ou indesejáveis. Se essas instâncias flertam com a desordem, esta passa a ser encarada como um instrumento eficaz de luta. Se a violência é recompensada com o reconhecimento da legitimidade da "causa", já se tem erigida uma moral. Aí a vaca vai para o brejo.
Defende-se hoje, a céu aberto, que PMs enfrentem desarmados os fascistoides que vão para as ruas portando coquetéis molotov –e assim é desde a primeira manifestação em São Paulo, no dia 6 de junho do ano passado. Tenta-se linchar um policial que cometeu a ousadia da legítima defesa. A repressão ao tráfico de drogas vira agressão aos direitos humanos. O desvio assume, enfim, o papel de contenção que cabe à norma.
Insiste-se na farsa ridícula da luta da "sociedade contra o Estado", e policiais "negros e morenos" (como diria Gilberto Carvalho), saídos daquela mesma periferia que seria a portadora do futuro, são tratados como o braço armado da velha ordem a retardar a aurora. O Brasil não é o Egito. A nossa democracia, por enquanto ao menos, não vive sob tutela, a não ser a desses milicianos do futuro. É bem verdade que o PT se esforça para tomar o lugar da sociedade e tenta estatizar até os "manos" e as "minas" dos "rolezinhos". Mas ainda não logrou o seu intento.
Não pensem que este rottweiler do reacionarismo acredita numa moral intrínseca da história, oposta à dos submarxistas, que nos conduziria para o bem. A história, em si, é amoral e se move por relações de força. Ocorre que, por esse caminho, democracia, fascismo ou comunismo seriam resultados plausíveis até que não se chegasse àquele momento do encontro do homem com o seu começo. Besteira!
A história não é moral, mas nós somos seres morais. Falaremos em nome de quais valores? A democracia é um regime legitimado pela maioria, mas sustentado, nos seus fundamentos –muito especialmente a proteção às minorias–, por elites de pensamento capazes de fazer escolhas que transcendem seus próprios interesses. É nesse lugar que está a imprensa. Não, meus caros! Os pobres não herdarão o Reino da Terra. Quais serão, então, as nossas escolhas?
A tônica do texto é uma crítica à religião política. E, oportunamente, demonstra que a oposição à fé política não é outra fé política, mas uma instância de ceticismo político. (E quando falo em ceticismo político, não trato do meu método de ceticismo político, mas da mesma essência que reside neste método)
Esquerdistas adoram dizer que se eles cultuam o estado, então "nós cultuamos o livre mercado". Nada é mais enganoso do que isso. Dizer que o mercado livre das mãos do estado é menos perigoso do que o mercado controlado pelo estado não é uma afirmação de fé, mas uma análise empírica dos fatos. Quanto mais poder concentrado nas mãos de poucos, mais ele é usado da pior forma possível. E quanto mais poder é controlado por aqueles que não sofrem consequências do uso indevido do poder, pior para os demais. Constatações como essas não passam de obviedades, testáveis através da história. Somente uma fé cega pode ignorar tais obviedades.
Nosso diálogo de refutação à esquerda não é um conflito de fés políticas, mas a pressão lançada pela razão contra a fé política. Em outras palavras, podemos reconstruir o pensamento de direita como sendo pura e simplesmente o escrutínio cético contra a fé política.
A fé política mais básica é a crença no homem, narrada no texto de Azevedo. Para que alguém se submeta a crer ao estado, é fundamental existir uma crença em que o homem pode resolver suas contingências (como auto-interesse, uso abusivo do poder, territorialismo, gregarismo, e até a psicopatia de alguns) para enfim criar estruturas gigantescas de poder... que, no final, serão usadas para o bem geral, em vez de beneficiar os donos deste poder.
Aliás, é a ausência de fé política que faz com que nós ao mesmo tempo rejeitemos o estado inchado dos esquerdistas, como também o estado inexistente de alguns libertários. A base desta rejeição é a mesma: falta de fé injustificada (e absurdamente irracional) no ser humano. Em suma, falta de crença no homem.
Quando Azevedo diz que "a história, em si, é amoral e se move por relações de força" emite um parecer racional a respeito de como opera a história. Para que alguém creia na salvação pelas mãos do estado, no entanto, é preciso crer no exato oposto, abandonando toda forma de racionalidade na análise política, aceitando um "Prozac" psicológico para então exercer todo seu servilismo a burocratas. Claro que estes burocratas não acreditam no estado, mas fazem uso das crenças de uma legião de manipulados para obterem seus benefícios.
Conservadores falam na "conservação de valores fundamentais". Libertários falam na liberdade absoluta e na cooperação voluntária que resolve tudo. Liberais falam em ideais originados no iluminismo clássico. Gosto de uma ou outra ideia de cada uma dessas frentes do pensamento de direita (embora os libertários digam que "não são nem de direita, nem de esquerda", que, na verdade não faz muito sentido), mas não consigo me encaixar em nenhuma delas como algo que "defina" meu ponto de vista, embora eu seja praticamente um liberal.
Creio que podemos ir além disso. Assim, minha concepção de direita, que defino como neo-iluminismo, é muito mais simples, sendo definida apenas pelo seguinte: uso da razão em oposição à fé política. O motivo também é muito simples, beirando o óbvio: a fé política é a mais perigosa forma de fé adotada pelo ser humano.
lucianohenrique | 31 de janeiro de 2014 às 11:48 pm | Tags: burocratas, crença no homem, direita, esquerda, esquerdismo, estado inchado, guerra política, humanismo, iluminismo, socialismo | Categorias: Outros | URL: http://wp.me/pUgsw-7Lu
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IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira O triunfo eucarístico em Minas Gerais
IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Posted: 31 Jan 2014 03:38 PM PST
Em Ouro Preto, a maior festa barroca de todos os tempos e um dos eventos religiosos e sociais mais exuberantes da América Portuguesa Nos idos de 24 de maio de 1733 realizou-se a solene transladação do Santíssimo Sacramento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para a nova Matriz de Nossa Senhora do Pilar, na […]
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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014
O triunfo eucarístico em Minas Gerais
31 de janeiro de 2014Sem comentários
Carlos Sodré Lanna
- Em Ouro Preto, a maior festa barroca de todos os tempos e um dos eventos religiosos e sociais mais exuberantes da América Portuguesa
Nos idos de 24 de maio de 1733 realizou-se a solene transladação do Santíssimo Sacramento da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para a nova Matriz de Nossa Senhora do Pilar, na antiga Via Rica, hoje Ouro Preto.
Nenhum outro acontecimento celebrado em Minas Gerais teve tal esplendor, requinte de luxo e pompa, em plena opulência do ouro. Ele representou grande demonstração do profundo espírito religioso, conjugado a festividades populares, que se observava no Brasil do século XVIII.
Representação, ocorrida em 2011, do “Triunfo Eucarístico” esplendorosamente celebrado em 1733
Antecedentes
A comemoração preliminar começou vários dias antes. Desde o final de abril, dois grupos de pessoas ricamente vestidas, com bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Pilar, tendo na outra face a custódia do Santíssimo Sacramento, percorriam as ruas da cidade e arredores, anunciando a futura solenidade.
No dia marcado para a procissão, a cidade amanheceu engalanada. No percurso entre as duas igrejas, as ruas foram atapetadas com flores e folhagens. Como homenagem dos moradores, nas janelas foram colocadas sedas e damascos, em meio a adornos de ouro e prata. Nas ruas, cinco arcos ornamentais, um deles de cera, e um altar para descanso do Santíssimo Sacramento. Antes da saída do cortejo foi celebrada uma Missa, durante a qual o Divino Sacramento esteve colocado em um braço de Nossa Senhora, em lugar do Menino Jesus.
Iniciaram a procissão 32 cavaleiros vestidos como cristãos e mouros, com dois carros de músicos instrumentistas e vocalistas. Vinham depois romeiros ricamente trajados, e músicos com alegorias diversas. A seguir, quatro figuras a cavalo, representando os ventos dos pontos cardeais. Todas ricamente revestidas com diamante, ouro, renda, seda e plumas.
Seguia-se um personagem representando Ouro Preto, bairro de Vila Rica onde estava situada a Nova Matriz do Pilar, para onde se dirigia o cortejo. Ele trajava vestes de tecidos finos, ornamentados com ouro e diamantes. Seu cavalo era igualmente ajaezado com ouro, prata, esmeraldas e veludo.
Vinham depois as esplendorosas figuras representando os corpos celestes: Lua, Marte, Mercúrio, Sol, Júpiter, Vênus e Saturno, todas com deslumbrantes indumentárias e fartamente escoltados.
A seguir aparecia a figura que representava a Igreja Matriz do Pilar, com exuberantes ornamentos, portando um estandarte com a inscrição “Nossa Senhora do Pilar” em um dos lados, do outro o desenho da custódia eucarística.
Fechando a procissão, o Santíssimo Sacramento, conduzido pelo vigário da Matriz do Pilar, debaixo de um pálio de tela carmesim com ramos e franjas de ouro, sustentados por seis varas de prata.
Logo atrás o Conde de Galvêas, Governador de Minas Gerais, com autoridades civis e militares da Província e do Município.
Com toda a população de Ouro Preto e arredores presente, foi uma grande apoteose: sinos tocando, bandas musicais, fogos e cânticos em homenagem ao Santíssimo Sacramento. Os festejos prolongaram-se por três dias, com Missas solenes, cavalhadas, corrida de touros e fogos de artifício.
O Triunfo Eucarístico foi sem dúvida a maior festa barroca de todos os tempos e um dos eventos religiosos e sociais mais exuberantes da América Portuguesa.
Em seu livro O Triunfo Eucarístico – Exemplar da Cristandade Lusitana, publicado em 1734, Simão Ferreira Machado, português residente em Minas Gerais, se refere aos seus compatriotas como sendo “os senhores dos mais finos diamantes de todo o mundo, em um momento ao qual referiu não ter tido lembrança que visse no Brasil, nem consta, que se visse na América ato de maior grandeza”.
Na Minas Gerais barroca, um Brasil autêntico que infelizmente se foi… Mas nessas fulgurações da nacionalidade encontra-se a luz que ainda pode nos indicar o caminho a retomar com vistas ao futuro. Luz que brilha na constelação do Cruzeiro do Sul. Luz que se chama Civilização Cristã.
________________
Fontes de referência:
1. Joaquim Furtado de Menezes, Igrejas e Irmandades de Ouro Preto. Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1962.
2. Eponina Ruas, Ouro Preto – Sua História, Templos e Monumentos, Departamento de Imprensa Nacional
Rio de Janeiro, 1950.
3. Paulo Kruger Corrêa Mourão, As Igrejas setecentistas de Minas, Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1964.
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[hagiografia] 31 de Janeiro - São João Bosco, Confessor (+ Turim, 1888)
31 de Janeiro
São João Bosco,
Confessor (+ Turim, 1888)
Sacerdote italiano dotado de carismas extraordinários, desenvolveu um sistema pedagógico inovador e conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Tinha freqüentes sonhos de caráter sobrenatural, nos quais recebia luzes sobre o estado de alma de seus alunos e sobre acontecimentos do seu tempo e futuros. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos em várias nações. Fundou duas congregações religiosas e um grande número de colégios para a educação de meninos pobres. Foi apóstolo da boa imprensa, não somente escrevendo muitos livros e artigos, mas chegando a constituir uma editora pujante e até a fundar uma fábrica de papel. Exerceu enorme influência na vida social e política da época.
[Catolicos a Caminho] A FORÇA IRRESISTÍVEL DE DEUS Som !
- A FORÇA IRRESISTÍVEL DE DEUS!
- "Se tivésses fé como um grão de mostarda...
A Liturgia da Palavra de hoje 31 de Janeiro A, apresenta-nos uma das parábolas do Reino de Deus, a força do grão de mostarda, para nos mostrar qual é o poder de Deus e como nós somos servos inúteis, se fazemos apans aquilo que devemos fazer.
Jesus gosta de fazer uso dos símbolos:
Na Bíblia a árvore é símbolo da vida e o mar é símbolo da morte.
No oceano da nossa fragilidade e incompetência, da nossa indiferença e egoísmo, da nossa infidelidade e da nossa morte, Ele vai plantar a árvore da vida e convida-nos a colaborar com Ele, pela fé nessa acção redentora.
Não perde tempo com os que perguntam as razões de tantos males e tantas misérias.
Desafia-os à humildade duma fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, e à generosidade dos que olham para o seu semelhante e são bondosos para com ele.
Alguns cristãos chegam a gabar-se da "muita fé" que têm...
Se isso significar uma relação de abandono nas mãos de Deus Pai, fazendo depender tudo d'Ele, então seremos cheios do "espírito de fortaleza, caridade e moderação", diz S. Paulo.-
Mas se isso significa auto-confiança e busca de méritos à custa de sacrifícios e boas obras, então o Senhor pode dirigir-nos uma palavra muito dura :
- "Servos inúteis".
Sim, servos inúteis quando fazemos apenas aquilo que temos obrigação de fazer, mas falta aquilo que podíamos e devíamos fazer por amor e generosidade,
Foi Jesus que o disse : Vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei :
- Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer; na verdade, quando cumprimos a vontade de Deus, cumprimo-nos a nós próprios., realizamo-nos a nós mesmos, e essa é a nossa grande recompensa, mas não deixemos de fazer mais alguma coisa por amor a alguém ou, melhor ainda, por amor a Deus.
Os servos que Deus ama, têm o comportamento de filhos que fazem tudo isso e muito mais, não em busca de méritos ou para se auto-justificarem, mas como correspondência ao imenso amor de Deus que a fé lhes deixa entrever.
Paradoxalmente, a força de Deus é irresistível, mas não se impõe.
Nós, sempre que temos alguma força, algum poder, somos tentados a abusar deles para atingir os nossos objectivos.
Deus, porém, é suficientemente forte, para não abusar da sua força; a sua força, Deus usa-a para ajudar os homens e não para os explorar ou dominar.
É doutra natureza a força de Deus; ela é um atributo do amor de Deus; ela é a força de Deus, que Deus demonstra quando "julga com bondade e governa com muita indulgência".
Mas continua a ser inelutável e irresistível, silenciosa como o grão de mostarda que desabrocha sem darmos por isso, e discreta como o fermento que faz levedar toda a massa.
A força de Deus nunca nos abndona e é quando nos sentimos mais fracos, como diz S. Paulo, que essa força se revela duma forma mais extraordinária para nos confortar e salvar.
- "Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por Cristo, pois, quando me sinto fraco, então é que sou forte".(2 Cor,12,10).
É pela comunicação desta força como um dom do Espírito Santo que nós vamos tendo acesso à liberdade e, desse modo podemos fazer escolhas de libertação e crescimento para alegria dos irmãos e para a construção de comunidades evangelizadoras que possam contribuir para cumprimento do plano da História da Salvação.
A força irresistível de Deus !
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Immaculata mea
In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.
Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim
“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”
(Diário de Santa Faustina, n. 1037)










