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    segunda-feira, 11 de março de 2013

    Cuba transforma a Venezuela num condomínio fechado
























































    SEGUNDA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2013

    Cuba transforma a Venezuela num condomínio fechado


    “Gloria al Bravo Pueblo que el yugo lanzó,
    la ley respetando la virtud y honor.
    ¡Abajo cadenas! ¡Abajo cadenas! Gritaba el Señor
    y el pobre en su choza libertad pidió
    (...) A este santo nombre tembla de pavor
    el vil egoísmo que otra vez triunfó!




    "Heil, Chávez!" Consolida-se o culto à personalidade que transforma a Venezuela em um condomínio fechado onde só cabem os tiranos cubanos e seus eleitos


    Assim começa e é o refrão do belo Hino Nacional da Venezuela, entretanto, desde as eleições daquele 7 de outubro de 2012, quando elegeram fraudulentamente Hugo Chávez como presidente, que ando à cata desse “bravo povo” que se deixou enganar e manipular pela traição de Henrique Capriles, que se calou sobre o crime constitucional da “continuidade do mandato” em 10 de janeiro último, e que permitiu - e referendou com seu silêncio - a usurpação de Nicolás Maduro como vice-presidente, presidente “encarregado” (que não é a mesma coisa de presidente interino) e agora candidato presidencial “por decreto testamentário do falecido”, segundo apresentou a presidente da Argentina Cristina Kirchner.


    Não sei quantas pessoas assistiram à juramentação de Nicolás Maduro na última sexta-feira 8 de março. Eu assisti ao vivo, pela CNN em Espanhol. Durante 3 horas fiquei plantada na frente da televisão observando todos os detalhes. E me saltou aos olhos o que foi dito, primeiro por Diosdado Cabello alegando a “constitucionalidade” daquele ato obsceno ao qual foi efusivamente aplaudido, e depois no discurso de Maduro já como “presidente” empossado.


    Segundo Cabello, antes de tomar o juramento de Maduro e após ler o Art. 233 da Constituição: “É público e constitucional que o presidente Chávez tinha 14 anos ininterruptos em posse do cargo. Isso não cabe dúvidas a ninguém”, referindo-se sobre a “continuidade administrativa” do governo, decretado pela presidente do TSJ. E acrescentou: “Não creio que esses setores da oposição não tenham se dado conta deste detalhe, porque levam 14 anos atacando e vilipendiando Chávez”. Entretanto, também é “público e constitucional” que Chávez juramentou-se novamente em 2006, inclusive pelas mãos da hoje “primeira dama”, Cilia Flores, que era a presidente da Assembléia Nacional na ocasião. Ora, se em 2006 ele teveque fazer novo juramento, assinar a ata e receber outra faixa presidencial, por que agora não, se era igualmente OUTRO período presidencial? Para que não restem dúvidas, vejam o vídeo abaixo da segunda tomada de posse de Chávez em 2006:






    No seu juramento, Maduro disse: “Com a mão dura de um povo disposto a ser livre”. E quando recebeu a faixa presidencial: “Assumo esta faixa de Chávez, como presidente legítimo, para lançar adiante o socialismo bolivariano”. E em seu longo e enfadonho discurso, acrescentou: “Eu vou ser candidato presidencial, eu vou ser presidente da República e comandante-em-chefe da Força Armada, porque assim Chávez me ordenou que fosse e eu vou cumprir plenamente suas ordens”. Ora, nem o cargo, nem a faixa pertencem “a Chávez” mas ao Estado e ao Governo da Venezuela, mas nenhum dos presentes ao ato, inclusive uns 5 deputados da oposição e um membro da OEA viram nisso nada de anormal e aplaudiram! E lá estavam aplaudindo e sendo aplaudidos os ex-presidentes depostos LEGAL e CONSTITUCIONALMENTE, Manuel Zelaya e Fernando Lugo, por esta mesma malta que condenou como “golpe de Estado” ao Paraguai e Honduras.


    Durante a transmissão Patricia Janiot, uma das âncoras de CNN em Espanhol, entrevistou um advogado constitucionalista (cujo nome não guardei e não publicaram o vídeo), apontou que TODA aquela situação estava irregular e inconstitucional. Segundo a análise desse advogado, em primeiro lugar o ato do TSJ em 10 de janeiro foi um arranjo inadmissível em qualquer país e um atentado ao Direito Constitucional. Em seguida, disse que aquele ato na Assembléia deveria ter sido convocado pelos parlamentares que informariam oficialmente ao CNE da vacância do cargo e só depois dar posse ao presidente da casa, como reza o Art. 233. Além disso, foi Maduro quem solicitou à presidente do CNE que marcasse a data para a convocação das eleições, numa total inversão de papéis. Aliás, dona Tibisay Lucena lá não apareceu e informou depois que não estava sabendo das novas eleições, marcando-as, finalmente, para o dia 14 de abril.


    Além disso, transformar Maduro de vice-presidente em exercício, que já era ilegal, em presidente encarregado, foi outra manobra sórdida para dar-lhe o direito - aí sim, constitucional - a se candidatar ao cargo. Muitas pessoas no Brasil, que se metem a falar do que não conhecem, têm dito que Maduro estava como “presidente interino” mas este mesmo advogado explicou que não é a mesma coisa, uma vez que em todos os países democráticos o vice é votado pelo povo, através de uma composição feita com o candidato presidencial. Na Venezuela, conforme já expliquei em edições anteriores, ele é escolhido pelo presidente eleito e igualmente toma posse após a juramentação do mandatário. E como não foi eleito pelo povo, o presidente encarregado não é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, não pode nomear ministros, embaixadores e demais membros do governo.


    Após a cerimônia de posse Maduro nomeou Jorge Arreaza, genro de Chávez e ministro de Ciência e Tecnologia, para exercer a função de Vice-Presidente, o qual fez seu juramento por volta de 1 hora da manhã sob o ataúde de Chávez na Academia Militar. Não é apenas um culto à morbidez que move esta gente mas, sobretudo, um culto à personalidade em grau exponencial, pois imagino que nem Lenin nem Stalin tiveram algo parecido.


    Através de amigos venezuelanos me chega uma correspondência de um militar que diz muito dessas atitudes bizarras que vimos nesses dias. Traduzo literalmente o que me foi enviado, dada a gravidade e que de certa forma confirma o que eu vinha apontando ao longo desse período.


    “A ausência de Maria Gabriela Chávez no funeral de seu pai deveu-se a que ela se opôs à extensão e agora exposição de Chávez na urna de cristal, e para completar, deixá-lo fora do 23 de janeiro (Bairro onde Chávez se abrigou após sair da prisão em 1994 e onde se encontra seu maior reduto e bandas delinqüenciais que o apóiam. MG), porque Maduro o está utilizando para ganhar a indulgência de seus seguidores e chegar ao poder. Os comandos médios militares não o querem e na terça-feira pela manhã esses comandos, para pressionar o governo, ameaçaram tomar o poder e dizer a verdade da morte de Chávez.


    Como tudo se soube pelos telefones celulares grampeados, Maduro, para ficar bem, culpou e expulsou ao IL Monaco para não culpar os militares daqui que já haviam se comunicado com ele, por isso lançaram o primeiro comunicado. Maduro acreditou que os ânimos se acalmariam e não foi assim. Ao meio-dia os militares se aborreceram mais e por isso lançaram a segunda emissão contando do falecimento, que foi tudo improvisado e não havia nenhum militar quando deram a notícia. E tanto foi a pressão e o susto, que nesse mesmo momento não disseram dos 7 dias de luto nem nada, senão quase 2 horas depois. E sabem por que? Porque tiveram que planejar o de velar Chávez na Academia Militar e assim poder acalmar os militares. Quer dizer, acalmar os militares internos e planejar depois.


    Chávez faleceu sim em dezembro, em Cuba e já está embalsamado. O processo durou 70 dias e utilizaram o processo egípcio, por isso não o traziam. Mataram Chávez em Cuba, pela má praxis médica e tudo sob a lupa atenta de Maduro e Cabello, o traíram, do mesmo modo que a maior parte de sua família, por poder e dinheiro. Comandos militares médios do Exército venezuelano, inconformados e aborrecidos com Maduro e Diosdado por não ter revelado a morte de Chávez no mesmo 31 de dezembro de 2012, planejam um “Golpe de Estado”.


    Bem, essa carta é muito reveladora porque confirma o que sempre afirmou o Padre José Palmar, que foi ameaçado de morte (e revelei na edição passada) mas também diz nas entrelinhas por quê Diosdado Cabello aceitou pacificamente a usurpação de um cargo que por direito era seu. Maduro não é bem visto nem respeitado no meio militar, ao contrário de Cabello. Esse, entretanto, deixou-se “imolar” em nome da revolução, pois assim foi determinado pelos pais da “revolução bolivariana”, Raúl e Fidel Castro, aos quais Chávez obedecia cegamente, e porque é esse o pensamento de todo comunista: as determinações do partido estão cima de aspirações pessoais ou legais, porque esses são conceitos “burgueses”.


    Do mesmo modo que Cabello, o ministro da Defesa, Diego Molero - que é chavista, por mais esdrúxulo que pareça a um militar - também defendeu o “legado de Chávez”, e não a Constituição, embora a invoque: “Nos encontramos coesos para cumprir a vontade de nosso líder Hugo Chávez. Senhor vice-presidente Nicolás Maduro, senhor presidente da Assembléia Nacional Diosdado Cabello, e todos os poderes constituídos do Estado venezuelano, contem com sua Força Armada, que é do povo e para o povo, disposta a dar tudo pelo tudo para fazer cumprir a Constituição”. Fica claro, portanto, que não é a Constituição, as Leis ou os poderes constituídos mas Chávez, sua revolução e seus apaniguados que determinam as diretrizes do país. É o condomínio fechado, o clube privê dos Castro em quê se transformou a Venezuela.


    E tudo começa a fazer mais sentido quando se conhece o passado e as origens de Nicolás Maduro. Maduro deriva de um grupo guerrilheiro, o “Movimiento de Izquierda Revolucionaria” (MIR). Expulso do Liceu de Caracas, se incorpora aos grupos encapuzados da Universidade Central da Venezuela (UCV) que copiaram esse modelo da guerrilha urbana de El Salvador e lá consegue se tornar o presidente da Federação dos Estudantes de Educação Média de Caracas. Alguns desses encapuzados são presos pela DISIP que descobre seus rostos e anuncia à imprensa que eles seriam julgados como “desocupados e malfeitores”.


    A Liga Socialista consegue um acordo para enviar um reduzido grupo de ativistas, dentre os quais está Maduro a Havana, para receber treinamento e formação político-militar no Partido Comunista. Maduro não se ressalta como dirigente mas como “quadro” de ação, por isso quando voltou foi admitido no Metrô de Caracas não para trabalhar de fato, mas sim para obedecer a um plano político de se infiltrar nos sindicatos de serviços básicos, como o transporte, onde trabalhou como motorista de ônibus e vivia gozando de licenças médicas sucessivas.


    De limitada capacidade intelectual, após o falido Golpe Militar de 1992 Maduro junta-se a outras pessoas que clamavam pela liberdade dos militares presos, dentre eles Chávez que foi o mentor, e acaba conhecendo Cilia Flores que na ocasião era advogada e sumariadora da Polícia Técnica Judicial (PTJ) o que lhe permite chegar ao “Comandante prisioneiro Chávez”. Dessa amizade, tão logo assumiu o poder do país Chávez dá a Maduro oportunidade de ascensão e este, conhecendo as próprias limitações, complexo de vira-lata e subserviência natural, agarra-se a Chávez e torna-se o mais fiel de todos os seus seguidores. Por isso foi o indicado como seu sucessor, com as bênçãos dos Castro e de Ramiro Valdés que é uma espécie de seu tutor, dá ordens e determina o que e quando deve fazer as coisas. É a fraqueza de Maduro que o torna forte por isso se iludem aqueles que o subestimam.




    Comandante Ramiro Valdés, "tutor" de Maduro,
    que segue suas ordens com um fiel cão de guarda

    E o controle e domínio de Cuba sobre a Venezuela se ratifica nas palavras do próprio tirano Fidel Castro, noartigo escrito em homenagem a Chávez. Para ilustrar, copio apenas um trecho referindo-se à sua primeira visita à Venezuela após o início da revolução cubana, que resume TUDO o que a Venezuela vem e seguirá sofrendo nas mãos da ditadura mais longeva e criminosa da América Latina:


    “Assim que, portanto, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, faço-o pensando honradamente e fundamente, que se queremos salvar a América, se queremos salvar a liberdade de cada uma de nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo são parte de uma grande sociedade da América Latina, se é que queremos salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todo os países do nosso continente, temos que nos aproximar e temos que nos respaldar solidamente porque sós e divididos fracassamos”.


    E este ser abominável NUNCA tirou essa idéia da cabeça, tanto que fundou o Foro de São Paulo que hoje mostra seus frutos psicóticos, doentes, apodrecidos, a maldita Hidra Vermelha. Chávez se foi mas seu legado continua e só será exterminado definitivamente se a cabeça horrenda desta hidra for cortada. Por tudo isso creio que as eleições do dia 14 de abril já estão viciadas e a vitória será de Nicolás Maduro, o delfim ungido de Chávez, dos Castro e do Foro de São Paulo. Se a Mesa de Unidade Nacional (MUD), que até agora mostrou-se passiva em relação a todas estes crimes constitucionais não se impuser, não aproveitar o momento da campanha para provar que crimes foram cometidos contra o povo e o país, é melhor desistir desde já porque Maduro já é presidente da Venezuela. Fiquem com Deus e até a próxima!

    Augusto de Piabetá: las maldiciones de Chaves

    domingo, 10 de março de 2013

    Culto a Chávez é comparado ao de Evita

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    12:17 • 10 MARÇO DE 2013


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    Culto a Chávez é comparado ao de Evita

    Decisão de embalsamar presidente facilita ligação de sua imagem com a de Eva Perón, 'mãe dos pobres' e ex-primeira-dama argentina
    09 de março de 2013 | 2h 07


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    LEONENCIO NOSSA , ENVIADO ESPECIAL / CARACAS - O Estado de S.Paulo



    Se a adoração da imagem de Hugo Chávez nas ruas de Caracas já lembrava o populismo latino-americano dos anos 50, o embalsamamento do corpo do líder bolivariano facilitou a vida de analistas que tentavam formular uma versão venezuelana do mito de Eva Duarte Perón - primeira-dama argentina que teve o cadáver preservado e tornou-se um fardo para os inimigos de seu marido, Juan Domingo Perón.



    Ontem, na longa fila que contornava a Academia Militar, a decisão do presidente interino, Nicolás Maduro, de preservar o corpo de Chávez numa redoma de vidro já causava efeitos políticos. "O embalsamamento de nosso comandante é uma decisão perfeita", afirmou a professora Noris Loaeza, de 43 anos, que passou a noite na fila para ver Chávez.

    Ela mora em Valencia, capital do Estado de Carabobo, a 150 quilômetros de Caracas. "Não podíamos ver estragar o corpo de quem não morreu e nunca morrerá", afirmou. "Ele (Chávez) vive forte no coração de todos que melhoraram de vida, que nada tinham antes de seu governo."

    Vista pela oposição como uma estratégia clara de Maduro para ganhar um cabo eleitoral eterno, o embalsamamento de Chávez pode ajudar no perfil do ex-presidente traçado por críticos de dentro e de fora da Venezuela.

    Para eles, Chávez, que tentou chegar ao poder por meio de um golpe, em 1992, e venceu quatro eleições com personalismo e carisma, não poderá ser visto como um líder popular moderno, como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, ingênuo, como o boliviano Evo Morales, ou longevo, como Fidel Castro. Portanto, restou a imagem da "mãe dos pobres" dada a Evita.

    Chavistas. A dois quilômetros da entrada da academia, um grupo de simpatizantes gritava: "Com Chávez e Maduro, o país está seguro" - o que pode ser interpretado como jingle de uma chapa em que o titular é um morto e o vice, um vivo.

    Jean Carlos del Mar, de 23 anos, era um deles. Ele avalia que Maduro mostrou que reconhece o papel de Chávez no "futuro" da Venezuela. "Para nós, Chávez não morreu. Se morreu, a morte pouco importa", afirmou. Há dois anos, Jean Carlos conseguiu um emprego num órgão público responsável por ações na área da juventude.

    Ao lado de Jean, a professora Cirlex Barrios, de 20 anos, disse que o embalsamamento permitirá que muitos outros venezuelanos possam "recorrer" a Chávez sempre que precisarem nos próximos anos. Ela viajou 12 horas de ônibus da cidade de Santa Bárbara de Zulia até Caracas para acompanhar o velório. "O embalsamamento permitirá, de alguma forma, manter Chávez na nossa companhia."

    Atraso. A veneração do corpo não é a única ilustração de uma Venezuela parada na década de 50. A professora Tania Castillo, de 36 anos, da cidade de Bolívar, diz que leciona para crianças que vivem em situação de extrema pobreza. "É uma pena que Chávez tenha ficado apenas 14 anos no poder. Ele tirou muitas pessoas da pobreza, mas muitos ainda vivem em situação difícil", disse.

    O motorista John Martínez, de 47 anos, defendeu a decisão de Maduro de preservar o corpo de Chávez. "Nunca veremos outro homem mais puro. Então, é melhor manter o corpo numa redoma de vidro", ressalta. "Para muitos que moram em Miraflores e La Mercedes (bairros nobres de Caracas), é difícil ver milhares de pessoas adorando um morto."

    Com eleições presidenciais ainda sem data, a imagem de Chávez começa a sair da propaganda eleitoral antecipada de Maduro e da veneração dos simpatizantes e chegar ao comércio ambulante, que emprega boa parte dos trabalhadores da capital venezuelana.

    Sem o mesmo culto à morte registrado em culturas como a mexicana e a boliviana, os caraquenhos começam a conviver com um morto de forma descontraída. Chávez virou santo de escapulários, joão-bobo, bonecos no estilo amigo da Barbie e estampa de camisetas e bonés. A história do militar golpista e mito popular já é contada em histórias em quadrinhos e especiais de rádios e TVs.




    quinta-feira, 7 de março de 2013

    Muçulmano, presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad afirma que Hugo Chávez ressuscitará com Jesus Cristo para trazer paz e justiça



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    Muçulmano, presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad afirma que Hugo Chávez ressuscitará com Jesus Cristo para trazer paz e justiça

    Publicado por Tiago Chagas em 7 de março de 2013
    Tags: Cristianismo, Homossexualidade, Hugo Chávez, Irã, Islamismo, Jesus Cristo, Mahmoud Ahmadinejad,morte de hugo chávez, pastor saeed abedini, pastor yousef nadarkhani, Perseguição Religiosa, Profeta,ressurreição, teocracia
    8 Comentáriosenviarimprimiremailshare no fborkutartweet

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    A morte provoca reações das mais inusitadas naqueles que perdem amigos e/ou parentes. E uma declaração do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deverá entrar para a galeria das frases marcantes de 2013.

    Comentando a morte do presidente reeleito da Venezuela, Hugo Chávez, Ahmadinejad disse que acredita que seu amigo voltará no dia da ressurreição com Jesus Cristo para “estabelecer paz, justiça e bondade” entre as pessoas.

    A declaração foi dada na quarta-feira, durante um comunicado que estabelecia um dia de luto oficial no Irã. Chávez e Ahmadinejad eram aliados políticos internacionais e tinham em comum, além dos interesses comerciais, uma forte oposição aos Estados Unidos.

    Na fala de Ahmadinejad, traduzida pelo Huffington Post, o presidente iraniano diz que o político venezuelano unia os demais líderes políticos internacionais que pensavam de forma parecida com ele.

    “Venezuela perdeu um filho corajoso, e o mundo perdeu um líder sábio e revolucionário. Ele tomou uma posição firme contra as exigências de opressores e derrubou as todas as suas tentativas para gerar propaganda de discórdia. Ele era uma ponte que ligava todos os líderes que buscam justiça no mundo. Ele finalmente deu toda a sua vida mesmo estando com uma doença suspeita, e com isso, ele se torna, sem dúvida, um verdadeiro mártir no caminho de servir a nação venezuelana e salvaguardar os valores revolucionários e humanos. Embora Hugo Chávez, não esteja mais entre nós, hoje, tenho certeza de que o seu espírito inocente subiu aos céus e um dia voltará para nós com Jesus Cristo, e irá mais uma vez ajudar a humanidade a estabelecer a paz, justiça e bondade”, declarou Mahmoud Ahmadinejad.

    Ahmadinejad é muçulmano e um dos ferrenhos defensores do regime teocrático no Irã, que persegue cristãos, como nos casos dos pastores Yousef Nardarkhani e Saeed Abedini, e condena à morte homossexuais. A inusitada declaração do presidente iraniano traz ainda mais holofotes para as despedidas de Hugo Chávez.

    Por Tiago Chagas, para o Gospel+

    quarta-feira, 6 de março de 2013

    Jornalista colombiana é agredida durante cobertura da morte de Chávez em Caracas



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    Jornalista colombiana é agredida durante cobertura da morte de Chávez em Caracas

    117


    Do UOL, em São Paulo05/03/201323h54





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    Reprodução/RCN



    Jornalista Carmen Andrea Rengifo, correspondente da emissora de TV colombiana "RCN" na Venezuela, foi agredida em Caracas

    Uma jornalista da emissora de TV colombiana "RCN" foi agredida em Caracas, na noite desta terça-feira (5), enquanto fazia a cobertura da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A informação é da própria emissora.

    De acordo com o canal, a correspondente da TV no país, Carmen Andrea Rengifo, fazia reportagens nas proximidades do Hospital Militar de Caracas, onde Chávez estava internado, quando foi atacada. A jornalista e sua equipe foram ameaçadas e tiveram de deixar o local. Segundo a emissora, os agressores são apoiadores do governo chavista.

    Segundo a revista colombiana "Semana", Carmen Andrea Rengifo e Chávez tiveram uma discussão em agosto do ano passado depois da explosão de uma refinaria no Estado de Falcon.

    Na época, a jornalista disse ao presidente que moradores da região afirmaram ter sentido um forte cheiro de gás dias antes da explosão. Hugo Chávez questionou a repórter, afirmando que a informação era "pouco ética". A explosão causou a morte de cerca de 40 pessoas e a destruição de mais de 1.200 casas.
    Ampliar


    Morte de Hugo Chávez: manchetes pelo mundo42 fotos2 / 42
    5.mar.2013 - O jornal venezuelano "Últimas Notícias" destaca a morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, 58, nesta terça-feira, vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há cerca de um ano e meio. A publicação destaca o anúncio da morte feito pelo vice-presidente Nicolás Maduro, que pediu aos venezuelanos para "serem vigilantes da paz, do respeito, da tranquilidade dessa pátria"Leia mais Reprodução
    Morte de Hugo Chávez

    Ferrenho crítico do neoliberalismo e do governo dos Estados Unidos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu aos 58 anos nesta terça-feira (5), vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há um ano e meio.

    Desde que sua enfermidade foi diagnosticada, em junho de 2011, Chávez passava longos períodos em Cuba, onde tratava a doença.

    O anúncio oficial da morte de Chávez foi feito por volta das 17h25 no horário local (18h55 no horário de Brasília) desta terça-feira (5) pelo vice-presidente venezuelano Nicolás Maduro. No mesmo pronunciamento, Maduro confirmou que Chávez morreu às 16h25 (17h55h no horário de Brasília).
    Ampliar


    Conheça a trajetória do venezuelano Hugo Chávez48 fotos21 / 48
    Líderes das Forças Armadas anunciam a destituição do presidente Chávez, em Caracas, em 12 de abril de 2002 Fernando Llano/AP - 12.04.2002

    Assuntos: Hugo Chávez
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    COMENTÁRIOS 117

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    NIckel

    7 minutos atrás

    Extirpado mais um câncer da AL. E que a presidente fale apenas em nome dela e de sua curriola. Não no meu nome. Não foi nenhuma perda para a AL nem para o povo da Venezuela. Esse cara deixou o seu país em um estado tal que, para consertá-lo serão anos de força e guerras internas. Ele plantou isso e que dilams, 9dedos e outros, aprendam pelo menos um pouco.
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    Evaristo Blanco

    9 minutos atrás

    Já foi tarde, menos um ditadorzinho fazendo média com os ignorantes e enchendo os próprios bolsos com a grana do cofre da viúva... De minha parte espero que arda para todo o sempre no bvuraco mais negro e fundo do inferno, que é onde ele e todos e todas de sua laia merecem permanecer...
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    hetore

    9 minutos atrás

    Os críticos de plantão não se cansam da velha retórica fascista há muito em desuso: Mudem o disco, pô?
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    szaleslie

    10 minutos atrás

    Foi para o inferno esta desgraça.agora falta o molusco fazer companhia pro amigo.o povo venezuelano deveria fazer festa isso sim.
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    MBAM

    10 minutos atrás

    Vá con Dios y no si olvide de sus amigos rojos.
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    GB TIMÃO

    12 minutos atrás

    OI , SAMUEL SE VC QUISER POSSO LHE DOAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA PARA A GRANDE DEMOCRACIA BOLIVARIANA DAS BANANAS, E DOS DIABOS
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    wreisbiologia

    12 minutos atrás

    A globo poderia enviar a Mirian Leitão, Alexandre Garcia e William Boner pra fazer a cobertura sobre a morte de Chaves.
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    mariofc74

    14 minutos atrás

    a ganância pelo poder pode ter custado sua vida.pelo menos o chavez não deixou os estados unidados agirem como se a venezuela fosse seu quintal.
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    Mario Nogueira Chalupo

    19 minutos atrás

    Aqui no Brasil, foi o presidente do STF que agrediu um jornalista...
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    roberacha

    21 minutos atrás

    Que vá em Paz,Mas que não volte.Esperanças pra Venezuela,se deixarem....
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    Reinaldo Azevedo

    Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

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    05/03/2013 às 19:34

    Hugo Chávez está morto — agora também oficialmente



    Na VEJA.com:
    Em mais de uma ocasião, Hugo Rafael Chávez Frías disse que pretendia permanecer no poder na Venezuela até 2031. Na tarde desta terça-feira, contudo, as complicações advindas de um câncer na região pélvica abreviaram seus planos: a morte de Chávez foi anunciada pelo seu vice, Nicolás Maduro, e pôs fim a um governo que já durava 14 anos. (…) A morte deixa um vácuo difícil de ser preenchido, já que nenhum sucessor tem a mesma ascendência sobre os membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e as Forças Armadas, nem o mesmo carisma para conduzir as massas.

    Chávez morre aos 58 anos. No início de dezembro, ele viajou a Havana, Cuba, para submeter-se à quarta cirurgia para combater o tumor diagnosticado em junho de 2011 e que nunca foi tratado de maneira inteiramente transparente pelo governo venezuelano – nem mesmo a localização exata do tumor foi revelada. Em 18 de fevereiro deste ano, após 71 dias de ausência, ele anunciou seu retorno à Venezuela pelo Twitter. No entanto, nenhuma imagem do coronel havia sido divulgada desde então. Ele estaria recebendo tratamento no hospital militar da capital, e nesta terça-feira o governo informou que seu estado de saúde havia sofrido uma piora após “nova e severa infecção”.

    A doença abateu um político que vendia uma imagem de invencibilidade e que tentou mantê-la até quando o agravamento de seu estado de saúde já mostrava que a realidade era outra. O carismático Chávez deverá ser lembrando pelo estilo espalhafatoso – que causou a célebre reação do Rei Juan Carlos, da Espanha, num encontro de governantes: “Por que não te calas?” – e pela maneira como usou uma das ferramentas da democracia, as eleições periódicas, para desmontar instituições e concentrar poderes. Ao longo de mais de seus anos no poder, ele criou uma milícia própria, manobrou para garantir resultados favoráveis em eleições, confiscou empresas, perseguiu opositores e a imprensa e submeteu a Justiça aos seus interesses.

    Origens

    Nascido em 28 de julho de 1954, o segundo filho de dois professores da cidade venezuelana de Sabaneta, no oeste da Venezuela, chegou a pensar em se dedicar profissionalmente ao esporte mais popular do país, o beisebol. A mudança de rumo veio depois que entrou para o Exército, aos 17 anos, com o objetivo inicial de se mudar para a capital, Caracas, onde seu talento esportivo poderia ser mais facilmente reconhecido.

    Acabou mergulhando no campo militar e foi um dos fundadores do grupo que ficou conhecido como Movimento Bolivariano Revolucionário – em homenagem ao líder da independência da Venezuela, Simon Bolívar. Começou então a organizar seus aliados para tomar o poder. A tentativa de golpe fracassada contra o governo de Carlos Andrés Pérez, em 1992, resultou na morte de 18 pessoas e na sua prisão. Depois de dois anos preso, ele foi perdoado pelo presidente Rafael Caldera e libertado em 1994.

    Quatro anos depois, o coronel paraquedista assumiu o comando da Venezuela ao ser eleito com 56% dos votos. Diante de um cenário político marcado pela corrupção, Chávez apresentou-se como um representante das classes mais baixas que promoveria uma melhor distribuição da riqueza vinda do petróleo. De fato, a maior fonte de recursos do país financia os programas assistencialistas conhecidos como “misiones”, que consistem basicamente em uma fórmula para distribuir pequenas quantias de dinheiro aos beneficiários. Há misiones de alfabetização de adultos, de cooperativas agrícolas, de atendimento médico e de venda de alimentos subsidiados, entre outras. Todas estabeleceram uma dependência entre a população pobre e a figura onipresente de Chávez.

    O medo de perder os benefícios sociais ou um cargo público manteve a população fiel ao coronel, em um estilo de governo batizado por opositores de “medocracia”. A suspeita de que o sigilo do voto poderia ser violado buscava alicerces em momentos como o verificado em 2004, quando aliados do presidente elaboraram uma lista com o nome de todos os venezuelanos que foram a favor da convocação de um referendo contra Chávez. Além disso, ao longo de seus três mandatos consecutivos, outras irregularidades foram relatadas, como mesários votando no lugar dos eleitores ausentes ou permitindo que militantes chavistas acompanhassem eleitores na cabine de votação. Até sua saída de cena, as artimanhas foram alteradas, mas nunca eliminadas.

    Trajetória

    Logo depois de assumir o poder, Chávez convoca um referendo em abril de 1999 e consegue autorização popular para eleger os representantes da Assembleia Constituinte que elaboraria a nova Constituição, da agora República Bolivariana da Venezuela. A Constituição acabou com o sistema legislativo bicameral – desde então, o Parlamento é dominado por aliados do presidente. Novas eleições são convocadas para julho de 2000, é Chávez é eleito com quase 60% dos votos. Pouco depois é aprovada a chamada Lei Habilitante, permitindo ao coronel governar por meio de decretos.

    A era Chávez foi um período de intensa polarização no país. Os opositores, vendo na figura do presidente uma ameaça comunista, começaram a alertar a classe média sobre os planos de Chávez de nacionalizar toda a iniciativa privada. Já o mandatário rotulava a oposição como “burguesa” e “oligárquica”, influenciada pelo “imperialismo americano”.

    As diferenças ficaram evidentes em 2002, quando Chávez demitiu os gestores da PDVSA e substituí-los por pessoas da sua confiança. A decisão associada à insatisfação com as medidas como a desapropriação de latifúndios, o que acabou provocando uma tentativa de golpe de estado pela oposição. Em protesto, a Fedecámaras, entidade representante dos empresários, convoca uma greve geral para o abril, que termina com 13 mortos. O descontentamento com a liderança de Chávez atingiu também alguns setores do Exército, e antigos apoiadores do coronel o abandonaram. No dia 12 de abril, um grupo de oficiais anuncia que Chávez tinha renunciado e que o presidente da Fedecámaras, Pedro Carmona, havia assumido o comando do país. Mas o plano deu certo apenas por 47 horas. Partidários de Chávez, apoiados por comandantes militares, pedem a volta do mandatário e Carmona abandona o posto. Depois de se restabelecer, Chávez passou a reprimir os meios de comunicação independentes, com a acusação de que eles estariam distorcendo as informações em favor da oposição.

    Mas a insatisfação resulta em novos protestos e greve geral, que afeta a produção de petróleo na Venezuela. Afetados pelo problema interno, os Estados Unidos pressionam a oposição por um acordo com o governo. Em 2003, uma coligação de partidos opositores convoca um referendo sobre a permanência ou não de Chávez no poder. A consulta popular foi realizada no ano seguinte, com a maioria dos eleitores apoiando o mandatário – sob acusações de fraude por parte da oposição que, no ano seguinte, boicotou as eleições parlamentares.

    Em dezembro de 2006, Chávez é reeleito para um terceiro mandato, com quase 63% dos votos. No ano seguinte, ele decide não renovar os direitos de transmissão da emissora de TV mais popular do país, a RCTV. Governando sem oposição no Parlamento, o caudilho ganha poderes para governar novamente por meio de decretos. Ainda em 2007, no entanto, sofre um revés quando os venezuelanos votam contra a proposta de reforma constitucional que previa, entre outras coisas, o direito de reeleição ilimitada para a Presidência. A derrota foi logo revertida pelo ditador, que convocou, no ano seguinte, uma nova consulta popular para aprovar o item que lhe permitiu perpetuar-se no poder. A aprovação, mais uma vez, foi feita com amplo uso da máquina pública.

    Em 2010, a oposição recebeu a maioria dos votos na eleição parlamentar, mas Chávez conseguiu garantir mais representantes do PSUV na Assembleia Nacional ao alterar os mapas dos distritos eleitorais, dando mais peso aos votos das zonas rurais, onde tem mais apoio.

    Nas últimas eleições presidenciais, em 7 de outubro, Chávez voltou a usar a máquina para impor toda sorte de obstáculos à campanha do opositor Henrique Capriles, governador do estado de Miranda. Logo depois da unificação opositora em torno do nome de Capriles, ele foi punido com um corte no orçamento do seu estado. O governo nacional também tirou de sua administração todos os hospitais e postos de saúde. Ao longo da campanha, Chávez lançou mão do expediente antidemocrático de usar a cadeia nacional para interromper transmissões de atos políticos de Capriles pelas emissoras. E chegou até mesmo a acusar a oposição de fazer bruxaria contra sua campanha eleitoral. Depois do resultado que assegurou um quarto mandato ao coronel, a oposição afastou a hipótese de fraude, mas destacou que a campanha foi feita em condições desiguais.

    Bufão

    Internamente, Chávez usou as emissoras de TV com desenvoltura para cantar, fazer longos discursos e palhaçadas. Essa personalidade excêntrica também foi apresentada a líderes mundiais em diversas ocasiões. Uma das mais marcantes foi seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2006, quando chamou o ex-presidente americano George W. Bush de “demônio” e recomendou a leitura de um livro de Noam Chomsky, conhecido crítico do governo dos EUA, sobre os perigos do imperialismo americano.

    No ano seguinte, no entanto, ele encontrou um interlocutor com pouca paciência. O rei da Espanha, Juan Carlos, disse a Chávez a célebre frase “¿Por qué no te callas?”, durante uma Cúpula Ibero-Americana, em Santiago, Chile. A reação do rei ocorreu depois que Chávez chamou o ex-premiê espanhol José Maria Aznar, um aliado de Bush eleito democraticamente, de “fascista”.

    As ações de Chávez no exterior, contudo, foram muito além de bravatas. Além de financiar o assistencialismo que deu origem a uma fiel base eleitoral na Venezuela, o dinheiro do petróleo foi usado pelo ditador para comprar aliados na América Latina, como Cuba e Bolívia. O petróleo também estreitou as relações entre a Venezuela e a China. O governo chinês financia projetos na Venezuela e recebe petróleo em troca. Com isso, Chávez pretendia reduzir a dependência dos Estados Unidos, realidade da economia de seu país, a despeito do declarado antiamericanismo do caudilho – que chegou a ser incluído no currículo das escolas.

    Em nome dos aliados, Chávez não se constrangeu ao enviar um navio com petróleo para a Síria em fevereiro de 2012, quando a comunidade internacional tentava isolar o governo de Bashar Assad, e não deixou de apoiar Mahmoud Ahmadinejad mesmo com os esforços do Ocidente para tentar dissuadir o Irã dos planos de desenvolver armas nucleares.

    A tentativa de ampliar sua influência na América Latina – por meios tortos ou equivocados – nunca foi abandonada. Suas ações foram desde o financiamento de insurreições nos países vizinhos à criação da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), anunciada em 2005 como uma resposta à Alca, a área de livre-comércio das Américas proposta pelos Estados Unidos, e que se tornou um clube de amigos do Chávez. Em outra frente, o coronel foi grande apoiador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Documentos encontrados em poder da narcoguerrilha colombiana revelaram que a ajuda vinha na forma de dinheiro, guarida, armas, assistência médica.

    Uma das últimas intervenções do ditador teve como alvo o Paraguai. Chávez mandou o então chanceler Nicolás Maduro reunir-se com a cúpula das Forças Armadas paraguaias para incitar uma reação a favor de Fernando Lugo, que foi alvo de impeachment em junho do ano passado. As relações entre os dois países estão estremecidas desde então.

    Doença

    Desde junho de 2011, quando revelou sofrer da doença, o presidente viajou diversas vezes a Cuba para dar continuidade ao tratamento, sem detalhar sua situação. As informações sobre o câncer foram desencontradas desde o início – nem o tipo nem a localização dos tumores foram revelados com exatidão. Até mesmo os comentários de Chávez sobre o câncer oscilavam. Em um momento, ele parecia otimista e se dizia “curado”. Em outro, alertava para uma queda de ritmo. Depois, prometia voltar “com mais energia”.

    Em novembro de 2012, seis meses depois da última sessão de quimioterapia e após ficar semanas sem aparecer em público, ele voltou a Cuba para um tratamento especial. Oficialmente, anunciou que as sessões de oxigenação hiperbárica “consolidariam o processo de fortalecimento” de sua saúde. Depois de ficar mais de uma semana na ilha, voltou à Venezuela. Porém, apenas dois dias depois, informou que viajaria novamente a Cuba para se submeter à quarta cirurgia em 18 meses. Admitiu que a nova intervenção cirúrgica apresentava um risco e, pela primeira vez falou em um sucessor: o vice-presidente, Nicolás Maduro. Depois de mais de dois meses internado em Cuba, o governo divulgou fotos do mandatário com as filhas. Ele aparecia sorridente.

    Ao longo do tratamento, Chávez apelou para a fé. Durante a Semana Santa de 2012, o ditador venezuelano demonstrou um fervor religioso fora do comum. Logo ele — que costumava condenar a Igreja e toda a sua hierarquia, insultando cardeais, bispos e até mesmo o Vaticano como instituição em seus discursos —, nesse feriado religioso, participou de uma missa em Barinas, sua cidade natal, onde se mostrou um católico devoto.

    Chávez casou-se duas vezes: a primeira com Nancy Colmenares, com quem teve três filhos —- Rosa Virginia, María Gabriela e Hugo Rafael —, e a segunda com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003 e com quem teve uma filha, Rosinés. Além disso, também teria mantido uma relação amorosa por cerca de dez anos com a historiadora Herma Marksman, enquanto era casado com sua primeira esposa.Por Reinaldo Azevedo

    Tags: Chávez, Venezuela

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    sexta-feira, 27 de julho de 2012

    Impeachment do presidente Lugo e esdrúxula reação “bolivariana”


    sexta-feira, 27 de julho de 2012

    Impeachment do presidente Lugo e esdrúxula reação “bolivariana”

    Em face do ocorrido no Paraguai, curiosa norma de ação do Mercosul, sob a influência de Chávez: “Quando não é de esquerda, democracia é golpe; quando é de esquerda, golpe é democracia”... 
    Luis Dufaur (*)

    De início, no Paraguai, um episódio de invasão de fazenda no estilo das praticadas pelo MST no Brasil, seguido de uma ordem judicial de despejo. Os oficiais da polícia tentaram dialogar com os invasores para dar desfecho pacífico à ocorrência. Mas foram surpreendidos por atiradores de tocaia, que assassinaram seis deles com certeiros tiros na cabeça. A tropa policial reagiu e 12 invasores acabaram mortos.

    A inaudita violência dos agitadores agrários causou surpresa e indignação no Paraguai. Porém, o então presidente Lugo, tristemente conhecido pelo número de filhos ilegítimos que teve enquanto era bispo, manifestou desinteresse e insensibilidade. Pior: destituiu o ministro do Interior e chefe da Polícia, substituindo-o por uma pessoa de sua confiança e constrangendo à renúncia os oficiais mais antigos.

    Sabia-se havia muito que o pequeno grupo guerrilheiro denominado Exército Paraguaio Popular (EPP) agia com a conivência de Lugo. Era público e notório que ele apoiava por debaixo do pano os agitadores camponeses, muitos dos quais foram seus discípulos quando era bispo na zona de conflito.

    Porém, Lugo teve a habilidade de não impulsionar um esquerdismo sanhudo. Ele favorecia a subversão sem demonstrar cumplicidade. Dessa maneira, como seus símiles sul-americanos, soube tornar-se “suportável”, embora o país não concordasse com sua prepotência, hipocrisia e imoralidade. Muitos paraguaios estavam arrependidos de ter votado nele, mas o suportavam em virtude de estranha paralisia.

    Num instante, Lugo perde anos de “progresso” 
    A assustadora chacina, porém, eriçou o país e produziu o efeito de faísca lançada sobre um monte de palha. Subitamente, a opinião pública começou a clamar contra o então presidente. Até mesmo simples balconistas de supermercado não conseguiam deixar de externar espanto e indignação.

    Desfizeram-se completamente, em um só instante, anos de avanço astucioso da esquerda. Sinal sintomático entre todos: até os bispos, que o apoiavam, pediram-lhe que renunciasse antes mesmo de qualquer procedimento parlamentar. E, logo que foi destituído, qualificaram sua saída como “página virada”. 

    O novo Presidente do Paraguai, Federico Franco, se reúne com o Núncio Apostólico Eliseo Ariotti no palácio presidencial em Assunção
    Nesse ambiente, a permanência de Lugo tornara-se insustentável. A Câmara dos Deputados solicitou a abertura do processo de impeachment. Nas ruas do Paraguai bradava-se pela saída do presidente. Apenas um parlamentar votou a favor da manutenção de Lugo, enquanto 73 votaram pela abertura do processo. Feito este, o Senado o destituiu por 39 votos contra 4, com dois ausentes, e empossou o vice-presidente Federico Franco. Tudo de acordo com a Constituição paraguaia.

    Uma tentativa frustrada de protesto de rua não atraiu manifestantes. O Exército não precisou intervir e respaldou as decisões do Legislativo. Lugo ficou plenamente livre. Impotente e sem apoio, até formou um “governo fantasma” do qual quase nada se sabe, a não ser que foi inexpressivo. A opinião pública paraguaia externou largo apoio ao impeachment do ex-bispo e elogiou seu discurso de renúncia como o melhor que fez em quatro anos de governo.

    O novo presidente prometeu evitar toda violência, respeitar a propriedade privada em matéria de Reforma Agrária e dar mão forte à Justiça para não mais tolerar os grupos terroristas. A opinião pública não queria ouvir outra coisa.

    A substituição constituiu um episódio tranquilo na plena vigência da ordem legal e do sistema democrático. 

    Dupla linguagem das esquerdas 
    “Golpe”! — clamaram em uníssono as esquerdas sul-americanas. Samuel Pinheiro Guimarães Neto, até então alto representante brasileiro no Mercosul, denunciou que as “classes tradicionais hegemônicas promovem um neogolpismo na América do Sul e a democracia está em risco na região”.(1) A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apressou-se em declarar algo mais sonoramente esquerdista enquanto o caudilho Hugo Chávez enviava seu chanceler Nicolás Maduro para tentar sublevar os comandantes militares paraguaios, poucas horas antes da destituição de Lugo. O encontro foi agendado pelo chefe do gabinete militar de Lugo, general Ángel Vallovera, e ocorreu no Palácio de Governo da capital, sendo filmado pelas câmaras de segurança. A ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, entregou o vídeo à imprensa.

    Temendo talvez algum fenômeno análogo de opinião pública em seus países, presidentes membros do Mercosul reunidos em Mendoza (Argentina) [foto acima] suspenderam o Paraguai da aliança e decidiram receber a Venezuela de Hugo Chávez como novo membro. O parlamento do Paraguai opunha-se há anos a esse ingresso, e agora presidentes “populistas” aproveitaram-se daquela suspensão para abrir as portas ao líder “bolivariano”. O ato foi claramente ilegal, violando numerosos tratados assinados pelo Brasil, como demonstrou o ex-chanceler brasileiro Celso Lafer. Para ele, o ato de Mendoza “carece de boa-fé [...] lealdade e honestidade [...]. Trata-se, em síntese, de uma ilegalidade”.(2) 

    Para “O Estado de S. Paulo” tratou-se de um “golpe contra o Mercosul”, fruto de “mais uma decisão desastrada e vergonhosa para a diplomacia brasileira”. O jornal constatou que “os presidentes e diplomatas envolvidos na condenação do Paraguai foram incapazes de sustentar sua decisão em um claro fundamento jurídico”.(3)

    Segundo a “Folha de S. Paulo”, o “rigor do Mercosul vale para o Paraguai, mas não para a Venezuela [...]. Dois pesos, duas medidas”.(4)

    Para “O Globo” “o Mercosul [ficou] sob influência chavista”.(5)

    O conhecido constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins deplorou “o apoio de Dilma a essa ‘rebelião de aspirantes a ditadores’, pisoteando a democracia e a Lei Suprema paraguaia”.(6)

    Bastou o chanceler e o vice-presidente do Uruguai apontarem a presidente brasileira Dilma Rousseff como promotora dessa ‘rebelião de aspirantes a ditadores’ para começar uma corrida — que percorreu as chancelarias do Mercosul — em que uns punham a culpa nos outros.

    O Direito internacional, os acordos assinados, a reputação das diplomacias nacionais e dos governos, a própria racionalidade dos atos humanos, tudo foi descartado na precipitação e no pânico do esquerdismo continental.

    Enquanto escrevemos este artigo, o caso não teve ainda seu desfecho. Entretanto, vem se destacando a atitude de serenidade e dignidade do novo governo de Assunção diante do alvoroço contraditório e agressivo de países vizinhos influenciados pela mentalidade “bolivariana”. Ademais, a missão ao Paraguai liderada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, concluiu que “o julgamento político foi feito estritamente conforme o procedimento constitucional” e que as instituições democráticas estão preservadas.

    O que responderão a “rebelião de aspirantes a ditadores” e seu comparsa caribenho?

    Notas: 
    1. “Folha de S. Paulo”, 29-6-12. 
    2. “FSP”, 4-7-12. 3. “O Estado de S. Paulo”, 3-7-12. 
    4. “Folha de S. Paulo”, 1-7-12. 
    5. “O Globo”, Rio, 29-6-12. 
    6. “Folha de S. Paulo”, 5-7-12. 


    ________  
    (*) Luis Dufaur é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

    *          *          *
    A respeito da questão paraguaia, que levou ao Impeachment do ex-presidente esquerdista Fernando Lugo, leia também o manifesto da TFP do Paraguai, publicado no diário "ABC Color", de Assunção, em 13-7-2012. Abaixo a versão original desse documento [click na imagem para ampliá-la]. A tradução de tal manifesto encontra-se no seguinte link:

    Aliança internacional dispara contra o Paraguai: Mercosul e Unasul abrem as portas da América Latina para um neo-totalitarismo de esquerda


    Mais abaixo, fotos da campanha da TFP paraguaia, divulgando o documento nas ruas de Assunção, onde obteve excelente acolhida do público.




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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo