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    domingo, 20 de outubro de 2013

    Papa Francisco: Por que a Igreja é apostólica







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    Christo Nihil Praeponere


    Pesquisa




    18/10/2013 12:10 | Categoria: Papa Francisco


    "A nossa fé, a Igreja que Cristo quis, não se baseia em uma ideia, em uma filosofia: baseia-se no próprio Cristo", disse o Papa


    Durante a audiência geral de quarta-feira, o Papa Francisco retornou às suas catequeses sobre a Igreja. Ele explicou, desta vez, o que significa dizer que a Igreja é apostólica e lembrou aos cristãos a importância da missão, da evangelização, nos passos do Apóstolo, que exclamava: "Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9, 16).

    Primeiro, o Santo Padre destacou a "importância dos Apóstolos Pedro e Paulo que aqui doaram suas vidas para levar e testemunhar o Evangelho". "Professar que a Igreja é apostólica significa destacar a ligação constitutiva que essa possui com os Apóstolos, com aquele pequeno grupo de doze homens que Jesus um dia chamou a si, chamou-os pelo nome, para que permanecessem com Ele e para enviá-los a pregar", disse.

    O Papa também explicou o significado de ser apóstolo. "Um apóstolo é uma pessoa que é mandada, é enviada a fazer alguma coisa e os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus para continuar a sua obra, para orar (...) e, segundo, anunciar o Evangelho", afirmou.

    Sua Santidade destacou que a oração "é o primeiro trabalho de um apóstolo", a "primeira tarefa". É só aos pés do Senhor, como fez Maria, irmã de Marta, que a vida ativa adquire seu sentido. "Isso é importante porque quando pensamos nos Apóstolos poderíamos pensar que foram somente anunciar o Evangelho, fazer tantas obras", disse. "Quando pensamos nos sucessores dos Apóstolos, os Bispos, incluindo o Papa, porque ele também é um bispo, devemos perguntar-nos se este sucessor dos Apóstolos primeiro reza e depois se anuncia o Evangelho: isto é ser Apóstolo e por isto a Igreja é apostólica".

    Depois, o Papa Francisco recordou o fato de a Igreja ter sido edificada "sobre o fundamento dos apóstolos" (Ef 2, 20), "sobre a autoridade que foi dada a eles pelo próprio Cristo". Ele sublinhou que "sem Jesus não pode existir a Igreja": "A nossa fé, a Igreja que Cristo quis, não se baseia em uma ideia, em uma filosofia: baseia-se no próprio Cristo". Sua Santidade comparou a Igreja a "uma planta que ao longo dos séculos cresceu, desenvolveu-se, deu frutos" e cujas "raízes estão bem plantadas" na "experiência fundamental de Cristo". "Daquela planta pequenina aos nossos dias: assim a Igreja está em todo o mundo", disse.

    Para se conectarem com aquele mistério primeiro da Morte e Ressurreição de Cristo, o Papa ressaltou a importância de conservar o depósito da fé. "A Igreja conserva ao longo dos séculos este precioso tesouro que é a Sagrada Escritura, a doutrina, os Sacramentos, o ministério dos Pastores, de forma que possamos ser fiéis a Cristo e participar da sua própria vida", ensinou. "É como um rio que flui na história, desenvolve-se, irriga, mas a água que escorre é sempre aquela que parte da fonte, e a fonte é o próprio Cristo".

    Por fim, o Santo Padre frisou que "a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo", porque possui a "mesma missão que Cristo confiou aos Apóstolos". "Insisto neste aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a ‘ir’ ao encontro dos outros, envia-nos, pede-nos para nos movermos e levar a alegria do Evangelho!", exclamou o Pontífice."Somos missionários com a nossa palavra, mas, sobretudo, com a nossa vida cristã, com o nosso testemunho? Ou somos cristãos fechados no nosso coração e nas nossas igrejas, cristãos de sacristia? Cristãos só nas palavras, mas que vivem como pagãos?"

    Francisco convidou os fiéis na Praça de São Pedro a um exame de consciência. "Todos nós, se queremos ser apóstolos (...), devemos perguntar-nos: eu rezo pela salvação do mundo? Anuncio o Evangelho? Esta é a Igreja apostólica!"


    Tags: Papa Francisco, Audiência Geral, Apostolado


    sábado, 20 de outubro de 2012

    AS FRONTEIRAS DA IGREJA E TESTEMUNHOS



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    sábado, 13 de outubro de 2012

    AS FRONTEIRAS DA IGREJA E TESTEMUNHOS


    Com efeito, a Igreja Católica não se limita às fronteiras visíveis do que costumamos chamar "a Igreja de Cristo", porquanto tais limites vão muito além abrangendo todos os homens que, sem culpa, estão visivelmente dela separados e que até mesmo, movidos por um zelo não esclarecido, a perseguem acreditando estar assim prestando serviço a Deus.






    EVANGÉLICO: - Vocês ainda não conseguiram provar que a igreja é o catolicismo romano porque realmente não é. A Igreja não se restringe a nenhuma religião, quem conhece o coração de cada um é Deus, portanto só Ele sabe quem são os Seus filhos que verdadeiramente fazem a Sua Vontade.

    Talvez você gostará também de visitar o índice das MENTIRAS CONTRA A IGREJA
    ou, então, as ANOTAÇÕES APOLOGÉTICAS
    Quem sabe, veria o livro O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO
    e o outro livro A IGREJA, A REFORMA E A CIVILIZAÇÃO





    RESPOSTA: - Se considerarmos que as igrejas Ortodoxas e protestantes provêm da Igreja Católica, a qual, conforme acabou de afirmar acima, já não era mais de Cristo, então esta Igreja de Cristo não mais existe, porque uma árvore má não pode produzir frutos bons (Mt 12,33).


    AS FRONTEIRAS DA IGREJA


    Por outro lado, está quase perto da verdade quando se referiu às fronteiras da única e verdadeira Igreja de Cristo. Com efeito, a Igreja Católica não se limita às fronteiras visíveis do que costumamos chamar "a Igreja de Cristo", porquanto tais limites vão muito além abrangendo todos os homens que, sem culpa, estão visivelmente dela separados e que, até mesmo, movidos por um zelo não esclarecido, a perseguem acreditando estar assim prestando culto a Deus (Jo 16,2).





    A LUZ DE CRISTO - TESTEMUNHO DA HISTÓRIA



    Missionários Jesuítas - Redução de São Miguel

    Quanto às provas temos o testemunho histórico de que ela é a única que tem levado a luz de Cristo a todo o orbe terrestre desde quando os santos apóstolos saíram a pregar o Evangelho a todas as nações cooperando Deus com eles, mostrando que seus ensinos eram verdadeiros por causa dos milagres que operavam.



    TESTEMUNHO DOS CÉUS


    Os reformadores criaram muitas e diversas doutrinas diferentes das que ensinava a Igreja Católica, porém, nenhum deles foram secundados pelos céus mediante tais sinais. A Igreja Católica, entretanto, continua, como sempre, sendo identificada com milagres, prodígios e portentos verdadeiros, tais que podem suportar os mais exigentes testes sem que se possam demonstrar que foram provocados por causas relesmente naturais. E os protestantes? Nenhum deles pôde mostrar  sequer o relato de um único "milagrinho" ocorrido em seus meios e que tenha sido examinado com rigor científico.




    TESTEMUNHO DA VERDADE


    Por fim ainda resta a questão das mentiras que os evangélicos ainda não conseguiram encontrar em sites católicos e provar de que realmente eram mentiras. De nossa parte encontramos e provamos centenas delas em sites protestantes. Será isso também mais um sinal da única e verdadeira Igreja de Cristo?



    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    RESPOSTA PARA OS QUE DIZEM QUE A IGREJA ESTÁ FORA DE MODA


    RESPOSTA PARA OS QUE DIZEM QUE A IGREJA ESTÁ FORA DE MODA

    22:04  MARCELO COSTA  NO COMMENTS


    RESPOSTA PARA AQUELES QUE DIZEM QUE A IGREJA "ESTÁ FORA DE MODA"




    O ARCEBISPO DE NOVA IORQUE E PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DOS ESTADOS UNIDOS, CARDEAL TIMOTHY DOLAN, RESPONDEU COM SIMPLICIDADE E PRECISÃO, BASEADO NA VIDA COTIDIANA, ÀQUELES QUE AFIRMAM  QUE A IGREJA É "ANACRÔNICA" OU ESTÁ "FORA DE MODA".



    NA MAIS RECENTE PUBLICAÇÃO DE SEU BLOG PESSOAL NO SITE DA ARQUIDIOCESE DE NOVA IORQUE, O CARDEAL RESPONDEU ÀS CRÍTICAS QUE DIZEM QUE A IGREJA DEVE "COLOCAR-SE AO DIA COM AS NOVAS ÉPOCAS OU VAI PERDER FIÉIS!"



    COM UM CLARO TOM DE IRONIA, O CARDEAL COMENTA QUE TAMBÉM UNS DIZEM QUE O PAPA JUAN XXIII IA INICIAR ALGUMAS MUDANÇAS COM O CONCÍLIO VATICANO II PARA "COLOCAR A IGREJA EM DIA", MAS QUE O "INDECISO" PAULO VI E "O POLONÊS DE MENTE FECHADA" JOÃO PAULO II, E O "AUTORITATIVO PANZERKARDINAL" JOSEPH RATZINGER, AGORA BENTO XVI, "ARRUINARAM TUDO COM SEU CONSERVADORISMO!"



    A SEGUIR O CARDEAL EXPLICA QUE O PAPA JOÃO XXIII REUNIU O CONCÍLIO PARA DEBATER A MELHOR FORMA DE TRANSMITIR A FÉ "SEM COMPROMETER OU DILUIR SUA INTEGRIDADE. E, DE ACORDO AOS ENSINAMENTOS DO MESMO CONCÍLIO, É O PAPA, UNIDO AOS BISPOS DA IGREJA, QUE PROPORCIONAM A GENUÍNA INTERPRETAÇÃO DO SIGNIFICADO DO CONCÍLIO".



    O CARDEAL EXPLICA LOGO QUE O QUE DEVE ADEQUAR-SE AOS TEMPOS É A FORMA QUE A FÉ É APRESENTADA E QUE A MISSÃO DA IGREJA E SEUS ENSINAMENTOS NÃO DEVEM SER ALTERADOS, MAS DEVEM ESTAR CONFORMES À REVELAÇÃO DE DEUS NA BÍBLIA, AO DIREITO NATURAL, AOS ENSINAMENTOS DE JESUS E AO MAGISTÉRIO DA IGREJA (OS ENSINAMENTOS DO PAPA E DOS BISPOS).



    PARA DEIXAR AINDA MAIS CLARO QUE OS ENSINAMENTOS DA IGREJA NÃO ESTÃO "FORA DE MODA", O CARDEAL PÕE TRÊS EXEMPLOS CONCRETOS.



    O PRIMEIRO SE REFERE À CONVIVÊNCIA ANTES DO MATRIMÔNIO E A VIDA SEXUAL ATIVA, QUE SEGUNDO A IGREJA PERTENCE APENAS AO ÂMBITO DO MATRIMÔNIO. "TAL AFIRMAÇÃO, COMO SABEM, É QUALIFICADA DE TOLA, IMPRÁTICA E REPRESSIVA".



    ENTRETANTO, PROSSEGUE O PRELADO, "NÃO FOI UM JORNAL CATÓLICO -A NÃO SER JUSTAMENTE O CONTRÁRIO- O NEW YORK TIMAS (QUE NO DIA 15 DE ABRIL DE 2012) INFORMOU AS SOMBRIAS ESTATÍSTICAS DE COMO A CONVIVÊNCIA ANTES DO MATRIMÔNIO GERA ALTOS GRAUS DE INFELICIDADE MARITAL E DIVÓRCIO!"



    O SEGUNDO CASO É O DE UMA MULHER QUE PROCURA O SEU PÁROCO PARA PEDIR CONSOLO PORQUE AGORA NÃO PODE FICAR GRÁVIDA PORQUE, SEGUNDO O SEU MÉDICO, DURANTE 15 ANOS TOMOU A PÍLULA ANTICONCEPCIONAL, UM TEMA COM O QUAL ALGUNS SE BURLAVAM DA IGREJA. "A MULHER MESMO CONCLUI QUE O RESPEITO DA IGREJA PELA INTEGRIDADE NATURAL DO CORPO NÃO ESTÁ PARA NADA 'ULTRAPASSADO'".



    O TERCEIRO CASO É UM HOMEM QUE SE APROXIMA DO PRÓPRIO CARDEAL PARA CONTAR-LHE O SEU DRAMA: ESTÁ VELHO, SOZINHO E VAI MORRER. DEIXOU A SUA ESPOSA E FILHOS UMA DÉCADA ATRÁS, PROCUROU DINHEIRO, PRESTÍGIO, PROPRIEDADES E UMA ESPOSA MAIS BONITA E MAIS JOVEM. ANOS ATRÁS ELE SE BURLOU DO SACERDOTE QUE LHE ADVERTIU SOBRE OS PERIGOS DE "ADORAR O DINHEIRO E O PRAZER".



    "E AGORA -DIZ O CARDEAL DOLAN- O HOMEM ESTÁ MORRENDO SOZINHO, RECORDANDO AS PALAVRAS DE JESUS: 'DE QUE SERVE AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO SE AO FAZÊ-LO PERDE SEU ALMA?' O HOMEM ADMITE QUE, NO FINAL DAS CONTAS, A IGREJA TINHA RAZÃO".



    O ARCEBISPO ASSINALA QUE "A IGREJA 'NÃO ESTÁ FORA DE FOCO', MAS AO CONTRÁRIO SE ENCONTRA NO MEIO DE TUDO E BASTANTE MAIS ADIANTE DE NÓS PORQUE TEM OS OLHOS NA ETERNIDADE. É UMA MÃE AMOROSA E SÁBIA, FUNDADA SOBRE AQUELE QUE É 'O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA'".



    "ELA, A IGREJA, NÃO TEM QUE MUDAR DE PERSPECTIVA, MAS NÓS TEMOS QUE MUDAR DE VIDA. ESQUEÇAM-SE DE 'ADAPTAR-SE AOS NOVOS TEMPOS' NO QUE DIZ RESPEITO À FÉ E À MORAL. EM VEZ DISSO 'COLOQUEM-SE EM DIA COM O ETERNO!', CONCLUIU"

    sexta-feira, 28 de setembro de 2012

    BISPO REBATE FOLHA DE SÃO PAULO

     




    BISPO REBATE FOLHA DE SÃO PAULO



    Dom Jacinto Furtado Rebate o Jornal Folha de São Paulo



    O Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, vem a público repudiar publicação de matéria no site da Folha de São Paulo em que foram utilizadas, sem o seu conhecimento e sem a sua autorização, palavras "pinçadas" de uma longa entrevista concedida EXCLUSIVAMENTE à Revista Cidade Verde. De um contexto de 22 perguntas com longas e aprofundadas respostas, o jornalista, levianamente, extraiu de maneira sensacionalista expressões que repercutiriam de forma pejorativa e negativamente com relação à postura deste Arcebispo para com a Igreja Católica.
    Assim, para tirar qualquer dúvida, Dom Jacinto reafirma a doutrina comum da Igreja: "O Papa é infalível, quando: ex cathedra – fala de fé e moral. O Magistério Ordinário do Romano Pontífice é para ser sempre acolhido e seus ensinamentos postos em prática".


    Acesse - ÍNDICE DAS MENTIRAS CONTRA A IGREJA CATÓLICA


    Quanto ao Celibato, declara e afirma: "O celibato é um dom do Espírito à Igreja de Cristo, que sempre será recebido por muitos homens e mulheres. A respeito da disciplina do celibato relacionada à admissão ao sacerdócio, repeti a prática da Igreja: ela nem sempre existiu como norma. O Oriente Cristão mantém a prática de padres casados e celibatários. Recentemente, o Papa Bento XVI permitiu que padres anglicanos, ordenados padres católicos, continuassem com suas famílias. Em suma, o Papa pode mudar essa disciplina, quando achar conveniente, mas o dom do celibato será sempre uma riqueza para a Igreja de Cristo e sinal do Reino futuro".

    É fundamental ressaltar que em ambos os casos, Dom Jacinto apenas ilustrou as suas respostas com exemplos que não são afirmativas suas, mas relatos de situações vivenciadas hoje na Igreja.

    Ainda na matéria, o jornalista faz afirmações falsas, declarando que o Arcebispo de Teresina era ligado à Teologia da Libertação nos anos 80. "Não sou teólogo e jamais me filiei a qualquer movimento ligado à Teologia da Libertação. Meu ministério teve sempre a marca da catequese, do zelo pelas vocações sacerdotais e da ênfase na centralidade da Eucaristia".

    Fonte: ARQUIDIOCESE DE TERESINA - EXCLARECIMENTOS DE DOM JACINTO BRITO

    quinta-feira, 16 de agosto de 2012

    A Igreja não é refúgio de Carolas

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    A Igreja não é refúgio de Carolas

    Por Rafael Vitola Brodbeck




    "Retiro a expressão que dá título a este artigo do equivalente assinado pelo senador Gilberto Amado, sob o título “O Brasil e a renascença católica”, publicado em 1930. Na ocasião, o ilustre político, que já exaltara as qualidades intelectuais de outros católicos, como o leigo Carlos de Laet e o Cardeal Arcoverde, punha-se a tecer a elegia de Alceu de Amoroso Lima, o “Tristão de Ataíde”.

    De fato, ao contrário do que propugnam os anticlericais – tomada a palavra em sua pior acepção –, nunca se opôs a Igreja ao fomento da cultura, da ciência e das artes. Não são seus templos redutos exclusivos de beatas, senhoras piedosas, e homens iletrados. É católica a Igreja, i.e., universal, acolhendo todas as almas, das mais variadas colorações sociais, étnicas e circunstanciais.

    Desde seu surgimento, justificou, como pedira o apóstolo São Pedro, as razões de sua esperança. Explicou-se aos romanos perseguidores, desfez os equívocos da heresia – “a verdade que enlouqueceu”, no dizer de Chesterton –, alcançou os simples e os poetas, os analfabetos e os filósofos. Deu-nos gigantes da têmpera de um Jerônimo, de um Irineu, de um Crisóstomo, de um Atanásio e de um Agostinho. Forjou, em Santo Tomás de Aquino, o diálogo perfeito entre as letras clássicas, sobretudo de Aristóteles, e o Evangelho. E legou-nos, dos escombros do Império dilacerado pelos bárbaros – que ela converterá depois, começando pelos francos de Clóvis e Clotilde –, a civilização que não se envergonhou de chamar-se "Cristandade".

    Quando se dá conta dessa verdade, o laicista enfurece. Nem todos os Richard Dawkins juntos poderão negar a evidência de que a Igreja de Cristo não só não se opôs ao desenvolvimento humano, científico e literário, como o incentivou positivamente. Mais do que isso: o pensamento cristão é, como direi, uma causa do método científico. Ao conceber um Deus Criador que rege o mundo por leis imutáveis dispostas em sua sabedoria, e não pelo mito ou pelo acaso, põe-se o pensador impregnado de cristianismo a perscrutar essas leis. Daí a física, a biologia, a química, vindas, é claro, do legado helênico - não por acaso, o menos mitológico e o mais próximo, entre os filósofos, da idéia cristã de divindade -, porém elevadas a um patamar talvez impossível sem a fé. O Deus cristão assume a natureza humana, encarna-se, e suas leis passam a ser objeto de estudo. A própria moralidade do bem supremo que é Deus converte-se em paradigma de um novo Direito, que mescla a cientificidade do latino com a humanidade evangélica.

    O incremento das modernas técnicas agronômicas cooube aos monges beneditinos e cistercienses, que transformaram lodos e pântanos em locais de pastagem e agricultura, criando mosteiros sustentáveis. As noções de liberdade e moral em economia são fruto dos neoescolásticos de Salamanca. E o Direito Internacional é cria de padres católicos: Francisco Suárez, Francisco de Vitória, Bartolomeu de las Casas.

    Contra isso, o laicista se levanta. Pode tolerar a senhora, com seu véu negro, desfiando as contas de seu rosário na igreja à meia-luz. Rasga suas vestes de pavor, entretanto, ao deparar-se com o já citado Chesterton, ou a descobrir que Pascal era cristão - embora jansenista. Quando percebe que Pasteur era católico e devoto, sua ira se intensifica. É-lhe impossível reconhecer, sem rubor ou violência, a profunda fé de inúmeros responsáveis pelo incremento da ciência - além dos referidos Pascal e Pasteur, Mendel, Copérnico, Jerôme Lejeune, descobridor da origem genética da Síndrome de Down e que está em processo de beatificação, Georges Lemâitre, padre que propôs o que viria a ser a Teoria do Big Bang (provando que ciência e relato bíblico não são excludentes), Pierre Pérignon (sim, o inventor do espumante era monge), Landell de Moura, padre gaúcho que inventou o rádio. Descobrindo o catolicismo de intelectuais do calibre do historiador Christopher Dawson, do escritor J.R.R. Tolkien, autor da monumental saga de "O Senhor dos Anéis", do economista Thomas Woods, do arquiteto Gaudí (que logo será beatificado), da medievalista francesa Régine Pernoud, ou dos grandes pensadores convertidos Cardeal Newman, Marcel de Corte, Dietrich von Hildebrand, Hilaire Belloc, Paul Claudel, Jacques e Raíssa Maritain, Santa Edith Stein, ou um cineasta de sucesso como Mel Gibson, não pode o inimigo da religião ficar impune em seu erro.

    O Brasil não foge a tão robusta tradição. Herdou de Camões, o pai da última flor do lácio, que insculpiu em seus Lusíadas, a mais varonil fé católica e uma impactante devoção à Cruz e ao Cristo, a formação cristã de seus intelectuais. Daí que nos honremos da fibra de Dom Vital, mártir branco no regime do padroado, a pena polêmica e sagaz de Laet, Arcoverde, Eduardo Prado, Joaquim Nabuco (o patriarca da abolição), Felício dos Santos, João Gualberto (que refutou magristralmente as tresloucadas teses criminológicas lombrosianas), Júlio Maria, Dom Macedo Costa. Daí o orgulho por Jackson de Figueiredo, por Amoroso Lima, por Leonel Franca, pelo gênio Gustavo Corção, por Maurílio Teixeira-Leite Penido, o grande comentador de Pio XII. Daí a figura ímpar, ainda que por muitos incompreendida, de Plínio Corrêa de Oliveira. Daí a liderança do Cardeal Leme.

    Leigos e padres não se furtaram a dar sua contribuição à humanidade. Espiritual e temporal. Tal qual o homem, que não é alma penada, tampouco um cadáver ambulante"
    ________

    Rafael Vitola Brodbeck, casado e pai de família, é Delegado de Polícia no Rio Grande do Sul, e coordena o Salvem a Liturgia, sendo responsável nesse site pelos textos sobre erros litúrgicos, incentivo ao latim, e comentários sobre rubricas e normas. É membro da Sociedade Internacional Santo Tomás de Aquino (SITA/Roma), e da Academia Marial de Aparecida. Desde 1998, é incorporado ao Regnum Christi. Ministra palestras sobre temas litúrgicos e doutrinários

    http://razoavelcrer.blogspot.com.br/2012/08/a-igreja-nao-e-refugio-de-carolas.html

    sábado, 11 de agosto de 2012

    Igreja Católica, Mãe da Civilização Moderna

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    Igreja Católica, Mãe da Civilização Moderna

    Toda vez que um protestante, um comunista, ateu ou qualquer outro inimigo da Igreja, que gosta de erroneamente chamar a Idade Média de “trevas”, citar redondamente enganado, que a Igreja é “primitiva”, é “medieval” e que eles mesmos são da era do celular, televisão, DNA, Genética, Genoma, Física, fibra ótica, viagens espaciais ou energia nuclear, deveriam receber dos católicos a resposta:



    Por Fernando Nascimento




    “Nós não tivemos essas coisas na Idade Média porque estávamos ocupados em inventá-las e descobri-las para que as tenhas hoje.” - e indagar-lhes - “os que pensam como ti, o que oferecerão às futuras gerações?”


    Hoje, há professores como Thomas Woods graduado na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia, Edward Grant escrevendo livros editados pela Universidade de Cambridge, Thomas Goldstein, A.C.Crombie, David Lindberg e muitos outros. E todos eles concordam que você mente quando alega que a Igreja foi uma oponente das ciências. Pelo contrário, há aspectos do pensamento católico que foram indispensáveis para o desenvolvimento da ciência.
    Confira como a Igreja Católica construiu a Civilização Moderna e a livrou da ignorância e do massacre dos Bárbaros:

    - A Igreja Católica teve de empreender a tarefa de introduzir a lei do Evangelho e o Sermão da Montanha entre os povos Bárbaros, que tinham o homicídio como a mais honrosa ocupação e a vingança como sinônimo de justiça. (Christopher Dawson);
    - A Igreja Católica forneceu mais ajuda e apoio financeiro ao estudo da Astronomia, por mais de seis séculos – da recuperação do saber antigo da Baixa Idade Média ao Iluminismo -, do que qualquer outra e, provavelmente, todas as outras instituições. (J.L.
    Thomas Goldstein, A.C.Crombie );
    - A Igreja fundou a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII.
    - Reginald Grégoire (1985), afirma: “os monges deram a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monarquismo ocidental) foi o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”; 
    - O nosso padrão de contar o tempo foi criado por um monge católico chamado Dionísio, por volta do início do século 4;
    - Foram os católicos escolásticos que criaram a Ciência Econômica Moderna. Foram eles que criaram a economia, e não os secularistas do Iluminismo;
    - São Mesrob, sacerdote católico, foi o criador do alfabeto armênio;
    - Os Jesuítas – da Companhia de Jesus – foram tão exímios nas ciências que, neste exato momento, 35 crateras lunares têm o nome de cientistas jesuítas;
    - São Cirilo e Metódio, no século IX, desenvolveram um alfabeto para o velho idioma eslavo, este se tornou o precursor do alfabeto russo "cirílico". Em 885, são Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma;
    - O católico franciscano Roger Bacon (séc 13), que lecionava na Universidade de Oxford, é considerado o precursor da revolução científica;
    - O monge matemático Jordanus Nemorarius, além dos conhecimentos que contribuiu à matemática introduzindo os sinais de “mais” e de “menos”, iniciou a investigação dos problemas da mecânica, superando a visão dos problemas do equilíbrio. Foi o fundador da escola medieval de mecânica, foi o primeiro em formular corretamente a “lei do plano inclinado” e pesquisou sobre a conservação do trabalho nas máquinas simples.
    - Os Jesuítas estão entre os maiores matemáticos da história;
    - O abade Nicolau Copérnico foi o astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava, a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.
    - O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685 -1724), foi um cientista e inventor nascido no Brasil Colônia. Famoso por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, era chamado de “o padre voador”, é uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial. Ele também é o inventor de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar.”
    - Papa Gregório XIII, foi quem nos deu o Calendário Gregoriano, que é o calendário utilizado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais. A China o aprovou em 1912.
    - Jean Buridan (1300-1358) foi um filósofo e padre francês, que desenvolveu e popularizou a “teoria do Ímpeto”, que explicava o movimento de projéteis e objetos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da Inércia, de Isaac Newton;
    - Nicole d'Oresme (c.1323-1382) era teólogo dedicado e Bispo de Lisieux, foi um gênio intelectual e talvez o pensador mais original do século XIV. Foi um dos principais propagadores das ciências modernas. Na “Livre du ciel et du monde” (1377), Oresme se opôs à teoria de uma Terra estacionária como proposto por Aristóteles e, neste trabalho, ele propôs a rotação da Terra, cerca de 200 anos antes de Copérnico. No entanto, ele estragou um pouco este belo pedaço de pensamento, rejeitando suas próprias idéias, no final dos trabalhos e assim, como Clagett escreve, não pode ser considerada como a reivindicação de que a Terra girava antes de Copérnico. Ele escreveu “Questiones Super Libros Aristotelis de Anima lidar”, com a natureza da luz, reflexão da luz e da velocidade da luz, discutidos em detalhes.
    - O monge Luca Bartolomeo de Pacioli é considerado o pai da contabilidade moderna. Um dos seus alunos foi Leonardo da Vinci;
    - O padre paraibano Francisco João de Azevedo, é reconhecido como inventor e construtor da máquina de escrever. O que temos certeza é que a máquina realmente existiu, funcionava, foi exposta ao público, ganhou medalhas, e, o mais importante, em dezembro de 1861, portanto antes que Samuel W. Soule e seus dois parceiros, em 1868, recebessem a formalização da patente nos Estados Unidos;
    - De acordo com o Dicionário de Biografia Científica, santo Alberto Magno, que ensinou na Universidade de París, era habilidoso em todos os ramos da ciência, “foi um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média”. Desde 1941 ele é declarado o “patrono de todos que cultivam as ciências naturais”; 
    - O padre Nicolas Steno é considerado o pai da Estratigrafia, que estuda as camadas de rochas sedimentares formadas na superfície terrestre. Um geólogo precisa conhecer os princípios de Steno.
    - Jean-Antoine Nollet, foi abade e físico francês, se constitui como um grande divulgador da física e da eletricidade em particular. Construiu alguns dos primeiros eletroscópios, a sua própria máquina eletrostática, e também uma versão "seca" da garrafa de Leiden.
    - Os jesuítas no século 18 contribuíram para o desenvolvimento do relógio de pêndulo, pantógrafos, barômetros, telescópios e microscópios refletores para campos científicos variados como: magnetismo, ótica e eletricidade. Eles observaram, às vezes antes que de qualquer outro, as faixas coloridas dos anéis na superfície de Júpiter, a Nebulosa de Andômeda e anéis de Saturno. Eles teorizaram sobre a circulação do sangue, independentemente de Harvey, a possibilidade teórica de vôo, o modo como a lua afeta as marés e a natureza ondular da luz, mapas estelares de hemisfério sul, lógica simbólica e medidas de controle de enchentes. Tudo isso foi realização típica dos jesuítas.
    - O padre Giabattista Riccioli foi a primeira pessoa a calcular a velocidade com que um corpo em queda livre acelera até o chão,
    - O padre Francesco Grimaldi descobriu e nomeou o fenômeno de difração da luz. Ele também participou de uma descrição detalhada de um mapa da superfície da lua. Esse mapa chamado de Selenógrafo, adorna até hoje a entrada do Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington D.C.;
    - O padre Roger Boscovich, falecido em 1787, é louvado por cientistas modernos por ter apresentado a primeira descrição coerente de teoria atômica, bem mais de um século antes que a teoria atômica moderna emergisse. Ele foi considerado “o maior gênio que a Iugoslávia produziu”;
    - Nos séculos 17 e 18 as catedrais de Bolonha, Florença, París e Roma funcionavam como observatórios solares superiores;
    - O padre Athanasius Kircher é considerado o pai da Egiptologia. Foi graças ao trabalho deste padre que encontrou-se a Pedra Rosetta, que decifrou os símbolos egípcios. Ele foi chamado de “Mestre das cem artes”. Seu trabalho em química ajudou a desbancar a alquimia, que era um tipo de falsa ciência, que até Isaac Newton e Boyle levavam a sério. Foi esse padre que jogou água fria nisso.
    - Foi um Jesuíta quem escreveu exatamente o primeiro livro sobre Sismologia nos Estados Unidos. Era o padre J.B. Macelawane. Todo ano, a União Geofísica Americana, prêmia com uma medalha com o nome deste padre, um jovem geofísico inspirador.
    O padre J.B. Macelawane também foi o primeiro presidente da União Geofísica Americana. Por isso o estudo dos terremotos é conhecido como “A Ciência Jesuíta”;
    - Foi um astrônomo católico chamado Giovanni Cassini quem usou a Catedral de São Petrônio, em Bolonha, para verificar as teorias de movimentos planetários de Johannes Kepler.
    - Foram os monges católicos que desenvolveram a “minúscula carolígia”, ou seja as letras minúsculas, o espaçamento entre palavras e a acentuação, já que o mundo só escrevia em letras maiúsculas, sem espaçamentos e sem acentuação.
    - O ensino superior na Idade Média era ministrado por iniciativa da Igreja;
    - O documento mais antigo que contém a palavra “Universitas” (universidade), utilizada para um centro de estudo, é uma carta do Papa Inocêncio III ao “Estúdio Geral de Paris”;
    - A universidade de Oxford, na Inglaterra, surgiu de uma escola monacal católica organizada como universidade por estudantes da Sorbone de Paris. Foi apoiada pelo Papa Inocêncio IV (1243-1254) em 1254;
    - O historiador francês Henri Daniel – Ropes no século 20 disse: “graças as repetidas intervenções do papado, a educação superior foi habilitada a expandir suas fronteiras; a Igreja, na verdade, foi a matriz que produziu a universidade, o ninho de onde esta tomou vôo.”;
    - Os papas estabeleceram mais universidades do que qualquer outra pessoa na Europa;
    - Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. Todos fundados pela Igreja;
    - Os monges católicos introduziram safras e indústrias e métodos de produção que não se conheciam antes;
    - O monge italiano católico Guido d’Arezzo (992 -1050), criou as 7 notas musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si utilizando ás sílabas iniciais de uma estrofe de um hino a São João para denominá-las. Ele também apresentou pela primeira vez a Pauta Musical de quatro linhas. O sistema ainda é usado até hoje;
    - Os monges católicos foram pioneiros em maquinaria e mecanização. Eles usavam a energia da água para todos os tipos e propósitos;
    - O primeiro relógio de que tivemos notícia foi construído pelo futuro papa Silvestre II, em 996;
    - No século 11, um monge beneditino inglês, chamado Eilmer de Malmesbury, voou aproximadamente 600 metros por meio de um planador sustentado no ar por cerca de quinze segundos. Ele consta no site da Força Aérea Americana – USAF, como pioneiro do vôo do homem, tendo feito isso 1000 anos antes dos irmãos Wright e de Santos Dumont;
    - Em 1688, Dom Perignon, do mosteiro de São Pedro, Hautvillieres-on-the-Marne, descobriu a Champanhe através de experimentação misturando vinhos;
    - Disse o estudioso francês Reginald Gregoire: “De fato, seja na extração de sal, chumbo, ferro, alume ou gipsita, ou na metalurgia, extração de mármore, condução de cutelarias e vidrarias, ou forja de placas de metal, também conhecidas como rotábulos, não há nenhuma atividade em que os monges não mostrassem criatividade e um fértil espírito de pesquisa. Utilizando sua força de trabalho, eles instruíram e treinaram à perfeição. O conhecimento técnico monástico se espalharia pela Europa.”;
    - O Jesuíta espanhol Baltasar Gracián (1601-1658), com seus livros, impressionou e inspirou filósofos, escritores e pensadores ao longo de mais de trezentos e cinqüenta anos, entre estes estavam: Nietzsche, Schopenhauer, Voltaire e Lacan, que foram leitores entusiasmados dos livros deste jesuíta. O filósofo Arthur Schopenhauer considerava seu livro “El Criticón”, “um dos melhores livros do mundo.”Friedrich Nietzsche declarou sobre a obra de Gracián: “A Europa nunca produziu nada mais refinado em questão de sutileza moral.” “Absolutamente único ... um livro para uso constante ... um companheiro na vida. Estas máximas são especialmente adequadas àqueles que desejam prosperar no grande mundo”;
    - Foram os monges católicos, que na Inglaterra, no século 16, desenvolveram a primeira caldeira para produção de larga escala de ferro fundido;
    - O padre Gregor Mendel (1822-1884), é considerado no meio científico como "o pai da genética". Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos (animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos), hoje são uma realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos;
    - Diz um historiador protestante: “se não fosse pelos monges e monastérios, o dilúvio bárbaro poderia ter varrido completamente os traços da civilização romana. O monge foi o pioneiro da civilização e da cristandade na Inglaterra, Alemanha, Polônia, Boêmia, Suécia, Dinamarca. Com o incessante estrondo das armas a sua volta, foi o monge em seu claustro mesmo nas remotas fortalezas, por exemplo, no Monte Athos, quem, perseverando e transcrevendo manuscritos antigos, tanto cristãos como pagãos, assim como registrando suas observações de eventos contemporâneos, foi repassando a tocha do conhecimento intactas às futuras gerações e amealhando estoques de erudição para as pesquisas de uma área mais esclarecida. Os primeiros músicos, pintores, fazendeiros, estadistas da Europa após a queda da Roma imperial sob o ataque violento dos bárbaros, eram monges”. (A Protestant Historian)
    - Albert Einstein declarou: “Só a Igreja se pronunciou claramente contra a campanha hitlerista que suprimia a liberdade. Até então a Igreja nunca tinha chamado minha atenção; hoje, porém, expresso minha admiração e meu profundo apreço por esta Igreja que, sozinha, teve o valor de lutar pelas liberdades morais e espirituais". (Albert Einstein, The Tablet de Londres);
    - Padre Francisco de Vitória, que foi professor na Universidade de Salamanca, foi quem nos deu o exato primeiro Tratado de Direito Internacional da história;
    - A Pontífice Academia de Ciências do Vaticano, atualmente, conta com 61 acadêmicos, dos quais 29 são vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma relação de notáveis cientistas premiados por suas pesquisas no campo da medicina, química, física, etc., entre os quais figuram Marshaw Nerimberg, o descobridor do Código Genético de todos os seres, e nada mais nada menos que, Francis Collins, o mapeador do DNA humano e diretor do Projeto Genoma;
    - A invenção dos mais modernos e imprescindíveis meios de comunicação, deve-se a um membro da Igreja, o brasileiro padre Landell, inventor pioneiro do rádio, do telefone sem fio, do telégrafo sem fio, da televisão e do teletipo usado pela imprensa. Nas patentes são agregados vários avanços técnicos como a transmissão por meio de ondas contínuas, através da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para o envio de mensagens. Ainda em 1904 o padre Landell inicia os testes precursores de transmissão da imagem. Em outras palavras, testava aquilo que viria a ser a televisão. Ele também testou a transmissão de textos, sendo precursor do teletipo, tão utilizado nos telejornais para envio de notícias pelas agências internacionais. Ambas as experiências eram feitas à distância, por ondas que, segundo um jornal paulista, eram denominadas de Ondas Landeleanas. Confira em:
    - O cosmólogo padre Michael Heller, é o ganhador do mais polpudo prêmio acadêmico já pago pela ciência moderna. Ele provou matematicamente a existência de Deus;
    - Um dos princípios mais importantes que a Igreja legou ao desenvolvimento das ciências vem de um verso bíblico! Um verso bíblico que foi um dos mais citados durante toda a Idade Média. Esse verso é: Sabedoria 11, 21, esse verso diz: que “ Deus dispôs tudo com medida, quantidade e peso”. Daí a ciência ter conseguido tanto êxito por crer que vivemos num universo ordenado. É tudo matemático e ordenado de acordo com padrões. Por isso Santo Agostinho (354-430), já afirmava: “Deus é um grande Geômetra.”

    Detalhe: o protestantismo, fundado em 1517 retirou o Livro da Sabedoria de suas bíblias. O desprezo protestante a Copérnico e à ciência, ficou documentado nas palavras de Lutero, que dizia: “O abade Copérnico surgiu, pretendendo que a terra girasse em torno do Sol ... lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 145).
    Lutero não sabia que o que Josué narrava foi o que lhe pereceu a seus olhos, naquele grande milagre de Deus.
    Sobre a ciência, chamada de “razão” naquele tempo, dizia Lutero: “A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto, joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed. Pág. 217).
    Eis o grande legado da Igreja Católica à Civilização Moderna, e em contraste, a verdadeira aversão grotesca à ciência, externada pelo pai do protestantismo






    Referências Bibliográficas:

    - Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19.

    - Whte Jr., Lynn, "Eilmer de Malmesbury: um aviador século XI," Tecnologia e Cultura, II, n. 2 (Spring 1961). 2 (Primavera 1961).
    Maxwell Woosnam, Eilmer: Eleventh Century Monk of Malmesbury (Malmesbury, UK: Friends of Malmesbury Abbey, 1986). Maxwell Woosnam, Eilmer: monge do século XI de Malmesbury (Malmesbury, Reino Unido: Amigos da Abadia de Malmesbury, 1986).

    - 
    http://culturadavida.blogspot.com/2008/04/academia-de-cincias-do-vaticano.html

    - Baltasar Gracián, “A Arte da Sabedoria” - Edição completa, Editora Best Seller.

    - Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97.

    - Gregor Mendel: cienciahoje.uol.com.br

    - Guido d'Arezzo: 
    http://reflexaoemmusica.blogspot.com/2009/05/guido-darezzo.html

    - São Cirilo e Metódio - Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) pp. 359, 371, 385.

    - COSTA, Ricardo da. A Educação na Idade Média. A busca da Sabedoria como caminho para a Felicidade: Al-Farabi e Ramon Llull. In: Artigo publicado em Dimensões - Revista de História da UFES 15. Dossiê História, Educação e Cidadania. Vitória: Ufes, Centro de Ciências Humanas e Naturais, EDUFES, 2003, p. 99-115 (ISSN 1517-2120).

    - Nollet - Enciclopédia Católica

    - 
    Copérnico no Museu de Frauenburgo/Frombork

    - 
    http://www.frombork.art.pl/Ang01.htm

    - Hughes, Barnabas B. (editor). 1981. Jordanus de Nemore. De Numeris Datis. Berkeley, CA: University of Califórnia Press.

    - Nicole Oresme, School of Mathematics and Statistics University of St Andrews, Scotland.

    - Edição especial do [[Correio da Manhã]] - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo X, "Gregório XIII, o Papa que acertou o calendário", página 219, ano 2005.

    - ARRUDÃO, Matias. Bartolomeu Lourenço de Gusmão. São Paulo: Fundação Santos Dumont, 1959.

    terça-feira, 7 de agosto de 2012

    Igreja Católica

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    segunda-feira, 6 de agosto de 2012

    Apostólica



    Por Padre Leo Trese


    "A quarta nota da autêntica Igreja de Cristo, a que “completa o quadrado”, é a apostolicidade, que significa, simplesmente, que a igreja que pretenda ser de Cristo deverá provar a sua legítima descendência dos Apóstolos, alicerce sobre o qual Jesus edificou a sua Igreja.

    “A Igreja é apostólica porque está fundada sobre os Apóstolos. E isso em três sentidos:

    "foi e continua a ser construída sobre o alicerce dos Apóstolos (Ef. 2,20; At. 21,14), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;

    -“Guarda e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita, a doutrina, o bom depósito, as sãs palavras recebidas dos Apóstolos;

    -“Continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo, graças àqueles que lhes sucederam no ofício pastoral: o Colégio dos Bispos, < assistido pelos sacerdotes, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja> (AG. 5)” (n.857; cf. também os ns. 858-62).


    Que a Igreja Católica passa pela prova da apostolicidade é coisa muito fácil de demonstrar.

    Temos a lista dos bispos de Roma, que remonta numa linha contínua do Papa atual até São Pedro.
    E os outros bispos da Igreja Católica, verdadeiros sucessores dos Apóstolos, são os elos atuais na ininterrupta cadeia que se estende por mais de vinte séculos.

    Desde o dia em que os Apóstolos impuseram as mãos sobre Timóteo e Tito, Marcos e Policarpo, o poder episcopal transmitiu-se pelo sacramento da Ordem Sagrada de geração em geração, de bispo para bispo.

    E com isto, fechamos o “quadrado”.

    A Igreja de Cristo é Una, Santa, Católica e Apostólica, como proclamamos no Credo. Esta é a Sua Marca. Não somos tão ingênuos a ponto de esperar que os convertidos acorram aos montões agora que lhes mostramos essa marca.
    Os preconceitos humanos não cedem tão facilmente à razão
    Mas ao menos tenhamos a prudência de vermos nós essa marca com lúcida segurança."

    Estudos anteriores: Aqui



    segunda-feira, 30 de julho de 2012

    A Razão, a Fé e ...Eu.

    Por PadreLeoTrese

    "Deus concedeu ao homem a faculdade de raciocionar, e Ele deseja que a utilizemos.  Existem duas maneiras de abusar dessa faculdade.

    Uma é não utiliza-la. 

    Caso típico da pessoa que não aprendeu a usar da razão é, por exemplo, o daquela que toma como verdade do Evangelho tudo o que lê nos jornais e nas revistas, por mais absurdo que seja. Essa pessoa aceita ingenuamente as mais extravagantes afirmações de vendedores e anunciantes, uma arma sempre pronta a ser empunhada por publicitários espertos. Deslumbra-a o prestígio; se um famoso cientista ou industrial diz que Deus não existe, para ela é claro que não há Deus.

    Noutras palavras, este não-pensante não possui senão opiniões pré-fabricadas. Nem sempre é a preguiça intelectual a que produz um não-pensante. Às vezes, infelizmente, são os pais e os mestres os causadores desta apatia mental, quando reprimem a natural curiosidade dos jovens e afogam os normais “porquês” com ao seus “porque eu o digo e pronto”.

    No outro extremo está o homem que faz da razão um autêntico deus.

    É aquele que não crê em nada que não veja e compreenda por si mesmo. Para ele, os únicos dados certos são os que vêm dos laboratórios científicos. Nada é verdade a não ser que ele assim o ache, a não ser que, já e agora, produza resultados práticos.

    O que dá resultado é verdade; o que é útil, é bom. Este tipo de pensador é o que conhecemos por ‘positivista’ ou ‘pragmático’.

    Mas, no fundo, não é que recuse qualquer verdade que se baseie na autoridade: crerá cegamente na autoridade de um Einstein e aceitará a teoria da relatividade, mesmo que não a entenda; crerá na autoridade dos físicos nucleares, ainda que continue a não entender nada; mas a palavra “autoridade” produz-lhe uma repulsa automática quando se refere à autoridade da Igreja.

    O pragmático respeita as declarações das autoridades humanas porque acha que elas devem saber o que dizem, confia na sua competência. Mas esse mesmo pragmático olhará com um desdém impaciente o católico que, pela mesma razão, respeita as declarações da Igreja, confiado em que a Igreja sabe o que está dizendo através da pessoa do Papa e dos bispos.

    É verdade que nem todos os católicos têm uma compreensão inteligente da sua fé. Para muitos, a fé é uma aceitação cega das verdades religiosas baseada na autoridade da Igreja. Esta aceitação sem raciocínio poderá ser devida à falta de estudo ou até, infelizmente, à preguiça mental.

    Para as crianças e as pessoas sem instrução, as crenças religiosas devem ser desse gênero, sem provas, como a sua crença na necessidade de certos alimentos e a novicidade de certas substâncias é uma crença sem provas.

    ´O pragmático que afirma: “Eu creio no que diz Einstein porque não há dúvida de que ele sabe do que está falando”, deverá também achar lógico que uma criança diga: “Creio porque papai diz”, e que uma pessoa já mais crescida diga: “Creio porque assim o diz o padre”, e não poderá estranhar que um adulto sem instrução afirme: “É o Papa que o diz, e para mim basta”.

    Não obstante, para um católico que raciocina, a aceitação das verdades da fé deve ser uma aceitação raciocinada, uma aceitação inteligente. É certo que a virtude da fé em si mesma – a faculdade de crer – é uma graça, um dom de Deus. Mas a fé adulta edifica-se sobre a razão; não é uma frustração da razão.

    O católico instruído considera suficiente a clara evidência histórica de que Deus falou, e de que o fez por meio de seu Filho, Jesus Cristo; de que Jesus constituiu a Igreja como seu porta-voz, como sua manifestação visível à humanidade; de que a Igreja Católica é a mesma que Jesus estabeleceu; de que aos bispos dessa Igreja, como sucessores dos Apóstolos (e especialmente ao Papa, sucessor de São Pedro), Jesus Cristo deu o poder de ensinar, santificar e governar espiritualmente em seu nome.

    A competência da Igreja para falar em nome de Cristo sobre matérias de fé doutrinal ou de ação moral, para administrar os sacramentos e exercer o governo espiritual, chamamos a autoridade da Igreja. O homem que, pelo uso da sua razão, vê com clareza satisfatória que a Igreja Católica possui este atributo de autoridade, não vai contra a razão, mas, pelo contrário, segue-a quando afirma: “Creio em tudo o que a Igreja Católica ensina”.

    De igual modo, o católico segue tanto a razão como a fé quando aceita a doutrina da infalibilidade.

    Este atributo significa simplesmente que a Igreja (seja na pessoa do Papa ou de todos os bispos juntos sob o Papa) não pode errar quando proclama solenemente que certa matéria de fé ou de conduta foi revelada por Deus e deve ser aceita e seguida por todos.  A promessa de Cristo: Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt. 28,20), não teria sentido se a sua Igreja não fosse infalível.

    Cristo certamente não estaria com a sua Igreja se lhe permitisse cair em erro em matérias essenciais à salvação. O católico sabe que o Papa pode pecar, como qualquer homem; sabe que as opiniões pessoais do Papa têm a força que a sua sabedoria humana lhes possa dar. Mas também sabe que, quando o Papa declara pública e solenemente que certas verdades foram reveladas por Cristo, seja pessoalmente ou por meio dos seus Apóstolos, não pode errar.

    Jesus não estabeleceu uma Igreja que pudesse desencaminhar os homens.

    O direito de falar em nome de Cristo e de ser escutada é o atributo (ou qualidade) da Igreja Católica a que chamamos autoridade.

    A certeza de estar livre de erro quando proclama solenemente as verdades de Deus é o atributo a que chamamos infalibilidade.

    Existe uma terceira qualidade característica da Igreja Católica.

    Jesus não disse só: Quem vos ouve, a mim ouve, e o quem vos despreza, a mim despreza (Lc. 10,16) – autoridade -. Não disse só: Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo (MT. 28,20) – infalibilidade -. Também disse: Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16,18), e com estas palavras indicoua terceira qualidade inerente à Igreja Católica: a indefectibilidade.

    O atributo de indefectibilidade significa simplesmente que a Igreja permanecerá até o fim dos tempos como Jesus a fundou, que não é perecível, que continuará a existir enquanto houver almas a salvar. “Permanência” seria um bom sinônimo de indefectibilidade, mas parece que os teólogos sempre se inclinam pelas palavras mais longas.

    Seria um grande equívoco que o atributo da indefectibilidade nos induzisse a um falso sentimento de segurança. Seria trágico que permanecêssemos impassíveis ante o perigo que representam nos nossos dias o materialismo, o hedonismo e o relativismo, pensando que nada de realmente mau pode acontecer-nos porque Cristo está na sua Igreja.

    Se descurarmos a nossa exigente vocação de cristãos – e, por isso, de apóstolos -, a Igreja de Cristo poderá reduzir-se cada vez mais a um pequeno grupo clandestino, cercado por uma cultura anti-cristã, e muitas pessoas correrão o risco de condenar-se. Os meios de comunicação proclamam com tanto zelo um modo de vida indiferente a Deus e, no entanto, como nos mostramos apáticos – e até indiferentes – em levar a verdade aos outros!

    “Quantas pessoas converti?” Ou, pelo menos, “quanto me preocupei, quanta dedicação pus na conversão dos outros?” É uma pergunta que cada um de nós deveria fazer a si mesmo de vez em quando.

    Pensar que teremos de apresentar-nos diante de Deus, no dia do Juízo, de mãos vazias, deveria fazer-nos estremecer. “Onde estão os seus frutos, onde estão as suas almas?”, perguntar-nos-á Deus, e com razão. E o perguntará tanto aos cristãos comuns como aos sacerdotes e aos religiosos. Não podemos desfazer-nos desta obrigação pagando o dízimo à Igreja. Isso está bem, é necessário, mas é apenas o começo.

    Também temos que rezar.

    As nossas orações quotidianas ficariam lamentavelmente incompletas se não pedíssemos pelas obras de apostolado, para que seja abundante a eficácia de todos os que se dedicam a aproximar os outros da fé, sejam sacerdotes, sejam homens e mulheres comuns entre os seus familiares e amigos.

    Mais ainda: rezamos todos os dias pedindo o dom da fé para os vizinhos da porta do lado, se não são católicos ou não praticam? Rezamos pelo companheiro de trabalho que está no escritório ao lado? Com que freqüência convidamos um amigo não católico a assistir à missa conosco, dando-lhe previamente um livrinho que explique as cerimônias?

    Temos em casa alguns bons livros que expliquem a fé católica, uma boa coleção de folhetos, que damos ou emprestamos à menor oportunidade, a qualquer um que mostre um pouco de interesse? Se fazemos tudo isto, combinando até, para esses amigos uma entrevista com um sacerdote com quem possam conversar e, chegado o momento, abeirar-se do sacramento da confissão, então estamos cumprindo uma parte, pelo menos, da nossa responsabilidade para com Cristo, pelo tesouro que nos confiou.

    Naturalmente, nenhum de nós pensa que todos os não católicos vão para o inferno, assim como não pensamos que chamar-se católico seja suficiente para introduzir-nos no céu. A sentença “fora da Igreja não há salvação” significa que não há salvação para os que se acham fora da Igreja por culpa própria.

    Alguém que seja católico e abandone a Igreja deliberadamente não poderá salvar-se se não retornar; a graça da fé não se perde a não ser por culpa própria. Um não-católico que, sabendo que a Igreja Católica é a verdadeira, permanece fora por sua culpa, não poderá salvar-se. Um não católico cuja ignorância da fé católica seja voluntária, com cegueira deliberada, não poderá salvar-se.

    Mas aqueles que se encontram fora da Igreja sem culpa própria, e que fazem tudo o que podem conforme o seu reto entender, fazendo bom uso das graças que Deus certamente lhes dará em vista da sua boa vontade, esses poderão salvar-se. Deus não pede o impossível a ninguém; recompensará cada um segundo o uso que tenha feito do que foi concedido.

    Mas isto não quer dizer que nós possamos eludir a nossa responsabilidade dizendo: “ Afinal, já que o meu vizinho pode ir para o céu sem se fazer católico, por que me vou preocupar?” Também não quer dizer que “tanto faz uma igreja como outra”.

    Deus quer que todos pertençam à Igreja que Ele fundou. Jesus Cristo quer “um só rebanho e um só Pastor”.

    E nós devemos desejar que os nossos parentes, amigos e conhecidos alcancem essa maior confiança na salvação de que gozamos na Igreja de Cristo; maior plenitude de certeza; mais segurança em saber o que está certo e o que é errado; os inigualáveis auxílios que a Santa Missa e os sacramentos nos oferecem.

    Levamos pouco a sério a nossa fé se convivemos com os outros, dia após dia, sem nunca nos perguntarmos: “Que posso fazer para ajudar esta pessoa a reconhecer a verdade da Igreja Católica e a unir-se a mim no Corpo Místico de Cristo?”

    O Espírito Santo vive na Igreja permanentemente, mas com frequência tem que esperar por mim para achar um modo de entrar na alma daquele que está ao meu lado"

    Fonte: A Fé Explicada

    Mais estudo Aqui

    quarta-feira, 20 de junho de 2012

    Católica

     Por padre Leo Trese



    “Em todos os tempos, todas as verdades, em todos os lugares”.

    Esta frase descreve de uma forma condensada a terceira das quatro notas da Igreja. É o terceiro lado do quadrado que constitui a “marca” de Cristo e que nos prova a origem divina da Igreja.  É o selo da autenticidade que só a Igreja Católica possui.

    A palavra Católica significa que abrange tudo, e provém do grego,  e significa o mesmo que a palavra “universal”, que vem do latim.  É católica porque nela está presente Cristo: (Santo Inácio de Antioquia). Nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, o que implica que ela receba dEle a plenitude.(AG.6) que Ele quis instituir: confissão da fé correta e completa, vida sacramental e ministério ordenado na sucessão apostólica.

    Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e o será sempre até o dia da Parusia”.

    “É católica, porque Cristo a enviou em missão à universalidade do gênero humano: (LG.13)” (ns. 830-1).Quando dizemos que a Igreja Católica (com “C” maiúsculo) é católica (com “c” minúsculo) ou universal, queremos dizer antes de mais nada que existiu todo o tempo desde o Domingo de Pentecostes até os nossos dias.

    As páginas de qualquer livro de história darão fé disto, e não é necessário sequer que seja um livro escrito por um católico. A Igreja Católica tem uma existência ininterrupta de mais de mil e novecentos anos, e é a única Igreja que pode dize-lo de verdade.

    Digam o que quiserem as outras “igrejas” sobre a purificação da primitiva Igreja ou os “ramos” da Igreja, o certo é que, nos primeiros séculos da história cristã, não houve outra Igreja além da Católica.

    As comunidades cristãs não-católicas mais antigas são as nestorianas, as monofisitas e as ortodoxas.

    A ortodoxa grega, por exemplo, teve o seu começo no século IX, quando o arcebispo de Constantinopla recusou a comunhão ao imperador Bardas, que vivia publicamente em pecado. Levado pelo despeito, o imperador separou a Grécia da sua união com Roma, e assim nasceu a confissão ortodoxa.

    A confissão protestante mais antiga é a luterana, que começou a existir no século XVI, quase mil e quinhentos anos depois de Cristo. Teve a sua origem na rebelião de Martinho Lutero, um frade católico de personalidade magnética, e ficou devendo a sua rápida difusão ao apoio dos príncipes alemães, que se insurgiram contra o poder do Papa em Roma.

    A tentativa de Lutero de corrigir os abusos da Igreja (e não há dúvida de que havia abusos) acabou num mal muito maior: a divisão da Cristandade. Lutero abriu um primeiro furo no dique, e atrás dele veio a inundação.

    Mencionamos Henrique VIII, John Knox e John Wesley.

    Mas as primeiras confissões protestantes subdividiram-se e proliferaram (especialmente nos países de língua alemã e inglesa), dando lugar a centenas de seitas diferentes, num processo que ainda não terminou. Mas nenhuma delas existia antes de 1517, ano em que Lutero afixou as suas famosas 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha.

    A Igreja Católica não só é a única cuja história não se interrompe desde os tempos de Cristo, como também é a única que ensina todas as verdades que Jesus ensinou e como Ele as ensinou.

    Os sacramentos da Penitência e Unção dos Enfermos, a Missa e a Presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia, a supremacia espiritual de Pedro e seus sucessores, os Papas, a eficácia da graça e a possibilidade de o homem merecer a graça e o céu – são pontos que nem todas as igrejas não-católicas aceitam.

    Há hoje comunidades que pretendem ser “igrejas cristãs” e chegam até a duvidar da divindade de Jesus Cristo.

    Em contrapartida, não há uma só verdade revelada por Jesus Cristo (pessoalmente ou pelos seus Apóstolos) que a Igreja Católica não proclame e ensine. Além de ser universal no tempo (todos os dias desde o Pentecostes) e universal na doutrina (todas as verdades ensinadas por Jesus Cristo), a Igreja Católica levou a mensagem de salvação a todas as latitudes e longitudes da face da terra, lá onde houvesse almas que salvar.

    A Igreja Católica não é uma igreja “alemã” (como os luteranos) ou “inglesa” (como os anglicanos), ou “escocesa” (os presbiterianos), ou “holandesa” (a Igreja Reformada), ou “norte-americana” (centenas de seitas distintas).  A Igreja Católica está em todos esses países, e, além disso, em todos aqueles que permitiram a entrada aos seus missionários.

    Mas não é propriedade de nenhuma nação ou raça.

    Acha-se em casa em qualquer parte, sem ser propriedade de ninguém.

    Foi assim que Cristo a quis.

    A sua Igreja Católica é a única a cumprir esta condição, a única que está em toda a parte, por todo o mundo.

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    sexta-feira, 4 de maio de 2012

    Igreja Una, Santa

    Por Padre Leo Trese

     O argumento mais forte contra a Igreja Católica é a vida dos maus católicos e dos católicos relaxados. Se perguntássemos a um católico tíbio: “Não será que tanto faz uma igreja como outra?”, certamente nos responderia indignado: “Claro que não! Há uma só Igreja verdadeira, a Igreja Católica”.

     E pouco depois passaria por mentiroso aos olhos dos seus amigos não-católicos ao contar as mesmas piadas imorais que eles, ao embebedar-se nas mesmas reuniões, ao colaborar com eles em mexericos maliciosos, ao comprar os mesmos anticoncepcionais e até, talvez, ao mostrar-se menos escrupuloso que eles nos seus negócios ou na sua atuação política.

     Sabemos que estes homens e mulheres são a minoria, ainda que já seria excessivo que houvesse um só. Também sabemos que não nos pode surpreender que na Igreja de Cristo haja membros indignos. O próprio Jesus comparou a sua Igreja à rede que apanha peixes maus e bons (cf. MT. 13,47-50); ao campo, onde o joio cresce entre o trigo (cf. MT.13,24-30); à festa de casamento, em que um dos convidados se apresenta sem a veste nupcial (cf. MT.22,11-14).

     Sempre haverá pecadores: até o fim dos tempos serão a cruz que Jesus Cristo deve carregar aos ombros do seu Corpo Místico. E, não obstante, Jesus sublinhou a santidade como uma das notas distintivas da sua Igreja. Pelos seus frutos os conhecereis, disse Ele. Porventura colhem-se uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e toda a árvore má dá maus frutos. (MT.7,16-17).

     O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a Igreja é [...], aos olhos da fé, indefectivelmente santa”. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é com o Pai e o Espírito proclamado ‘o único Santo’, amou a Igreja como sua esposa, entregou-Se por ela para santificar, uniu-a a Si como seu Corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo para a glória de Deus (LG. 39).

    Todas e cada uma destas palavras são verdades, mas não são um ponto fácil de aceitar para o nosso amigo não-católico, especialmente se na noite anterior esteve de farra com um católico e se, além disso, sabia que esse seu amigo pertence à Confraria de Nossa Senhora das Dores da paróquia de São Pafúncio.

     Sabemos que Jesus Cristo fundou a Igreja e que as outras comunidades que se autodenominam “igrejas” foram fundadas por homens. Mas o luterano, provavelmente, zombará da nossa afirmação de que Martinho Lutero fundou uma nova igreja, e dirá que ele nada fez senão purificar a antiga Igreja dos seus erros e abusos. O anglicano, sem dúvida, dirá algo parecido: Henrique VIII e Thomas Cranner não iniciaram uma nova igreja, simplesmente, separaram-se do “ramo romano” e estabeleceram o “ramo inglês”da Igreja cristã original. Os presbiterianos dirão o mesmo de John Knox, e os metodistas de John Wesley, e assim sucessivamente em toda a longa lista das seitas protestantes. Todas elas sem exceção proclamam Jesus Cristo como seu fundador.

     Acontecerá o mesmo quando, como prova da sua origem divina, afirmamos que a Igreja ensina uma doutrina santa. “A minha igreja também ensina uma doutrina santa”, responderá o nosso amigo não-católico. “Concordo sem reservas”, podemos responder. “Penso, evidentemente, que a sua igreja está a favor do bem e da virtude. Mas também creio que não há igreja que promova a caridade cristã e o ascetismo tão plenamente como a Igreja Católica”. Com toda a certeza, o nosso amigo continuará impassível e porá de lado a questão da “santidade da doutrina” como questão de opinião. Mas não poderíamos ao menos apontar os santos como prova de que a santidade de Cristo continua a operar na Igreja Católica? Sim, porque é uma evidência difícil de se ignorar.

     Os milhares e milhares de homens, mulheres e jovens que levaram uma vida de santidade eminente, e cujos nomes estão inscritos no santoral, são algo que se torna bastante difícil de não ver, como também que as outras igreja não têm coisa parecida, nem de longe. Não obstante, se o nosso interlocutor possui um verniz de psicologia moderna, poderá tentar derrubar os santos com palavras como “neurose”, “sublimação de instintos básicos”... E, de qualquer maneira, dir-nos-á que esses santos estão só nos livros e que não podemos mostrar-lhe um santo aqui mesmo, agora.

     Bem, e agora, que podemos dizer? Só ficamos você e eu. O nosso amigo perguntador (esperemos que pergunte com interesse sincero) pode proclamar Cristo como seu fundador, pode atribuir uma doutrina santa à sua igreja e pode qualificar os santos como um tema discutível. Porém, não nos pode ignorar a nós; não pode permanecer surdo e cego ao testemunho de nossas vidas.

     Se cada católico que o nosso inquiridor imaginário encontrasse fosse uma pessoa de eminentes virtudes cristãs – amável, paciente, abnegado e amistoso; casto, delicado e reverente na palavra; honrado, sincero e simples; generoso, sóbrio, leal e puro na conduta -, com que impressão você pensa que ele ficaria? Que testemunho arrasador daríamos da santidade da Igreja de Cristo! Temos de recordar-nos uma e mil vezes de que somos os guardiões do nosso irmão. Não podemos tolerar as nossas pequenas debilidades, o nossos egoísmo, pensando que tudo se resolve sacudindo o pó numa confissão.

     Teremos de responder diante de Cristo não só pelos nossos pecados, mas também pelos pecados das almas que poderão ir para o inferno por nossa culpa. Esqueçamo-nos de todos os restantes católicos e concentremo-nos exclusivamente, agora mesmo, você em si e eu em mim. Então a nota de santidade da Igreja Católica se tornará evidente ao menos na pequena área em que você e eu vivemos e nos movemos.

    Fonte: A Fé Explicada

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    sexta-feira, 23 de março de 2012

    A "Unidade" da Igreja Católica


    Por Padre Leo Trese.

    Há muitas “igrejas” no mundo de hoje que se chamam cristãs. Abreviemos o nosso trabalho de escrutínio examinando a nossa própria igreja, a Igreja Católica, e se encontrarmos nela a marca de Cristo, não precisaremos examinar as outras.

    Por muito errado que você esteja sobre alguma coisa, sempre é desagradável que alguém lho diga sem rodeios. E enquanto esse alguém lhe for explicando cuidadosamente por que está enganado, é provável que você se mostre mais e mais obstinado. Talvez nem sempre suceda isso consigo, ou talvez você seja muito santo e nunca tenha essa reação. Mas, em geral, nós, os homens, somos assim.

    Todos devemos estar dispostos a expor a nossa religião em qualquer ocasião; mas nunca a discutir sobre ela. No momento em que dissermos a alguém: “A sua religião é falsa e eu lhe direi por quê”, fecharemos com uma batida de porta a mente dessa pessoa, e nada do que dissermos depois conseguirá abri-la.

    Por outro lado, devemos ver que, se conhecermos bem a nossa religião, poderemos explicá-la, inteligente e amavelmente, ao vizinho que não é católico ou que não pratica: haverá bastantes esperanças de que nos escute. Se pudermos demonstrar-lhe que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja estabelecida por Jesus Cristo, não há razão para dizer-lhe que a “igreja” dele é falsa. Poderá ser que seja teimoso, mas não será estúpido, e é de confiar que tire as suas próprias conclusões.

    Tendo isto em mente, examinemos agora a Igreja Católica para ver se apresenta a marca de Cristo, se Jesus a indicou como sua, sem possibilidades de erro.

    Primeiro, vejamos a UNIDADE, que o Senhor estabeleceu como característica do seu rebanho.

    Observemos esta unidade em suas três dimensões: unidade de credo, unidade de culto e unidade de autoridade.

    “ A unidade da Igreja peregrina é assegurada também por laços visíveis de comunhão:

    - “a profissão duma só fé recebida dos Apóstolos;”

    - “a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos”;

    - “a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem, mantendo a concórdia fraterna da família de Deus” (n. 815).

    Sabemos que os membros da Igreja de Cristo devem manifestar unidade de credo. As verdades em que cremos são as que foram dadas a conhecer pelo próprio Cristo; são verdades que procedem diretamente de Deus.

    Não há verdades mais “verdadeiras” que a mente humana possa conhecer e aceitar do que as reveladas por Deus. Deus é a verdade; sabe tudo e não pode errar; é infinitamente verdadeiro e não pode mentir. É mais fácil crer, por exemplo, que não existe sol em pleno dia do que pensar que Jesus tenha podido enganar-se ao dizer-nos que existem três Pessoas num só Deus.

    Por este motivo, consideramos o princípio do “juízo privado” como absolutamente ilógico. Há pessoas que estendem o princípio do juízo privado às questões religiosas. Admitem que Deus nos deu a conhecer certas verdades, mas dizem que cada homem tem de interpretar essas verdades de acordo com o seu critério. Que cada um leia a sua Bíblia, e aquilo que chegue a pensar que a Bíblia significa, esse é o significado para ele.

    Não está em nossas mãos escolher e acomodar a revelação de Deus às nossas preferências ou às nossas conveniências. Essa teoria do´“juízo privado” levou, naturalmente, a dar um passo mais: a negar toda a verdade absoluta.

    Hoje, muita gente pretende que a verdade e a bondade são termos relativos. Uma coisa será verdadeira enquanto a maioria dos homens pensar que é útil, enquanto parecer que essa coisa “funciona”. Se crer em Deus ajuda você, então creia em Deus; mas, se você pensa que essa crença dificulta a marcha do progresso, deve estar disposto a afastá-la.

    E o mesmo se passa com a bondade. Uma coisa ou uma ação é boa se contribui para o bem-estar e a felicidade do homem. Mas se a castidade, por exemplo, parece que refreia o avanço de um mundo que está sempre evoluindo, então a castidade deixa de ser boa.

    Em resumo, bom ou verdadeiro é apenas o que, aqui e agora, é útil para a comunidade, para o homem como elemento construtivo da sociedade, e é bom ou verdadeiro somente enquanto continua a ser útil. Esta filosofia tem o nome de pragmatismo.

    É muito difícil dialogar com um pragmático sobre a verdade, porque minou o terreno que você pisa começando por negar a existência de qualquer verdade real e absoluta. Tudo o que um homem de fé pode fazer por ele é rezar e demonstrar-lhe com uma vida cristã autêntica que o cristianismo “funciona”.

    Talvez nos tenhamos desviado um pouco do nosso tema principal: o de que não há igreja que possa dizer que é de Cristo se todos os seus membros não crêem nas mesmas verdades, já que essas verdades são de Deus, eternamente imutáveis, as mesmas para todos os povos. Sabemos que na Igreja Católica todos cremos nas mesmas verdades: bispos, sacerdotes ou crianças; norte-americanos, franceses e japoneses; brancos ou negros; cada católico, esteja onde estiver, diz exatamente o mesmo quando recita o Credo dos Apóstolos.

    Estamos unidos também no culto, como nenhuma outra igreja.

    Temos um só altar, sobre o qual Jesus Cristo renova, todos os dias, o seu oferecimento na cruz.

    Só um católico pode dar a volta ao mundo sabendo que, aonde quer que vá – à África ou à Índia, à Alemanha ou à América do Sul -, se encontrará sempre em casa, do ponto de vista religioso. Em toda a parte, a mesma Missa; em toda a parte, os mesmos sete sacramentos.

    Não estamos unidos entre nós apenas pelo que cremos e pelo que celebramos, mas também por estarmos sob a mesma autoridade.
    Jesus Cristo designou São Pedro como pastor supremo do seu rebanho, e tomou as medidas necessárias para que os sucessores do Apóstolo até o fim dos tempos fossem a cabeça da sua Igreja e quem guardasse as suas verdades.

    A lealdade ao bispo de Roma, a quem chamamos carinhosamente Santo Padre, será sempre o centro obrigatório da Igreja de Cristo: “Onde está Pedro, ali está a Igreja”.

    Uma fé, um culto, uma cabeça.

    Esta é a unidade pela qual Cristo orou, a unidade que estabeleceu como um dos sinais que identificariam perpetuamente a sua Igreja.

    É uma unidade que só pode ser encontrada na Igreja Católica

    Fonte: A Fé Explicada

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    domingo, 4 de março de 2012

    As Notas e os Atributos da Igreja de Cristo


    Por Padre Leo Trese

    “Não é produto genuíno se não traz esta marca”.

    Encontramos com frequência este lema nos anúncios dos produtos.

    Talvez não acreditemos em toda a tagarelice sobre os “produtos de qualidade” e “os entendidos o recomendam”, mas, quando vão fazer compras, muitos insistem em que lhes sirvam determinadas marca, e quase ninguém compra um artigo de prata sem lhe dar a volta para verificar se traz o selo que garante que é prata de lei, e muito poucos compram um anel sem antes olhar a marca dos quilates.

    Sendo a sabedoria de Cristo a própria sabedoria de Deus, era de esperar que, ao estabelecer a sua Igreja, tivesse Ele previsto alguns meios para reconhecê-la, não menos inteligentes que os dos modernos comerciantes; umas “marcas” para que todos os homens de boa vontade pudessem reconhecê-la facilmente.

    Era de esperar que o fizesse, especialmente tendo em conta que Jesus fundou a sua Igreja à custa da sua própria vida. Jesus não morreu na Cruz por gosto. Não deixou aos homens a escolha de pertencer ou não à Igreja, segundo as suas preferências. A sua Igreja é a Porta do Céu, pela quais todos (ao menos com um desejo implícito) devem entrar.

    Ao constituir a Igreja como pré-requisito para a nossa felicidade eterna, o Senhor não deixou de estampar nela, claramente, a sua marca, o sinal da sua origem divina, e tão à vista que não pudéssemos deixar de reconhecê-la no meio da miscelânea de mil seitas, confissões e religiões do mundo atual. Podemos dizer que a “marca” da Igreja é um quadrado, e que o próprio Jesus Cristo nos disse que devíamos olhar para cada lado desse quadrado.

    Primeiro, a unidade:

    "Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco, e é preciso que eu as traga. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor "(Jo 10,16).

    E também: "Pai santo guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, como nós somos um "(Jo 17,11)

    Depois, a santidade:

    "Santifica-os na verdade [...]. Por eles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade" (Jo 17,17 e 19). Esta foi a oração do Senhor pela sua Igreja, e São Paulo recorda-nos que Jesus Cristo se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade e purificar para sim um povo aceitável, zeloso pelas boas obras (TI.2,14).

    O terceiro lado do quadrado é a catolicidade ou universalidade.
    A palavra “católico” vem do grego, como a palavra “universal” vem do latim, mas ambas significam o mesmo: “tudo”. Todo o ensinamento de Cristo a todos os homens, em todos os tempos e em todos os lugares.

    Escutemos as palavras do Senhor:

    "Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, em testemunho a todas as gentes (MT.24,14). Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura (MC. 16,15). Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até os confins da terra (AT. 1,8).

    O quadrado completa-se com a nota da Apostolicidade
    Esta palavra parece um pouco complicada de se pronunciar, mas significa simplesmente que a Igreja que proteste ser de Cristo deve ser capaz de remontar a sua linhagem, em linha ininterrupta, até os Apóstolos. Deve ser capaz de mostrar a sua legítima descendência de Cristo por meio dos Apóstolos.

    De novo fala Jesus: E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (MT.16,18).

    E, dirigindo-se a todos os Apóstolos: Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar todas as coisas que mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (MT. 28,18-20).

    São Paulo sublinha este sinal de apostolicidade quando escreve aos Efésios:

    Vós, pois, já não sois hóspedes, nem adventícios, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Jesus Cristo a principal pedra angular (EF.2,19-20).

    Qualquer Igreja que reclame ser de Cristo deve mostrar essas quatro notas.

    Fonte: A Fé Explicada

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    quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

    Igreja Católica - Parte IV





















    Por: Padre Léo Trese.
    Sabemos também que há três Sacramentos pelos quais Cristo nos marca os nossos deveres:

    Primeiro, o Sacramento do Batismo, pelo qual nos tornamos membros do Corpo Místico de Cristo. Dissemos que, pelo Batismo, somos incorporados em Cristo.

    “Os crentes que respondem à Palavra de Deus e se tornam membros do Corpo de Cristo ficam intimamente unidos a Cristo (LG. 7). Isto é particularmente verdade a respeito do Batismo, que nos une à morte e à Ressurreição de Cristo” (n. 790).
    Ao unir-nos a Ele com essa intimidade, Jesus compartilha conosco, na medida das limitações humanas, tudo quanto é e tudo quanto tem. Especialmente, faz-nos participar do seu sacerdócio eterno. Compartilhamos com Ele a tremenda tarefa de oferecer à Santíssima Trindade um culto adequado.

    O cristão batizado, quando exerce conscientemente o sacerdócio comum que compartilha com Cristo, participa da Missa de uma maneira que uma pessoa não batizada jamais poderá alcançar. Mas, além da Missa, adoramos a Deus de outras maneiras: pela oração, pelo sacrifício e pela prática das virtudes da fé, da esperança e da caridade, especialmente da caridade. Caridade significa amor a Deus e amor às almas que Deus criou e pelas quais Jesus morreu.

    A nossa condição de membros do Corpo Místico de Cristo e a nossa participação no seu sacerdócio eterno incita-nos a trabalhar ativamente com Cristo na obra da Redenção. Para sermos fiéis à nossa vocação de batizados, devemos sentir zelo pelas almas; todos e cada um de nós devemos ser apóstolos e, se fazemos parte do laicato, devemos ser apóstolos leigos.

    São duas palavras que vêm do grego. Nessa língua, apóstolo significa “enviado”.

    Os doze homens que Jesus enviou ao mundo para estabelecer a sua Igreja são os Doze Apóstolos, assim, com maiúsculas. Mas não haviam de ser os únicos apóstolos. Na pia batismal, Jesus envia-nos, a cada um, a continuar o que os Doze Apóstolos iniciaram. Nós também somos apóstolos, com “a” minúsculo.
    Quanto à palavra leigo, também provém do grego e significa simplesmente´“povo”. Sabemos que há na Igreja três amplas categorias de membros:

    Os clérigos, termo que abrange os bispos, os sacerdotes e os diáconos; Os religiosos, homens e mulheres que vivem em comunidade e fazem voto de pobreza, castidade e obediência; e finalmente os leigos, os cristãos comuns. Este termo compreende todos os batizados que não sejam clérigos nem religiosos.

    Juntas, as três categorias de membros compõem o Corpo Místico de Cristo.

    Não apenas os clérigos, nem os clérigos com os religiosos, mas os clérigos, os religiosos e os leigos, todos unidos num Corpo, num só Povo de Deus, constituem a Igreja de Cristo.

    Nesse Corpo, cada categoria tem a sua função própria.

    Mas todos têm em comum, independentemente da categoria a que pertençam, a chamada – recebida no momento em que receberam o Batismo – para serem apóstolos, cada um segundo o seu estado. Jesus compartilha conosco o seu sacerdócio eterno pelo Batismo e, de forma mais completa, pela Confirmação. No Batismo, compartilha a sua função de adoração da Trindade e, na Confirmação, a função “profética”, a função docente.

    Assim como no Batismo fomos marcados com um selo indelével como membros do Corpo de Cristo e partícipes do seu sacerdócio, na Confirmação somos marcados de novo com o selo indelével de canais da verdade divina.

    Agora temos direito a qualquer graça de que possamos necessitar para ser fortes na fé, e a quaisquer luzes de que precisemos para tornar a nossa fé inteligível aos outros, sempre partindo da base, é claro, de que fazemos o que está ao nosso alcance para aprender as verdades da fé e nos deixamos guiar pela autoridade docente da Igreja, que reside no Papa e nos bispos. Uma vez confirmados, temos como que uma dupla responsabilidade de ser apóstolos e uma dupla fonte de graça e fortaleza para cumprir esse dever.

    Finalmente, o terceiro dos sacramentos que fazem participar do sacerdócio é a Ordem. Desta vez, Cristo compartilha plenamente o seu sacerdócio: completamente nos bispos e em grau subordinado nos sacerdotes.

    No sacramento da Ordem, não há apenas uma chamada, não há apenas uma graça, mas há, além disso, um poder. O sacerdote recebe o poder de consagrar e perdoar, de santificar e abençoar.O bispo, além disso, recebe o poder de ordenar outros bispos e sacerdotes, e a jurisdição de governar as almas e de definir as verdades de fé.

    Este poder de definir verdades de fé reside no Colégio Episcopal – todos os bispos do mundo juntos – quando, em união com o Papa, exerce o seu supremo magistério. “O colégio ou corpo episcopal não tem autoridade se nele não se considerar incluído, como chefe, o Romano Pontífice”. Como tal, este colégio é também ele detentor do poder supremo e pleno sobre a Igreja inteira. Todavia, este poder não pode ser exercido senão com o consentimento do Romano Pontífice (LG. 22) (n. 883).

    Mas todos somos chamados a ser apóstolos. Todos recebemos a missão de ajudar o Corpo Místico de Cristo a crescer e a manter-se são. Cristo espera que cada um de nós contribua para a salvação do mundo, da pequena parcela do mundo em que vive: o seu lar, o seu ambiente de trabalho e de lazer, as suas relações sociais, etc. Espera que, por meio das nossas vidas, O tornemos visível àqueles com quem trabalhamos.

    Espera que sintamos um pleno sentido de responsabilidade para com as almas dos que nos cercam, que os seus pecados nos penalizem, que a sua incredulidade nos preocupe. Cristo espera de cada um de nós que participemos, cada um de acordo com a sua vocação, da única missão salvadora da Igreja.

    Diz o Concílio Vaticano II que “é específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus”. E acrescenta que é nas condições ordinárias da vida familiar e social que os leigos devem contribuir, a modo de fermento, para a santificação do mundo.

    Há, além disso, a possibilidade de se inscreverem em associações de natureza apostólica que tenham uma clara finalidade de santificação pessoal e alheia, sem deixarem por isso de ser leigos.

    “Uma vez que todos os fiéis,em virtude do Batismo e da Confirmação, são encarregados por Deus de exercer o apostolado,os leigos têm a obrigação e o direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra”. (n.900).

    Fonte: A Fé Explicada

    Depois veremos: As Notas e os Atributos da Igreja


    Veja o estudo AQUI

    domingo, 15 de janeiro de 2012

    A verdadeira riqueza da Igreja Católica


    "A Igreja é de fato riquíssima e acumulou nos seus vinte séculos um tesouro incalculável!

    Na verdade ela é rica desde a sua origem, porque o seu Criador e mentor é o próprio Deus; é D'Ele que vem toda a sua riqueza. Ela é o próprio Corpo de Cristo (1 Cor 12,27).

    Mas ela é rica também, porque é a "Igreja dos Santos", como disse George Bernanos. Os Santos são a sua grande riqueza, como que reprodução do próprio Cristo.

    Ela é a Igreja de Pedro de Cafarnaum, que deixou as redes para seguir o Senhor e morreu, por ama-la, de cabeça para baixo sob Nero; é a Igreja de Paulo de Tarso, que rodou o mundo até Roma, para ali ser martirizado por ela.

    Ela é a Igreja dos Santos Apóstolos, revestidos do próprio Cristo, um a um martirizados pela sua fidelidade ao Senhor...

    Ela é a Igreja dos Santos Inocentes que ainda na tenra idade, derramaram o seu sangue inocente pelo menino Deus ...

    Ela é a rica Igreja dos Santos Padres: Agostinho de Hipona, que enfrentou o pelagianismo, o arianismo e o maniqueismo; Atanásio que enfrentou o arianismo; Irineu que enfrentou o gnosticismo; Inácio de Antioquia que enfrentou os leões, Policarpo que enfrentou a fogueira ... Tomás de Aquino que escreveu a Suma Teológica e transformou a Filosofia, Teresa D´Avila e João da Cruz que reformaram os Carmelos masculino e Feminino, Jerônimo que traduziu a Biblia para o latim; Basílio, Gregório de Nissa, Gregório de Nazianzo, Afonso de Ligório, Francisco de Assis, João Bosco e tantos outros que mudaram a face da terra...

    Sim, é uma Igreja riquissima!

    Ela é a Igreja daqueles que de tanto ama-la, derramaram o seu sangue nas arenas romanas, nas espadas dos imperadores, nos cárceres comunistas e nazistas ... Pedro, Tiago, Paulo ... Inácio de Antioquia, Policarpo, Sebatião, Perpétua, Felicidade, Cecília ... Maxiliano Kolbe ... e tantos outros gigantes que fizeram do seu sangue " a semente dos novos cristãos" (Tertualino †220).

    Ela é a Igreja das belas ordens religiosas de Bento, Domingos, Agostinho, Benedito, Francisco, Inácio de Loyola, Camilo de Lélis ...

    Ela é a igreja das Santas Virgens: Maria, Ana, Inez, Cecília, Luzia, Teresinha, Mazzarello, Clara de Assis ... que formam um verdadeiro exército de Esposas do Senhor.

    Sim, é uma Igreja riquissima!

    Além de ser a rica Igreja dos Santos, dos Profetas, dos Mártires, dos Apóstolos, das Vírgens, dos Confessores ... é também a Igreja dos Papas. É a Igreja de João Paulo I com o seu sorriso inesquecível, de João XXIII do Concílio Vaticano II, de Paulo VI com o seu apaixonado amor a Igreja, de Gregório, que a posteridade chamou de Magno e que criou o canto que recebeu o seu nome.

    Ela é a grande e rica Igreja de Leão Magno deteve as grandes heresias às portas da Igreja, enfrentando os bárbaros Átila e Genserico às portas de Roma. É a casa de Pedro, que é o principio de tudo e a pedra sobre a qual os outros se sucederam. É a Igreja dessa cadeia viva e ininterrupta de 265 pontífices, o "doce Cristo na Terra", como dizia Santa Catarina de Sena.

    Todos os santos se inclinaram diante do Papa e nenhum foi sem ele.

    Paulo, o apostolo dos gentios, foi ao encontro de Pedro; Francisco o enamorado da pobreza, ajoelhou-se diante de Inocêncio III; Teresinha suplicou a Leão XIII que a deixasse entrar no Carmelo aos quinze anos ...

    Que outra Igreja teve um Pio XI que proclamou Maria Imaculada; e José, Padroeiro Universal da Igreja?

    Que outra Igreja tem um João Paulo II, filho de operário, ator de teatro, esquiador, sacerdote, poliglota, bispo, diplomata, cardeal - cardeal da Igreja do Silêncio e da Polonia Mártir?

    A Igreja é riquíssima, de fato é a Igreja dos Santos e dos Papas.

    É a Igreja dos Sacramentos que o Senhor derramou do seu Coração ferido pela lança do alto da Cruz. É a Igreja da salvação universal de todos os homens ... É a barca de Pedro que salva do dilúvio do pecado!

    Esta é a verdadeira fortuna da Igreja, acumulada no sangue dos Mártires, na fidelidade dos Confessores, na riqueza dos Padres, no discernimento dos Doutores, na pureza das Vírgens, no sangue dos Inocentes, na palavra dos Apostolos e dos Profetas, no zelo dos Patriarcas, na lei dos Profetas e na infalibilidade dos Papas. Sim, é riquíssima!

    E é a nossa Igreja. Demos graças a Deus por ela!!"

    (Infelizmente não sei o autor deste texto, mas o trouxe, ele é otimo)

    Eu concluo: É a Igreja de Bento XVI, que ama como ninguém a santa Liturgia, que tem resgatado o decoro e a reverencia para com Cristo, que tem trazido de volta à casa aqueles que haviam desviado, quase sempre no silêncio de um diálogo sincero e verdadeiro. Que nos faz amar a Igreja, ensinando que apesar das grandes heresias, dos erros enormes deste mundo, ela avança erguida, na sua Tradição e nos seus valores que não esmorecem. Sim , ela é a Igreja de Bento XVI e pela graça de Deus, pertenço a ela.

    sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

    Igreja Católica - Parte III



    Por: Padre Léo Trese.

    O que é um ser humano?

    Poderíamos dizer que é um animal que anda ereto sobre as suas extremidades posteriores, e pode raciocinar e falar. A nossa definição seria correta, mas não completa. Dir-nos-ia apenas o que é o homem visto de fora, mas omitiria a sua parte mais maravilhosa: o fato de possuir uma alma espiritual e imortal.

    O que é a Igreja?

    Também poderíamos responder dando uma visão externa da Igreja.

    Poderíamos defini-la (e, de fato, frequentemente o fazemos) :como a sociedade dos batizados, unidos na mesma fé verdadeira, sob a autoridade do Papa, sucessor de São Pedro.
    Mas, ao descrevê-la nestes termos, enquanto organização hierárquica composta pelo Papa, bispos, sacerdotes e leigos, devemos ter presente que estamos descrevendo o que se chama a Igreja jurídica. Quer dizer, encaramos a Igreja como uma organização, como uma sociedade pública cujos membros e dirigentes estão ligados entre si por laços de união visíveis e legais. De certo modo, é algo semelhante à maneira como os cidadãos de uma nação estão unidos entre si por laços de cidadania, visíveis e legais.

    Os Estados Unidos da América, por exemplo, são uma sociedade jurídica.

    Jesus Cristo, evidentemente, estabeleceu a sua Igreja como uma sociedade jurídica. Para cumprir a sua missão de ensinar, santificar e reger os homens, a Igreja devia ter uma organização visível.

    O Papa Pio XII, na sua encíclica sobre o Corpo Místico de Cristo, apontou-nos esse aspecto. E o mesmo fez a constituição Lúmen gentium (Luz dos povos) do Concílio Vaticano II, que ensina que “a Igreja é constituída e organizada neste mundo como uma sociedade”.
    E, como tal, é a sociedade jurídica mais perfeita que existe, pois tem o mais nobre dos fins: a santificação dos seus membros para a glória de Deus.
    Mas a Igreja é muito mais que uma organização jurídica. É o próprio Corpo de Cristo, um corpo tão especial, que deve ter um nome especial: o Corpo Místico de Cristo. Cristo é a Cabeça do Corpo: cada batizado é uma parte viva, um membro desse Corpo, cuja alma é o Espírito Santo.

    Trata-se de um mistério oculto, que durante este exílio terreno só podemos enxergar obscuramente. Mas procuremos fazê-lo, ainda que seja à meia-luz. Sabemos que o nosso corpo físico é composto de milhões de células individuais, todas trabalhando conjuntamente para o bem de todo o corpo, sob a direção da cabeça.

    As diferentes partes do corpo não se ocupam em fins próprios e privados. Os olhos, os ouvidos e os demais sentidos captam conhecimentos para a utilidade de todo o corpo. Os pés levam o corpo inteiro para onde ele queira ir;as mãos levam o alimento à boca, o intestino absorve a nutrição necessária a todo o corpo; o coração e os pulmões enviam sangue e oxigênio a todas as partes da anatomia. Todos vivem e atuam para todos.

    E a alma dá vida e unidade a todas as diferentes partes, a cada uma das células individuais.

    Quando o aparelho digestivo transforma o alimento em substâncias corporal, as novas células não se agregam ao corpo de forma eventual, como o esparadrapo à pele. As novas células tornam-se parte do corpo vivo, porque a alma se torna presente nelas, do mesmo modo que no resto do corpo.

    Apliquemos agora esta analogia ao Corpo Místico de Cristo.
    Quando somos batizados, o Espírito Santo toma posse de nós, de maneira muito semelhante àquela com que a nossa alma toma posse das células que se vão formando no corpo.

    Este mesmo Espírito Santo é por sua vez o Espírito de Cristo, que “se compraz em morar na amada alma do nosso Redentor como no seu santuário mais estimado; é o Espírito que Cristo nos mereceu na Cruz, pelo derramamento do seu sangue[...].Porém, após a exaltação de Cristo na cruz, o seu espírito derrama-se superabundantemente sobre a Igreja, a fim de que ela e os seus membros individuais possam tornar-se dia a dia mais semelhantes ao seu Salvador” (Pio XII).

    Pelo Batismo, o Espírito de Cristo torna-se também o nosso Espírito. “A Alma da Alma” de Cristo torna-se também Alma da nossa alma. Assim é, pois, a Igreja vista por “dentro”.

    É uma sociedade jurídica, sim, com uma organização visível dada pelo próprio Cristo.

    Mas é muito mais, é um organismo vivo, um Corpo que vive, cuja Cabeça é Cristo, cujos membros somos nós, os batizados, e cuja alma é o Espírito Santo. É um Corpo vivo do qual podemos separar-nos por heresia, cisma ou excomunhão, do mesmo modo que um dedo é extirpado pelo bisturi do cirurgião.

    É um Corpo em que o pecado mortal – como um torniquete aplicado a um dedo – pode interromper temporariamente o fluxo vital, até que seja retirado pelo arrependimento.

    É um Corpo em que cada membro se beneficia de cada Missa que se celebra, de cada oração que se oferece, de cada boa obra que se faz por cada um dos outros membros, em qualquer lugar do mundo. É o Corpo Místico de Cristo!

    Sociedade e Corpo Místico são, porém, uma só realidade, como explica a Lúmen gentium: “A sociedade provida de órgãos hierárquicos e o Corpo Místico de Cristo, a assembléia visível e a comunidade espiritual,a Igreja terrestre e a Igreja enriquecida de bens celestes, não devem ser consideradas duas coisas, mas uma só realidade complexa, em que se fundem o elemento divino e o humano”.

    A Igreja é o Corpo Místico de Cristo.

    Eu sou membro desse Corpo.

    Que representa isto para mim?

    Sei que no corpo humano cada parte tem uma função a realizar: os olhos, ver; o ouvido, ouvir; a mão, apanhar; o coração, impulsionar o sangue. Há no Corpo Místico de Cristo uma função que me esteja designada? Todos sabemos que a resposta a esta pergunta é sim.

    Fonte: A Fé Explicada

    Veja:

    segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

    Igreja Católica - Parte II


    Igreja Católica - Parte I

    Por: Padre Léo Trese.

    Membros da Igreja

    Uma pessoa passa a ser membro da Igreja pelo Batismo e continua a sê-lo enquanto dela não se separar por:

    - cisma: negação ou contestação da autoridade papal
    - heresia: negação de uma ou mais verdades da fé proclamadas pela Igreja
    - excomunhão: exclusão da Igreja por certos pecados graves sem arrependimento.

    Mas mesmo essas pessoas, se forem batizadas validamente, permanecem basicamente súditos da Igreja e estão obrigadas a cumprir as suas leis, a não ser que delas sejam dispensadas especificamente.

    Não podemos considerar a Igreja de um ponto de vista apenas externo, ela é infinitamente mais que mera organização exterior visível. A alma da Igreja é a que a torna, além da organização, um organismo vivo. Assim, como a inabitação das três pessoas divinas dá a alma a vida sobrenatural a que chamamos graça santificante. Assim a inabitação da Santíssima Trindade dá a Igreja a sua vida inextinguível, a sua perene vitalidade. O Espírito Santo é a alma da Igreja cuja cabeça é Cristo

    Deus criou a Igreja de uma forma muito semelhante a criação do homem: Ele desenhou o Corpo da Igreja na Pessoa de Jesus Cristo. Esta tarefa se estendeu por três anos, desde o primeiro milagre público de Jesus, em Caná, até a sua Ascenção ao céu.

    Jesus escolheu os seus doze apóstolos, destinados a serem os primeiros Bispos da sua Igreja. Durante três anos, instruiu-os e treinou-os nos seus deveres, na missão de estabelecer o Reino de Deus. Neste mesmo período desenhou também os sete canais os sete sacramentos, pelos quais fluiriam as almas dos homens as graças que Ele ganharia na cruz

    Ao mesmo tempo, Jesus confiou aos Apóstolos uma tríplice missão, que é a tríplice missão da Igreja:

    1 - Ensinar: "Ide, pois, ensinai a todos os povos [...]. Ensinando-os a observar todas as coisas que vos mandei"(Mt. 28,19-20).

    2 - Santificar: "Batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28,19); Isto é o meu corpo [...]; fazei-o em memória de mim (Lc. 22,19); Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos (Jo. 20,23).

    3 - Governar em seu nome: "Se se recusar a ouvi-los, dize-o à Igreja. Se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentio ou um publicano. [...] Tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu; e tudo o que desatardes sobre a terra, será desatado no céu (Mt. 18,17-18); Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza (Lc. 10,16).

    "Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos Apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja, uma participação na sua própria infalibilidade, Ele que é a Verdade. Guia o Povo de Deus, sob a guia do Magistério vivo da Igreja" (cf. LG. 12,DV 10).

    “A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo como seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos desfalecimentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está assim ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes” (ns. 889-90; cf. também ns. 888 e 891-2).

    “O bispo e os presbíteros santificam a Igreja pela sua oração e trabalho, pelo ministério da palavra e dos sacramentos. Santificam-na pelo seu exemplo, não agindo como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes, como modelos do rebanho (1Pd. 5,3)” (n. 893).

    “Os bispos dirigem as suas Igrejas particulares, como vigários e delegados de Cristo, mediante conselhos, exortações e exemplos; mas também pela sua autoridade e pelo seu poder sagrado. (LG. 27), que devem, no entanto, exercer para edificação e no espírito de serviço que caracteriza o do seu Mestre” (n. 894; cf. também os ns. 895-6).S

    Outra missão de Jesus, ao formar o Corpo da sua Igreja, foi a de prover uma autoridade para o seu Reino na terra. Atribuiu essa tarefa ao Apóstolo Simão, filho de João, e, ao fazê-lo, impôs-lhe um nome novo, Pedro, que quer dizer pedra.

    A promessa foi esta:" Bem aventurado és, Simão, filho de Jonas [...]. E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus "(Mt. 16,17-19). E Jesus cumpriu essa promessa depois de ressuscitar, segundo lemos no cap. 21 do Evangelho de São João.

    Após obter de Pedro uma tríplice manifestação de amor (Simão, filho de Jonas, tu me amas?), fez dele o pastor supremo do seu rebanho. "Apascenta os meus cordeiros," disse-lhe Jesus, apascenta as minhas ovelhas.

    Todo o rebanho de Cristo – ovelhas e cordeiros, bispos, sacerdotes e fiéis porque, é evidente, Jesus não veio à terra para salvar só as almas contemporâneas dos Apóstolos. Jesus veio para salvar todas as almas, enquanto houver almas que salvar.

    “O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, (LG.23). (LG. 22)” (n. 882; cf. também os ns. 880-1 e 883-7).

    O tríplice dever (e poder) dos Apóstolos – ensinar, santificar e governar – foi por eles transmitido a outros homens, a quem, pelo sacramento da Ordem, ordenariam e consagrariam para continuarem a sua missão. Os bispos atuais são sucessores dos Apóstolos.

    Cada um deles recebeu o seu poder episcopal de Cristo, por meio dos Apóstolos, em continuidade ininterrupta. E o poder supremo de Pedro, a quem Cristo constituiu cabeça de tudo, reside hoje no bispo de Roma, a quem chamamos com amor o Santo Padre.

    Isto é assim porque, pelos desígnios da Providência, Pedro foi a Roma e lá morreu como primeiro bispo da cidade. Consequentemente, quem for bispo de Roma será automaticamente o sucessor de Pedro e, portanto, possui o especial poder de Pedro de ensinar e governar toda a Igreja.
    Este é, pois, o Corpo da Igreja de Cristo, tal como Ele a criou:
    Não uma mera irmandade invisível de homens unidos pelos laços da graça, mas uma sociedade visível de homens subordinada a uma cabeça investida em autoridade e governo.

    É o que chamamos uma sociedade hierárquica, com as sólidas e admiráveis proporções de uma pirâmide.

    No cume o Papa, com suprema autoridade espiritual. Imediatamente abaixo, formando com o Papa o Colégio Episcopal, do qual o Sumo Pontífice é a cabeça, os outros bispos, cuja jurisdição, cada um na respectiva diocese, procede da sua união com o sucessor de Pedro. Mais abaixo, os sacerdotes que, como cooperadores dos bispos, em virtude do sacramento da Ordem, são consagrados para pregar o Evangelho, apascentar os fiéis e celebrar o culto divino. Finalmente, está a ampla base do povo de Deus, as almas de todos os batizados, para quem os outros existem. Este é o Corpo da Igreja tal como Jesus o constituiu nos seus três anos de vida pública.

    Como o corpo de Adão, jazia à espera da alma. Esta alma havia sido prometida por Jesus quando disse aos seus Apóstolos antes da Ascensão: "Recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até as extremidades da terra" (At. 1,8).

    Conhecemos bem a história do Domingo de Pentecostes, décimo dia depois da Ascensão e quinquagésimo depois da Páscoa (Pentecostes significa “qüinquagésimo”): "Apareceram-lhes repartidas umas como línguas de fogo, que pousaram sobre cada um deles [dos Apóstolos], ficando todos repletos do Espírito Santo" (At. 2,3-4).

    E, nesse momento, o Corpo tão maravilhosamente desenhado por Jesus durante três pacientes anos aflorou subitamente à vida.

    O Corpo Vivo levanta-se e começa a sua expansão.

    Nasceu a Igreja de Cristo!


    Fonte: A Fé explicada.

    Depois veremos: O que é um ser humano?

    sábado, 26 de novembro de 2011

    Igreja Católica - Parte I


    São João da Cruz nos diz:

    " Guiemo-nos, pois, pela doutrina de Cristo-homem, de sua Igreja e seus Ministros,e por este caminho, humano e visível, encontraremos remédios para nossas ignorancias e fraquezas espirituais, pois pra todas as necessidades aí se acha abundante remédio"

    Fonte: A Fé explicada. - Padre Léo Trese.

    *******

    O Espírito Santo e a Igreja.
    Ao se instruir um possível converso, normalmente se ensina sobre o significado do perfeito amor a Deus, explica-lhe o que quer dizer um ato de contrição perfeita. Ainda que esse converso deva esperar meses até receber o Batismo, não há razão para que viva esse tempo em pecado. Um ato de de perfeito amor a Deus - que inclui o desejo de se batizar-se - purifica-lhe a alma antes do Batismo. Com certeza a alegria de seu coração já é enorme, mas este converso, se aliviará muito mais e se alegrárá tanto quanto , ao receber o sacramento, porque até este momento, não podia ter a certeza de que seus pecados estavam perdoados.

    Por muito que nos esforcemos por fazer um ato perfeito de amor a Deus, nunca poderemos estar certos de te-lo conseguido. Mas quando a agua salvífica lhe é derramada sobre a cabeça o neófito passa a ter a certeza de que Deus veio a ele. A paz da alma, a gozosa confiança que esta certeza proporciona, é uma das razões pelas quais Jesus Cristo instituiu uma Igreja visível.

    As graças que Ele nos adquiriu no Calvário, podia te-las aplicado a cada alma direta e invisivelmente, sem recorrer a sinais externos ou cerimonias. No entanto, como conhecia a nossa necessidade de uma segurança visível, preferiu canalizar as suas graças através de símbolos sensíveis.

    Cristo instituiu os Sacramentos, para que pudéssemos saber: quando, como e que espécie de graça recebemos. E uns sacramentos visíveis necessitam de um agente visível no mundo, que os guarde e distribua. Este agente visível que é a Igreja instituída por Jesus Cristo.
    A necessidade de uma Igreja não se limita, evidentemente, à guarda dos sacramentos. Ninguém pode querer os sacramentos senão os conhece. Como ninguém pode crer em Cristo se antes não lhe falaram dEle. Pra que a vida e a morte de Cristo não sejam em vão, tem que existir uma voz viva no mundo que transmita os ensinamentos de Cristo através dos séculos. Deve haver uma voz audível, deve haver um porta-voz visível, cuja autoridade todos os homens de boa vontade possam reconhecer. ...e tem!

    Conseqüentemente, Jesus fundou a sua Igreja não só para santificar a humanidade por meio dos sacramentos, mas, antes de tudo, para ensinar aos homens as verdades que Jesus Cristo ensinou, as verdades necessárias à salvação. Basta um momento de reflexão para nos darmos conta de que, se Jesus não tivesse fundado uma Igreja, até mesmo o nome de Jesus Cristo nos seria hoje desconhecido.

    Porém, não nos basta ter à nossa disposição a graça dos sacramentos visíveis da Igreja visível, nem nos basta ter a verdade proclamada pela voz viva da Igreja docente. Precisamos também saber o que devemos fazer por Deus; necessitamos de um guia seguro que nos indique o caminho que devemos seguir de acordo com a verdade que conhecemos e as graças que recebemos.

    Da mesma maneira que seria inútil para os cidadãos de um país ter uma Constituição se não houvesse um governo para interpreta-la e faze-la observar mediante uma legislação adequada, o conjunto da Revelação cristã precisa de uma instância que o interprete de modo apropriado.

    Como fazer-se membro da Igreja e como permanecer nela? Quem pode receber este ou aquele sacramento, quando e como?

    Quando a Igreja promulga as suas leis, responde a perguntas como essas, cumprindo sob Cristo o seu terceiro dever, além de ensinar e santificar: governar.

    Conhecemos a definição clássica da Igreja como a" congregação de todos os batizados, unidos na mesma fé verdadeira, no mesmo sacrifício e nos mesmos sacramentos, sob a autoridade do Sumo Pontífice e dos bispos em comunhão com ele”.

    Depois continuamos



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo