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    quarta-feira, 30 de abril de 2014

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    segunda-feira, 9 de julho de 2012

    PNDH-3, um chavismo sem Chaves

    http://www.ipco.org.br/home/noticias/pndh-3-um-chavismo-sem-chaves

    9, julho, 2012 Deixar um comentário Ir para os comentários

    Leo Daniele

    O PNDH-3 (Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos) é um plano radical de transformação socialista e chavista do Brasil. Escrito e publicado pelos que tentam ‒ esperemos que em vão ‒ torná-lo realidade, dado a público em fins de 2009, e aprovado enquanto plano pelo então presidente Lula da Silva, ele é uma ofensiva radical do igualitarismo.

    Será executado parte por parte, gradativamente, sem que aqueles que não têm muito boa memória, perdidos nos detalhes, possam ter ideia de que é um plano, o que pode assustar. Porém, se olharmos em torno de nós, vamos encontrar um potente início de execução dele: novos códigos, projetos de lei, decretos, medidas provisórias, regulamentos, campanhas etc.. Mas é só o começo.

    Os objetivos que os autores têm em vista com o plano são claros: “formação de nova mentalidade coletiva” (do PNDH-3), para em consequência mudar tudo. E explica, numa visão de conjunto chocante, cheia de pormenores, no que consiste essa mudança de mentalidade, da qual se conclui que, se o conteúdo do livreto acabar de ir à prática, resultará, não no Brasil que conhecemos, mas num País diferente, muito pior: soviético.

    Vale bem a pena reler o livreto original contendo o plano. Oferecemos ao leitor, através de algumas amostras, uma rápida ideia de conjunto dele.

    Moralidade pública: “desconstrução da heteronormatividade”, isto é, negação do princípio de que o casamento é de um homem com uma mulher. A cartilha promove a “união civil” entre pessoas do mesmo sexo. Reconhece e inclui nos sistemas de informação do serviço público todas as “configurações familiares (sic)” constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Desenvolve meios para garantir o uso do nome social de travestis e transexuais. Combate à homofobia, ou seja, a resistência ao homossexualismo, ainda que seja apenas por palavras. Procura “desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo”, ou seja, apagar a vergonha das prostitutas. E, é claro, facilita o aborto.

    Segurança pública: “criação [...] de ouvidorias de polícia autônomas e independentes, comandadas por ouvidores com mandato e escolhidos com participação da sociedade civil, como direito humano fundamental, rompendo com o passado de identificação entre ação policial e violação de direitos”. Isto é uma ofensa pesada. Desenvolve normas de conduta e fiscalização dos serviços de segurança privados que atuam na área rural, o que facilitará as invasões no campo. Desenvolve campanhas de informação sobre o “adolescente em conflito com a lei” (“trombadinhas” e outros).

    Judiciário: defende a implementação do “Observatório da Justiça Brasileira” (para julgar os juízes?), e a criação de “instrumentos coletivos de resolução de conflitos”. Pleiteia a redução de recursos e a “desjudicialização” dos conflitos. Estimula e amplia experiências voltadas para a solução de processos por meio da “mediação comunitária” (Do Prefácio assinado pelo Ministro Vanucchi). Vão, pois, tentar substituir a ação dos juízes pela “mediação comunitária”!

    Sovietização: os sovietes eram inicialmente conselhos de trabalhadores, mas depois passaram a “discutir não só salários e condições de trabalho, mas todas as questões relativas à sociedade em geral” (A. Pannekoek, o mais importantte teórico dos sovietes). Eles são apresentados pelo PNDH-3 como conselhos populares, “instrumentos coletivos de resolução de conflitos”, etc. A todo momento o PNDH-3 usa expressões equivalentes a estas. Parecem autônomos e independentes, cada um diferente dos demais. (Lênin). Já aconteceu na História: na Rússia, onde os sovietes foram criados em 1905, somente foram implantados como força dominante muitos anos depois. Houve sovietes também na Espanha (1936 - 1939), em Portugal (1974), no Curdistão em 1994, em Cuba e em várias outras oportunidades. O MST, no campo agrário, já é considerado uma tentativa de criar um poder paralelo, que escapa às leis. Mas poderá chegar o momento em que alguém brade, como aconteceu na Rússia, “todo poder aos sovietes”.

    E por aí vai o documento, que tem quase 80 páginas desse gênero. Estes são apenas alguns itens.

    Deixei o pior para o fim. Como vimos, o PNDH-3 visa a “formação de nova mentalidade coletiva”. Ora, ter uma mentalidade esquerdista é muito pior que ter ideias esquerdistas. Como assim? Os icebergs, como se sabe, têm uma parte submersa muito maior que a que se vê sobre as águas do mar. Dr. Plínio compara as ideias esquerdistas com a parte visível da imensa rocha de gelo, e a mentalidade esquerdista com a parte ‒ ainda maior ‒ que fica submersa.

    “A mentalidade é o reflexo da doutrina em toda a personalidade da pessoa, inclusive no seletivo. Segundo as ideias que tem, o indivíduo seleciona suas preferências, suas fobias, assimila, rejeita, se reforma, se transforma, se conforma ou se deforma”. Por isso, o que querem os habilíssimos e ladinos socialistas é a mudança das mentalidades, com o que suas ideias poderão caminhar sem dificuldades. É a meta última do PNDH-3. Conseguindo isto, terão obtido tudo.
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    Tags: Chaves, Chavismo, comunismo, Direitos Humanos, Leo Daniele, Lula, MST, PNDH-3

    quarta-feira, 4 de julho de 2012

    HOJE, no Círculo Católico de Pernambuco: pelos verdadeiros direitos humanos!


    Deus lo Vult!
    Dignare me laudare Te, Virgo Sacrata – da mihi virtutem contra hostes tuos!




    Publicado por Jorge Ferraz (admin) em 04/07/2012. Nenhum comentário e Nenhuma reação.

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    Recife já está preparado para o Fórum sobre o PNDH-3, que acontecerá logo mais no auditório do Círculo Católico. O evento recebeu notas na imprensa local, tanto na Folha de Pernambuco quanto no Blog do Jamildo.

    O primeiro lembra que o príncipe «acredita que os problemas sociais são reflexos de outros problemas, de ordem moral». O Jamildo diz a mesma coisa, de modo mais extenso:

    D. Bertrand se posiciona claramente no campo da propriedade privada, livre iniciativa e respeito ao princípio de subsidiariedade, o qual limita o Estado ao âmbito que lhe toca por sua natureza. Tendo bem claro que os problemas sociais não são senão reflexo de outros mais profundos, de ordem moral.

    Sim, os problemas da sociedade decorrem de problemas doutrinários. Da mesma forma que a Sã Doutrina influencia positivamente a vida social, desabrochando na bela flor da caridade – bálsamo poderoso para aliviar as conseqüências sociais negativas do pecado humano -, a heresia sempre se degenera em cânceres no tecido social. O fenômeno é tão universalmente repetido que chega a ser previsível. Assim, não existem as (falsas e caluniosas) oposições entre o “conservadorismo” e o “cuidado social”, muito pelo contrário: é preciso pensar com clareza para agir de maneira profícua. O conservadorismo, longe de atravancar o desenvolvimento social, é precisamente o que o possibilita e protege contra as influências nefastas – essas sim desagregadoras – dos erros e das heresias, dos experimentos sociais irresponsáveis, da cupidez de coisas novas que historicamente tanto mal provocou às sociedades e aos povos.

    Quanto aos que estiverem hoje à noite no Recife, não percam a oportunidade de participar do evento promovido pelo Círculo Católico em parceria com o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Ouçamos o que conferencistas tão ilustres – o Dr. Eduardo Barreto Campello, o Coronel da PMESP Paes de Lira e S. A. I. R. o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança – têm a nos dizer. E debatamos, sim, os Direitos Humanos, mas os verdadeiros, e não os pseudo-direitos revolucionários e injustos que nos querem impôr na base de canetadas advindas do Palácio do Planalto. Furemos a censura da grande mídia, que – salvo honrosas exceções – está mancomunada com os novos bárbaros inimigos da Pátria: com aqueles que atualmente nos governam e que trabalham pela destruição do Brasil tanto por vias oficiais quanto pelas oficiosas. Levantemo-nos em defesa desta Terra de Santa Cruz, desta Pátria-Mãe Gentil que ora se encontra tão terrivelmente ameaçada. Que a Virgem Aparecida salve o Brasil.


    quinta-feira, 28 de junho de 2012

    Enc: [noticias-lepanto] ATENÇÃO RECIFE! Inscreva-se para o Fórum “As ameaças do Programa Nacional dos Direitos Humanos-3 continuam”;

    Paz e bem!
    AUGUSTO CÉSAR RIBEIRO VIEIRA
    Teresópolis - RJ
    "Verdadeiramente és admirável, ó Verbo de Deus, no Espírito Santo, fazendo com que ele se infunda de tal modo na alma, que ela se una a Deus, conheça a Deus, e em nada se alegre fora de Deus" (Sta. Maria Madalena de Pazzi)

    ----- Mensagem encaminhada -----
    De: Notícias-Lepanto <noticias@lepanto.com.br>
    Para: Notícias Lepanto <noticias-lepanto@yahoogrupos.com.br>
    Enviadas: Quinta-feira, 28 de Junho de 2012 20:36
    Assunto: [noticias-lepanto] ATENÇÃO RECIFE! Inscreva-se para o Fórum "As ameaças do Programa Nacional dos Direitos Humanos-3 continuam";

     
    ATENÇÃO RECIFE! Inscreva-se para o Fórum "As ameaças do Programa Nacional dos Direitos Humanos-3 continuam"

    Segue abaixo notícia importante extraída do site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

    No dia 04 de julho de 2012, a capital de Pernambuco, Recife, irá receber nomes respeitados no cenário nacional para tratar de um assunto muito sério e que poderá mudar – para pior – o futuro do Brasil.

    Faça sua inscrição através do link abaixo:
    http://www.simsim-naonao.com.br/clientes/ipco/acao/inscr/partevt.php?Camp=32

    Se você é de Recife e arredores, não pode deixar de participar do Fórum:

    Os conferencistas irão tratar de temas que estão inclusos no PNDH-3 e são verdadeiras barbaridades corrosivas para o Brasil.

    - Príncipe Imperial do Brasil D. Bertrand de Orleans e Bragança: A corrosão do direito de propriedade no PNDH-3.

    - Prof. Eduardo Barreto Campello: As inconstitucionalidades no PNDH-3.

    - Cel. PMESP Jairo Paes de Lira: O PNDH no Congresso Nacional. Aborto, "casamento homossexual" e desarmamento.

    Faça sua inscrição através do link abaixo:
    http://www.simsim-naonao.com.br/clientes/ipco/acao/inscr/partevt.php?Camp=32

    Ou se preferir, ligue para (81) 3222-4816

    [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

    __._,_.___
    Atividade nos últimos dias:
    Leia outras notícias:
    http://br.groups.yahoo.com/group/noticias-lepanto

    Nota: As mensagens são selecionadas pela sua relevância e não necessariamente representam o pensamento da Frente Universitária Lepanto


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    Ainda dá tempo de encontrar companhia para passar o Dia dos Namorados!
    .

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    quinta-feira, 19 de abril de 2012

    Declaração da CNBB sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH – 3)


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    Você está aqui: Imprensa Notas e Declarações Declaração da CNBB sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH – 3)
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    • Declaração da CNBB sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH – 3)
    Sex, 15 de Janeiro de 2010 14:17 / Atualizado - Sex, 15 de Janeiro de 2010 14:51 por: cnbb
    E-mail Imprimir PDF

    A promoção e a defesa dos Direitos Humanos tem sido um dos eixos fundamentais da atuação e missão evangelizadora da CNBB em nosso país. Comprovam-no as iniciativas em prol da democracia; as Campanhas da Fraternidade; a busca pela concretização da Lei 9840 - contra a corrupção eleitoral; a recente Campanha “Ficha Limpa”; a defesa dos povos indígenas e afro-descendentes; o empenho pela Reforma Agrária, a justa distribuição da terra, a ecologia e a preservação do meio ambiente; o apoio na elaboração dos Estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial, entre outros.

    Neste contexto, a CNBB se apresenta, mais uma vez, desejosa de participar do diálogo nacional que agora se instaura, sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), tornado público aos 21 de dezembro de 2009.
    A Igreja Católica considera o movimento rumo à identificação e à proclamação dos direitos humanos como um dos mais relevantes esforços para responder de modo eficaz às exigências imprescindíveis da dignidade humana (cf. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae, 1). O Papa João Paulo II, em seu Discurso à Assembléia Geral das Nações Unidas, em 21 de outubro de 1979, definiu a Declaração Universal dos Diretos Humanos como “uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade”.

    O Brasil foi uma das 171 nações signatárias da Declaração de Viena, fruto da Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, em 1993, sob o signo da indissociabilidade entre Democracia, Desenvolvimento Econômico e Direitos Humanos.

    No entanto, em sua defesa dos Direitos Humanos, a Igreja se baseia na concepção de Pessoa Humana que lhe advém da fé e da razão natural. Diante de tantos reducionismos que consideram apenas alguns aspectos ou dimensões do ser humano, é missão da Igreja anunciar uma antropologia integral, uma visão de pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus e chamada, em Cristo, a uma comunhão de vida eterna com o seu Criador. A pessoa humana é, assim, sagrada, desde o momento de sua concepção até o seu fim natural. A raiz dos direitos humanos há de ser buscada na dignidade que pertence a cada ser humano (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 27). “A fonte última dos direitos humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio ser humano e em Deus seu Criador” (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 153). Tais direitos são “universais, invioláveis e inalienáveis” (JOÃO XXIII, Encíclica Pacem in Terris, 9).

    Diante destas convicções, a CNBB tem, ao longo de sua história, se manifestado sobre vários temas contidos no atual Programa Nacional de Direitos Humanos. Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados e os deveres observados.

    A CNBB reafirma sua posição, muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Rejeita, também, a criação de “mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas.

    Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploramos as luzes de Deus, para que, juntos, possamos construir uma sociedade justa, fraterna e solidária.
    Brasília, 15 de janeiro de 2010



    Dom Geraldo Lyrio Rocha
    Arcebispo de Mariana
    Presidente da CNBB

    Dom Luiz Soares Vieira
    Arcebispo de Manaus
    Vice-Presidente da CNBB

    Dom Dimas Lara Barbosa
    Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
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    quarta-feira, 18 de abril de 2012

    SOB A MÁSCARA DOS DIREITOS HUMANOS, UMA NOVA RELIGIÃO SEM DEUS

    Março de 2010

    Revista Catolicismo



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    • Programa Nacional de Direitos Humanos-3

    • SOB A MÁSCARA DOS DIREITOS HUMANOS, UMA NOVA RELIGIÃO SEM DEUS

    • Vannuchi com o texto do PNDH-3

    Teve ampla repercussão o lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) pelo governo Lula. Nesta edição, Catolicismo destaca sucintamente o que a iniciativa contém de diretamente anticristão. Sem dizê-lo, caracteriza-se como a religião do homem, em substituição à religião de Deus. Traz consigo uma nova moral e um novo “decálogo”, que são os imaginários ou distorcidos direitos humanos.


    • Leo Daniele

    Em substituição aos Dez Mandamentos da Lei de Deus, teremos agora que pautar nossas ações pelos “direitos” das prostitutas, dos homossexuais, das feministas, dos vadios, dos invasores de terras e de prédios, das “culturas” primitivas, dos revoltados de todo gênero.

    Não estamos inventando nada. Diz o Presidente Lula: “Tenho reiterado que um momento muito importante de nosso mandato foi a realização da 1ª Conferência Nacional de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, em 2008, marco histórico na caminhada para construirmos um país sem qualquer tipo de intolerância homofóbica”.

    E o texto do PNDH-3 é ainda mais claro, pois recomenda: apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo; promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos; reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), com base na desconstrução da heteronormatividade.

    Que significa a rebuscada expressão “desconstrução da heteronormatividade”? Desconstrução é a desmontagem, a decomposição de um conceito, portanto sua negação. Trata-se de abandonar o conceito de “heteronormatividade”. Pois, para o PNDH-3, é preciso deixar de considerar a diferença dos sexos no matrimônio (heterossexualidade) como normativa dentro de uma sociedade. A “desconstrução da heteronormatividade” corresponde a negar o conceito natural de que um casal é constituído por um homem e uma mulher, passando a ser normal haver “casais” de dois homens ou duas mulheres.

    Não se trata apenas de aceitar que existam, mas considerá-los normais. O PNDH-3 não é apenas tolerante para quem pratica — digamos que por fraqueza — um ato homossexual, mas quer que ele seja considerado normal como qualquer outro. Ou seja, não basta haver tolerância legal para a homossexualidade, todos devem considerá-la normal como tomar um copo d’água. E vai-se trabalhar com verbas oficiais para que a homossexualidade ou a heterossexualidade sejam consideradas mera questão de escolha.

    O pseudo-direito à depravação é um direito humano? É o que parece resultar dessa concepção, segundo a qual seria considerado “excludente”, por exemplo, o Apóstolo São Paulo, que na Epístola aos Romanos censura com veemência os atos contrários à natureza (cap. 1); e também o seria a majestosa galeria dos santos e Papas, que os condena desde a Antiguidade até a Encíclica Deus Caritas Est, de Bento XVI.

    É bem o contrário, portanto, o que ensina a doutrina católica. Ela avalia a homossexualidade como um pecado que “brada ao Céu e clama a Deus por vingança”.



    • O INIMIGO NÚMERO UM DA FAMÍLIA


    Em entrevista à SBT, em 29-10-1992, Plinio Corrêa de Oliveira expõe sobre o homossexualismo os seguintes princípios, que se aplicam ao tema presente:

    “Uma vez que a relação homossexual é estéril por definição, compreende-se bem que ela destrói a família, e que portanto ela é o contrário da família, é o inimigo número um da família.

    O ato sexual existe na ordem natural das coisas para a fecundidade da família, e através da fecundidade da família para a expansão do gênero humano. O preceito de Deus Nosso Senhor aos homens, enquanto eles se encontrarem na Terra, é ‘multiplicai-vos e enchei a Terra’. É preciso portanto fazer isto, e por todas as maneiras não impedir a fecundidade da relação sexual, que só se exerce legitimamente no matrimônio. Ora, para a homossexualidade não existe matrimônio, e sobretudo não pode existir fecundidade.

    O resultado é que isso é completamente contrário à ordem natural das coisas, portanto contrário à família.

    O homossexualismo foi durante séculos objeto de uma verdadeira aversão da parte das gerações que se sucederam. E isso não por um capricho, não por um modismo qualquer, mas em virtude dos princípios doutrinários que eu acabo de enunciar, e que são os da doutrina católica, apostólica e romana, desde os tempos em que a fé impregnava profundamente toda a vida social, e portanto também a vida familiar, com a suavidade e o esplendor dos seus valores.

    É compreensível que aquilo que é oposto à fé fosse visto com rejeição, e portanto que também a homossexualidade fosse vista com rejeição. Para calcular bem a energia dessa rejeição, deve-se tomar em consideração que, segundo a doutrina católica, a homossexualidade é um pecado qualificado entre os poucos que bradam ao Céu e clamam a Deus por vingança”.

    1 | 2 | 3 Continua

    • Programa Nacional de Direitos Humanos-3



    • O PNDH-3 pode tornar-se uma bomba de efeito retardado

    • Outra investida contra a moralidade pública

    As prostitutas, chamadas eufemisticamente de “profissionais do sexo”, terão sua ocupação regulamentada. O Prof. Ives Gandra Martins, em entrevista publicada pela UOL, colocou os pingos nos ii: “Isso não é profissão; os verdadeiros direitos humanos consistiriam em tirar essas moças do que elas estão fazendo e dar profissões dignas a elas”.

    O PNDH-3, pelo contrário, propõe “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo”. Educativas? Este palavreado arrevesado encobre uma infâmia. Deve-se “educar” a todos, inclusive as crianças, para que aceitem com normalidade a prostituição tanto masculina quanto feminina. É uma fábrica de meretrício, mesmo infantil, que fica assim liberada.

    E o mesmo Programa recomenda descriminalizar o aborto, “considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Desde quando a autonomia de decidir sobre o próprio corpo dá direito a matar alguém, como ocorre no caso com o filho já concebido? Ademais, o Programa fala em “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado, garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso”. Fica subentendido que nem o médico, nem as enfermeiras, nem ninguém poderá alegar objeção de consciência para não matar a criança que está por nascer. É monstruoso.

    Esse dispositivo do PNDH-3 levou a Regional Sul-1 da CNBB a qualificar o Presidente Lula de um novo Herodes, aquele que mandou matar os santos inocentes.


    • Investida contra a liberdade da igreja

    O PNDH-3 propõe “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, e recomenda “o respeito à laicidade pelos Poderes Judiciário e Legislativo, e Ministério Público, bem como dos órgãos estatais, estaduais, municipais e distritais”.

    Laicidade parece ter aqui o significado de ateísmo. O Estado laico seria ateu e não toleraria qualquer símbolo religioso em seus estabelecimentos. É uma inquisição laica (ou atéia) contra os crucifixos e as imagens de santos.


    • Negado o ensinamento da Igreja sobre as desigualdades

    Propõe o Programa a “afirmação da diversidade para a construção de uma sociedade igualitária”. Mas acontece que toda diversidade que não seja fruto do caos tende para o estabelecimento de uma hierarquia. E é bom que seja assim.

    Com efeito, São Pio X condensou o ensinamento de Leão XIII afirmando que no corpo social deve haver “príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus”.(1)

    Os utopistas, porém, imaginam que mediante a divisão igualitária dos bens cessariam, antes de tudo, as mais variadas formas de pobreza que hoje existem. O que não é verdade. A propósito, merece menção a significativa frase de Plinio Corrêa de Oliveira: “O católico, contemplando devotamente a Sagrada Família, não pode deixar de ter a alma e o coração transidos de emoção ante a excelsa dignidade que aprouve a Deus fazer reluzir no lar operário constituído por Jesus, Maria e José”.(2)

    O PNDH-3 propõe “instrumentos de avanço” para a “redução das desigualdades sociais concretizadas por meio de ações de transferência de renda, incentivo à economia solidária e ao cooperativismo, à expansão da reforma agrária”. Não explica no que consistem tais ações. Será a bolsa família? O fracassado fome zero? Participação obrigatória nos lucros, além dos salários? Outras medidas de caráter socialista? Deixam assim no vago, mas se conseguirem estabelecer futuramente o socialismo, seus agentes poderão dizer: “Estava tudo previsto no PNDH-3”!

    Ademais, é indisfarçável a antipatia do Programa em relação à propriedade privada, que no entanto é fundamentada em dois Mandamentos da Lei de Deus: o 7º, não roubarás; e o 10º, não cobiçarás as coisas alheias.

    Atualmente, se a propriedade urbana ou rural for invadida por esquerdistas ou arruaceiros, cabe ao Poder Judiciário restabelecer a ordem imediatamente por meio de uma liminar. Mas para o Programa é obrigatório haver um diálogo prévio com os envolvidos, “com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar”. Ou seja, o que normalmente seria uma ação de polícia, submissa ao discernimento de um magistrado, passaria a ser uma assembléia tumultuada, com a presença de meio-mundo (com palavras de ordem), ocasião ideal para muito discurso e não pouca demagogia. É fácil prever quais seriam os resultados. Os cubanos e venezuelanos já os conhecem...


    • Repercussões no ambiente católico

    Diante do volumoso e demolidor Programa, a repercussão foi variada nos meios católicos.

    Em folheto intitulado Presente de Natal do presidente Lula, a Comissão Regional em Defesa da Vida, do Regional Sul-1 da CNBB, chama o Presidente de novo Herodes — o rei que ordenou a matança dos santos inocentes — numa alusão à recomendação de aborto.

    Além disso, reunidos no Rio de Janeiro, 67 prelados católicos assinaram um manifesto que, em última análise, condena o PNDH-3 como um todo, destacando alguns pontos atentatórios à moral e à propriedade privada. Rejeitam “propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacender conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia”. Como signatários, um cardeal e 66 arcebispos e bispos.

    Em sentido contrário, a atitude de D. Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB, foi até o momento de confusa tolerância. Diante das dezenas de páginas do Programa, recheadas de dispositivos anticristãos, o prelado só tomou uma atitude clara em relação ao aborto, contentando-se entretanto, ao que parece, com promessas um tanto vagas e futuríveis do ministro Paulo Vannuchi, segundo o qual “as alterações ocorrerão após discussões com a própria CNBB e as organizações que participaram do processo de elaboração do programa, tais como o Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos”. Surpreendentemente, “segundo D. Dimas, a CNBB tem concordância de 80% dos pontos tratados no programa”!(3)

    Em nota oficial, a CNBB se declarou “contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao direito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (site da CNBB). E ficou somente nisto.

    A ONG “Católicas pelo Direito de Decidir” — que apenas utiliza o glorioso nome de “católicas” para confundir os fiéis e solapar a doutrina da Igreja — saiu em apoio à descriminalização do aborto e à união de pessoas do mesmo sexo. A esse respeito, escreve a jornalista Narlla Sales: “Se as senhoras católicas pelo direito de decidir são tão certas de que é legítimo abortar e partir para uma ação tão agressiva contra a doutrina católica, por que ainda se dizem católicas?”

    Uma suspeita causa especial apreensão: seriam “bois de piranha” o aborto e a ameaça de revogação da Lei de Anistia, para desviar as atenções dos outros inúmeros e gravíssimos pontos censuráveis do PNDH-3? (A conhecida expressão “boi de piranha” refere-se ao costume dos criadores de gado, quando há necessidade de uma boiada atravessar um rio onde haja piranhas, escolherem um boi doente ou fraco para servir de isca. O criador perde o boi, mas o restante do rebanho atravessa ileso em outra parte do rio). Se assim for, provavelmente recuará o governo nessas duas matérias, propiciando que católicos e militares incautos, derrotados em todo o imenso restante do programa, distendam-se achando que venceram.

    Não nos deixemos enganar a respeito dessa conspiração contra o que resta de civilização cristã no Brasil. O PNDH-3 é uma hidra de sete cabeças, e todas elas têm de ser anuladas.
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    • Programa Nacional de Direitos Humanos-3
    • Conclusão

    Uma bomba atômica de efeito retardado é o que parece ser o PNDH-3, lançado às vésperas do Natal pelo Presidente Lula. Por que de efeito retardado? Ao que tudo indica, não se destina a ser colocado em execução imediatamente, neste ano eleitoral, por ser um espantalho para os votantes. Os políticos da equipe do Planalto bem o sabem. Mas o Programa permanece para uso dos próximos chefes do Executivo, a partir de 2011, embrulhado como presente sob a forma de um decreto presidencial assinado por Lula. Caberá ao futuro presidente desembrulhar a bomba, para tentar fazê-la explodir sobre as cabeças dos brasileiros.

    Deve-se portanto encarar o assunto com seriedade a partir de agora, e o quanto antes, pois as cartas já estão sobre a mesa, e algumas medidas podem começar a ser tomadas pelo governo imediatamente, independentemente de lei ou reforma constitucional.

    Será exagerado qualificar um Programa de direitos humanos de bomba atômica? Não, não há exagero algum. Em suas cerca de 80 páginas, das quais compendiamos apenas pequenos textos, o PNDH-3 tem suficiente potencial para, se aplicado, mudar completamente a face do Brasil autêntico e transformá-lo, de País cristão e livre, em uma república do gênero da cubana ou venezuelana.

    O déspota da Venezuela, aliás, propôs em 19 de novembro passado a organização da 5ª Internacional Socialista, durante a sessão inaugural do I Congresso Extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que se iniciou em Caracas e se prolongará até abril de 2010: “Atrevo-me a convocar a 5ª Internacional para retomar a 1ª, a 2ª, a 3ª e a 4ª [...]. Temos de responder aos apelos dos povos do mundo. Que esta se converta num instrumento de unificação da luta pelos povos para salvar o planeta”. Todos os povos, portanto, inclusive o brasileiro, que é vizinho e por diversos fatores tornou-se uma presa prioritária das esquerdas.

    Essa convocação da 5ª Internacional ocorreu em 19 de novembro, e o PNDH-3 de Lula foi apresentado um mês depois. Registremos as datas, e nos lembremos do que significou para a Igreja o lançamento das anteriores Internacionais Comunistas. Aos incontáveis mártires de então, e também aos de hoje, peçamos que nos ajudem nesta contingência.

    * * *

    Forçado a resumir muitíssimo, sinto-me na obrigação de acrescentar que nunca, em toda sua História, o Brasil foi ameaçado com violência tão grave como este PNDH-3, quer por sua radicalidade anticristã, quer pela sua universalidade. É o próprio Presidente Lula da Silva quem o reconhece, ao ressaltar o caráter “inédito” e radical do projeto, falando de “universalidade, indivisibilidade e interdependência”, e de “combate às desigualdades”.

    No que propugna, vai muito além do chavismo venezuelano. Mas está inteiramente de acordo com a Teologia da Libertação. O PNDH-3, em suas quase 80 páginas, põe em cheque a Igreja Católica. Investe contra a família e a moralidade do povo, de forma agressiva. Estimula a luta de classes, de grupos e de raças. Intenta desmoralizar o Judiciário e o sistema de segurança pública. Vai contra a propriedade privada, estabelecida por dois Mandamentos. Procura deitar a garra totalitária nos meios de comunicação social. Conduz ao caos a produção econômica, hostilizando sua ponta de lança, que no momento é a agricultura e a pecuária em grande escala. Coloca a Nação debaixo de um tacão totalitário, sob a vigilância de conselhos populares (soviets), onipresentes e de atribuições indefinidas.

    Assim, pode-se dizer sem exagero que a aplicação integral desse plano anti-cristão representaria a sovietização do País. Já com aceno para o desmembramento futuro da sociedade brasileira em pequenos grupos de tipo indígena ou quilombola, fruto de uma mentalidade comuno-indigenista inteiramente ao estilo do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e da Teologia da Libertação.

    O BRASIL ESTÁ EM PERIGO. É para evitar à nossa Pátria tal catástrofe que, em espírito de concórdia e de cooperação, apresentamos estas linhas à consideração dos leitores, implorando a decisiva e materna intercessão de Nossa Senhora Aparecida, gloriosa Rainha do Brasil, para que desvie de nossa Pátria tão sinistras perspectivas.


    __________

    • Notas:

    1. Motu proprio Fin dalla prima, de 18 de dezembro de 1903, item III — Coleção Documentos Pontifícios, Vozes, Petrópolis, 1959, 3ª ed., vol. 38, p. 23.

    1. Projeto de Constituição angustia o País, Ed. Vera Cruz, S. Paulo, 1987, p. 169.

    3. “Correio Braziliense, 2-2-10.


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    terça-feira, 17 de abril de 2012

    Alarmantes ameaças do PNDH-3 — fator de desagregação da sociedade



    Maio de 2011
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    Ação Contra-Revolucionária - 1

    Na mesa (da dir. para a esq.), o conferencista, Prof. Ives Gandra Martins; Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de liveira; Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil; Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira
    Na primeira fila, à dir., o abade do Mosteiro de São Bento, Dom Mathias Tolentino Braga, tendo a seu lado o diretor de Catolicismo, Dr. Paulo Corrêa de Brito Filho

    Alarmantes ameaças do PNDH-3 — fator de desagregação da sociedade

    Paulo Roberto Campos

    Em evento organizado pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, realizou-se no último dia 6 de abril a conferência do Prof. Ives Gandra da Silva Martins sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Quase 400 participantes lotaram o imponente auditório da Faculdade São Bento, na capital paulista.

    Considerado a justo título o maior tributarista e constitucionalista do Brasil, o palestrante destacou aspectos desagregadores do PNDH-3, chegando à conclusão de que ele — herança maldita de Lula — visa à tomada do poder e à implantação no Brasil de um regime análogo ao chavista. Na nova Constituição venezuelana praticamente só existem dois poderes: o povo e o presidente. Mas um povo manipulado pelo primeiro mandatário que, por exemplo, pode convocar plebiscitos a seu bel-prazer, conforme convier ao seu projeto de poder.

    Lançando bases semelhantes ao do sistema "bolivariano" de governo e pretextando defender "direitos humanos", o PNDH-3 estabelece um controle do Executivo sobre os demais poderes, através de "conselhos" de tipo soviético. "Ora — afirmou o conferencista —, sem meios de comunicação independentes, sem Judiciário e Legislativo independentes, com educação controlada e com as Forças Armadas diminuídas em suas funções, temos um típico projeto de governo bolivariano".

    Caso tal Programa venha a ser implantado no Brasil, que futuro nos aguarda? Os brasileiros que não estiverem alinhados com esse tipo de governo poderão ser amordaçados, como também os meios de comunicação, que passarão a ser controlados por uma comissão de "direitos humanos" — na verdade um soviete a serviço de uma ditadura que age em nome desses pretensos direitos.

    Um exemplo: invadem-se propriedades particulares. Quem julgará o conflito? — Será uma comissão de "direitos humanos", sem a participação dos proprietários, mas incluindo os invasores... Não será o Judiciário que decidirá, porquanto só poderá manifestar-se posteriormente, assim como os proprietários.

    *       *       *

    O orador afirmou que a pretensão de abolir os símbolos religiosos no País explica-se pelo fato de os mentores do PNDH-3 considerarem a Igreja Católica um obstáculo à libertinagem que desejam instaurar. Alegando a laicidade do Estado, querem impor a seguinte idéia absurda: quem pratica uma religião não pode opinar. Ele desenvolveu a tese de que o Estado laico pode não estar subordinado à Igreja, mas um Estado democrático deve representar a maioria, e esta, em nossa Pátria, tem religião. Se a maioria acredita em Deus, ela deve ser representada num Estado de Direito. No Brasil, apenas 3% da população não acredita em Deus. Então, na lógica do PNDH-3, apenas estes 3% poderiam opinar? — É um disparate!

    Exemplificou também com a questão do aborto, que o conferencista qualificou de "homicídio uterino". Uma vez que a maioria da população lhe é contrária, o Estado é obrigado a respeitar essa opinião. E não pode impor a sua legalização em nome de um pretenso "direito da mulher" de matar o filho ainda não nascido alegando ser "dona de seu corpo". Direito de matar um ser humano? — Outro disparate!

    A legalização da prostituição é apregoada pelo PNDH-3 em nome dos "direitos humanos" das prostitutas. Assim, o palestrante indagou se o Estado pode favorecer alguém a afundar no lodo da imoralidade. Afirmou que o verdadeiro direito consiste em criar condições para tirar essas mulheres da triste situação em que se encontram.

    Quanto ao "casamento" homossexual e à adoção de filhos por "casais" homossexuais, é algo inconcebível, pois equivaleria a facilitar o encaminhamento das crianças para a homossexualidade. A propósito, o orador relembrou o que reza nossa Constituição: ela considera como família a união entre um homem e uma mulher. E a instituição familiar, como base da sociedade, é uma "cláusula pétrea" que não pode ser abolida. Caso contrário, seria rasgar a Constituição.

    *       *       *

    O Prof. Ives Gandra chamou a atenção dos presentes para uma questão crucial: o grande perigo de sermos surpreendidos pela aprovação dessas aberrações — contrárias à índole das famílias brasileiras — não se encontra tanto na atuação do Congresso Nacional como na do Supremo Tribunal Federal. Ele disse recear mais o STF, porque enquanto os parlamentares dependem dos eleitores — geralmente contrários a essas medidas — os magistrados não devem à opinião pública a mesma satisfação. É por isso — comentamos — que não só no Brasil, mas também em outros países, a esquerda se tem valido do Judiciário para fazer aprovar leis contrárias ao sentimento geral da população, como a do aborto.

    *       *       *

    Por fim, o conferencista alertou o auditório para o problema da mídia esquerdista — que acelera a desagregação da família pela propaganda dos "direitos" ao aborto, ao "casamento" homossexual etc. —, conclamando-o a reagir contra os fatores dessa desagregação através do envio de cartas aos jornais. O público seria assim alertado e incentivado a defender os valores cristãos, atropelados pelo funesto PNDH-3. Esta conclamação foi calorosamente aplaudida pelos assistentes.

    *       *       *

    Aqueles que desejarem ouvir a íntegra da exposição do ilustre conferencista poderão fazê-lo acessando o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (www.ipco.org.br), no qual se encontra disponível um vídeo do evento.

    Na primeira fila, à esq., o Duque Paul de Oldenburg, diretor da Federação Pro Europa Christiana
    Aspecto do coquetel servido no final do evento

    Encerrada a conferência, o jovem Daniel Félix de Souza Martins, coordenador do site do IPCO, dirigiu-se aos presentes, convidando-os a participar da campanha contra o aborto promovida pelo Instituto. Tal campanha visa assegurar o fundamental direito à vida, negado por organizações abortistas que se vangloriam de defensoras dos propalados "direitos humanos".

    Fazemos nosso esse convite junto aos leitores de Catolicismo. Trata-se de uma campanha de coleta de assinaturas a favor da introdução na Constituição do Estado de São Paulo de emenda defendendo a vida inocente desde a fecundação até a morte natural. Dificultar-se-á assim a legalização do aborto e da eutanásia, pois tais práticas, se tipificadas como crime, serão colocadas no mesmo patamar de qualquer atentado contra a vida humana.

    Pela Constituição do Estado de São Paulo (art. 22 §4º), é possível apresentar uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) de iniciativa popular, desde que se obtenha a aprovação de 1% do eleitorado do Estado — cerca de 300 mil assinaturas válidas. Com a ajuda da Providência Divina e o esforço de todos, obter-se-á uma cifra ainda maior. Para tal, basta um click no seguinte link:

    www.saopaulopelavida.com.br

    A fim de conhecer melhor tal iniciativa, recomendamos o site: http://www.ipco.org.br/home/

    Para participar desse abaixo-assinado virtual é necessário possuir Título Eleitoral do Estado de São Paulo. Os que não o possuírem poderão auxiliar divulgando o abaixo-assinado entre seus conhecidos paulistas. Caso se alcance êxito no Estado de São Paulo, haverá mais facilidade para obter aprovação análoga em outros estados, e depois na própria Constituição Federal. Será uma grande vitória na luta contra a chacina de inocentes no Brasil, e que poderá influenciar movimentos análogos em outros países.


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    --



































    1.    Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.    
    2.    Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:    
    3.    Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!    
    4.    Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!    
    5.    Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!    
    6.    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!    
    7.    Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!    
    8.    Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!    
    9.    Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!    
    10.    Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!    
    11.    Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.    
    12.    Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
















    _


    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo