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    sábado, 5 de outubro de 2013

    Deus lo vult!: ““Este São Francisco não existe!” – Papa Francisco” e mais 1 novidades




    Deus lo vult!: ““Este São Francisco não existe!” – Papa Francisco” e mais 1 novidades





    Posted: 04 Oct 2013 12:41 PM PDT


    A paz franciscana não é um sentimento "piegas". Por favor: este São Francisco não existe! E nem é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmo… Também isto não é franciscano! Também isto não é franciscano, mas é uma ideia que alguns construíram! A paz de São Francisco é aquela de Cristo, e a encontra quem "toma sobre si o seu jugo", isso é, o seu mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei (cfr Gv [Jo] 13,34; 15,12). E este jugo não se pode levar com arrogância, com presunção, com soberba, mas somente se pode levar com mansidão e humildade de coração.

    Dirigimo-nos a ti, Francisco, e te pedimos: ensina-nos a sermos "instrumentos da paz", da paz que tem a sua origem em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus.

    - Papa Francisco
    04/10/2013





    Posted: 04 Oct 2013 12:33 PM PDT


    Do «Discurso do Papa ao clero» de hoje, em Assis:


    Mas se pode ir às periferias somente se se leva a Palavra de Deus no coração e se caminha com a Igreja, como São Francisco. Caso contrário, levamos a nós mesmos, e não a Palavra de Deus e isto não é bom, não serve para ninguém! Não somos nós que salvamos o mundo: é o Senhor que o salva!

    Então, queridos amigos, eu não dei a vocês receitas novas. Não o fiz e não acreditem em quem diz que eu o fiz. Não existem. Mas encontrei no caminho da vossa Igreja aspectos belos e importantes que vão fazê-los crescer e quero confirmar vocês nestes. Escutar a Palavra, caminhar junto em fraternidade, anunciar o Evangelho nas periferias! O Senhor vos abençõe, Nossa Senhora vos proteja e São Francisco vos ajude todos a viver a alegria de ser discípulos do Senhor!

    Destaco:
    “Eu não dei a vocês receitas novas.”
    “Não o fiz e não acreditem em quem diz que eu o fiz.”
    “Não existem.”

    Ouçamos mais o Papa e menos os que se pretendem intérpretes de Sua Santidade. Ouçamos a Igreja e não a mídia. E rezemos, cada vez com mais afinco, pelo Doce Cristo-na-Terra.





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    sexta-feira, 4 de outubro de 2013

    SÃO FRANCISCO DE ASSIS











    -

    Grupo de Resgate Anjos de Adoração - Graa



    Quanta razão há de te amar! (Ct 1,4)






    Tradutor / Translator





    Postado por Fábio Graa Marcadores: Espiritualidade, Santos, São Francisco de Assis


    Hoje é dia de S. Francisco de Assis, que na época da adolescência foi o meu santo de devoção. Francisco foi o primeiro de todos a me encantar pela vida religiosa e pela mística em geral. Eu costumo dizer que foi ele quem me acordou para essa nova dimensão da realidade.


    São Francisco de Assis é um santo muito conhecido pela devoção popular. Isso tem seu lado positivo, mas também seu lado negativo. Quando uma coisa fica muito conhecida é muito mais fácil de ser distorcida. E isso, infelizmente, tem acontecido com ele. Quem nunca ouviu falar que São Francisco é o santo da ecologia, do bom mocismo, da fraternidade com todos, etc? É muito comum mostrá-lo assemelhado aos hippies. Basta ver um filme sobre ele que, na época, ficou famosíssimo: Irmão Sol, Irmão Lua, do Franco Zeffirelli. Todo a gravidade da personalidade do Poverello é tratada aí como inexistente. Mas quem o conhece para além dos filmes e musiquinhas legais do Pe. Zezinho sabe como ele sabia ser duro.


    O mundo interior de Francisco também não é muito conhecido. E isso porque ele era muito reservado. Nós conhecemos, claro, vários episódios de sua vida, contados principalmente nos Fioretti, na sua biografia escrita por Tomás de Celano e em livros de S. Boaventura. Porém, é nestes próprios escritos que vemos como ele era "fechado" quando se tratava de seu eu com relação a Deus. Muitos dos êxtases e orações de Francisco chegaram até nós graças a bisbilhoteiros e curiosos que o iam espionar durante seus momentos de recolhimento, quase sempre a contragosto dele. Já dizia alguém que o pior inimigo de um santo são os seus biógrafos. E isso com certeza ocorre com S. Francisco de Assis. Santo da humildade, teria preferido passar oculto aos olhos do mundo e manter seus "segredos com o Senhor" desconhecidos. Porém, quis a providência que soubéssemos algo deste gigante da vida interior.


    Das virtudes cristãs, a que ele mais estimava era a da Pobreza Interior e se hoje eu estimo tanto este ponto da vida espiritual, isto se deve principalmente a ele. Na adolescência, quando somos tão sensíveis às vaidades do mundo, eu aprendi a ter como sonho de consumo a humildade de Francisco. Gostava de cortar pelo meio algumas das minhas frescuras e dos meus apegos. Mas é claro que eu mantinha outros tantos, principalmente os mais sutis, dos quais só vim me dar conta inteiramente mais tarde.


    A pobreza, portanto, foi a grande amada de Francisco, ao ponto de ele chamá-la de esposa. Uma esposa exigente e uma bela viúva, pois seu primeiro esposo, fidelíssimo, havia sido o Cristo, morto na Cruz. Quem quiser, portanto, entender o santo de Assis deve mergulhar no mistério da Pobreza, não da pobreza social, que não tem nada a ver, mas no da pobreza de coração, daquela pobreza de que Jesus fala: felizes os pobres de coração porque deles é o Reino dos Céus.


    Esta pobreza é representada de modo perfeito e total pela Cruz do Senhor. Ela é símbolo do total esvaziamento do Filho de Deus. Portanto, serve como síntese perfeita da vida cristã. É por isso que São Francisco de Assis rejeitará atalhos e falsos caminhos e se tornará um santo do Crucificado. E sua proficiência neste caminho foi tal que ele chegou a receber nos seus membros os estigmas da Paixão.


    É importante dizer que a pobreza total de Francisco abriu espaço na sua alma para o amor extremamente violento de Deus. Francisco foi alguém que se consumiu no fogo do amor divino, do mesmo modo como uma mariposa é atraída pela chama. E ele lançou-se sem pensar em mais nada. Deu-se inteiramente sem exigir condições nem garantias. Havia aprendido este modo de agir com o próprio Deus durante as durezas de suas penitências e as vigílias que o deixavam com os olhos fundos. Mas compensou! Francisco é também conhecido como o santo da alegria, e ele de fato o foi. A alegria real surge da plena conformação com o Filho de Deus. É por isso que Francisco já não cabia em si de felicidade, de modo que este mundo já não podia contê-lo. Ele era maior que este mundo. Precisava de novas amplidões, de novos horizontes que pudessem conter a vida que ele trazia na alma. 


    Faço aqui um apanhado geral. Somente quero dizer que, se quisermos entender Francisco, temos de olhar para algo mais do que a sua aparência e o fato de ele gostar de fazer carícias em animais e de falar com os pássaros. É na sua alma que reside o segredo que dá significado a tudo aquilo que ele fazia. Não o distorçamos. Peçamos, antes, a ele que interceda por nós a fim de que, também a nós, seja dada a graça de uma pobreza interior verdadeira, de um amor violento a Deus e de uma alegria e liberdade profundas!


    "Quando à pobreza se une a alegria, não há cobiça nem avareza".


    São Francisco de Assis, rogai por nós.


    -

    [hagiografia] 4 de Outubro - São Francisco de Assis, Confessor (+ Assis, Itália, 1226)

     



    4 de Outubro

    • São Francisco de Assis, Confessor

    (+ Assis, Itália, 1226)

    Para ler a história completa sobre S. Francisco de Assis: 
    http://www.lepanto.com.br/catolicismo/vida-de-santos/sao-francisco-de-assis/

    Numa época em que o apego intemperante às riquezas minava profundamente a espiritualidade medieval, Deus suscitou Francisco, o enamorado da Dama Pobreza, para restaurar o equilíbrio necessário. Francisco foi uma das colunas sobre as quais a Igreja se sustentou naquele século. Renunciou à rica herança paterna e decidiu viver sem nada, levando a prática da virtude da pobreza até um radicalismo difícil de conceber. Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou, com Santa Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem. Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira. Por sua semelhança com o Divino Salvador, mereceu ter gravados em seu corpo os estigmas da Santa Paixão.



    __._,_.___






    Atividade nos últimos dias:




    A história de cada santo é extraída do livro: Cada dia tem seu Santo
    Com autorização do autor: A. de França Andrade



    Para adquirir esse ou outros livros e colaborar com a
    Frente Universitária Lepanto, visite a nossa página:



    Leia a história completa sobre a vida de vários santos:



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    sábado, 14 de setembro de 2013

    Deus lo vult! - São Francisco de Assis e o «lugar ricamente adornado» onde se deve conservar a Eucaristia




    Deus lo vult! - São Francisco de Assis e o «lugar ricamente adornado» onde se deve conservar a Eucaristia





    Posted: 13 Sep 2013 10:36 AM PDT


    Muito interessante este texto que foi publicado no blog do Pe. Paulo Ricardo, do qual destaco a seguinte passagem:


    Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si “como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado” muitas vezes nosso Senhor. E insistia: “Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado” [Carta 2 aos clérigos].

    Eis aí o verdadeiro franciscanismo, expresso com clareza – e sem ideologias – nas palavras do próprio São Francisco de Assis. Que diferença entre isto e o mau gosto que tantas vezes vemos nos dias de hoje! Distorcendo a memória do grande santo, muitas pessoas hoje acham que para Deus “qualquer coisa” está bom – ou, pior ainda, que para Deus quanto menos “ostentação” melhor…

    Aquela «Carta 2 aos clérigos» termina com palavras ainda mais duras. Depois de dizer que o mesmo cuidado se deve ter com o SSmo. Nome do Senhor escrito, termina São Francisco:


    E sabemos que temos que observar todas essas coisas acima de tudo, de acordo com os preceitos do Senhor e as constituições da santa mãe Igreja. E quem não fizer isso, saiba que deverá prestar contas no dia do juízo (cfr. Mt 12,36) diante de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Os sedizentes seguidores de S. Francisco deveriam meditar com atenção nestas palavras! Deveriam procurar conhecer o verdadeiro São Francisco de Assis, e não as versões deturpadas dele que hoje circulam por aí. Se forem negligentes em cuidar das coisas de Deus – diz S. Francisco – prestarão contas no Dia do Juízo. A seriedade dessas palavras é muito grande para ser ignorada. Os verdadeiros ensinamentos franciscanos sobre a Sagrada Liturgia são muito católicos para os deixarmos ocultos sob o desastre litúrgico dos nossos dias, levado diligentemente a cabo por muitos “devotos” de São Francisco…

    Não existe nenhuma contradição entre a pobreza dos cristãos – mormente dos ministros de Deus – e a riqueza dos templos sagrados. Quem o afirma com todas as letras é o próprio Esposo da Pobreza. Querem seguir São Francisco de Assis? Sigam-no integralmente, sem fazer revisionismo da sua história e sem assumir atitudes tresloucadas que o santo jamais aprovaria! Ou por acaso os modernos pretendem entender mais da pobreza evangélica do que o próprio poverello d’Assisi?





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    segunda-feira, 25 de junho de 2012

    APARIÇÃO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS


    BREVIÁRIO

    domingo, 24 de junho de 2012

    Quando li este texto há muitos anos atrás, o que me chamou a atenção era a devoção  de Francisco aos Santos Apóstolos e sua fé na intercessão deles, por isso nesse período em que lembramos de São Pedro, quis reler o texto abaixo.






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    E feito isto disse S. Francisco:

    "Companheiro caríssimo, vamos a S. Pedro e S. Paulo, e roguemo-lhes que nos ensinem e nos ajudem a possuir o desmesurado tesouro da santíssima pobreza; porque ela é tesouro tão digníssimo e tão divino que não somos dignos de possui-lo em nossos vilíssimos vasos;

    atendendo que ela é a virtude celeste, pela qual todas as coisas terrenas e transitórias são calcadas aos pés e pela qual todo obstáculo se afasta diante da alma, a fim de que ela se possa livremente unir com o Deus eterno.

    E ela esta virtude, a qual faz a alma presa à terra conversar no céu com os anjos.

    Esta é aquela que acompanhou Cristo na cruz; com Cristo foi sepultada, com Cristo ressuscitou, com Cristo subiu ao céu, e a qual, e ainda nesta vida, concede às almas, que dela se enamoram, agilidade para voar ao céu; para o que ela ainda guarda as armas da verdadeira humildade e da caridade.

    E por isso roguemos aos santíssimos apóstolos de Cristo, os quais foram perfeitos amadores desta pérola evangélica, que nos mendiguem esta graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela sua santíssima misericórdia nos conceda o merecimento de sermos verdadeiros amadores, observadores e humildes discípulos da preciosíssima, amantíssima e evangélica pobreza".

    E com este falar chegaram a Roma e entraram na igreja "de S. Pedro; e S. Francisco se pôs a orar em um canto da igreja, e Frei Masseo em outro;










    Imagem inline 3
    e conservando-se muito tempo em oração com muitas lágrimas e devoção, apareceram a S. Francisco os santíssimos apóstolos Pedro e Paulo com grande esplendor e disseram:

    "Pois que pedes e desejas observar aquilo que Cristo e os santos apóstolos observaram, Nosso Senhor Jesus Cristo nos envia a ti para anunciar-te que tua oração foi escutada e te foi concedido por Deus, a ti e a teus seguidores, perfeitissimamente o tesouro da santíssima pobreza.

    E ainda de sua parte te dizemos que a todo aquele que a teu exemplo seguir perfeitamente este desejo está assegurada a beatitude da vida eterna; e tu e todos os teus discípulos sereis por Deus abençoados".










    Imagem inline 4
    E, ditas estas palavras, desapareceram, deixando S. Francisco cheio de consolação.

    O qual se levantou da oração e voltou ao companheiro e perguntou-lhe se Deus lhe havia revelado alguma coisa; e ele respondeu que não.

    Então S. Francisco lhe disse como os santos apóstolos lhe haviam aparecido, e o que tinham revelado.

    Do que, cada um cheio de letícia, determinaram volver ao vale de Espoleto, deixando de ir à França.

    Em louvor de Cristo. Amém.










    FONTE:
    TEXTO DOS FIORETTI DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, VEJA EM:

    http://www.amormariano.com.br/artigos/os-fioretti-de-sao-francisco-%E2%80%93-capitulo-13/

    http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2012/06/aparicao-de-sao-pedro-e-sao-paulo-sao.html

    sexta-feira, 11 de maio de 2012

    São Francisco de Assis e a Vocação Mais Perfeita


    "Como é agradável e doce ver irmãos fervorosos e devotos, com santos costumes e bem disciplinados" (Imitação de Cristo)

    Uma Luz na noite...

    São Francisco de Assis e a Vocação Mais Perfeita


    Thomas Merton

    Estes pensamentos sobre a vocação são evidentemente incompletos. Mas há uma lacuna que precisa ser preenchida para evitar toda a confusão. Falamos das vidas ativa e contemplativa, sem até aqui nos referir à vocação que S. Tomás coloca acima de qualquer outra? a vida apostólica em que os frutos da contemplação são divididos com outros.

    Em lugar de falar teoricamente desta vocação, consideremo-la, antes, em sua perfeita encarnação num dos maiores santos: Francisco de Assis A estigmatização de S. Francisco foi o sinal divino de que ele foi de todos os santos o mais semelhante a Cristo. Ele conseguiu, mais do que nenhum outro, reproduzir em sua vida a simplicidade, a pobreza e o amor de Deus e dos homens, que marcaram a vida de Jesus. Mais do que isso, Ele foi um Apóstolo que encarnou perfeitamente o espírito e a mensagem do Evangelho. Conhecer S. Francisco é simplesmente compreender o Evangelho, e segui-lo no seu verdadeiro e integral espírito, é viver o Evangelho em toda a sua plenitude. O gênio da sua santidade fê-lo capaz de comunicar ao mundo os ensinamentos de Cristo não neste ou naquele aspecto, não em fragmentos desenvolvidos pelo pensamento e a análise, mas na total plenitude da sua simplicidade existencial. S. Francisco foi, como devem ser todos os santos, simplesmente "um outro Cristo".

    Sua vida não reproduziu somente este ou aquele mistério da vida de Cristo. Ele não se contentou de reviver as humildes virtudes da infância divina e da vida oculta em Nazaré. Não foi só tentado como Cristo no deserto ou cansado como Ele nas viagens do seu apostolado.  Não fez só milagres como Jesus. Não foi, apenas, crucificado como Ele. Todos esses mistérios foram unidos na vida de Francisco, e nós os encontramos todos ali, ora em separado, ora em conjunto. Cristo ressuscitado reviveu perfeitamente nesse santo que foi completamente possuído e transformado pelo Espírito da divina caridade.

    A frase de S. Tomás, contemplata aliis tradere (dividir com outros os frutos da contemplação), não é retamente compreendida se não temos em mente a imagem de um S. Francisco andando pelas estradas da Itália medieval, transbordando de alegria com a mensagem que só podia ser-lhe diretamente comunicada pelo Espírito de Deus. A sabedoria e a salvação pregadas por Francisco foram não apenas a exuberância da mais alta espécie de vida contemplativa, mas foram simplesmente a expressão da plenitude do Espírito cristão, isto é, do Espírito Santo.

    Homem algum poderá ser um apóstolo de Cristo, se não é cheio do Espírito Santo. E homem algum é cheio de Espírito Santo, se não faz o que normalmente se espera de um homem que segue Cristo até o fim: abandonar todas as coisas, para recobrá-las em Cristo.

    O que há de notável em S. Francisco, é que no sacrifício que fez de todas as coisas, ele incluiu também todas as "vocações", no sentido limitado do termo. Edificados durante séculos pelos vários ramos da família religiosa franciscana, ficamos surpresos de pensar que S. Francisco se pôs em marcha nas estradas da Umbria, sem a menor idéia de possuir uma "vocação franciscana". E de fato não possuía. Ele lançara aos ventos todas as vocações, com as suas vestes e outras possessões. Não se considerava um apóstolo, mas um mendigo errante. Certamente não se tomou por monge; se tivesse querido ser monge, teria achado uma porção de mosteiros para entrar. E, evidentemente, não era também consciente de ser um "contemplativo". Nem se preocupava com comparações entre as vidas ativa e contemplativa. Levava, entretanto, as duas ao mesmo tempo, e com a mais alta perfeição. Nenhuma boa obra lhe foi estranha, nenhuma obra de misericórdia, corporal ou espiritual, faltou em sua bela vida! Sua liberdade abraçava tudo.

    Francisco poderia ter sido ordenado padre. Recusou por humildade (pois isso também teria sido uma "vocação", e ele estava acima das vocações). Mas tinha, de fato, a perfeição e a quintessência do espírito apostólico de sacrifício e caridade, que são necessários na vida de cada sacerdote.

    É preciso um instante de reflexão para aceitar o pensamento que S. Francisco nunca disse Missa, o que é difícil de crer a quem for penetrado do seu espírito.

    Se havia em seu tempo uma vocação reconhecida, que Francisco podia ter associado com a sua vida, era a de eremita. Os eremitas foram os únicos membros duma classe definida de religiosos, que ele imitou com nitidez. Saía, frequentemente, para as montanhas a rezar e a viver solitário. Mas não pensou, jamais, que tinha a "vocação" de só fazer isto. Ficava sozinho enquanto o Espírito o conduzia à solidão, e depois deixava-se levar de volta às cidades e aldeias, pelo mesmo Espírito.

    Se ele tivesse pensado nisso, poderia ter reconhecido que a sua vocação era essencialmente "profética". Era como outro Elias ou Eliseu, ensinado pelo Espírito na solidão, mas reconduzido por Deus às cidades dos homens com uma mensagem a dizer-lhes. As muitas facetas da vocação de um S. Francisco mostram que aqui ultrapassamos os ordinários "estados de vida". Mas é por este motivo mesmo que, ao falar de "vida mista", ou de "vocação apostólica", faríamos bem em pensá-las em termos de um S. Francisco ou de um Elias. A "vida mista" é muito facilmente reduzida ao seu nível mais baixo, onde ela não é mais que uma forma da vida ativa. Nesse plano, ela perde em comparação com a vida contemplativa. Por quê? Porque a dignidade da vida apostólica, segundo S. Tomás, deriva não do elemento de ação que ela contém, mas do elemento de contemplação. Uma vida de pregação sem contemplação não passa de uma "vida ativa", e, embora possa ser muito santa e meritória, não pode reivindicar a dignidade atribuída por S. Tomás à vida que "divide, com outros os frutos da contemplação".

    Mas na proporção em que um frade mendicante se aproxima do ideal de fundador, na proporção em que ele vive a pobreza e a caridade de Francisco ou Domingos, e mergulha no conhecimento amoroso de Deus que só a poucos é concedido, na proporção em que se abandona ao Espírito Santo, ele ultrapassará de muito a perfeição contemplativa daquele cuja contemplação é um dom recebido para si somente.

    MERTON, Thomas. Homem Algum É Uma Ilha. Rio de Janeiro: AGIR, 1968. p. 139-141.



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo