-
Frei Clemente Rojão
Ortodoxia Católica sem Frescuras!
A misericórdia é grande, mas a penitência é braba!
sábado, 26 de outubro de 2013
Canonizar pra quê?
A Itália, França, e as Espanhas têm tantos santos que podem até se dar ao luxo de não ligar para um a mais. Creio que poucos destes países saberiam dizer de cor os seus conterrâneos nos altares. Mesmo o fiapinho de terra que é Portugal, de cabeça cito São João da Cruz, São Dâmaso papa, Santa Isabel, o bem-aventurado Nuno Álvares e a aparição mais recente e impressionante de Nossa Senhora (já que Medjugorje é falsa feito nota de três). Devo estar esquecendo algum outro santo português, com certeza... Enfim. É explicável que um italiano não se mova de devoção com mais um italiano no céu. É escusável que um francês não se importe. É compreensível que um espanhol não ligue...
O Brasil tem só um santo. E está cantando e andando para ele.
Ontem foi dia de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Brasileiro da gema, nascido na região de Aparecida tão querida ao Altíssimo e sua Mãe. Não é brasileiro por adoção como Anchieta, Vieira ou a Dulce. É brasileiro mesmo, de papel passado.
Pois é, 25 de outubro, foi dia dele. Quem se lembrou de rezar uma ave-maria para o único santo brasileiro?
Ó terra ingrata, sem fé, nem lei, nem rei! Com justiça temos o nome de uma árvore, seríamos indignos de nos chamarmos de Terra de Santa Cruz! Por isto que temos nome de pau mesmo, pau como o da árvore que nasceu a fruta do pecado e que crucificou o Senhor.
Eu me pergunto se o oba-oba quando da canonização do velho Galvão no Campo de Marte não era apenas o velho complexo de vira-lata brasileiro querendo se igualar aos países que realmente fizeram diferença.
Canonizaram o Frei Galvão para quê? Não para ele! Estar na glória de Deus, ele já estava no instante em que fechou os olhos, o juízo particular é atemporal, e os anjos te levam à Jerusalém Celeste em tempo não-físico. "Vem, servo fiel, toma parte na alegria de teu Senhor". Sua bem-aventurança não aumentou um milímetro com a canonização. Os "Todos os Santos" que celebramos dia primeiro de novembro, que estão na glória mas seus nomes e feitos se perderam e que nunca serão canonizados absolutamente, não têm nem a mais leve sombra de pesar por isto, e seria uma impossibilidade teológica que a sentissem.
A canonização serve só para nós. A canonização do Frei Galvão foi para nós!!! É a chancela da Igreja que aquele homem foi julgado digno pela vida, ensinamentos e obras, bem como reconhecidamente taumaturgo e intercessor diante de Deus, para que os fiéis peçam formalmente sua intercessão.
Então, canonizar para quê, se esquecemos do velho Galvão?
Mas, para quem se esqueceu do nosso conterrâneo, o Céu trabalha em turnos de 24 por 7, então nunca é tarde para se lembrar de tão grande intercessor. Eu faço agora e tomo a liberdade de colocar um pedido de graça nela.:
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro, louvo e Vos dou graças pelos benefícios que me fizestes.
Peço-Vos, por tudo que fez e sofreu o Vosso servo Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e a caridade, e Vos digneis conceder-nos a graça de livrar o Brasil do PT, da Nova Ordem Mundial e do Foro de S. Paulo que ardentemente almejamos. Amém.






