Banner

Jesus Início

Início


Visitas



addthis

Addrhis

Canal de Videos



    •  


    • http://deiustitia-etfides.blogspot.com.br/


    • -


    Rio de Janeiro

    Santa Sé






    Mostrando postagens com marcador Santo Sudário. Mostrar todas as postagens
    Mostrando postagens com marcador Santo Sudário. Mostrar todas as postagens

    terça-feira, 19 de novembro de 2013

    Voz da Igreja + O Sudário de Turim - conclusão




    Voz da Igreja +





    Posted: 18 Nov 2013 07:23 AM PST





    "La Santa Sindone" (séc. XVIII), obra

    atribuída a Giovanni Battista Tiepolo 
    (clique sobre a imagem para ampliar)








    Secondo Pia



    A COMUNIDADE científica reagiu rapidamente à divulgação da descoberta do fotógrafo Secondo Pia em 1898, acusando-o de ter criado uma fraude. – Naquela época já se sabia, com certeza, que o tecido era oriundo da Idade Média ou de época anterior, pois existiam registros históricos mencionando a sua existência desde pelo menos 1536, quando um cruzado chamado Geoffroy de Charny o entregou aos cônegos de Lirey, cidade próxima a Troyes, França. Segundo os registros, Geoffroy declarou, à época, que a relíquia estivera aos seus cuidados por três anos...





    vozdaigreja.blogspot.com



    You are subscribed to email updates from Fiel Católico

    To stop receiving these emails, you may unsubscribe now. 

    Email delivery powered by Google 


    Google Inc., 20 West Kinzie, Chicago IL USA 60610































































    O Sudário de Turim - conclusão


    • "La Santa Sindone" (séc. XVIII), obra atribuída a Giovanni Battista Tiepolo (clique sobre a imagem para ampliar)




    • Secondo Pia

    A COMUNIDADE científica reagiu rapidamente à divulgação da descoberta do fotógrafo Secondo Pia em 1898, acusando-o de ter criado uma fraude. – Naquela época já se sabia, com certeza, que o tecido era oriundo da Idade Média ou de época anterior, pois existiam registros históricos mencionando a sua existência desde pelo menos 1536, quando um cruzado chamado Geoffroy de Charny o entregou aos cônegos de Lirey, cidade próxima a Troyes, França1. Segundo os registros, Geoffroy declarou, à época, que a relíquia estivera aos seus cuidados por três anos. – Uma peça tão antiga não poderia, portanto, conter um negativo fotográfico como Pia alegava. E os cientistas, é claro, estavam certos nesse ponto.


    • Giuseppe Enrie

    A não ser que a imagem tivesse sido formada miraculosamente. E foi exatamente essa possibilidade fantástica que acabou por atear fogo em toda a discussão acerca do Sudário. Nos anos seguintes, a partir de 1931, foi permitido a Giuseppe Enrie fotografar novamente o Sudário, com equipamento mais avançado e sem ter que bater as chapas através de um vidro protetor. Estas fotografias enfatizaram com mais detalhes e mais dramaticamente o homem crucificado do que as imagens obtidas por Pia. E confirmaram que a imagem possuía todas as características de um negativo fotográfico!

    Anos depois, autoridades médicas que efetuaram avaliações com o auxílio de análises de cadáveres constataram que as imagens eram totalmente consistentes com a crucificação. Em 1973, o Vaticano permitiu que se extraísse uma minúscula amostra do tecido para avaliação. As análises microscópicas confirmaram que o Sudário era feito de puro linho, tecido em padrão espinha-de-peixe 3x1, perfeitamente compatível com a época de Cristo, mas que só poderia ter sido adquirido por um homem rico, – assim como José de Arimateia nos relatos dos Evangelhos. – Somando-se a tudo isso às pesquisas do Dr. Max Frei-Sulzer, que ao analisar partículas de pó e pólen extraídas da superfície do Sudário encontrou material exclusivo das regiões em torno do Mar Morto (visto na postagem anterior), os cientistas, finalmente, se convenceram de que valia a pena aprofundar os estudos a respeito do chamado Santo Sudário.

    Assim foi formada a equipe do ‘Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim’, o PPST, num esforço para avaliar o Sudário sistematicamente e segundo a metodologia científica avançada. Os resultados finais do estudo da equipe PPST foram publicados em 1981. As conclusões oficiais daquele relatório foram as seguintes2:


    "Não foram encontradas pinturas, tinturas ou manchas nas fibras. Radiografia, fluorescência e microquímica aplicadas às fibras excluíram a possibilidade de pintura como método de criação da imagem. Avaliação por raios ultravioleta e infravermelhos confirmaram estes estudos.
    A definição da imagem por computador e as análises pelo analisador de imagem VP-8 revelaram que a imagem tem codificada, em si, informação tridimensional, uma característica sem paralelo em nenhum outro artefato submetido a análise científica até o dia de hoje.
    A avaliação microquímica não indicou qualquer evidência de especiarias, óleos ou elementos bioquímicos conhecidos. Está claro que houve um contato direto do Sudário com um corpo humano, o que explica certas características, como marcas de açoite e de sangue .
    Entretanto, enquanto este tipo de contato poderia explicar algumas das características do torso, é totalmente incapaz de explicar a imagem da face com a alta resolução amplamente demonstrada através de fotografia.
    O problema básico, do ponto-de-vista científico, é que algumas explicações sustentáveis do ponto-de-vista químico são impedidas pela Física. Ao reverso, certas explicações físicas que seriam consideradas adequadas são impedidas pela Química. Uma explicação satisfatória para a imagem do Sudário tem que ser cientificamente razoável dos pontos de vista físico, químico, biológico e médico. No presente, esse tipo de solução não está ao alcance da equipe que estuda o Sudário. As experiências realizadas em física e química com linho velho não foram capazes de reproduzir adequadamente o fenômeno do Sudário de Turim. O consenso científico é que a imagem foi produzida por algo que resultou em oxidação, desidratação e conjugação da estrutura polissacarídica das microfibras do próprio linho. Tais mudanças podem ser reproduzidas no laboratório por certos processos químicos e físicos. Um tipo semelhante de mudança em linho pode ser obtido com ácido sulfúrico ou calor intenso. Porém, nenhum método químico ou físico conhecido pode responder pela totalidade da imagem, nem o pode qualquer combinação de circunstâncias físicas, químicas, biológicas ou médicas adequadamente.
    Assim, a resposta para a pergunta de como a imagem foi produzida ou o que produziu a imagem permanece um mistério. Podemos concluir, por ora, que a imagem do Sudário é a real forma humana de um homem açoitado e crucificado. Não é o produto de um artista. As manchas de sangue são compostas de hemoglobina e também foram positivadas em teste para albumina de soro. A imagem é um mistério contínuo e até que sejam feitos estudos químicos adicionais, talvez por este mesmo grupo ou por cientistas do futuro, o problema permanece não solucionado."

    Depois dessas conclusões no mínimo espetaculares (vale a pena ler os resultados das análises do PPST, acima) , não havia como a comunidade científica não mudar a sua postura. Muitos céticos declarados passaram a se interessar pelo Sudário: estavam, no mínimo, diante de um dos maiores enigmas de todos os tempos.


    O fato de haver questões religiosas envolvidas, o que em princípio afastou muitos cientistas agnósticos e/ou ateus, já não era mais suficiente para impedir a curiosidade e o interesse numa pesquisa tão importante. Muitos especialistas ateus de diversas áreas se interessaram na pesquisa do Sudário, alguns com o objetivo de desmistificá-lo ou de tentar derrubar a hipótese de autenticidade. Um desses cientistas céticos e profundamente agnóstico era o Dr. Raymond Rogers, que acabaria assumindo importância fundamental nessa história, como veremos a seguir.

    O fato de haver soro invisível a olho nu ao redor das manchas de sangue no Sudário, por exemplo, era algo que não poderia ter sido produzido por nenhum falsificador do período medieval. – Ocorre que, sob tortura, as paredes dos glóbulos vermelhos do sangue se rompem, liberando bilirrubina, presente nessas áreas do tecido. Como explicar isso? Assim como concluiu o Dr. Barriem Schwortz, membro da equipe PPST, um absurdo muito maior do que considerar o Sudário autêntico seria imaginar que um falsificador da Idade Média esconderia manchas invisíveis no tecido para que cientistas, 700 anos depois, a encontrassem utilizando equipamentos que ele nunca poderia sonhar existir...

    As evidências em favor da autenticidade do Sudário eram muitas, e tudo parecia caminhar para a inacreditável comprovação, não só da veracidade das narrativas evangélicas, como também (o mais impressionante) do caráter supernatural de algum fato inexplicável ocorrido após a morte daquele crucificado (como veremos adiante). 

    Tudo isso até o malfadado teste de datação por Carbono 14 realizado em 1988: a maior "pedra no sapato" dos que defendiam a autenticidade da relíquia. Como já visto, os testes de datação concluíram que o linho do Sudário só poderia ter sido produzido numa data entre 1260 e 1390 dC. Ateus militantes festejaram, mas muitos cientistas respeitados ficaram perplexos. Como conciliar tantas evidências a favor com uma única, – porém contundente, – prova contra a autenticidade da mortalha? O mundo científico estava diante de um enigma gigantesco. E cientista que é cientista ama o desafio.

    A partir daí, as mais estapafúrdias hipóteses passaram a ser levantadas. Até a teoria de que algum pobre coitado teria sido capturado e torturado, submetido aos mesmos sofrimentos de Jesus, espancado, flagelado, coroado com espinhos, crucificado e morto, sendo depois o corpo perfurado com uma lança, tudo para depois ser envolvido num tecido e assim produzir-se uma relíquia falsa. O fato é que, apesar de altamente improvável, essa hipótese não poderia ser considerada impossível, se não fossem as incríveis particularidades da relíquia em questão. Por exemplo, a perfeita conformidade entre o tamanho da lança que perfurou o flanco do crucificado e as que eram usadas pelos soldados romanos na época de Jesus. Ou as feridas perfeitamente condizentes com as que seriam provocadas pelo flagelum romano no mesmo período histórico. Ou inúmeros outros detalhes que o Sudário revela (que veremos adiante), e que ninguém, nem mesmo o maior de todos os gênios poderia conceber, na Idade Média.


    O maior dos enigmas: o Sudário é uma prova física da Ressurreição de Cristo?

    De todas as questões trazidas à baila pelo estudo do Sudário, sem dúvida o que mais impressiona é o fato de a sua "impressão", que não apresenta nenhum sinal de produção por mão humana, ser superficial, isto é, a coloração que forma a imagem não penetra os fios. A imagem toca apenas as fibras superiores da trama do lençol, sobre uma profundidade de aproximadamente 40 microns2. Isso exclui qualquer aplicação de líquidos e qualquer técnica de impregnação de imagem. A impressão é composta apenas por "fibrilas amarelas", e a coloração que compõe a imagem é produto de uma desidratação da celulose de origem desconhecida; uma espécie de queimadura, que só poderia ter sido provocada por calor intenso ou pela exposição à uma fonte de luz extremamente intensa(!).

    Explicando melhor: a imagem visível do Sudário é uma espécie de chamuscado sem impregnação, como somente uma queimadura poderia provocar. É esse queimado aparente do tecido que constitui a imagem, principal característica visual do Sudário, que não chegou a afetar as fibras dos fios, mas apenas, e de maneira seletiva, as fibrilas. Mais: essa marca da Imagem não existe sob as partes manchadas de sangue, como se o sangue tivesse protegido o tecido. A imagem não atravessa a "tela" de lado lado. Sobre uma única face do Sudário é que está a imagem frontal e dorsal de um homem em rigor mortis. De fato, ali se encontram, – e isso não é matéria de fé, – registros até hoje inexplicados de uma forma de "radiação" ou energia desconhecida, gerada misteriosamente no momento exato da formação, por inteiro, da imagem no Sudário.

    Por mais céticos que sejamos, por mais contestador que alguém seja, não há como deixar de reconhecer que uma explicação perfeita para a formação da imagem seria o fenômeno descrito pelos evangelistas como "Ressurreição". A Bíblia diz que Jesus, quando se manifestava em Glória divina, "brilhava mais do que o sol". Um brilho assim intenso seria não só a mais perfeita como a única explicação possível para a imagem visível no Sudário de Turim(!).



    • Elaborações de como seria a face do "Homem do Sudário" 
    • (clique sobre as imagens para ampliar)

    Mas ainda restava o problema da datação por carbono 14 


    Depois da divulgação dos resultados dos testes por C-14, não demoraram a pipocar por toda parte as mais diversas tentativas de "explicação" da parte de devotos inconformados. Crentes do mundo inteiro se recusavam a admitir a hipótese de uma simples falsificação. 

    Não poucas pessoas precisavam crer no Sudário, e não seria um grupo de antipáticos metidos em jalecos brancos que iria desencorajá-los. Esse pode ser um problema com as pessoas de fé cega. A fé verdadeira não pode "fazer escolhas", acreditar naquilo que lhe "faz bem", que lhe dê conforto ou esteja em conformidade com o que ele "acha". A fé autêntica não aceita nem mesmo o que diz o bom senso. – Ele simplesmente aceita o que é. – Não é a Verdade que se adapta ao que pensa o crente, mas sim o crente deve se aperfeiçoar na arte de se moldar à Verdade, "ser um com" a Verdade. De todo modo, não faltaram tentativas ridículas de desacreditar os testes do C-14: disseram que as amostras retiradas estavam impregnadas por uma grande quantidade de poeira, acumulada no decorrer dos séculos, o que havia comprometido os resultados. Tolice. Os testes por C-14 não são prejudicados nem alterados por poeira, e materiais muito mais antigos já foram perfeitamente datados por esse método. Além disso, antes de submeter as amostras ao teste, elas foram devidamente tratadas por um meticuloso processo de remoção de impurezas.

    Disseram que o calor a que o Sudário fora submetido por ocasião do incêndio de 1532 na Capela de Chambery, onde estivera guardado, teria provocado alterações no resultado dos testes. Mais uma tentativa frustrada: esse tipo de calor não seria suficiente para confundir o teste por carbono.

    Quanto às amostras de pólem encontradas pelo Dr. Frei-Sulzer, a única coisa que essas amostras poderiam comprovar é que o linho do Sudário era proveniente da região da Palestina onde Jesus foi sepultado. Constatação incrível, sem dúvida, mas o falsificador poderia ser alguém extremamente meticuloso...


    Vitória definitiva dos céticos? Tudo indicava que sim, até ocorrer uma grande reviravolta... 

    “Graças te dou, ó Pai, porque revelastes estas coisas aos pequeninos e as escondestes dos doutores e entendidos...” – Jesus Cristo (Mt 11,25)

    Em 2000, um casal de leigos sem nenhuma formação científica fez a descoberta de algo que até então nenhum dos muitos doutores e homens de ciência envolvidos nos projetos de estudo do Sudário havia percebido. 

    Joseph Marino e Susan Benford, através de simples exame visual em imagens do Sudário disponibilizadas pelo PPST na internet, notaram que havia uma espécie de "remendo invisível" exatamente na parte do Sudário recortada pelos cientistas para análise. Aprofundaram-se então na pesquisa e descobriram que esse tipo de remendo era muito utilizado na Idade Média para reforçar tecidos de valor, e era conhecido como "retecelagem francesa". 

    Maravilhados, perceberam que estavam diante de uma grandiosa descoberta: a análise por C-14 poderia ter sido feita numa parte remendada do tecido, o que teria sem dúvida introduzido uma grande margem de erro na datação! Procuraram então o Beta Analytic, – maior laboratório de datação por Carbono-14 do mundo, – que sustentou que sim, uma mistura próxima a 60% de remendos do ano 1500 ou posterior, com cerca de 40% de tecido do século I, causaria uma falsa datação do século XIII. Era exatamente este o resultado obtido pelo PPST. Mais ainda: o casal de pesquisadores sabia que o período entre 1500 e 1600 foi a época em que mais comumente se usou a técnica da retecelagem.


    • Dr. Raymond Rogers

    Tudo se encaixava. Joseph Marino e Sue Benford mal podiam acreditar em sua incrível descoberta. Resolveram então procurar a ajuda direta dos membros do PPST, mas foram prontamente rechaçados e até ridicularizados por cientistas céticos como o respeitado paleontólogo Dr. Raymond Rogers, citado acima. Como dois leigos sem formação acadêmica poderiam contestar os resultados obtidos por uma equipe científica tão abalizada? Depois de muita insistência, porém, e depois de apresentarem diversas e fortes evidências em favor de sua teoria, conseguiram a preciosa colaboração de um outro membro do PPST: o Dr. Barriem Schwortz em pessoa.

    O próximo passo foi submeter reproduções ampliadas das fotografias das amostras do Sudário que haviam sido datadas pelo C-14 à apreciação de diversos especialistas em tecidos antigos, sem revelar que se tratava da trama do tecido do Sudário. O resultado foi a opinião unânime de que aquela amostra parecia mesmo ter sido retecida(!).


    • Dr. Barriem Schwortz

    Tais evidências levaram o Dr. Barriem Schwortz a reexaminar as imagens das amostras microscopicamente, e foi assim que ele comprovou que ali, diferente de todo o tecido do Sudário, havia sinais de algodão com pigmentação e resina. Além disso, as fotografias com ultrafluorescência que ele havia tirado décadas antes mostravam que naquela área específica havia um contraste completamente diferente de todo o restante do material, o que demonstrava uma clara adulteração. Dr. Barriem começava mais uma vez a se empolgar com a incrível e real possibilidade de o Sudário ser mesmo a mortalha que envolveu o corpo de Jesus de Nazaré. Tal fato, independente de questões religiosas, seria a mais inacreditável descoberta arqueológica de todos os tempos!

    Resolveu ele então, pessoalmente, pedir ajuda ao seu irascível colega, que ainda tinha em seu poder alguns preciosos fios do material coletado do Sudário: ninguém menos que o cético convicto Dr. Raymond Rogers.

    O Dr. Rogers, conhecido pela truculência e ironia com que costumava receber as contestações aos resultados obtidos pelo C-14, mal pode acreditar no que lhe pedia o colega cientista. Segundo Dr. Barriem, foi assim que o Dr. Rogers reagiu ao seu telefonema: “Ora, isso é mais uma tolice dos crédulos que não aceitam a simples verdade dos fatos. Eu não acredito que você esteja me perturbando com essa história. Me dê quinze minutos e eu lhe provo que essa história não passa de mais baboseira”3... Ainda segundo o seu próprio relato, Dr. Barriem apenas respondeu: “Fique à vontade, Ray...”3.

    E assim, muito à contragosto, o Dr. Raymond Rogers localizou os pequenos fragmentos de fios que tinha guardado da amostra do Sudário de Turim, para examiná-los sob o potente microscópio de seu laboratório particular. E o que descobriu o deixou pasmo: esse breve exame fez com que mudasse completamente sua atitude cética e se tornasse um dos maiores defensores da necessidade de um novo teste de datação. O que o Dr. Rogers viu, sob a poderosa lente de aumento, naquele fio do chamado Santo Sudário, foi a presença inequívoca de microfragmentos de algodão juntamente com vestígios de pigmentação e resinas(!). – São elementos que não existem em nenhuma outra parte do Sudário, como visto, feito de puro linho! – Uma prova incontestável de que, sim, a parte do tecido retirada para a datação devia estar contaminada por material não original, o que pode ter alterado os resultados. Em outras palavras, ele acabava de comprovar por si mesmo que a tese da retecelagem era não só perfeitamente plausível, como também evidente!


    E levando-se em conta a hipótese da retecelagem, todas as lacunas encontradas no estudo do Sudário passariam a ser perfeitamente preenchidas, como por exemplo, a margem de erro de praticamente 200 anos entre um resultado e outro. A saber, os resultados da datação foram os seguintes:


    Universidade do Arizona teste 1: datou a amostra como sendo do ano de 1238; 
    Universidade de Oxford: datou a amostra como sendo do ano de 1246; 
    Instituto Tecnológico de Zurich: datou a amostra como sendo do ano de 1376; 
    Universidade do Arizona teste 2: datou a amostra como sendo do ano de 1430.


    Os resultados obtidos por C-14 costumam ser específicos (a margem de erro aceitável é de 30 anos para mais ou para menos), mas nesse caso em particular, estranhamente, há uma variação de 192 anos(!) entre um resultado e outro. Esta anomalia é perfeitamente explicada pela tese da retecelagem, pois em diferentes partes da amostra retirada haveria maior ou menor quantidade do tecido de remendo misturado ao tecido original, pela própria maneira como a técnica é empregada.



    Mistérios que envolvem a história do Sudário


    Tudo que envolve a história do Santo Sudário é envolto por fatos marcantes e emblemáticos, como os estranhos incêndios que ocorrem nos lugares onde ele é guardado. – Além do incêndio na Catedral de Chapelle (Chambery, França) em 4 de Dezembro de 1532, também no dia 11 de Abril de 1997 a Catedral de Turim, onde a relíquia estava guardada, pegou fogo: o Sudário foi salvo espetacularmente por um bombeiro devoto e muito corajoso; fato este que, por si só, está cercado de particulares mistérios: na ocasião do incêndio, o Sudário estava protegido por um fortíssimo vidro à prova de balas e ataques, mas o valente oficial conseguiu quebrá-lo sem dificuldades, salvando o manto do perigo, levando-o nas costas até o exterior do templo.


    Outro fato marcante é que o Dr. Rogers, que agora havia voltado a acreditar, nessa época lutava contra a morte, acometido por um câncer fatal, e cada novo dia de vida era para ele uma batalha. A essa altura, ele desejava muito vir a conhecer a confirmação ou não da autenticidade do Sudário, antes de morrer. Logo após a sua incrível descoberta de materiais estranhos na amostra coletada para datação, enviou seus fragmentos de fios ao seu colega microscopista Dr. Robert Vilarreal, que tinha acesso a equipamentos mais avançados para análise do material. Mas quando o resultado saiu, Dr. Rogers já havia falecido, vencido pelo câncer. – Assim como Moisés, que conduziu o povo hebreu à Terra Prometida mas não pode entrar nela. – Ele nunca soube que as amostras do fiapo demonstraram que ele era constituído, na verdade, por duas fibras de materiais diferentes entrelaçadas, coladas e tingidas para tornar o remendo invisível. Estavam definitivamente derrubados, afinal, os polêmicos resultados da datação de 1988.




    Então, o Sudário é mesmo santo (autêntico)?


    Ainda não podemos ter absoluta certeza sobre a autenticidade do Sudário, até que novos testes com C-14 sejam realizados, dessa vez com material válido. Particularmente não afirmo que o Sudário seja autêntico, embora acredite nisso. Assim como Susan Benford, a simpática pesquisadora independente que fez a maior descoberta a respeito do Sudário até hoje, eu também "sinto" que é autêntico. Mas isso é só a minha opinião e eu posso me enganar, como já me enganei outras vezes. Digo, porém, que é assim que Deus costuma agir sempre: deixa pistas, mas não se mostra claramente. Acho que faz parte da missão de cada ser humano encontrá-Lo, oculto por trás das aparências. Se o Sudário não for o pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo após a morte, isso não muda em nada a minha fé. Mas, se for... Ele é sem dúvida o objeto mais sagrado do mundo em todos os tempos. Principalmente porque ele pode ser a prova viva de que um fenômeno inexplicável aconteceu àquele corpo, guardado num túmulo escuro há dois mil anos. A imagem do Sudário é feita por marcas de queimadura que só poderiam ter sido provocadas por um intenso calor ou por um brilho extremo. Isso não é pouca coisa.


    “O problema é que, como há correlação com a figura de Jesus, sentimentos religiosos e emocionais sempre afetam a pesquisa. Os crédulos querem acreditar e se recusam a aceitar qualquer explicação que não seja miraculosa. Enquanto isso, os céticos insistem em fechar os olhos para todas as muitas e sólidas evidências em favor da autenticidade.” (Joseph Marino)


    Imagens tridimensionais do Sudário obtidas com o analisador V-P8. Nenhuma outra imagem bidimensional analisada por esse equipamento obteve resultados semelhantes (clique sobre as imagens para ampliar).


    Algumas curiosidades sobre o Santo Sudário



    # Em duas décadas de estudos, 23 cientistas do PPST e de outros grupos de pesquisa morreram precocemente. O último deles foi Raymond Rogers, do Laboratório Nacional de Los Alamos, em 2003.


    # O trabalho do Dr. Rogers foi publicado (2005) no periódico científico Thermochimica Acta, que emprega o sistema peer review (revisão por pares, uma espécie de controle de qualidade feita por especialistas independentes dos autores do estudo em causa).


    # O Homem do Sudário foi coroado com uma espécie de "chapéu" completo feito de espinhos. Todas as imagens da Idade Média retratavam a coroa de espinhos em forma de aro. Além disso, as marcas de pregos estão localizadas nos pulsos e não nas palmas das mãos, como nas imagens clássicas. Tais características são mais evidências em favor da autenticidade, pois um falsificador jamais iria contrariar algum detalhe popularmente aceito como certo.


    # Os Evangelhos falam dos panos que envolveram o corpo de Jesus, às pressas, para não quebrar o descanso sabático judaico. Os judeus envolviam os cadáveres com bandagens, mas com Cristo não tiveram tempo, porque morreu às três horas da tarde e era necessário terminar a sepultura antes da noite, quando era proibido qualquer tipo de trabalho. José de Arimatéia deveria pedir autorização a Pilatos para levar o cadáver, obter instrumentos e descer Jesus da cruz. A tarde terminava e deveriam enterrá-lo rapidamente, cobrindo-o com um sudário. É por isso que, segundo os Evangelhos, após o sábado foram as mulheres terminar a sepultura e prestar suas últimas homenagens, quando encontraram no sepulcro apenas os panos e faixas.


    # O Sudário apresenta sangue que corresponde ao grupo AB, o mais frequente entre o povo judeu.


    # Segundo legistas, todas as feridas visíveis no Sudário foram produzidas em vida, com exceção da lançada no flanco direito, que chegou a aurícula direita do coração.


    # O evangelista S. Mateus diz que José de Arimatéia tomou o corpo de Jesus e o envolveu num lençol limpo, colocando-o num túmulo novo (Mt 27,29-60). Marcos e Lucas referem-se também ao fato, usando a expressão "envolveu-o no lençol" (Mc 15,46; Lc 23,53).




    Aprofundando o assunto:

    1. * Shroud of Turim Research Project (STURP)
    2. ** Especialistas recriam, em 3D, a face da imagem do Sudário de Turim
    3. *** A cronologia do Sudário
    4. **** Fórum Santo Sudário
    5. ***** National Geographic
    6. ****** Turin Shroud


    ________________

    Fontes e bibliografia:

    • 1. ZACCONE, Gian Maria. Nas pegadas do Sudário, São Paulo: Loyola, 2001, p. 9.
    • 2. MENEZES, Eurípedes Cardoso.O Santo Sudário à Luz da Ciência, São Paulo: Loyola, 1987 - p. 41.
    • 3. Inf. disponível no documentário "O Mistério do Santo Sudário" - Discovery Channel (2009).
    • 4. Idem.
    vozdaigreja.blogspot.com



    Temas: ciência e fé, tira-dúvidas



    terça-feira, 22 de outubro de 2013

    Radiação no Sudário de Turim pode ser pista para a ressurreição de Jesus







    -












    ÀS 08:160 COMENTÁRIOS



    Estudo traz novas descobertas importantes sobre o Santo Sudário de Turim.

    O historiador e apologista evangélico Gary Habermas abriu um importante debate, em uma apresentação recente nos EUA, sobre o Santo Sudário de Turim, peça de linho que teria coberto Jesus Cristo após sua morte. 
    Apesar de não dar plena certeza de que as marcas do rosto de um homem no Sudário são realmente de Jesus, Habermas relata que foram feitas descobertas recentes por meio de um estudo, que apontam que é possível observar dentes e a presença de radiação, que dariam pistas da ressurreição de Cristo. 
    No fim da década de 1980 foram efetuados testes de radiocarbono que levantavam a tese de que o Santo Sudário seria uma falsificação da Idade Média, possivelmente produzida entre os anos de 1260 e 1390. Contudo, mais tarde, teria se chegado a conclusão de que não havia tecnologia disponível naquela época para tal resultado. 
    Já no início de 2013, foram efetuados novos estudos na peça de linho, para enfim constatar que o Sudário poderia ser proveniente de algum lugar entre 280 A.C. e 220 D.C., em torno do que seria justamente a época em que Jesus passou pela Terra. 
    Habermas, que se especializa na investigação sobre a ressurreição de Jesus há mais de quarenta anos, argumentou que algumas coisas são amplamente aceitas sobre o Sudário, ou seja, que ele realmente possui uma idade secular, e que definitivamente não é uma pintura pois não há vestígios de corantes ou pigmentos e as manchas de sangue presentes no pano já foram verificadas como autênticas. 
    Para completar, outros pormenores preciosos firmam ainda mais a veracidade do pano, como sinais de sangue de possíveis ferimentos na cabeça, pulsos, e barba, marcas de supostas armas da época e vestígios de sujeira sobre os pés. 
    Habermas insistiu no fim de sua apresentação que ele não pode dar certeza se o Sudário de Turim é o manto verdadeiro do enterro de Jesus Cristo ou não, mas indica que é um artefato importante que os pesquisadores podem definitivamente se aprofundar mais. 
    Durante mais de dois mil anos, o Sudário esteve em diversos lugares. A peça chegou em Turim no século XIV, mas a princípio partiu de Jerusalém, ficou sob sigilo na Turquia durante mais de trezentos anos e passou pelo Mar Mediterrâneo, até atingir seu destino final, segundo o portal de notícias G1.

    sábado, 2 de março de 2013

    Coletiva apresenta exposição do Santo Sudário na vigília pascal

    Caro(a) Senhor(a),

    acrvcatolico deseja recomendar o seguinte arquivo:

    Coletiva apresenta exposição do Santo Sudário na vigília pascal


    Favor clicar no seguinte link para ver a colaboração:


    cancaonova.com
    CHAT
    SHOPPING
    NOTÍCIAS
    LITURGIA DIÁRIA
    TV
    RÁDIO
    SEJA SÓCIO
    E-MAIL
    MAPA
    RSS

    Busca:
    Notícias: Sucessão papal - Brasil - Mundo - Arquivo | Multimedia: Vídeos - Áudios | Interatividade: Fale Conosco - Editorial
    Brasil, 2 de março de 2013 - 11h42

    Home / Mundo
    Altera letra
    Sexta-feira, 01 de março de 2013, 11h16
    Coletiva apresenta exposição do Santo Sudário na vigília pascal

    Rádio Vaticano

    Nesta sexta-feira, 1°, na cidade de Turim, se realizará uma coletiva de imprensa com o arcebispo da cidade, Dom Cesare Nosiglia, que é o Custódio pontifício do Sudário. O assunto é a apresentação da exposição televisiva que se realizará na vigília pascal, dia 30 de março.

    Depois da exposição de 2010, quando dois milhões de visitantes de todo o mundo passaram diante do Sudário, mais uma vez o tecido sagrado, através das câmeras da televisão italiana (RAI), poderá ser visto em todo o mundo.

    A exposição será na vigília pascal, evocando assim o significado que Bento XVI atribuiu ao Sudário, em sua visita a Turim em 2 de maio de 2010, quando o definiu "o ícone do Sábado Santo".

    Esta iniciativa faz parte das atividades programas para o Ano da Fé, convocado por Bento XVI.


    Tags: Santo Sudário vigília pascal exposição do Santo Sudário Ano da Fé
    Enviar por E-mail Imprimir Assinar RSS Delicious Comente
    Conteúdo relacionado
    » Começa hoje novena em preparação à visita papal a Turim
    » Papa pede a Maria pelos que perderam a fé
    » Cem mil peregrinos aguardam visita do Papa à Turim neste domingo
    » Dom Odilo abre exposição do Santo Sudário na Catedral da Sé
    » Papa venera Santo Sudário em Turim (Itália)

    » veja mais notícias
    Ferramentas
    Enviar
    Imprimir
    Comente
    últimas notícias
    • Cardeais brasileiros eleitores já estão em Roma para o Conclave
    • Arquidiocese realiza Caminhada Penitencial
    • Canção Nova espera 10 mil fiéis para Encontro de Oração no final
    • JMJ Rio2013 terá trilhas pelo Rio de Janeiro
    • Jejum é antídoto contra o pecado, escreve arcebispo do RJ
    » mais notícias

    Copyright © 1995 - 2007 www.cancaonova.com, Todos os direitos reservados.
    WebTVCN - PodCast - Blog - Editorial
    Brasil - Mundo - Bento XVI - Arquivo
    Vídeos - Áudios

    Canção Nova, Fundação João Paulo II. Proibida publicação, ou mesmo transmissão por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.

    http://www.gloria.tv/?media=407882

    Que Deus te abençoe,
    Gloria.tv

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

    Exposição "Quem é o homem do Sudário" chega ao Caxias Shopping












    Notícias
    Formação
    Agenda
    Guia de Igrejas
    Comunicação
    #Rio2013
    A Arquidiocese
    Buscar

    Agenda> Eventos Apoiados
    RSSFlickrFacebookYoutubeTwitterSoundCloudFoursquareGoogle Plus


    ImprimirRelatar erro

    Exposição "Quem é o homem do Sudário" chega ao Caxias Shopping


    18/02/2013 - Atualizado em 18/02/2013 17:07
    Compartilhe




    De 26 de fevereiro a 28 de abril, o Caxias Shopping irá receber a Exposição Internacional “Quem é o homem do Sudário?”. A mostra que já esteve em outros shoppings do Rio de Janeiro, reúne uma coleção de objetos e pesquisas científicas sobre o Santo Sudário. São cerca de 60 peças produzidos em países com Itália, Israel (Jerusalém) e Holanda.

    Entre os destaques do evento estão uma reprodução em tamanho real do sudário, relatos das pesquisas científicas realizadas no tecido, replicas da coroa de espinhos, pregos, flagelos e moedas colocadas sobre os olhos do Homem do Sudário, além de um holograma em 3D, que reproduz a imagem do Sudário.

    A exposição estará aberta para a visitação do público de segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 13h às 21h. Haverá missas às terças e quintas, às 17h, e aos domingos, às 15h. Os momentos de oração serão às segundas, quartas, sextas e sábados, às 17h.





















    Veja também...

    Seminário de Abertura do Ano da Saúde na PUC-Rio


    Retiro de Carnaval da Comunidade Bom Pastor


    Festival Chama jovem: música e evangelização no vicariato Suburbano

    Leia os comentários
    Deixe seu comentário

    Nome:
    E-mail:
    Comentário:


    © ArqRio - 2013. Todos os direitos reservados. Rua Benjamin Constant 23, 6º andar Glória - Rio de Janeiro - RJ - Brasil - Telefone: +55 (21) 2292-3132















    domingo, 27 de janeiro de 2013

    Ciência confirma a Igreja: “Unguentos e polens no Santo Sudário falam de um enterro próprio a um rei” plus 1 mais


    Ciência confirma a Igreja: “Unguentos e polens no Santo Sudário falam de um enterro próprio a um rei” plus 1 mais


    Unguentos e polens no Santo Sudário falam de um enterro próprio a um rei

    Posted: 10 Jun 2012 11:30 PM PDT
    Dra. Marzia Boi no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário, Valencia, Espanha.
    A investigadora italiana Marzia Boi apresentou um novo estudo sobre os restos de pólen e ungüentos no Santo Sudário, informou a Arquidiocese de Valência, Espanha, em comunicado difundido pela agência ACIDigital.

    O trabalho da pesquisadora foi exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário, realizado em Valência. E foi mais uma valiosa contribuição para outros estudos apresentados nesse simpósio, mostrando a compatibilidade do corpo envolvido com o Santo Sudário e o de Jesus Cristo.

    A Dra. Marzia Boi trabalha no laboratório de Botânica do Departamento de Biologia da Universidade das Ilhas Baleares. Em sua exposição, ela mostrou dados pouco conhecidos e até surpreendentes.


    Segundo a bióloga, os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não são só os depositados fortuitamente no tecido ao longo da História, mas incluem os correspondentes a "ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos".

    Tipoos de polén, O homem do Sudário, Curitiba
    Tipoos de polén, O homem do Sudário, Curitiba
    A Dra. Boi explicou que a descrição da sepultura de Jesus feita pelo Evangelho corresponde a um enterro realizado com honras próprias aos reis. Essas honras reais implicaram a "preparação do cadáver com bálsamos e óleos" do modo em que foi feito.

    Correspondia naturalmente a Nossa Senhora realizar, com o auxílio das santas mulheres, essa preparação do Santíssimo Corpo de seu Filho.

    Essas honras estão de acordo com a condição social de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual era bem conhecida de seus parentes, discípulos, amigos e inclusive inimigos.

    Com efeito, Nosso Senhor pertencia à estirpe real de Judá, sendo descendente de David tanto por parte de seu pai adotivo, São José, quanto pelo de sua Mãe, Nossa Senhora.

    São Mateus inicia seu Evangelho nos apresentando a genealogia de Jesus. O evangelista menciona as sucessivas gerações de reis e príncipes reais até São José e Jesus Cristo. É a famosa árvore genealógica de Jessé, pai do rei David.

    São Paulo no-lo recorda na Epístola aos Romanos ecoando a profecia de Isaías: "Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações" (Is 11,10). (Romanos 15,12)

    Malgrado não fosse reconhecido como tal, Jesus Cristo era rei por direito de Israel, e não Herodes e sua descendência, que eram impostores sustentados pelos romanos.

    O Sinédrio acusou Nosso Senhor diante Pilatos, declarando que Ele se dizia rei dos judeus. De onde os numerosos cruzamentos verbais do governador romano com Nosso Senhor.

    "És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus"
    Quando Jesus compareceu diante do governador, ele O interrogou: "És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus" (São Mateus 27,11), esclarecendo que era sobretudo Rei de um reino mais alto: o dos Céus e de toda a Terra.

    A espantosa apostasia do populacho judeu e de seus instigadores se efetivou ao bradarem: "Crucifica-o! Não temos outro rei senão César". Eles não só recusaram o Redentor prometido pelos Patriarcas e pelos Profetas, realidade suprema, mas também o rei legítimo, sucessor de Davi.

    "Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!" (São João 19, 15)

    Pilatos mandou afixar no alto da Cruz numa tábua com a inscrição, em grego, hebraico e latim: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus). É o I.N.R.I. que vemos nos crucifixos. Afinal, era esse o crime alegado pelo Sinédrio que mais impressionou a covardia de Pilatos, sempre temeroso de perder pontos na sua carreira.

    "19. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.

    Jesus Cristo também era rei dos Judeus
    Jesus Cristo também era rei dos Judeus.
    Cristo Rei, Hans Memling (c. 1440-1494).
    "20. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.

    "21. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.

    "22. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi." (São João 19, 19-22)

    Também a estirpe régia de Jesus Cristo é ressaltada pelo fato de Jesus ter nascido em Belém, a cidade de Davi, fundador da estirpe real de Israel da qual Nosso Senhor era o legítimo sucessor primogênito.

    Ao chegarem os Reis Magos a Jerusalém, perguntaram pelo "rei dos Judeus":

    "2. Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo". (São Mateus 2,2)

    "4. [Herodes] Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.

    "5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:

    Dra. Marzia Boi no Congresso Internacional
    sobre o Santo Sudário, Valencia, Espanha.
    "6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2)." (São Mateus 2, 4-6)

    Esses óleos e ungüentos próprios de um rei, presentes no Santo Sudário, ajudaram a conservá-lo por conterem potentes elementos repelentes de insetos e fungos.

    A Dra. Marzia Boi analisou no microscópio as fotos dos polens extraídos em anteriores investigações sobre o Santo Sudário. E identificou tipos de plantas que, "conforme está documentado desde remotos tempos", eram usualmente utilizadas nos enterros reais.

    No Santo Sudário há polens principalmente de Helichrysum, láudano, terebinto, gálbano aromático ou lentisco.

    A identificação dessas plantas supõe, segundo a Dra. Boi, "um dado adicional que confirma que o homem do Sudário poderia ser Jesus".

    É espantosa a quantidade de concordâncias dos elementos cientificamente estudados que apontam o Santo Sudário de Turim como sendo o próprio pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo. Contestar esta concordância que vai ficando cada vez mais difícil.



    Posted: 27 May 2012 11:30 PM PDT
    Vista aérea de Herodium e das excavações.
    O túmulo do rei Herodes I, o Grande, que ordenou a massacre dos inocentes visando matar o Menino Jesus, foi localizado em 2007 por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém.

    Desde então vem sendo recuperadas salas e instalações desse palácio todo feito em estilo grego pagão.

    Sala da residência de Herodes recentemente recuperada
    Sala da residência de Herodes recentemente recuperada
    O local leva o nome de Herodium e fica a poucos quilômetros de Jerusalém.

    Esse cruel rei governou a Judéia até sua morte. Tratava-se de um monarca impostor sustentado pelos romanos.

    Ele fez obras colossais como reformar o Templo (o mesmo do tempo de Nosso Senhor), para se granjear a simpatia do povo.

    Porém, este odiava-o profundamente. Percebendo a antipatia de Jerusalém, Herodes mandou construir um palácio-fortaleza fora da capital.

    Conta-se que a estrela que guiava os Reis Magos desapareceu quando chegaram em Jerusalém. Eles supuseram que o Messias estaria na cidade, imersa ela própria na alegria.

    Porém: nada! Interrogaram então a Herodes.


    Herodes inspirado pelo demônio
    mata matar os inocentes de Belém.
    Catedral de Notre Dame, Paris
    Foi assim que esse rei de impostura, crueldade e mania de grandeza, soube que vinha de nascer o legítimo Rei de Israel ‒ Nosso Senhor Jesus Cristo, o descendente de David ‒ anunciado pelos profetas e por uma maravilhosa estrela.

    Herodes de nada sabia e consultou o Sinédrio. Este respondeu que segundo as Escrituras, o Messias devia nascer em Belém.

    Astutamente, Herodes disse aos Reis que fossem  procurá-lo, e assim que o achassem lhe avisassem para ele ir também adorá-lo. Em seu coração a decisão era outra: assassinar o Messias, legítimo sucessor do rei David e da coroa de Israel.

    A estrela voltou a se acender quando os Reis Magos saíram de Jerusalém. E os levou até Belém, aonde adoraram o Menino Jesus e lhe ofereceram presentes de ouro, incenso e mirra.

    Advertidos em sonho, nunca mais voltaram a Jerusalém.

    Tendo percebido que a artimanha nada adiantara, Herodes mandou matar todas as crianças de Belém de até dois anos.

    São os Santos Inocentes cuja festa se celebra dia 28 de dezembro. A Sagrada Família, entrementes, avisada por um anjo, fugira antecipadamente para o Egito e nada sofreu.

    Herodium: palácio-fortaleza onde morava o rei Herodes I, o grande.
    Herodium: palácio-fortaleza onde morava o rei Herodes I, o grande.
    A morte de Herodes inspirou horror aos contemporâneos. O historiador judeu Flávio Josefo registrou:
    "uma coceira intolerável em toda a pele, contínuas dores nos intestinos, tumores nos pés, como na hidropisia, inflamação do abdômen e gangrena nos órgãos genitais, resultando em vermes, além de asma, com grande dificuldade de respiração, e convulsões em todos os membros". ("A guerra dos judeus", I, 656, XXXIII, 5).
    Herodes sabia que não estaria seguro nem no seu túmulo. Por isso fez questão de escondê-lo com primor.

    Os judeus sublevados contra Roma ocuparam Herodium entre os anos 66 e 72 d.C. Os últimos muros de Herodium foram arrasados pelos romanos. E só ficaram ruínas.

    Explicação do sítio arqueológico de Herodium
    Explicação do sítio arqueológico de Herodium
    O mistério de 2000 anos foi desvendado pelo arqueólogo Ehud Netzer, da Universidade Hebraica enquanto trabalhava nas ruínas de uma antiga escadaria usada num cortejo fúnebre real.

    Segundo Netzer os restos do monarca devem ter desaparecido quando judeus rebeldes depredaram Herodium.

    Herodes I executou vários de seus filhos, e foi avó do Herodes, "rei" mencionado nos Evangelhos, diante do qual Nosso Senhor Jesus Cristo foi conduzido à procura de uma condenação.

    O ditatorial Herodes o Grande, símbolo da "cultura da morte", sumiu no desprezo universal. Nosso Senhor Jesus Cristo redimiu o gênero humano e fundou a Igreja Católica que se estende por toda a Terra, e os Santos Inocentes reinam com Ele no Céu por toda a eternidade.






    _


    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo