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    segunda-feira, 25 de novembro de 2013

    No Cristo-Rei meditando no reino de Deus




















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    Frei Clemente Rojão



    Ortodoxia Católica sem Frescuras!




    A misericórdia é grande, mas a penitência é braba!






























    domingo, 24 de novembro de 2013



    Podemos viver na República dos homens, mas nosso destino é o Reino de Deus! Viva Cristo-Rei!!!


    "O meu reino não é deste mundo" - Nesta simples frase Jesus degolou o marxismo e demais utopias de picaretagem.


    O reino de Deus não será natural. Se todos os sábios de todos os tempos se reunissem para pensar no melhor governo possível não conseguiriam nem chegar à sombra da beleza e perfeição do que planeja Deus.


    O reino de Deus nunca será implantado por esforço humano. Ele é GRAÇA. Não podemos fazer nada para acelerar sua vinda, nem revoluções, nem reformas. Apenas o poder do Altíssimo pode o fazer. É verdade que o reino vive no meio de nós, mas cresce sozinho como o fermento, estimulado pela mão omnipotente do Senhor.
    Mesmo que hipoteticamente todos os homens do mundo abandonassem seus pecados, dividissem seus bens e abraçassem a fraternidade, isto ainda seria muito imperfeito, não realizaria plenamente o homem e ainda ficaria bem longe do Reino de Deus. O Reino de Deus é divino demais para ser uma utopia humana. Deus é mais que nosso planejamento econômico- político prosaico.


    A solenidade de hoje nos lembra que nunca devemos dar ouvidos às promessas de "justiça" ou "partilha" ou "reformas" neste mundo. Neste ponto regredimos em relação ao homem medieval: o homem medieval era avançado demais para se iludir que a Cidade dos homens poderia querer rivalizar com o reino de Deus. Não, Hegel, você estava redondamente enganado! A História não caminha para lugar algum! Ela está mais para o andar do bêbado caótico, que não sabe para que lado cai. A cidade dos homens é apenas caleidoscópio, são sombras mutantes de mosquitos numa parede, os reinos, e países, e revoluções, e governos são gotas de uma cachoeira, se separam do bojo da água para se desfazerem nas pedras lá embaixo. O Senhor da História é o Altíssimo, os homens entregues a si mesmos só produzem secreções, excrementos e degola mútua. 




    É por isto que toda submissão à algum poder terreno que saia da esfera estritamente administrativa é idolatria. Governos são pactos sociais, nada além disto e nada sagrados. A César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Nosso rei é Cristo. Os presidentes, reis e tiranos do mundo não passam de síndicos passageiros, de gerentes de período, de encarregados de turno. A realeza é apenas de Cristo.


    Sempre serviremos a algum rei. Ou o reinado justo de Cristo ou a usurpadora Tirania de Satanás. 

    Mas nunca ficaremos sem senhores. 
    Escolha o seu!

    Postado por Frei Clemente Rojão

    domingo, 24 de novembro de 2013

    Solenidade de Cristo Rei do Universo





















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    A IGREJA chega, enfim, ao término de mais um ano litúrgico. Neste domingo, Solenidade de Cristo Rei do Universo, os fiéis são chamados a reconhecer o reinado de Deus sobre todos os povos e nações. A data também coincide com o encerramento do Ano da fé convocado por Bento XVI, a fim de recordar os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica.


    A Solenidade de Cristo Rei do Universo é relativamente recente. Foi Pio XI, na primeira encíclica de seu pontificado, quem a estabeleceu, em 1925. Na Quas Primas, o Santo Padre almejava recordar o senhorio de Jesus sobre todos os reinados, governos e instituições. Via isso como tarefa urgente, dada a crescente rejeição dos ensinamentos da Igreja por parte dos homens, retirando Jesus Cristo e sua lei sacrossanta tanto da vida particular quanto da vida pública. "Baldado era esperar paz duradoura entre os povos - ditava o Papa -, enquanto os indivíduos e as nações se recusassem a reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Senhor Jesus Cristo"01.


    Já naquela época, o Santo Padre enxergava com preocupação o avanço do pensamento laicista, que, reivindicando uma pretensa neutralidade do Estado em assuntos religiosos, joga para escanteio os ensinamentos do Sagrado Magistério, sobretudo no que diz respeito à moral e à dignidade da pessoa humana. Essa realidade, infelizmente, é ainda hoje observável em uma centena de ações contrárias à fé cristã, quer no âmbito público, quer no âmbito privado.


    O princípio laicista se resume na ideia de que a religião seria um assunto da esfera privada, não sendo, portanto, possível respaldá-la nos debates públicos. Com efeito, as discussões concernentes a temas como aborto, casamento gay, eutanásia e etc não deveriam levar em conta a moral cristã; a razão seria o suficiente para o discernimento dessas questões.


    Ocorre que, no decorrer da história, comprovou-se cabalmente que a neutralidade do Estado em assuntos religiosos é não somente absurda como também impraticável. Quando governos renegam a lei natural de Deus, assumindo o princípio da maioria como juízo universal dos costumes, o Estado acaba por se constituir em uma nova divindade. Isso aconteceu todas as vezes em que as autoridades quiseram banir a religião do coração dos povos.


    Não por acaso essa confusão entre o que é de César e o que é de Deus foi causa de perseguições aos cristãos desde o princípio, quando estes se recusavam a prestar culto à pessoa do imperador. O cristianismo nunca aceitou servir de plataforma para estratégias políticas. E por isso mesmo viu-se constrangido por dezenas de autoridades, ao longo desses dois mil anos de história, que desejavam instrumentalizá-lo em seus programas de governo.


    O Papa Pio XII, a fim de dirimir a inquietação suscitada pela Solenidade de Cristo Rei do Universo, esclareceu, em 1958, que a "legítima e sadia laicidade do Estado" é "um dos princípios da doutrina católica" e que, sendo assim, tributar a Cristo os seus direitos de realeza não fere, de forma alguma, essa laicidade, já que o Estado não está isento de suas obrigações para com Deus quando se trata da lei natural02. Até porque a mistura entre o sagrado e o profano torna-se realidade justamente quando essas autoridades se afastam da Igreja.


    A Igreja procurou aprofundar esse ensinamento de Pio XII sobre a "legítima e sadia laicidade do Estado" durante a confecção da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II. Nela, os Padres Conciliares afirmam que "se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios, que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítimo exigir tal autonomia"03. Porém, adverte o Concílio, "se com as palavras «autonomia das realidades temporais» se entende que as criaturas não dependem de Deus e que o homem pode usar delas sem as ordenar ao Criador, ninguém que acredite em Deus deixa de ver a falsidade de tais assertos".


    Refletindo sobre essas palavras do Concílio juntamente com um grupo de juristas italianos, Bento XVI ressaltou que "compete a todos os fiéis, de forma especial aos crentes em Cristo, contribuir para elaborar um conceito de laicidade que, por um lado, reconheça a Deus e à sua lei moral, a Cristo e à sua Igreja o lugar que lhes cabe na vida humana individual e social e, por outro, afirme e respeite a "legítima autonomia das realidades terrestres"04 tal qual define o Magistério Conciliar. Reconhecer Cristo como Rei do Universo, por conseguinte, é também a única maneira de assegurar a autonomia da esfera pública, aplicando a máxima do "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".


    E no que consiste esse reinado de Cristo sobre os povos? É o que vem nos recordar o Evangelho deste domingo. Ao contrário dos governos que assumem o lugar de Deus, banindo a religião da sociedade e constituindo-se em verdadeiros ditadores, a realeza de Cristo se apresenta sob a forma de serviço. Ele reina do alto da Cruz. Não subjuga a humanidade debaixo de sua coroa, mas a torna livre pelo sacrifício no madeiro. O Reinado Social de Cristo consiste, dessa maneira, na atitude do crucificado: dar-se inteiramente; amar até as últimas consequências.


    Que nesta Solenidade possamos olhar para Cristo e, a exemplo do bom ladrão, reconhecê-lo em sua realeza e dizer: "Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado". (Cf. Lc 23, 42)


    ______

    Referências


    ** Baseado na homilia da Solenidade de Cristo Rei do Universo de Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., disponível em audio em
    http://padrepauloricardo.org/episodios/solenidade-de-cristo-rei-do-universo
    Acesso 23/11/013
    vozdaigreja.blogspot.com






    Voz da Igreja + Solenidade de Cristo Rei do Universo




    Voz da Igreja +





    Posted: 23 Nov 2013 11:05 PM PST






    A IGREJA chega, enfim, ao término de mais um ano litúrgico. Neste domingo, Solenidade de Cristo Rei do Universo, os fiéis são chamados a reconhecer o reinado de Deus sobre todos os povos e nações. A data também coincide com o encerramento do Ano da fé convocado por Bento XVI, a fim de recordar os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica.





    vozdaigreja.blogspot.com



    Posted: 23 Nov 2013 09:48 AM PST





    NESTE domingo, 24 de novembro de 2013, termina o Ano da Fé, durante a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. As paróquias e diversas comunidades católicas promoverão a solene renovação da Profissão da Fé. Leia a reflexão do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, sobre a data, seus efeitos e frutos.





    vozdaigreja.blogspot.com



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    sábado, 23 de novembro de 2013

    [Catolicos a Caminho] CRISTO REI DO UNIVERSO Som !

     












    • CRISTO REI DO UNIVERSO !




    A Festa de Cristo Rei foi criada por Pio XI, (1922-1939) em 1925 como arma especial contra as forças consideradas destruidoras dos tempos.

    O ano de 1925 era também o 16° Centenário do Primeira Concílio Ecuménico de Niceia (325), que claramente ensinou a unidade de Cristo com o Pai.

    A festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei Universal, era originariamente celebrada no último domingo de Outubro.

    Mais recentemente foi mudada para o último domingo do Ano Litúrgico da Igreja.

    A ideia que primitivamente pesou na denominação deste domingo, era de ordem temporal.

    Da parte da Igreja já havia a esperança de que os Estados civis reconhecessem Cristo como Rei.

    Os condicionalismos sociais e históricos modificaram-se por completo e foi então possível a celebração desta festa no seu verdadeiro contexto litúrgico e teológico.

    As leituras da Escritura dão ênfase ao fim último da peregrinação da Igreja ao encontro do Senhor.

    Cristo é efectivamente Rei, mas numa ordem diferente da temporal, como Ele mesmo afirmou :

    - "O Meu Reino não é deste mundo". (Jo.18/36).

    A Igreja liberta-se de compromissos terrenos, a maior parte das vezes contrários à sua missão específica de evangelizadora e defensora dos fracos.

    Este domingo especial é assim uma espécie de Último Dia do Senhor.

    A realeza de Cristo reflecte-se na Igreja, não no seu esplendor e poderio social, mas na vivência da justiça e da caridade.

    S. Lucas é o único Evangelista que nos apresenta uma conversa de Jesus na Última Ceia que é como o Seu Testamento ou a Sua Última vontade :

    - "Levantou-se entre eles uma disputa sobre qual deles devia ser considerado o maior. Jesus disse-lhes : Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem autoridade são chamados benfeitores. Convosco não deve ser assim; que o maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. Pois quem é maior ? O que está sentado à mesa ou o que serve ! Não é o que está sentado à mesa ? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós estivestes sempre junto de Mim nas Minhas provações, e Eu disponho a vosso favor do Reino, como Meu Pai dispõe dele a Meu favor, a fim de que comais e bebais à Minha mesa, no Meu Reino. E sentar-vos-eis, em tronos, a julgar as doze tribos de Israel" .(Lc.22/24-30).

    A ideia do Reino de que Cristo é ao mesmo tempo Rei e Servo, deve aplicar-se com mais propriedade à Igreja que como Serva deve todavia reinar no Mundo para bem de todos, em favor do bem e contra o mal, de todas as maneiras.

    Usando do seu poder e da sua autoridade, a Igreja não pode ficar apenas a observar e a censurar os acontecimentos que nos chegam todos os dias pelos meios da Comunicação Social e a enviar para a Imprensa de tempos a tempos, o parecer da Conferência Episcopal, porque isso é muito pouco.

    A Igreja deve exercer a sua autoridade e o peso da força que Cristo lhe deixou para contrariar de todas as maneiras a força do mal e a opressão dos que sofrem.

    A isto não se pode chamar dominar, mas sim, procurar evitar que os outros impropriamente dominem.

    Só assim a Igreja poderá levar os homens à posse do autêntico Reino de Deus.



    Esta expressão "Realeza de Cristo" refere-se à Realeza humana e à Divindade de Cristo, segundo a palavra dos Evangelhos :

    - "Hosana ao Filho de David ! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor"! (Mt.21,9). (cf.Mc.11,10; Lc.19,38).

    S. João é mais explícito, acrescentando :

    - "O Rei de Israel !" (Jo. 12,13).

    O Anjo Gabriel anuncia a Maria o plano de salvação de Deus :

    - "Será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus dar-Lhe-á o trono de Seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o Seu reinado não terá fim". (Lc. 1,32).

    O cego de Jericó, ao pedir a sua cura, dizia :

    - "Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim !" (Lc. 18,38-39).

    No Antigo Testamento abundam as referências a Deus como Rei :

    - "Foi para nós que Ele ditou a lei de Moisés; e ela será a herança da imunidade de Jacob. Tornou-se assim, Rei de Yechurum".(Dt.33,4-5).

    - "Não reinarei sobre vós, nem reinará meu filho; é o Senhor que será o vosso Rei".(Jz. 8,23).

    - "Eu sou o Senhor, vosso Santo, o criador de Israel, vosso Rei". (Is. 3,15).

    Todavia, estes e outros textos do Antigo Testamento, não são os antecedentes críticos para o uso desta expressão no Novo Testamento.

    Com base nas Escrituras, e segundo o ensino tradicional da Igreja, Cristo é Rei :

    * 1 - Pela sua filiação divina como Filho de Deus.

    * 2 - Pela Redenção, em cumprimento das promessas para o fim da nossa vida e pela paz final.

    * 3 - Pelo Seu poder de Legislador e juiz :

    - "E mandou-nos pregar ao povo e confirmar que Ele é que foi constituído por Deus dos vivos e dos mortos". (Act. 10,42).

    Em 1925 o papa Pio XII, pela sua Encíclica Quas Primas, confirmou a doutrina da Realeza de Cristo instituindo a Festa litúrgica de Cristo Rei para ser celebrada, nessa altura, no último domingo de Outubro e que presentemente se celebra no último domingo do Ano Litúrgico.

    Estamos, portanto, na semana de Cristo Rei, por ter sido o último Domingo do Ano Litúrgico C, e no próximo domingo será o 1º Domingo do Advento – A.




    Eis o vosso Rei ! Devo crucificar o vosso Rei ?


















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    quarta-feira, 20 de novembro de 2013

    [Catolicos a Caminho] SOLENIDADE DE CRISTO-REI - C Som !

     












    É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.

    • SOLENIDADE DE JESUS CRISTO REI E SENHOR DO UNIVERSO - ANO C!




    (Último Domingo do Ano Litúrgico)






    A Liturgia da Palavra da Solenidade de Jesus Cristo Rei e Senhor do Universo - C, apresenta-nos Cristo como Senhor da Paz e da Unidade.

    Cristo é chamado a dirigir o Povo de Deus, a ser o seu condutor; a sua realeza é de origem divina e tem o primado sobre tudo porque n'Ele o Pai pôs a plenitude de todas as coisas.

    Todavia, na Liturgia da Igreja, a investidura real de Cristo desenrola-se em torno da Cruz, trono improvisado do novo Messias, como consta do letreiro que lhe puseram ao cima da cabeça, na sua Cruz :

    - Este é o Rei dos Judeus.

    Por todas as razões, nós podemos dizer :

    - Cristo é rei de reconciliação.

    - Cristo é rei do perdão.

    - Cristo é um rei que veio para servir.

    São afirmações que ajudam a evitar as ambiguidades inerentes ao conceito de Realeza, quando não compreendido no sentido da Realeza de Cristo.

    A 1ª leitura, do Livro do profeta Samuel, diz-nos que o rei David marca um período na história do povo judeu.

    Conseguiu a união dos reis do Norte – tribos de Israel; e reis do Sul – tribos de Judá.

    Esta unidade quebrar-se-á com a morte de Salomão, sucessor de David.

    Apesar disso, continua o povo a viver de esperança.

    Um Messias-Rei conseguirá, de novo, a unidade do mesmo povo.

    - "Todos os anciãos de Israel foram, pois, à presença do rei, a Hebron. Lá é que o rei David concluiu uma aliança com eles, e eles sagraram David como rei de Israel".(1ª Leitura).

    Cristo, o ungido do Senhor, reunirá pela aliança da cruz num só povo todas as gentes.

    Esta unidade, porém, está ainda por construir.

    Nem os povos vivem na paz firme e duradoira, nem tão pouco os cristãos se dão mutuamente as mãos num abraço de perdão.

    Mas com fé e com tempo havemos de o conseguir como proclama o Salmo Responsorial :

    - "Iremos com alegria para a casa do Senhor".

    Na 2ª Leitura, S. Paulo diz aos Colossenses, e hoje também a todos os vassalos de Cristo, que Cristo é Rei do Universo, centro de toda a Criação : Por Ele o mundo existe e é salvo; por Ele avança para a paz estável e duradoira.

    - "Cristo é a imagem de Deus invisível, é o Primeiro entre todos os seres criados.(...) Tudo foi criado por Seu intermédio e para Ele. (...) Cristo é a Cabeça da Igreja, que é o Seu Corpo".(2ª Leitura).

    Ao homem é concedido, por bondade de Deus, participar na obra criadora do Pai.

    Esta participação é, por excelência, dada ao Filho, Jesus Cristo.

    O Evangelho é de S. Lucas e diz-nos que, reconhecer Jesus, o Filho de Deus, o Rei do Universo, num homem crucificado entre dois malfeitores, é impensável.

    A morte de Jesus é um aparente fracasso e simultaneamente a prova da falsidade das suas altas pretensões.

    - «Salvou os outros, salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito».(...) «Se és o rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo». (Evangelho).

    Tampouco O reconheceram Rei aqueles por quem Ele Se oferece ao Pai e voluntariamente se entrega à morte.

    Pelos pecadores, tudo sofreu, a tudo Se humilhou.

    Como em todas as coisas importantes na lei mosaica, é necessário que a entronização seja reconhecida por duas testemunhas.

    Mas enquanto as testemunhas da investidura real da transfiguração são dois entre os principais personagens do Antigo Testamento e as testemunhas da ressurreição são também misteriosas, as duas testemunhas da entronização no Gólgota são apenas dois vulgares bandidos.

    Investidura ridícula daquele que só será rei assumindo o escárneo até ao fim.

    Lucas coloca a seguir a este trecho o episódio de dois ladrões, como que a indicar que, para Cristo, o modo de realizar a sua realeza sobre todos os homens, inclusive sobre os seus inimigos, é oferecendo-lhes o perdão.

    Lucas é muito sensível a esta ideia em toda a narrativa da paixão, mas aqui ele chega ao máximo.

    Com esse perdão, Cristo apresenta-se como o novo Adão, aquele que pode ajudar a humanidade a reintegrar o paraíso perdido pelo primeiro homem.

    É preciso ainda que essa humanidade nova aceite o perdão de Deus e não se volte orgulhosamente sobre si mesma.

    Cristo chega ao momento da sua vida em que poderá inaugurar uma nova humanidade, libertada das alienações do pecado; oferece ao bom ladrão o fazer parte dela, porque a sua vontade de perdoar é sem limites.

    O Reino de Cristo manifesta-se sobre os convertidos.

    Os termos Rei e Messias ressoam em torno da Cruz em frases zombeteiras e provocadoras.

    Nesta situação, Jesus tem um gesto verdadeiramente real e assegura ao malfeitor arrependido a entrada no Reino do Pai.

    Também diante dos adversários mais encarniçados, Jesus dirá palavras de perão :

    - "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem".

    Jesus exerce, pois, e manifesta a sua realeza não nas afirmações de um poder despótico, mas ao serviço de um perdão que busca a reconciliação.

    Ele é o primogénito de toda a Criatura e, como todas as coisas foram criadas nele, "foi do agraddo de Deus reconciliar consigo todas as coisas, por meio dele, estabelecendo a paz no sangue da sua cruz".

    Cristo é Rei porque, pedoando e morrendo para a remissão dos pecados, cria uma nova unidade entre os homens.

    Quebrando a corrente do ódio, oferece a possibilidade de um novo futuro.

    Reconhecendo que Jesus é Rei, cremos que com ele Deus manifestou plenamente que a realiuzação do homem só se pode dar pela obediência à sua vontade.

    A glória da realeza manifestar-se-ia mais tarde, mas foi por ela que Ele nos garantiu a possibilidade de se poder cumprir o plano da História da Salvação.

    .....................................

    Diz o Catecismo da Igreja Católica :

    671. – Já presente na sua Igreja, o Reino de Cristo, contudo, ainda não está acabado «em poder e glória»(Lc.21,27) pela vinda do Rei da terra. Este Reino ainda é atacado pelos poderes do mal, embora estes já fossem potencialmente vencidos pela Páscoa de Cristo. Até que tudo Lhe seja submetido, «enquanto não se estabelecem os novos céus e a nova terra, em que habita a justiça, a Igreja peregrina, nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à presente ordem temporal, leva a imagem passageira deste mundo e vive no meio das criaturas que gemem e sofrem as dores do parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus»(LG 48). Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para que se apresse o regresso de Cristo, dizendo-Lhe : «Vem, Senhor»(1 Cor.16,22; Ap.22,17-20).




    Eu sou o ALFA e o OMEGA





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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo