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    sexta-feira, 1 de novembro de 2013

    Ladainha de Todos os santos coral Palestrina



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    Ladainha de Todos os santos coral Palestrina

    Dia de todos os santos - O que são os santos








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    Hoje a Santa Igreja comemora o dia de todos os santos e este é um assunto ainda polêmico, infelizmente. É polêmico porque em geral não é bem compreendido por quem não é católico. Ontem eu estava dando aula e, como tratava do pensamento sofista de Protágoras, fiz uma ponte pra falar do intenso relativismo contemporâneo no qual vivemos. A fim de usar um exemplo que fosse bem conhecido dos alunos, eu fiz menção à problemática religiosa de que o mundo atual tem sido palco. Há uma infinidade de religiões; pelo menos no Brasil, é comum ver, em uma só rua, mais de uma igreja protestante. E o que determina qual religião deve ser seguida é, no mais das vezes, o gosto pessoal. Há inúmeros exemplos de pessoas que, aderindo a uma prática que não é aceita pela sua denominação atual, mudam para uma religião que os acolha sem ser preciso que mudem de conduta.


    E assim, a coisa toda fica muito solta: eu decido o que seguir não pela verdade deste ou daquele discurso, mas segundo este ou aquele discurso me agrade, concorde comigo e com os meus interesses. Temos um self service de religiões. Há algumas delas que desafiam os limites do absurdo. Um dos grandes determinantes para aderir a um caminho religioso se tornou o próprio conforto, o bem estar; em suma, o egoísmo. É a mesma lógica de quem peca: buscar prazer, conforto, bem estar, etc.


    Mas isso tudo em nada se parece com a "negação de si" de Cristo falou. Converter-se é conformar-se ao Evangelho, e não adaptar o Evangelho a si. E isto é o básico. Se sequer isto é compreendido, está-se em maus lençóis, pois é prova de que não se dispõe do mais mínimo para compreender qual seja a natureza do cristianismo ou do fenômeno religioso como um todo. Uma religião vivida segundo os moldes atuais antes deforma do que forma; as pessoas que se acostumam a este tipo de coisa terminam tendo o próprio caráter grandemente prejudicado, e o hábito da auto-mentira tende a assumir um status divino. É o caminho da iniquidade institucionalizada e disfarçada de religião. Como atacar algo que foi identificado com a própria natureza do sagrado? E isto tudo, além de impedir uma vida espiritual autêntica nos seus seguidores, termina servindo de escândalo e de troça diante dos outros.


    Pois bem, eu estava falando do relativismo religioso, e uma das alunas falou que uma das grandes diferenças, hoje, é a entre evangélicos e católicos. A distinção, segundo ela, consistia no fato de que os primeiros adoravam a Deus, enquanto que os segundos serviam aos santos. Este tipo de ignorância total a respeito do catolicismo ou dos santos em geral não é exclusivo dos protestantes. Muitos católicos terminam adquirindo uma visão parecida, seja no sentido de desprezar os santos, seja no sentido de divinizá-los. Mas essas visões são de todo equivocadas. A fim de que nossa fé seja sadia, é importante que a gente compreenda bem tudo isso. Esclareçamos, portanto:


    A santidade implica sempre um altíssimo grau de bondade. Não se concebe que um santo seja mau. Quando dizemos de outro: "é um santo", queremos significar que este outro tem ações e intenções puras e boas. A santidade pressupõe a bondade. Porém, "só Deus é bom", diz Jesus. Esta afirmação não significa que não haja bondade no mundo, mas que não há outra fonte de bondade a não ser o próprio Deus. Fora de Deus, nada é bom. Com Deus, tudo é bom. O segredo da bondade é estar em Deus. Aquele que vive com Ele termina participando da Sua bondade e se torna bom por participação. Ora, se a bondade leva à santidade, então é preciso admitir que também os homens podem ser santos na mesma medida em que participem da santidade de Deus. E tal é a ordem de Jesus: "Sede santos como vosso Pai é santo!" Ora, se o próprio Cristo nos ordena tal, é porque tal é possível e, antes, exigido aos homens. Não há, então, nenhuma contradição no fato de existirem santos. Do que foi dito, também é preciso excluir a idéia de que o santo represente qualquer tipo de poder alternativo a Deus. O santo é, antes, uma pessoa humana que mergulhou tão profundamente em Deus que ficou "molhado" da Sua santidade e não apenas na superfície do seu corpo, mas desde dentro. A santidade significa uma profunda transfiguração de tudo quanto é humano. Ser santo é ser divinizado por Deus por participar da vida d'Ele. Com efeito, diz Jesus: "Se alguém me ama, meu Pai o amará, e eu virei a ele e me manifestarei nele." Ora, o modo de Jesus manifestar-se não é outro senão santificando aquilo em que Ele se manifesta. É o que aconteceu com S. Paulo: "Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim".


    O que são os santos, pois? São pessoas humanas que, não obstante as suas fraquezas e inclinações ao egoísmo e ao pecado - como qualquer um de nós -, se abandonaram de tal modo a Deus que como que saltaram por cima de si mesmos, numa confiança absoluta, e se renderam inteiramente a Ele num estrito combate contra si mesmos, numa contínua auto-negação e, neste processo, segundo a pureza de suas intenções, foram auxiliados pelo próprio Deus que, então, os revestiu de Si, os transfigurou em Si e nos deu, de modo claro e inequívoco, a prova de que as verdades do Evangelho são eficazes e possíveis e que superabundam as nossas mais felizes expectativas.


    A santidade não é outra coisa senão a reaquisição da saúde interior que nós perdemos pelo pecado. É o limpar dos olhos da alma que permitirá aos homens vencerem as ilusões e distorções deste mundo. Isto possibilitará uma visão totalmente nova das coisas e de si mesmos, pois, então, tudo se revela na sua relação mais íntima com Deus. Depois, é também a libertação das forças profundas da alma, em particular da força do amor, o que permite que a alma vença a sua estreiteza e a sua timidez de ocupar sempre e somente o pequeno espaço da sua redoma de desejos e medos. O santo é como alguém que redescobriu a liberdade e só então teve consciência da baixeza da sua escravidão anterior.


    O santo, ao retomar a veracidade de sua vida, ao sair das ilusões e das escravidões, e ao tomar consciência mais clara do amor de Deus e do que significa ser Seu filho, descobre a felicidade. Uma felicidade que, como dizia S. Josemaria Escrivá, é algo muito diferente do prazer de animal sadio; é, antes, uma felicidade íntima, que surge de dentro, e muito diferente dos prazeres cá de baixo que meio que raspam na superfície do nosso ser. Ao descobrirem a natureza de tal felicidade, querem comunicá-la aos demais. O santo é assim uma poderosa testemunha do Cristo e da Verdade. É um inimigo dos confortos mundanos e dos prazeres egoístas. E, neste sentido, é uma constante ameaça às nossas hipocrisias e aos nossos auto-enganos. É alguém que grita como um alucinado, mas com profunda sobriedade: "é preciso sangrar por Cristo!" É alguém que, aos olhos do mundo, pode parecer um maluco. Mas, na verdade, o santo é aquele que se tornou sadio e denuncia a loucura do mundo.


    Neste dia de todos os santos, olhemos para essas lâmpadas ardentes do fogo do amor divino. Cada um em sua época soube reacender no mundo aquele fogo que Jesus sonhava em fazer arder. Olhemos para eles e permitamo-nos inflamar de novo por Deus, para este Deus que se fez homem, deu Sua vida por nós e nos dá a oportunidade de nos tornarmos felizes na medida em que o amemos e imitemos. A santidade é o segredo da felicidade, assim como o pecado é o caminho para a frustração. Não sejamos tolos: amemos a Deus com a nossa vida; que ela seja uma canção de amor agradável a Ele. Que a nossa alma exale o Seu perfume. Que os santos intercedam por nós. Que a Virgem Santíssima nos dê as devidas disposições para seguir o Seu Filho. Amém.





    Postado por Fábio Graa 


    Marcadores: Combate pela Fé, Espiritualidade, Heresias


    terça-feira, 8 de maio de 2012

    Igreja/Portugal: Santa Sé anuncia acordo com o Governo para eliminação de feriados a partir de 2013


    Do mesmo dia

    Igreja/Portugal: Santa Sé anuncia acordo com o Governo para eliminação de feriados a partir de 2013

    Celebrações do Corpo de Deus e de Todos os Santos são as datas escolhidas «durante os próximos cinco anos»

    exercito.pt | Procissão do Corpo de Deus
     
    Lisboa, 08 mai 2012 (Ecclesia) – A Santa Sé anunciou hoje ter chegado a um “entendimento excecional” com o Governo português para a eliminação dos feriados do Corpo de Deus e de Todos os Santos “durante os próximos cinco anos”, a partir 2013.
    A decisão foi transmitida à Agência ECCLESIA em comunicado oficial pela Nunciatura Apostólica em Portugal, a representação diplomática do Papa no país.
    Segundo o documento, a celebração da solenidade do Corpo de Deus (assinalada até agora numa quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa) vai ser “transferida para o domingo seguinte” e a de Todos os Santos “manter-se-á no dia 1 de novembro, mas sem o caráter de dia feriado civil”.
    A Santa Sé sublinha que o acordo vai ao “encontro dos desejos do Governo português na procura de uma solução para a grave crise económico-financeira em que se encontra o país”.
    A eliminação de feriados foi decidida pelo Executivo de coligação PSD/CDS-PP e inclui, por parte do Estado, os dias 5 de outubro (implantação da República) e 1 de dezembro (restauração da independência).
    O Governo português adiantou esta tarde que em 2012 se vão manter tanto os feriados religiosos como os civis, para “ir ao encontro do melhor planeamento dos calendários das famílias e das empresas no corrente ano”.
    “Na base deste compromisso encontra-se a preocupação de acompanhar, por esta via, os esforços de Portugal e dos portugueses para superar a crise económica e financeira que o País atravessa. Ficou, portanto, estabelecido que, no final do período de cinco anos, a República Portuguesa e a Santa Sé reavaliarão os termos do seu acordo”, informa a nota conjunta do Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Economia e do Emprego.
    O Governo "enaltece o sentido de responsabilidade demonstrado pelos parceiros sociais e salienta a disponibilidade e a abordagem construtiva da Santa Sé e da Conferência Episcopal Portuguesa”, acrescenta o comunicado.
    O artigo terceiro da Concordata de 2004, assinada entre Portugal e a Santa Sé, indica que os dias “festivos católicos”, além dos domingos, “são definidos por acordo nos termos do artigo 28”.
    Este, por seu lado, prevê que o conteúdo do acordo diplomático “pode ser desenvolvido por acordos celebrados entre as autoridades competentes da Igreja Católica e da República Portuguesa”.
    A respeito destas negociações, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) tinha sublinhado o “bom entendimento” entre a Secretaria de Estado do Vaticano e o Governo português, remetendo para o Executivo a responsabilidade desta decisão.
    “O Governo sabe que o que nós preferíamos é que não se mexesse nisso, mas nós regemo-nos por uma Concordata, não estamos completamente livres nessa negociação”, referiu D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, na conferência de imprensa final da mais recente assembleia plenária deste organismo, que decorreu em abril.
    O responsável explicou que “só são deslocáveis para o domingo seguinte as festas cristológicas”, o que não acontece com o 1 de novembro (Todos os Santos).
    “A única alternativa é mantermos a festa religiosa, mesmo sem feriado civil”, referiu.
    OC
    Notícia atualizada às 23h00
    Fotos   
    Nacional | Agência Ecclesia | 2012-05-08 | 19:00:00 | 3153 Caracteres | Concordata, Igreja/Estado, Igreja/Política



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo