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    sábado, 4 de agosto de 2012

    Bane, o beneficiário da mentalidade revolucionária

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    Luciano Ayan


    Bane, o beneficiário da mentalidade revolucionária


    Tempos atrás o apresentador conservador norte-americano Rush Limbaugh aventou a possibilidade de que o personagem Bane, do filme “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, poderia significar propaganda de esquerda, pois estaria sendo feita referência à empresa Bain Capital, de Mitt Romney.
    Porém, após o lançamento do filme, surgiram evidências fortes de que “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” era mais danoso ao pensamento de esquerda do que ao pensamento de direita, o que já mostrei no post “Batman, o contra-revolucionário”, que traz o texto de Felipe Meto, da Juventude Conservadora da UnB (e meus comentários ao final). Nas redes sociais, alguns esquerdistas rejeitaram esta associação, dizendo que Bane não é de fato um revolucionário, mas alguém que apenas se aproveita da esperança do povo.
    Nessa salada toda, temos um conservador que achava que o nome do personagem Bane era uma menção não muito elogiosa a um candidato de direita, enquanto esquerdistas dizendo que Bane não era um revolucionário “de verdade”.
    A melhor forma de tirar a dúvida é consultas as fontes primárias, e neste caso temos o criador do personagem Bane. Segundo o site CBM, Chuck Dixon afirmou o seguinte: “A noção de que há algum tipo de agenda esquerdista detrás do uso do Bane no novo filme é estúpida.”. Dixon afirma também que “Bane foi criado por mim e Graham Nolan, e nós somos conservadores de longa-data, muito distante daqueles propagandistas de esquerda que infestam o mundo dos quadrinhos”.
    Especificamente sobre Bane, Dixon afirma que ele “está muito mais próximo dos tipos do Occupy Wall Street, caso você queira qualificá-lo politicamente.”. Em relação a Bruce Wayne, na visão do roteirista, “se alguma vez houve um Brune Wayne concorrendo à Casa Branca, este teria que ser Mitt Romney”.
    Justiça seja feita, Chuck Dixon não criou o personagem para ser um líbelo da guerra política que se encontra vigente (e sem perspectivas de término), mas ao mesmo tempo não nega que a criação do personagem Bane foi influenciada pelas investigações dos direitistas a respeito de como agem os adeptos de Guevara, Marx e outros propagandistas da mentalidade revolucionária.
    Sendo sanadas todas essas dúvidas, ainda falta a minha refutação à idéia de que Bane “não é de esquerda, na verdade”, uma objeção injustificada, ao menos para os leitores deste site.
    O que eu sempre disse a respeito do sistema de pensamento da esquerda (religião política) é que ela não passa de uma ferramenta para dar poder aos mais espertos. É um dos mais eficientes mecanismos de obtenção do poder, pois usa símbolos psicológicos que funcionam fortemente no “recall” de impressões da patuléia. Minha análise é focada na relação entre as idéias propagadas e as impressões geradas nos adeptos dessas idéias, em uma análise que era a base do paradigma de David Hume, a quem defino como um dos pais fundadores do ceticismo moderno. (Apesar dele questionar mais fortemente a religião tradicional na sua época, o modelo dele é muito funcional, considerando algumas inovações, para questionar também a religião política)
    Vamos rever agora a definição de mentalidade revolucionária, segundo o criador do termo, Olavo de Carvalho:
    “Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.
    Ocorre que minha definição do sistema de esquerda toma a descrição acima apenas como ponto de partida, e a partir disso estabeleço um estudo a respeito da espécie humana, utilizando um aspecto multi-disciplinar (envolvendo História, Biologia, Dinâmica Social, etc.), e defendo que o estado mental citado acima é o estado dos funcionais, não dos beneficiários.
    Se considerarmos meu texto “Beneficiários e Funcionais”, um esquerdista beneficiário é aquele que utiliza as crenças da massa a seu favor, para assim obter o poder. Genocídios, atrocidades e toda a sorte de violências cometidas neste processo são apenas um indicador de sucesso no processo de obtenção de poder. Simples assim. Já o esquerdista funcional é aquele que realmente acredita que faz parte da “luta por um mundo melhor”. Não é preciso pensar muito para saber que os beneficiários são os mais inteligentes, enquanto os funcionais são apenas sua massa de manobra.
    A mentalidade revolucionária, em seu estado puro, está inserida na mente dos funcionais, mas é ARQUITETADA pelos beneficiários, que a partir disso programam seu discurso não pelo valor de verdade (e nem representação daquilo no que realmente acreditam), mas pelas impressões que essas idéias irão gerar nos funcionais.
    Como diria Stephen King, “a confiânça do ingênuo é a arma mais útil do mentiroso”, assim como a confiança dos funcionais em seus líderes revolucionários é a arma mais útil que eles possuem. Por isso, antes que os esquerdistas digam que o personagem Bane “não é um verdadeiro revolucionário”, é possível notar que a constatação dos fatos é exatamente a oposta. Bane é o líder revolucionário mais puro que existe, pois é capaz de usar com eficiência seus adeptos inserindo na mente deles idéias relacionadas ao estado de espírito da mentalidade revolucionária, e fazer com que esses adeptos o percebam como um “líder da luta pelo novo mundo”.
    Se as idéias da mentalidade revolucionária são mentirosas de nascença, por ignorarem tudo o que sabemos da natureza humana (especialmente o que a Biologia tem a nos dizer), os beneficiários sabem fazer uso dessas mentiras para conseguir o poder, e ainda assim fazer seus adeptos sentirem de fato que estão em uma “luta pelo mundo justo”.
    Por isso tudo, a definição mais correta de Bane não é a de um adepto da mentalidade revolucionária do tipo funcional. Ele é um beneficiário, por isso um líder. E realmente talentoso em seu intento.

    http://lucianoayan.com/2012/08/04/bane-o-beneficiario-da-mentalidade-revolucionaria/

    Batman, o contra-revolucionário

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    Batman, o contra-revolucionário

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    Cavaleiro do Templo


    Batman, o contra-revolucionário



    JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB





    ATENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DO FILME “BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE”

    Certamente este texto parecerá absurdamente estranho para aqueles que estão mais acostumados a ler o blog. Haverá aqueles que torcerão o nariz ao verem uma pretensa análise político-filosófica de um blockbusterhollywoodiano baseado em uma história em quadrinhos, considerando isso ora um arroubo de superficialidade frívola, ora uma tremenda “forçação de barra” que mistura cultura pop com pseudo-intelectualidade conservadora. No entanto, ele se faz bastante necessário, e entenderão aqueles que tenham assistido ao filme e que entendam minimamente de filosofia política.

    Muito provavelmente, Christopher Nolan, diretor e co-roteirista da mais recente trilogia cinematográfica do Homem-Morcego (interpretado por Christian Bale), jamais teve a pretensão de fazer um filme filosófica e politicamente orientado sob o disfarce de película de altíssimo apelo comercial. Todavia, fica claro que Nolan teve o cuidado de tecer uma trama que não fosse superficial ou óbvia: conflitos e dilemas morais permeiam todo o filme, do início ao fim, e simbolizam, sob diversos aspectos, o ressurgimento ao qual alude o título. Acidentalmente (ou não), o enredo de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” enfoca uma das grandes verdades da história humana: a essência perversa da mente revolucionária.

    O vilão do filme, ao contrário do que possa parecer, não é o impiedoso Bane (Tom Hardy), ou a fatal Talia al Ghul – disfarçada como a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard) –, mas a crença de que a única alternativa para purgar a corrupção e a decadência da sociedade atual é reduzi-la a pó de modo a construir uma nova sociedade, baseada em um novo homem. Esse processo de “destruição criativa” se dá através da violência tanto física quanto simbólica e moral: não basta explodir prédios, sequestrar, roubar ou matar, mas é imprescindível disseminar o caos, solapar as instituições e inocular profundamente nos indivíduos o veneno revolucionário. O vilão do filme não é feito de carne, mas de ideias; não é um corpo, mas um espírito: o espírito da revolução.

    Bane


    Bane e Talia são os líderes da Liga das Sombras, fundada por Ra’s al Ghul (Liam Neeson). O objetivo principal da Liga das Sombras é combater a “degenerescência moral” onde estiver, utilizando, para isso, todos os meios disponíveis. Para a Liga das Sombras, nenhum meio é ilícito ou imoral em si mesmo: o que define sua ilicitude ou imoralidade são os objetivos que se almeja através de seu uso. Os membros da Liga são profundamente comprometidos com esse ideal, chegando a extremos de sacrifício – como o sicário de Bane que, voluntária e alegremente, permanece no avião da CIA que é derrubado no Uzbequistão, na primeira cena do filme. O próprio Bane mostra-se o vilão mais perigoso dos três filmes de Batman justamente por causa de sua obsessão idealista: todos os seus esforços, por menores que sejam, estão plenamente dirigidos para a concretização do projeto revolucionário da Liga das Sombras; nenhum de seus movimentos é desperdiçado em interesses e problemas secundários, pois todo o seu ser está devotado à causa.

    Outra característica marcante de Bane é a crença sólida na superioridade moral sua e de sua causa: a única saída para combater a decadência e as injustiças presentes na sociedade de Gotham é destruir todos os valores, instituições e credos “corruptos”. O paciente está doente, mas a cura não reside na escolha do remédio mais amargo, mas na morte. As cenas de perseguições, assassinatos públicos, saques e julgamentos sumários são perturbadoramente idênticas àquelas que foram vistas em todos os processos revolucionários dos últimos 300 anos – na Revolução Francesa, na Comuna de Paris, na Revolução Bolchevique, e tantas outras. Lugar simbolicamente poderoso é a “suprema corte” revolucionária – comandada pelo Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), mais conhecido como Espantalho, cuja droga alucinógena criada por si vitimou-o no primeiro filme da trilogia –, em que, a bem da verdade, os réus eram levados não para serem julgados, mas apenas para escutarem a sentença e escolherem entre o exílio e a morte.

    O paralelismo entre os processos revolucionários que já atingiram a civilização ocidental e a hecatombe promovida pela Liga das Sombras no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” não para por aí. Ao promover a morte e a destruição no estádio de futebol americano de Gotham, Bane, dirigindo-se à multidão estarrecida e amedrontada, defende que eles não são novos opressores, mas libertadores, aqueles que farão com que os cidadãos de Gotham cumpram o destino ao qual foram chamados e tomem nas próprias mãos as rédeas não só de suas vidas, mas da vida da própria sociedade. Essa ideia enganosa é reforçada pela alegação de que o controle da bomba nuclear, que está em posse da Liga das Sombras, encontra-se nas mãos de uma pessoa comum, alguém “do povo”, e que, portanto, é o próprio povo que tem o controle sobre a situação. O mesmo discurso, em essência, tem sido utilizado ad nauseam por todos os líderes revolucionários que já pisaram e que ainda pisarão sobre a face da terra: a expropriação, o derramamento de sangue, os expurgos, tudo isso não são métodos violentos e opressivos para dobrar as pessoas, mas perfazem a libertação de que elas necessitam.

    O terror revolucionário e sua perigosa obsessão pela “destruição criativa” são mais fortes do que os valores tradicionais sobre os quais a sociedade se erigiu – e que são representados pelo símbolo que é o Batman? Sim e não. O apelo sensacionalista e o potencial de deturpação pertencentes àqueles conseguem, num primeiro momento, grande aceitação junto à massa ignara; é como se, de fato, a superioridade moral da Liga das Sombras se manifestasse na ausência de amarras da velha moral e no seu esforço de pulverizar a velha sociedade. No entanto, a própria situação criada pela Liga das Sombras torna-se, com o passar do tempo, insustentável; os absurdos brotam, as máscaras caem, as verdadeiras intenções ficam expostas à incômoda luz da verdade.

    Essa exposição, todavia, não acontece por si mesma, não é automática: ela necessita de agentes, é fruto de um ato positivo da vontade daqueles que sabem que, a despeito da degenerescência da sociedade, os valores tradicionais sobre os quais ela foi erigida são verdadeiros e perenes. Batman, por mais que seja um símbolo da luta pela manutenção desses valores, não é um símbolo que se sustenta por si mesmo: o comissário James Gordon (Gary Oldman), o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt), o cientista Lucius Fox (Morgan Freeman), até mesmo o mordomo Alfred J. Pennyworth – que, em minha opinião, é o melhor personagem da trilogia, interpretado brilhantemente por Michael Caine –, bem como todos aqueles que voluntariamente se dispõem a lutar por esses valores, unem suas forças não apenas para dar o suporte necessário ao símbolo representado por Batman, mas também para trazer à luz as sinceras intenções da revolução.

    Por que “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um filme ao qual todo conservador deve assistir? Porque a sociedade ocidental está passando por um longo, sutil e aterrador processo revolucionário. Enquanto os líderes dessa revolução seduzem os incautos com seu afinadíssimo canto de sereia, violências as mais cruéis são cometidas diuturnamente contra aqueles que decidem ater-se aos valores tradicionais, relegados a nós há séculos, em nome de um novo mundo, de uma nova sociedade, enfim, de um novo homem. A soberania nacional dá lugar a um proto-autoritarismo supranacional, a inversão de valores é institucionalizada e aplicada com todo o rigor da lei, a objetividade da lei moral é substituída pelo subjetivismo discricionário, e, pouco a pouco, caminhamos rumo ao caos que, benevolamente, os revolucionários creem ser a “destruição criativa” necessária à fundação de um novo mundo.

    As lições de determinação, firmeza, lealdade e honra de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” são inspiradoras para os poucos que ainda ousam resistir a esse mundo em colapso. E, certamente, a lição mais importante é: combater o espírito revolucionário é uma tarefa à qual devem se dedicar todos os que optaram pelos valores tradicionais. Nunca é demais lembrar que, em uma situação de guerra – exatamente o que estamos vivendo –, só há dois caminhos a se trilhar: o de vítimas indefesas ou de combatentes resolutos. Os valores que nos deram a vida que temos merecem que nos dediquemos à sua preservação, ainda que isso custe nossas próprias vidas. Não é uma decisão fácil, mas é inelutavelmente necessária. Não devemos fazê-lo apenas por nós mesmos: devemos fazê-lo por aqueles que deram seu sangue para que cheguemos até aqui, honrando sua memória e sua luta, e por aqueles que ainda virão, de modo que o mundo que herdem de nós seja menos perigoso, menos venenoso e mais afastado de diabólicos anseios revolucionários.
    Postado por Cavaleiro do Templo

    http://cavaleirodotemplo.blogspot.com.br/2012/08/batman-o-contra-revolucionario.html



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo