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    sexta-feira, 22 de novembro de 2013

    Deus lo vult!: ““Efeito Francisco”: Missas mais cheias e filas mais longas nos confessionários” e mais 1 novidades




    Deus lo vult!: ““Efeito Francisco”: Missas mais cheias e filas mais longas nos confessionários” e mais 1 novidades





    Posted: 21 Nov 2013 01:29 PM PST


    [Publico uma tradução de um texto do Tornielli (em espanhol aqui) sobre os efeitos que o Papa Francisco tem provocado nos católicos americanos. Parece-me sinceramente difícil negar os bons frutos deste Pontificado.

    As coisas não me parecem mais "confusas" do que (p.ex.) no ano passado, a despeito de todos os esforços da mídia anti-clerical para seqüestrar o Papa Francisco. Ao contrário, as informações que o Card. Dolan nos trazem dizem o extremo oposto disso: as missas estão mais cheias, há mais interesse sobre a Fé Católica e os confessionários são mais procurados. Os confessionários! Somos tão ímpios ao ponto de ousar pôr em dúvida a eficácia dos Sacramentos da Igreja Santa de Deus? Perdemos tanto assim o senso do sobrenatural que somos incapazes de ver o horizonte enfeitar-se com as cores do arrebol agora, quando mais e mais almas acorrem ao Sacramento da Penitência?

    Olhemos o que acontece a nosso redor. Não deixemos que o azedume de alguns feche-nos os olhos às maravilhas da Graça de Deus que, a despeito das limitações humanas, sempre encontra uma maneira de frutificar. Não nos esqueçamos desta verdade: Cristo Crucificado sempre atrai as almas a Si. Ainda que nos esforcemos por afastá-las d'Ele.]
    Cardeal Dolan confirma o “efeito Bergoglio” nos Estados Unidos

    Em uma entrevista à CBS: «Meus párocos falam de mais gente nas missas e de filas maiores nos confessionários»

    O “efeito Bergoglio” sente-se também nos Estados Unidos, segundo confirmou o cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York, que chegou ao final de seu mandato como presidente da Conferência Episcopal do país.

    O purpurado falou sobre o assunto em uma entrevista com a CBS, na qual disse perceber o efeito do novo pontificado «a cada momento». «Não posso caminhar pelas ruas de nossa amada Nova York – explicou – sem que as pessoas se aproximem e me digam: “Ei, obrigado pelo Papa Francisco. Fizeram um excelente trabalho. Nós o adoramos”.

    Tenho ouvido nossos párocos, que sempre estão na linha de frente, dizerem que aumenta o número de pessoas nas missas dominicais e que as filas dos confessionários estão cada vez maiores. Aumentam as perguntas sobre a Fé Católica e também as esmolas».

    O Arcebispo de Nova York também respondeu sobre o questionário de 39 perguntas enviado às Igrejas locais em vista do próximo Sínodo da Família: «O que o Papa nos está perguntando é: como podemos apresentar melhor o ensino da Igreja? Como podemos ser mais eficazes em ensinar? E como podemos alcançar com o amor e a compaixão aqueles que têm dificuldades em viver a doutrina da Igreja?».





    Posted: 21 Nov 2013 07:33 AM PST


    Atenção aos que moram em Recife ou redondezas: o Cine Rosa e Silva já confirmou que Blood Money vai entrar na sua segunda semana de exibição.

    Teremos sessões (pelo menos) até o próximo dia 28/11. O cartaz com os horários – francamente melhores do que os da pré-estréia – segue abaixo:


    Agora, quem estuda somente pela manhã pode assistir tranquilamente ao filme na sessão das dez para as três da tarde. Quem trabalha nos dois expedientes, pode com facilidade se dirigir ao Rosa e Silva às nove horas da noite. E, principalmente, temos mais um final de semana para marcar com os amigos e assistir ao documentário.

    Quem não sabe do que se trata ou ainda está em dúvidas se vale a pena ir ao cinema, leia a resenha que escrevi e analise a coletiva de imprensa dada pelo produtor do filme. Vamos ao cinema! Importa conhecer esta verdade inconveniente e fazê-la cada vez mais conhecida. Assista ao filme, discuta-o e o divulgue. O mal cresce no mundo enquanto insistimos em lhe dar as costas. Importa encará-lo de frente. Importa impôr-lhe limites. Já é muito o estrago feito até agora. Já é vergonha demais para nós.





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    terça-feira, 19 de novembro de 2013

    Deus lo vult! - Blood Money: coletiva de imprensa e entrevista exclusiva com o produtor do filme em Recife







    Blood Money: coletiva de imprensa e entrevista exclusiva com o produtor do filme em Recife


    Posted: 18 Nov 2013 02:14 AM PST


    [O autor do Exsurge, Gustavo Souza, esteve presente à coletiva de imprensa que o produtor do filme Blood Money, David Kyle, concedeu aqui em Recife. É o autor da reportagem seguinte, que me foi enviada por email, inclusive da entrevista exclusiva com o produtor do filme que vai ao final. Agradeço pelo material, que espero ser útil àqueles que estão acompanhando a repercussão do documentário no Brasil.]

    Uma coletiva de imprensa


    "Coletiva de Imprensa": uma porção de jornalistas sabatinando alguém que – quase sem tempo para respirar – tenta responder a perguntas cujas premissas são mais longas que os questionamentos em si. Esta, talvez, seja uma descrição bem verossímil do que é uma entrevista coletiva. Mas com um detalhe: as perguntas (frise-se: enormes!) muitas vezes são feitas com uma, digamos, "sagacidade jornalística"… Se o entrevistado não tomar cuidado, corre o sério risco de cair em armadilhas ideológicas.

    David Kyle – escritor, produtor e diretor de Blood Money: Aborto Legalizado – parece ser um especialista em "campo minado": com seriedade, clareza, objetividade e sinceridade, livrou-se de alguns dardos que lhe foram lançados ontem (13) pela manhã, no Marante Plaza Hotel, em Boa Viagem (Recife – PE), durante uma coletiva que durou pouco mais de uma hora.

    Nela estavam presentes Marcos Toledo, do Jornal do Commércio; Júlio Cavani, do Diário de Pernambuco; Marcos Fernandes, do LeiaJá; E eu, um "jornalista" católico. Marcaram presença também: o diretor da Estação Luz Filmes (produtora que adquiriu os direitos de exibição do documentário no Brasil), Luís Eduardo Girão; Iraponan Arruda, do movimento "Brasil sem Aborto"; a assessora (local) de imprensa, Joana Aquino; e a tradutora, Érica Bandeira.
    Respostas de David Kyle

    Ao ser questionado sobre a participação de religiosos no filme, respondeu:

    A intenção nunca foi fazer um filme religioso. Mas, inevitavelmente, quem está ligado a este tema é religioso. Os não-religiosos em geral evitam falar sobre isso. Não acham que seja importante. Os religiosos, por sua vez, não estão promovendo sua religião, mas a causa da vida. Mesmo que no filme haja sacerdotes, o intuito foi preservar a causa científica. Todos os argumentos apresentados são lógicos, fáticos, sem "causas" religiosas.

    Ao ser questionado sobre quais as expectativas que tinha com relação à recepção do filme no Brasil, respondeu:

    Espero que vá muita gente. Não só para assistir ao filme, mas para promover a causa da vida. É preciso quebrar o tabu que a sociedade criou. É preciso falar do polêmico.

    Sobre o forte teor negativo de alguns depoimentos dados (que associam, por exemplo, o aborto ao nazismo, ao racismo, etc.):

    Apenas mantivemos as câmeras ligadas. Não manipulamos nenhum testemunho. Apenas demos o espaço para as pessoas falarem, e elas – livremente – se acusaram em alguns momentos. Esta é a avaliação e a sensação que elas têm sobre o que fizeram. A mídia americana apresenta apenas um lado da história e ninguém diz nada. Fiz o filme para adolescentes (para os quais o uso de imagens é importante). Por isso é que apresento as imagens de Hittler, de Obama, de Ronald Reagan, etc. A concepção ideológica da Planned Parenthood guarda, efetivamente, uma estreita relação com a mentalidade nazista. São fatos, não suposições.

    Sobre sua escolha por fazer um documentário mais "leve", isto é, sem as cenas chocantes e sanguinárias que outras obras a este respeito trazem, afirmou:

    Alguns grupos até me criticaram por não colocar cenas mais fortes. Eu acho que não é necessário. Prefiro gráficos e palavras. A expressão das mulheres que falam em Blood Money já é chocante. Então basta. Eu vi pessoas chorando no cinema, em certas cenas. Portanto, imagino que tenha sido atingido o objetivo de tocar as pessoas mais profundamente. Mas sem recorrer a cenas de grande impacto.

    Acha que o filme tem a capacidade de mudar a realidade?

    Várias pessoas serão atingidas, de modo que isso pode acontecer. O maior desejo é informar. Nada vai mudar se nos calarmos. É preciso escutar os dois lados. Eu espero que nos EUA se torne ilegal novamente. Mas não exatamente por causa do filme e sim por causa da consciência social. As chances são reais: lá, 51% de pessoas são contrárias ao aborto atualmente. Os jovens são, em grande medida, responsáveis por isso. Desde 1973, 52 milhões de abortos foram praticados nos EUA. Isso é o que acontece nos EUA. Estes são os fatos que precisam mudar.

    Sobre a Planned Parenthood:

    A Planned Parenthood implantou-se no Afeganistão e funciona com a mesma sistemática dos EUA. Ela tem um modelo – que veio ou virá para o Brasil se o aborto for liberado. Nada da visão do filme é inaplicável ao Brasil. A Planned Parenthood é a maior instituição promotora do aborto no mundo e dita as regras onde quer que esteja.

    Sobre a necessidade de "mostrar o outro lado", isto é, um lado positivo na realização de abortos, foi enfático:

    Quando foi a última vez que você viu um documentário sobre o lado bom da Alemanha nazista ou serial killers? Não há justificativa para tais comportamentos.

    Sobre se a promoção e realização de abortos está concentrada apenas nas grandes fundações (Ford, Rockfeller, etc), respondeu:

    Há médicos que faziam isso individualmente. E outras organizações também. Marie Stopes, por exemplo, é uma fundação independente que promove isso.

    Sobre a indústria abortista:

    Os anticoncepcionais não são feitos para funcionar 100%. A maioria das que abortavam usavam-nos. Assim a indústria ganha dinheiro ao vender o anticoncepcional e também, depois, quando precisava corrigir a falha por ele provocada com o aborto.

    Sobre se teve alguma motivação pessoal – surgida a partir de algum episódio de sua história de vida) – para produzir o filme, alegou:

    Não.

    Sobre o aspecto legal do aborto nos EUA:

    A constituição americana é o limite sobre até onde o governo pode ir. Diversos grupos tentam fazer algo para mudar isso. Alguns estados colocam mais restrições sobre o modo e o período de praticar o aborto. Mas, abolir de vez ainda é difícil – por causa do lobby abortista.

    Sobre a associação de Obama ao movimento pró-aborto, esclareceu:

    Associo as ideias de Obama às de outro político porque é claro. Ambos mostraram publica e abertamente qual o seu pensamento a respeito do aborto.

    Sobre os frutos que o filme tenciona produzir, falou:

    Toda a mulher que assistir ao filme vai lembrar as cenas e vai manter sua gravidez.

    Sobre ultrassonografia:

    Uma das leis é tornar o ultrassom obrigatório antes do aborto. As instituições de planejamento familiar não querem isso. Por quê? Porque a maioria das mulheres desiste diante da imagem de seus bebês na tela do monitor de vídeo usado na ultrassonografia.

    Sobre o filme "bruto", declarou:

    Ao fim, tinha 5 horas de filme. Precisei editar bastante…

    Sobre se havia tentado maior divulgação do filme entre os canais de TV aberta ou por assinatura, disse:

    Não é uma grande companhia. Não quer fazer muito dinheiro. Não tentou penetração em grandes canais e em TV por assinatura.

    Sobre as vendas de DVD com o filme, informou:

    Desde janeiro de 2011, todos os dias vendeu um DVD. Apenas em um dia não vendeu.
    Luís Eduardo Girão – Diretor da Estação Luz Filmes

    O diretor da Estação Luz Filmes também deu algumas breves declarações. Segundo Girão, os veículos midiáticos no Brasil têm auxiliado a instigar o debate sobre o aborto. Ele avalia isto positivamente. Para ele, trazer este tema à tona, tirá-lo da gaveta, lançar luzes sobre os diversos aspectos que o envolvem, é fundamental. O diretor da Estação Luz Filmes informou que, até o momento, 10 salas, em 9 cidades do Brasil, exibirão o filme. Apenas o Rio de Janeiro conta com duas salas. De acordo com ele, a mobilização popular é o que garante a permanência do filme em cartaz. Nos Estados Unidos, ele recorda, este filme circulou apenas por salas alternativas. O Brasil está sendo o primeiro país em que a película entra no circuito comercial, concorrendo – inclusive – com outras produções norte-americanas mais populares (como Thor 2 – O Mundo Sombrio, atualmente em exibição).

    Luís Eduardo Girão complementou em alguns momentos a explanação de Kyle. Chamou a atenção para alguns detalhes subjacentes, mas fundamentais, que – em sua opinião – devem ser enfatizados ao se falar de aborto: primeiramente, recordou o caráter eugênico deste "planejamento familiar" propalado por instituições abortistas (de acordo com ele, não é coincidência que o maior índice de abortamento nos EUA esteja entre os negros). Em seguida, recordou que a implementação de um controle de natalidade a nível mundial (que já vem ocorrendo sorrateiramente) pode afetar a soberania das nações. Por fim, alertou que falar do aborto como questão de "saúde pública" implica não em oferecer meios de abortar, mas em tratar doenças como o alcoolismo, a dependência química e a depressão – que muitas vezes acometem as mulheres que se submetem a um abortamento.

    Girão aventa a possibilidade de, em breve, produzir algo relacionado ao trabalho do Dr. Bernard Nathanson, que se tornou um ícone do movimento pró-vida depois de filmar, na década de 80, o documentário "Grito Silencioso". O Dr. Nathanson faleceu em fevereiro de 2011.
    Entrevista exclusiva com Gustavo Souza

    Ao final da coletiva, David Kyle permitiu-se responder a ainda algumas perguntas. Confira.

    Tradução: Érica Bandeira

    Como foi conseguir financiamento para Blood Money?

    Não recebi dinheiro de instituição nenhuma. O financiamento da obra se deu integralmente por meio de doações recebidas de pessoas físicas. Não recebi dinheiro de nenhuma empresa.

    Você sofreu algum tipo de perseguição (política, social, religiosa, etc.) por causa do filme?

    Não. Nunca sofri nenhuma ameaça nem perseguição alguma. Nos EUA esta discussão é aberta. Fala-se disso naturalmente.

    E como fez para obter os dados que precisava para produzir o documentário?

    Os dados científicos eu obtive por meio de consulta a especialistas de diversas áreas. Os depoimentos, evidentemente, eu colhi de pessoas que haviam praticado o aborto.

    Mas como o senhor chegou até estas pessoas?

    A maior parte delas está ligada a movimentos pró-vida nos EUA. Algumas tinham receio de falar, é verdade. Mas fui atrás daquelas que eram indicadas por seus próprios parentes e amigos. Eles as estimulavam a que contassem sua história. E elas relatavam os fatos a mim na esperança de que, ao expor o que ocorreu em suas vidas – e as consequências que advieram de seus atos – pudessem ajudar outras mulheres a não cometer aborto.

    Pensou em fazer outro tipo de filme sobre a mesma temática? Um romance baseado em fatos reais, por exemplo.

    Sim. Isto é uma possibilidade. Existem situações novas que surgem a todo o momento e que me motivam a fazer outras produções neste sentido. Mas não a nada definido até o momento.

    Se tivesse oportunidade de gravar novamente o filme, faria algo diferente?

    Como se trata do meu primeiro filme, certamente há coisas a melhorar. Mas não me recordo agora de algo específico que eu modificaria.

    Acha que é possível produzir uma obra semelhante aqui no Brasil, onde a indústria do aborto ainda é clandestina?

    Sim, claro. Se quiserem, podem fazê-lo. Uma obra neste sentido terá efeitos em qualquer país onde for produzida.





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    sábado, 16 de novembro de 2013

    O mimimi não pode parar: outra crítica a "Blood Money"









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    Contra o Aborto







































    sábado, novembro 16, 2013




    "MIMIMI!"
    Mais um crítico não gosta de "Blood Money"

    A reação da crítica estabelecida na mídia nacional ao filme "Blood Money - Aborto Legalizado" deixa bem claro que o documentário acertou bem no nervo de muita gente. Na verdade, nem se pode dizer que os críticos estejam fazendo seu trabalho, pois o que vem sendo escrito pode ter o nome de outra coisa, mas nunca de crítica de cinema.



    É o caso do que escreveu Bruno Carmelo, do site "Adoro Cinema". Logo no início, chama atenção que ele tenha chamado o documentário utilizando a mesma palavra que o crítico Mario Abbade, do jornal O Globo, também utilizou, "panfletário". Pode ser que ambos tenho assistido o filme juntos ou algo assim, quem sabe? Pode ser que tenham trocado informações após verem o filme, não é? Nada de mais... Nenhum problema, claro. Mas ao menos poderiam combinar de mudar o vocabulário para a coisa não ficar muito chata.


    Carmelo diz que fazer um documentário como "Blood Money" é pouco eficiente, pois o tom radical, segundo ele, não vai convencer ninguém. Como seria então um tom menos radical em filme sobre matéria de vida ou morte de milhões de seres humanos frágeis e inocentes? O diretor David Kyle deveria ter feito como? Deveria não ter mostrado especialistas da área médica afirmando o que a Ciência já atestou há tempos, que a vida começa na concepção? Deveria não ter trazido o depoimento de pessoas que trabalharam na indústria do aborto e que dela saíram enojadas e traumatizadas por tudo que viram e no que participaram? Deveria não ter mostrado o depoimento de mulheres que carregam até hoje a marca dolorosa que é ter cometido um aborto? Ou seja, parece que Bruno Carmelo quer um filme sobre o aborto sem que seja mostrado verdadeiramente o que é o aborto: suas conseqüências; como a militância abortista engana a opinião pública; os problemas psicológicos que atingem as mulheres que caem neste erro; etc. Ele quer, na verdade, um filme que apenas mostre mais o que o abortismo internacional vem há décadas enfiando goela abaixo da opinião pública, seja nos EUA, na Europa, na África ou no Brasil, no qual a militância abortista finge querer debater enquanto impõe seus objetivos através de falcatruas jurídicas ou apelos a dados estatísticos totalmente falsificados, como aconteceu nos EUA, com o caso Roe x Wade, ou mesmo no Brasil, com a liberação do aborto de bebês anencéfalos.


    Em dado momento de sua crítica, Bruno Carmelo parece dar o braço a torcer quando diz que "(...) o documentário não se contenta com afirmações vagas como 'o aborto é errado', e esforça-se para achar argumentos muito precisos (...)". Mesmo? Desafio qualquer abortista a mostrar algum discurso de um pró-vida sério a dizer apenas que "o aborto é errado", sem que este mesmo pró-vida saiba mostrar o porquê de este ato ser um erro. Carmelo tem em sua mente limitada apenas uma caricatura do que pensa um pró-vida. Talvez ele devesse dizer a seus leitores porque então o aborto seria correto, já que ele parece acreditar nisto sem que mostre qualquer sustentação para tal crença.


    É verdade que o crítico, talvez por ter mais espaço para escrever, tenha se mostrado ser de uma espécie diferente de seu colega Mario Abbade, e tenha até admitido méritos no filme, como no trecho abaixo:
    "Outro mérito, talvez o maior do filme, seja o fato de Blood Money – Aborto Legalizado tentar convencer o espectador através de argumentos racionais, e não emocionais. Com exceção de alguns momentos sentimentalistas, rumo ao final, onde criancinhas felizes e mulheres chorosas tomam a cena, o documentário prefere agir em nome da razão. (...)"
    A razão, o que parece ignorar o crítico, não é exceção no movimento pró-vida, é a tônica deste movimento. O apelo a argumentos sentimentalóides e emocionais, através da manipulação de dados (sobre o que há farta documentação) e da mais pura enganação é o método da militância pró-aborto. Só não sabe disto quem ignora por completo o assunto.


    Mas se o crítico começa o parágrafo louvando os argumentos racionais do lado pró-vida, ele, claro, nem mesmo se permite terminar este mesmo parágrafo sem voltar à carga:
    "(...) Isso também significa que ele não mede esforços para encontrar argumentos racionais favoráveis ao seu discurso, incluindo a afirmação surpreendente de que o aborto seria pior do que a escravidão ou, mais chocante ainda, que ele seria uma versão moderna do nazismo, por impactar principalmente mulheres negras. O aborto, segundo o filme, teria como objetivo reduzir a população negra nos Estados Unidos."
    Bruno Carmelo acha "surpreendente" que alguém diga que o aborto é pior que a escravidão. Vamos colocar assim, para ver se ele entende: um escravo pode ser liberto; já um bebê abortado pode voltar à vida? Será preciso desenhar? E além disto, é claro que ninguém esteja dizendo que escravidão é coisa boa, não é mesmo? E é o crítico que acha ruim utilizar "momentos sentimentalistas", não é? Sei...


    Ele acha também absurdo que se compare o aborto como uma visão moderna do nazismo. Certo. Será que ele sabe quantos milhões já morreram por aborto? Vou dar apenas um dado: mais de 50 milhões desde 1973, somente nos EUA! Imagine este número na China, na Índia, na Europa... Será que ele acharia isto sentimental demais para o seu gosto? Será que ele sabe que os primeiros países a liberarem o aborto foram a extinta União Soviética e a Alemanha Nazista? Será que ele sabe que a conexão aborto-racismo está já bem documentada e inúmeros líderes afro-americanos estão procurando dar visibilidade a este problema? Aqui mesmo no blog podem ser visto dois textos sobre este assunto: "Aborto e racismo: tudo a ver!" e "O genocídio dos negros norte-americanos".


    Mas Bruno Carmelo chama isto de "afirmações absurdas"... Baseado em que ele classifica assim os argumentos apresentados no filme? Não se sabe... Talvez na posição de Saturno ou na configuração da borra do último café que ele tomou, em búzios ou algo do tipo. Na realidade é que não foi.


    Se lhe falta contato com a realidade do aborto, disposição para servir à causa sobra bastante. Eis o que um trecho que deixa isto bem à mostra:
    "Aliás, é surpreendente que Blood Money – Aborto Legalizado não contenha nenhuma opinião favorável ao aborto, nem que seja para condená-la. Em uma discussão tabu como esta, seria normal expor o ponto de vista alheio e explicar as falhas deste raciocínio. Mas o documentário prefere fingir que o “outro lado”, como é chamado, simplesmente não tem ideias.(...)"
    Uau! Bruno Carmelo se surpreende que um documentário contrário ao aborto não traga nenhuma opinião favorável ao aborto! É mesmo para levar a sério isto? Isto não é crítica, é apenas "mimimi". Isto, ele e seu colega de profissão Mario Abbade têm em comum: ambos queriam que o documentário mostrasse também os argumentos do outro lado. Isto só demonstra, além da incrível similaridade de suas "críticas", que ambos sofrem de um sério descolamento da realidade da discussão sobre o aborto. Eu os ajudo então: os abortista não têm, até hoje, sequer um único argumento aceitável. Sim, é isto mesmo. Tudo o que a militância abortista faz é impor sua vontade baseada em mentiras, em dados incorretos, em argumentos falaciosos. Apenas isto; nada mais.


    Como já ficou claro, a falta de contato com o tema do aborto não é páreo para a garbosidade com que Bruno Carmelo se entrega ao assunto. Eis mais um parágrafo em que ele se supera:
    "Ironicamente, o filme é obrigado a aceitar que existem sim, outras maneiras de pensar, já que ele adota um ponto de vista da oposição, da minoria. Ora, se o aborto foi legalizado por diversos Estados americanos, defendido por vários juízes e grupos sociais, então certamente alguém aprova a prática, não? De qualquer maneira, ao se afastar da imagem conservadora do cristianismo (é inusitado que o filme quase não mencione o catolicismo, apesar de defender todos os seus dogmas), Blood Money – Aborto Legalizado adota um ar de filme moderno, contestador, jovem. Ele até parece – quem diria – ter um discurso pseudo feminista, sugerindo que a proibição do aborto seria uma defesa das mulheres, abusadas por instituições e médicos gananciosos."
    "Minoria"? Se o crítico deixasse um pouco as escuras salas de cinema e olhasse para o mundo que o cerca, talvez ele soubesse que nos EUA, exatamente a realidade mostrada no documentário, a posição pró-vida já é maioria entre a população. E isto mesmo com a maciça propaganda abortista na grande mídia e na academia, o que não é pouca coisa. E por que, afinal, o filme deveria mencionar o catolicismo? Na verdade, Bruno Carmelo gostaria que o diretor lhe tivesse facilitado o trabalho para que ele pudesse qual um Dan Brown pular da cadeira de dedo em riste e gritar "Ahá! Eu sabia que tudo isto tinha o dedo da Igreja!". Coitado... Ele sequer sabe o que seja dogma, mas diz que o filme defende TODOS os dogmas católicos. É... Talvez David Kyle tenha feito um documentário não contra o aborto, mas sim o Catecismo em forma de película. Pfui...


    Bruno Carmelo reclama que o filme não se presta ao diálogo. Pois eu pergunto: quem quer dialogar com quem se propõe a eliminar seres humanos frágeis e inocentes merece mesmo ficar falando em uma sala escura de frente a uma tela ignorando a realidade que o cerca. E, além do mais, os abortistas têm todo um aparato midiático à sua disposição, jornais, revistas, universidades, filmes, programas de tv, sites como o Adoro Cinema, etc.; não acho que eles precisem de tempo em um documentário contrário ao aborto para que equilibrem o jogo, pois o jogo está desequilibrado há muito para o lado deles, exatamente porque gente como este crítico presta-se a um papel ridículo de defensor do aborto sem que sequer saiba o básico sobre a discussão.


    Fechando com chave de ouro e, claro, como não poderia deixar de ser, pagando o tributo ao marxismo cultural onipresente em nossos meios de comunicação, Carmelo sai-se com a seguinte pérola:
    "Blood Money é um filme da nova direita, do conservadorismo cool, passivo-agressivo, desesperado ao perceber que não tem mais o monopólio da reflexão social no século XXI."
    Ganha uma viagem à Cuba quem descobrir algo neste trecho que faça algum sentido. É apenas uma frase de adolescente que veste uma camisa de Che Guevara e usa uma boina vermelha com uma estrelinha. Só isto... Não tem sentido (quando foi que a "direita" teve "monopólio da reflexão social" mesmo?), mas serve para ele colocar no currículo e descolar uns tapinhas nas costas e frases como "Você é um dos nossos!". Pelo jeito, há quem seja carente ao ponto de procurar tal coisa...





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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo