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    quinta-feira, 9 de agosto de 2012

    Qual o valor de um corpo perfeito?

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    Qual o valor de um corpo perfeito?

    Belíssima história, que reproduzo abaixo do exato jeito que encontrei no Facebook, com a foto e o texto lá postados. Contra o “argumento” de que é fácil ter Fé em Deus quando se tem saúde e bens materiais, dona Maria dá a excelente resposta do testemunho da própria vida. Porque, como nos diz o Apóstolo, se fosse apenas para esta vida que estivesse voltada a nossa esperança, seríamos, dos seres humanos, os mais dignos de pena. A falta de saúde nos ajuda a colocar as coisas em perspectiva; felizes os que são capazes de perceber esta verdade contemplando a riqueza da criação de Deus! Porque mesmo a dor nos direciona para Ele. Mesmo a deficiência revela a plenitude do Ser Humano à qual aspiramos e a cuja luz somente as nossas limitações fazem sentido.
    Não sei se vocês leram este texto do João Pereira Coutinho sobre o culto ao corpo. Caso negativo, façam-no agora. O articulista português expõe impiedosamente a pústula do anti-transcendentalismo moderno:
    Se não existe nenhuma continuidade pós-terrena, se tudo que resta é esta passagem breve e incompleta que termina entre quatro tábuas, o olhar humano recentra-se sobre a matéria. Pior: coloca a matéria no altar das antigas divindades e troca as orações e as penitências do passado pelo calvário tangível da malhação matinal. [...] Um deus caprichoso e inconstante, sujeito às inclemências da velhice, da doença e da morte. Se existem causas perdidas, o corpo é a primeira delas. Alimentar causas perdidas é um sintoma de demência.
    Excelente exposição! E contra esta demência generalizada levanta-se o exemplo de Dona Maria, uma simples senhora de Manaus que nunca terá nesta vida um corpo perfeito. Mas, ao que parece, a sua alma está muito mais sadia e vigorosa do que a de muitos cujos corpos, comparados ao dela, são de uma perfeição olímpica. Na contramão da histeria moderna, esta senhora soube cultivar a própria alma. Aprendamos com ela.
    * * *
    Fonte: Facebook

    Esta é a dona Maria. Ela mora em Manaus e é deficiente de nascença. Como se percebe, ela nasceu sem os braços e as pernas. Todas as terças feiras ela fica na porta do Santuário Nossa Senhora Aparecida participando das novenas perpétuas e pedindo ajuda aos fiéis. E numa conversa que eu tive com com a dona Maria, ela me fez a seguinte confissão: “Meu filho, eu nasci sem as pernas e os braços, mas sou uma pessoa feliz porque o essencial eu tenho: saúde, paz e principalmente fé! Confio muito em Deus e em Nossa Senhora. Sou aposentada, mas peço esmolas porque preciso ajudar a sustentar os meus netinhos que moram comigo e são doentes.” (Dona Maria)
    Depois eu fiquei me perguntando: quantas vezes nós reclamamos tanto da vida mesmo tendo saúde, dinheiro, e tantas outras coisas. E ver uma guerreira como esta, na situação que se encontra ainda ajudando a cuidar da família com tanta disposição e alegria!
    Realmente a dona Maria nos deixa aqui um exemplo de fé e superação de problemas!
    Deus nos mostra por meio dessas pessoas que, por mais que a vida aparenta ter seus grandes problemas, eles só se tornam grandes a medida que permitimos que nossa fé esteja pequena!

    Gostou? Clique no link abaixo e conheça o blog que publicou essa postagem!
    Qual o valor de um corpo perfeito?

    terça-feira, 31 de julho de 2012

    O diabo odeia a família porque é imagem da Trindade, assegura exorcista norte-americano


    Guia de Blogs Católicos





    Um sacerdote americano que atualmente está treinando para ser exorcista na diocese de Roma (Itália), assegurou que o diabo e os demônios em geral odeiam a família porque esta é "uma imagem da Santíssima Trindade".

    Em entrevista concedida ao grupo ACI, o presbítero, que preferiu manter-se no anonimato, assinalou que entre os fatores comuns que encontra nas pessoas possuídas vê pessoas com "profundas feridas em suas vidas e sobretudo, na sua família".

    O sacerdote indicou que o demônio facilmente tem acesso a famílias onde "os pais fizeram escolhas realmente más", e ao obrar assim "convidaram influências malignas ao interior do seu lar".

    As más ações que atraem o demônio aos lares são "a infidelidade conjugal, o aborto, ou fazer coisas que desunem a família", assinalou.

    O presbítero admitiu que nunca pensou em dedicar-se ao exorcismo, mas um inesperado acontecimento em uma de suas primeiras Missas após sua ordenação, conferida 15 anos atrás, marcou o início de sua aproximação a este trabalho sacerdotal.

    "No momento da consagração do sangue precioso, pedi ao Senhor que derrame seu sangue sobre a juventude e ajude a todos os jovens varões que poderiam ter vocação ao sacerdócio", recordou.

    A reação foi instantânea de um jovem de 13 anos surpreendeu o jovem sacerdote. "Ele caiu de costas e começou a grunhir. Eu pensei 'Isto não era o que eu esperava!'".

    Muitos anos depois, ele é parte de uma nova geração de exorcistas em formação nos Estados Unidos, logo depois que os bispos do país decidissem, em novembro de 2010, aumentar o número de exorcistas nas dioceses do país.

    Apesar de que a lei canônica estipula que cada diocese deveria contar com um exorcista, estima-se que não existem mais de 50 sacerdotes dedicados a este trabalho nos Estados Unidos.

    O sacerdote, originário do nordeste dos Estados Unidos, explicou ao grupo ACI que "nós nos organizamos para assegurar que os que mais necessitem desta ajuda a obtenham".

    Durante sua estadia em Roma, onde foi enviado por seu bispo para aprender do trabalho de seis exorcistas oficiais dessa diocese, o sacerdote está "envolvido" em uma média de três exorcismos por dia.

    "Não há dois casos parecidos. Este foi um verdadeiro aprendizado para mim. O rito do exorcismo não é uma fórmula mágica", disse.

    O sacerdote assinalou que "não é o demônio ou o exorcista quem está ao centro disto, mas uma pessoa que está sofrendo muito e que necessita de libertação certeira através de Cristo".

    O presbítero explicou que, em relação à correta terminologia, "demônio vem do grego, diabo do latim, qualquer um desses nomes estão bem" para designar Satanás. O exorcista combate, "anjos caídos que foram criados bons", explicou.

    Os primeiros Padres da Igreja, entre eles São Jerônimo e Santo Agostinho, especularam que estes anjos se rebelaram "pela revelação do plano de Deus da encarnação" e sua "repulsão à idéia de que Deus, que é espírito puro e infinito, tivesse que fazer-se homem".

    Por esta razão, o sacerdote indicou que os demônios têm uma "fascinação com o físico" e por "fazer que as pessoas sofram".

    "Uma vez que o rito inicia, normalmente (o demônio) começa-se a manifestar na pessoa, que sofre de diferentes maneiras, com violência, mudanças no rosto, mudança da voz, é diferente", disse o padre recordando recentes exorcismos.

    O sacerdote assegurou que o demônio "só quer intimidar, mas basicamente é preciso ignorá-lo e dizer 'ouça, eu sou quem dá as ordens aqui".

    A inteligência angélica do demônio, disse o padre na sua entrevista ao grupo ACI, também implica que eles sabem que Deus só permite suas atividades diabólicas para levar a salvação a pessoas através de um "sofrimento expiatório".

    "Estas pessoas que sofrem estão se santificando ao oferecer seus sacrifícios", que Deus então recebe e "abençoa a grande parte da Igreja em todo mundo".

    O sacerdote afirmou que "quando recorda isso ao diabo, ele fica furioso", porque sabe que está perdendo, e portanto "quer conseguir o que puder, enquanto pode. Se não puder ganhar as almas destas pessoas, quer ao menos fazer suas vidas miseráveis".

    O presbítero americano indicou que quando fala com o demônio faz "uma série de perguntas: 'qual é seu nome?', já que quando usa seu nome em uma ordem, isso o debilita". Uma vez que o demônio diz seu nome, o exorcista lhe ordena "sair", e também lhe poderia perguntar "como entrou e quando vai sair".

    "(Ao responder a) este último é como se eles tivessem sido treinados para dizer o mesmo, 'nunca sairei', mas eventualmente o farão".
    A chave é limitar o diálogo, disse o aprendiz de exorcista. "Não se deve fazer perguntas só por curiosidade, isso não é saudável", sublinhou.

    Também é possível "dizer coisas para humilhar o demônio", tais como invocar a presença de Santos, dos anjos da guarda e, a mais "temida" de todas, a da Virgem Maria. Então é "realmente possível ver uma mudança no comportamento do demônio".

    O final vem frequentemente quando o diabo começa a mostrar arranques de ira e violência, e é "comum que expulse espuma pela boca".

    No caso da quebra de uma maldição, a pessoa "começará a vomitar objetos que foram usados na maldição. O vômito fica verde, logo vermelho, e outra vez verde".

    Então, o exorcista sabe que "estou tocando fundo, que isto está sendo realmente eficaz e esses são bons sinais. Não é algo prazenteiro de ver, mas você sabe que 'eu estou sendo efetivo aqui'".

    http://blogscatolicos.blogspot.com.br/2012/07/o-diabo-odeia-familia-porque-e-imagem.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/BeItJ+%28Guia+de+Blogs+Cat%C3%B3licos%29

    sexta-feira, 13 de julho de 2012

    Católicos agora são maioria nos EUA



    Guia de Blogs Católicos
    Quer saber quais as últimas novidades publicadas nos blogs católicos? Esse é o seu lugar! O GBC é destinado a trazer as mais recentes postagens de todos os blogs católicos de língua portuguesa. São mais de 1.600 blogs cadastrados.




    Enquanto a mídia secular está arrotando o resultado das pesquisas do nosso ultra ortodoxo e confiável IBGE sobre a queda de Católicos em terras brasileiras, nos Estados Unidos da América a situação concreta é bem diferente: na maior nação protestante do mundo agora o Catolicismo já é a maior religião cristã com mais de 68 milhões de fiéis. A maioria convertida do protestantismo.

    É ótimo que os EUA estejam se convertendo rápido e "tradicionalmente". O país deles tendo protestantismo como raiz devem saber, e ter provado muitas das loucuras e venenos que traz esse tipo de crença.

    Os dados:

    1. The Catholic Church - 68,202,492, [ranked 1 in 2011]

    2. Southern Baptist Convention - 16,136,044, [ranked 2 in 2011]

    3. The United Methodist Church - 7,679,850, [ranked 3 in 2011]

    4. The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints - 6,157,238, [ranked 4 in 2011]

    5. The Church of God in Christ - 5,499,875, [ranked 5 in 2011]

    6. National Baptist Convention , U.S.A. , Inc. - 5,197,512, [ranked 6 in 2011]

    7. Evangelical Lutheran Church in America - 4,274,855, [ranked 7 in 2011]

    8. National Baptist Convention of America , Inc. - 3,500,000, [ranked 8 in 2011]

    9. Assemblies of God - 3,030,944, [ranked 9 in 2011]

    10. Presbyterian Church (U.S.A.) - 2,675,873, [ranked 10 in 2011]


    quinta-feira, 28 de junho de 2012

    Proposta de Código Penal libera o aborto, faz a vida humana valer menos que a de um cachorro, deixa-se pautar pela Marcha da Maconha, flerta com o “terrorismo do bem” e entrega nossas escolas ao narcotráfico. Fernandinho Beira-Mar e Marcola não pensariam em nada mais adequado a seus negócios!



    Guia de Blogs Católicos



    A tal Comissão de Juristas encarregada de apresentar uma proposta de reforma do Código Penal terminou o seu trabalho e o entregou ao presidente do Senado, José Sarney. Se você quiser saber detalhes da tramitação, clique aqui. É possível também ler a íntegra. Há, sim, coisas positivas no novo texto, e não pretendo esgotar neste post tudo o que tem de ser dito a respeito. Mas há sugestões estúpidas, movidas por um tipo muito específico, mas não raro, de má consciência. Ela consiste no repúdio ao bom senso, rebaixado à mera condição de senso comum. Os tais juristas resolveram acolher a moral de exceção dos ditos “progressistas” supostamente “ilustrados”, que foi alçada a um imperativo ético. Essa doença tem nome: ódio ao povo, visto como um bando de selvagens que precisam ser civilizados pelas leis. O senso comum considera a vida humana uma expressão superior à de um cachorro? Segundo o norte ético estabelecido pelos juristas, um feto humano não vale o de um cão. O código que eles propõem também permitiria que nossas escolas fossem sequestradas pelo narcotráfico e inventa o terrorismo benigno.
    Elejo alguns temas para comentar. E é bom que vocês comecem o debate na rede e façam a sua opinião chegar até os senhores senadores. Não é difícil encontrar o e-mail de contato. Basta entrar no site do Senado.

    • UM HOMEM VALE MENOS DO QUE UM CÃO


    O aborto segue sendo crime, com possibilidade de prisão (Arts. 125, 126 e 127), mas o 128 ganhou, atenção, esta redação:

    Art. 128. Não há crime de aborto:

    I - se houver risco à vida ou à saúde da gestante;

    II - se a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não

    consentido de técnica de reprodução assistida;

    III - se comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extrauterina, em ambos os casos atestado por dois médicos; ou

    IV - se por vontade da gestante, até a décima segunda semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.

    Parágrafo único. Nos casos dos incisos II e III e da segunda parte do inciso I deste artigo, o aborto deve ser precedido de consentimento da gestante, ou, quando menor, incapaz ou impossibilitada de consentir, de seu representante legal, do cônjuge ou de seu companheiro.
    A vida é um direito protegido pela Constituição. O Código Penal não pode mudar um fundamento consagrado na Carta Magna. Mais: a aprovação de um código se faz por meio de projeto de lei, que requer maioria simples, em aprovação simbólica. A Constituição só pode ser alterada por emenda, com a concordância de três quintos da Câmara e do Senado, com duas votações em cada Casa.
    O Código em vigência só permite a interrupção da gravidez em caso de estupro ou de a mãe correr risco de morrer. Por sua conta, o STF já foi além de suas sandálias e tornou legal, também, o aborto de fetos ditos anencéfalos — escrevo “ditos” porque, a rigor, anencefalia propriamente é uma impossibilidade. Se sem cérebro, o feto não se desenvolve. Sigamos. O que o texto faz, como fica patente, é recorrer a uma via oblíqua para legalizar o aborto volitivo. Basta que um médico OU psicólogo (atentem para o “ou”) ateste que a mulher não tem condições psicológicas de arcar com a maternidade.
    É um acinte à inteligência e um atentado aos códigos de conduta de duas profissões. E os médicos e psicólogos sabem que estou certo. Pergunto:

    a) desde quando médicos estão habilitados a assinar laudos psicológicos?

    b) com base em qual fundamento teórico um psicólogo assinaria um laudo técnico atestando que a gestante não tem condições de arcar com a maternidade?
    Pergunto aos juristas: médico e/ou psicológico poderiam, por exemplo, discordar da gestante? Digamos que ela manifestasse o desejo de abortar e se dissesse sem as tais condições… Um desses profissionais poderia objetar: “Ah, ela diz que não tem condições de ser mãe, mas a gente acha que sim…”?. Tratar-se-ia, obviamente, da legalização pura e simples do aborto, ao arrepio da Constituição, de maneira oblíqua, longe do debate com a sociedade.
    Por que afirmei que a vida de um cachorro valeria bem mais no novo Código Penal? Porque ele resolveu proteger os animais — e não é que seu seja contra, não. Então vamos a eles.
    UM CÃO VALE MUITO MAIS DO QUE UM HOMEM


    • Leiam o que dispõe o Artigo 391:


    Praticar ato de abuso ou maus-tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos:

    Pena - prisão, de um a quatro anos.

    § 1o Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

    § 2o A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre lesão grave permanente ou mutilação do animal.

    § 3º A pena é aumentada de metade se ocorre morte do animal.
    Os rodeios, obviamente, renderão cadeia. Nunca mais veremos — já não vemos — chimpanzés nos circos com roupinha de boneca e camisetas coloridas. Crueldade inaceitável! Alguém que submetesse, sei lá, uma cadela a um aborto poderia pegar quatro anos de cana. Já o feto humano iria para o lixo sem que a lei molestasse ninguém. Gosto de bicho. Infernizava minha mãe levando pra casa tudo quanto era animal abandonado. Mas os seres humanos me comovem um pouco mais.
    UM CÓDIGO PENAL PARA NINAR VICIADOS, TRAFICANTES E EXPOR CRIANÇAS ÀS DROGAS

    Os Artigos 212 a 224 tratam das drogas (páginas 340 a 344 do arquivo cujo link publiquei lá no primeiro parágrafo). De todas as insanidades existentes na proposta dos juristas, esse é, sem dúvida, o capítulo campeão. O financiamento ao tráfico, ora vejam!, entra na categoria dos “crimes hediondos”. Huuummm… Que comissão severa esta, não é mesmo? Então vamos ver o que diz o Artigo 212 (prestem atenção à “exclusão do crime”):
    Art. 212. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

    Pena - prisão, de 5 (cinco) a 10 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

    § 1º Nas mesmas penas incorre quem:

    I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas;

    II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;

    III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
    Exclusão do crime

    §2º Não há crime se o agente:

    I - adquire, guarda, tem em depósito, transporta ou traz consigo drogas para consumo pessoal;

    II - semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de drogas para consumo pessoal.

    §3º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, à conduta, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, bem como às circunstâncias sociais e pessoais do agente.

    §4º Salvo prova em contrário, presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias, conforme definido pela autoridade administrativa de saúde.
    Quanto amor pelo individualismo! noto, de saída, que ninguém “planta” em casa cocaína, crack ou ecstasy. O texto acima busca contemplar a reivindicação dos maconheiros organizados, que são considerados os… drogados do bem! Sim, senhores! Os “juristas” cederam ao lobby da turma da Marcha da Maconha. Acho que isso expõe a seriedade do trabalho. A causa tem um lobista muito influente — e não é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem uma opinião absolutamente equivocada a respeito. O deputado Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara e vice-presidente da CPI do Cachoeira, defende que se criem cooperativas para o plantio de maconha. Segundo ele, isso serviria para combater o lucro do traficante. Parece que ele é contra o lucro, mas não contra a droga.

    Procura e oferta

    Os nossos juristas resolveram reinventar a lei de mercado: ao descriminar totalmente o consumo de droga — DE QUALQUER DROGA —, é evidente que se está dando um incentivo e tanto ao consumo e se está, por óbvio, aumentando a demanda. Quando esta cresce, a tendência é haver um aumento da oferta — até com uma eventual inflação específica, não é? Será o paraíso dos traficantes. Imaginem um monte de gente querendo consumir os produtos à luz do dia, em praça pública, sem precisar se esconder. Alguém tem de fornecer.
    Mas o que é “consumo individual”. Os juristas definiram: uma quantidade que abasteça o consumidor por pelo menos… CINCO DIAS! Huuummm… Os aviões do narcotráfico passarão a portar, evidentemente, o suficiente para caber nessa justificativa. É espantoso! Notem que, a exemplo da legalização do aborto, também nesse caso, o que se faz é legalizar as drogas por vias oblíquas, sem que o povo se dê conta.

    Mas os juristas são pessoas preocupadas com os infantes, tá? Eles querem coibir o uso perto de crianças. Vamos ver o que propõem no Artigo 221, que trata do “uso ostensivo de droga”:
    Art. 221. Aquele que usar ostensivamente droga em locais públicos nas imediações de escolas ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença destes será submetido às seguintes penas:

    I - advertência sobre os efeitos das drogas;

    II - prestação de serviços à comunidade;

    III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

    § 1º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses.

    § 2º Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.

    § 3º A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas.

    § 4º Para garantia do cumprimento das medidas educativas referidas no caput, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a:

    I - admoestação verbal;

    II - multa.

    § 5º O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.
    Voltemos um pouquinho à chamada “produção doméstica de drogas”. Como é que os preclaros vão saber se o pai que cultiva maconha em casa, para o seu consumo, fuma ou não a bagana na frente dos filhos, sobrinhos ou vizinhos? Obviamente, não vão saber. O que significa, no texto acima, “ostensivamente”? Qual é a distância do prédio que define “imediações das escolas”? Raio de 100 metros, de 200, de 500? O que impede um traficante de ter consigo uma quantidade de droga considerada de “uso pessoal” (para cinco dias, certo?) e dividi-la com alunos que estudam a um quilômetro do ponto de venda, distância que se percorre a pé sem grandes sacrifícios? De resto, um estudante-traficante poderá levar consigo a droga para vender na escola. Bastará não consumir dentro do prédio.

    E no caso de o traficante, disfarçado de consumidor pessoal, ser flagrado, então, nas circunstâncias previstas no Artigo 221? Ora, meu caro pai, minha cara mãe, o sujeito que tentou aliciar o seu filho, ou que lhe forneceu droga, será severamente punido assim:


    “I - advertência sobre os efeitos das drogas;


    II - prestação de serviços à comunidade;

    III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.”
    É ou não é de fazer qualquer traficante tremer nas bases? Alerto os senhores que, com esse Código Penal, o trabalho de repressão da Polícia Militar se tornaria virtualmente impossível. Uma operação como a da retomada da Cracolândia estaria descartada por princípio. Os zumbis do crack, em razão da natureza da droga, quase nunca têm pedras consigo. Eles estão é em busca de novas. Pesquisem: um usuário chega a fumar até 20 pedras por dia. Um traficante que fosse encontrado com 100 poderia alegar que é seu estoque de… cinco dias! Fernandinho Beira-Mar e Marcola não pensariam em nada mais adequado a seus negócios.


    • O TERRORISMO REDENTOR


    A nova proposta de Código Penal pune, finalmente, o terrorismo. “Que bom!”, dirá você. Calma, leitor apressado! Como diria o Apedeuta, é “menas verdade”. O tema é tratado nos Artigos 239 a 242 do texto (da página 349 à 351). Já escrevi aqui algumas vezes que o Brasil só não tem uma lei antiterror porque o MST, por exemplo, seria o primeiro a ser enquadrado. O que propõe o texto no Artigo 239?
    Art. 239. Causar terror na população mediante as condutas descritas nos parágrafos deste artigo, quando:
    I - tiverem por fim forçar autoridades públicas, nacionais ou estrangeiras, ou pessoas que ajam em nome delas, a fazer o que a lei não exige ou deixar de fazer o que a lei não proíbe, ou;
    II - tiverem por fim obter recursos para a manutenção de organizações políticas ou grupos armados, civis ou militares, que atuem contra a ordem constitucional e o Estado Democrático ou;
    III - forem motivadas por preconceito de raça, cor, etnia, religião, nacionalidade, sexo, identidade ou orientação sexual, ou por razões políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas.
    § 1º Sequestrar ou manter alguém em cárcere privado;
    § 2º Usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa;
    § 3º Incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado;
    § 4º Interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática e bancos de dados;
    § 5º Sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com grave ameaça ou violência a pessoas, do controle, total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meios de comunicação ou de transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de geração ou transmissão de energia e instalações militares.
    Pena - prisão, de oito a quinze anos, além das sanções correspondentes à ameaça, violência, dano, lesão corporal ou morte, tentadas ou consumadas.
    Forma qualificada
    §6º Se a conduta é praticada pela utilização de arma de destruição em massa ou outro meio capaz de causar grandes danos:
    Pena - prisão, de doze a vinte anos, além das penas correspondentes à ameaça, violência, dano, lesão corporal ou morte, tentadas ou consumadas.
    Vocês já encontraram o MST ou os aloprados da USP no §3, certo? Aquele que define como terrorismo “incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado”. O otimista dirá: “Finalmente, vai acabar a impunidade”. Nada disso! Se o terrorismo tiver uma “motivação social”, o que os juristas querem é garantir justamente a impunidade. Vejam o que eles acrescentaram ao artigo:
    Exclusão de crime
    § 7º Não constitui crime de terrorismo a conduta individual ou coletiva de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios, desde que os objetivos e meios sejam compatíveis e adequados à sua finalidade.
    Caminhando para a conclusão

    Quando pessoas ou grupos estiverem “movidos por propósitos sociais ou reivindicatórios”, então pode invadir, queimar e depredar. “Ah, Reinaldo, não é bem assim; o texto fala em ‘meios compatíveis e adequados’… sei! Descaracteriza-se o crime para que fique por conta do subjetivismo do juiz…
    Há mais coisas ruins na proposta, sim! Faço aqui o elenco de algumas. Noto que se trata de uma peça, como eles dizem, “progressista”, a despeito, certamente, da vontade da sociedade, que é majoritariamente contrária ao aborto, à legalização das drogas e à violência dos ditos “movimentos sociais”. Ocorre que os juristas parecem munidos de um espírito supostamente iluminista e civilizador, acima do pensamento da arraia-miúda.
    Eles não querem fazer leis que estejam à altura das necessidades da população e adequadas a seus valores e ambições. Pretendem o contrário: que um dia esse povinho mixuruca esteja à altura dos valores e ambições das leis que eles propõem.
    Comecem a marcação cerrada sobre os senadores! Depois será a vez dos deputados. Nesses artigos que destaquei, e há muitos outros a comentar, vai-se decidir, afinal, se um ser humano vale mais do que um jumento, se os traficantes serão enquadrados pela lei ou enquadrarão a lei e se o Brasil reconhece a existência do terrorismo benigno.
    Com a palavra, o Senado Federal!

    Texto originallmente publicado às 6h11

    http://blogscatolicos.blogspot.com.br/2012/06/proposta-de-codigo-penal-libera-o.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/BeItJ+(Guia+de+Blogs+Cat%C3%B3licos)

    sábado, 23 de junho de 2012

    CALVINISMO: O QUE É?


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    Guia de Blogs Católicos


    "A causa e a raiz de todos os males que, por assim dizer, envenenam os indivíduos, os povos e as nações, e tantas vezes perturbam o espírito de muitos, está na ignorância da verdade. E não só na ignorância, mas às vezes até no desprezo e no temerário afastamento dela. Daqui erros de toda a espécie, que penetram como peste nas profundezas da alma e se infiltram nas estruturas sociais, desorganizando tudo, com grave ruína dos indivíduos e da sociedade humana." – CARTA ENCÍCLICA DE JOÃO XXIII AD PETRI CATHEDRAM
    Seguidores de Calvino. João Calvino nasceu na França, em 1509: uns 25 anos depois de Martinho Lutero. Influenciado por este, Calvino tomou, como ponto de partida para sua teologia, a total corrupção do gênero humano, pelo pecado original, com a perda da liberdade e, portanto, incapacitado de fazer o bem. Daí, a salvação somente pela fé: as boas obras, porém, deviam ser praticadas, pois indicariam que tinham fé. Para melhor explicar isso trarei um estudo feito pelo Rev. André do Carmo Silvério em seu artigo intitulado João Calvino e "Os Cinco Pontos do Calvinismo":

    Os Cinco Pontos do Calvinismo foram formulados em resposta a um "documento que ficou conhecido na história como 'Remonstrance' ou o mesmo que 'Protesto'", [2]apresentado ao Estado da Holanda pelos "discípulos do professor de um seminário holandês chamado Jacob Hermann, cujo sobrenome latino era Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem". [3] Este documento formulado pelos discípulos de Arminius tinha como objetivo mudar os símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg ), substituindo pelos ensinos do seu mestre. Desta forma, a única razão pela qual Os Cinco Pontos do Calvinismo foram elaborados era a de responder ao documento apresentado pelos discípulos de Arminius.
    3. Porque Cinco Pontos?
    Este documento formulado pelos alunos de Jacob Arminius tinha como teor cinco principais pontos, conhecidos como "Os Cinco Pontos do Arminianismo". E como já dissemos logo acima, em resposta a este Cinco Pontos do Arminianismo, o Sínodo de Dort elaborou também o que conhecemos como "Os Cinco Pontos do Calvinismo" ao invés de sete ou dez. Estes pontos do calvinismo são conhecidos mundialmente pela palavra TULIP, um acróstico popular que na língua inglesa significa:
    T otal Depravity Total Depravação
    U nconditional Election Eleição Incondicional
    L imited Atonement Expiação Limitada
    I rresistible Grace Graça Irresistível
    P erseverance of Saints Perseverança dos Santos
    4. Os Cinco Pontos do Arminianismo Versus Os Cinco Pontos do Calvinismo [4]
    Arminianismo
    Calvinismo
    1. Vontade Livre – O arminianismo diz que a vontade do homem é "livre" para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.  1. Depravação Total – O calvinismo diz que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
    2. Eleição Condicional – O arminianismo diz que a "eleição é condicional, ou seja, acredita-se que Deus elegeu àqueles a quem "pré-conheceu", sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.  2. Eleição Incondicional – O calvinismo sustenta que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
    3. Expiação Universal – O arminianismo diz que Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não querem aceitar, irão para o inferno. 3. Expiação Limitada – O calvinismo diz que Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a "justiça" de Deus, quando forem lançados no inferno.
    4. A Graça pode ser Impedida – O arminianismo afirma que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, "permite" ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].  4. Graça Irresistível – O calvinismo entende que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (= alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (= regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida. No momento que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
    5. O Homem pode Cair da Graça – O arminianismo conclui, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma "teologia de obras" – pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo). Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de "queda (ou perda) da graça", pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, "pode ser salva de novo". Tudo depende de sua continua volição positiva até à morte!  5. Perseverança dos Santos – O calvinismo sustenta muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor – e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, "para ser salvo" -, é óbvio que o "permanecer salvo" é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos 'perseverarão' pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos .
    Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/joao_calvino_5pontos_silverio.htm

    Vemos neste breve relato acima citado aquilo que permeou os pensamentos de Calvino.
    Fonte de fé de Calvino e, por conseguinte, de seus seguidores: somente a Bíblia livremente interpretada. Mas Calvino não ficou somente nisto: para ele, visto que a fé é um dom, Deus a daria a quem quisesse. Resultado: cada criatura humana nasceria com o seu destino já marcado: a maioria para a condenação eterna; uns "poucos", os que Jesus veio salvar, para a felicidade eterna. É a doutrina sombria da "predestinação". O resultado era o seguinte: o marcado para a felicidade eterna, nem querendo poderia se perder, assim como para o condenado não haveria recurso para o arrependimento. Adotando quase toda a doutrina de Lutero, sua crença se espalhou na França, na Suíça, na Holanda e na Escócia e destes países passou para a África, a Ásia e a América. Porém, a lógica de Calvino é falha: com que justiça, Deus condenaria quem, sem a culpa, teria nascido sem a liberdade de escolher entre bem e o mal?
    Ao contrário de Lutero, Calvino, que admitia uma igreja "invisível" só espiritual, organizou uma igreja "visível", que seria a comunidade de seus seguidores. Nada de sacerdotes com o poder de consagrar pão e vinho, e perdoar os pecados: nada de bispos. Para Calvino, a Ceia era só uma representação: o encontro da comunidade num banquete simbólico. Negava a presença real de Jesus na Eucaristia, admitia só o sacerdócio comum de todos os batizados (o Batismo era o único sacramento que aceitava, além da Ceia) e deu especial destaque aos "presbíteros", os "mais velhos" do Novo Testamento, que, para ele, eram simples representantes das comunidades sem poderes sacros, juntamente com pastores e doutores.
    Seu quartel geral foi Genebra, na Suíça, aonde implantou uma igreja com terríveis poderes temporais e espirituais. A autoridade, na sua igreja, era exercida por um Consistório, que julgava os crimes contra sua religião, tal como dança, companhia co Católicos, críticas aos ensinamentos de Calvino, afirmar que o Papa era um bom homem… Nasceu disso o Puritanismo (moral exagerada).
    A coisa funcionava assim: o Consistório julgava e o Estado devia punir. Além do caso do espanhol Miguel Servet, queimado vivo, a severidade era tão desumana que, por tipos de transgressões como as acima mencionadas, houve, de 1541 a 1546, 58 penas de morte e 76 desterros!
    Calvino morreu em Genebra em 1564. Ele é pai espiritual da igrejas reformadas da Suíça, Holanda, França (Huguenotes) e, mais remotamente, do Presbiterianismo.

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    segunda-feira, 11 de junho de 2012

    Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 9 e 10







    Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 9 e 10

    Espero que estejam gostando desta série onde estamos publicando os escritos de São Jerônimo em defesa de Maria Santíssima. Agora publicaremos mais dois capítulos onde ele vai refutar outro argumento de Helvídio: o fato dos evangelhos chamarem os amigos e discípulos de Jesus de irmãos.


    Capítulo IX
    Helvídio poderá responder: “O que você diz é, na minha opinião, insignificante. Seus argumentos foram perdidos no tempo e esta discussão demonstra mais astúcia do que verdade. Por que a Escritura não diria como diz de Tamar e Judá: ‘E ele a tomou como sua esposa e jamais a conheceu’? Porque Mateus não usou estas palavras se quisesse mesmo expressar esse significado? Ele diz claramente: ‘e não a conheceu até que deu à luz a um filho’. Logo, após o parto, certamente a conheceu, pois se privou dela até o momento do parto”.
    Capítulo X
    Se vocês são tão contenciosos, deveriam com suas próprias idéias testar o vosso mestre. Vocês não devem permitir que se faça uma separação entre o parto e o intercurso (sexual). Não devem dizer: “Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza de suas regras, será imunda. No oitavo dia, circundar-se-á o prepúcio do menino e, durante trinta e três dias, ela ficará ainda purificando-se do seu sangue e não tocará em qualquer coisa sagrada” e outras coisas semelhantes. Devem recordar que se José se aproximasse dela, estaria sujeito à reprovação de Jeremias: “São como cavalos de lançamento bem nutridos, que andam relinchando cada um à mulher do seu próximo”.
    De outra maneira, como se explicariam as palavras “e não a conheceu até que deu à luz a um filho”, se ele ainda deveria aguardar o término do tempo de purificação, pois senão o seu desejo acabaria por sofrer com um período ainda mais longo, de 40 dias? A mãe precisava se purificar da mácula de seu filho recém-nascido de modo que este ficava sob os cuidados da parteira, enquanto o marido apoiava sua esposa enfraquecida. Portanto, é certo que [José e Maria] se casaram, já que o Evangelista não pode ser acusado de ter mentido. Mas Deus nos livre de pensarmos tais coisas a respeito da mãe do Salvador e de um homem justo! Nenhuma parteira assistiu ao nascimento de Jesus; nenhuma mulher se intrometeu ali. Com suas próprias mãos [Maria] envolveu o Menino em pedaços de pano; ela mesma foi mãe e parteira, e, como nos é relatado, “O colocou numa manjedoura, pois não havia nenhum quarto para eles na pousada”; eis a declaração [canônica] que refuta as estórias apócrifas, pois foi Maria mesma que o envolveu em pedaços de pano e o que se sucederia a partir daí torna impossível a maliciosa idéia de Helvídio, uma vez que não havia um local adequado para o ato sexual naquela pousada.
    ( Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)



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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo