Vaticano desmente energicamente acusações de corrupção
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http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23092>
VATICANO, 27 Jan. 12 (ACI/EWTN Noticias) .-
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi,
desmentiu categoricamente as graves acusações apresentadas por um
programa de televisão e diversos meios escritos sobre um suposto caso de
corrupção no manejo econômico no Vaticano.
ACI Digital apresenta uma tradução não oficial (do italiano) da nota
divulgada pelo Pe. Lombardi esta quinta-feira 26 de janeiro, na qual
explica os fatos relacionados ao Arcebispo Claudio Maria Vigano, atual
Núncio Apostólico nos Estados Unidos e ex-secretario da Governadoria do
Estado Vaticano.
"O programa televisivo 'Os intocáveis' irradiado ontem à noite,
acompanhado do habitual entorno de artigos e comentários pode ser objeto
de múltiplas considerações, começando por questionar o método e os
expedientes jornalísticos com os quais foi realizado, para continuar com
a amargura de difundir documentos reservados.
Mas não é disso que queremos falar agora, posto que hoje em dia o
assinalado é muito habitual, seja como método geral ou como estilo de
informação parcializada em relação ao Vaticano e à Igreja Católica.
Propomos por isso duas simples considerações que não tiveram espaço no
debate.
A primeira: a atividade desenvolvida por Dom Vigano como Secretário
Geral da Governadoria certamente teve muitos aspectos positivos,
contribuindo a uma gestão caracterizada pela busca do rigor
administrativo, a economia e a retificação de uma difícil situação
econômica general.
Estes resultados obtidos durante a presidência do Cardeal (Giovanni)
Lajolo, são claros e ninguém os nega. Uma valoração mais adequada
requereria entretanto ter em conta a marcha dos mercados e os critérios
de investimento nos últimos anos, recordar ademais outras circunstâncias
importantes como os resultados notabilíssimos da atividade dos Museus
Vaticanos, com um crescido fluxo de público e horários de abertura mais
amplos, recordar aemais as finalidades não puramente econômicas mas sim
de apóio à missão da Igreja universal de parte do Estado da Cidade do
Vaticano que são motivo de gastos consideráveis, e assim sucessivamente.
Além disso, algumas acusações --inclusive muito graves-- feitas no
transcurso do programa, em particular as relacionadas aos membros do
Comitê da Finança e Gestão da Governadoria e da Secretaria de Estado de
Sua Santidade, fazem que a mesma Secretaria de Estado e a Governadoria
recorram a todas as vias oportunas, se for necessário legais, para
garantir a venerabilidade de pessoas moralmente íntegras e de
reconhecido profissionalismo, que servem lealmente a Igreja, o Papa e o
bem comum.
Em qualquer caso, os critérios positivos e claros de correta e sã
administração e de transparência nos quais se inspirou Dom Viganó
certamente seguem sendo os que guiam também aos atuais responsáveis pela
Governadoria, em sua comprovada competência e retidão.
E isto é coerente com a linha de sempre maior transparência e
confiabilidade e de atento controle sobre as atividades nas quais a
Santa Sé está claramente empenhada, diante das dificuldades, como
demonstram também as adesões às convenções internacionais sobre as quais
se noticia --por coincidência-
- hoje mesmo.
Em resumo, a sucessão na guia da Governadoria não tenta ser, certamente,
um passo atrás em relação à transparência e o rigor, a não ser um passo
mais adiante.
A segunda. As discussões e as tensões, as compreensíveis diferenças de
opinião e posições, são colocadas para uma valoração de um juízo
superior justamente porque assim se está em capacidade de ver os temas
desde uma perspectiva mais ampla e com critérios mais completos.
Um procedimento de discernimento difícil sobre os distintos aspectos do
exercício do governo de uma instituição complexa e articulada como a
Governadoria --que não se limita aos do justo rigor administrativo-- foi
apresentado de modo parcial e banal, exaltando evidentemente os aspectos
negativos com o fácil resultado de apresentar as estruturas de governo
da Igreja não tanto como tocadas pela fragilidade humana --o que seria
facilmente compreensível-- mas como caracterizadas por profundas
disputas, divisões ou lutas de interesses.
Sobre isto dizemos sem temor que se foi e com freqüência se vai além da
realidade, que a situação geral da Governadoria não é tão negativa como
se quis fazer acreditar, que tanta desinformação não pode certamente
ocultar o trabalho sereno e cotidiano em vista de uma sempre maior
transparência de todas as instituições vaticanas, e finalmente que não é
necessário esquecer que o governo da Igreja tem seu vértice em um
Pontífice julgamento profundo e prudente cuja honestidade acima de toda
suspeita garante a serenidade e confiança que justamente se espera de
quem opera ao serviço da Igreja e de todos os fiéis.
Nesta perspectiva, reafirma-se decididamente que confiar a tarefa de
Núncio nos Estados Unidos a Dom Vigano, uma das tarefas mais importantes
de toda a diplomacia vaticana, devido à importância do país e da Igreja
Católica nos Estados Unidos, é prova da indubitável estima e confiança
da parte do Papa".
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desenhista animador
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