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    MARISA LOBO : Ativistas gays promovem a 'INDIGNIDADE HUMANA'...Vejam o CÚMULO !

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    MARISA LOBO : Ativistas gays promovem a 'INDIGNIDADE HUMANA'...Vejam o CÚMULO !

    Por Marisa Lobo em 14 de dezembro de 2012

    O Brasil é um país de Fé, e como consequência tem sua tradição sim, tem regras, limites, moral, princípios e bons costumes, e infelizmente grande parte dos movimentos GLBTT incentiva sexo indiscriminado, o que para a maioria da população é pornográfico.
    A prova é essa cartilha [veja no link] que deveria ser restrita entre seus pares, como são as revistas pornôs de casais hétero amantes da pornografia, não é mesmo?
    Está na hora de nossas autoridades darem um basta nisso, estão confundindo direitos humanos com promiscuidade, banalização do sexo, como se todo gay fosse promiscuo. Em minha opinião, esta cartilha distribuída, que é exclusivamente pornográfica, teve um intuito de angariar simpatizantes para pornografia entre menores, o que é proibido por lei.
    Como puderam perceber a população ficou chocada, a escola ficou chocada, as crianças ficaram chocadas os pais ficaram chocados e mesmo assim, vamos ter medo de falar e contestar. Querem em nome de uma bandeira de disseminação de preconceito, homofobia aproveitar a deixa, para promover e implantar pornografias nas mentes de nossos jovens e nas portas das escolas.
    Creio que esses movimentos estão se perdendo, estão sem freio, pensando que o Brasil é um país sem lei. Também com tantos maus exemplos de corrupção, é de se esperar que se imagine que nosso país é uma "zona", uma "esbórnia", sem regras sem limites.
    A sociedade tem que se manifestar sem medo e botar freio nesta promiscuidade. Pais, profissionais, imprensa séria de moral e bons costumes não podem se acostumar com esse desrespeito. Querem respeito promovendo sempre a promiscuidade. Nunca vão conseguir! Me pergunto: cadê a secretaria de direitos humanos e a psicologia para ver esse crime contra a dignidade das crianças e adolescentes?
    Escola não é lugar para se distribuir este tipo de material com conteúdo pornográfico, pois para os movimentos gays, que não tem limite sexual nenhum pode até ser normal, mas para a grande parte da sociedade não é, e não podemos aceitar – e aqui falo como mãe, psicóloga, e defensora sim do bem estar das crianças e adolescentes. Não podemos fechar os olhos para esta barbárie. Escola é lugar de aprender coisa séria, não bobagens, literalmente.
    Um recado ao movimento GLBTT : Brasil não é Holanda. Ninguém quer saber como vocês transam. Vocês estão perdendo a noção do ridículo, do respeito humano, e depois vem com essa "gritaria de perseguição"…
    Se coloquem um pouquinho no lugar desses pais, desses adolescentes e aprendam a lutar de forma digna pelos seus direitos. Isso que vocês promovem é "indignidade humana". É crime expor crianças, adolescentes, menores, a conteúdo pornográfico. A lei é para todos. Espero que a imprensa secular esteja atenta ou realmente teremos que ter repúdio mesmo desse movimento GLBTT, que afirmo: não representa a maioria dos gays, que tem nos procurado e mostrado a sua insatisfação com essa militância que parece querer o tempo todo confrontar a sociedade usando a pornografia e a promiscuidade… Lamentável e criminoso.

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    Previsões e profecias a respeito do fim do mundo que não deram certo: veja lista com as mais …

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    Previsões e profecias a respeito do fim do mundo que não deram certo: veja lista com as mais recentes e curiosas
    Publicado por Tiago Chagas em 14 de dezembro de 2012
    Tags: Apocalipse, bunkers,calendário maia, crescendo em graça, Cresciendo en Gracia,Cristianismo, Fim do Mundo, Igreja Católica, jesus cristo homem, pastor harold camping, previsões,profecias, Vaticano

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    Durante todo o ano de 2012 muito se falou a respeito do fim do mundo no dia 21/12, devido às interpretações que são feitas do calendário maia. Porém, as previsões a respeito de um apocalipse são constante, e diversas figuras já se envolveram em prognósticos falhos.
    Há pouco mais de um ano, o pastor Harold Camping virou piada na internetao ver que sua previsão sobre o fim dos tempos havia dado errado. Camping chegou a anunciar em sua rede de rádios que o evento se daria através de catástrofes.
    No começo deste ano, o autointitulado profeta Ronald Weinland afirmou que Jesus voltaria à Terrano dia 27/05 deste ano. Apesar do esforço em detalhar a data, a profecia não se cumpriu. Weinland já havia previsto anteriormente que o mundo acabaria em 2008, o que, apesar da crise econômica daquele ano, não se confirmou.
    Uma das profecias mais peculiares a respeito do tema foi feita por José Luis de Jesús Miranda, líder da seita Cresciendo em Gracia. Conhecido como "Jesus Cristo Homem", Miranda afirmou que o calendário maia estava errado a respeito da data em que o planeta Terra conheceria seu fim. Segundo seus cálculos, a data correta seria 30/06, quando ele seria transformado em imortal, e após um incêndio no Vaticano, seria levantado a líder mundial em meio ao caos.
    O Vaticano não foi incendiado, e nenhuma evidência, além dasdeclarações dos membros da seita, evidencia que "Jesus Cristo Homem" tenha se tornado imortal.
    Em meio aos boatos confusos sobre o fim do mundo, uma empresa norte-americana resolveu lucrarcom a situação e passou a oferecer abrigos à prova do apocalipse. Por valores que variam entre US$ 18 mil a US$ 78 mil, era possível comprar bunkers que permitiriam sobreviver às supostas catástrofes.
    No Brasil, um líder de uma seita no interior de Piauí também resolveu arriscar suas chances nas previsões e afirmou que o mundo chegaria ao ponto final no dia 12/10. Com isso, Luis Pereira dos Santos induziu mais de 120 pessoas a se reunirem na sede da seita para aguardar o evento, mas como a profecia não se cumpriu, acabou preso sob acusação de estelionato.
    Aproveitando que o Vaticano não foi incendiado como previa "Jesus Cristo Homem", uma paróquia da cidade de Assis, na Itália, resolveu vender perdões para os pecados, como prevenção para o apocalipse, por US$ 16, o equivalente a R$ 35,00, aproximadamente. A iniciativa polêmica repercutiu em todo o mundo, e a Igreja Católica não se pronunciou sobre o caso.
    Tudo isso acontece, segundo Luiz Carlos Fernandes – palestrante e estudioso do Apocalipse, porque as lideranças cristãs não instruem os fiéis a respeito do assunto, e essa postura abre brechas para o surgimento de falsas doutrinas: "Infelizmente não é raro as lideranças evangélicas afirmarem que esse [Apocalipse] é um livro velado, misterioso, impossível de ser entendido. Sinal evidente que as mesmas não são verdadeiros servos de Jesus Cristo, além de o chamarem de mentiroso, pois se Ele diz que é uma revelação como podem afirmar que é um mistério?".
    Por Tiago Chagas, para o Gospel+
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    4 comentaram, comente você também!
    1. Lúcia disse:
    14 de dezembro de 2012 ás 6:24 pm
    Pra mim isto nao passa de golpe, para vender qualquer coisa, por exemplo a profecia maia, quantos nao ganharam uma boa grana fazendo abrigos blindados? Alguns, nao estao querendo morrer antes de ver Jesus voltar, aposto? Outros nao passam de uns ignorantes, que se julgam o proprio Cristo, ou profetas dele. Tudo falta de ler o Evangelho e ficar em silencio sobre este assunto, pois Deus nao autorizou ninguem divulgar data de nada.
    Responder Comentar
    2. clamando disse:
    14 de dezembro de 2012 ás 6:42 pm
    aquele dia ninguém sabe nem o filho de DEUS então como podem dar crédito a estes, e não a santa palavra, meu povo perece por não conhecer minha palavra
    Responder Comentar
    3. manoel francisco disse:
    15 de dezembro de 2012 ás 1:11 pm
    Os falsos profetas não se cansam de brincar com a cara do povo. Fazer previsões da volta de Cristo é uma das várias características dos falsos profetas. Nada além do tempo para desmascarar esses falsos discípulos de Cristo. Quanto a palavra de Jesus de que somente Deus sabe a hora do fim e nem ele ( Jesus ) sabia, foi em sua natureza humana que Jesus falou. Claro que em sua natureza divina Jesus sabia quando seria o dia do fim. Afinal, Jesus é Deus: . . ." o Deus unigênito, que está ao lado do Pai. . . ( Jo 1:18 ).
    Responder Comentar
    4. idenir da silva disse:
    15 de dezembro de 2012 ás 2:23 pm
    vamos continuarmos firmes no caminho do senhor jesus cristo e nos seus mandamentos orando e vigiando o senhor esta voltando vigia povo de deus.

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    15 de dezembro de 2012
    Torcedor é expulso de partida por ser parecido com Jesus

    Torcedor é expulso de partida por ser parecido com Jesus
    Inglaterra — Um torcedor foi expulso da final de uma partida de dardos em Minehead, Somerset, no Reino Unido. Nathan Grindal, de 33 anos, assistia à partida disputada entre o campeão Phil Taylor e Huybrechts Kim, quando uma multidão começou a chamá-lo de Jesus.

    Presença de homem parecido com Jesus em
    partida causou alvoroço entre torcedores
    Os gritos se espalharam rapidamente pela multidão de 4,5 mil pessoas, interrompendo o jogo que acontecia no Butlins. Uma equipe de seis seguranças foi chamada para escoltar o rapaz até o lado de fora do local onde a disputa ocorria. A partida era transmitida pelo canal ITV4.
    Grindal, que é operário, foi escoltado até um bar nas proximidades do clube. Lá, um segurança lhe comprou uma cerveja e pediu-lhe que assistisse a final da partida pela televisão. Ele viu o lendário Taylor vencer e, em seguida, acabou sendo convidado a posar para fotos ao lado de fãs.
    Imigrante australiano residente no Reino Unido há seis anos, Grindal disse: "Eu não fui para os dardos vestido como Jeus. Eu fui como eu!".
    Dave Allen, porta-voz da Corporação Darts Professional, disse que Nathan foi retirado do local para evitar que sua presença se tornasse um incômodo para os jogadores.
    "Havia um monte de gente gritando 'Jesus' e, para evitar que o público deixasse de prestar atenção na competição, eu ordenei que os seguranças o levassem para uma outra parte do complexo", disse o porta-voz. As informações são do Orange News.
    Fonte: O Dia
    Divulgação: www.juliosevero.com

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    Juventude Conservadora da UnB


    Juventude Conservadora da UnB


    Posted: 15 Dec 2012 06:54 AM PST
    O recente showzinho virtual capitaneado pelo Dr. Bagno a uma platéia das mais privilegiadas levantou uma questão interessante: a facilidade com que as pessoas no geral aderem a rótulos e alheiam-se da realidade para melhor poderem atacar esses rótulos. O Dr. Bagno e suas bagnettes não utilizaram qualquer espaço virtual para contestarem nossas ideias, apontarem falhas em nossos raciocínios, contra-argumentarem de modo estruturado e honesto. O que houve, ao invés disso, foi uma avalanche de ilações e achismos baseados unicamente numa frágil superioridade moral que eles, definitivamente, não possuem. De modo a não seguir o mesmo caminho detestável, resolvemos ler alguma peça produzida pelo Dr. Bagno e, assim, familiarizarmo-nos com seu "pensamento". O texto que escolhemos chama-se "Norma lingüística & preconceito social: questões de terminologia", publicado Revista de Estudos Lingüísticos Veredas, editada pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

    Dr. Bagno: o Exterminador da Gramática

    No início de seu texto, o Dr. Bagno aponta que o termo norma culta
    trata-se muito mais de um preconceito do que de um conceito propriamente dito. E que preconceito é esse? É o preconceito de que existe uma única maneira "certa" de falar a língua, e que seria aquele conjunto de regras e preceitos que aparece estampado nos livros chamados gramáticas. Por sua vez, essas gramáticas se baseariam, supostamente, no uso feito por um grupo muito especial e seleto de pessoas, os grandes escritores da língua, que também costumam ser chamados de "os clássicos". Inspirados nos usos que aparecem nas grandes obras literárias, sobretudo do passado, os gramáticos tentam preservar esses usos compondo com eles um modelo de língua, um padrão a ser observado por todo e qualquer falante que deseje usar a língua de maneira "correta", "civilizada", "elegante" etc. É esse modelo que recebe, tradicionalmente, o nome de norma culta. (Grifos do original)
    Já evocamos mais de uma vez aqui no blog que o próprio conceito de luta de classes foi extravasado do âmbito meramente social e, aplicado a todas as relações pessoais existentes, consegue subverter-lhes a essência e tornar a vida um verdadeiro inferno. Paulo Freire se valeu da aplicação desse conceito no campo educacional para advogar que os professores "Caxias" eram opressores sanguinários que seguiam uma lógica estupidificante de educação e que, portanto, era necessário libertar os oprimidos. Aqui, vemos um fruto da nefanda lógica freireana: a chamada "norma culta" é, na verdade, um instrumento de repressão sócio-lingüístico utilizado por uma pretensa elite intelectual opressora. Mais adiante, escreve o Dr. Bagno:
    Ao longo dos séculos, os defensores dessa concepção tradicional de isolaram a língua, a retiraram da vida social, a colocaram numa redoma, onde deveria ser mantida intacta, "pura" e preservada da "contaminação" dos "ignorantes". Por isso, até hoje, o professor de português ou, mais especialmente o gramático, é visto como uma espécie de criatura incomum, um misto de sábio e mágico, que detém o conhecimento dos mistérios dessa "língua", que existe fora do tempo e do espaço – e é esse "saber misterioso" que costumo chamar de "norma oculta"...
    Uma coisa bastante curiosa nessas primeiras linhas, e que já é possível notar, é a ideia de que todos os defensores do uso da norma culta na comunicação crêem firmemente que qualquer pessoa deve se expressar de maneira corrente como se fosse um avatar de Machado de Assis, Luís de Camões, Eça de Queiroz ou Alphonsus de Guimaraens, e que qualquer pessoa que ouse não fazê-lo é uma espécie de criminoso lingüístico dos mais atrozes. Eu jamais vi qualquer gramático defender uma sandice dessas. O único crime cometido pelos gramáticos, na opinião do Dr. Bagno, parece ser o fato de defenderem que a compreensão de uma mensagem não é o único elemento que caracteriza uma comunicação correta.

    Podemos exemplificar isso com um exemplo muito, muito simples. Tomemos a seguinte frase: "Jesus disse que nos amássemos uns aos outros". Como podemos ver, o verbo "amar" está na primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo e, portanto, a palavra gerada – "amássemos" – é uma proparoxítona. Agora, suponhamos que a pessoa que escreve a frase ignore que a palavra em questão é acentuada e escreva: "Jesus disse que nos amassemos uns aos outros". Uma mensagem foi compreendida? Sim. Que mensagem? Esta: amassar-nos uns aos outros foi uma orientação de Jesus. A comunicação foi efetiva? Nesse caso, não, pois a mensagem que o emissor quis passar – de que Jesus pediu que as pessoas se amassem – foi subvertida por um sentido completamente alheio. E isso é uma questão de utilização da norma culta.

    Ao contrário que dito pelo Dr. Bagno, a norma culta da língua não se refere à transformação da linguagem corrente em uma verborréia literária cheia de floreios decorativos anacrônicos e absolutamente desnecessários. O bom uso da língua não reside apenas num vasto conhecimento lexical ou no domínio pleno das figuras de linguagem, mas é, antes de tudo, uma questão de lógica. Se eu quero dizer que a maçã é vermelha, eu devo saber que "maçã" é um substantivo feminino, que "vermelha" é uma qualificação e que o verbo "ser", flexionado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo, estabelece uma relação entre essas duas palavras. Se eu digo "o maçã é vermelho" ou "a maçã ser vermelha", é bem provável que a mensagem que eu quero comunicar seja recebida pelo meu interlocutor; todavia, isso se dá em virtude da simplicidade do que se quer comunicar: mensagens cada vez mais complexas não conseguirão ser formuladas sem que um mínimo de coerência lógica seja mantida.

    É claro que a boa lógica na comunicação não é algo sacrossanto e intocável. Diversos grandes escritores – como, por exemplo, Guimarães Rosa – sacrificaram a lógica lingüística em prol de peças estupendas do ponto de vista poético. No entanto, há que se esclarecer uma coisa: não é possível brincar com algo que se desconhece. Figuras de linguagem usadas de modo corrente por todas as pessoas – como a paranomásia (comumente chamada de trocadilho), a ironia, a hipérbole e a metáfora – só surtirão o efeito almejado se o emissor e o receptor dominarem as mínimas regras lógicas subjacentes a essas figuras. E é justamente isso que amplia as possibilidades de comunicação, que enriquece o pensamento e faz cócegas no intelecto. Sem isso, a língua se torna pobre e limitada.

    No entanto, não é bem isso que o Dr. Bagno acha. Eis mais um ponto de seu parecer (grifos do original):
    Para começar, quando alguém diz que uma determinada norma, que uma determinada maneira de falar e de escrever é culta, automaticamente está deixando entender que todas as demais maneiras de falar e de escrever não são cultas – são, portanto, incultas, com todos os sentidos possíveis capazes de se abrigar por trás da palavra inculto: "rude", "tosco", "grosseiro", "bronco", "selvagem", "incivilizado", "cru", "ignaro", "ignorante" e por aí vai, e vai longe...

    Ora, do ponto de vista sociológico e antropológico, simplesmente não existe nenhum ser humano que não seja culto, isto é, que não participe de uma cultura, que não tenha nascido dentro de um grupo social com seus valores, suas crenças, seus hábitos, seus preconceitos, seus costumes, sua arte, suas técnicas, sua língua... (Faraco, 2002). A questão, como bem sabemos, é que no senso comum só se considera culto aquilo que vem de determinadas classes sociais, as classes sociais privilegiadas. Quando dizemos que uma pessoa é muito "culta", que tem muita "cultura", estamos dizendo que ela acumulou conhecimentos de uma determinada forma de cultura, uma entre muitas: no caso, a cultura baseada numa escrita canonizada, a cultura livresca, a cultura que é fruto da produção intelectual e artística valorizada pelas classes sociais favorecidas, detentoras do poder político e econômico.
    Decerto o Dr. Bagno deve viver em uma determinada realidade em que Mr. Catra ou Erika Leonard James, autora de "Cinquenta tons de cinza", representam cultura. Todavia, T. S. Eliot, que dedicou um livro inteiro ao assunto – "Notas para uma definição de cultura" – lança algumas luzes sobre o assunto que podem deixar o Dr. Bagno ligeiramente desconfortável (grifos nossos):
    Existem vários tipos de realizações que podemos ter em mente em contextos diferentes. Podemos pensar em refinamento das maneiras – ou urbanidade e civilidade: nesse caso, pensaremos primeiramente numa classe social, e no indivíduo superior como representante do melhor dessa classe. Podemos pensar em erudição e muita intimidade com a sabedoria acumulada do passado: nesse caso, nosso homem de cultura é o erudito, o scholar. Podemos estar pensando em filosofia no sentido mais amplo – um interesse por, e alguma capacidade em manipular, idéias abstratas: nesse caso, podemos referir-nos ao intelectual (reconhecendo o fato de que esse termo é usado agora muito frouxamente para abarcar muitas pessoas não muito notáveis pela força do intelecto). Ou podemos estar pensando nas artes: nesse caso, queremos indicar o artista e o amador ou diletante. Mas raramente temos em mente todas essas coisas ao mesmo tempo. [...]

    Se examinarmos as diversas atividades culturais arroladas no parágrafo anterior, devemos concluir que a perfeição em qualquer uma delas, com exclusão das outras, não pode conferir cultura a ninguém. Sabemos que boas maneiras sem educação, inteligência ou sensibilidade para as artes, tendem a ser mero automatismo; que erudição sem boas maneiras ou sensibilidade é pedantismo; que a capacidade intelectual sem os atributos mais humanos é tão admirável quanto o brilho de uma criança-prodígio em xadrez; e que as artes sem o contexto intelectual é vaidade. E se não encontramos cultura em qualquer dessas perfeições isoladamente, não devemos esperar que alguma pessoa seja perfeita em todas elas; podemos até inferir que o indivíduo totalmente culto é uma ilusão; e iremos buscar cultura, não em algum indivíduo ou em algum grupo de indivíduos, mas num espaço cada vez mais amplo; e somos levados, afinal, a achá-la no padrão de toda sociedade. Isso me parece uma reflexão bastante óbvia, porém é negligenciada com muita freqüência. Sempre somos propensos a considerar-nos pessoas de cultura, com base numa competência, quando somos não só faltos de outras, mas cegos às que nos faltam. Um artista de qualquer tipo, mesmo um artista renomado, não é por essa única razão um homem de cultura; os artistas não somente são insensitivos às outras artes que não aquelas que praticam, mas também, às vezes, têm péssimas maneiras e dons intelectuais escassos. A pessoa que contribui para a cultura, por mais importante que possa ser sua contribuição, nem sempre é uma "pessoa culta".
    T. S. Eliot

    Do apuradíssimo raciocínio de Eliot, podemos inferir que o fato de alguém dominar unicamente a norma culta de um idioma não a transforma automaticamente em uma pessoa culta, mas que não dominar a norma culta de um idioma automaticamente a transforma em uma pessoa inculta. Explicando melhor: dominar apenas um aspecto do que é, de fato, cultura não torna ninguém culto, pois é preciso dominar uma gama de características para tanto.

    É necessário dizer que, em qualquer momento, levantou-se a opinião (perniciosa, realmente) de que pessoas incultas são, de alguma forma, subumanas. Não é necessário ser um indivíduo altamente letrado, elegante, distinto, educado, enfim, um dândi burguês, para ser uma pessoa mais livre e menos limitada. James V. Schall, professor de Filosofia Política da Universidade de Georgetown, escreve em "A Student's Guide to Liberal Learning" que onde há uma mente e a realidade, é possível descobrir a verdade das coisas. Mas parece evidente que, quanto menor for a capacidade de utilizar conhecimentos diversificados nesse intento, tanto mais difícil e ingrata será essa tarefa.

    E este deveria ser um dos objetivos primordiais do ensino: auxiliar as pessoas na aquisição de um ferramental intelectual que ampliasse sua capacidade de compreensão do mundo e apreensão das coisas como elas são. Não é o que defende o Dr. Bagno. Para ele, a norma culta, integrante desse ferramental ao qual nos referimos, "paira acima de nós como uma espada pronta para decepar nossas cabeças [e] há muito tempo já deixou de ser um instrumento de regulação lingüística: é, sim, um instrumento de opressão ideológica, de perseguição, de patrulha social, de discriminação e preconceito." Não conseguimos enxergar como a limitação intelectual advinda da ignorância possa ser libertadora, mas parece que essa lógica deturpada tem bastante eco na universidade de nossos tempos.

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    SEXTA-FEIRA, 30 DE NOVEMBRO DE 2012

    Por que Deus incomoda tanto?

    A frase "Deus seja louvado" pode ser retirada das notas do Real.
    Esta semana o jornal O Globo publicou o pedido feito pelo Ministério Público Federal à Justiça para que seja retirada das cédulas de reais a frase "Deus seja louvado". Segundo o procurador regional dos direitos do cidadão, Jefferson Aparecido Dias, a inscrição fere o princípio do estado laico e exclui minorias.

    Para o procurador, o fato de os cristãos serem maioria no Brasil "não justifica a continuidade das violações aos direitos fundamentais dos brasileiros" que não acreditam em Deus.

    Se a ação for aceita a União terá o prazo de 120 dias para produzir as cédulas sem a inscrição e a multa simbólica de R$ 1,00 por dia de descumprimento.

    A Casa da Moeda declarou que o Banco Central é o responsável "pela emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas". O Banco Central por sua vez explicou que o fundamento legal para a existência da expressão "Deus seja louvado" nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus".

    Dom Odilo Pedro Scherer
    Ao lado dessa notícia podemos colocar uma determinação do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no dia 6 de março deste ano, no qual foi definido por unanimidade a retirada de crucifixos e símbolos religiosos dos prédios da Justiça gaúcha.
    "Resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do Estado é o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um estado laico, devendo ser vedada a manutenção de crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios do Poder Judiciário no Estado do Rio Grande do Sul", declarou o desembargador Cláudio Baldino Maciel.
    O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer comentou que o crucifixo não interfere nas decisões dos juízes, que se baseiam nas leis e a alusão a Deus nas cédulas do real não fere a ninguém, pois "para quem não crê em Deus, ter ou não ter essa referência não deveria fazer diferença. E, para quem crê em Deus, isso significa algo".

    O purpurado recordou que os que "creem em Deus também pagam impostos e são a maior parte da população brasileira".
    Essas ações e decisões para e pela Justiça brasileira nos fazem questionar: Por que Deus incomoda tanto?
    Com qual intuito a Justiça quer bani-lo do estado? A presença de seu nome em uma frase ou a representação de sua imagem em um crucifixo são tão temíveis assim para um país que foi descoberto por naus que ostentavam cruzes de Cristo em suas velas e que teve seu primeiro nome como Ilha de Vera Cruz e depois Terra de Santa Cruz?

    Quadro da primeira missa pintado por Victor Meirelles
    Há símbolos que fazem parte da cultura e da história brasileira. Um deles é a Cruz de Cristo. Já o marco de pedra que oficializava a descoberta da nova Terra tinha uma cruz e as cinco quinas portuguesas representando as cinco chagas de Nosso Senhor.

    "Dos méritos infinitos do sacrifício incruento que se renova sobre o altar, ou seja, da Eucaristia, procedem e se ordenam, como a seu fim, todas as grandes obras da História da Igreja. (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 10)". Quis a Divina Providência que uma Missa marcasse o início da História da maior nação católica do mundo.

    Como deixar de lado ou esquecer que o primeiro ato público solene realizado diante dos descobridores e dos respeitosos habitantes foi realizado diante de uma cruz de madeira, no Ilhéu da Coroa Vermelha, onde Frei Henrique celebrou a primeira Missa em terra firme e que foi imortalizado na composição do quadro de Victor Meirelles?
    Apenas 512 anos são suficientes para esquecer-se as origens de um país, de um povo, de uma cultura? Amnésias existem mas, se são voluntárias, elas bem que podem ter outro nome...

    Por quanto tempo ainda permanecerá firme a imagem
    do Cristo Redentor em seu pedestal no Corcovado?

    Se continuar assim, é de se temer que um outro decreto faça com que o morro do Corcovado volte a ser apenas uma elevação granítica igual a tantas outras que existem no Rio. Sim, porque usando o mesmo "argumento", o Cristo Redentor poderá ser retirado de seu pedestal. Com o pedestal vazio, o prosaico do "laico" tomará o lugar do charme, da hospitalidade e da religiosidade da alma carioca que o Cristo tão bem estimula e representa.

    É mesmo para se perguntar: por que Deus incomoda tanto?

    Por Emílio Portugal Coutinho.


    Fonte: http://www.arautos.org/noticias/42108/Por-que-Deus-incomoda-tanto-.html

    Postado porApostolado Católico às 22:45
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    Julio Severo: “Rússia Rejeita Decreto de Comitê da ONU sobre Propaganda Homossexual” plus 1 more


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    Posted: 15 Dec 2012 04:30 AM PST

    Rússia Rejeita Decreto de Comitê da ONU sobre Propaganda Homossexual

    Dr. Stefano Gennarini
    GENEBRA, Suíça, 14 de dezembro (C-FAM) Um comitê da ONU de especialistas legais repreendeu a Federação Russa no mês passado por permitir que a província de Riazan na Rússia impusesse uma lei que proíbe a promoção da homossexualidade entre menores de idade como parte de uma campanha nacional para proteger as crianças contra sexualização precoce, e consequências de saúde adversas relacionadas.
    Em 2009 Irina Fedotova, uma ativista lésbica, apresentou queixa contra a Rússia no Comitê de Direitos Humanos da ONU, que monitora a implementação da Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos (CIDCP) de 1966. Ela foi detida e multada por ficar do lado de fora de uma escola secundária com pôsteres que diziam "A homossexualidade é normal" e "Tenho orgulho da minha homossexualidade — perguntem-me sobre ela". As escolas secundárias da Rússia têm crianças de 10 a 17 anos de idade.
    O comitê da ONU decidiu que a senhorita Fedotova "não havia feito nenhuma ação pública visando o envolvimento de menores de idade em nenhuma atividade sexual específica nem defendendo nenhuma orientação sexual específica" e que ela estava meramente "dando expressão à sua identidade sexual e buscando compreensão para ela".
    A decisão do comitê, conhecida como "pareceres" por não serem obrigatórios nem legais, foi divulgada em 30 de novembro, e chega num momento em que a Federação Russa está sendo amplamente criticada por proibir a promoção da homossexualidade entre menores de idade, com leis em vigor em várias províncias e municipalidades do país. Legislação semelhante está sendo considerada a nível federal.
    A Constituição da Federação Russa, de acordo com o Tribunal Constitucional da Rússia, permite leis proibindo a promoção da homossexualidade entre menores de idade para preservar a saúde física e moral deles.
    O tratado de 1966 sobre direitos civis e políticos sob o qual a queixa foi apresentada de forma semelhante traz em sua lista a preservação da saúde pública e moralidade como uma das três bases em que os países membros podem limitar a liberdade de expressão. O Comitê de Direitos Humanos, formado por esse tratado, discorda do Tribunal Constitucional Russo sobre se a homossexualidade é uma preocupação moral e sanitária suficiente para restringir a liberdade de expressão.
    Apesar das diferenças entre países membros da ONU sobre a homossexualidade, e a ausência de qualquer menção de homossexualidade no tratado que é sua responsabilidade monitorar, o comitê baseia seu raciocínio na natureza "em estado de evolução" dos padrões morais.
    Citando sua própria interpretação do tratado de 1966 publicado num documento sem obrigação legal no ano passado, conhecido como Comentário Geral 34, o comitê diz que limitar a liberdade de expressão "com o propósito de proteger os padrões morais deve se basear em princípios que não derivem exclusivamente de uma única tradição" e que a fim de evitar ser discriminatório deve se basear em "critérios objetivos". O comitê chegou à conclusão de que a lei de Riazan proibindo a promoção da homossexualidade entre crianças falha nessas duas questões.
    A Rússia argumentou que a lei não afetava a conduta privada da senhorita Fedotova de forma alguma, e que o propósito da lei era proteger menores de idade contra "desordens mentais ao desenvolvimento espiritual, mental, físico e social dos menores de idade". Mas os especialistas disseram que ainda que o propósito da senhorita Fedotova fosse envolver crianças no assunto da homossexualidade isso não justificaria restringir a liberdade de expressão dela.
    Leis que proíbem a promoção da homossexualidade entre menores de idade são rotineiramente impostas pelas autoridades russas, como duas célebres cantoras descobriram. Madonna enfrentou um processo depois que expressou apoio a direitos homossexuais durante uma recente turnê. A Reuters noticiou nesta semana que a Lady Gaga foi ameaçada com uma ação semelhante porque fez a mesma coisa num concerto em São Petersburgo no domingo.
    Tradução: www.juliosevero.com
    Fonte: C-FAM
    Leitura recomendada:
    Madonna poderá ser multada se promover a agenda homossexual em show na Rússia
    Posted: 14 Dec 2012 01:26 PM PST

    Mandela foi do Partido Comunista: ele negou por décadas

    Colin Freeman e Jane Flanagan
    Um novo livro afirma que as primeiras acusações de 50 anos atrás sobre Mandela ser comunista, ao fim das contas, são verdadeiras.
    "Isso foi escrito em um encontro partidário fechando sem que qualquer um estivesse preocupado em impressionar ou enganar o público."
    Por décadas, esse foi um dos mais duradouros motivos de disputas na frente anti-apartheid sul-africana. Nelson Mandela, o líder do African National Congress (ANC), era realmente um comunista secreto como alegou o então governo branco da época? Ou, como ele reivindicou durante os infames processos de 1963 que o sentenciou à prisão perpétua, era mais uma manobra para desacreditá-lo em um mundo guiado pelas tensões da Guerra Fria?
    Agora, após quase cinquenta anos depois do processo que o tornou o mais bem conhecido prisioneiro de consciência, um novo livro alega que seja qual tenha sido a injustiça que se perpetrou, os promotores da era do apartheid estavam certos pelo menos em uma questão: Mandela, no final das contas, era um membro do Partido Comunista.
    O ex-presidente sul-africano, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sempre negou ter sido um membro da filial sul-africana do movimento, que montou uma guerrilha de resistência armada junto do ANC.
    Mas uma pesquisa do historiador britânico, professor Stephen Ellis, desenterrou novas evidências de que durante os primeiros anos de ativismo o Sr. Mandela era do alto escalão do Partido Comunista Sul-Africano (PCSA). Ele diz que
    Mandela entrou para o PCSA para atrair a ajuda das superpotências comunistas para a campanha armada do ANC contra o governo branco.
    O livro também traz novas evidências detalhadas de como o setor militar do ANC teve lições de como fazer bombas com o IRA e treinamento de técnicas de inteligência com a Stasi da Alemanha Oriental; tais técnicas foram usadas para conduzir interrogatórios brutais com suspeitos de "espionagem" em prisões secretas.
    Como evidência da afiliação de Mandela ao Partido Comunista, o professor Ellis cita uma ata de um encontro secreto do PCSA em 1982 descoberta em uma coleção de documentos privados da Universidade da Cidade do Cabo, onde um veterano ex-membro, o falecido John Pule Motshabi, fala sobre Mandela ter sido um membro do partido duas décadas antes.
    Nas atas, Motshabi é citado dizendo: "Há uma acusação de que nos opomos à entrada de Nelson [Mandela] e Walter (Sisulu, um colega ativista) na Família (palavra codificada para se referir ao partido)... nós não fomos informados porque isso estava crescendo após as campanhas de 1950 (uma série de protestos nas ruas). O recrutamento veio dois anos depois."
    Embora outros membros do PCSA já tenham confirmado a afiliação de Mandela, muitos desses testemunhos foram dados sob a coação do interrogatório policial, onde pode ter havido a intenção de incriminá-lo. No entanto, as atas do encontro do PCSA em 1982, segundo o Professor Ellis, oferecem provas mais confiáveis. "Isso foi escrito em um encontro partidário fechando sem que qualquer um estivesse preocupado em impressionar ou enganar o público", disse o historiador.
    Embora Mandela aparentemente tenha se filiado ao PCSA mais por suas conexões políticas do que por suas ideias, sua filiação poderia ter causado danos àquilo que ele defendia perante os olhos do Ocidente caso isso fosse descoberto enquanto ele ainda lutava contra o apartheid.
    A África foi um campo de batalha para as "guerras por procuração" da Guerra Fria até o final dos anos 1980; e o suporte internacional para a causa, que incluiu a campanha Liberte Nelson Mandela, atraiu olhos em parte por conta de sua figura que não tinha compromissos nem com o Oriente nem com o Ocidente.
    "A reputação de Mandela é baseada tanto na sua habilidade de superar animosidades pessoais quanto na sua generosidade para com todos sul-africanos, fossem negros ou brancos, e isso impressionou o mundo", disse o professor Ellis, um ex-pesquisador da Anistia Internacional que fica na Universidade Livre de Amsterdã. "Mas isso mostra que, como qualquer político, ele estava preparado para fazer alianças oportunistas".
    "Penso que a maioria das pessoas que apoiaram o movimento antiapartheid não queriam conhecê-lo muito a fundo. O apartheid foi visto como uma questão moral e pronto. Mas se as verdadeiras provas fossem mostradas naquela época, talvez alguns teriam pensado diferentemente."
    Mandela negou sua afiliação ao Partido Comunista no depoimento inicial do processo de Rivonia, onde ele e nove outros membros-líderes do ANC foram julgados por 221 alegados atos de sabotagem cuja intenção era derrubar o sistema do apartheid. Os réus também foram acusados de promoverem as metas do comunismo, um movimento que então era ilegal na África do Sul.
    Falando à corte, Mandela declarou "nunca ter sido um membro do Partido Comunista" e que ele não concordava com o menosprezo que o movimento tinha pela democracia parlamentar típica do Ocidente.
    Ele acrescentou: "A sugestão feita pelo Estado de que a luta na África do Sul está sob a influência de estrangeiros ou comunistas está inteiramente incorreta. O que quer que eu tenha feito foi como indivíduo e líder do meu povo, tanto por causa da minha experiência na África do Sul quanto pelo meu orgulhoso passado africano e não por causa de algo que algum forasteiro tenha dito".
    Mandela entrou para o ANC em 1944, quando a liderança ainda se opunha ao confronto armado contra o estado pró-apartheid. Todavia, no começo dos anos 1950 ele se convenceu que uma guerrilha era inevitável; perspectiva confirmada pelo massacre de Sharpeville em março de 1960, quando a polícia abriu fogo contra manifestantes negros no distrito de Townsvaal matando 69 pessoas.
    Mas mesmo após outros líderes do ANC terem se alinhado ao mesmo modo de pensar de Mandela após o massacre de Sharpeville, o grupo ainda não tinha acesso a armamentos ou suporte financeiro. Como alternativa, disse o professor Ellis, Mandela buscou ajuda com os comunistas — que ele já tinha contato próximo — por conta de compartilharem da oposição ao apartheid.
    "Ele conheceu e confiou plenamente em muitos ativistas comunistas. Parece que ele foi cooptado direto para o comitê central sem necessidade de experiências prévias", disse Ellis. "Mas é justo dizer que ele não era um convertido; era apenas uma jogada oportunista".
    Meses após Sharpeville, membros do Partido Comunista visitaram secretamente Beijing e Moscou, onde lhes ficou assegurado suporte para as ações da guerrilha. Em conjunto com outros membros-líderes do ANC eles montaram uma organização militar nova e nominalmente independente, conhecida como Umkhonto we Sizwe ou Lança da Nação. Com Mandela como comandante, a Umkhonto we Sizwe deu início aos primeiros ataques em 16 de dezembro de 1961.
    A campanha de "sabotagens" e atentados à bomba nas três décadas que se seguiram levaram a vida de dúzias de civis e fizeram com que a organização fosse classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos.
    Eu seu livro, o professor Ellis, que também publicou um livro sobre a guerra civil na Libéria, trabalha os aspectos mais obscuros do passado do ANC. Um desses episódios trata-se do treinamento que o ANC recebeu dos peritos em bomba do IRA em uma base secreta em Angola no final da década de 1970; Essa ligação foi desvelada ano passado com as memórias póstumas de Kader Asmal, um político sul-africano de origem indiana que estava exilado na Irlanda. Ele foi um membro do movimento irlandês antiapartheid que, segundo o professor Ellis, tinha estreitos laços com os partidos comunistas da Inglaterra e da África do Sul.
    A tutoria do IRA, que foi alegadamente intermediada em parte pelo líder do Sinn Féin, Gerry Adams, levou os combatentes do ANC a melhorarem consideravelmente suas habilidades com bombas graças à perícia do que o prof. Ellis descreve como o "mais sofisticado grupo de guerrilha urbana do mundo".
    A Angola também foi base para o "Quatro", um notório centro de detenção do ANC, onde dezenas de integrantes do próprio movimento eram torturados e às vezes mortos pelo serviço de segurança interna por serem suspeitos de espionagem, sendo que alguns deles "mal eram adolescentes". Os instrutores da Alemanha Oriental ensinaram os agentes de segurança interna que qualquer um que desafiasse o dogma oficial do ANC deveria ser visto como um potencial espião ou traidor.
    Na semana passada, um porta-voz da Fundação Nelson Mandela disse: "Não acreditamos que há provas de que Madiba (o nome de clã de Mandela) era um membro do partido... As evidências que foram mostradas são comparativamente fracas em relação às evidências do oposto, além disso, temos a consistente negação de Madiba por quase 50 anos. É concebível que Madiba pudesse cometer um deslize em um caso legal, mas não que ele fizesse um depoimento totalmente falso."
    "O recrutamento e a entrada no partido era um processo que acontecia por partes durante um período de tempo. É possível que Madiba tenha iniciado o processo, mas jamais completado. O que está claro é que durante certa época da luta ele era suficientemente confiável como um líder do ANC a ponto de participar dos congressos do Partido Comunista. E é provável que ao comparecer em tais encontros, possa se ter pensado que ele foi um membro".
    Mandela atualmente está com 94 anos, está fora da vida pública desde 2004 e está com a saúde debilitada. Ele fez, no entanto, uma alusão a uma relação simbólica com os comunistas em seu best-seller Longa caminhada até a liberdade. "Sempre haverá aqueles para dizerem que os comunistas estavam nos usando", disse Mandela. "Mas quem disse que nós não estávamos usando-os?"
    Publicado no The Telegraph.
    Tradução: Leonildo Trombela Júnior
    Divulgação: www.juliosevero.com
    Leitura recomendada:
    A sangrenta liberdade da África do Sul




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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo