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Luciano Ayan
Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política
Daniela Mercury converte-se ao humanismo e dispara: Estado laico tem que proibir a presença de evangélicos na TV
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A partir do momento em que alguém adota o discurso humanista, ocorre o mesmo que quando alguém adota um discurso esquerdista. A lógica é relegada ao segundo plano e o discurso político dessas pessoas se torna um empilhamento inacreditável de falácias, slogans, propagandas sujíssimas e uma enxurrada de baixarias. Tudo isso chega a deixar atônitos os não acostumados com o jogo político desse pessoal.
Agora é a vez de Daniela Mercury, que, segundo matéria da Gnotícias, postou uma série de delírios no Twitter, a começar por esta parte:
Porque os seres humanos inventam tantas separações para seres iguais? Porque buscam maneiras de se valorizar mais que os outros? Quem precisa de pastores são ovelhas. Mais professores e educação para o convívio em sociedade. A gente está precisando se responsabilizar pela vida na terra, reza-se muito e se faz pouco pela paz aqui. Deus não quer dinheiro de ninguém.
O truque dela é começar dizendo que as “separações” que os seres humanos possuem são coisas “da religião”. E depois ela diz que se tivéssemos mais “professores”, isso não ocorreria.
Não, estúpida… Se você, Daniela, tivesse mais estudo, especialmente em psicologia evolutiva, saberia que o gregarismo é um componente da espécie humana, e não das religiões. Basta ver que a busca de um discurso anti-religião cria até mais divisão do que o discurso religioso.
Outro momento covarde e escroto é quando ela diz que “pessoas não precisam de pastores”. Quem é ela para dizer de que pessoas “precisam” ou não em termos subjetivos? Ora, e quem precisa de Daniela? É assim o nível do debate agora? Ah, “eu não preciso de músicas de Daniela Mercury, então quem precisa é X”. Daí basta substituir X por qualquer adjetivo pejorativo para capitalização política. Este é o nível que ela escolhe para o debate. E a esquerda tem um orgasmo com essa “intelectualidade” toda.
Além do mais, dizer que “a gente está precisando se responsabilizar pela vida na terra” é uma petição de princípio, em que ela tenta de forma ridícula e sem evidências se vender ao público como aquela que “é responsável pela vida na terra”, e seus oponentes não. Jogo psicológico chinfrim.
Em seguida, ela diz que “Deus não quer dinheiro de ninguém”. Ué, mas as doações são feitas para as Igrejas, pelos religiosos, em nome de uma causa em que eles acreditam. Eles não estão depositando dinheiro para Deus, da mesma forma que pagamos um boleto bancário para receber um serviço.
Como se vê, o discurso dela não faz sentido em momento algum, a não ser, é claro, para a repetição de clichês.
Mais sandices:
Difícil não é acreditar em Deus, é acreditar nos homens.O céu e o inferno são aqui mesmo. Não adianta rezar pra Deus e maltratar pessoas.
Como é? Trocar a crença em Deus para a crença no homem? Enfim, está aí o humanismo demente da Daniela. Explica-se a “lógica” dela.
Vejamos mais:
Vivemos num país laico. O Brasil não optou por nenhuma religião. Então por que tanta evangelização na televisão e no rádio? Isso está errado! Se crenças e religiões fazem parte da cultura de um povo,por que os artistas e produtores culturais pagam tantos impostos e as igrejas não?
Ela confunde propositalmente todos os conceitos. O fato de alguém viver num país laico não significa que os habitantes não tenham uma religião preferencial. A preferência da maior parte da população de um país por uma religião, ou ausência de qualquer religião, não nos diz absolutamente nada em relação à laicidade do estado.
E se o estado é laico, então tanto um religioso como um ateu podem comprar espaço na TV para divulgar suas idéias. Mas quando ela pede que religiosos sejam proibidos de ter acesso à TV, ela viola todos os princípios do estado laico. Que um jornalista não diga para ela “Daniela, me desculpe, mas essa mentira tua tá muito difícil de engolir, vamos tentar outra?” é um outro sintoma da desonestidade generalizada da mídia de esquerda.
Ai ela ainda diz que se “crenças e religiões fazem parte da cultura de um povo”, então devem pagar impostos como os artistas e produtores culturais.
O nível da desonestidade chega a estratosfera. Ora, se um artista evangélico grava um DVD e vende, obviamente pagará imposto tanto quanto um artista não evangélico. Se escreve um livro ou faz um show, ocorre a mesma coisa. Entretanto, não faz sentido cobrar imposto das igrejas enquanto elas estão oferecendo missas e cultos de graça, a não ser o recebimento de doações voluntárias. Por exemplo, quando Daniela Mercury está dando entrevista para falar estas besteiras, ela não está pagando imposto também. E nem faria sentido. Pedir cobrança de impostos para igrejas e templos é uma desonestidade intelectual sem limites.
A loucura não pára:
Os livros que regem nossa convivência social são a constituição brasileira e a declaração universal dos direitos humanos. Não são só os cristãos que são bons,tem gente boa com dezenas de outras crenças na face da terra!
Primeiro que constituição não é um livro moral, mas legislativo. Segundo que a declaração universal dos direitos humanos diz exatamente o contrário do que Daniela prega, pois lá diz que as pessoas não podem ser discriminadas por vários fatores, inclusive a religião, e é exatamente isso que ela faz ao pedir a proibição de acesso à mídia aos religiosos. Com certeza, ela não leu nem a constituição e nem a declaração universal dos direitos humanos.
No fim, o que vemos, como sempre, é uma capacidade sobre-humana de humanistas para mentir, criando como sempre um discurso de preconceito e ódio, enquanto ao mesmo tempo afirmam que “luta pela paz entre as pessoas” ou “pela salvação do mundo”. Ao mesmo tempo em que usam uma expressão de candura, promovem idéias extremamente totalitárias e nocivas, como pedir a proibição da participação de religiosos na TV em “nome do estado laico”.
Mentir de forma psicopática é com certeza o caminho mais curto para as atrocidades mais amorais. E este é o caminho que Daniela escolheu. O caminho da prática dos truques mais sujos que ela aprendeu com seus amigos humanistas.
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Escrito por lucianohenrique
14 de junho de 2013 às 10:28 pm
Publicado em Outros
Etiquetado com anti-religião, anti-teísmo, discípulos de dawkins, humanismo, humanismo radical, nneo-ateísmo
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