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    sexta-feira, 14 de junho de 2013

    BOCA NO MUNDO: Querem Criminalizar a Liberdade Total





















    ************


    —Blog do Zé Celso
    presidente e diretor artístico da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

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    06/06/2013
    Acordes, Amor Humor
    55 Comentários

    BOCA NO MUNDO: Querem Criminalizar a Liberdade Total



    Pois é. Acabo de receber esta intimação policial como “Ilmo. Sr. Diretor da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, para fazer comparecer no 23º DISTRITO POLICIAL DE PERDIZES, dia 11 de junho, um dos nossos tecno-artistas associados para elucidar os fatos, e mais: reconhecer os atores de teatro em fotos ou vídeos postadas na web sob o título “Decapitação do Papa na PUC”, na “Ocupação da PUC pela Democracia”.

    Achei o documento francamente delicado, educado, mais ainda, até afetusoso. Mas… o fato é que estamos sendo precessados mais uma vez pelos que devíamos processar pelo desrespeito ao Teatro e ao Estado Laico Brasileiro: os “Fundamentalistas Católicos Apostólicos ROMANOS”, que consideram a atuação teatral farsesca mais desrespeitosa do que o próprio ato destes Fundamentalistas de violar o espaço até então livremente sagrado da Universidade Católica.

    Os alunos e muitos professores ocuparam a Universidade em virtude da nomeação para a Reitoria de uma candidata que pegou 3º lugar na eleição, mas foi a escolhida antidemocraticamente pelos representantes do Vaticano no Brasil por estar de acordo em transformar a PUC num “Recinto de Pregação Fundamentalista ROMANA”.

    Estamos pasmos de ver todo dia e toda noite as epidemias mundiais assassinas na violência praticada pelos Monoteísmos Fundamentalistas de todos que se consideram donos de “Uma Verdade Absoluta” e “Um só Caminho”.

    Ratzinger, antes de ser Bento XVI, já tinha castrado o movimento da Teologia da Libertação, de importância imensa para a vida cultural, religiosa e social do Brasil. No ano passado, quando sua fé como Papa já estava se perdendo, o representante de Deus na Terra quis tornar a PUC o que era no seu início.

    Eu fiz dois anos de Filosofia na PUC nesta fase inicial, antes dos anos 60, ao mesmo tempo que fazia Direito na São Francisco. Desisti porque, entre outros, nosso professor Alexandre Correia, por exemplo, explicava com argumentos na matéria que lecionava, Lógica, a transubstanciação da Eucaristia em Corpo de Cristo… Vocês acreditam?
    O Livro de Filosofia adotado no curso era um Catecismo trans-medíocre do Padre Leonel Franco.
    Mas depois a PUC evoluiu de acordo com a evolução da Igreja nos anos 60,70 e 80 e tornou-se mesmo um reduto das mais decisivas lutas para derrubar a Ditadura Militar no Brasil.
    O velho fundamentalismo do ensino havia sido superado e a Universidade Católica de Perdizes tornou-se Exemplar no Brasil e no Mundo pela sua prática da Liberdade Criadora nos Ensinos da Ciência, das Tecnologias e das Artes.

    No ano passado estudantes da PUC foram nos procurar quando estávamos fazendo a peça “Acordes”, de Bertolt Brecht, chamando-nos outra vez à luta pela Liberdade do Ensino Laico no Estado Brasileiro Laico, na PUC agora ameaçada pela regressão à uma Universidade Fundamentalista Católica Apostólica ROMANA.
    Os estudantes tinham ocupado a PUC e não permitiam a entrada da reitora imposta pelos representantes do Papa em São Paulo.
    Na peça “Acordes” havia um Bonecão que representava o Capitalismo e que era despedaçado por dois Palhaços numa Cena de Circo de Horrores, no estilo tradicional teatral de “Gran Guignol”.
    Então adaptamos o texto para a situação que a PUC estava sofrendo e apresentamos esta cena clássica do “Circo-Teatro” de Todos os Tempos: a Desmontagem, a DesParamentação, a retirada de uma Máscara Papal, tal como o próprio Ratzinger que acabou, ele mesmo, safando-se, saindo dela.

    Será que a Bruxaria Teatral tem este poder? Libertou Ratzinger da própria Estrutura de sua Fantasia Papal?

    O Teatro tem este poder: o de mostrar o ser humano mortal Paramentado com as vestes que lhe conferem Autoridade, muitas vezes destruindo a própria humanidade dos que se Paramentam, que passam a agir como Aparelhos, pois a Mascara se colou à pele

    Jean Genet, em sua Obra Prima “O Balcão”, mostra um Bordel onde os clientes vestem as máscaras sociais de Papa, de Juiz, de Rainha, de General, de Polícia, etc… para transar seu “p(h)oder” com as putas que fingem acreditar em suas representações.
    Na peça há uma Revolução e estas Máscaras das Autoridades são depostas, mas os partidários anti–revolucionários que restam vão ao Bordel e pedem que os clientes que frequentavam o Puteiro apareçam no Balcão do Palácio do Governador com suas Fantasias para conter a humanidade revoltosa com elas: suas Máscaras de Poder.

    Bertolt Brecht tem em “Galileu Galilei” uma das mais belas cenas de teatro: mostra um Cardeal a favor da liberdade da Ciência, amigo de Galileu que vai se tornar Papa, mas à medida que vai se paramentando de Cardeal da Santa Inquisição, passa a argumentar a favor da prisão e tortura do grande físico Galileu porque ele afirma que a Terra gira.
    No final da Paramentação, quando recebe a Mitra, o Cardeal Libertário concorda com a intimação do seu ídolo: o físico GG, para as salas de Tortura da Polícia da Inquisição.

    Querer incriminar os artistas de Teat(r)o por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator, isto é, ao “Anarquista Coroado”, como Artaud, um dos maiores sacerdotes Xamãs do Teatro afirma.

    O Teatro é realmente o lugar onde tudo que é humano, transumano, subumano, animal, vegetal, mineral, pode ser vivido em forma de Máscaras de Dionísios, seu deus.
    É o espaço da Liberdade Total. Nós das Artes, que lutamos contribuindo para abolir a Censura no Brasil durante a Ditadura Militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a CENSURA à nossa atividade.

    Esta criminalização da etherna atividade teatral à Liberdade de “rir corrigindo os costumes” demonstra que quem nos processa quer criminosamente o retorno do “Imperialismo Romano Católico Apostólico”, intrometendo-se no Estado Democrático e Laico brasileiro em forma de Criminalização Inquisitorial.

    O Brasil é um país de maior número de católicos no mundo. Eu mesmo sou batizado, fiz 1ª Comunhão, mas por ter uma educação religiosa fundamentalista tirei o meu Corpo deste campo minado de Perversões.
    Os brasileiros católicos não são romanos, são católicos antropófagos – frequentam o espiritismo, a Macumba, o Candomblé, a Umbanda, o Budismo – trepam com camisinha, portanto não somente para fabricar filhos, mas pelo prazer desta prática sagrada que é o ato sexual em si – um ato de amor, de criação e procriação quando há consentimento das partes.
    Se casam, como os gays de hoje. Se a mulher que é mulher sabe o que quer e quiser abortar, aborta e depois confessa e comunga.
    Sou vizinho de um lugar onde de 15 em 15 dias se encontram casais católicos carismáticos que passam os sábados e domingos dançando ao som do Tambor com toques até de Mãe Menininha.

    Há, como diz Oswald de Andrade, um sentimento religioso “órfico” em todos nós, diante do Mistério da Vida no Cosmos.

    Nossos ancestrais – minha avó paterna era índia – eram antropófagos, comiam carne humana tanto do inimigo mais forte para lhe adquirir as qualidades quanto dos entes queridos, filhos, irmãos, pais, avós, mulheres e maridos.
    Era uma Cerimônia não para matar a fome, mas religiosa como a Eucaristia Católica que é uma sublimação da Antropofagia.
    Talvez por isso no Brasil o catolicismo popular da maioria não tem a rigidez de outras religiões.

    O Fundamentalismo é imposto pela religião do Hemisfério Norte, que antropofagiou o Império Romano e seus cristãos entregues aos leões, e tornou-se a Religião Católica Apostólica do Império Romano com ambições colonialistas e imperiais no mundo todo.

    Esse tempo passou.

    Vivemos de acordo com o que desejamos para nós mesmos e para todos, de mais gostoso.

    A submissão a podres poderes é um assunto que está querendo retornar pelos que se sentem inseguros diante das revoluções que vem trazendo outros ares aos nossos tempos, desde 1967.

    Esta intimação, aparentemente delicada, acolhe os interesses dos inquisidores fundamentalistas que determinam que eu, como diretor do OficinaUzynaUzona, cometa o crime anti-liberdade teatral e pró-censura de intimar artistas ou técnicos da nossa Cia. a dedurar através de fotos, como criminosos, atores que atuaram num evento pelo retorno da democracia na PUC.

    Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para uma Delegacia de Polícia, é uma intimação contra a Constituição do Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da Censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar.

    É um atentado a Arte considerada como Crime.

    Não desejo ser cúmplice deste Crime por isso vou por a BOCA NO TROMBONE DO MUNDO.

    José Celso Martinez Corrêa

    orgulhosamente

    Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

    Paz Humor Amor e Muito Mais

    Zé Celso é intimado a depor por causa de peça de apologia ao crime contra religiosos e acaba dando sanção moral à qualquer manifestação artística contra gays

















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    Luciano Ayan


    Ceticismo e dinâmica social na investigação da religião política


    Zé Celso é intimado a depor por causa de peça de apologia ao crime contra religiosos e acaba dando sanção moral à qualquer manifestação artística contra gays


    com um comentário




    Fonte: Entretenimento R7 (por Miguel Arcanjo Prado)

    O diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, foi intimado pela Polícia Civil de São Paulo a comparecer nesta terça (11), às 17h, ao 23º Distrito Policial de Perdizes, bairro da zona oeste paulistana.

    O motivo, segundo a intimação assinada pelo delegado Percival de Moura Alcantara Junior, é “elucidar os fatos e reconhecer atores de teatro em fotos ou vídeos postadas na web sob o título ‘Decaptação do Papa na PUC’ na ‘Ocupação da Puc’ pela Democracia’”.

    Em novembro de 2012, Zé Celso e integrantes do Teatro Oficina participaram de uma manifestação de estudantes da PUC-SP contra a indicação da professora Anna Cintra à reitoria da universidade, já que ela havia ficado em terceiro lugar na eleição — ela tomou posse em fevereiro deste ano. O ato contou com a adaptação de uma cena da peça Acordes, na qual um boneco gigante, vestido com roupas sacerdotais para a ocasião, era decaptado.

    Segundo nota divulgada pela companhia teatral localizada na Bela Vista, bairro do centro paulistano, no ano de 2012 “os estuantes da PUC foram procurar os artistas do Oficina quando estávamos fazendo a peça Acordes, baseada em texto de Bertolt Brecht”.

    Ainda de acordo com a nota enviada pelo Oficina, “os estudantes tinham ocupado a PUC e convidaram a Uzyna Uzona para participar de uma ação pela liberdade do ensino laico. Em Acordes havia uma cena em que um boneco, representando o Capitalismo, era despedaçado por dois Palhaços. A cena foi adaptada para a situação que a PUC estava passando e apresentada no evento promovido por estudantes e professores”.

    Zé Celso comentou a intimação recebida em seu blog. Ele afirmou que “querer incriminar artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberade de expressão do ator”. O diretor afirmou que o teatro é “o espaço da liberdade”. E lembrou de sua luta pela democracia e liberdade de expressão durante os anos de chumbo da ditadura militar.

    — Nós das artes, que lutamos contribuindo para abolir a censura no Brasil durante a ditadura militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a censura à nossa atividade [...] Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para uma delegacia de polícia, é uma intimação contra a Constituição do Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar. É um atentado à arte, considerada como crime. Não desejo ser cúmplice deste crime por isso vou por a boca no trombone do mundo.

    O R7 falou com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e também com a assessoria de imprensa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

    A assessoria da PUC afirmou: “Checamos a informação e a PUC-SP não abriu nenhum processo contra o diretor José Celso Martinez Corrêa”.

    Abaixo, a resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo:

    “Apuramos que, por requisição do Ministério Público, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o fato. A natureza da investigação é o artigo 208 do Código Penal: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso’. O delegado que preside o inquérito é o titular do 23° DP, Marco Aurélio Floridi Batista.”

    No começo do ano, a peça Edifício London, do grupo teatral Os Satyros, foi proibida de estrear em São Paulo por conta de uma decisão judicial.

    Meus comentários

    Este post surge a partir de mais uma dica do leitor Cidadão.

    Enfim, não exagero ao dizer que o livro Rules for Radicals, do esquerdista Saul Alinky, mudou minha visão sobre política. O magnífico capítulo 7 (abordado aqui) cita como uma das regras essenciais a arte de fazer o adversário sucumbir pelo seu próprio livro de regras.

    Ao investigarmos o discurso da esquerda, usar essa regra se torna uma arte. Basta pegarmos um “código” contido no discurso oponente, e em seguida utilizá-lo contra o adversário, demonstrando ao público a hipocrisia dele. O ato de fazer o adversário sucumbir pelo seu próprio livro de regras tem duas pagas políticas imediatas: (1) demonstra o oponente como hipócrita, aumentando o nível de pressão sobre ele, (2) sanciona várias de suas próprias ações no jogo político.

    Um exemplo recente é o caso das descobertas de que o governo de Barack Obama anda investigando a vida de seus cidadãos. Mas na época da campanha eleitoral contra Bush, Obama publicou um livro de regras no qual dizia que a espionagem sobre cidadãos seria uma aberração, que era praticada por Bush mas jamais seria aceita por ele. Agora é só esfregar o livrinho de regras do Obama na cara dele. Isso, em resumo, é o que significa esta tática de Alinsky.

    Agora, Zé Celso, lutando para não ser punido, lança um novo livrinho de regras. Veja:


    — Nós das artes, que lutamos contribuindo para abolir a censura no Brasil durante a ditadura militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a censura à nossa atividade [...] Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para uma delegacia de polícia, é uma intimação contra a Constituição do Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar. É um atentado à arte, considerada como crime. Não desejo ser cúmplice deste crime por isso vou por a boca no trombone do mundo.

    Mas são os esquerdistas, grupo do qual Zé Celso faz parte, que lutam para cercear a liberdade de expressão artística quando um gay se sente incomodado em uma peça, filme ou programa de humor.

    Ao adaptarmos o livro de regras de Zé Celso para usarmos toda vez que o movimento gay surgir com choradeira por causa de uma piadinha feita em direção a eles, e ainda com com adaptações para retirar os frames convenientes aos esquerdistas, temos o seguinte:
    A nossa luta contra a censura (que as ditaduras da Coréia do Norte e Venezuela adoram) não pode aceitar recuos;
    As queixas do movimento gay em relação à algumas manifestações artísticas significam censura à atividade artística, e não podem ser toleradas;
    Quando eles fazem isso, praticam um atentado à arte, considerada como crime;
    Se nós ficarmos calados, seremos cúmplices dos crimes da esquerda;
    A ação de tentar calar a ação artística, por parte do movimento gay, é uma ação digna de uma Inquisição marxista típica da Coréia do Norte.

    Tudo acima está nos livros de regras do Zé Celso. Foi ele, um esquerdista, que publicou. Não eu! Ele agora me dá sanção moral. Para que a esquerda possa tentar me contestar, deverão tentar contestar o Zé Celso, e não a mim! Eu só estou jogando pelas regras que o adversário forneceu. Simples assim!

    Notaram que ao usarmos a regra de Saul Alinsky, transformamos a interação com esquerdistas como se fosse uma pequena arte? Tudo vira um jogo de xadrez, ou uma partida de pôquer.

    Quando Alinsky nos explicou sobre esta arte, ele entregou o segredo: muitas vezes, “códigos” são publicados não para serem cumpridos (nem pelos seus proponentes), mas para obter o benefício psicológico que eles podem prover.

    Mas isso não interessa. O que interessa é o que Zé Celso falou. E tudo que ele disse tira a legitimidade de todas as manifestações dos movimentos LGBT protestando contra manifestações artísticas que apresentem os gays de forma de que eles não gostem de ser apresentados. Ué, mas o Zé Celso apresentou um líder religioso como alguém digno de ser decapitado. Por que os gays agora não podem ser citados de maneira desfavorável na arte?

    Aliás, Zé Celso mentiu ao dizer que a ação surgiu da PUC-SP, que, como sempre, tende a adotar a política da frouxidão contra o oponente. Muito provavelmente, a ação surgiu por parte de um aluno ou mesmo qualquer outra pessoa que tenha se sentido ofendido com a “peça” de Zé Celso.

    Ei-la abaixo:


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    Escrito por lucianohenrique

    11 de junho de 2013 às 3:48 pm


    Publicado em Outros

    Etiquetado com estratégia gramsciana, guerra cultural, guerra política, marxismo cultural, PUC-SP, saul alinsky, zé celso

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    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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