HISTÓRIA DA SALVAÇÃO
(149)-2º DOMINGO COMUM – C !
"Quando Cristo desposa a humanidade"
Nas Bodas de Caná é Cristo que desposa a humanidade e Maria está presente, incentivando-nos a corresponder como Ela ao "amen" de Deus :
- "Fazei tudo o que Ele vos disser".
Maria sabia do que falava.
Quando era nova, também ela foi surpreendida pelo enviado do Altíssimo que a convidava a desposar a vontade do Senhor.
E respondeu com um SIM pro-activo de quem intuiu, naquela hora, que a sua liberdade era toda jogada ali.
Nunca se arrependeu e por isso pôde cantar a alegria da sua entrega àqueles esponsais donde brotou a Incarnação do Verbo para a nossa salvação.
Hoje o mistério continua porque Deus volta a convidar-nos para as Bodas de Caná, onde ao mesmo tempo somos regenerados e desposados, para estarmos à altura da resposta que Deus espera de nós.
Nessa Ceia de Amor, Deus pede não apenas a mão da humanidade mas a totalidade da sua entrega, para que, confirmada pelo sopro do Espírito, possa dar Cristo à luz, para este mundo.
O próprio Deus nos serve o vinho generoso da alegria e nos prepara para a missão de sermos uma Igreja preparada para gerar Cristo para este mundo.
A Igreja só está à altura da sua missão, quando for uma Igreja "em gestação" de Jesus Cristo na sua inteligência e no seu coração.
Então poderá partir em missão.
É isso que nos propomos fazer ao longo de todo este Tempo Comum, com especial referência para o Tempo da Quaresma que se vai iniciar, como tempo forte de uma renovação espiritual e tempo de Evangelização.
A dignidade do cristão reside no facto de que as coisas, todas as coisas, podem ser olhadas como sinais que apontam para realidades concretas.
Foi isso que acomteceu nas Bodas de Caná em que :
* As talhas vazias tornaram-se a imagem do vazio das instituições que perderem o espírito com que foram criadas.
* A água com que Jesus as mandou encher, transformou-se numa imagem de abundância messiânica.
* O vinho generoso, tornou-se o símbolo dum novo espírito que veio devolver a tranquilidade e a alegria dumas bodas ameaçadas.
* A conversão da água em vinho tornou-se o anúncio da passagem do homem pecador para uma vida nova, onde as relações inter-pessoais sejam recapituladas.
Sim !
Sobretudo as relações inter-pessoais, porque, se não colocarmos todas as coisas em função dessas relações, caímos no materialismo que acabará na instrumentalização das próprias pessoas e, quando isso acontece, a dimensão espiritual da vida fica também comprometida, e a prática da religião se degrada, e se torna um mero contrato para defender interesses igoístas, uma especie de negócio com Deus.
É preciso aceitarmos e seguirmos a advertência de S. Paulo :
- "Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum".
Somos membros duma comunidade que vive unida e se compromete a todos os níveis, com a realização do plano da História da Salvação.
Nascimento
Nenhum comentário:
Postar um comentário