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    quinta-feira, 15 de maio de 2014

    CATEDRAIS MEDIEVAIS A força e o sorriso nas colunas góticas




    CATEDRAIS MEDIEVAIS





    A força e o sorriso nas colunas góticas


    Posted: 14 May 2014 01:30 AM PDT





    Catedral de Exeter, Inglaterra







    O gótico é ao mesmo tempo forte e delicado. Por exemplo, suas formidáveis colunas !




    Os medievais arranjaram um jeito de trabalhá-las de maneira a atenuar o que poderia haver de impressão de força quase brutal nelas.




    O modo de atenuar foi esculpir a coluna dando a impressão que ela é um feixe de coluninhas que se amarram umas as outras para suportar.




    E assim a pesadíssima coluna gótica deixa de ser pesada.




    Ela sustenta o teto com muita firmeza, mas dá a impressão de leveza por causa das pseudo-coluninhas em que se decompõe.







    Catedral de Lincoln, Inglaterra




    A coluna gótica, mesmo do lado interior de uma catedral, dá a impressão que é uma coluna de combate.




    Mesmo trabalhada de maneira a dar ilusão de um feixe de coluninhas, a coluna gótica tem qualquer coisa que é tranqüila, que não tem agitação, que não tem a tensão da luta.




    Ela representa muito mais o guerreiro no seu repouso e na sua oração, do que o guerreiro batalhando.




    E, como sempre acontece na guerra medieval quando ela é justa, visa a paz, visa uma solução, visa uma concórdia equilibrada.




    E a ogiva exprime isso muito bem. São duas posições opostas que se resolvem num equilíbrio, ou seja, numa reconciliação entre as duas.





    E por isso não é raro que no ponto de encontro das ogivas tenha florões, adornos, como quem festeja a paz.






    Mas, ao mesmo tempo, a colunata gótica exprime uma alta noção do dever.




    A colunata gótica nos dá idéia exatamente assim: um caminho apertado, estreito, sério, reto, sobretudo um caminho elevado.




    Quer dizer, se nós nos sentirmos opressos pela proximidade de colunas de um lado e doutro, nossos olhos e nossa alma encontram os grandes espaços olhando para o alto.




    O que em outros termos quer dizer: "Quando a vida está apertada, olhemos para o céu". É a alma do católico.







    Sainte-Chapelle, Paris




    As almas que construíram o gótico, tão entusiasmadas, tão amorosas, tão enlevadas com a força, tinham em si muito outros tesouros.




    Depois de terem explicitado na pedra seu desejo de força, começaram a sorrir e explicitar a sua própria doçura, como quem conta em pedra como é a sua alma.




    Então, os artistas puseram anjinhos ou mesmo animaizinhos, por exemplo esquilozinhos de pedra que sobem na coluna como num tronco de árvore, como os esquilozinhos reais sobem para o alto e depois dão um pulo para um outro galho.




    O esquilo é muito gracioso, é muito bonitinho, é vivo, engraçadinho.




    O sorriso de um anjo que tem como fundo a gravidade da coluna gótica completa o espírito humano.








    (Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 11-2-1970. Texto sem revisão do autor).








    quinta-feira, 24 de abril de 2014

    CATEDRAIS MEDIEVAIS




    CATEDRAIS MEDIEVAIS





    Catedral de OURENSE: o Pórtico do Paraíso


    Posted: 23 Apr 2014 01:30 AM PDT





    Pórtico del Paraiso da catedral de Ourense


    Segundo uma antiga lenda, a catedral de Ourense foi mandada construir por um rei suevo, povo que ocupava o norte da península ibérica. 




    O nome do rei era Carriarico, quem, tendo enfermado seu filho, pediu a intercessão de São Martinho de Tours e foi ouvido. SOBRE SÃO MARTINHO DE TOURS VEJA MAIS CLICANDO AQUI




    Em agradecimento, o rei mandou construir um templo no lugar onde se encontra agora a catedral.




    Séculos depois vieram os muçulmanos que em alguma de suas incursões destruíram o velho e venerado templo. 




    Em substituição se decidiu levantar a atual catedral em estilo românico, cuja construção se estendeu durante os séculos XII e XIII. A planta da catedral desenha uma cruz latina com três naves. 




    A construção começou em 1160 e em 1188 foi consagrado o altar- mor, retomando-se as Missas. A catedral foi terminada no século XIII.




    A entrada da catedral se faz pelo Pórtico do Paraíso, o qual lembra o Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela, também na Galícia.




    Este Pórtico, ricamente colorido, nos recorda que a catedral é a porta do Céu, ao qual nos conduz se formos sensíveis aos apelos da graça divina que batem em nossas almas.




    O esplendor das cores, a alegria profunda e sincera dos santos e dos anjos esculpidos, a ordem rigorosa, mas jeitosa, hierárquica e proporcionada das figuras nos anunciam o gáudio eterno dos bem-aventurados na Corte Celeste. 







    Catedral San Martiño de Ourense, fachada


    E também nos dão uma lição de como deve ser o feitio de alma dos católicos e do bom ordenamento nas suas relações nesta Terra, na ordem temporal e, especialmente, na Igreja




    Trata-se de um dos melhores conjuntos escultóricos das catedrais galegas.




    Entre 1499 e 1505, Rodrigo de Badajoz mandou construir uma grande torre no ponto em que se cruzam os dois corpos da catedral para formar uma cruz. 




    A catedral tem também duas capelas de excepcional valor e originalidade. A mais importante é a do Santo Cristo. Nela se venera um Crucificado com uma força de expressão tão intensa que se chega a dizer que nele a barba cresce.




    O ouro brilhando sobre cores escuras, a capela de pequena altura e quase sem janelas, como é costume no estilo românico, convidam a uma intimidade intensa com o Redentor.




    A piedade que inspira esta imagem sempre atraiu a devoção dos que ali concorrem a implorar suas graças em meio às dificuldades, doenças e privações. 




    No Museu Catedralício se conserva o "Tesouro de São Rosendo" cuja principal relíquia é o Báculo de São Rosendo. Este santo monge beneditino foi famoso pelo seu caráter paternal e sua solicitação para com os débeis e desvalidos. 




    Nascido em berço de alta nobreza, foi árbitro político nas lutas entre os reis galegos. Ele assumiu o governo de uma terra agitada pela rebelião e a conspiração. Liderou a nobreza galega na sua luta contra a invasão dos pagãos normandos de Gunderedo (968).




    E foi bispo de Santiago de Compostela até se retirar no convento beneditino de Celanova, onde faleceu santamente no ano de 977.
















    terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

    CATEDRAIS MEDIEVAIS




    CATEDRAIS MEDIEVAIS






    Posted: 21 Jan 2014 11:30 PM PST












    As origens da catedral de Santa Maria, de Lugo, na Galícia, Espanha, são tão antigos que falando com propriedade se perdem na história. 




    Sabe-se que no tempo da evangelização da Galícia houve no local uma igrejinha que remontava ao século I e que durou até os tempos do bispo Odoario, no século VIII.




    Uma velha pedra medieval, hoje na entrada do templo, fala que o prelado iniciou a restauração do prédio preexistente.







    Aspectos exteriores da catedral de Lugo





    Um diploma do rei Alfonso II, datado em 27-III-832, descreve a nova catedral como um edifício de grande beleza. Esse rei, lembrado como o Rei Casto, fiz dela o modelo para a catedral de Oviedo.




    No século XII, o bispo Pedro III decidiu substituir a catedral com um prédio religioso maior e mais solene. 




    Foi assim que em 1129, o mestre Raimundo de Montforte iniciou a construção de um novo templo desta vez em estilo românico. Ele perdura até nossa época com muito importantes acréscimos góticos e de outros estilos posteriores.




    A catedral românica foi finalizada em 1273 e foi consagrada a Santa Maria, sob a invocação de "Virgem dos Olhos Grandes" (Virgen de los Ojos Grandes) padroeira da cidade.




    A catedral possui o privilégio papal da exposição permanente do Santíssimo Sacramento. O cálice e a hóstia aparecem no escudo da cidade com a frase Hic hoc misterivm fidei firmiter prifitemvr (Acreditamos com fidelidade neste mistério), em referência ao mistério da Eucaristia.




    A frase foi incluída no próprio escudo do reino de Galícia.




    Por este fato, Lugo é conhecida como a cidade do Santíssimo Sacramento.







    A "Virgem dos Olhos Grandes" padroeira da cidade


    A Virgem dos Olhos Grandes, padroeira da cidade hoje se encontra numa capela anexa especialmente dedicada a ela. E sua festa coincide com a da Assunção de Nossa Senhora: 15 de agosto




    O rei de Castela Alfonso X o Sábio lhe consagrou sua cantiga nº LXXVII, na qual descreve a cura de uma mulher que pediu saúde a Nossa Senhora, e a recuperou na catedral aos pés da Virgem dos Olhos Grandes. 




    A catedral assim resume como num leque todos os estilos da história da Igreja. Desde os primórdios, quando a Galícia estava habitada por povos celtas hoje diluídos na Espanha. 




    Depois, da época gloriosa da conversão pela intercessão das relíquias do Apóstolo Santiago, veneradas em Compostela. A seguir, a era da Reconquista católica contra os mouros e os séculos de catolicidade subsequentes.




    A Igreja Católica não é de uma só idade, nem de várias. 




    Ela tem a soma das idades boas do passado, do que há de bom no tempo presente e de todas as belezas, perfeições e formas de santidade que haverá no futuro e que nós não conseguimos sequer imaginar. 




    Pois todas as formas de beleza e santidade estão contidas em Nosso Senhor Jesus Cristo, presente verdadeira, real e substancialmente no Santíssimo Sacramento.




    A catedral de Lugo é uma lição eloquente destas verdades. 





    Video: Cantiga 77: "Daquela que Deus mamou"





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    quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

    Catedrais Medievais: O trombeteiro de Nossa Senhora de CRACÓVIA












    Paz




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    HUGO DE SÃO VÍTOR: A FÉ É O NAVIO SEGURO FACE AO NAUFRÁGIO DO MUNDO


    “Todo este mundo é como um dilúvio, porque todas as coisas que estão neste mundo, à semelhança das águas, correm flutuando por eventos incertos.“Já a verdadeira fé, que não promete coisas transitórias, mas eternas, levanta a alma como que de certas ondas, erguendo-a da cobiça deste mundo às coisas do alto; ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser inteiramente submergida, porque este mundo pode ser usado devido à necessidade, mas não pode obrigar o afeto.

    “Quem quer que, portanto, não crendo nas coisas eternas, somente apetece as que são transitórias, debate-se entre ondas como que sem navio, e o ímpeto das águas que correm o carregam consigo.

    “Quem, porém, crendo nas eternas, ama as coisas transitórias, este é como aquele que naufragou perto de um navio.

    “Já quem crê nos bens eternos e os ama, como que já colocado no navio, atravessa seguro as ondas do mar revolto.

    “E se pelo desejo da fé não abandonar o navio, de certo modo, ainda que no meio das ondas, imita a estabilidade da terra”.



    Hugo de São Vitor, “A substância do amor”, Inst. in Decalogum Legis Dominicae, C. 4, PL 176, 15-18;Miscelannea L. I C. 171, PL 177, 563-565.





    SANTO ESTÊVÃO DE BOURGES


    A catedral de Bourges, na França, está dedicada a Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão. É considerada uma obra-prima da arquitetura gótica. Sua fachada tem 40 metros da largura sendo a maior nesse estilo.A construção iniciou-se em 1195, praticamente ao mesmo tempo com a catedral de Chartres. O coro (parte atrás do altar mor) foi completado em 1214; a nave (a parte maior) em 1225. A fachada, mais rica e complicada foi terminada em 1250. O todo, que inclui torres e anexos, foi consagrado em 13 de maio de 1324.

    Na fachada há 5 portas de acesso, uma para cada nave, e há mais 2 na metade dos lados. Cada porta tem esculturas notáveis, sendo a mais famosa a que ilustra o Juízo Final. Os vitrais da zona absidal são do século XIII. A iconografia reproduz eventos do Antigo Testamento, da vida de Jesus Cristo, do Apocalipse e da vida dos Santos.

    MAIS; MAIS;e ainda MAIS.





    BARCELONA: CATEDRAL SANTA EULÁLIA


    A catedral da Santa Cruz e Santa Eulália, de Barcelona, Espanha, foi construída entre os séculos XIII e XV sobre antiga catedral românica, que repousava por sua vez sobre uma basílica paleocristã. A fachada neo-gótica é do século XIX.Santa Eulália, patrona de Barcelona, donzela virgem e mártir, foi exposta nua no fórum romano, mas uma nevasca cobriu sua nudez. Os romanos enfurecidos a meteram num barril cheio de cacos de vidro e pregos que jogaram encosta abaixo.

    A catedral também guarda o Santo Cristo de Lepanto: cruz da galera de Don Juan de Áustria, chefe da frota católica que esmagou os turcos na batalha de Lepanto em 1571.

    O Cristo desviou para a direita esquivando uma canhonada muçulmana, e foi presságio da vitória que mudou a história.






    ORAÇÃO NUN VITRAL DA CATEDRAL DE LUBECK, ALEMANHA


    Tu me chamas Mestre e não me obedeces.Luz e não me vês.

    Caminho e não me segues.

    Vida e não me desejas.

    Sábio e não me escutas.

    Amável e não me amas.

    Rico e não me invocas.

    Eterno e não me buscas.

    Justo e em mim não confias.

    Nobre e não me serves.

    Senhor e não me adoras.

    Se eu te condenar, não me culpes.





    SÃO LOPO, ARCEBISPO DE SENS


    São Lopo, nasceu em Orléans num berço de sangue real. Resplandeciam nele todas as virtudes quando foi escolhido para arcebispo de Sens.Clotário, rei dos francos, entrou na Borgonha e enviou seu senescal até Sens com a missão de sitiar a cidade. São Lopo entrou na catedral de São Estevão e fez revoar os sinos. Ouvindo o som, os inimigos ficaram tomados de um pânico tão grande que acharam que o único modo de se salvarem da morte, era fugir.

    Por fim, após tomar conta de toda a Borgonha, o rei enviou mais um senescal a Sens. Porém, São Lopo não foi a vê-lo levando presentes. O senescal, então, ficou louco de raiva e difamou-o ante o rei que acabou enviando-o para o exílio.

    No exílio, São Lopo brilhou pela sua doutrina e por seus milagres.

    Entrementes, os habitantes de Sens mataram um bispo usurpador da cátedra de São Lopo e pediram ao rei que chamasse de volta o santo exilado.

    Quando o rei viu chegar um homem tão mortificado, Deus permitiu que ele mudasse de opinião a seu respeito, a ponto de se prosternar aos pés do santo bispo pedindo perdão. O rei encheu-o de presentes e restabeleceu-o na sua diocese.

    Após se ter ilustrado na prática de muitas virtudes, São Lopo repousou em paz, no ano do Senhor de 610, no tempo de Heráclito, imperador de Bizâncio.






    Catedral de Reims





    SÃO LOURENÇO E A CATEDRAL DE LUND


    Em Zchonen, cidade universitária e primeiro arcebispado da Escandinávia, ergue-se formosa catedral romana. Debaixo do coro, abre-se grande e bela cripta. Dizem todos que a igreja nunca será terminada, que sempre faltará alguma coisa, e que o motivo é este:Quando São Lourenço chegou a Lund, a fim de pregar o Catolicismo, desejou construir uma igreja, mas carecia dos meios necessários e não sabia onde arranjá-los. Pensando constantemente no seu objetivo, teve um dia a surpresa de ver na sua frente um gigante, que se ofereceu para em pouco tempo erguer o templo, contanto que São Lourenço adivinhasse o seu nome antes do fim. Se não o conseguisse, o gigante receberia como prêmio da aposta o Sol, a Lua ou os olhos do santo. Este, confiando em Nossa Senhora, não teve o menor receio e aceitou a imposição.

    Iniciou-se a construção, e dentro em pouco o templo estava quase pronto. São Lourenço, pensando tristemente em como descobrir o nome do gigante, pois evidentemente não queria de maneira nenhuma desfazer-se dos seus olhos, tão necessários para a glória de Deus. Um dia, percorrendo as ruas da cidade, sentiu-se cansado e resolveu sentar-se na encosta de uma colina. Do interior da colina chamou-lhe a atenção o pranto de uma criança e a voz de uma mulher que cantava:

    — Durma bem, durma bem, filhinho meu, que amanhã regressa o bom Finn, seu pai, e você brincará com o Sol ou a Lua, ou então com os olhos de Lourenço.

    O santo, ouvindo aquilo, alegrou-se imensamente. Sabia, por fim, o nome do gigante. Imediatamente voltou para a igreja, e viu o gigante sentado já no teto, preparando-se para colocar a última pedra. Gritou-lhe:

    — Ó Finn, coloque bem a última pedra!

    O gigante, enfurecido, atirou a pedra para longe, afirmando que a igreja jamais ficaria terminada, e desapareceu. A partir daquele dia, falta na igreja sempre alguma coisa.

    (A. Della Nina, "Enciclopédia Universal da Fábula": Contos da Suécia - Editora das Américas, SP, 1957)






    Bourges: trono episcopal





    SÃO REMÍGIO, ARCEBISPO DE REIMS


    O nome Remígio significa “pastor que combate” e apaziguador da terra. São Remígio lutou contra o diabo com o escudo da fé, a espada da palavra de Deus e a armadura da esperança.Sua nascença foi predita por um ermitão cego. Desde cedo, Remígio abandonou o mundo e encerrou-se num claustro. Sua reputação crescia, e quando tinha 22 anos, foi aclamado pelo povo para ser arcebispo de Reims.

    Naqueles tempos, Clóvis era rei da França. Ele era pagão. Porém, quando viu vir contra ele um exército incontável de alamanos, ele prometeu que adotaria a fé de Jesus Cristo se obtinha a vitória.

    Ele venceu milagrosamente e pediu o batismo a São Remígio. Tendo-se aproximado todos da pia batismal, uma pomba trouxe no bico uma ampola com o óleo para ungir o rei. Esse óleo fica guardado na igreja de Reims até hoje.

    São Remígio resplandecente de virtudes, repousou em paz no ano 500 do Senhor.





    SÃO VAST: BISPO DO FOGO SAGRADO


    Segundo o bem-aventurado Jacques de Voragine o nome Vast (ou Vaast) vem de ‘voeh distans’, ou ‘desgraça eterna’. Pois, os precitos gemem sem cessar: “Desgraça para nós porque ofendemos a Deus! Desgraça porque obedecemos ao demônio! Desgraça porque não podemos mais morrer! Desgraça por sermos tão terrivelmente atormentados! Desgraça porque não sairemos mais do inferno! »São Vast foi sagrado bispo de Arras por São Remígio. Quando ele chegou à porta da cidade, encontrou dois pobres que pediam esmola. Um era cego e o outro mancava. Então lhes disse: “eu não tenho nem ouro nem prata, mas aquilo que eu tenho eu vos dou”. A continuação ele elevou uma oração e curou-os, a um e outro.

    Um lobo tinha montado sua toca numa igreja abandonada e invadida pelo mato. Vast ordenou-lhe que saísse e não ousasse mais voltar. E assim aconteceu. (na imagem aos pés do santo)

    No fim de sua vida, após converter um grande número de pessoas com suas palavras e com suas obras, no quadragésimo ano de seu episcopado, ele viu uma coluna de fogo que descia do céu até sua casa.

    Ele compreendeu então que seu fim aproximava-se. Pouco tempo depois, ele morreu em paz, no ano do Senhor 550.

    Enquanto acontecia a translação de seu corpo, Omer, que era cego por velhice, lamentava-se não poder contemplar o corpo do santo. Ele, então, recuperou a vista na hora, mas pouco depois, segundo seu desejo, voltou a ficar cego.





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    Catedral de Tours





    SANTO AGOSTINHO: A BELEZA DAS COISAS FALA DA BELEZA SUPREMA DE DEUS CRIADOR


    “Interroga a beleza da terra,“interroga a beleza do mar,

    “interroga a beleza do ar difundida e diluída.

    “Interroga a beleza do céu,

    “interroga a ordem das estrelas,

    “interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia;

    “interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite.

    “Interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra, que voam pelos ares:

    “almas que se escondem, corpos que se mostram;

    “visível que se faz guiar, invisível que guia.

    “Interroga-os!

    “Todos te responderão:

    “Olha-nos, somos belos!

    “A sua beleza fá-los conhecer.

    “Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?”

    (Santo Agostinho, Sermo CCXLI, 2: pl 38, 1134).






    Basílica de Nossa Senhora (Mariacka), Cracóvia





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    A PROFANAÇÃO DA CATEDRAL DE ANTUÉRPIA





    O padre Bernardes, na “Nova Floresta” conta a história de “Os calvinistas, na catedral de Antuérpia”, Bélgica:





    “No dia 21 de agosto de 1566, uma caterva de hereges calvinistas penetrou, a noite, na catedral de Antuérpia.


    “Um deles, simulando um sinal, entoou um salmo de Davi, em língua francesa, e logo os outros arremeteram furiosamente contra as imagens de Cristo, de Nossa Senhora dos santos, que havia na igreja. A umas derrubavam, a outra calcavam aos pés, e outros estoqueavam com as espadas, e a outras ainda, arrancavam as cabeças com machados.


    “Um grupo deles, saltando sobre os altares, arremessava ao chão os vasos sagradas, rasgavam os painéis dos retábulos”, borravam e enchiam de imundícies as pinturas das paredes, e outros grupos quebravam os vitrais e estilhaçavam o órgão e demais santos das cornijas e dos capitéis.


    “Uma antiga e devotíssima imagem de um crucifixo de grande tamanho foi derrubada e cortada em achas, como lenha, conservando-se intacto os dois ladrões que ladeavam a cruz”.





    Comentário do autor: Isso é característico do espírito protestante. Derruba Nosso Senhor e deixa os ladrões. Se eles tivessem que derrubar um dos ladrões derrubavam o bom ladrão, São Dimas. O outro continuava de pé. O provérbio português diz: lé com lé, cré com cré. Assim, o herege poupa o ladrão, mas profana a Deus.





    “Com sacrílega e diabólica alegria, pisaram as hóstias e enchendo o cálice sagrado de vinho, brindavam-se uns aos outros. Untaram os sapatos com os santos óleos do crisma. Calemos o resto, pois isso é mais do que o bastante para magoar a piedade dos católicos. Depois de 4 horas, nem mesmo os sepulcros haviam escapado ao ódio desses ímpios. Eis aqui o resto da heresia. E pelas obras que se conhece a pessoa, e por isso se verá a face dos calvinistas”.





    Comentário do autor: O ódio calvinista mostra o que o protestantismo tem de fundamentalmente incoerente. A gente compreenderia que eles quisessem acabar com o culto das imagens. Mas como é possível que uma pessoa que diz que adora a Nosso Senhor Jesus Cristo, e o reconhece como Deus, queira, ao mesmo tempo quebrar a sua imagem, profaná-la, espandongá-la? Como é possível que a gente amando alguém, queira arrebentar sua face ou sua imagem? Isso é uma verdadeira impossibilidade.





    É um mistério de iniqüidade.





    Se os protestantes fossem coerentes, eles deveriam retirar esses objetos da igreja, e, com respeito, enterrá-los, jogá-los num rio, enfim destruir como figuras de alguém a quem a gente ama e respeita. Mas, não. Por quê?





    Porque o ódio deles vai muito além do simples ódio das imagens. Eles têm ódio àquilo que a imagem representa. E com farisaísmo diabólico, eles atacam o próprio Cristo quando eles atacam a imagem.





    E depois vão dizer que são cristãos!





    Há ainda falsos ecumênicos que dizem: “bom, os protestantes se adornam com o lindo nome de cristãos e por isso são nossos irmãos separados, irmãos na fé etc., etc.” É um verdadeiro disparate.





    O caso da catedral de Antuérpia é um exemplo do furor da revolução protestante. Mas, a Revolução Francesa fez a mesma coisa com igual ou maior ferocidade; a Revolução Comunista russa também fez a mesma coisa num auge do que fizeram protestantes e revolucionários franceses... São três Revoluções, uma filha da outra.





    Autor: Plinio Correa de Oliveira, sem revisão.







    CATEDRAL DE YORK, INGLATERRA


    A Catedral de York é a maior catedral de estilo gótico do norte europeu, localizada na cidade de York, Inglaterra.A primeira igreja no local foi construída às pressas em 627 para o batismo de Eduíno, rei da Nortúmbria. Uma estrutura de pedra foi completada em 637 e foi dedicada a São Pedro.

    Em 741, a igreja foi destruída por um incêndio e reconstruída como uma estrutura ainda mais impressionante, contendo trinta altares.

    Houve uma série de arcebispos beneditinos, incluindo Santo Osvaldo, São Wulfstan e São Ealdred.

    O arcebispo Walter de Gray ordenou a construção de uma estrutura em estilo gótico que se comparasse à Catedral de Cantuária.

    A catedral de York um dos polos religiosos e culturais da Inglaterra católica foi completada e consagrada em 1472.

    A Reforma Protestante saqueou grande parte dos tesouros dela e roubou grande parte das terras da arquidiocese.

    Elizabeth I tentou remover todos os traços da Igreja Católica Apostólica Romana da catedral com muitas destruições de túmulos, janelas e altares.

    Nos séculos XIX e XX foi feito um trabalho de restauração que continua até os presentes dias.











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    QUARTA-FEIRA, 19 DE FEVEREIRO DE 2014



    O trombeteiro de Nossa Senhora de CRACÓVIA








    Igreja de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia 



    Conta-se até no longínquo Cazaquistão uma história ligada à mais alta torre da igreja de Nossa Senhora em Cracóvia.

    Com 81 metros de altura, ela é conhecida como a Torre da Guarda. Ainda hoje é o ponto mais alto da cidade.

    A vida nunca foi fácil em nenhuma parte, mas era especialmente difícil nos inícios da Polônia.

    As cidades da Europa Central eram atacadas por hordas de bárbaros pagãos vindos da Mongólia, acumpliciados por vezes com aliados locais.

    Em face do perigo, os conselheiros municipais de Cracóvia decidiram que um guarda ficaria sempre a postos no alto da torre de Nossa Senhora e alertaria os habitantes tão logo visse os mongóis se aproximarem.

    Durante muitos anos, os guardas cumpriram sua missão a contento, alertando os habitantes da cidade diante das ameaças.
    Por isso, fazer a guarda no topo da torre era tido como um privilégio reservado aos homens mais honrados e respeitáveis da cidade.

    Cracóvia não somente era bela, mas também rica e as hordas de Tártaros a cobiçavam perpetuamente.

    De início esparsos, bandos de Tártaros que pilhavam aldeais e cidadezinhas para roubar e sequestrar os habitantes começaram a se reunir.

    Eles sonhavam estender seu império, conquistar a Polônia e a Hungria e seguir rumo ao Ocidente.

    Em 1241, o príncipe polonês Henrique o Piedoso tinha detido a sua expansão e lhes infringiu uma pesada derrota em Legnica.

    Porém, o príncipe pagou caro pela façanha: ele morreu no campo de batalha juntamente com a maioria de seus guerreiros e dos cavaleiros templários.
    Pouco antes dessa formidável batalha, a horda tártara tentou conquistar Cracóvia.

    No amanhecer de um dia do ano 1240, enquanto a cidade dormia, apareceu no horizonte a silhueta sinistra de um exército pagão que avançava envolto nas trevas matutinas.

    O sentinela da Torre da Guarda foi o único que os viu chegar. Imediatamente começou a tocar a trombeta para dar o alarme e acordar o exército e os habitantes.

    Ele tocou sem interrupção em direção dos quatro cantos da cidade.

    Os tártaros apressaram o assalto. Porém, o guarda havia dado tempo à cidade para preparar a defesa.

    Então um tártaro, povo muito hábil no uso do arco e flecha, jogou um dardo contra o guarda que lhe atravessou a garganta e interrompeu o toque de alerta.

    Contudo, era muito tarde para pilhar Cracóvia, pois os soldados já estavam no alto das muralhas jogando flechas e pedras contra os assaltantes.






    Altar mor da igreja de Nossa Senhora, Cracóvia 


    Os tártaros acabaram sendo repelidos.

    O guarda que deu sua vida para salvar a cidade foi enterrado com todas as honras. Seu devotamento e seu sacrifício são lembrados até os nossos dias.

    Desde então, a cada hora, um trompetista toca do alto da Torre da Guarda de Nossa Senhora em direção de todos os cantos da cidade, detendo-se abruptamente no momento correspondente àquele em que a flecha tártara cortou a vida do herói, há 800 anos.

    De início ele toca em direção do Wawel – castelo real e cidadela da cidade. Depois se vira para a Torre da Prefeitura, a fim de avisar os conselheiros.

    Em seguida toca em direção da Porta de Florian – entrada da cidade – e, por fim, em direção da Praça do Pequeno Mercado, bairro de mercadores e populares.

    Ao meio-dia, ainda hoje a rádio polonesa transmite para todo o país o toque da Torre de Nossa Senhora de Cracóvia.

    Nem sequer a longa opressão comunista conseguiu impedir a perpetuação do costume.

    As reuniões solenes do Conselho Municipal começam ouvindo o toque.

    No Cazaquistão e na Mongólia esta história é conhecida como “a lenda do trompete de ouro”.



    (Fonte: “Légendes de Cracovie”, Wydawnictwo Wam, Cracóvia, 1972, p. 15 a 17)





    Video: O trombeteiro de Nossa Senhora de Cracóvia















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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo