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    segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

    ACI Digital: Religiosa de 107 anos: O Papa Francisco é o impulso que a Igreja necessitava

    Documento sin título










    NOTÍCIAS DIÁRIAS · www.acidigital.com 










    24 de fevereiro de 2014 







    ROMA, 24 Fev. 14 (ACI) .- No dia 20 de fevereiro, a Irmã Cândida Bellotti celebrou seus 107 anos na habitual Missa que o Papa Francisco celebra na capela da Casa Santa Marta do Vaticano. Ela é a religiosa mais idosa do mundo e assegura que o Santo Padre é o impulso que a Igreja necessitava.



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    MANCHETES DO DIA 











    VATICANO 
    O Papa alenta os novos cardeais a viver o Evangelho, as Bem-aventuranças e o caminho da santidade 
    O Papa cria 19 novos Cardeais e lhes pede coragem para anunciar o Evangelho em toda ocasião 
    Francisco pede rezar para que os Bispos, os Cardeais e o Papa “sejamos bons servidores, não bons patrões” 
    É absurdo seguir a Cristo sem a Igreja, disse o Papa Francisco 
    O Papa estabelece nova estrutura para assuntos econômicos do Vaticano 

    AMÉRICA 
    Católicos rezarão o terço pedindo pela paz na Venezuela 

    PERFIS 
    Religiosa de 107 anos: O Papa Francisco é o impulso que a Igreja necessitava 





    Católico em Dia 



    Evangelho: 





    Santo ou Festa: 



    Um pensamento: 

    "Por Jesus preferi ser pobre e trabalhar. J que Ele por amor a mim se fez pobre, eu por amor a Ele tambm quero s-lo".

    Santa Teresa dos Andes 













    VATICANO 









    VATICANO, 23 Fev. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao celebrar na manhã deste domingo na Basílica Vaticano a primeira Missa com os 19 novos Cardeais criados ontem, o Papa Francisco os exortou a evitar comportamentos cortesãos, como os falatórios e as preferências, e animou-os a que vivam a linguagem do Evangelho, as atitudes das Bem-aventuranças e o caminho da santidade.

    O Santo Padre assinalou que a escuta do Espírito Santo vivifica a Igreja e a alma, “com sua força criadora e renovadora, o Espírito sustenta sempre a esperança do Povo de Deus em caminho ao longo da história, e sustenta sempre, como Paráclito, o testemunho dos cristãos”.

    “Neste momento, junto com os novos cardeais, queremos escutar a voz do Espírito, que fala através das Escrituras que foram proclamadas”.

    Francisco indicou que na Primeira Leitura de hoje “ressoou a chamada do Senhor a seu povo: ‘Sede Santos, porque eu, seu Senhor Deus, sou santo’. E Jesus, no Evangelho, replica: ‘Sejam perfeitos, como o Pai celestial é perfeito’. Estas palavras interpelam todos nós, discípulos do Senhor; e hoje se dirigem especialmente a mim e a vocês, queridos irmãos cardeais, sobre tudo aos que ontem passaram a formar parte do Colégio Cardinalício”.

    “Imitar a santidade e a perfeição de Deus pode parecer uma meta inalcançável. Entretanto, a Primeira Leitura e o Evangelho sugerem exemplos concretos de como o comportamento de Deus pode converter-se na regra de nossas ações. Mas, recordemos, todos nós recordemos, que, sem o Espírito Santo, nosso esforço seria vão”.

    A santidade cristã, precisou o Papa, “não é em primeiro lugar uma conquista nossa, mas o fruto da docilidade – querida e cultivada – ao Espírito do Deus, três vezes Santo”.

    “O Levítico diz: ‘Não odiarás de coração o teu irmão... Não te vingarás, nem guardarás rancor... mas amarás o teu próximo…'. Estas atitudes nascem da santidade de Deus. Nós, entretanto, somos tão diferentes, tão egoístas e orgulhosos...; mas a bondade e a beleza de Deus nos atraem, e o Espírito Santo pode purificar-nos, pode transformar-nos, pode modelar-nos dia a dia”.

    Francisco assinalou que hoje “Jesus nos fala no Evangelho da santidade, e nos explica a nova lei, a sua. Ele o faz mediante algumas antíteses entre a justiça imperfeita dos escribas e os fariseus e a mais alta justiça do Reino de Deus”.

    “A primeira antítese da passagem de hoje se refere à vingança. ‘Ouviram que lhes foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Pois eu lhes digo: …se alguém te esbofetear na face direita, oferece-lhe também a outra’. Não só não é preciso evitar devolver ao outro o mal que nos fez, mas também devemos nos esforçarmos por fazer o bem com largueza”.

    A segunda antítese, indicou o Santo Padre, “refere-se aos inimigos: «Ouvistes que foi dito: “Hás-de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo”. Pois Eu digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem» (5, 43-44). A quem quer segui-Lo, Jesus pede para amar a pessoa que não o merece, sem retribuição, a fim de preencher as lacunas de amor que há nos corações, nas relações humanas, nas famílias, nas comunidades e no mundo. Irmãos Cardeais, Jesus não veio para nos ensinar as boas maneiras, as cortesias; para isso, não era preciso que descesse do Céu e morresse na cruz. Cristo veio para nos salvar, para nos mostrar o caminho, o único caminho de saída das areias movediças do pecado, e este caminho de santidade é a misericórdia, aquela que Ele usou e usa cada dia con nosco. Ser santo n&! atilde;o é um luxo, é necessário para a salvação do mundo. Isto é o que Senhor nos pede.

    Queridos Irmãos Cardeais, o Senhor Jesus e a mãe Igreja pedem-nos para testemunharmos, com maior zelo e ardor, estas atitudes de santidade. É precisamente neste suplemento de oblatividade gratuita que consiste a santidade de um Cardeal. Por conseguinte, amemos aqueles que nos são hostis; abençoemos quem fala mal de nós; saudemos com um sorriso a quem talvez não o mereça; não aspiremos a fazer-nos valer, mas oponhamos a mansidão à prepotência; esqueçamos as humilhações sofridas. Deixemo-nos guiar sempre pelo Espírito de Cristo: Ele sacrificou-Se a Si próprio na cruz, para podermos ser «canais» por onde passa a sua caridade. Este é o comportamento, esta deve ser a conduta de um Cardeal.

    O Cardeal – digo-o especialmente a vós – entra na Igreja de Roma, Irmãos, não entra numa corte. Evitemos todos – e ajudemo-nos mutuamente a evitar – hábitos e comportamentos de corte: intrigas, críticas, facções, favoritismos, preferências. A nossa linguagem seja a do Evangelho: «Sim, sim; não, não»; as nossas atitudes, as das bem-aventuranças; e o nosso caminho, o da santidade. Rezemos mais uma vez: “A vossa ajuda, Pai misericordioso, sempre nos torne atentos à voz do Espírito”.

    O Espírito Santo fala-nos , hoje, também através das palavras de São Paulo: «Sois templo de Deus (…); o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós» (1 Cor 3, 16-17). Neste templo que somos nós, celebra-se uma liturgia existencial: a da bondade, do perdão, do serviço; numa palavra, a liturgia do amor. Este nosso templo fica de certo modo profanado, quando descuidamos os deveres para com o próximo: quando no nosso coração encontra lugar o menor dos nossos irmãos, é o próprio Deus que aí encontra lugar; e, quando se deixa fora aquele irmão, é o próprio Deus que não é acolhido. Um coração vazio de amor é como uma igreja dessacralizada, subtraída ao serviço de Deus e destinada a outro fim.

    Queridos Irmãos Cardeais, permaneçamos unidos em Cristo e entre nós! Peço-vos que me acompanheis de perto, com a oração, o conselho, a colaboração. E todos vós, bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e leigos, uni-vos na invocação do Espírito Santo, para que o Colégio dos Cardeais seja cada vez mais inflamado de caridade pastoral, cada vez mais cheio de santidade, para servir o Evangelho e ajudar a Igreja a irradiar pelo mundo o amor de Cristo, concluiu o Sumo Pontífice.



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    VATICANO, 23 Fev. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Francisco criou ontem, dia em que a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro, a 19 novos cardeais para a Igreja, e lhes recordou que a Igreja precisa de sua comunhão e colaboração, tanto com o Pontífice como entre eles, assim como de sua coragem para anunciar o Evangelho em toda ocasião.

    O predecessor de Francisco, o hoje bispo emérito de Roma, também participou da cerimônia em sua primeira aparição pública depois de sua renúncia, em fevereiro de 2013.

    Em sua homilia, o Santo Padre assegurou que “neste momento Jesus caminha à nossa frente. Ele está sempre à nossa frente. Precede-nos e abre-nos o caminho... E esta é a nossa confiança e a nossa alegria: ser seus discípulos, estar com Ele, caminhar atrás d’Ele, segui-Lo”.

    “Quando eu e os Cardeais concelebramos juntos a primeira santa Missa na Capela Sistina, ‘caminhar’ foi a primeira palavra que o Senhor nos propôs: caminhar e, em seguida, construir e confessar”.

    Francisco assinalou que “hoje volta aquela palavra, mas como um ato, como a ação de Jesus que continua: ‘Jesus caminhava…’ Isto é uma coisa que impressiona nos Evangelhos: Jesus caminha muito e instrui os seus discípulos ao longo do caminho”.

    “Isto é importante. Jesus não veio para ensinar uma filosofia, uma ideologia... mas um ‘caminho’, uma estrada que se deve percorrer com Ele; e aprende-se a estrada, percorrendo-a, caminhando. Sim, queridos Irmãos, esta é a nossa alegria: caminhar com Jesus”.

    O Papa advertiu que “isso não é fácil, não é cómodo, porque a estrada que Jesus escolhe é o caminho da cruz. Enquanto estão a caminho, fala aos seus discípulos do que lhe acontecerá em Jerusalém: prenuncia a sua paixão, morte e ressurreição. E eles ficam ‘surpreendidos’ e ‘cheios de medo’”.

    “Surpreendidos, sem dúvida, porque, para eles, subir a Jerusalém significava participar no triunfo do Messias, na sua vitória – como se vê em seguida pelo pedido de Tiago e João; e cheios de medo, por causa daquilo que Jesus haveria de sofrer e que se arriscavam a sofrer eles também”.

    Francisco destacou entretanto que “nós, ao contrário dos discípulos de então, sabemos que Jesus venceu e não deveríamos ter medo da Cruz; antes, é na Cruz que temos posta a nossa esperança. E, contudo, sendo também nós humanos, pecadores, estamos sujeitos à tentação de pensar à maneira dos homens e não de Deus”.

    “E quando se pensa de maneira mundana, qual é a consequência? Diz o Evangelho: ‘Os outros dez indignaram-se com Tiago e João’. Indignaram-se! Se prevalecer a mentalidade do mundo, sobrevêm as rivalidades, as invejas, as facções…”.

    Francisco refletiu também sobre Jesus que “ao longo do caminho, dá-se conta que há necessidade de falar aos Doze, para e chama-os para junto de Si. Irmãos, deixemos que o Senhor Jesus nos chame para junto de Si! Deixemo-nos ‘con-vocar’ por Ele. E ouçamo-lo, com a alegria de acolhermos juntos a sua Palavra, de nos deixarmos instruir por ela e pelo Espírito Santo para, ao redor de Jesus, nos tornarmos cada vez mais um só coração e uma só alma”.

    “E, enquanto nos encontramos assim convocados pelo nosso único Mestre, ‘chamados para junto d’Ele’, digo-vos aquilo de que a Igreja precisa: precisa de vós, da vossa colaboração e, antes disso, da vossa comunhão comigo e entre vós”.

    “A Igreja precisa da vossa coragem, para anunciar o Evangelho a tempo e fora de tempo, e para dar testemunho da verdade. A Igreja precisa da vossa oração pelo bom caminho do rebanho de Cristo; a oração – não o esqueçamos! – que é, juntamente com o anúncio da Palavra, a primeira tarefa do Bispo”.

    Francisco indicou também que “a Igreja precisa da vossa compaixão, sobretudo neste momento de tribulação e sofrimento em tantos países do mundo. Exprimamos juntos a nossa proximidade espiritual às comunidades eclesiais e a todos os cristãos que sofrem discriminações e perseguições”.

    “Devemos lutar contra todas as discriminações! A Igreja precisa da nossa oração em favor deles, para que sejam fortes na fé e saibam reagir ao mal com o bem. E esta nossa oração estende-se a todo o homem e mulher que sofre injustiça por causa das suas convicções religiosas”.

    O Papa destacou logo que “a Igreja precisa de nós também como homens de paz, precisa que façamos a paz com as nossas obras, os nossos desejos, as nossas orações. Fazer a paz! Ser artesãos da paz! Por isso, invoquemos a paz e a reconciliação para os povos que, nestes tempos, vivem provados pela violência, a exclusão e a guerra”.

    “Obrigado, Irmãos muito amados! Obrigado! Caminhemos juntos atrás do Senhor e deixemo-nos cada vez mais convocar por Ele, no meio do povo fiel, do santo povo fiel de Deus, da Santa Mãe Igreja. Obrigado! ”, concluiu.

    Os 19 novos Cardeais

    Os novos Cardeais criados pelo Papa Francisco sábado são: o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin; o Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri; o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Ludwig Müller; e o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Beniamino Stella.

    Também foram criados Cardeais sábado o Arcebispo de Westminster (Reino Unido), Cardeal Vincent Nichols; o Arcebispo de Managua (Nicarágua), Cardeal Leopoldo José Brenes Solórzano; o Arcebispo de Québec (Canadá), Cardeal Gérald Cyprien Lacroix; o Arcebispo de Abidjan (Costa de Marfim), Cardeal Jean-Pierre Kutwa; o Arcebispo do Rio do Janeiro (Brasil), Cardeal Orani João Tempesta; e o Arcebispo da Perugia-Città della Pieve (Itália), Cardeal Gualtiero Bassetti.

    Também receberam sábado o barrete, o anel cardinalício e a atribuição do título ou diaconia, o Arcebispo de Buenos Aires (Argentina), Cardeal Mario Aurelio Poli; e o Arcebispo de Seul (Coréia do Sul), Cardeal Andrew Yeom Soo Jung; o Arcebispo de Santiago (Chile), Cardeal Ricardo Ezzati Andrello; o Arcebispo de Ouagadougou (Burkina Faso), Cardeal Philippe Nakellentuba Ouédraogo; o Arcebispo de Cotabato (Filipinas), Cardeal Orlando B. Quevedo; e o Arcebispo dos Cayes (Haiti), Cardeal Chibly Langlois.

    Três Arcebispos eméritos foram criados Cardeais pelo Papa Francisco sábado, e são o Ex-prelado do Santuário de Loreto (Itália) e ex-secretário pessoal do Beato João XXIII, Cardeal Loris Francesco Capovilla; o Arcebispo emérito da Pamplona (Espanha), Cardeal Fernando Sebastián Aguilar; e o Arcebispo emérito de Castries (Santa Luzia), Cardeal Kelvin Edward Felix.

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    VATICANO, 23 Fev. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Em suas palavras anteriores à oração do Ângelus hoje, ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu orações para que tanto os Bispos, como os cardeais e o Papa sejam “bons ‘servidores’, não bons ‘patrões’”.

    O Santo Padre indicou que “na Segunda Leitura deste domingo, São Paulo afirma: ‘Ninguém ponha sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas (isso é, Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro; tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus’”.

    “Por que o Apóstolo diz isso? Porque o problema ao qual o Apóstolo se encontra diante é aquele das divisões na comunidade de Corinto, onde se havia formado grupos que se referiam aos vários pregadores considerando-os seus chefes; diziam: ‘Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas…’”.

    O Papa assinalou que “São Paulo explica que este modo de pensar é errado, porque a comunidade não pertence aos apóstolos, mas são eles – os apóstolos – que pertencem à comunidade; porém, a comunidade, inteira, pertence a Cristo!”.

    “Desta pertença, deriva que nas comunidades cristãs – dioceses, paróquias, associações, movimentos – as diferenças não podem contradizer o fato de que todos, pelo Batismo, temos a mesma dignidade: todos, em Jesus Cristo, somos filhos de Deus”.

    Francisco destacou que “aqueles que receberam um ministério de guia, de pregação, de administrar os Sacramentos não devem se considerar proprietários de poderes especiais, patrões, mas se colocar a serviço da comunidade, ajudando-a a percorrer com alegria o caminho da santidade”.

    “A Igreja hoje confia o testemunho desse estilo de vida pastoral aos novos cardeais, com os quais celebrei esta manhã a Santa Missa”.

    Depois de pedir uma saudação aos novos Cardeais com um aplauso, o Santo Padre recordou que “o consistório de ontem a celebração eucarística de hoje nos ofereceram uma ocasião preciosa para experimentar a catolicidade, a universalidade da Igreja, bem representada pela variada proveniência dos membros do Colégio Cardinalício, recebidos em estreita comunhão em torno do Sucessor de Pedro”.

    “E que o Senhor nos dê a graça de trabalhar pela unidade da Igreja, de construir esta unidade, porque a unidade é mais importante que os conflitos! A unidade da Igreja é de Cristo, os conflitos são problemas que não são sempre de Cristo...”

    “Os momentos litúrgicos e de festa, que tivemos a oportunidade de viver ao longo dos dois últimos dias, reforcem em todos nós a fé, o amor por Cristo e pela sua Igreja!”.

    O Papa pediu aos fiéis “apoiar estes Pastores e a auxiliá-los com a oração, a fim de que guiem sempre com zelo o povo que lhes foi confiado, mostrando a todos a ternura e o amor do Senhor”.

    “Mas quanta necessidade de oração tem um bispo, um cardeal, um Papa, a fim de que possa ajudar a seguir adiante o Povo de Deus! Digo ‘ajudar’, isso é, servir o Povo de Deus”.

    A vocação do Bispo, do Cardeal e do Papa, indicou, é “ser servidor, servir em nome de Cristo”.

    “Rezem por nós, para que sejamos bons servidores: bons servidores, não bons patrões!”.

    “Todos juntos, bispos, presbíteros, pessoas consagradas e fiéis leigos devemos oferecer o testemunho de uma Igreja fiel a Cristo, animada pelo desejo de servir os irmãos e pronta a ir ao encontro com coragem profética às expectativas e exigências espirituais dos homens e mulheres do nosso tempo. Nossa Senhora nos acompanhe e nos proteja neste caminho”, concluiu.


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    VATICANO, 24 Fev. 14 (ACI) .- Em sua habitual homilia da Missa que o Santo Padre celebra pela manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse que é absurdo amar ou seguir a Cristo sem a Igreja, pois Cristo e a Igreja estão sempre unidos e quando o Senhor chama uma pessoa, leva-a a Igreja.

    Refletindo na passagem do Evangelho sobre um jovem possuído por um demônio, o Santo Padre analisa toda a cena e seus elementos e Jesus, que compadecido pela fé cristalina daquele pai que implora a cura, expulsa o espírito e se inclina com doçura perante o jovem, que parece morto, ajudando-o a voltar-se para levantar.

    Conforme assinala Rádio Vaticano, o Papa afirmou que “toda aquela desordem, aquela discussão termina em um gesto: Jesus que se abaixa, inclina-se ante o moço. Estes gestos de Jesus nos fazem pensar. Jesus quando cura, quando vai entre as pessoas e cura alguém, jamais a deixa sozinha. Não é um mago, um bruxo, um curandeiro que vai, para e continua seu caminho: ele faz que cada um retorne ao seu lugar, não o deixa na rua. São gestos muito belos do Senhor”.

    Eis aqui o ensinamento, explicou o Santo Padre: “Jesus – afirmou – sempre nos faz retornar a casa, jamais nos deixa sozinhos na rua”. O Evangelho, recordou, está cheio destes gestos. A ressurreição de Lázaro, a vida devolvida à filha de Jairo e ao filho de uma mãe viúva. E também a ovelha perdida volta ao redil ou a moeda perdida que volta a ser encontrada pela mulher:

    “Porque Jesus não veio sozinho do Céu, é Filho de um povo. Jesus é a promessa feita a um povo e sua identidade é também pertença àquele povo, que desde Abraão caminha para a promessa. E estes gestos de Jesus nos ensinam que toda cura, todo perdão nos fazem retornar sempre a nosso povo, que é a Igreja”.

    Jesus perdoa sempre e seus gestos – prosseguiu o Papa – se tornam também “revolucionários”, ou “inexplicáveis”, quando seu perdão chega a quem se afastou “muito”, como o publicano Mateus ou seu colega Zaqueu.

    É absurdo “amar a Cristo, sem a Igreja, sentir Cristo mas não a Igreja, seguir a Cristo à margem da Igreja”, recordou Francisco citando e parafraseando uma vez mais Paulo VI. “Cristo e a Igreja estão unidos”, e “cada vez que Cristo chama uma pessoa, Ele a traz para a Igreja”.

    “Um a um, o Senhor nos chama assim, seu povo, dentro sua família, nossa mãe, a Santa Igreja”, concluiu o Santo Padre.


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    VATICANO, 24 Fev. 14 (ACI/EWTN Noticias) .- Através do Motu Próprio “Fidelis dispensator et Prudens”, com data de hoje, 24, o Papa Francisco estabeleceu uma nova estrutura de coordenação dos assuntos econômicos e administrativos da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

    No documento, o Santo Padre expressou que “do mesmo modo que o administrador fiel e prudente tem a tarefa de cuidar atentamente o que lhe foi confiado, assim a Igreja é consciente da responsabilidade de proteger e administrar com atenção seus bens, à luz de sua missão de evangelização e com uma atenção especial aos mais necessitados”.

    “Em particular, a gestão dos setores econômicos e financeiros da Santa Sé está estreitamente ligada à sua missão específica, não só ao serviço do ministério universal do Santo Padre , mas também em relação com o bem comum, na perspectiva do desenvolvimento integral da pessoa humana”.

    Conforme informou hoje o Escritório de Imprensa da Santa Sé, com este Motu Próprio, o Papa instituiu uma nova Secretaria de Economia, que terá autoridade sobre “todas as atividades econômicas e administrativas dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

    Como Cardeal Prefeito deste novo organismo, o Santo Padre nomeou o Arcebispo de Sydney, Cardeal George Pell, um dos oito Cardeais assessores do grupo conhecido como C-8.

    O Escritório de Imprensa do Vaticano indicou que “o anúncio de hoje se produz depois das recomendações da rigorosa revisão realizada pela Comissão Referente de Estudo e de Guia da Organização da Estrutura Econômica - Administrativa da Santa Sé (COSEA). Tais recomendações foram examinadas e aprovadas seja pelo Conselho de Cardeais, estabelecido para assessorar o Santo Padre sobre a reforma da Cúria Romana, e pelo Conselho de 15 cardeais destinado ao ‘estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé’”.

    A COSEA recomendou “mudanças para simplificar e consolidar as estruturas de gestão existentes e melhorar a coordenação e supervisão em toda a Santa Sé e o Estado da Cidade do Vaticano, e aconselhava um compromisso explícito na adoção de princípios de contabilidade e de gestão financeira geralmente aceitos, assim como na apresentação de relatórios financeiros, controles internos avançados, transparência e governo”.

    Com estas mudanças implementadas, será permitida uma participação mais explícita de peritos de alto nível, com experiência em gestão financeira, planejamento e apresentação de informes. Ao mesmo tempo, isto garantirá um uso eficaz dos recursos melhorando o apoio disponível para vários programas, em especial os destinados aos pobres e necessitados.

    O Santo Padre determinou a instituição de uma nova Secretaria de Economia, a qual conforme explicou a Santa Sé, “terá autoridade sobre todas as atividades econômicas e administrativas” dentro do Vaticano.

    “A Secretaria será responsável, entre outras coisas, da preparação de um orçamento anual para a Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, assim como do planejamento financeiro e as diversas funções de suporte, como os recursos humanos e o aprovisionamento. A Secretaria preparará também um balanço detalhado da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

    “A Secretaria de Economia porá em prática as diretrizes formuladas por um novo Conselho de Economia: um Conselho de 15 membros, composto por oito cardeais ou bispos , que reflete a universalidade da Igreja, e por sete peritos leigos de diversas nacionalidades de reconhecida experiência financeira e profissionalismo”.

    Este Conselho, explicou o Escritório de Imprensa, “se reunirá periodicamente para avaliar diretrizes e práticas concretas e preparar e analisar os informes sobre as atividades econômico-administrativas da Santa Sé”.

    Além disso, será nomeado um Auditor Geral, que será designado pelo Santo Padre, que terá a faculdade de realizar auditorias em qualquer organismo ou instituição da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

    De acordo ao Escritório de Imprensa da Santa Sé, estas mudanças confirmam o papel Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), “como o Banco Central do Vaticano, com todas as obrigações e responsabilidades das instituições similares em todo mundo”.

    “A AIF (Autoridade de Informação Financeira) seguirá desempenhando seu papel atual e fundamental de supervisão prudencial e regulação das atividades dentro da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”.

    Solicitou-se ao Prefeito da nova Secretaria de Economia, Cardeal George Pell, que inicie sua tarefa o mais breve possível, preparando os Estatutos definitivos e outros trabalhos relacionados.


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    AMÉRICA 









    CARACAS, 24 Fev. 14 (ACI) .- Várias paróquias no estado de Táchira (Venezuela) organizaram diversas iniciativas de oração, como a oração do terço, pedindo a Deus pela paz no país.

    O estado de Táchira, um dos primeiros focos das manifestações pacíficas de estudantes, foi fortemente militarizado pelo governo de Nicolás Maduro, como parte de sua violenta repressão em todo o país. A imprensa local informou na semana passada que chegaram aviões de guerra para a frota militar da cidade de São Cristóbal.

    Também se informou a chegada de mais de 600 militares em paraquedas e na noite de 20 de fevereiro simpatizantes do governo dispararam com armas automáticas contra as pessoas que manifestavam pacificamente nas ruas. Em São Cristóbal, os cidadãos recolheram balas de 40 e 9 milímetros.

    A cidade também foi privada do acesso à internet, a única fonte que têm os venezuelanos para acessar a informação não manipulada pelo governo e para denunciar a violenta repressão que sofrem os cidadãos.

    O Bispo de São Cristóbal, Dom Mario Moronta, pediu através das redes sociais que “em cada lar da Venezuela rezemos o santo terço pedindo pela paz e pela concórdia”.

    Diversas paróquias nesta diocese organizaram encontros de oração pela paz e pela vida, e a paróquia Universitária celebrou uma Missa pela Justiça e pela Paz neste domingo.

    Recentemente, Dom Moronta assegurou “que os sacerdotes e agentes de pastoral estamos obrigados a promover a paz e a fraternidade tanto com a nossa pregação como com todas aquelas ações que nascem do compromisso evangelizador de edificar a concórdia entre todos os irmãos”.

    Conforme anunciou em um comunicado, a Diocese de São Cristóbal anunciará nos próximos dias uma grande atividade religiosa, para o encontro, a reconciliação e a paz em Táchira.

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    PERFIS 









    ROMA, 24 Fev. 14 (ACI) .- No dia 20 de fevereiro, a Irmã Cândida Bellotti celebrou seus 107 anos na habitual Missa que o Papa Francisco celebra na capela da Casa Santa Marta do Vaticano. Ela é a religiosa mais idosa do mundo e assegura que o Santo Padre é o impulso que a Igreja necessitava.

    Em declarações a ACI Digital, a Irmã Cândida disse que “se Deus quis que tivéssemos o Papa Francisco, é porque em sua mente eterna já o havia pensado. Ele é o idôneo para nossos dias e deve-se respeitá-lo porque é a vontade de Deus, não porque seja branco, negro, verde ou amarelo, mas sim porque ele é o Papa”.

    Embora depois da Missa Irmã Cândida não pôde falar com o Pontífice por causa da emoção, a religiosa estava especialmente contente e continuou os festejos junto a sua família, a Ordem dos Camilos, na Casa Generalícia de Roma, onde suas irmãs preparam um grande bolo para a ocasião.

    Lúcida e com simpatia, a religiosa assinalou que “a verdadeira felicidade é apreciar o momento tal qual Deus nos dá. O que realmente é necessário na vida é dar graças a Deus pelo que Ele nos dá. Porque é o único que fará homem feliz. O homem deve aceitar cada momento que tem e dizer ‘obrigado’”.

    “É precisa aceitar o bem que se encontra. Há vezes que procuramos as coisas boas e não as encontramos, mas isso mesmo é o segredo, procurar o bom e evitar a maldade. Temos que ter a graça, a inteligência de saber escolher entre o bem e o mal”, afirmou.

    Irmã Cândida sentiu a chamada de Deus à idade de 16 anos e ingressou em um convento quando tinha 22. Sempre esteve convencida de que Cristo a chamou desde a eternidade.

    “Em toda minha vida não tive nem um minuto em que disse a mim mesma ‘possivelmente tenha me equivocado’. Nunca! Estou contente, segura e comprometida melhorando em minha vida graças a Deus”, disse.

    “Para mim –continuou a religiosa–, toda minha vida foi bela. A lembrança mais dolorosa de minha vida e mais bonita ao mesmo tempo foi deixar a família para ingressar no convento”.

    A religiosa viveu duas guerras mundiais e conviveu com o advento de centenas de avanços que mudaram a história do homem até nossos diase assegura que todos os avanços da humanidade se devem à graça de Deus, porque, conforme ele diz “o mundo até que dure, mudará sempre, porque Deus nunca se detém, e não podemos saber quais serão seus projetos”.

    Irmã Cândida pertence à Congregação das Ministras dos Doentes de São Camilo de Lellis, nasceu em 1907 em Quinzano, na província de Verona (Itália), durante o pontificado de São Pio X. Passou toda sua vida servindo os doentes nos hospitais de diversas cidades da Itália e atualmente vive em Luza (província da Toscana, Itália) onde agora se dedica à oração.

    Religiosa de 107 anos: O Papa Francisco é o impulso que necessitava a Igreja

    Irmã Cândida Belloti. Foto: ACI Imprensa

    Roma, 24 Fev. 14 / 12:05 am (ACI/EWTN Notícias).- No dia 20 de fevereiro, a Irmã Cândida Bellotti celebrou seus 107 anos na habitual Missa que o Papa Francisco celebra na capela da Casa Santa Marta do Vaticano. Ela é a religiosa mais idosa do mundo e assegura que o Santo Padre é o impulso que a Igreja necessitava.

    Em declarações a ACI Digital, a Irmã Cândida disse que “se Deus quis que tivéssemos o Papa Francisco, é porque em sua mente eterna já o havia pensado. Ele é o idôneo para nossos dias e deve-se respeitá-lo porque é a vontade de Deus, não porque seja branco, negro, verde ou amarelo, mas sim porque ele é o Papa”.

    Embora depois da Missa Irmã Cândida não pôde falar com o Pontífice por causa da emoção, a religiosa estava especialmente contente e continuou os festejos junto a sua família, a Ordem dos Camilos, na Casa Generalícia de Roma, onde suas irmãs preparam um grande bolo para a ocasião.

    Lúcida e com simpatia, a religiosa assinalou que “a verdadeira felicidade é apreciar o momento tal qual Deus nos dá. O que realmente é necessário na vida é dar graças a Deus pelo que Ele nos dá. Porque é o único que fará homem feliz. O homem deve aceitar cada momento que tem e dizer ‘obrigado’”.

    “É precisa aceitar o bem que se encontra. Há vezes que procuramos as coisas boas e não as encontramos, mas isso mesmo é o segredo, procurar o bom e evitar a maldade. Temos que ter a graça, a inteligência de saber escolher entre o bem e o mal”, afirmou.

    Irmã Cândida sentiu a chamada de Deus à idade de 16 anos e ingressou em um convento quando tinha 22. Sempre esteve convencida de que Cristo a chamou desde a eternidade.

    “Em toda minha vida não tive nem um minuto em que disse a mim mesma ‘possivelmente tenha me equivocado’. Nunca! Estou contente, segura e comprometida melhorando em minha vida graças a Deus”, disse.

    “Para mim –continuou a religiosa–, toda minha vida foi bela. A lembrança mais dolorosa de minha vida e mais bonita ao mesmo tempo foi deixar a família para ingressar no convento”.

    A religiosa viveu duas guerras mundiais e conviveu com o advento de centenas de avanços que mudaram a história do homem até nossos diase assegura que todos os avanços da humanidade se devem à graça de Deus, porque, conforme ele diz “o mundo até que dure, mudará sempre, porque Deus nunca se detém, e não podemos saber quais serão seus projetos”.

    Irmã Cândida pertence à Congregação das Ministras dos Doentes de São Camilo de Lellis, nasceu em 1907 em Quinzano, na província de Verona (Itália), durante o pontificado de São Pio X. Passou toda sua vida servindo os doentes nos hospitais de diversas cidades da Itália e atualmente vive em Luza (província da Toscana, Itália) onde agora se dedica à oração.


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    Compartilhando a Graça: Desabafo de Dilma: ‘Não estaria no Vaticano se Bento XVI fosse o Papa’










































































    domingo, 23 de fevereiro de 2014

    Desabafo de Dilma: ‘Não estaria no Vaticano se Bento XVI fosse o Papa’


    Presidente Dilma falou que não seria convidada por Bento XVI, será?
    Para integrantes da comitiva presidencial, Dilma Rousseff fez um desabafo: “Se fosse o Papa Bento XVI, eu não estaria no Vaticano para participar do consistório de Dom Orani Tempesta”.
    Nos bastidores, Dilma não esconde o seu encantamento com o Papa Francisco, principalmente com as preocupações sociais do atual pontífice.

    Ao mesmo tempo, Dilma também não esconde seu desconforto com Bento XVI, que durante o segundo turno da campanha de 2010, mandou uma mensagem aos bispos brasileiros condenando o aborto.
    Dilma guardou mágoa de Bento XVI. Tanto que não enviou mensagem ao Vaticano quando ele anunciou sua renúncia no ano passado.
    No Palácio do Planalto, a avaliação é que é positiva a aproximação de Dilma do Papa Francisco porque pode ajudá-la a ficar blindada de um novo debate eleitoral com o surgimento de temas morais.
    Além disso, Dilma aproveitou para capitalizar no encontro da sexta com o pontífice uma agenda positiva para a Copa do Mundo no Brasil, ao presenteá-lo com uma bola e a camisa da seleção.

    Publicado por Camarotti/G1


    domingo, 23 de fevereiro de 2014

    Uma camiseta de Lobão para Marcelo Freixo. E uma resposta desmoralizante para os que se dizem “jovens judeus de esquerda” do PSOL | Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com















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    22/02/2014 às 21:15
    Uma camiseta de Lobão para Marcelo Freixo. E uma resposta desmoralizante para os que se dizem “jovens judeus de esquerda” do PSOL




    O cantor e compositor Lobão, também colunista da VEJA, é autor de uma frase-emblema destes dias, que define com precisão alguns líderes de esquerda, que virou camiseta: “PEIDEI, mas não fui eu”. Vou pedir ao meu amigo que envie uma a Marcelo Freixo, deputado estadual do Rio (PSOL) e queridinho de alguns artistas do miolo mole, que confundem seus trinados com pensamento político.

    Publiquei aqui um vídeo em que o tal ex-deputado federal Babá aparece numa algazarra promovida pelo PSOL queimando a bandeira de Israel. Quem queima a bandeira de uma país — muito especialmente quando não é um nativo do lugar — não está apenas discordando, de modo episódico, das escolhas do governo de turno. O seu ódio se dirige a uma nação, a um povo. É por isso que os extremistas do Irã queimavam bandeiras americanas quando o presidente era George W. Bush e seguem queimando bandeiras com Barack Obama. Eles não estão contra esse líder ou aquele, mas contra os EUA. Quando alguém queima a bandeira de Israel, está, na prática, pedindo o fim do país.

    No mesmo vídeo, aparece Marcelo Freixo pedindo votos para Babá; recomenda que os eleitores o escolham como vereador. Ou seja: Freixo pede votos para um sujeito que, na prática, pede o fim do estado de Israel. Republico o vídeo e volto em seguida.



    Voltei
    Muito bem. Na página de Freixo no Facebook, há um manifesto atribuído “a jovens judeus de esquerda” — parece ser, assim, um núcleo de jovens judeus do PSOL. O argumento mais forte que apresentam é este: a queima da bandeira e o apoio de Freixo ocorrem em eventos distintos. Ok. ATENÇÃO, PESSOAL! DOU DE BARATO QUE FREIXO NÃO ESTIVESSE NA MANIFESTAÇÃO. DIGAMOS QUE SEJA MESMO VERDADE. E DAÍ? PARA MIM, NÃO MUDA ABSOLUTAMENTE NADA! FREIXO PEDIU VOTOS PARA UM SUJEITO QUE QUEIMA A BANDEIRA DE ISRAEL. E vamos ver como o PSOL costuma tratar o país.

    Reproduzo abaixo, em vermelho, o texto atribuído aos tais “jovens judeus” e volto em seguida. Os números e destaques que aparecem no manifesto são de minha lavra e servem para orientar a minha resposta.
    *

    1: Juventude Judaica tem ligação com Freixo

    2: Mais uma vez a Veja ataca. E o faz de maneira vergonhosa. Reinaldo de Azevedo acusa sem nenhuma prova o Deputado Marcelo Freixo, do PSOL, de 3: participar de atos contra as posturas praticadas pelo estado de Israel e corroborar com a atitude da queima da bandeira deste país.

    Em primeiro lugar, 4: o deputado não esteve presente aos atos que a Veja destaca e “muito menos aparece para meter as digitais”. 5: Isso é feito com uma compilação de dois vídeos diferentes com intenção de incriminar Marcelo Freixo.

    Durante a campanha eleitoral para prefeito, em 2012, 6: esse vídeo veio a tona e o então candidato Marcelo Freixo fez questão de negar que participava dos atos e discordar publicamente da atitude do militante Babá. 7: E fez isso diversas vezes, sendo uma delas diante de 200 jovens judeus de esquerda que estavam felizes por ouvir alguém com capacidade para governar o Rio de Janeiro. Vários desses jovens não só deram seu voto ao deputado, como também foram as ruas fazer campanha.

    Aos que imaginam que isso era estratégia eleitoral, Marcelo Freixo voltou a estar presente outras vezes com esses jovens judeus fora da campanha, estando presente em exposição sobre a vida do ex-primeiro ministro Itzhak Rabin, e 8: debatendo depois as semelhanças entre as ocupações das favelas pela polícia e a ocupação da Palestina por Israel. Isso mostra que o deputado sempre se mostrou disposto a debater a questão. De antissemita, Marcelo Freixo não tem nada.

    9: Muitos de nós, judeus, temos muito orgulho de ter essa ligação com Marcelo Freixo. Continuamos apoiando-o em sua luta a favor dos direitos humanos, contra uma cidade entregue aos negócios e contra os ataques sofridos por ele pela grande mídia, 10: como a Rede Globo e esta reportagem vergonhosa da Veja, assinada por Reinaldo de Azevedo.

    Quanto a acusação infundada de antissemitismo no PSOL, mais uma vez esta não se faz verdadeira. 11: Há uma discordância por parte das práticas do estado de Israel, com alguns em maior grau e outros em um grau menor. Assim como vários judeus fazem este debate de maneira profunda e também discordam destas práticas. 12: Vale ainda dizer que alguns membros desta juventude judaica são filiados e militantes do PSOL e não sofrem qualquer preconceito ou perseguição interna. Diante disso, pode-se dizer que o 13: PSOL tem tanto de antissemitismo quanto a Veja tem de transparência e qualidade.
    Jovens Judeus de Esquerda

    Respondo
    1: “Juventude judaica tem ligações com Freixo” uma pinoia! Alguns judeus jovens podem ter, mas não “a” juventude judaica.

    2: “VEJA ataca uma ova!” Eu escrevi, não a VEJA. As minhas opiniões são as minhas opiniões, não as da revista. Até porque escrevo também na Folha e faço comentários na Jovem Pan. Se eu escrevesse o que pensa cada veículo, daria em cada um deles uma opinião diferente sobre o mesmo assunto. Vão se instruir!

    3: O ato de que participou Babá não era contra “posturas praticadas pelo estado de Israel” (aliás, “praticar posturas” é índice de analfabetismo…). Era contra Israel inteiro. Não mintam!

    4: Freixo não esteve presente? E daí? Muda o quê? Pedir voto a um delinquente moral que queima a bandeira de Israel e estar presente ao ato, para mim, são a mesma coisa.

    5: A “compilação dos dois vídeos” relata apenas o que aconteceu. Dois fatos estão ali:
    a: Babá queimou a bandeira de Israel: fato!
    b? Freixo pediu votos para Babá: fato!

    6: Ele discordou de Babá? Só de Babá. Então leiam o item abaixo intitulado “Recado os supostos jovens judeus de esquerda do PSOL”.

    7: Ah, ficaram “felizes”, é? Acabo com essa “felicidade” indecorosa daqui a pouco — isso na hipótese de que esses jovens judeus psolentos de fato existam.

    8: COMO??? Freixo, então, comparou a questão israelo-palestina à “ocupação das favelas”? É isso mesmo??? A delinquência intelectual assumiu essa proporção? E os sedizentes “jovens judeus” acharam isso bom???

    9: É mesmo? Há “jovens judeus” que se orgulham da ligação com Freixo? Lamento duplamente: porque são jovens; porque são judeus (já falo mais a respeito).

    10: Não é reportagem nem é da VEJA. É um post do Reinaldo Azevedo.

    11: Sei: quando discordam, queimam a bandeira do país. Mas esperem mais um pouquinho…

    12: Eu entendi errado, ou esses que se dizem “jovens judeus” estão se mostrando gratos por não serem discriminados? Não envergonhem a história de seus país, de seus avôs, de seus bisavós, de seus ancestrais.

    13: Isso, então, é reconhecimento da qualidade da VEJA.

    Recado os supostos jovens judeus de esquerda do PSOL
    O propósito de organizar um “manifesto de jovens judeus” contra mim é um só: “Já que a gente é judeu (na hipótese de que esse grupo exista), e Reinaldo não é, então temos mais legitimidade para fazer do que ele para tratar da questão.

    Nem a pau! A questão judaica, o antissemitismo, a existência de Israel, o Holocausto, todos esses temas são importantes demais para que sejam tratados apenas pelos judeus: SÃO TEMAS QUE DIZEM RESPEITO À HUMANIDADE. Se eles são assuntos judaicos o bastante para que Israel tenha o direito de se defender sem pedir autorização a ninguém — como qualquer país —, são também universais o bastante para que não judeus, COMO ESTE CATÓLICO, reajam diante da indignidade.

    Ah, então, vocês são judeus, e eu não? Não dou a mínima! Já recebi, digamos assim, o título de “judeu honorário” das comunidades de São Paulo e Rio — e não creio que seria diferente com outras, de outros estados — e, lamento por vocês, sinto-me mais preparado para defender a causa de Israel do que vocês. Façam o seguinte: conclamem a comunidade judaica a lotar, sei lá, o Morumbi e o Maracanã: aí apareçam lá com as teses do PSOL, e eu compareço com as minhas. Se a questão é saber com quem estão os judeus, eu topo o confronto. Comigo, não, violão! Eu não me intimido com esses faniquitos e correntes na Internet. E sou quem sou porque não me intimido.

    Há um “núcleo de jovens judeus no PSOL”? Então concordam com esta mensagem, estampada na página do partido — e não recorram à canalhice de dar sumiço nela porque fotografei a imagem, com URL e tudo. Leiam (em vermelho). Segue-se a imagem. Volto em seguida.
    O PSOL condena mais um ataque militar de Israel à Faixa de Gaza. Como sempre, em nome de causas supostamente nobres como “combater o terrorismo” se promove as maiores atrocidades e tudo isso com a conivência do presidente estadunidense imperialista Barack Obama.
    Israel ao convocar 75 mil reservistas indica desejo de uma nova escalada à Faixa de Gaza. Somente uma forte e verdadeira solidariedade internacional pode conter esta possível ofensiva militar. Atos em todo mundo acontecem como denúncia e solidariedade.
    O PSOL conclama seus militantes e lideranças a se manifestarem em defesa da Palestina Livre e quer do governo Dilma o cancelamento de relações diplomáticas como primeira medida imediata.
    Partido Socialismo e Liberdade – PSOL BRASIL



    Retomo
    Ok, ok. Defendem a “Palestina Livre” e coisa e tal. Dá pano para manga, mas não entro nisso agora. O que realmente é estupefaciente é pedir que o Brasil rompa relações diplomáticas com a única democracia do Oriente Médio e com o único país em que árabes podem experimentar um regime democrático. O PSOL nunca pediu que o Brasil rompesse relações com a Síria, por exemplo. Ou com o Irã. E, neste momento, está empenhado em defender o governo Chávez, sabidamente antissemita. Vão se catar! Vão se instruir! Vão se informar! E parem de falar em nome dos judeus.

    Será que a mensagem acima é uma exceção? Leiam esta outra maravilha (em vermelho), extraída da página do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), um dos líderes mais mais importantes do partido (dentro de sua barulhenta e violenta desimportância). Segue-se também a imagem.
    Há 64 anos, no dia 15 de maio, era criado unilateralmente o Estado de Israel. Para os palestinos, a data é lembrada como o dia da nakba, termo árabe que significa catástrofe, pois representou sua expulsão e a destruição de suas aldeias. A partir da partilha da Palestina, recomendada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947 através da criação de um Estado judeu e um Estado árabe, até 15 de maio de 1948, 800 mil palestinos se tornaram refugiados.
    Lamentavelmente, a sessão da ONU foi presidida por um brasileiro, Oswaldo Aranha. Esse processo deliberado de limpeza étnica continua ainda hoje.
    (…)
    É urgente que o governo brasileiro, que hoje se converte em segundo maior importador daquele Estado, pare de comprar tecnologia de defesa testada sobre os palestinos que vivem uma ocupação criminosa e discriminação cotidiana, com seus direitos humanos fundamentais violados dia após dia.



    Retomo
    Como se vê, o preclaro começa lamentando a criação do estado de Israel. Ele acha que foi um infortúnio ter sido um brasileiro a presidir aquela sessão histórica da ONU. E também ele pede que o Brasil rompa relações comerciais com a única democracia do Oriente Médio.

    Freixo pediu votos para um delinquente político que queima a bandeira de um país. Isso é apenas um fato. O PSOL, como partido, é hostil a Israel. Uma de suas mais importantes lideranças publica um texto lamentando a criação do estado judaico.

    Existem “jovens judeus de esquerda” que se identificam com o PSOL??? É uma escolha. Até porque, moçada, quem disse que, por mecanismos muito complexos, que lidam com a ideia de uma culpa que não há (mas fazem o quê?), não possam existir judeus antissemitas? Existem! E, em certa medida, são os mais perversos porque, afinal de contas, usam a sua condição para tentar provar que sua visão de mundo é correta e isenta.

    Pra cima de mim, não! Já vivi o bastante para cair nesse truque. E os judeus que conhecem a história também.

    Se ainda não entenderam, posso exibir fotografias e lhes refrescar a memória. Tenham um pouco mais de compostura histórica, se lhes falta a compostura moral.

    Está respondido, “jovens judeus de esquerda”?Por Reinaldo Azevedo

    Tags: Israel, judeus, Marcelo Freixo, PSOL


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    PSOL


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    Justiça e Fé: ‘Avanço para o passado’, de J. R. Guzzo | Augusto Nunes - VEJA.com








































































    Rio de Janeiro
    PRA QUE OUTROS POSSAM VIVER Vale a pena morrer (Emocionante) from Augusto César Ribeiro Vieira on Vimeo.






    domingo, 23 de fevereiro de 2014

























    VEJA


    / Blogs e Colunistas














    23/02/2014 às 13:29 \ Opinião




    Publicado na edição impressa de VEJA


    J. R. GUZZO


    Imaginem por um curto instante o estado de choque em que ficariam o comitê central do PT, seus milhares de militantes e sua agressiva (e cada vez mais cara) máquina de propaganda, se esta revista, para dar um exemplo de entendimento bem fácil, publicasse um texto no qual o povo brasileiro fosse chamado de “essa gente”. Mais: que “essa gente” está cometendo uma enorme “ingratidão” ao protestar contra o governo, depois de todos os presentes que tem ganhado das nossas mais altas autoridades.O mundo viria abaixo ─ eis aí, diria a esquerda nacional, a prova definitiva da sordidez sem limites da “grande mídia” brasileira. Mas, graças ao bom Deus, quem disse isso não foi VEJA, e sim o secretário-geral (com nível de ministro) Gilberto Carvalho, descrito como homem de importância praticamente sobrenatural dentro e fora do Palácio do Planalto. Será que foi mesmo ele? Sim, está provado que foi, numa viagem recente a Porto Alegre. “Fizemos tanto por essa gente”, queixou-se Carvalho, “e agora eles se levantam contra nós.” Essa gente? Eles? Ingratidão? É um concentrado de insultos à população que parece ter saído diretamente da linguagem utilizada no Brasil antes da abolição da escravatura.






    Está tudo errado nessa declaração, a começar pelo sujeito da frase. “Fizemos”? Quem “fizemos”? É como se o ministro e seus companheiros estivessem tirando dinheiro do próprio bolso para dar aos pobres; mas quem banca tudo é o povo, a cada tostão que tem de pagar em impostos quando compra um palito de fósforo que seja. Ao mesmo tempo, está tudo certo, certíssimo: a frase do companheiro é provavelmente a tomografia mais fiel já feita até hoje dos verdadeiros sentimentos que os donos atuais do Brasil têm em relação à sociedade brasileira. O secretário, simplesmente, disse em público aquilo em que ele e os companheiros acreditam em particular. Foi uma espécie de hora da verdade ─ por distração, ou sabe-se lá por quê, Carvalho esqueceu a regra-base de seu partido, que manda os chefes não falarem como pensam e, mais do que tudo, não agirem como falam. “Essa gente” a que se refere o companheiro Carvalho, exatamente como os barões do café falavam no Brasil do atraso, é a mesma de sempre: o povão da fila do ônibus ou da sala de espera do SUS, essa grande massa sem rosto ou nome, ignorante, preguiçosa, inepta, desinformada, capaz de ler não mais do que três palavras juntas na telinha do celular, sem noção de seus direitos, só utilizável para o trabalho braçal e ainda por cima ingrata. Quando um dos mais notáveis lordes do almirantado petista fala como falou sobre a nossa “gente”, aparece à vista de todos o real projeto das forças que estão no governo: reinar sobre uma opinião pública obediente, inconsciente e boçal, que tem de agradecer quando recebe um pouco daquilo a que tem direito. O que querem é manter o Brasil exatamente como está e sempre esteve, mas com a astúcia de fingirem que estão mudando tudo.


    O governo do ex-presidente Lula, de Dilma Rousseff e do PT é uma das mais bem-sucedidas farsas jamais levadas ao público na história política brasileira. Por conta de progressos ocorridos nos níveis de bem-estar, os mesmos que dezenas de outros países alcançaram nos últimos anos (ou até menos do que muitos deles conseguiram), Lula e seu entorno, com endosso de gente séria pelo mundo afora, garantem que sua missão de fazer uma revolução social no Brasil foi um espetáculo ─ o tipo da operação concluída com sucesso, como dizem as vozes que desbloqueiam cartões de crédito pelo telefone. Mas não mudou nada no modo como o país é governado, nem como o poder é distribuído, nem como o bolo é fatiado; não houve nenhuma “mudança estrutural”, que é a maneira de os economistas dizerem que foi trocada a pintura do carro, mas não se mexeu em nada no motor. De concreto, mesmo, é o compromisso do governo petista de manter intacto oBrasil do passado ─ injusto, desigual, atrasado, onde o importante não é ser cidadão brasileiro, e sim depender de quem está no governo. Lula e seu auditório tinham prometido acabar com esse Brasil obsoleto e colocar em seu lugar uma nação pronta para o século XXI. Onze anos após eles chegarem à Presidência da República, o Brasil, na sua essência, está idêntico ao que receberam em janeiro de 2003 ─ e seus melhores aliados são justamente os chefes políticos que equivalem, hoje, aos senhores de engenho de ontem. Com certeza não houve revolução nenhuma em todo esse período. Como estava, ficou.


    O Brasil seria um país bem melhor se Carvalho fosse uma exceção ─ um “ponto fora da curva”, como se diz hoje. Infelizmente, não é assim. Na verdade, o secretário-geral da Presidência é a própria curva ─ um espelho que reflete sem piedade a vida como ela é no ano 11 da Era Lulista. Mais que isso, reflete o exemplo de conduta que o homem recebe de quem está acima, e quem está acima dele é a presidente da República. Essa última viagem de Dilma à Suíça e a Cuba, por exemplo, é um perfeito improviso do falso esquerdismo do governo, que tenta ocultar, com palavrório, notas oficiais de sintaxe primitiva e a pura e simples mentira, os hábitos de sultão que seus barões adotam na realidade do cotidiano: falam de um jeito, vivem de outro. O que poderia comprovar melhor seu desprezo pelo cidadão comum do que a mentira que a presidente obrigou seu ministro do Exterior a dizer em público, para esconder os motivos de uma escala “não programada” que fez em Portugal ─ e, ainda por cima, uma mentira incompetente, incapaz de resistir a 24 horas de investigação? A atitude oficial é: “Inventem aí uma coisa qualquer para dizer ao público”. Para piorar, Dilma hospedou-se num hotel onde a diária da principal suíte passa dos 8 000 euros, soma de meter medo em qualquer campeão das nossas elites mais vorazes. Pode uma coisa dessas? Não pode. Não é uma questão legal; é uma questão de compostura, só isso. A governante número 1 de um país com as misérias do Brasil simplesmente não tem o direito moral de gastar 8 000 euros do Tesouro Nacional para pagar uma noite de sono. O conserto ficou pior que o defeito quando Dilma decidiu esclarecer uma conta de cerca de 300 reais que pagou em seu jantar em Lisboa. “Paguei com o meu dinheiro”, disse ela. “Se o dinheiro é meu, eu como onde quiser. Estou pagando.” Há linguajar que reproduza tão bem o vocabulário truculento da elite brasileira, nos seus piores momentos de onipotência, grosseria e mania de grandeza? Nada de admirar, no fundo, quando se sabe que a presidente aluga um caminhão só para levar suas roupas em viagens internacionais ─ ou acha comum requisitar hospedagem para 45 assessores, como nesse último passeio. É um dos vícios públicos brasileiros que mais agradam ao PT ─ a ideia de “aproveitar” até o bagaço tudo o que o ”governo está pagando”.


    O fato é que existe hoje, nas massas que habitam a máquina estatal, uma imensa distância separando a pregação revolucionária que fazem no palanque das ações que praticam na vida diária. Para manter a pose de “esquerda”, e ao contrário do que ensina o dito popular, o cidadão come presunto Pata Negra, mas arrota mortadela da venda. Quer falar como socialista e, ao mesmo tempo, viver como burguês; não pode dar certo. Há um preço mínimo a pagar para sustentar uma imagem, e esse preço exige que se enfrente um pouco de desconforto para segurar a onda de herói popular. Fidel Castro, por exemplo, hospedou-se num pulgueiro do Harlem em sua primeira visita a Nova York ─ não no Excelsior de Roma ou no Ritz Four Seasons de Lisboa, como fez sua companheira Dilma. Demagogia? Fidel achou que não; parece que sabia o que estava fazendo.


    Os fatos, essa coisa irritante, oferecem muitos outros exemplos da obra de falsificação construída por Lula, Dilma e pelo PT para convencer a plateia de que a “direita”, os “ricos” e os que querem a volta do pelourinho e da chibata são os únicos brasileiros que discordam do governo. É o contrário: estes todos, no mundo das realidades, estão casados com o PT e o PT está casado com eles. Basta olhar um pouco. Não há um único trabalhador no ministério do Partido dos Trabalhadores; em onze anos de governo, e num país com 200 milhões de habitantes, não conseguiram encontrar nenhum até agora, um só que fosse. Ao longo desses anos todos, não foi eliminado no Brasil nem um privilégio sequer, essa praga que mantém nossa vida pública amarrada no século XIX. Não foi cortado um único dos 20 000 a 25 000 cargos públicos para os quais a presidente, seus ministros, os burocratas mais lustrosos e os donos do poder podem nomear quem bem entenderem. A propriedade privada continua sendo sagrada para quem conta com amizades “lá em cima” ─ sobretudo depois que tantos companheiros passaram a desfrutar dos seus aspectos mais agradáveis. Usineiros continuam, como acontece há séculos, recebendo dinheiro do contribuinte para resolver seus problemas ─ só neste ano de 2014, levarão perto de 400 milhões de reais para casa. Os “rentistas”, maldição-mor na linguagem da moda entre os economistas de esquerda, nunca viveram tão bem com as suas rendas.


    Empresários amigos, e amigos dos amigos, continuam desfrutando o caixa do BNDES, a juros inferiores a 1% ao ano, como sempre desfrutaram durante os governos a serviço da “alta burguesia”. Tem sido especialmente simpático com frigoríficos, gente da celulose, capitães da “indústria nacional” e empreendedores da modalidade Eike Batista, a quem conseguiu emprestar 200 milhões de reais para reformar um hotel no Rio de Janeiro; Eike não reformou um único mictório, a carcaça do hotel já foi vendida e oBNDES, naturalmente, ainda não recebeu um centavo de volta. As empreiteiras de obras públicas vivem uma nova época de ouro, tão rentável como viviam nos governos de “direita”. Uma delas, a Odebrecht, despacha direto com Lula na construção de um incompreensível estádio para oCorinthians, e construiu para Cuba, com dinheiro do povo brasileiro cedido por Dilma, um porto avaliado em quase 1 bilhão de dólares.


    O FGTS virou uma festa para milionários. Não há dinheiro que pertença de forma mais clara e direta ao trabalhador ─ na verdade, existe uma lista, nome por nome, de quem é proprietário das somas ali depositadas e quanto, exatamente, cada um tem na sua conta. O Partido dos Trabalhadores, porém, permite que o governo gaste como bem entender o dinheiro do trabalhador: inventou um “Fundo de Investimento” para o FGTS investir os recursos que recebe todo mês através da folha salarial das empresas, e já tinha, segundo revelação recente da revista EXAME, quase 30 bilhões de reais em carteira no fim de 2013. Três quartos dessa montanha de dinheiro estão aplicados ─ onde mais poderia ser? ─ em títulos de dívidas e ações de empresas privadas, muitas de capital fechado. Se algo der errado com elas, as garantias que o FGTS terá serão os papéis de companhias quebradas. Belo investimento para o trabalhador brasileiro, não? Só mesmo um governo dos trabalhadores cuidaria tão bem dos seus interesses financeiros. Na maior parte esse dinheiro está espalhado pela finíssima flor da elite que o PT fala todos os dias em exterminar: a incansável Odebrecht, a Friboi, construtores de sondas para a Petrobras, empreiteiras de obras, construção naval e por aí afora. Deu para entender? O melhor da história é como se decide quem vai receber o dinheiro do fundo. Um conselho de doze membros é quem realmente manda ─ e ali o governo tem seis representantes, mais três que vêm dessas entidades chapa-branca como Confederação Nacional da Indústria etc. E não há ninguém para falar pelo trabalhador? Sim, um só ─ um cartola da CUT. Se no lugar dele se sentasse o marajá de Baroda, os trabalhadores brasileiros estariam mais bem representados.


    É difícil levar adiante essa vigarice de “governo do povo” quando se considera, além de tudo o que já foi dito, que a presidente da República, como se cogita com certa angústia no Palácio do Planalto, está ameaçada de não poder ir a nenhum jogo da Copa do Mundo, para não levar uma vaia de 24 quilates. Que “governo popular” é esse? O companheiro Carvalho está achando que é uma tremenda injustiça. Mas o que se vai fazer? “Essa gente” é mesmo uma dor de cabeça.





    • .


    [Catolicos a Caminho] LITURGIA DA PALAVRA - 7o DOMINGO COMUM - A Som !

     











    É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra. 

    LITURGIA DA PALAVRA 




    7º DOMINGO COMUM - ANO A! 





    David poderia ter morto Saúl seu inimigo...


    A Liturgia da Palavra deste 7º Domingo Comum – A, mais uma vez nos recomenda que devemos amar até os nossos inimigos.
    O mandamento do amor ao próximo não era desconhecido antes de Jesus.
    De facto, no Antigo Testamento nunca se havia pensado em amar a Deus sem se interessar pelo próximo.
    No Livro dos Provérbios encontra-se uma mensagem muito semelhante ao ensinamento de Cristo :
    - "Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber". (Prov.25,21).
    Jesus mais tarde havia de dizer :
    - "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". (Mt.5,44).
    David poderia ter morto Saúl, seu inimigo, mas não o fez para não matar o ungido do Senhor.
    Parece um mandamento paradoxal, querer bem a quem nos quer mal, mas é exactamente nisso que consiste sobretudo o Mandamento da Nova Aliança que torna revolucionária a doutrina que Jesus pregava e praticava.
    Temos inimigos a quem devemos perdoar, e até talvez tenhamos também alguém a quem devemos pedir perdão.
    A 1ª Leitura, do Livro do Levítico, diz-nos, precisamente porque Deus é santo, o Povo que Lhe está consagrado e é pertença Sua, deve ser santo.
    O comportamento moral de Israel deve, pois, estar em perfeita conformidade com a santidade de Deus.
    - "Não odieis um irmão vosso no íntimo do coração, mas haveis de corrigir o vosso próximo, para não incorrerdes em falta por causa dele. Não vos vingueis".(1ª Leitura)
    Este esforço contínuo de perfeição moral, que se exige do homem tem de se traduzir num amor pelo homem, fundamento da solidariedade entre os membros da comunidade.
    Se perdoar (dizer não ao ódio, vingança, rancor), é próprio da santidade divina, será no amor aos homens que se incarnará, no mundo, a santidade de Deus, que sabe e quer perdoar, como proclama o Salmo Responsorial :
    - "Senhor, sois um Deus clemente e compassivo".
    Na 2ª Leitura, S. Paulo dirige-se à comunidade cristã de Corinto, onde começava a infiltrar-se a divisão.
    Preocupado com esse mal, ele lembra aos que fomentavam essa divisão, que estão a contrariar a acção do Espírito Santo, que habita na comunidade, como num templo, para lhe dar unidade.
    - "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus destruí-lo-á !"(2ª Leitura).
    É o Espírito de Deus, com efeito, que «realiza aquela maravilhosa comunhão dos fiéis e une a todos tão intimamente que é princípio de unidade na Igreja»(UR 2).
    Por isso, espalhar a desunião é profanar o templo de Deus e não dar cumprimento à prática do amor entre os inimigos, uma doutrina sempre actual e dos nossos tempos..
    O Evangelho é de S. Mateus e diz-nos que o preceito do amor ao próximo entendia-se, já no Antigo Testamento, como se abrangesse apenas a comunidade de Israel.
    Vigorava também a lei de talião, tolerada por Moisés.
    No entanto, Jesus, propondo aos Seus discípulos um ideal de perfeição, que leva o homem a aproximar-se da santidade de Deus, não só destrói essa lei, como dá ao amor do próximo, dimensões universais.
    - "Ouvistes que foi dito : «Hás-de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo». Pois Eu digo-vos : «Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus». Deus faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos".(Evangelho).
    Na sua formulação, no seu conteúdo e na sua forte exigência, o mandamento de Jesus é novo e revolucionário.
    - É novo pelo seu universalismo, pela sua extensão no sentido horizontal : não conhece restrições, limitações, raças e religiões; dirige-se ao homem na unidade e na igualdade da sua natureza.
    - É novo pela medida, pela intensidade e pela sua dimensão vertical : a medida é dada pelo próprio modelo que nos é apresentado :
    - "Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, assim, amai-vos uns aos outros".(Jo.13,34).
    A medida do nosso amor para com opróximo é, pois, o amor que Cristo tem por nós, ou melhor, o mesmo amor que o Pai tem por Cristo : porque :
    - "Como o Pai me amou, também eu vos amei".(Jo.15,9).
    Deus é amor (1 Jo.4,16) e nisto se manifestou o seu amor :
    - "Ele nos amou primeiro e enviou o seu Filho para expiar os nossos pecados". (1 Jo.4,10).
    - É novo pelo motivo que nos propõe : amar por amor de Deus, pelas mesmas finalidades de Deus: exclusivamente desinteressado; com amor puríssimo; sem sombra de compensação :
    - "Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter ? Não o fazem já os publicanos?" (Mt.5,46).
    Amar-nos como irmãos, com um amor que procura o bem daquele a quem amamos e não o nosso bem; amar como Deus que não busca o bem na pessoa a quem ama, mas cria nela o bem, amando-a.
    - É novo porque Cristo o eleva ao nível do próprio amor de Deus. A concepção judaica podia deixar crer que o amor fraterno se põe no mesmo plano dos outros mandamentos :
    - "Não te vingarás nem guardarás rancor aos filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo".(Lev.19,18).
    Mas a visão cristã dá-lhe um lugar central e único.
    - "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". (Mt.5,44).
    No Novo Testamento, o amor do próximo está indissoluvelmente ligado ao preceito do amor de Deus.
    Porque é filho de Deus, o cristão deve reflectir na sua vida o amor do Pai celeste por todos os homens, sem distinção, porque só assim se pode dar cumprimento ao plano da História da Salvação.
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    Diz o Catecismo da Igreja Católica :
    1962. – A Lei Antiga é o primeiro estádio da lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos. Os preceitos do Decálogo assentam os alicerces da vocação do homem, feito à imagem de Deus; proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo o homem, para lhe manifestar o apelo e os caminhos de Deus e o proteger contra o mal.
    1965. – A Lei Nova ou Lei Evangélica é a perfeição, na Terra, da Lei divina, natural e revelada. É obra de Cristo e tem a sua expressão de modo particular no sermão da Montanha. É também obra do Espírito Santo e, por Ele, torna-se a lei interior da caridade : «Estabelecerei com a casa de Israel uma aliança nova(...). Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo».(He.8,8-10). 





    Deus faz nascer o sol sobre maus e bons... 
    e chover sobre justos e injustos... 








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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo