FÉ SEM OBRAS
(06).- A EUCARISTIA - MEMÓRIA !
"No dia seguinte, de manhã, construiu um altar ao pé do monte e ergueu doze pedras dedicadas às doze tribos de Israel. Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo : "Este é o sangue da aliança que o Senhor concluiu convosco mediante todas estas palavras". (Ex.24,4-8).
Para entendermos plenamente o conceito de Memorial, temos que voltar ao sentido bíblico deste termo.
Jesus indica que a Eucaristia deve ser celebrada "em memória de Mim".
O Novo Testamento, especialmente S. João, diz-nos que a base está na Passover, na Páscoa.
Se sim ou não Jesus cumpriu o "ritual" da Páscoa, é um assunto que continua em discussão.
Mas é certo que Jesus queria que os seus discípulos entendessem, que o fazia em referência à celebração da Páscoa.
É este o contexto repetido pelos Sinópticos e pela 1ª Epístola aos Coríntios.
Na interpretação dos Judeus a Páscoa não é apenas um lembrar o passado.
Eles celebram a Páscoa no sentido de se identificarem com o povo que foi libertado, e assim partilham da sua libertação.
Celebrar é partilhar um mistério que recordamos.
Não recordamos apenas o Calvário, mas também a Incarnação, a vida oculta de Jesus em Nazaré, a sua vida pública e a sua pregação com os seus milagres.
Nós recordamos também as controvérsias, o crescimento das hostilidades, a prisão, a agonia no Jardim das Oliveiras, o julgamento, a crucifixão, a descida da cruz, o túmulo vazio e a ressurreição.
Nós recordamos finalmente a Ascensão e a glorificação de Jesus e o sacrifício que Ele apresenta ao Pai eterno.
Isto é que é o mistério de Cristo.
E é este mistério que nós recordamos, celebramos e proclamamos na Páscoa.
E traduzir este mistério pelas nossas obras é fazer como Maria que "guardava tudo no seu coração", para que se torne fértil e se converta numa nova experiência da nossa fé.
Desta maneira devemos fazer com que esta Memória, não seja apenas um acto da nossa mente, mas envolva toda a nossa pessoa e a nossa energia espiritual.
Mais do que recordar, nós participamos na mente e no espírito de Jesus.
Partilhamos com as nossas vidas a mente e o coração de Cristo.
Ele penetra na nossa vida e nós ficamos unidos a Ele.
Há nisto também uma profunda noção teológica envolvente.
O Memorial na Teologia Cristã partilha também das ricas harmonias do memorial celebrado por Moisés quando ele conduziu o povo para fora da escravidão e o introduziu na terra prometida.
Jesus refere-se a esse contexto quando emprega o termo "Nova Aliança" e faz alusão ao sangue derramado na Aliança Mosaica.
O pão é partido e o sangue é derramado, "pela remissão dos pecados", isto é, para a Libertação dos Cristãos da escravidão do pecado e do reino de Satanás, para podermos alcançar a vida eterna.
Nascimento
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