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    domingo, 4 de novembro de 2012

    [ZP121104] O mundo visto de Roma

    ZENIT

    O mundo visto de Roma

    Portugues semanal - 4 de novembro de 2012

    AFORISMO DO DIA

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    Mensagem aos leitores


    ANÙNCIOS


    AFORISMO DO DIA


    Aforismo de domingo, 04 de outubro
    "Eu pedi força e Deus me deu dificuldades para me fazer forte."

    Antiga poesia indiana

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    Santa Sé


    "Nos santos vemos a vitória do amor sobre o egoísmo e sobre a morte"
    Palavras de Bento XVI no Angelus por ocasião da solenidade de Todos os Santos

    CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 02 de novembro de 2012(ZENIT.org) – Publicamos a seguir as palavras de Bento XVI pronunciadas ontem, da janela de seu escritório no Vaticano, por ocasião da Festa de Todos os Santos.  

    Queridos irmãos e irmãs! 

    Hoje temos a alegria de nos encontrar na solenidade de Todos os Santos. Esta festa nos faz refletir o duplo horizonte da humanidade, que exprimimos simbolicamente as palavras “terra” e “céu”: a terra representa o caminho histórico, o céu a eternidade, a plenitude da vidaem Deus. E assim esta festa nos faz pensar na Igreja em sua dupla dimensão: a Igreja a caminho no tempo e a que celebra a festa sem fim, a Jerusalém celeste. Estas duas dimensões são unidas pela realidade da “comunhão dos santos”: uma realidade que começa aqui sobre a terra e atinge seu cumprimento no céu.

    No mundo terreno, a Igreja é o inicio deste mistério de comunhão que une a humanidade, um mistério totalmente centradoem Jesus Cristo: foi Ele quem introduziu no gênero humano esta nova dinâmica, um movimento que conduz a Deus e, ao mesmo tempo, a unidade, em direção a paz no sentido profundo. Jesus Cristo – diz o Evangelho de São João (11,52) – morreu “para reunir os filhos de Deus dispersos”, e esta sua obra continua na Igreja que é inseparavelmente “una”, “santa”, “católica”. Ser cristão, fazer parte da Igreja significa abrir-se a esta comunhão, como uma semente que se abre na terra, morrendo, e fecunda em direção ao alto, em direção ao céu. 

    Os Santos – aqueles que a Igreja proclama como tal, mas também todos os santos e santas que somente Deus conhece, e que hoje também celebramos – viveram intensamente esta dinâmica. Em cada um deles, de modo pessoal, se fez presente Cristo, graças ao seu Espírito que age mediante a Palavra e os Sacramentos. De fato, estar unido a Cristo, na Igreja, não anula a personalidade, mas a abre, a transforma com a força do amor, e a confere, já aqui na terra, uma dimensão eterna.Substancialmente, significa tornar-se a imagem do Filho de Deus (cfr Rm 8, 29), realizando o projeto de Deus que criou o homem à sua imagem e semelhança.

    Mas este estar inserido em Cristo nos abre – como disse – também à comunhão com todos os outros membros do seu Corpo místico que é a Igreja, uma comunhão que é perfeita no “Céu”, onde não existe nenhum isolamento, nenhuma concorrência ou separação. Na festa de hoje, experimentamos a beleza desta vida de total abertura ao olhar de amor de Deus e dos irmãos, no qual temos a certeza de alcançar Deus no outro e o outroem Deus.

    Com esta fé plena de esperança nós veneramos todos os santos, e nos preparamos para comemorar amanhã o dia dos fiéis defuntos. Nos santos vemos a vitória do amor sobre o egoísmo e sobre a morte: vemos que seguir a Cristo leva à vida, à vida eterna, e dá sentido ao presente, a qualquer momento que passa, porque o preenche de amor, de esperança. Somente a fé na vida eterna nos faz amar verdadeiramente a historia e o presente, mas sem apegos, na liberdade de peregrino, que ama a terra porque tem o coração no Céu. 

    A Virgem Maria nos obtenha a graça de acreditar fortemente na vida eterna e de nos sentirmos em verdadeira comunhão com os nossos caros defuntos. 

    (Trad.MEM) 

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    "Migrações: peregrinação de fé e de esperança"
    Mensagem de Bento XVI para o dia mundial do migrante e do refugiado

    CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 30 de outubro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem de sua santidade Bento XVI para o dia mundial do migrante e do refugiado (2013).

    "Migrações: peregrinação de fé e de esperança"

    Queridos irmãos e irmãs!

    Na Constituição pastoral Gaudium et spes, o Concílio Ecuménico Vaticano II recordou que «a Igreja caminha juntamente com toda a humanidade» (n. 40), pelo que «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração» (ibid.,1). Na linha destas afirmações, o Servo de Deus Paulo VI designou a Igreja como sendo «perita em humanidade» (Enc. Populorum progressio13), e o Beato João Paulo II escreveu que a pessoa humana é «o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer na realização da sua missão (...), caminho traçado pelo próprio Cristo» (Enc. Centesimus annus53). Na esteira dos meus Predecessores, quis especificar –na Encíclica Caritas in veritate – que «a Igreja inteira, em todo o seu ser e agir, quando anuncia, celebra e actua na caridade, tende a promover o desenvolvimento integral do homem» (n. 11), referindo-me também aos milhões de homens e mulheres que, por diversas razões, vivem a experiência da emigração. Na verdade, os fluxos migratórios são «um fenómeno impressionante pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problemáticas sociais, económicas, políticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dramáticos que coloca à comunidade nacional e internacional» (ibid., 62), porque «todo o migrante é uma pessoa humana e, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalienáveis que hão-de ser respeitados por todos em qualquer situação» (ibidem).

    Neste contexto, em concomitância com as celebrações do cinquentenário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II e do sexagésimo aniversário da promulgação da Constituição apostólicaExsul familia e quando toda a Igreja está comprometida na vivência do Ano da Fé abraçando com entusiasmo o desafio da nova evangelização, quis dedicar a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado de 2013 ao tema «Migrações: peregrinação de fé e de esperança».

    Na realidade, fé e esperança formam um binómio indivisível no coração de muitos migrantes, dado que neles existe o desejo de uma vida melhor, frequentemente unido ao intento de ultrapassar o «desespero» de um futuro impossível de construir. Ao mesmo tempo, muitos encetam a viagem animados por uma profunda confiança de que Deus não abandona as suas criaturas e de que tal conforto torna mais suportáveis as feridas do desenraizamento e da separação, talvez com a recôndita esperança de um futuro regresso à terra de origem. Por isso, fé e esperança enchem muitas vezes a bagagem daqueles que emigram, cientes de que, com elas, «podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho» (Enc. Spe salvi1).

    No vasto campo das migrações, a solicitude materna da Igreja estende-se em diversas direcções. Por um lado a sua solicitude contempla as migrações sob o perfil dominante da pobreza e do sofrimento que muitas vezes produz dramas e tragédias, intervindo lá com acções concretas de socorro que visam resolver as numerosas emergências, graças à generosa dedicação de indivíduos e de grupos, associações de voluntariado e movimentos, organismos paroquiais e diocesanos, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade. E, por outro, a Igreja não deixa de evidenciar também os aspectos positivos, as potencialidades de bem e os recursos de que as migrações são portadoras; e, nesta direcção, ganham corpo as intervenções de acolhimento que favorecem e acompanham uma inserção integral dos migrantes, requerentes de asilo e refugiados no novo contexto sociocultural, sem descuidar a dimensão religiosa, essencial para a vida de cada pessoa. Ora a Igreja, pela própria missão que lhe foi confiada por Cristo, é chamada a prestar particular atenção e solicitude precisamente a esta dimensão: ela constitui o seu dever mais importante e específico. Visto que os fiéis cristãos provêm das várias partes do mundo, a solicitude pela dimensão religiosa engloba também o diálogo ecuménico e a atenção às novas comunidades; ao passo que, para os fiéis católicos, se traduz, entre outras coisas, na criação de novas estruturas pastorais e na valorização dos diversos ritos, até se chegar à plena participação na vida da comunidade eclesial local. Entretanto, a promoção humana caminha lado a lado com a comunhão espiritual, que abre os caminhos «a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo» (Carta ap. Porta fidei6). É sempre um dom precioso tudo aquilo que a Igreja proporciona visando conduzir ao encontro de Cristo, que abre para uma esperança sólida e credível.

    A Igreja e as diversas realidades que nela se inspiram são chamadas a evitar o risco do mero assistencialismo na sua relação com os migrantes e refugiados, procurando favorecer a autêntica integração numa sociedade onde todos sejam membros activos e responsáveis pelo bem-estar do outro, prestando generosamente as suas contribuições originais, com pleno direito de cidadania e participação nos mesmos direitos e deveres. Aqueles que emigram trazem consigo sentimentos de confiança e de esperança que animam e alentam a procura de melhores oportunidades de vida; mas eles não procuram apenas a melhoria da sua condição económica, social ou política. É verdade que a viagem migratória muitas vezes inicia com o medo, sobretudo quando perseguições e violências obrigam a fugir, com o trauma de abandonar os familiares e os bens que, em certa medida, asseguravam a sobrevivência; e, todavia, o sofrimento, as enormes perdas e às vezes um sentido de alienação diante do futuro incerto não destroem o sonho de reconstruir, com esperança e coragem, a vida num país estrangeiro. Na verdade, aqueles que emigram nutrem a confiança de encontrar acolhimento, obter ajuda solidária e entrar em contacto com pessoas que, compreendendo as contrariedades e a tragédia dos seus semelhantes e também reconhecendo os valores e recursos de que eles são portadores, estejam dispostas a compartilhar humanidade e bens materiais com quem é necessitado e desfavorecido. Na realidade, é preciso reafirmar que «a solidariedade universal é para nós um facto e um benefício, mas também um dever» (Enc. Caritas in veritate43). E assim, a par das dificuldades, os migrantes e refugiados podem experimentar também relações novas e hospitaleiras que os encorajem a contribuir para o bem-estar dos países de chegada com suas competências profissionais, o seu património sociocultural e também com o seu testemunho de fé, que muitas vezes dá impulso às comunidades de antiga tradição cristã, encoraja a encontrar Cristo e convida a conhecer a Igreja.

    É verdade que cada Estado tem o direito de regular os fluxos migratórios e implementar políticas ditadas pelas exigências gerais do bem comum, mas assegurando sempre o respeito pela dignidade de cada pessoa. O direito que a pessoa tem de emigrar – como recorda o número 65 da Constituição conciliar Gaudium et spes – conta-se entre os direitos humanos fundamentais, com faculdade de cada um se estabelecer onde crê mais oportuno para uma melhor realização das suas capacidades e aspirações e dos seus projectos. No contexto sociopolítico actual, porém, ainda antes do direito a emigrar há que reafirmar o direito a não emigrar, isto é, a ter condições para permanecer na própria terra, podendo repetir, com o Beato João Paulo II, que «o direito primeiro do homem é viver na própria pátria. Este direito, entretanto, só se torna efectivo se se têm sob controle os factores que impelem à emigração (Discurso ao IV Congresso Mundial das Migrações, 9 de Outubro de 1998). De facto, hoje vemos que muitas migrações são consequência da precariedade económica, da carência dos bens essenciais, de calamidades naturais, de guerras e desordens sociais. Então emigrar, em vez de uma peregrinação animada pela confiança, pela fé e a esperança, torna-se um «calvário» de sobrevivência, onde homens e mulheres resultam mais vítimas do que autores e responsáveis das suas vicissitudes de migrante. Assim, enquanto há migrantes que alcançam uma boa posição e vivem com dignidade e adequada integração num ambiente de acolhimento, existem muitos outros que vivem em condições de marginalidade e, por vezes, de exploração e privação dos direitos humanos fundamentais, ou até assumem comportamentos danosos para a sociedade onde vivem. O caminho da integração compreende direitos e deveres, solicitude e cuidado pelos migrantes para que levem uma vida decorosa, mas supõe também a atenção dos migrantes aos valores que lhes proporciona a sociedade onde se inserem.

    A este respeito, não podemos esquecer a questão da imigração ilegal, que se torna ainda mais impelente nos casos em que esta se configura como tráfico e exploração de pessoas, com maior risco para as mulheres e crianças. Tais delitos hão-de ser decididamente condenados e punidos, ao mesmo tempo que uma gestão regulamentada dos fluxos migratórios – que não se reduza ao encerramento hermético das fronteiras, ao agravamento das sanções contra os ilegais e à adopção de medidas que desencorajem novos ingressos – poderia pelo menos limitar o perigo de muitos migrantes acabarem vítimas dos referidos tráficos. Na verdade, hoje mais do que nunca são oportunas intervenções orgânicas e multilaterais para o desenvolvimento dos países de origem, medidas eficazes para erradicar o tráfico de pessoas, programas orgânicos dos fluxos de entrada legal, maior disponibilidade para considerar os casos individuais que requerem intervenções de protecção humanitária bem como de asilo político. As normativas adequadas devem estar associadas com uma paciente e constante acção de formação da mentalidade e das consciências. Em tudo isto, é importante reforçar e desenvolver as relações de bom entendimento e cooperação entre realidades eclesiais e institucionais que estão ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana. Na perspectiva cristã, o compromisso social e humanitário recebe força da fidelidade ao Evangelho, com a consciência de que «aquele que segue Cristo, o homem perfeito, torna-se mais homem» (Gaudium et spes41).

    Queridos irmãos e irmãs migrantes, oxalá esta Jornada Mundial vos ajude a renovar a confiança e a esperança no Senhor, que está sempre junto de vós! Não percais ocasião de encontrá-Lo e reconhecer o seu rosto nos gestos de bondade que recebeis ao longo da vossa peregrinação de migrantes. Alegrai-vos porque o Senhor está ao vosso lado e, com Ele, podereis superar obstáculos e dificuldades, valorizando os testemunhos de abertura e acolhimento que muitos vos oferecem. Na verdade, «a vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com rectidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele, precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia» (Enc. Spe salvi49). Confio cada um de vós à Bem-aventurada Virgem Maria, sinal de consolação e segura esperança, «estrela do caminho», que nos acompanha com a sua materna presença em cada momento da vida, e, com afecto, a todos concedo a Bênção Apostólica.

    Vaticano, 12 de Outubro de 2012.

    BENEDICTUS PP. XVI

    © Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana

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    Pequeninos do Senhor


    Os valores cristãos na vida dos pequeninos
    Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

    Por Rachel Lemos Abdalla

    CAMPINAS, sexta-feira, 02 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Se a criança recebe, desde a sua primeira infância, orientações voltadas para os valores cristãos, isso faz com que ela cresça praticando as virtudes e os ensinamentos de Jesus, de modo natural. E, esta orientação deve ser feita inicialmente pelos pais, no dia a dia, constantemente, sem desânimo e acreditando que não só as palavras, mas principalmente as atitudes são mais perceptíveis aos olhos dela. E, depois, estas orientações e exemplos devem continuar na catequese, lembrando o que pediu o Senhor: Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos céus! (Mc 10,14).

    O Evangelho, que é a Palavra do próprio Deus para os homens, não é uma teoria distante, mas uma orientação de como viver a prática do amor e, por isso, precisa ser vivenciado e praticado. É como uma cartilha que aponta o caminho a ser seguido para se encontrar a felicidade.

    A partir do momento em que a criança é inserida numa comunidade cristã, desde o seu Batismo, ela precisa aprender a viver coerentemente com os princípios que regem esta comunidade, pois a violência e a falta de caráter, por exemplo, são frutos de uma formação indiferente aos valores cristãos. Segundo Santo Thomás de Aquino: O pai é princípio da geração, da educação e da disciplina, de tudo o que se refere ao aperfeiçoamento da vida humana[1].

    E segundo a Declaração Gravissimum Educationis, sobre Educação Cristã, promulgada no Concílio Vaticano II, 'as crianças têm direito de serem estimuladas a estimar retamente os valores morais e a abraçá-los pessoalmente, bem como a conhecer e a amar Deus mais perfeitamente'. 

    Os valores cristãos devem ser conhecidos pelas crianças para que, através da prática, se tornem cristãs de verdade. Contrariando o provérbio que diz que 'o hábito não faz o monge', é importante acreditar que os hábitos cristãos tornam as pessoas cristãs sim, pois, suas atitudes revelam o seu caráter e a sua integridade, a sua crença e a sua fé, ou seja, aquilo que ela é de fato.

    No Discurso à Comunidade do Caminho Neocatecumenal, em 20 de janeiro de 2012, o Papa Bento XVI disse: 'Amadas famílias, a Igreja agradece-vos; ela tem necessidade de vós para a nova evangelização. A família é uma célula importante para a comunidade eclesial, onde as pessoas se formam para a vida humana e cristã... É com grande alegria que vejo os vossos filhos, tantas crianças que olham para vós, para o vosso exemplo... Convido-vos a não ter medo: quem leva o Evangelho nunca está sozinho.' 

    Isso vem reforçar a importância da prática dos ensinamentos e valores cristãos na vida dos pequeninos que olham para seus pais como um caminho a ser seguido, a fim de que cresçam fortes na fé e solidários aos apelos do mundo e dos menos favorecidos, seguindo os exemplos de Jesus Cristo.

    *Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo; apresenta o 'Programete Pequeninos do Senhor', dentro do Programa 'Povo de Deus' da Arquidiocese de Campinas, na Rádio Brasil Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas.

    Site: www.pequeninosdosenhor.com.br

    Se desejar enviar perguntas ou expressar opiniões sobre os temas tocados pela coluna organizada por Rachel Lemos Abdalla, enviar email para: contato@pequeninosdosenhor.com.br

    [1] S. Th., 2-2, Q. CII, a. 1 (20)

    Para ler o artigo anterior clique aqui

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    Brasil


    Seminário da CNBB discute relação entre Estado e Sociedade
    O evento reunirá no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais

    BRASILIA, sexta-feira, 02 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), a União Marista do Brasil (UMBRASIL) e o Centro de Assessoria e Apoio a Iniciativas Sociais (CAIS)/Misereo, o Seminário Nacional Relação Estado e Sociedade, nos dias 5 e 6 de novembro de 2012, em Brasília(DF). 

    O evento reunirá no Centro Cultural de Brasília cerca de 120 participantes, representantes de instituições religiosas cristãs, entidades beneficentes e organizações sociais, com o objetivo de debater as relações do Estado com a sociedade civil, para a elaboração conjunta de sugestões que aprimorem as regulações em debate e ao fortalecimento da participação popular.

    O Brasil é hoje a 7ª economia do mundo, porém é o 84º em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A perspectiva do debate proposto pelo Seminário é promover a melhoria do ambiente regulatório que propicie o desenvolvimento das instituições religiosas, entidades beneficentes e organizações da sociedade civil, parceiras do Poder Público na promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável do País, de forma mais equitativa no campo social.

    Temas como o acesso aos recursos públicos e o aprimoramento de incentivos fiscais para doações de pessoas físicas e jurídicas - que vêm sendo discutidos no âmbito da Plataforma para um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil (www.plataformaosc.org.br) - são alguns dos tópicos que devem vir à tona durante as discussões, com vistas a um melhor ambiente regulatório que beneficie a sociedade na construção do bem comum, ampliando o diálogo acerca de aspectos pendentes de regulação que impedem o avanço da colaboração das entidades sociais no enfrentamento da pobreza.

    A metodologia do Seminário compreende mesas de debates em grupos temáticos com representantes da sociedade civil em diálogo com representantes do Governo para posterior discussão em plenária. Já confirmaram participação o Ministro Gilberto Carvalho, Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil (SGPR), e Diogo Santana, também da SGPR.

    O Seminário tem ainda o apoio da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC); Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB); Cáritas Brasileira; Fundação Esquel; Grupo Marista; Editora FTD e School Picture.

    (Fonte: Caritas Brasil)

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    Arcebispo de Belém é nomeado para o conselho Cor Unum
    Dom Alberto Taveira Corrêa, possui em sua caminhada de fé inúmeras experiências

    Por Alan de Jesus

    BELÉM DO PARÁ, terça-feira, 30 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - O convite foi feito: “vem e segue-me”. O chamado de Deus levou um jovem mineiro a dedicar sua vida aos planos divinos. Hoje, com 62 anos, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, possui em sua caminhada de fé experiências: pároco, professor de Liturgia na PUC (MG), Secretário Executivo da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil, Presidente da Organização dos Seminários Latino-Americanos e outras. Além das atividades atuais, na manhã do último sábado, 27, o Papa Bento XVI o nomeou como membro do Pontifício Conselho “Cor Unum”,também conhecido como "Conselho da Caridade do Papa".

    O Arcebispo será membro do Pontifício Conselho ao lado de mais oito nomeados. Outro bispo brasileiro nomeado foi o da Barra do Piraí, Volta Redonda (RJ), Dom Francesco Biasin, que assumirá o posto no Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Além dele, foram nomeados mais 12 membros, entre bispos e cardeais.

    “Eu tive a grata surpresa de receber a nomeação. Acolhi essa notícia no finalzinho do Círio com alegria e paz no coração; Desejoso de dar essa resposta ao Santo Padre, a seus pedidos e continuar no meu serviço de Igreja”, afirmou o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.

    DOM ALBERTO

    Dom Alberto Taveira Corrêa foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará no dia 30 de dezembro de 2009, tendo tomado posse em 25 de março de 2010. É o décimo Arcebispo de Belém e o vigésimo Bispo desde a criação da circunscrição eclesiástica.

    Empenha-se na realização do Projeto “Igreja de Belém em Missão” e na preparação do XVII Congresso Eucarístico Nacional, a ser realizado em Belém, de 15 a 21 de agosto de 2016. É presidente da Fundação Nazaré de Comunicação, órgão da Arquidiocese de Belém. Na Rádio Nazaré FM apresenta diariamente o programa “A Voz do Pastor”, na TV Nazaré o programa “Conversa com meu povo”. Para a TV Nazaré e a TV Canção Nova faz o programa diário “Palavra de vida eterna” e para o Jornal Voz de Nazaré escreve a coluna semanal “Conversa com meu povo”.

                Preside anualmente o “Círio de Nazaré”, uma das maiores manifestações religiosas católicas no mundo. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, continua Assistente Nacional para a Renovação Carismática Católica e é membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos. É o Assistente Internacional das “Comunidades Novas nascidas da Renovação Carismática Católica”.

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    Observatório Jurídico


    "A eucaristia no código canônico
    Análise do Prof. Dr. Edson Sampel, Doutor em Direito Canônico

    SÃO PAULO, sexta-feira, 02 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - O sacramento da eucaristia é o centro de nossa religião e de nossa vida. Seria, pois, de supor que o código canônico contivesse normas jurídicas a respeito da administração e recepção deste santíssimo sacramento.

    O cânon 842, parágrafo 2.º, preceitua que o batismo, a crisma e a eucaristia são indispensáveis para a plena iniciação cristã. Por outro lado, o cânon 528, parágrafo 2.º, determina ao pároco que tome as providências cabíveis, a fim de que o sacramento da eucaristia seja o “centro da comunidade paroquial”. Seguindo esta mesma lógica da constante presença da eucaristia, o cânon 1.065, parágrafo 2.º, recomenda que os noivos comunguem no momento da celebração do matrimônio.

    A eucaristia dá força à caminhada do povo de Deus. É, com efeito, o alimento perene e indispensável. Este sacramento serve de parâmetro para a diocese. Assim, o cânon 369, ao definir a diocese, outorga especial relevância à eucaristia, pondo-a ao lado do evangelho: “A diocese é uma porção do povo de Deus confiada ao pastoreio do bispo com a cooperação do presbitério, de modo tal que, unindo-se ela a seu pastor e, pelo evangelho e pela eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo, uma, santa, católica e apostólica.”

    O direito canônico dispõe sobre a eucaristia, com o intuito de salvaguardar este bem imensurável que Jesus nos legou. Além disso, a disciplina legal torna-se relevante ao fornecer balizas, delineando nossa relação com o sacramento.

    Por fim, o cânon 920, parágrafo 1.º, estipula a obrigação de todo fiel de receber a eucaristia pelo menos uma vez ao ano. Não devemos frequentar este sacramento por imposição legal. Na verdade, a lei visa a garantir o mínimo de participação na eucaristia. De nossa parte, o ideal evangélico é que nos aproximemos constantemente deste sacramento, sob o influxo de um ardente amor a Deus a aos irmãos. 

    Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Professor do Instituto Teológico Pio XI (Unisal). Autor do livro “Questões de Direito Canônico” (Paulinas, 2010)."

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    Sínodo dos Bispos


    Sínodo dos Bispos: como terminou?
    Fala Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília

    ROMA, segunda-feira, 29 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Publicamos a seguir o testemunho de Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, enviado hoje a ZENIT, sobre a conclusão do Sínodo dos Bispos.

    ***

    É difícil resumir a riqueza da experiência vivida e das reflexões propostas na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema deste Sínodo, de feliz escolha do Papa Bento XVI, pela sua amplitude e complexidade, já dificulta qualquer tentativa de síntese. Por isso, neste terceiro relato, após o término da Assembleia Sinodal, procuro apenas partilhar alguns aspectos da experiência vivida e dos temas abordados, sem a pretensão de um resumo. Dentre tantos outros aspectos, destaco os seguintes:

    1. O início e a conclusão do Sínodo com a Eucaristia presidida pelo Papa e concelebrada pelos Padres Sinodais constituem a moldura principal na qual quer se inserir, não apenas a Assembleia Sinodal, mas toda a nova evangelização. A Eucaristia deverá ser sempre ponto de partida e de chegada para a ação evangelizadora. Em diversos momentos, ao se falar dos sujeitos da nova evangelização, foi enfatizada a ação do Espírito Santo e a necessidade da graça, assim como, a santidade dos evangelizadores, destacada por Bento XVI na abertura e na celebração das canonizações ocorrida, a propósito, durante o Sínodo.   

    2. A presença assídua do Papa Bento XVI, presidindo a Assembleia Sinodal, foi bastante apreciada por todos, destacando-se a sua sabedoria, simplicidade e paciente atenção aos muitos pronunciamentos.    

    3. O Sínodo constitui um precioso instrumento de comunhão eclesial e de colegialidade episcopal, através do diálogo e da convivência fraterna, da reflexão conjunta em plenário e em grupos, da partilha de experiências pastorais, das alegrias e dores da Igreja nos cinco continentes. As cinco línguas oficiais do Sínodo se completavam com muitas outras faladas pelos participantes, representando todas as conferências episcopais  e, portanto, trazendo os diferentes contextos sociais e culturais vividos pela Igreja nos cinco continentes.  Na "Mensagem", os Padres Sinodais se dirigiram a cada continente, valorizando a realidade de cada um. A catolicidade da Igreja foi intensamente manifestada!

    4. A comunhão eclesial e a corresponsabilidade pastoral se expressaram também através da participação de presbíteros, diáconos, religiosos(as), leigos e leigas, muitos dos quais puderam falar à Assembleia e outros, colaboraram como peritos. A nova evangelização necessita de todos para acontecer. Por isso, nas proposições aprovadas, destaca-se o papel indispensável das diversas vocações e ministérios na Igreja e a necessidade de formação dos evangelizadores.

    5. O tema da nova evangelização não excluiu as dimensões do diálogo ecumênico e inter-religioso; ao contrário, exigiu a  sua consideração atenta e reafirmou a sua necessidade. A abertura ecumênica foi simbolizada, de modo especial, pela presença contínua dos "delegados fraternos", isto é, dos representantes de outras Igrejas cristãs, que tiveram ocasião de dirigir a palavra durante a Assembleia Sinodal e de participar das celebrações, conforme as disposições da Igreja.  

    6. A contribuição dos Padres Sinodais da América Latina foi relevante. O Documento de Aparecida foi uma das principais fontes da reflexão oferecida pelos bispos latino-americanos e caribenhos. Temas centrais de Aparecida encontraram acolhida ou confirmação nas proposições e na mensagem do Sínodo: o encontro com Jesus Cristo, a conversão pastoral, a Igreja em estado permanente de missão, a formação, a piedade popular, os pobres, a juventude, o laicato...  A convivência fraterna entre os bispos da América Latina e Caribe foi intensificada pelas celebrações festivas nos Colégios Pio Latino e Mexicano.

    7. O Jubileu de abertura do Concílio Vaticano II, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica e o Ano da Fé favoreceram o desenvolvimento do tema geral. A "Mensagem" explicita tal contexto e há proposições dedicadas especialmente ao Concílio e ao Catecismo. Documentos do Vaticano II iluminaram a reflexão de muitos Padres Sinodais, em plenário e nos grupos. Documentos do Magistério pós-conciliar também serviram de fonte, especialmente, pelo seu teor, a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI, a Catechesi Tradendae, de João Paulo II e a recente Verbum Domini.

    8. A Palavra de Deus recebeu grande atenção ao longo do Sínodo.  A acolhida recebida pela Verbum Domini, última exortação apostólica pós-sinodal, foi longamente considerada numa das sessões. No início de cada dia, durante a oração da Liturgia das Horas, a Palavra proclamada foi muito bem refletida com a ajuda de alguns Padres Sinodais, sendo no primeiro dia, o próprio Santo Padre quem desenvolveu uma bela reflexão. O texto da Samaritana serviu de inspiração para a Mensagem final. Embora, algumas proposições do Sínodo reflitam mais claramente a dimensão bíblica, a centralidade da Palavra de Deus na nova evangelização exige atenção sempre maior.

    9. Os temas abordados foram muitos, conforme se pode comprovar pelo grande número de proposições aprovadas e pela longa Mensagem conclusiva. Refletem a relevância, a amplitude e a complexidade do tema geral: "Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã". É difícil elencá-los, de modo justo. Dentre eles, podemos citar: a catequese, os sacramentos da iniciação cristã, o sacramento da penitência, a família, os jovens, a liturgia, a santidade, a piedade popular,  a Igreja Particular, a paróquia, as comunidades, o clero, a vida consagrada, os leigos, os movimentos eclesiais, a opção pelos pobres, os migrantes, os enfermos, a política, a educação, o ecumenismo, a inculturação, os cenários urbanos, as ciências, o serviço da caridade, os meios de comunicação, os direitos humanos e a liberdade religiosa. Dentre os novos temas ou temas que receberam nova acentuação estão: o reconhecimento do "ministério" de catequista; a ordem dos sacramentos da iniciação cristã em perspectiva pastoral; a "via da beleza" como caminho de evangelização; o  "átrio ou pátio dos gentios", retomando e especificando a questão dos "novos areópagos" como espaços de evangelização; a "conversão pastoral" segundo o espírito missionário de Aparecida; o papel dos teólogos na nova evangelização.

      10. Por fim, pode-se destacar aquilo que desde o início esteve no centro dos escritos e debates deste Sínodo: o que é a "nova evangelização"? em que sentido, a evangelização proposta quer ser "nova"? No início da XIII Assembleia Sinodal, o  Instrumentum laboris, em preparação ao Sínodo, já abordava a questão fazendo uma proposta ampla de compreensão. Na bela e sábia homilia da missa de encerramento do Sínodo, à luz da passagem da cura do cego Bartimeu, o Papa retomou o assunto, mostrando o caminho a seguir. É vasta a tarefa proposta, pois a nova evangelização deve ser assumida por todos, em comunhão na Igreja, com novo ardor e "criatividade pastoral", tendo como âmbitos próprios a pastoral ordinariamente voltada para os católicos que participam da Igreja,  a missão além-fronteiras (ad gentes) e as "pessoas batizadas que, porém não vivem as exigências do batismo".

    Como terminou o Sínodo? Em clima de louvor a Deus, de gratidão e esperança, e ao mesmo tempo, de renovado empenho pela nova evangelização, conscientes de que temos  um longo caminho a percorrer para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo: Ide, fazei discípulos!  Há muito para se fazer pela nova evangelização! A oração e a reflexão devem continuar. A busca de respostas pastorais necessita continuar na Igreja local. O Sínodo ilumina e anima a ação evangelizadora, mas não dispensa a nossa tarefa de estabelecer os passos a serem dados na realidade em que vivemos.  As   58 "proposições" aprovadas pelo Sínodo começam a ser divulgadas. A  "Mensagem" dos Padres Sinodais tem sido publicada nas várias línguas, trazendo alento e estímulo. Aguardamos a Exortação Apostólica Pós-Sinodal que o Papa irá nos oferecer, recolhendo as contribuições da XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos. O presente relato não substitui a leitura da "Mensagem" e das "Proposições" do Sínodo, bem como, a homilia do Santo Padre; antes, quer servir de estímulo para tanto, esperando que estejam logo disponíveis também em língua portuguesa. Nossa Senhora, Estrela da Evangelização, nos acompanhe com a sua intercessão materna e exemplo!

    Dom Sergio da Rocha

    Arcebispo de Brasília

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    Mundo


    Israel: pressão contra o muro nas terras palestinas
    Opinião de dom William Shomali, vigário patriarcal latino para Jerusalém e a Palestina

    ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - "Estou convencido de que o apoio das igrejas e dos governos estrangeiros é um passo em frente no rumo da paz e da ordem pública". Dom William Shomali, vigário patriarcal latino para Jerusalém e para a Palestina, em entrevista neste último 29 de outubro à fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), diz considerar "útil" a pressão diplomática sobre Israel. Ele comenta ainda o possível confisco de300 hectaresde terra no Vale de Cremisan, perto de Belém, para a construção de um novo trecho do muro de separação do país.

    Dom Shomali está entre os signatários da declaração divulgada na semana passada pela Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa (AOCTS), que condena o percurso previsto para o muro e nega "categoricamente a existência de um acordo expresso ou implícito entre o Vaticano, a Igreja local e as autoridades israelenses". Em 16 de outubro, a organização não-governamental Israel Project havia acusado abertamente a Santa Sé de autorizar a Tel Aviv a construção do muro em uma área de propriedade eclesiástica.

    Além de refutar as alegações, vinte e dois prelados e sacerdotes de várias denominações católicas, incluindo dom Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém, o pe. Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, e dom Giorgio Lingua, núncio apostólico na Jordânia e no Iraque, sublinham que o confisco "agravará a situação da aldeia de Al Walaja e de 58 famílias de Beit Jala, cerca de 80% das quais são cristãs e cuja subsistência depende principalmente daquele terreno".

    O documento, enviado à Ajuda à Igreja que Sofre pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, também expressa a preocupação com a possibilidade de que a pressão adicional da "barreira de segurança" sobre os cristãos de Belém aumente o êxodo de fiéis da Terra Santa. A presença cristã na região, em 1947, era de cerca de 20% da população; agora, está reduzida a apenas 2%. "Sem uma renda estável e um futuro para os filhos, muitos vão tomar a decisão de abandonar a região".

    Falando com a AIS, dom Shomali lembrou que, em 2004, o Tribunal Internacional de Justiça de Haia declarou ilegal a construção do muro, iniciado por Israel em 2003 para se defender de possíveis ataques terroristas. O muro se estende, em mais de 80% dos seus cerca de 750 quilômetros, além do “limite verde”, criado pelos acordos de armistício de 1949 entre árabes e israelenses. "Se a barreira tivesse sido erguida dentro das fronteiras anteriores à ocupação da Cisjordânia”, diz o vigário patriarcal, “ninguém poderia se opor. Mas o trecho que corta o vale de Cremisan passa além dessa linha, dentro das terras palestinas".

    Indo além das queixas relacionadas com a violação do direito internacional, o bispo acredita que é possível traçar uma rota alternativa, que acarrete menos perda de terras para os moradores da área. As últimas esperanças estão agora no julgamento do Supremo Tribunal de Israel, em fevereiro próximo. Será o epílogo da ação legal iniciada em 2006 pelas famílias de Beit Jala, às quais, em 2010, se uniram as religiosas salesianas, para impedir a construção do muro na região. "Exigimos a decisão justa. Não uma medida para contentar a Igreja", afirma dom Shomali, que confia nos magistrados “independentemente da política".

    No entanto, não pode ser excluída a possibilidade de confisco das terras, uma "expropriação de facto", e o bispo já pensa em como ajudar as famílias privadas dos próprios recursos. "Temos que começar a nos mexer, junto com a Caritas e com outras organizações humanitárias. Mas eu temo que os nossos recursos não sejam suficientes".

    (Trad.ZENIT)

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    Aprofundar a co-essencialidade entre a dimensão magisterial-petrina e a carismático-mariana da Igreja
    Proposta do Cardeal João Braz de Aviz na inauguração do ano acadêmico do Studium do dicastério para os religiosos

    Maria Emília Marega

    ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2012(ZENIT.org) - No princípio era chamada escola prática do dicastério e agora transformou-se em Studium: Escola interdisciplinar para a formação para o  magistério eclesial e para o ordenamento canônico sobre a vida consagrada na Igreja, dedicada a Bento XVI. 

    A proposta para o ano acadêmico 2012-2013 é aprofundar «a co-essencialidade entre a dimensão magisterial-petrina e a carismático-mariana da Igreja» e relançar «a espiritualidade de comunhão», afirmou o cardeal João Braz Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, na inauguração do biênio em 24 de outubro.

    Em noticia publicada hoje pelo L`Osservatore Romano o cardeal brasileiro explicou estes dois horizontes que considera necessários para qualquer reflexão sobre a vida religiosa.

    Sobre o primeiro aspecto - co-essencialidade entre a dimensão institucional e a dimensão carismática da Igreja – destacou que o ponto de aprofundamento do Concilio Vaticano II sobre a Igreja foi exatamente a recuperação de sua natureza carismática.  Especialmente com a Lúmen gentium que mostra o grande “protagonista”, o Espírito Santo, foi possível redescobrir a presença e a função dos carismas, e a dimensão carismática da Igreja como co essencial junto àquela institucional.

    Além disso, prosseguiu Dom João, o enfoque “da dimensão institucional e da dimensão carismática como co essenciais à identidade e à missão da Igreja remete a outro binômio evidenciado por João Paulo II: a relação entre o perfil petrino e o perfil mariano”. O afirma em seu discurso à Cúria Romana em 22 de dezembro de 1987, onde João Paulo II refaz a idéia proposta pelo teólogo suíço Hans Urs Von Balthasar, “segundo o qual a idéia institucional e ministerial da Igreja representa o principio (perfil) petrino, enquanto o profético/ carismático pode ser definido como o principio (perfil) mariano. Maria a primeira crente e então modelo de todo cristão e de toda a Igreja, não há na comunidade dos que crêem uma tarefa institucional; apenas revestida pelo Espírito Santo, sintetiza em si todos os dons da graça que a Igreja recebe de Deus para ser santa.

    O Cardeal citou também como fundamento a exortação apostólica Vita consacrata, que compreende a elaboração doutrinal do Sínodo especial de 1994 sobre os religiosos e a missão na Igreja e no mundo, para reafirmar "o caráter divino da fundação de Vida Consagrada e carismática e ao mesmo tempo a co-essencialidade do carisma em relação ao ministério”.

    O segundo aspecto – os religiosos e a comunhão na Igreja – ainda está a indicar o caminho João Paulo II na Carta apostólica Novo millennio ineunte (2001) como tarefa de toda a Igreja. “Fonte e modelo de comunhão entre os que formam o único povo de Deus, prosseguiu o cardeal citando a Lumen gentium, está a Trindade, a ponto de definir a Igreja ‘um povo que deriva da unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo’”. E se toda a Igreja deve viver a comunhão no modelo trinitário, os consagrados são os “especialistas”, porque “esta é a essência da escolha de vida deles: a união com Deus e a união entre eles na vida fraterna”.

    Na verdade, "apesar da variedade de inspirações e formas em que se expressa historicamente, a vida consagrada sempre foi consciente de ter que olhar não apenas o exemplo de comunhão indicado pelos Atos dos Apóstolos na comunidade cristã primitiva de Jerusalém - onde todos eram "um só coração e uma só alma" (4, 32) -, mas ainda mais radicalmente o seu modelo original, o protótipo da comunhão das três pessoas divinas na Trindade”. E a este respeito, o cardeal destacou que "a vida de comunhão de caráter trinitário, que é a identidade e missão da Igreja, em primeiro lugar, e depois da vida consagrada, é acima de tudo um dom, caso contrário, seria uma reivindicação ‘sobre-humana’ e se tornaria um ideal impossível de ser alcançado”.

    Em entrevista ao jornal L`Osservatore Romano, Irmã Nicla Spezzati, diretora do Studium, explica que «a atual proposta da Escola interdisciplinar antes de tudo é expressão firme do nosso dicastério no desejo de acompanhar a vida consagrada nas culturas contemporâneas a fim de que amadureça na fé o seu valor evangélico e eclesial, para saber viver a própria vocação e missão de modo adequado, persuasivo e eficaz no nosso tempo.

    O Studium é dirigido a: responsáveis por serviços relacionados ao governo (exempli gratia: secretárias e secretários gerais e provinciais; procuradores e procuradoras; superiores e superioras); vigários episcopais e / ou delegados para a Vida Consagrada; responsáveis pela formação; responsáveis pelo programa formativo nos seminários  diocesano e faculdades internacionais; sacerdotes na função de animar e acompanhar a Vida Consagrada; consagrada/o que deseja cuidar da própria formação; aqueles que têm interesse na pesquisa em relação ao Magistério eclesial e Normativa canônica relativo à vida consagrada na Igreja.

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    Cuba: solidariedade e esperança em Holguín
    Furacão Sandy: bispo Aranguren visita áreas atingidas

    Araceli Cantero Guibert

    MIAMI, segunda-feira, 29 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Mais de dezessete mil casas afetadas, igrejas derrubadas, danos graves para a agricultura, inundações, meio milhar de instalações educativas atingidas e problemas com a rede elétrica são os resultados da avaliação preliminar da passagem do furacão Sandy pela província cubana de Holguín, na madrugada de 25 de outubro.

    Em meio à tragédia, o bispo de Holguín, dom Emilio Aranguren Echeverría, constatou ainda os gestos de solidariedade, a fé do povo e as mostras de esperança.

    Na diocese, o furacão provocou danos graves em uma igreja, em uma casa de missão e numa casa de encontros religiosos, sem que ainda tivesse havido uma recuperação completa depois da passagem do furacão Ike, em 2008. Quando Sandy varreu a diocese, ela ainda tinha nove igrejas derrubadas e duas sem teto, herança da tragédia de quatro anos antes.

    Dom Aranguren explica que a reconstrução requer autorizações de vários organismos estatais, além de ajudas estrangeiras. “Sem este apoio, não basta a boa vontade, a disposição e o sacrifício dos membros das comunidades afetadas”.

    Ainda no dia 25, pela manhã, ele fez uma primeira visita pelo território atingido. Em vez de fotografar cenas de pobreza e de necessidade, ele prefere registrar os sinais de esperança. Poucas horas depois do furacão, o bispo visitou a igreja recém-reconstruída de Barajagua, o primeiro lugar para onde foi levada a imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, encontrada em 1612 na baía de Nipe.

    As famílias que moravam perto tinham passado a noite na igreja, mas não para buscar refúgio: “Eu vim para estar perto dela”, contava ao bispo uma senhora, apontando para a imagem de Maria, no lado externo do templo. “Olhe, nem a tempestade nem a ventania arrancaram a coroa dela! Ela nos protege e nós sentimos [essa proteção]”.

    Mais ao norte, na pequena igreja de Báguanos, a moradora Mary foi chorando falar com o bispo. “Às três e meia da madrugada nós viemos para cá porque o vento levou embora o nosso telhado”, contou. Os colchões ainda estavam em cima dos bancos da igreja e havia roupas secando nas janelas. As crianças brincavam e uma octogenária se aproximou do bispo para agradecer: “Quem bom que o senhor veio nos visitar!”.

    Antilla é outra pequena cidade da baía de Nipe. Quando dom Aranguren chegou à casa paroquial, encontrou o pároco ao lado de três carrinhos de bebês. “Estamos ajudando algumas mães que perderam as casas”.

    Aranguren percorreu toda a área de Banes, por onde passou o olho do furacão Sandy. Do outro lado da baía, em Nicaro, o vento deixou à mostra moradias em péssimo estado. O mesmo é visível em Mayarí, que sofreu ainda mais destruição de casas. Em Guaro, um coqueiro caiu sobre o teto da igreja, causando grande estrago. Dois padres, missionários do Verbo Divino procedentes da Indonésia e de Vanuatu, percorriam a região com martelos e pregos para ajudar as pessoas na reconstrução.

    “A Caridade nos une”, comentou dom Aranguren, em referência ao lema do Ano Jubilar Mariano, que é celebrado durante este ano de 2012. “Assim como também nos une a missão como comunidade eclesial e como povo”.

    A diocese de Holguín é a mais extensa de Cuba e a segunda em população na ilha. 

    (Trad.ZENIT)

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    Sacerdote e mártir
    Apelo dos bispos de Damasco depois do assassinato do sacerdote grego-ortodoxo Fady Haddad

    ROMA, segunda-feira, 28 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Apresentamos em tradução portuguesa o texto do apelo lançado pelo Conselho de Bispos de Damasco, na Síria, depois da morte do sacerdote grego-ortodoxo Fady Haddad.

    ***

    Depois de completar seus estudos no Seminário de São João Crisóstomo em Balamand, Norte do Líbano, o padre Fady HADDAD foi ordenado sacerdote no Patriarcado greco-ortodoxo em Damasco, em 1995, e nomeado pároco da paróquia de Santa Elias em Catana, nos arredores do sudoeste de Damasco, uma pequena cidade atingida pela crise.

    Em uma tentativa de mediação para liberar um paroquiano seqüestrado por um grupo armado, Padre Fady (43 anos) foi, por sua vez, seqüestrado no 18 de Outubro de 2012 e encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 24 de outubro de 2012 ...

    É o segundo sacerdote-mártir na Síria desde a eclosão da violência.

    O primeiro sacerdote assassinado foi o padre Bassilios NASSAR, assassinado em janeiro de 2012 em Hama (200 km ao norte de Damasco) ao tentar resgatar um homem ferido.

    Os bispos de Damasco (6 ortodoxos e 4 católicos) reunidos no dia do funeral do padre HADDAD lançaram quinta-feira, 25 de outubro o seguinte apelo:

    1) Apresentamos as nossas sinceras condolências à Igreja grego-ortodoxa: o Patriarca Ignácio IV, Sínodo, clero e paróquias, orando ao Senhor para que acolha no seu reino o sacerdote-mártir e todos os mártires da Síria.

    2) Deploramos fortemente os ataques que têm como alvo civis inocentes, os locais de culto cristãos e muçulmanos e os homens de religião envolvidos na ajuda humanitária e espiritual nesses dias de sofrimento que marca a nossa amada Síria.

    3) Deploramos a conspiração estrangeira que está semeando o mal e destruição no nosso pacífico País, porque a violência e a divisão não são da natureza do povo sírio e das suas tradições pacíficas.

    4) Renovamos o nosso apelo para a reconciliação, o fim das violências, da proliferação das armas e da efusão de sangue, convidando ao diálogo para encontrar uma solução que garanta a paz, a justiça, a liberdade e a igualdade de todos os cidadãos.

    5) Apresentamos os melhores desejos para os nossos irmãos muçulmanos por ocasião do ALADHA (Eid el-Kebir), dizendo-lhes: A vossa festa é a nossa festa, as vossas alegrias e as vossas tristezas são também nossas. Vivemos como irmãos, e irmãos seremos.

    6) Concluímos agradecendo ao sacerdote mártir coroado pelo Senhor. Só o Senhor saberá consolar a sua Igreja, a sua paróquia, a sua família e trazer a paz para a Síria.

    Damasco, 25 de outubro de 2012,

    Conselho dos Bispos de Damasco

    (Trad.TS)

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    XVII Encontro Latino-Americano de Responsáveis Nacionais de Pastoral Juvenil
    Carta Mensagem aos jovens da América latina e do Caribe

    BRASILIA, segunda-feira, 29 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Publicamos a seguir a carta de conclusão do XVII Encontro Latino-americano de Responsáveis Nacionais de Pastoral Juvenil que aconteceu de 20 a 27 de outubro em Ypacaraí (Paraguai).

    ***

    Com alegria um novo sol se levanta no espírito dos jovens de nossa América Latina e do Caribe.

    Na cidade de Ypacaraí – Paraguai, nos reunimos de 20 a 27 de Outubro de 2012 os Responsáveis Nacionais de Pastoral Juvenil de 23 países: Antilhas, Argentina, Aruba, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, como convidados especiais: membros do Secretariado de Bispos dos EUA para América Latina, delegados da Pastoral Hispânica nos EUA, membros da Rede de Institutos da Pastoral Juvenil Latino-americana e organizadores da JMJ Rio 2013, para retomar e reassumir com novas forças as Orientações da Pastoral Juvenil Latino-americana e do Caribe, na construção da Civilização do Amor.

    Durante esses dias de encontro e comunhão, partilhamos a vida e o caminhar pastoral, iluminados pela vontade de Deus através do discernimento. Também conhecemos e refletimos a sistematização do Processo de Revitalização através da socialização do documento “Civilização do Amor. Projeto e Missão”.

    Durante anos, a Pastoral Juvenil Latino-americana foi fazendo história. Reconhecemos e valorizamos todos aqueles que, ao longo do caminho, entregaram sua vida por essa grande paixão no seguimento de Jesus Cristo. 

    Vivemos em uma hora de graça, este é nosso momento. Com a força de nossa vocação cristã, hoje nos cabe ser os protagonista desta história, pois somos conscientes de que em nossas mãos estar o compromisso de construir uma nova sociedade impregnada com os valores do Reino.

    Por isso, manifestamos nossa alegria de ser cristãos, testemunhas da fé e portadores de esperança em entre a vida cotidiana dos jovens. 

    Temos vivido uma experiência de conversão pessoal e pastoral, agradecidos com nosso Pai Deus e fascinados com sua proposta, regressamos a nossos países com muita alegria e entusiasmo para anunciar o que vimos e ouvimos.

    Nosso profundo agradecimento à Equipe Latino-americana de Pastoral Juvenil do Departamento de Família, Vida e Juventude e ao Conselho Episcopal Latino-americana (Celam) a esse lindo país, Paraguai, e a todas as pessoas maravilhosas que tornaram possível este encontro.

    Pedimos à Virgem de Caacupé, padroeira destas terras guaranis, que nos cubra com seu Santo Manto e acompanhe sempre o caminhar de nossos povos, especialmente neste tempo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

     “Isso que vimos e ouvimos, nós os anunciamos” (1Jo 1,3)

    Ypacaraí – Paraguai, 26 de Outubro de 2012

    (Fonte: Jovens conectados)

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    Em foco


    Santos, modelos eficazes para a nova evangelização
    A festa de Todos os Santos e o Sínodo dos Bispos

    Anita Bourdin

    ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Os santos são "modelos eficazes" para a Nova Evangelização. Esta afirmação vem do Sínodo dos Bispos,em sua Proposição23, que foi entregue ao papa Bento XVI: "A santidade é uma parte importante de toda a obra de evangelização, tanto para quem evangeliza quanto para o bem dos que são evangelizados". É uma mensagem em perfeita harmonia com a festa de Todos os Santos, que celebramos neste 1º de novembro.

    Os padres sinodais dedicam toda a Proposição 23 à santidade dos novos evangelizadores. "O chamamento universal à santidade é constitutivo da Nova Evangelização, que vê nos santos um modelo eficaz da variedade de maneiras para a realização desta vocação", escrevem os padres sinodais.

    "O que é comum nas várias histórias de santidade é o seguimento de Cristo, que se expressa em uma vida de fé ativa no amor, como proclamação privilegiada da Igreja", prosseguem os padres.

    O sínodo vê em Maria o modelo de todos os santos: "Nós reconhecemos em Maria um modelo de santidade manifestada em atos de amor que vão até o dom supremo de si mesmo".

    A Proposição 22 evoca a "conversão" e a "renovação na santidade", necessária para os novos evangelizadores. "O drama de todos os tempos e a intensidade da batalha entre o bem e o mal, entre a fé e o medo, devem ser apresentados como o fundamento essencial, um elemento constitutivo do apelo à conversão a Cristo". Esta luta continua nos âmbitos natural e sobrenatural. "Mas quão estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, e como são poucos aqueles que o encontram!" (Mt 7,14).

    Vários bispos falaram da necessidade de renovação na santidade da sua própria vida, se eles querem ser agentes verdadeiramente eficazes da nova evangelização.

    Os padres sinodais insistiram ainda na "conversão pessoal e comunitária" e até na conversão "pastoral".

    (Trad.ZENIT)

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    Halloween: como devolver-lhe o sentido cristão?
    A verdade sobre a festa que as crianças comemoram por influência anglo-saxônica

    Por Nieves San Martín

    MADRI, terça-feira, 30 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - A grande tradição da Festa de Todos os Santos remonta a séculos. A celebração da comemoração dos fiéis defuntos, no dia seguinte, é mais recente. As duas celebrações cristãs, fundidas em uma, acabaram se transformando numa festa em que hoje cabe um pouco de tudo e que, no entanto, se esqueceu das suas origens: o Halloween.

    A festa de Todos os Santos já era celebrada na Igreja de Roma e foi fixada pelo papa Gregório III (731-741) no dia 1º de novembro. Gregório IV (827-844) estendeu a festa a toda a Igreja.

    O costume de recordar e rezar pelas pessoas falecidas é mais antigo do que a Igreja: ele existia também em muitas culturas pré-cristãs. Já a festa litúrgica em memória dos fiéis defuntos remonta ao dia 2 de novembro do ano de 998, quando foi instituída por Santo Odilon, monge beneditino e quinto abade de Cluny, no sul da França. No século XIV, Roma adotou a prática e a festa foi gradualmente se estendendo a toda a Igreja.

    O nome Halloween é a deformação popular da expressão, usada na Irlanda, All Hallows' Eve, ou simplesmente Vigília de Todos os Santos. Esta antiquíssima festa chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses e se enraizou rapidamente na nova nação. Depois de sofrer uma radical transformação, a festa fez o caminho de volta até o velho continente, graças à influência de todas as tendências do gigante norte-americano em todo o mundo. A velha Europa adotou as abóboras iluminadas e passou a animar festas infantis que misturam carnaval com os pedidos de doces que já eram feitos pelas crianças das tradições latinas. Aliás, quando os meus pequenos vizinhos vêm à minha casa pedir guloseimas vestidos de bruxas e diabinhos, eu os faço antes cantar uma cantiga natalina.

    Em muitos países, o Dia de todos os Santos e o dia seguinte, o dos mortos, são jornadas em que a família visita o cemitério e relembra os seus entes queridos. Na Espanha, as famílias costumam fazer doces para presentear às crianças, em especial um marzipã recheado chamado “huesos de santo” [ossos de santo]. As crianças ganham doces e vão se familiarizando, com naturalidade, com a ideia de que a vida terrestre não é eterna. A outra vida é que é.

    No México, onde a festa dos mortos tem origem pré-hispânica e era celebrada em outras datas, o festejo abrange atualmente tanto o dia de Todos os Santos quanto o dia dos fiéis defuntos. A data é celebrada neste mesmo formato também em outros países da América Central e do Sul, assim como em muitas comunidades hispanas dos Estados Unidos. Para os mexicanos, o Dia dos Mortos é a parte mais popular do festejo. Enquanto alguns levam flores aos cemitérios, outros dedicam a jornada à memória das pessoas próximas que já partiram, começando de madrugada a montar um altar doméstico: alguns altares são verdadeiras obras de arte. A forma mais simples de fazer esse altar é preparar em casa uma mesa coberta com um manto e expor nele fotografias da pessoa ou das pessoas falecidas, adornadas com flores e lembranças.

    O que certamente o Halloween não é: uma festa ocultista, por mais que haja quem queira transformá-la nisto.

    (Trad.ZENIT)

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    Entrevistas


    Liberais e conservadores sofrem do mesmo mal
    Entrevista com o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos

    Jan Bentz

    CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 30 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Na XIII Congregação Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, ZENIT conversou com o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção dos Cristãos.

    Eminência, o senhor já participou de outros sínodos? Quais são as suas impressões do sínodo em andamento?

    Cardeal Kurt Koch: Eu já estou no meu quarto sínodo. Participei de dois como bispo de Basileia, no sínodo extraordinário sobre a Europa, e depois no sínodo sobre a Palavra de Deus, em 2008. No meu novo trabalho, participei do sínodo sobre o Oriente Médio e agora no da Nova Evangelização. No fim, o padrão é sempre o mesmo, mas o sínodo mundial dos bispos é particularmente interessante, justamente por ter representantes de todo o mundo. Aproveitar as experiências de todos os bispos é algo extraordinário, experimentar o quanto a Igreja pelo mundo é diferente e, ao mesmo tempo, tem problemas tão semelhantes.

    O senhor é presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O diálogo com os protestantes é muito importante na Alemanha. Na sua opinião, que progressos têm sido feitos na Alemanha e o que esperar de concreto do sínodo?

    Cardeal Kurt Koch: A declaração conjunta sobre a doutrina da justificação, assinada em Augusta, em 1999, foi um grande passo à frente no diálogo ecumênico com os luteranos. Resta agora a tarefa de discutir o eclesiológico desta declaração conjunta. É claro que os evangélicos têm um entendimento diferente da Igreja em relação aos cristãos católicos. Não basta simplesmente reconhecer uns aos outros como Igreja. Precisamos de muito diálogo teológico sério sobre o que constitui a essência da Igreja.

    Para os cristãos evangélicos poderia haver uma solução semelhante à Anglicanorum coetibus, que foi dedicada aos anglicanos?

    Cardeal Kurt Koch: A Anglicanorum Coetibus não foi uma iniciativa de Roma, e sim da Igreja Anglicana. O Santo Padre procurou uma solução e, na minha opinião, encontrou uma solução bem ampla, que levou em consideração, amplamente, as tradições eclesiais e litúrgicas dos anglicanos. Se os luteranos manifestarem desejos parecidos, então teremos que refletir sobre isso. Mas a iniciativa cabe aos luteranos.

    Ouvimos durante o sínodo os representantes das Igrejas Ortodoxas. O que se vislumbra para o diálogo com os ortodoxos num futuro próximo?

    Cardeal Kurt Koch: Os ortodoxos estão bastante envolvidos na preparação do sínodo pan-ortodoxo. Eu, pessoalmente, estou convencido de que, quando ele ocorrer, vai ser um grande passo à frente no diálogo ecumênico. Por isso nós temos que apoiar esses esforços ortodoxos e ter paciência. Nas comissões ecumênicas, continuamos o diálogo teológico sobre a relação entre a sinodalidade e o primado.

    Muitos dizem que a secularização foi provocada também pela Igreja, mesmo que involuntariamente. Não seria necessário analisar quais correntes levaram a uma secularização, para corrigi-las?

    Card. Kurt Koch: Alguns históricos destacam realmente, e justamente, que o cisma do século XVI e as sucessivas sanguinárias guerras confessionais, particularmente a Guerra dos Trinta anos, ‘co causaram’ a secularização no sentido da privatização da religião. Dado que o cristianismo era presente apenas na forma de confissões que se combatiam até o sangue não servia mais como fundamento e garantia de unidade e de paz social. Por esse motivo a incipiente idade moderna buscou um novo fundamento de unidade, independentemente da religião. É necessário levar em consideração estes processos fatais também em vista do 500° aniversário da Reforma. Certamente na historia posterior a idade moderna, outros avanços da secularização foram chegando como o abandono da questão sobre Deus, que têm outros motivos e são também contemplados no projeto da Nova Evangelização.

     Sobre o Concilio Vaticano II, é muito atual a discussão sobre o conceito da “hermenêutica da continuidade”. Não é que os dois extremos “políticos” da Igreja, isto é, os conservadores e os liberais, estão cometendo o mesmo erro, no sentido de que ambos consideram o Concílio uma “ruptura”?

    Card. Kurt Koch: Sim, mas exatamente por este motivo o Papa chama a sua interpretação do Concilio não “hermenêutica da continuidade”, mas “hermenêutica da reforma”. Trata-se de uma renovação na continuidade. Esta é a diferença: os liberais sustentam a hermenêutica da descontinuidade e da ruptura. Os conservadores sustentam uma hermenêutica da pura continuidade: somente o que já é detectável na Tradição pode ser doutrina católica, por isso não pode ser uma renovação. Ambos vêem igualmente o Concilio como uma ruptura, mesmo que de maneiras muito diversas. O Santo Padre levantou a questão sobre esta compreensão da hermenêutica conciliar da ruptura e propôs a hermenêutica da reforma, que une continuidade e renovação. Esta hermenêutica o Santo Padre já apresentou em seu primeiro discurso natalício em 2005 e deu assim as indicações precisas sobre como interpretar o Concilio e torná-lo mais fecundo para o futuro.

    (Trad.ZENIT)

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    Espiritualidade


    Sede Santos
    Reflexões de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

    RIO DE JANEIRO, sexta-feira, 02 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - O início do mês de novembro traz à tona algumas reflexões importantíssimas para a nossa vida. Qual o sentido da vida humana, o que nos faz ser realmente humanos, para onde iremos após o tempo em que passamos aqui nesta Terra? Chegando ao final do ano litúrgico, (já estamos na 31ª semana do Tempo Comum) a comemoração de todos os fiéis defuntos (que chamamos Dia de Finados) e a grande solenidade de Todos os Santos colocam diante de nossos olhos esses questionamentos profundos do ser humano. Mesmo para os que não professam uma fé específica, estas perguntas estão no profundo do ser de cada pessoa.

    Ainda mais: o Ano da Fé, que iniciamos, é uma oportunidade importantíssima de aprofundar o que a Igreja catalogou no decorrer de sua história como consequência da revelação cristã sobre esses assuntos. Na primeira parte do Catecismo da Igreja Católica, nos artigos sobre a Profissão de Fé iremos encontrar no “creio na vida eterna” as orientações claras sobre em que acreditamos, sobre o porvir de nossa vida, e também no “nossa vocação à bem-aventurança” o anúncio do chamado à felicidade eterna.

    A esperança cristã está solidificada na pessoa de Jesus Cristo. O homem espera pela lógica da confiança, olha para o futuro e espera o seu cumprimento em uma eternidade feliz. Sua esperança é de fato ancoradaem Deus. Os Santossão pessoas felizes, bem-aventurados porque iluminados pela ação do Espírito Santo. São também a melhor forma de evangelizar! É a vida que anuncia o Evangelho que, como consequência, deverá ser explicitado e proclamado ao mundo.

    Todas as suas esperanças em Deus – que se tornou para eles tudo – tanto na vida quanto na morte, sempre os aproximaram dos irmãos vendo neles, pela fé, o próprio Deus humanado, Jesus Cristo. Viver a vocação à santidade é mergulhar ainda mais na vida humana, encontrando Cristo nos irmãos e irmãs. Basta ler e conhecer a vida dos santos de ontem e de hoje. São belíssimos exemplos da gratuidade do dom de Deus e a alegre correspondência humana a esse dom que leva a pessoa ao encontro com o seu irmão. O caminho para a sua total confiança em Cristo os fez, por meio do sofrimento físico e espiritual, libertos na experiência mística da noite escura para a luz eterna.

    O chamado à santidade, a viver a vida batismal, a conversão constante manifestam a sua confiança em Deus e a alegria de servi-Lo na vida de oração e no serviço aos irmãos.

    Os santos estavam sempre cheios de confiançaem Deus. Cadasanto tinha, no seu silêncio, um profundo diálogo com Deus através da oração: orar e trabalhar pelo Reino de Deus! Sempre tiveram um enorme fascínio pelo mistério da santa Eucaristia. A Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã. Por isso, os santos gastam todos os seus momentos mais importantes aos pés do Santíssimo, em adoração, para depois se dirigirem aos irmãos, alimentados pela fé e testemunhas de servos de Jesus Cristo. Assim, a contemplação junto à Eucaristia não se encerra apenas no altar, mas se estende aos irmãos. Ali é a continuidade da santidade que cada um é convidado a revelar e manifestar, já que convive com Cristo na Eucaristia, que contempla e recebe em cada santa missa. E nisto se dá o testemunho contínuo do aúncio da Ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, a Eucaristia é o dom precioso que hoje continua santificando os fiéis, fazendo com que todos sejam Santos com os Santos!

    Sentimos também a necessidade de contemplar nesse dia aquela que soube ouvir a voz de Deus e correspondeu ao chamado: Maria, a Mãe do Senhor! Ela, na sua humildade, acolheu o convite de Deus para ser a Mãe do Salvador. Maria foi a Santa fiel que nos convida à fidelidade ao projeto de Deus.

    A XIII Assembléia Ordinária Geral do Sínodo dos Bispos, que no último dia 28 de outubro foi encerrada pelo Papa Bento XVI, em Roma, tratou da nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Sermos testemunhas credíveis do Evangelho de Jesus Cristo foi uma manifestação unânime das intervenções.  O Papa Bento XVI, no dia 21 de outubro passado, dentro do âmbito do Ano da Fé e do Sínodo da Nova Evangelização, proclamou sete novos santos, como modelos de santidade para a nova Evangelização. Dos sete santos está representada toda a Igreja em suas categorias de servidores, como sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e leigas. Homens e mulheres. Viveram na Europa, Ásia, África, América e Oceania. Do jesuíta missionário em terras longínquas que morre mártir em Madagáscar, ao sacerdote educador e formador de jovens em dificuldades, à doente que desenvolve durante décadas na sua cama a preciosíssima missão espiritual do sofrimento. Do jovem catequista leigo filipino, também ele mártir, até a religiosa dedicada ao cuidado dos leprosos e aquela que se consome pela educação de crianças, jovens e operários. Nesse clima de nova evangelização e de caminhada para a Jornada Mundial da Juventude, contemplamos com carinho a jovem Catarina Tekakwita, fruto extraordinário do primeiro anúncio da fé entre as tribos dos índios da América. Por isso mesmo os santos são, desde sempre, as testemunhas mais credíveis da fé cristã, da presença viva e operante do Espírito de Jesus Ressuscitado, da transformação da humanidade graças à potência misteriosa do Evangelho.

    Assiste-nos na nova evangelização o Santo Espírito Paráclito. Sem o Espírito Santo a Igreja não vive, muito menos difunde eficazmente o Evangelho num mundo que, com a mudança de época, de cultura e de mentalidade, apresenta dificuldadesem aceitar Jesus Cristo, mas que tem uma imensa necessidade de encontrar gratuidade de amor, alegria e esperança. É a busca do sentido da vida. Esse desejo de infinito do coração humano só tem uma resposta: a eternidade de Deus!

    A vida cristã somente tem sentido se caminharmos na acolhida do dom da santidade. Portanto, celebrar o Dia de todos os Santos é para nós celebrar a oportunidade de reconhecer nosso convite à vida oferecido por Deus, nosso batismo e vocação à santidade. A santidade começa agora com o nosso sim e a vida de conversão. Vida batismal vivida com todas as consequências de que se deixa conduzir pelo Espírito Santo. É o grande sinal que o mundo necessita. É a melhor maneira de evangelizar! É a razão primeira e última de nossa vida! É hoje, portanto, a nossa resposta!

    Feliz Dia de Todos os Santos! Não tenhamos medo de abrir nossos corações para a feliz aventura da santidade!

    † Orani João Tempesta, O. Cist.

    Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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    Angelus


    O amor é um dom que Deus nos faz conhecer e experiementar
    Reflexões de Bento XVI antes da oração do Angelus

    CIDADE DO VATICANO, domingo, 04 de novembro de 2012(ZENIT.org) - Às 12 horas de hoje, o Santo Padre Bento XVI apareceu na janela de seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano para rezar o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

    Oferecemos as palavras do Papa na introdução da tradicional Oração Mariana.

    Queridos irmãos e irmãs!

    O Evangelho deste domingo (Mc 12, 28-34) nos propõe o ensinamento de Jesus sobre o maior mandamento: o mandamento do amor, que é duplo: amar a Deus e amar ao próximo. Os Santos, que recentemente celebramos todos juntos  em uma única festa solene, são aqueles que, confiando na graça de Deus, buscam viver segundo esta lei fundamental. De fato, o mandamento do amor pode colocá-lo em prática plenamente somente quem vive uma relação profunda com Deus, assim como a criança se torna capaz de amar a partir de um bom relacionamento com sua mãe e seu pai.

    São João de Ávila, que recentemente proclamei Doutor da Igreja, assim escreve ao inicio do seu Tratado de Amor a Deus:  “A causa – diz – que mais impulsiona o nosso coração ao amor de Deus é considerar profundamente o amor que Ele teve por nós... Isto, mais do que os benefícios, leva o coração a amar; porque aquele que faz ao outro um beneficio, lhe dá alguma coisa que possui; mas aquele que ama, se doa com tudo o que tem, sem que lhe sobre algo a dar” (n.1). Antes de ser uma ordem – o amor não é uma ordem – é um dom, uma realidade que Deus nos faz conhecer e experimentar, para que, como uma semente possa germinar também dentro de nós e se desenvolver em nossa vida.

    Se o amor de Deus deixou raízes profundas em uma pessoa, esta é capaz de amar até mesmo quem não merece, assim como Deus faz conosco. O pai e a mãe não amam os filhos somente quando eles merecem: os ama sempre, mesmo quando naturalmente faz com que eles entendam que estão errados. De Deus aprendemos a querer sempre e somente bem e nunca o mal. Aprendemos a olhar o outro não somente com os nossos olhos, mas com os olhos de Deus, que é o olhar de Jesus Cristo. Um olhar que vem do coração e não permanece na superfície, vai além das aparências e consegue captar os anseios profundos do outro: de ser escutado, de uma atenção gratuita; em uma palavra: de amor. Mas se verifica também o percurso inverso: que abrindo-me ao outro assim como ele é, indo ao seu encontro, tornando-me disponível, eu me abro também para conhecer a Deus, para sentir que Ele existe e é bom.

    Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis e estão em relação recíproca. Jesus não inventou nem um nem outro, mas revelou que estes são, no fundo, um único mandamento, e o fez não apenas com palavras, mas, sobretudo, com o seu testemunho: a própria Pessoa de Jesus e todo o seu mistério encarnam a unidade do amor a Deus e ao próximo, como os dois braços da Cruz, vertical e horizontal. Na Eucaristia Ele nos doa esse duplo amor, doando-Se a Si mesmo para nós, para que, nutridos deste Pão, nos amemos uns aos outros como Ele nos amou.

    Queridos amigos por intercessão da Virgem Maria rezemos para que todo cristão saiba mostrar a sua fé no único verdadeiro Deus com um testemunho claro de amor ao próximo.

    (Trad.MEM)

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    Mensagem aos leitores


    Mensagem aos leitores

    Queridos leitores e amigos de ZENIT

    Amanhã, Festa de Todos os Santos, ZENIT não será publicado.

    A edição diária on-line retorna sexta-feira, 2 de novembro.

    Desejamos a todos um feliz dia de Todos os Santos.

    Por ocasião do dia de finados rezaremos por você e seus entes queridos.

    A família ZENIT

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    Immaculata mea

    In sobole Evam ad Mariam Virginem Matrem elegit Deus Filium suum. Gratia plena, optimi est a primo instanti suae conceptionis, redemptionis, ab omni originalis culpae labe praeservata ab omni peccato personali toto vita manebat.


    Cubra-me

    'A Lógica da Criação'


    Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

    Ave-Maria

    A Paixão de Cristo