SÉ SEM OBRAS
EUCARISTIA E ESPIRITUALIDADE!(23)
"A Eucaristia como sacrifício é uma óptima ajuda para o enriquecimento da espiritualidade !.
Uma boa ideia que nós devemos desenvolver é a de que o Espírito Santo tem guiado os Cristãos de todas as Igrejas para alimentarem a sua vida cristã com a Eucaristia.
A ideia de sacrifício tem sido entendida de várias maneiras.
Assim como um rico mosaico é feito de muitas e variadas peças de cerâmica, assim também muitos conhecimentos postos em conjunto podem aprofundar o apreço por este único sacramento da Eucaristia.
Gostaria de poder deixar bem claro que a Eucaristia pode ser um ponto focal para a espiritualidade cristã.
A espiritualidade é o tom da nossa vida cristã, que deve assentar nos Mandamentos.
- "Se queres ser perfeito...vai, vende tudo o que possuires, dá o dinheiro aos pobres; depois, vem e segue-Me".(Mt.19,21).
A espiritualidade eucarística fundamenta-se no amor de Jesus Cristo ao instituir a Eucaristia e habitando connosco na celebração e na comunhão que flui deste sacramento.
É uma espiritualidade rica porque isso faz progredir a contemplação do sacrifício celebrado e da comunhão recebida.
Muitos cristãos de todos os tempos e de muitos lugares e ainda hoje, encontram na Eucaristia a força da sua espiritualidade.
Podemos apontar a Madre Teresa de Calcutta, Charles Foucult, os capuchinhos de S. Francisco, e tantos outros.
A Congregação do SS. Sacramento, fundada por S. Pedro Julião Eymard tem esta orientação, modelando a sua vida contemporânea no exempo de Santo Eymar desde 1856.
A Eucaristia, como sacrifício recorda-nos os dons da auto-doação de Jesus
Começou na Incarnação e consumou-se no seu oferecimento ao Pai no Calvário.
Este auto-oferecimento é a razão pela qual Jesus foi feito Senhor, exaltado e sentado à direita do Pai, como lembrou S. Paulo aos Filipenses :
- "Ele que era de condição divina não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus...humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à morte e morte da cruz. Por isso é que Deus O exltou e Lhe deu o nome que está acima de todo o nome".(Fil.2,6-8).
O nosso dever, como cristãos é viver o nosso oferecimento e oferecer as nossas vidas.
A nossa vida e o nosso culto são duas faces da mesma moeda, duas fases do que nós fazemos como cristãos.
A ideia de que nós podemos ser cristãos em toda a parte, só tem sentido neste contexto.
Um violonista só pode tocar uma sinfonia se estiver incluído na sua orquestra.
Assim, nós não podemos prestar culto ao Corpo de Deus presente na sua Igreja, se não estivermos unidos à sua mesma Igreja.
As razões são mais do que estéticas ou sociais; elas são profundamente teológicas, litúrgicass e humanas.
Sacramenta propter homines (os sacramentos são para o homem), foi o que sempre se disse.
Isto pode significar que os sacramentos deviam ser celebrados à maneira humana, e os ministros deviam ser humanos ao administrá-los.
Mas há um outro sentido em que esta expressão deve ser considerada.
Deus compreende em Jesus Cristo que nós necessitamos dos sacramentos; necessitamos de sinais que Deus aprova; necessitamos de sinais da graça e do amor de Deus.
Nós celebramos os sacramentos porque rejubilamos com o amor de Deus.
Nós celebramos o nascimento, o casamento, a vida consagrada e a morte, não em cumprimento de tradições humanas ou religiosas, mas como dons de Deus, concedidos generosa e livremente por Deus, e pelos quais nós devemos viver.
Os sacramentos são para o homem, por causa do homem, e não porque eles são sacramentos.
A recepção dos sacramentos não é por razões sociais, porque todos os recebem, mas porque nós os desejamos, porque desejamos celebrar a nossa relação com Deus e o nosso desejo de um relacionamente profundo de amor.
E só assim é que damos uma dimensão da nossa fé através das nossas obras, através do nosso estilo de vida.
Nascimento
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