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ZENIT
O mundo visto de Roma
Serviço semanal - 25 de Fevereiro de 2013
SANTA SÉ
Calúnia e desinformação não afetarão a fé e a esperança
Editorial do Diretor da Rádio Vaticana
"Acreditar não é nada mais do que, na escuridão do mundo, tocar a mão de Deus"
Palavras de Bento XVI no final dos Exercícios Espirituais
"Permitiu-nos renovar a ars credendi"
Carta de Bento XVI ao Cardeal Gianfranco Ravasi
Gratidão e afeto pelo Papa
O Presidente Napolitano manifestou ao Papa a gratidão, o afeto e a proximidade do povo italiano pelo elevadíssimo magistério religioso e moral de Bento XVI
A Secretaria de Estado Vaticana denuncia tentativa de condicionar o ConclaveUm comunicado deplora a difusão de notícias muitas vezes não verificadas, ou não verificáveis, ou até mesmo falsas
A dor, o isolamento e a confiança em Deus
Exercícios espirituais do papa: cardeal Ravasi menciona várias vezes o livro de Jó
O local de retiro do papa no Vaticano
Quatro ordens femininas de clausura já se alternaram no convento
Dom Celli: "Motu proprio do papa é um ato necessário"
Presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais: É necessário alterar as disposições da Universi Dominici Gregis para a eleição do novo papa
O Papa se dedica principalmente à oração e aos exercícios espirituais
Afirmou o Pe. Lombardi hoje: já mais de 30 mil reservas para a última Audiência Geral
Despedida do Papa será transmitida ao vivo pela televisão
Para os cinco continentes entradas diretas em vários momentos do dia
Começam os exercícios espirituais no Vaticano
Papa e membros da cúria estão participando
PREGAÇÃO SAGRADA
Como melhorar a Pregação Sagrada
Coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo
IGREJA E RELIGIÃO
Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico
Cátedra de São Pedro: Reflexões de São Josemaria Escrivá
Como se elege um Papa
A história dos Conclaves contada por Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana
Perguntas que todos fazem sobre a renúncia de Bento XVI
23 respostas curtas para 23 questões levantadas
A renúncia do papa e os velhos preconceitos da mídia
Grande parte da imprensa mundial apela para os clichês sobre Bento XVI
CULTURA E SOCIEDADE
Faleceu a idealizadora do método Billings
Junto ao marido, Evelyn Billings estudou a regulação natural da fertilidade
LITURGIA E VIDA CRISTÃ
É permitido partir a hóstia antes da Consagração?
Responde o padre Edward McNamara, L.C., professor de Teologia e diretor espiritual
Este é o meu Filho, escutai-o!
Meditação da Palavra de Deus - II Domingo da Quaresma
JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE RIO 2013
JMJ lança Página Global no Facebook
Com a novidade, são mais de 730 mil fãs da JMJ no Facebook
COMUNICAR A FÉ HOJE
Jovens lançam site de oração pelo conclave
Adote um cardeal eleitor nas suas orações
HOMENS E MULHERES DE FÉ
Bento XVI tem nomeado monges como bispos, pois os monges ao longo da História foram guardiães da fé e dos bons costumes
Entrevista com Dom Abade Paulo Celso Demartini O. Cist, abade da Abadia Nossa Senhora de São Bernardo São José do Rio Pardo SP
Traduzido ao português o livro: "Meu Irmão, o Papa"
Da infância ao pontificado: um tocante relato sobre a vida do papa Bento XVI contado pelo seu irmão Georg Ratzinger
OBSERVATÓRIO JURÍDICO
Bento XVI durante a sé vacante e após a eleição do novo papa
Aspectos teológicos e jurídicos da situação (estado canônico) de Bento XVI durante a sé vacante e após a eleição do novo pontífice
MUNDO
Catequeses rumo à JMJ: momento de preparação e partilha
Os jovens da Arquidiocese do Rio de Janeiro tem um encontro marcado
Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração e o silêncio (Bento XVI)
Publicação Visitas Ad Limina Apostolorum, das Edições CNBB
Os Legionários de Cristo e o movimento Regnum Christi agradecidos com Bento XVI
Carta do vigário, Padre Sylvester Heereman, para agradecer o Papa pelo "Paternal acompanhamento da nossa família carismática durante o seu Pontificado"
ESPIRITUALIDADE
Os quatro caminhos para uma boa quaresma
Reflexões de Frei Patricio Sciadini
ANÁLISE
O Papa Bento XVI não é nada disso com que o carimbou o esquema midiático
Algumas passagens do livro-entrevista "Luz do Mundo"
O Papa e a Igreja em foco
Respostas a alguns comentários errôneos a respeito do Papa e da Igreja
Nada antepor a Cristo, nem mesmo o Papado
E agora? O mundo atônito depois do 11 de fevereiro de 2013
ANGELUS
Último Angelus de Bento XVI: "O Senhor me pede para subir o monte"
Meditando no Evangelho da Transfiguração, o Pontífice explica que a própria renúncia não significa "abandonar a Igreja", mas serví-la "com uma dedicação mais adequada às minhas forças"
SANTA SÉ
Calúnia e desinformação não afetarão a fé e a esperança
Editorial do Diretor da Rádio Vaticana
Por Federico Lombardi, SJ
CIDADE DO VATICANO, 24 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - A caminhada da Igreja nas últimas semanas de pontificado do Papa Bento XVI, até a eleição do novo Papa, através da "Sé Vacante" e do Conclave, é muito desafiadora, dada a novidade da situação. Não temos - e nos alegramos por isso – que carregar a dor pela morte de um Papa amado, mas não nos foi poupada uma outra prova: aquela do multiplicar-se das pressões e das considerações estranhas ao espírito com o qual a Igreja gostaria de viver este tempo de espera e de preparação.
Não faltam aqueles que procuram aproveitar do momento de surpresa e desorientação dos espíritos fracos para semear confusão e desacreditar a Igreja e o seu governo, usando instrumentos antigos - como a maledicência, a desinformação, às vezes a calúnia - ou fazendo pressões inaceitáveis para condicionar o exercício do dever de voto de um ou de outro membro do Colégio dos Cardeais, considerados indesejáveis por um motivo ou outro.
Na maioria dos casos, aqueles que se colocam como juiz, fazendo pesados julgamentos morais, não têm de fato nenhuma autoridade para fazê-lo. Quem tem em mente em primeiro lugar dinheiro, sexo e poder, e está acostumado a ler com estes parâmetros as diferentes realidades, não é capaz de ver outra coisa nem mesmo na Igreja, porque o seu olhar não sabe fixar-se no alto ou descer em profundidade para acolher as dimensões e as motivações espirituais da existência. O resultado é uma descrição profundamente injusta da Igreja e de muitos dos seus homens.
Mas tudo isso não vai mudar a atitude dos crentes, não afetará a fé e a esperança com que olham para o Senhor que prometeu acompanhar a sua Igreja. Nós queremos, como indicado na tradição e na lei da Igreja, este este seja um momento de reflexão sincera sobre as expectativas espirituais do mundo e sobre a fidelidade da Igreja ao Evangelho, de oração para a assistência do Espírito, de proximidade ao Colégio dos cardeais que se prepara para o difícil serviço do discernimento e da escolha que lhe é pedido e pelo qual motivo principalmente existe.
Nisso nos acompanha em primeiro lugar o exemplo e a retidão espiritual do Papa Bento, que quis dedicar à oração do começo da Quaresma este último percurso do seu Pontificado. Um caminho penitencial de conversão para a alegria da Páscoa. Assim estamos vivendo e o viveremos: conversão e esperança.
* Texto retirado do site italiano da Rádio Vaticano e traduzido ao português por ZENIT
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"Acreditar não é nada mais do que, na escuridão do mundo, tocar a mão de Deus"
Palavras de Bento XVI no final dos Exercícios Espirituais
CIDADE DO VATICANO, 23 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Publicamos as palavras do Papa Bento XVI proferidas esta manhã na Capela Redemptoris Mater no Palácio Apostólico Vaticano na conclusão dos Exercícios Espirituais
***
Caros irmãos,
Caros amigos!
No final desta semana espiritualmente tão densa, fica só uma palavra: obrigado! Obrigado a vocês por esta comunidade orante em escuta, que me acompanhou nesta semana. Obrigado, principalmente, ao senhor, eminência, por estas "caminhadas" tão bonitas no universo da fé, no universo dos Salmos. Ficamos impressionados pela riqueza, profundidade, beleza deste universo da fé e permanecemos gratos porque a Palavra de Deus nos falou de modo novo, com nova força.
"Arte de crer, arte de pregar" era o fio condutor. Lembrei-me do fato de que os teólogos medievais traduziram a palavra "logos" não só por "Verbum", mas também por "ars": "Verbum" e "ars" são intercambiáveis. Apenas nas duas juntas aparece, para os teólogos medievais, todo o significado da palavra "logos". O "Logos" não é somente um razão matemática: o "Logos" tem um coração, o "Logos" é também amor. A verdade é bela, verdade e beleza vão juntas: a beleza é o selo da verdade.
E o senhor, partindo dos Salmos e da nossa experiência de cada dia, sublinhou fortemente que o "muito belo" do sexto dia - expressado pelo Criador – é permanentemente contradito, desta forma, pelo mal, pelo sofrimento, pela corrupção. E parece quase que o maligno queira permanentemente sujar a criação, para contradizer a Deus e fazer irreconhecível a sua verdade e a sua beleza. Num mundo assim marcado também pelo mal, o "Logos", a Beleza eterna e a Ars eterna, devem aparecer como "caput cruentatum". O Filho encarnado, o "Logos" encarnado, é coroado com uma coroa de espinhos; e ainda justo assim, nesta figura sofrida do Filho de Deus, começamos a ver a beleza mais profunda do nosso Criador e Redentor; podemos, no silêncio da "noite escura", escutar ainda a Palavra. Crer não é mais do que, na escuridão do mundo, tocar a mão de Deus e assim, no silêncio, escutar a Palavra, ver o Amor.
Eminência, obrigado por tudo e façamos ainda "caminhadas", ainda mais, neste misterioso universo da fé, para sermos mais capazes de orar, de rezar, de anunciar, de ser testemunhas da verdade, que é bela, que é amor.
No fim, caros amigos, gostaria de agradecer a todos vocês, e não só por esta semana, mas por estes oito anos, em que levaram comigo, com grande competência, afeto, amor, fé, o peso do ministério petrino. Permanece em mim esta gratidão e embora agora termine a "exterior", "visível" comunhão - como disse o cardeal Ravasi – permanece a proximidade espiritual, permanece uma profunda comunhão na oração. Nesta certeza avançemos, confiantes da vitória de Deus, confiantes da verdade da beleza e do amor.
Obrigado a todos.
[© Copyright 2013 - Libreria Editrice Vaticana]
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"Permitiu-nos renovar a ars credendi"
Carta de Bento XVI ao Cardeal Gianfranco Ravasi
CIDADE DO VATICANO, 23 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Publicamos a seguir a carta de agradecimento que Bento XVI direcionou ao cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura, ao final dos Exercícios Espirituais pregado por ele esta semana no Vaticano para o Papa e a Cúria Romana.
***
Ao Venerado Irmão
Cardeal Gianfranco Ravasi
Presidente do Pontifício Conselho da Cultura
Desejo com todo o coração, Venerado Irmão, manifestar-lhe a minha profunda gratidão pelo serviço prestado pelo senhor a mim e à Curia Romana propondo as meditações dos Exercícios Espirituais. No começo da Quaresma, a semana dos Exercícios constitui um tempo ainda mais intenso de silêncio e de oração, e o tema deste ano – justamente o diálogo entre Deus e o homem na oração dos salmos – nos ajudou especialmente: apenas entrados, por assim dizer, no deserto seguindo as pegadas de Jesus, fomos capazes de atingir a fonte de água puríssima e abundante da Palavra de Deus, que o senhor nos guiou para tirar do Livro dos Salmos, o lugar bíblico por excelência no qual a Palavra se faz oração.
Cheio do seu conhecimento e da sua experiência, o senhor propôs uma fascinante viagem através dos Salmos, seguindo um duplo movimento: ascendente e descendente. Os Salmos de fato orientam principalmente para o Rosto de Deus, para o mistério no qual a mente humana naufraga, mas que a mesma Palavra divina permite captar de acordo com os vários perfis em que Deus mesmo se revelou. E, ao mesmo tempo, justamente na luz que resplandece do Rosto de Deus, a oração dos salmos nos faz olhar para o rosto do homem, para reconhecer na verdade as suas alegrias e as suas dores, as suas angústias e as suas esperanças.
Desta forma, querido Senhor Cardeal, a Palavra de Deus, mediada pela ars orandi antiga e sempre nova do Povo judeu e da Igreja, nos permitiu renovar a ars credendi: uma necessidade exigida pelo Ano da fé e agora ainda mais necessária pelo momento particular que eu pessoalmente e a Sé Apostólica estamos vivendo. O Sucessor de Pedro e os seus Colaboradores são chamados a dar à Igreja e ao mundo um claro testemunho de fé, e isso é possível somente graças a uma profunda e estável imersão no diálogo com Deus. Aos muitos que ainda hoje perguntam: "Quem nos fará ver o bem?", podem responder todos os que refletem nos seus rostos e nas suas vidas a luz do rosto de Deus (cf. Sl 4:7).
O Senhor saberá, Venerado Irmão, recompensá-lo por este esforço, que o senhor tão brilhantemente assumiu. De minha parte, asseguro-lhe a lembrança sempre grata na oração pela sua pessoa e pelo seu serviço eclesial, enquanto que com afeto renovo-lhe a Benção Apostólica, estendendo-a com prazer a todos os entes queridos.
Cidade do Vaticano, 23 fevereiro de 2013
Benedictus PP XVI
[© Copyright 2013 - Libreria Editrice Vaticana]
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Gratidão e afeto pelo Papa
O Presidente Napolitano manifestou ao Papa a gratidão, o afeto e a proximidade do povo italiano pelo elevadíssimo magistério religioso e moral de Bento XVI
CIDADE DO VATICANO, 23 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Esta manhã, às 11h30, o Santo Padre Bento XVI recebeu para um encontro de despedida o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, acompanhado pela esposa.
O encontro foi especialmente intenso e cordial, dada a grande estima recíproca e a já grande familiaridade dos dois distintos interlocutores.
O Presidente Napolitano expressou ao Papa não só a gratidão do povo italiano pela sua proximidade em tantos momentos cruciais e pelo seu elevadíssimo magistério religioso e moral, mas também o afeto com o qual continuará a acompanhá-lo nos próximos anos.
O Papa, da sua parte, expressou mais uma vez ao Presidente e à Senhora a gratidão pela sua amizade e os melhores desejos para o bem da Itália, especialmente nestes dias e neste momento de escolhas difíceis.
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A Secretaria de Estado Vaticana denuncia tentativa de condicionar o Conclave
Um comunicado deplora a difusão de notícias muitas vezes não verificadas, ou não verificáveis, ou até mesmo falsas
CIDADE DO VATICANO, 23 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - A Secretaria de Estado vaticana publicou hoje um comunicado, deplorando a tentativa de condicionar o colégio cardinalício em vista do próximo Conclave e a "difusão de notícias muitas vezes não verificadas, ou não verificáveis, ou até mesmo falsas". Publicamos a seguir o texto do comunicado.
***
A liberdade do Colégio de Cardeais, ao qual corresponde prover, nos temos da lei, a eleição do Romano Pontífice, sempre foi fortemente defendida pela Santa Sé, como garantia de uma escolha que fosse baseada em avaliações dirigidas unicamente para o bem da Igreja.
Ao longo dos séculos os Cardeais tiveram que enfrentar muitas formas de pressões, exercidas sobre os eleitores individuais e sobre o mesmo Colégio, que tinham como objetivo condicionar as decisões, dobrando-as a lógicas políticas ou mundanas.
Se no passado foram as assim chamadas superpotências, ou seja os Estados, que buscavam fazer prevalecer o próprio condicionamento na eleição do Papa, hoje tenta-se colocar em jogo o peso da opinião pública, muitas vezes à base de avaliações que não captam o aspecto tipicamente espiritual do momento que a Igreja está vivendo.
É lamentável que, com a aproximação do momento em que começará o Conclave e os Cardeais eleitores terão que, em consciência e diante de Deus, expressar em plena liberdade a própria escolha, se multiplique a difusão de notícias muitas vezes não verificadas, ou não verificáveis, ou até mesmo falsas, também com graves danos a pessoas e instituições.
Nunca como antes, os católicos se concentram no que é essencial: rezam pelo Papa Bento, rezam para que o Espírito Santo ilumine o Colégio dos Cardeais, rezam pelo futuro Pontífice, confiantes de que o destino da barca de Pedro está nas mãos de Deus.
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A dor, o isolamento e a confiança em Deus
Exercícios espirituais do papa: cardeal Ravasi menciona várias vezes o livro de Jó
Por Luca Marcolivio
ROMA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - A fé, a solidão e o sofrimento foram alguns dos temas abordados pelo cardeal Gianfranco Ravasi no quarto dia de exercícios espirituais do papa Bento XVI e da cúria romana.
Nas primeiras meditações, o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura se concentrou em particular na realidade do Deus que se revela. Ao avançarem os dias de retiro, o cardeal passou a refletir na resposta humana ao chamado de Deus, cuja grandeza também consiste em "nos deixar livres para abraçá-lo ou para nos afastarmos dele".
O Salmo que representa o crente, neste sentido, é o 131, ligado à "espiritualidade da infância", disse Ravasi. Este salmo testemunha que "a verdadeira confiança em Deus não é uma adesão cega", mas, sendo livre, é uma "adesão total".
Um bom exemplo é a experiência de Abraão, que, em nome da "pura fé total", sacrifica o filho Isaac para vê-lo depois restituído como "o filho da promessa".
A fé da infância, em todo caso, significa, acima de tudo, viver os ensinamentos de Jesus, que "explicitamente nos convida a ser como as criancinhas para entrar no reino dos céus".
A natureza da criança a faz confiar espontaneamente no adulto, no pai. Dotada de visão "simbólica" e não "analítica" da realidade, a criança é capaz de intuir as verdades que se referem ao "essencial". Como reconhecia Georges Bernanos, a infância pode ser recuperada somente "através da santidade".
Exemplares, neste sentido, são as orações de dois dos grandes conversos dos últimos dois séculos. Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) imagina que "depois de uma longa noite raiará a manhã" e o reino de Deus "amanhecerá com um parto doloroso".
Por sua vez, o beato John Henry Newman, a bordo de um navio durante uma tempestade, compôs esta oração: "Guiai-me, Luz gentil, em meio às trevas, guiai-me. Escura é a noite e distante a minha casa; guiai-me".
Na meditação seguinte, Ravasi abordou o sofrimento humano diante de Deus. A dor, salientou o biblista, não é apenas uma realidade "fisiológica", mas também "existencial, sapiencial, filosófica, psicológica e teológica". A experiência da dor é sempre "radical e fundamental".
O Salmo 38 fala da vaidade, não no sentido ascético da palavra, como no Eclesiastes, mas no sentido de vazio. O salmista fala da fragilidade do homem, comparável a um "sopro". Seus lábios gritam: "Revelai-me, Senhor, o meu fim, a medida dos meus dias, e saberei o quanto a minha vida é breve" (Sl 38). É uma experiência que reflete o desespero de Jó (cfr. Jó 10).
Provocações enormes, estas últimas, para a sociedade de hoje, com seu gosto pelo efêmero e sua tendência a "mostrar apenas o que é perfeito por fora". Há, em última análise, "uma espécie de narcose que elimina todas as grandes questões".
A televisão, por exemplo, deste ponto de vista, nos informa sobre muitas coisas, mas não sabe nos indicar o caminho, especialmente quando a se vida revela frágil e miserável, observa Ravasi.
Em Jó, porém, o mal também tem uma função catártica, purificadora. Quem sofre pode descobrir o sentido das próprias limitações; sente mais necessidade de afeto; descobre uma tensão que o empurra para a transcendência. O senso do limite ajuda a "superar a superficialidade", afirma o cardeal, como conclusão da segunda meditação.
Paralela à dimensão da dor, temos a do isolamento, retratada por Ravasi na última meditação de ontem.
Existe o isolamento da solidão, que é típico das grandes cidades de hoje, cheias de pessoas que esperam "o ressoar de um telefone que nunca toca". Não menos frequente, no entanto, é o isolamento causado pela calúnia. "Às vezes, e infelizmente isso também acontece no interior do nosso mundo, é impressionante ver a maldade com que se quer destruir o outro".
Um caso extremo de isolamento provocado pela calúnia é o "bullying on-line", que leva muitos jovens, sentindo-se ridicularizados por razões triviais, a preferirem a morte.
O mal é quase sempre provocado pelo homem, embora muito facilmente o homem o atribua a Deus. Ravasi volta, neste momento, ao drama de Jó, que tem de aceitar de Deus toda a dor mais difícil e incompreensível.
Em Jesus Cristo, no entanto, Deus assumiu todo o fardo do sofrimento humano: o medo, a traição, o abandono, o silêncio de Deus, o sofrimento físico, a morte. "Deus, em Cristo, não nos protege de todo o sofrimento, mas nos dá a força e nos livra em todo sofrimento, ficando conosco", explicou o cardeal, resumindo o espírito das três meditações anteriores.
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O local de retiro do papa no Vaticano
Quatro ordens femininas de clausura já se alternaram no convento
Por Sergio Mora
ROMA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Ao voltar de Castel Gandolfo, dentro de dois meses, Bento XVI se retirará ao mosteiro Mater Ecclesiae, um lugar de oração e contemplação dentro dos muros do Vaticano. É uma estrutura de quatro andares construída na primeira metade do século XX, que João Paulo II, em 1992, quis transformar em convento para freiras de clausura dedicadas a rezar pelo pontífice e pela Igreja. Uma capela em estilo moderno foi acrescentada, na parte alta da colina, em meio ao verde dos jardins.
As doze pequenas celas, ocupadas sucessivamente por freiras de diferentes ordens de clausura, estão sendo modificadas para acolher o futuro bispo emérito de Roma. As comunidades, cada uma com oito freiras de diversas nacionalidades, se alternaram de cinco em cinco anos na realização da missão intercessora e contemplativa: clarissas, carmelitas descalças, beneditinas e visitandinas.
O edifício é contiguo ao muro leonino, construído em 847 pelo papa Leão IV para defender o Vaticano dos ataques sarracenos. Em 1992, para a chegada das clarissas, o prédio passou por reestruturações.
Situado a 500 metros da gruta de Lourdes, no alto da colina vaticana, o local permite que Bento XVI passeie do convento até a gruta, passando pelo pequeno lago em que o papa gosta de alimentar os peixes enquanto faz suas orações.
A imprensa foi autorizada esta semana a visitar a parte exterior do convento, onde os andaimes evidenciam as obras em execução. Antes de ser transformado em convento, o edifício de 450 metros quadrados tinha sido sede da gendarmaria e depois da Rádio Vaticano.
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Dom Celli: "Motu proprio do papa é um ato necessário"
Presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais: É necessário alterar as disposições da Universi Dominici Gregis para a eleição do novo papa
ROMA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - "Um motu proprio do papa é um ato necessário. A constituição apostólica do papa João Paulo II não deixou instruções quanto à situação que estamos vivendo agora. Precisamos de um documento que determine as variações e as interpretações daquilo que está prescrito no documento do papa beato".
A opinião é do presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli, em programa de rádio transmitido pela RAI. De acordo com Celli, adaptar o fim de um pontificado à renúncia em vez da morte de um papa é um caso que exige um motu proprio específico, que mude as regras escritas, inclusive sobre a data de início do conclave.
O documento deveria ser assinado pelo Santo Padre antes de 28 de fevereiro. O arcebispo afirmou, ainda, que espera uma "multidão oceânica" na audiência de 27 de fevereiro, a última de Bento XVI. Aliás, naquela data é possível que todos os cardeais do conclave já estejam em Roma.
A atual constituição apostólica Universi Dominici Gregis prevê que o novo papa seja eleito pelo voto de dois terços do colégio dos cardeais e que um cardeal não pode votar em si mesmo.
Por isso, em 19 de abril de 2005, na décima votação do conclave, quando o cardeal Ratzinger foi eleito o 295º papa com os dois terços dos votos, foi necessário verificar as cédulas. Confirmou-se que o cardeal Ratzinger não tinha votado em si mesmo e que, portanto, tinha recebido todos os votos válidos necessários.
Há poucos dias, o porta-voz do Vaticano, pe. Federico Lombardi, declarou que Bento XVI considerava a possibilidade de escrever um motu proprio (termo que, literalmente, significa "por sua iniciativa", significando um documento escrito voluntariamente pelo papa).
No entanto, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé completou que, provavelmente, deverá tratar-se de uma harmonização do Ordo Rituum Conclavis com a constituição apostólica Universi Dominici Gregis.
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O Papa se dedica principalmente à oração e aos exercícios espirituais
Afirmou o Pe. Lombardi hoje: já mais de 30 mil reservas para a última Audiência Geral
Por Sergio Mora
ROMA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Bento XVI vai continuar até sábado de manhã os exercícios espirituais no Vaticano. Declarou hoje o porta-voz vaticano, pe. Federico Lombardi S.J., durante o habitual briefing para os jornalista na Sala de Imprensa vaticana.
Interrogado por ZENIT sobre a agenda do Santo Padre, e especialmente sobre a possibilidade de um motu proprio, Lombardi disse: "Durante o retiro o Papa dedica a substância do seu tempo e da sua atenção aos exercícios espirituais e à oração, ainda que depois da segunda meditação, pelo final da manhã, antes do almoço, dedica um momento para assinar documentos".
Em quanto à data do conclave, pe. Lombardi disse que depois do dia 28 de fevereiro "o cardeal decano convocará uma primeira congregação para estabelecer a data, mas poderia não ser na primeira das comissões mas também nos dias seguintes"
"A data - continuou o jesuíta - será determinada pela Comissão dos Cardeais em sede vacante. Portanto é impossível fixar uma data agora"
Sobre o possível motu proprio, Lombardi declarou que será possível saber quando houver um documento com ordem de publicação. "Confirmo hoje o que disse ontem – explicou o diretor da Sala de imprensa – que o Santo Padre está considerando a possibilidade de um motu proprio". De acordo com Lombardi, "podemos ficar tranquilos que são detalhes não substanciais".
"O Papa trabalha com colaboradores, não trabalha só", continou Lombardi. "Não há mudanças substanciais e o documento sendo seu é assinado pessoalmente por ele", explicou o porta-voz, acrescentando que o Papa "está sempre muito atento às formulações".
De acordo com Lombardi, é de se esperar que antes do conclave estejam procurando apresentar a Igreja "em termos de conflitos, tensões, formações de grupos". O sacerdote, portanto, convidou os jornalistas a "respeitar o aspecto espiritual e positivo com que Bento XVI está vivendo estes dias de retiro e também acompanhar o Papa e os cardeais num tempo de reflexão comum e de ver a grande intensidade espiritual"
Os exercícios espirituais terminarão no sábado, 23 de fevereiro, quando o Papa pronunciará na capela Redemptoris Mater uma saudação improvisada para agradecer o pregador dos exercícios, o cardeal Gianfranco Ravasi, e os presentes.
Após a conclusão dos exercícios, Bento XVI receberá em audiência privada o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano. No dia seguinte, domingo 24, o Papa guiará pela última vez a oração do Angelus da janela do seu escritório no Palácio Apostólico.
A próxima aparição pública será quarta-feira, 27 de fevereiro, durante a última Audiência Geral do Papa Bento XVI. O evento será realizado na Praça de São Pedro, dada a grande afluência de fieis e peregrinos. Segundo o Pe. Lombardi, o número de reservas já ultrapassou os 30.000.
Bento XVI pronunciará uma saudação em várias línguas e deixará a praça no Papamóvel, passando pelo meio dos fiéis. "É uma audiência que viveremos com grandíssima emoção e participação, mas não terá uma estrutura especial ou complexa", disse pe. Lombardi. "Terminará ao meio-dia, como de costume".
"Quinta-feira 28, às 11 horas na Sala Clementina, encontrará e cumprimentará pessoalmente os senhores cardeais que estão em Roma. Aqueles que já moram aqui e aqueles que já chegaram" para o conclave. "Não se trata de nenhuma convocação especial", declarou Lombardi, que também acrescentou que as imagens do evento serão transmitidas ao vivo.
Por volta das 5 da tarde, o Papa se despedirá no pátio de São Dâmaso do Secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, e no heliporto do cardeal decano, Angelo Sodano.
Esperando por ele na sua chegada a Castel Gandolfo estarão o presidente e o secretário da governadoria, o prefeito e o pároco de Castel Gandolfo, disse Lombardi. Bento XVI vai cumprimentar na tarde os fiéis reunidos na frente do Palácio Apostólico. Tudo será transmitido ao vivo pela televisão.
O porta-voz do Vaticano desmentiu as notícias que disseram que amanhã, sexta-feira 22 de fevereiro, seria o fim do prazo do diálogo com a Fraternidade São Pio X. "O assunto passa para a responsabilidade do novo Papa", declarou pe. Lombardi.
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Despedida do Papa será transmitida ao vivo pela televisão
Para os cinco continentes entradas diretas em vários momentos do dia
Por Sergio Mora
ROMA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Em seu último dia de pontificado, Bento XVI será filmado ao vivo durante as últimas horas de permanência no Vaticano. Mons. Edoardo Maria Viganó, diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV), explica que o embarque do papa no helicóptero que o levará a Castel Gandolfo "será um momento histórico". O CTV preparou ainda 26 câmeras para acompanhar o conclave e a apresentação do futuro pontífice.
"Pretendemos relatar este momento histórico respeitando a pessoa do papa e mantendo informados os fiéis que querem acompanhar Bento XVI neste momento tão importante". As câmeras no Palácio Apostólico acompanharão o papa até as 17 horas do horário de Roma, momento em que o pontífice subirá ao helicóptero para partir rumo a Castel Gandolfo. Três horas depois, às 20 horas locais, começa o período de Sé vacante.
Até que ponto o santo padre será filmado sem ter a privacidade invadida? Viganó, em declarações à agência de notícias ANSA, esclarece que "os detalhes ainda não estão definidos", mas espera cobrir o máximo possível, passo a passo.
O diretor do CTV, que também é presidente da Fundação Ente dello Spettacolo e professor na Pontifícia Universidade Lateranense, recorda que, no domingo passado, pela primeira vez, uma câmera entrou no estúdio do papa durante a oração do ângelus. "Conseguimos filmar Bento XVI por trás. As imagens passaram a ideia do grande abraço entre o papa e a multidão reunida na praça de São Pedro".
As imagens, depois de ser transmitidas ao vivo, ficarão disponíveis para distribuição.
Espera-se reunir uma documentação histórica extraordinária sobre o último dia de pontificado para uso em estudos, pesquisas e documentários das redes televisivas.
Ao chegar a Castel Gandolfo, o papa saudará os fiéis da diocese de Albano, onde a residência pontifícia está situada. A informação é do bispo local, dom Marcello Semeraro.
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Começam os exercícios espirituais no Vaticano
Papa e membros da cúria estão participando
CIDADE DO VATICANO, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Às 18 horas de ontem, primeiro domingo da quaresma, começaram os exercícios espirituais anuais na Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico Vaticano, com a presença do santo padre Bento XVI e dos membros da cúria romana.
As meditações dos exercícios, que se encerram na manhã do próximo sábado, 23, são dirigidas pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura.
De acordo com a Rádio Vaticano, a programação prevê, além das laudes e da primeira meditação às 9 horas, outra reflexão às 10h15 e uma terceira às 17 horas, acompanhada, esta, pela celebração das vésperas, adoração e bênção eucarística.
"Nas nascentes do Jordão do espírito: o Deus da graça e da palavra" foi o título da primeira meditação pregada pelo cardeal Ravasi. As meditações seguintes, que partem sempre de algum versículo dos Salmos, abordaram "o Deus Criador" e "o Deus da liturgia".
Segundo a assessoria de comunicação da Santa Sé, estão suspensas nesta semana todas as audiências, inclusive a audiência geral da quarta-feira.
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PREGAÇÃO SAGRADA
Como melhorar a Pregação Sagrada
Coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo
Por Pe. Antonio Rivero, L.C.
SãO PAULO, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Hoje falaremos de quais são os diferentes tipos de ouvintes que temos nas nossas pregações.
Precisamos adapatar-nos ao nosso público ou ouvintes, tanto no conteúdo como na forma da pregação.
Crianças
No Diretório para missas com as crianças que a Santa Sé publicou em 1973 destacam-se esses pontos:
A homilia pode ser feita em forma de diálogo com elas.
Recomenda-se um curto silêncio depois da homilia para que as crianças possam ir aprendendo a arte de recolher-se para rezar a Deus.
O pregador tem que conhecer profundamente a criança e o seu ambiente e ter algumas noções de psicologia infantil. Ajuda explicar aqueles textos da Sagrada Escritura que são gráficos, que apresentam acontecimentos ou sucessos, como os milagres ou as parábolas, aptas para capturar a imaginação infantil. É necessário traduzir o Evangelho para a linguagem da criança e para a vida dela.
Dicas:
Familiarizar a criança com Jesus.
Introduzí-las aos poucos na vida religiosa da comunidade, explicando os sinais e vestes litúrgicas, os períodos litúrgicos, os cantos, as partes da missa.
Ajudá-las a seguir a Jesus, que se assemelhem com Jesus.
O tom de voz e o rosto do pregador das crianças deve ser muito cordial, amável e simples.
Encher as pregações de exemplos e vidas de santos.
É bom deixar uma só ideia para elas.
Ser breves.
Jovens
Cristo é o seu ideal, tem algo a dizer-lhe e é um amigo dos jovens. Temos que apresentar a Cristo de forma tão atraente que os jovens queiram seguí-lo e imitá-lo.
Aproveitar o otimismo do jovem, seu impulso à ação e a nostalgia de amizade e de comunidade.
O pregador tem que demonstrar que ama os jovens e os aceita como são: idealistas, inquietos, inseguros, etc. Somente dessa forma se tornará jovem com os jovens e os conquistará para a causa de Cristo. Não deve atacá-los, mas alertar, estimular e oferecer-lhes ideais nobres e altos.
É preciso conseguir que façam a experiência da confiança na Igreja, que sempre quer o seu bem e a sua felicidade.
O tom com os jovens deve ser vibrante, confiante, positivo e sempre transparente e honesto. Nunca vão perdoar ao pregador que lhes escondeu as exigências da vida cristã. Sempre se lembrarão do pregador que lhes explicou com respeito, mas com sinceridade, a verdade de Cristo e da Igreja.
Adultos
Normalmente os adultos procuram uma pregação com certa densidade, para aprofundar na sua fé.
Isso não significa que seja seca e sem vida. Sempre falar a todas as faculdades do homem: inteligência, vontade e coração.
É preciso comprometê-los a serem apóstolos no seu próprio ambiente. Portanto, as pregações devem ser concretas e com aplicações para a vida deles.
O tom do pregador de adultos tem que ser seguro, com postura, força e sempre motivador e positivo.
Idosos e enfermos
Em muitas igrejas predomina as pessoas anciãs e doentes, que são normalmente as de maior prática religiosa, pois têm mais tempo para a tradição de ir à missa. Muitos como a anciã Ana e Simeão do Evangelho, esperam o entardecer da vida na casa de Deus.
Os idosos e os enfermos não querem que o pregador apele para a compaixão, mas querem ser compreendidos. Não querem ser tratados infantilmente, como se fossem crianças ou débeis mentais, mas querem ser tratados com dignidade e carinho.
Tanto o tom quanto o conteúdo das homilias deve ser suave, amável, esperançoso e sempre carinhoso.
Deixar-lhes ver como podem ajudar os seus netos com o seu exemplo e a sua fé, e, se estiverem doentes, que ofereçam as suas dores pela Igreja, pelo Papa, pelas vocações e pela humanidade necessitada.
Com religiosas e sacerdotes
Deve ser profunda, com certa originalidade ao tratar os temas, porque são pessoas já cultivadas, não podem estar escutando sempre os temas do mesmo modo.
O pregador tem que ter muita unção.
Valorizar a sua entregra ao Senhor para que cresçam no seu amor a Cristo e estejam orgulhosos de pertencer a Ele.
Ajudaria muito apresentar-lhes os Santos Padres e os documentos da Igreja unidos ao assunto que está sendo tratado.
Têm que ser homilias e palestras, de preferência, breves, mas densas, positivas, motivadoras, e com um tom cordial, alegre e cheio de bondade.
Com os pobres e necessitados
É o público mais receptivo e amável que nós temos como sacerdotes, o mais gratificante, e o que mais enche o nosso coração sacerdotal de alegria, simpatia e profundo amor, como acontecia com Jesus. Eles nos evangelizam em cada pregação que damos. Seus olhos atenciosos, seu sorriso sincero, seu abraço carinhoso, sua família numerosa que a cada semana participa da missa... é para nós um incentivo para a nossa fidelidade como sacerdotes.
Temos que falar-lhes com muita simplicidade, carinho, amor e clareza. Basta uma verdade tirada das leituras bíblicas e explicada mais com o coração do que com a razão. Os pobrem têm que sentir que são os mimados e privilegiados de Cristo e da Igreja.
Não esqueçamos de apresentar algum exemplo da vida dos santos, que seja para eles um estímulo para as suas próprias vidas.
A cada semana ele têm que levar algo, não só no coração, mas também nas mãos, como manifestação da caridade da comunidade paroquial.
Padre Antonio Rivero tem licenciatura e doutorado em Teologia Espiritual pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum em Roma. Atualmente exerce seu ministério sacerdotal como professor de teologia e oratória, e diretor espiritual no Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil.
Caso você queira se comunicar diretamente com o Pe. Antonio Rivero escreva para arivero@legionaries.org e envie as suas dúvidas e comentários.
O artigo da semana passada pode ser lido clicando aqui.
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IGREJA E RELIGIÃO
Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico
Cátedra de São Pedro: Reflexões de São Josemaria Escrivá
ROMA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Hoje é comemoração da Cátedra de São Pedro. Oferecemos algumas reflexões de São Josemaria Escrivá sobre o ministério petrino extraídas do site http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/porque-e-que-o-papa-e-pedro3f
Em vários lugares da Escritura consta que Cristo nomeou S. Pedro Chefe da Igreja:Cristo, ao instituir os Doze, «deu-lhes a forma dum corpo colegial, quer dizer, dum grupo estável, e colocou à sua frente Pedro, escolhido de entre eles» (LG 19). (Catecismo da Igreja Católica, 880)
"o Senhor fez de Simão, a quem deu o nome de Pedro, e apenas dele a pedra da sua Igreja. Entregou-lhe as suas chaves (cf. Mt 16, 18-19); instituiu-o pastor de todo o rebanho (cf. Jo 21, 15-17). "Consta que também o colégio dos apóstolos, unido à sua cabeça, recebeu a função de atar e desatar dada a Pedro" (LG 22).
Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro donde tantos saíram para propagar por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico. Representa o desejo de dilatar o coração, de abri-lo a todos com as ânsias redentoras de Cristo, que a todos procura e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro. (Amar a Igreja, 11)
O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afecto há-de ser também para o Vice-Cristo na terra, para o Papa. Os católicos têm de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre. (Forja, 135)
O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. (Amar a
Igreja, 13)
A nossa Santa Mãe a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia. Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só
Pastor: um só apostolado! (Forja, 638)
Esta é a única Igreja de Cristo -que professamos no Símbolo Una, Santa, Católica e Apostólica-, a que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, entregou a Pedro para que a apascentasse, encarregando-oa ele e aos outros Apóstolos de a difundirem e governarem, e que erigiu para sempre como coluna e fundamento da verdade (CONCÍLIO VATICANO II, Const. Dogm. Lumen gentium n. 8). (Amar a Igreja, 19)
A fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado em Encíclicas ou noutros documentos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que todos os católicos acolham o magistério do Padre
Santo e acomodem a esses ensinamentos a sua actuação na vida. (Forja 633)
Acolhe a palavra do Papa com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco! (Forja, 133)
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Como se elege um Papa
A história dos Conclaves contada por Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana
Por Antonio Gaspari
ROMA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Como se elege um Papa? Quem inventou o Conclave? Quais são os métodos e características que marcaram as eleições dos Papas na história?
Dr. Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano, autor de vários livros, incluindo História das eleições papais (Piemme 2005) responde a essas e a outras questões.
Convidado na Sala de Imprensa do Vaticano, Dr. Piazzoni explicou que os procedimentos atuais para a eleição do Papa é resultado de 2000 anos de história.
Nos primeiros anos da história os Papas eram eleitos pelas comunidades cristãs e pelo povo de Roma. No início se tratava de uma pequena comunidade. Com o tempo, eles começaram a ser nomeados por representantes que posteriormente elegiam o Papa.
O período mais complicado para a eleição do Pontífice foi por volta do século X, pois era grande a influência das autoridades de fora da Igreja.
"Imaginem que - disse o vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano - reis e imperadores tinham o direito de apresentar ou vetar os candidatos ao Pontificado".
Este é o período conhecido como luta das investiduras, com vários antipapas que se opunham aos eleitos.
E é evidente que o poder político tinha um peso sobre a eleição do Papa. Por essa razão, foi feita a primeira grande reforma que determinou que o eleitorado fosse constituído apenas por cardeais.
Em 1059 Nicolau II, estabeleceu a bula In Nomine Domini, que limitou a eleição apenas aos cardeais bispos.
Em 1179 Alessandro III estendeu a eleição a todos os cardeais e o eleito deveria ter pelo menos 2/3 dos votos.
A eleição por parte dos cardeais e a maioria de dois terços são condições válidas ainda hoje.
O primeiro Conclave oficialmente reconhecido foi instituído pelo Papa Gregório X que promulgou a constituição apostólica Ubi periculum (1274) estabelecendo que os cardeais eleitores, cada um com um único acompanhador, dez dias após a morte do Papa, deveriam se reunir em uma grande sala do palácio onde morava o falecido Papa e ali permanecerem isolados.
Se depois de três dias a eleição não tivesse acontecido, aos cardeais era reduzida a refeição para apenas uma opção da lista de alimentos, e depois de cinco dias, a comida era reduzida a pão, vinho e água.
Além disso, durante todo o período da Sede Vacante as rendas eclesiásticas dos cardeais eram transferidas para as mãos do Camerlengo, que posteriormente as colocava a disposição do novo Papa.
Tudo isso para evitar o prolongamento do período da Sede Vacante e para evitar situações como a reunião eleitoral de Viterbo, que durou 33 meses.
Mas nem todos concordavam, então, Adriano V suspendeu a Ubi periculum e o Papa João XXI a revogou.
Foi Celestino V que em 1294 arestaurou com a bula Quia in futurum.
Em 1298 o Papa Bonifácio VIII a inseriu integralmente no Código de Direito Canônico.
Ao longo dos séculos, houve várias tentativas para mudar as regras, até que o Papa Gregório XV (1621-1623) sentiu a necessidade de publicar duas Constituições, em que enfatizou o conclave, o claustro, a maioria de dois terços e o voto secreto. Nos séculos anteriores o voto era manifestado de maneira aberta.
Ainda no início de 1900 existia o direito de veto por parte dos soberanos católicos, que poderiam indicar uma lista de cardeais indesejados.
A Áustria tentou impor um veto sobre a eleição do cardeal Mariano Rampolla de Tíndaro, que se dizia próximo às posições da França.
Até que em 1904 o Papa Pio X com a Constituição Commissum nobis, aboliu o direito de veto das nações católicas.
No que diz respeito à conservação das atas e formulários para votação, que inicialmente eram queimados, o Dr. Piazzoni explicou que, ao longo dos séculos, os Pontífices decidiram uma forma ao invés da outra.
A este respeito, o Papa João XXIII decretou a preservação das atas, dos formulários e até mesmo das anotações dos cardeais escritas durante o Conclave.
O Beato Papa Roncalli também pediu a simplificação dos procedimentos e da votação e a possibilidade de que o Papa eleito publicasse a notícia do Conclave.
João XXIII foi o primeiro Papa que excedeu o número de 70 cardeais. Setenta são os anciãos do povo de Israel.
Em consonância com o crescimento da Igreja universal em 1970, o Papa Paulo VI estabelece o direito de votar e de participar do Conclave até os oitenta anos de idade e um número máximo de 120 cardeais eleitores.
Com a Universi dominici gregis de 1996, João Paulo II estabeleceu na Domus Sanctae Marthae um lugar em clausura para os cardeais, eliminou a possibilidade de eleição por aclamação e por comprometimento (em desuso há vários séculos) e indicou uma função espiritual para os cardeais que completaram 80 anos. Eles participam nas fases preliminares da eleição e conduzem as orações da Igreja universal.
Bento XVI, que já havia decretado que a partir do 34 º passaria a um segundo turno entre os dois cardeais mais votados na última eleição, sempre com 2/3 dos eleitores, com a condição de que os dois candidatos perdessem o direito de voto.
O Pontífice, Bispo de Roma, anunciou que antes de 28 de fevereiro emitirá um Motu Proprio sobre a modalidade do Conclave.
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Perguntas que todos fazem sobre a renúncia de Bento XVI
23 respostas curtas para 23 questões levantadas
ROMA, 20 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - A renúncia de Bento XVI tem levantado questões legítimas não apenas no mundo católico. Algumas são práticas, enquanto outras têm implicações mais profundas em suas respostas.
O porta-voz oficial do Vaticano, padre Federico Lombardi, deu diversas conferências de imprensa, entre 12 e 15 de Fevereiro. Durante o breafing, vários jornalistas levantaram questões que Pe. Lombardi respondeu com as informações disponíveis no momento.
A partir dessas contestações, oferecemos uma seleção ágil e breve de 23 respostas sobre as questões mais discutidas nos dias de hoje.
A formulação das perguntas e respostas não foram reproduzidas literalmente, foram preparadas, trabalhadas e publicadas no bloghttp :/ / actualidadyanalisis.blogspot.com, com base no que o Pe. Lombardi respondeu. Seguem as respostas, embora não sejam explicitamente como formuladas. A conta Twitter: https://twitter.com/mujicaje tem enviado atualizações relacionadas aos dados enviados pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé em tempo real.
1. Qual será a última aparição pública de Bento XVI como Papa?
A última aparição pública como Papa Bento XVI será na Audiência Geral de quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 na Praça de São Pedro, no Vaticano. Em caráter extraordinário, a Audiência Geral contará com a liturgia da Palavra e momentos de oração. No dia seguinte, quinta-feira 28, está agendada uma audiência privada na Sala Clementina da Santa Sé com alguns cardeais. Será a última audiência de seu pontificado.
2. Bento XVI tem alguma doença grave?
Não, Bento XVI não tem nenhuma doença grave.
3. É verdade que Bento XVI tem um marcapasso?
Sim, é verdade que Bento XVI tem um marcapasso. Ele tem desde que era Cardeal-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Há algumas semanas atrás trocaram as baterias do marcapasso.
4. A encíclica sobre a fé que Bento XVI estava escrevendo vai ser publicada?
Não, não está previsto que a encíclica será publicada dado que Bento XVI não pôde concluir. Eventualmente, se for decidido torná-la pública, não entraria no ramo de "encíclica".
5. Por que Bento XVI escolheu as 20:00 do dia 28 de fevereiro para completar o seu ministério como Papa?
Porque é a hora que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.
6. Para onde vai Bento XVI após sua aposentadoria como Papa?
Inicialmente, por um período de dois meses, para a residência pontifícia de Catel Gandolfo. Depois, volta para o Vaticano para viver no mosteiro de clausura Mater Ecclesiae.
7. É verdade que Bento XVI decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México?
Durante sua viagem apostólica ao México e Cuba, Bento XVI amadureceu o tema de sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e discernimento sobre este tema. Além disso, a viagem não teve qualquer relevância a este respeito.
8. Qual será o nome e o título de Bento XVI após 28 de fevereiro?
É um tema que ainda está sendo ponderando. Existe certa unanimidade de que manterá o nome de Bento XVI e o título será "Bispo emérito de Roma". No Anuário Pontifício "Bento XVI" continuará a ser o nome oficial utilizado.
9. Bento XVI vai participar do Conclave para eleger seu sucessor?
Não. Bento XVI não vai participar do Conclave para eleger o seu sucessor e nem fará parte do Colégio Cardinalício.
10. Como Bento XVI irá se vestir após 28 de Fevereiro?
Ainda não se sabe como Bento XVI se vestirá após 28 de Fevereiro.
11. A renúncia de um Papa está prevista na Igreja?
Sim. A renúncia de um Papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico.
12. O que vai acontecer com monsenhor Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia?
Monsenhor Georg Gänswein continua secretário particular de Bento XVI, vai acompanhá-loem Castel Gandolfoe depois ao mosteiro Mater Ecclesia, e também permanece prefeito da Casa Pontifícia. Da mesma forma, é possível que o segundo secretário transfira-se para Castel Gandolfo e acompanhe Bento XVI por um tempo.
13. Quem vai morar com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesia, dentro do Vaticano, após a sua aposentadoria?
Os Memores (grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que auxiliam o papa nas necessidades regulares de casa) e seu secretário pessoal, monsenhor Georg Gänswein.
14. A questão dos chamados "Vatileaks" (vazamento de documentos reservados) influenciou a decisão do Papa?
Não teve nenhuma relevância. Se você deseja receber informações corretas deve se limitar ao que disse o Papa sobre sua renúncia.
15. Aproximadamente, quando poderia começar o Conclave?
As datas mais convincentes indicam que iniciará entre 15 e 20 de março.
16. Bento XVI mudou as regras para a eleição de um Papa nas últimas semanas?
Não. Bento XVI não mudou recentemente as regras para a eleição de um Papa. Em 2007, ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação. Essa modificação de 2007 estabelece que é necessário uma maioria de dois terços na votação realizada no Conclave. O resto das normas vigentes continua a ser as da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
17. Qual é o termo correto para descrever o que o Papa fez?
"Renúncia" seria o termo mais específico e técnico. "Demissão" não, porque pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito e, no caso do Papa, isso não é necessário. "Abdicação" seria o termo mais adequado para um rei.
18. Existem lutas de poder no Vaticano?
Em toda instituição existe uma dinâmica que leva a opiniões diferentes, o que é sempre uma riqueza. A diferença e diversidade de opiniões são positivas se conduzem ao bem da própria instituição. Tais diferenças, no entanto, não devem ser exageradas porque não corresponderiam à realidade e às intenções das pessoas. Afirmar que há lutas de poder não corresponde à realidade do que está acontecendo na Igreja agora.
19. O jornalista Peter Seewald entrevistou Bento XVI antes de sua demissão?
O jornalista alemão Peter Seewald, que no passado se reuniu várias vezes com Joseph Ratzinger- Bento XVI, entrevistou o Papa Bento XVI faz dois meses e meio. A entrevista faz parte da biografia oficial de Bento XVI em que está trabalhando Seewald.
20. Bento XVI encontrará o novo Papa?
Não está programado que Bento XVI encontrará o novo Papa.
21. Por que Bento XVI decidiu ficar, depois de dois meses em Castel Gandolfo, num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.
22. Quais são as razões exatas dadas por Bento XVI para a sua renúncia?
Na segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI afirmou explicitamente que chegou "à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino" e também mencionou que para governar a Igreja e anunciar o Evangelho é necessário "o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.
23 - Qual é a agenda oficial de Bento XVI de 11 a 28 de fevereiro de 2013?
O calendário oficial de Bento XVI é o seguinte:
23 de fevereiro: Conclusão dos exercícios espirituais
24 de fevereiro: Último Angelus de Bento XVI na Praça de São Pedro
25 de fevereiro: Audiência privada com alguns cardeais
27 de fevereiro: Última Audiência Geral de Bento XVI
28 de fevereiro: Às 11 horas saúda os cardeais na Sala Clementina do Vaticano. Às 17:00 se transfere para Castel Gandolfo. Às 20:00 começa a Sede Vacante.
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A renúncia do papa e os velhos preconceitos da mídia
Grande parte da imprensa mundial apela para os clichês sobre Bento XVI
Por John Flynn, LC
ROMA, 19 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - O anúncio extraordinário da renúncia do papa Bento XVI, na segunda-feira passada, foi a notícia mais veiculada no mundo durante a semana toda. Um aspecto interessante de muitos dos comentários feitos a respeito é o quanto eles revelam os preconceitos de quem os escreveu ou pronunciou.
A resposta de Bento XVI aos problemas da Igreja foi "ter insistido na ideia de que apenas uma adesão intransigente à doutrina do passado poderia preservar a fé", afirmou o Washington Post, em um de seus editoriais, como se o papado precisasse estar em conformidade com os pareceres da última moda. O Washington Post, assim como muitas outras publicações, manifestou a esperança de um "sucessor mais progressista".
O New York Times publicou uma série de comentários sobre a notícia da renúncia, alguns dos quais razoavelmente positivos. Havia, no entanto, escritos negativos e até mesmo malignos. "Ele não tinha nenhum carisma, estava fora de sintonia e protegeu os padres que abusaram de crianças. Foi membro da Juventude Hitlerista. Não bastasse esta lista lamentável, ele ainda não teve nenhuma utilidade para as mulheres", escreveu John P. Shanley, incapaz de se distanciar das ideias estereotipadas de não poucos meios de comunicação.
Para o editorial do Los Angeles Times, Bento XVI foi "tradicionalista" e "autoritário". Em seguida, porém, o autor assume um tom de perplexidade e observa que os liberais é que afirmam que um papa deveria renunciar quando ficasse velho demais. O editorial tem dificuldades para explicar como alguém tão tradicionalista pode ser tão progressista.
Liberal
O britânico The Guardian elogiou a política social "liberal" de Bento XVI, mas depois criticou a falta de "repensamento das doutrinas éticas", que incluem, para variar, a homossexualidade, o celibato, o aborto e a contracepção.
Segundo o Guardian, essa lacuna faz parte das razões do declínio do cristianismo na Europa e na América do Norte, com a queda nas vocações e a conseguinte "importação" do clero da África e da Ásia: esta afirmação ignora o fato de que são as dioceses e congregações mais "progressistas" as que mais sofrem a drástica queda vocacional, enquanto outras, que rejeitam essa abordagem, mantêm um número significativamente alto de vocações.
Um editorial do Times de Londres foi mais generoso no julgamento de Bento XVI, qualificando a sua decisão de renunciar como "uma escolha nobre e altruísta" e reconhecendo o papel de líder intelectual do pontífice. No entanto, um texto assinado em 13 de fevereiro por James Bone foi particularmente malicioso. O jornalista afirmou que a cerimônia da quarta-feira de cinzas teria sido transferida para a Basílica de São Pedro para "acolher os príncipes da igreja que normalmente não estão presentes".
Bone, por algum motivo, ignorou o fato de que realizar a última grande cerimônia litúrgica de Bento XVI em São Pedro permitiria que um grande número de pessoas pudesse participar. Além disso, evitaria uma saída do Vaticano e seria benéfica para o papa, que admitiu precisamente a perda de suas forças físicas.
As reações da imprensa alemã não pareceram muito mais favoráveis, pelo menos em alguns editoriais publicados em inglês pelo Der Spiegel. O Süddeutsche Zeitung chamou Bento XVI de "o último patriarca da igreja à moda antiga".
Graças a Deus
A primeira página do Die Tageszeitung estampava "Graças a Deus" e um editorial intitulado "Pior do que o esperado". O texto achou "boa coisa que o papa Bento XVI tenha sido o último da sua espécie".
Outras reações foram mais benévolas. Em seu comentário, The Economist reconheceu Bento XVI como um "modernizador" em sua atitude para com a mídia, dando entrevistas e abrindo um perfil no Twitter. Mas não deixou de lembrar que, antes de ser eleito papa, ele foi o sucessor da Inquisição Romana, e, ao mesmo tempo, o descreveu como "menos abrasivo e mais cerebral do que o seu passado sugeria". Talvez uma admissão de que a mídia pode ter errado na maneira como o retratou inicialmente.
A divergência entre os preconceitos dos meios de comunicação e os princípios que guiam a Igreja foi destacada por Brandan O'Neill no site Spiked. "A alergia ao papa, e em geral à Igreja Católica, tão na moda hoje, é motivada mais por um desprezo pequeno-burguês contra o firme compromisso com uma causa e com uma fé em algo maior que nós mesmos do que por uma crítica da teologia católica", disse O'Brien.
Não faltaram opiniões positivas. O National Post, do Canadá, trouxe o padre Raymond J. de Souza elogiando a humildade de Bento XVI, que reconheceu que "a Igreja precisa do serviço e não de um servidor em particular".
No fim das contas, muitos dos comentários e dos editoriais revelam mais a mentalidade do escritor do que uma análise fundamentada na razão. É uma situação que provavelmente não vai mudar quando chegar a hora de opinar sobre o próximo papa, seja ele quem for.
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CULTURA E SOCIEDADE
Faleceu a idealizadora do método Billings
Junto ao marido, Evelyn Billings estudou a regulação natural da fertilidade
ROMA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Faleceu sábado passado na Austrália, aos 95 anos de idade, a doutora Evelyn Billings Livingston. Ela junto com o marido, doutor John Billings, foi a idealizadora do método de regulação natural da fertilidade que leva o nome do casal.
Os estudos dos Billings sobre as mães que amamentam e as mulheres na menopausa, forneceram contribuições importantes para o setor.
O casal girou o mundo por meio século, a fim de ilustrar o "método Billings".
O sábio Método Billings foi publicado em 1980, e reproduzido 16 vezes, em 7 novas edições ou atualizações, em 22 línguas. A última edição completamente revisada foi publicada em 2011.
Evelyn Billings era membro da Pontifícia Academia pela Vida. A estudiosa deixou oito de seus nove filhos, 39 netos e 31 bisnetos. O marido faleceu em 2007.
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LITURGIA E VIDA CRISTÃ
É permitido partir a hóstia antes da Consagração?
Responde o padre Edward McNamara, L.C., professor de Teologia e diretor espiritual
Por Pe. Edward McNamara, L.C.
ROMA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Um leitor de língua italiana enviou a seguinte pergunta para o Pe. Edward McNamara:
Pode-se fazer a "Fractio Panis" antes da consagração? - M.M., Itália
Eis a resposta dada pelo padre McNamara:
A instrução Redemptionis Sacramentum aborda no número 55 º esta questão de forma sucinta.
Diz assim: "Em alguns lugares se tem difundido o abuso de que o sacerdote parte a hóstia no momento da consagração, durante a celebração da santa Missa. Este abuso se realiza contra a tradição da Igreja e seja reprovado e corrigido com urgência"
Mais claro do que isso não é possível.
As origens deste abuso parecem ser de uma interpretação literal e um pouco dramática das palavras da instituição da consagração: "Ele tomou o pão, o partiu...".
Isso poderia ser sintomático da nossa sociedade televisiva, na qual a imagem visiva predomina sobre o significado mais profundo. Então, alguns sacerdotes, muitas vezes de boa fé, se deixam levar e adotam um modo mais dramático ou até mesmo teatral de celebrar a Missa.
Assim, alguns se comportam como se recitassem o papel de Cristo, imitando as suas palavras e gestos.
Esse fenômeno, no entanto, poderia também ser indicativo de uma falta de formação e de uma compreensão errônea do papel ministerial do agir do sacerdote in Persona Christi e do conteúdo teológico das palavras da consagração, como forma do sacramento.
Claro que, se alguém quiser ser totalmente coerente com esta visão, deveria então logicamente distribuir a Comunhão logo depois de ter pronunciado as palavras "o deu aos seus discípulos" e assim por diante..
Até onde eu sei, ninguém ainda fez isso.
Em certo sentido, as outras partes da Oração Eucarística explicam o que é o conteúdo dentro da narração da instituição como o ponto culminante do mistério pascal de Cristo, da sua morte e ressurreição, o fulcro da história da salvação.
Durante a celebração cada elemento da consagração fica mais claro e, de certa forma, também se faz presente.
Durante o ofertório, a Igreja toma o pão e vinho, e dá graças e louvor ao Pai.
Antes da consagração, a Igreja invoca também o Espírito Santo para que intervenha como fez na encarnação de Cristo e em sua vida.
A oração imediatamente após a consagração, muitas vezes chamada de Anamnese (ou seja, "memória"), porque começa com uma frase do estilo "Pai, lembrando a morte e ressurreição...", é de certa forma a Missa que se auto define, explicando o significado do mandamento dado por Cristo aos apóstolos "fazei isso em memória de mim".
Esta oração mostra que o sacerdote, na consagração, está dizendo e fazendo mais do que simplesmente repetir as palavras e gestos de Cristo.
O que é lembrado e tornado presente através da história é a morte, ressurreição e ascensão para a glória de Cristo.
O mandamento de "fazer isso" significa também imitar na nossa vida a atitude de amor e total autodoação que Cristo manifestou no seu sacrifício.
Em seguida, as Orações eucarísticas normalmente invocam o Espírito Santo, para que nós possamos obter os frutos da celebração, antes de mais nada de estarmos unidos na caridade e de interceder junto a Cristo por todos aqueles que, vivos e mortos, têm necessidade da nossa oração. Isso acontece de tal forma que o objetivo geral da Eucaristia seja alcançado quando estamos unidos com os santos do céu.
Finalmente, na doxologia, reconhecemos que tudo isso é feito por, com e em Cristo, na unidade do Espírito Santo, para a honra e glória do Pai, assim como Cristo ofereceu continuamente tudo ao Pai.
Tudo isso poderia parecer uma digressão, que nos afasta do nosso tema inicial. Mas não é assim. Queremos demonstrar de fato que até que a oração eucarística não termine, o pleno significado do gesto de partir e distribuir é deturpado e não plenamente compreendido.
O gesto não é o partir e o distribuir um pedaço de pão, mas o Corpo do Senhor sacrificado, ressuscitado e ascendido na glória.
Não é uma participação a uma simples refeição, mas ao eterno sacrifício de Cristo, do qual brota a nossa salvação.
Talvez eu esteja me concentrando muito sobre o que poderia parecer um simples gesto prático, apesar de estar presente desde o início do cristianismo. Mas eu acredito que muitos desses gestos obedeçam a uma lógica interna e não podem ser adulterados sem riscos.
* Os leitores podem enviar perguntas para liturgia.zenit@zenit.org. Pede-se gentilmente de mencionar a palavra "Liturgia" no campo do assunto. O texto deveria incluir as iniciais, o nome da cidade e estado, província ou nação. Padre McNamara poderá responder somente a uma pequena seleção das várias perguntas que nos chegam.
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Este é o meu Filho, escutai-o!
Meditação da Palavra de Deus - II Domingo da Quaresma
Por Frei Patrício Sciadini
CAIRO, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Lucas tem uma pedagogia especial e única. Ele sabe como nos conduzir à compreensão dos mais belos e grandes mistérios da vida e da missão de Jesus. Com delicadeza, nos encontramos diante da transfiguração e percebemos toda a importância deste fato. É o coração de Deus, transbordante de amor, que nos revela o coração de Jesus. Na transfiguração, o Pai consagra o seu Filho único, Jesus, como seu único interlocutor, nos dá uma ordem toda particular e ao mesmo tempo firme: "Este é meu filho bem amado, escutai-o!" Saber escutar é um carisma, uma arte que leva a vivenciar, amar e praticar o que se escuta. Parece-me que a escuta não pode parar em nós mesmos, ela deve nos levar, progressivamente, a penetrarmos mais a fundo o mistério de Deus.
Escutar o Filho de Deus
Quatro palavras podem nos ajudar a compreender a dinâmica do conhecimento de Jesus: ESCUTAR, COMPREENDER, AMAR e PRATICAR. Só assim poderemos sair do nosso mundo feito de intimismo, de individualismo e penetrarmos no verdadeiro sentido do escutar o Filho de Deus. Todos nós temos o nosso "tabor", momentoem que Deusse revela e nos transfigura para podermos compreender a nossa missão e carregar com maior facilidade o mistério da cruz, quando ela nos pesar sobre os frágeis ombros. Para compreender a transfiguração de Jesus e a presença de Moisés e de Elias se faz necessário parar, silenciar o nosso coração e meditar por breves instantes dois grandes acontecimentos da vida de Jesus: a pobreza do nascimento em Belém e a pobreza no calvário quando Ele morre na total desnudez. Entre Belém e o calvário há o tabor que tudo ilumina.
"Tomando consigo Pedro, Tiago e João"
São as testemunhas preferidas de Jesus para transmitir, depois, o que aconteceu no monte. Jesus não esconde nada do que Ele é, mas até que o coração do ser humano não esteja preparado, Cristo se revela em figuras, símbolos, que só aos poucos podemos compreender. Os três serão também testemunhas da ressurreição, no entanto, durante a agonia de Jesus "dormirão", não terão a capacidade de velar. Coragem e fragilidade se unem no ser humano. Também nós fazemos todos os dias a experiência do não amor a Cristo, revestidos de humanidade e de pecado. "Monte e oração" são duas palavras chaves na leitura do texto de hoje. O monte é lugar de silêncio, de solidão, onde Deus se manifesta. Ele nos chama a subir ao monte para dialogar, para rezar. É urgente redescobrir ao lado das várias formas de oração, "de louvor, de súplica, em línguas", a oração silenciosa que nos obriga a contemplar sem nada dizer. Não são as palavras que tocam o coração de Deus, mas sim o nosso amor. A oração é respiro, é vida. Da qualidade da nossa oração depende a qualidade de nossa vida cristã, do apostolado, do relacionamento, do trabalho. A oração verdadeira nos "transfigura", nos dá um rosto novo, luminoso. A qualidade da oração de alguém pode ser comprovada somente na vida de cada dia, no trabalho. Como o pecado "desfigura" o ser humano, o torna agressivo, violento, assim a oração nos torna pacíficos, calmos e serenos. Deus é amor.
Este é meu Filho amado
O centro da transfiguração é a visão transformante de Cristo e a Palavra de Deus-Pai. Jesus deve ser escutado. São João da Cruz recorda que Jesus é a única palavra do Pai, pronunciada no silêncio e que continua a ser pronunciada em silêncio de amor. O mundo de hoje deve voltar a escutar Jesus. Só assim será feliz. Senhor nosso Deus, dai-nos a graça de escutar Jesus, única palavra de amor, e de sermos transfigurados das nossas "desfigurações" do pecado. Amém!
*Meditação a cura de Frei Patrício Sciadini, ocd, da liturgia diária Pão da Vida, gentilmente cedida pelas Edições Shalom. Maiores informações:www.edicoesshalom.com.br
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JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE RIO 2013
JMJ lança Página Global no Facebook
Com a novidade, são mais de 730 mil fãs da JMJ no Facebook
RIO DE JANEIRO, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Agora todos os 21 perfis da JMJ Rio2013 no Facebook estão integrados. Quem acessar a JMJ no Facebook poderá também acessar o perfil oficial em alemão ou francês, por exemplo. Serão possíveis acessos também em árabe, croata, eslovaco, esloveno, espanhol, húngaro, inglês, italiano, japonês, polonês, português, romano, russo, vietnamita, chinês, lituano, maltês, tágalo e tcheco.
Para modificar o acesso, basta clicar no botão de configurações e escolher a opção correspondente ao país. Aparecerá a lista de países. A página mudará para o perfil selecionado. Esta possibilidade já está disponível. A mudança é uma forma de aumentar o contato entre os jovens do mundo que querem saber mais sobre a Jornada.
Com a novidade, são mais de 730 mil fãs da JMJ no Facebook. Este número é o resultado da integração das páginas.
É a primeira vez que é realizado esse procedimento na Jornada Mundial da Juventude. Esse método é utilizado por importantes organizações internacionais e desde a JMJ de 2011, em Madrid, a ideia de integração dos perfis já era pensada.
De acordo com o gerente de Comunicação da JMJ Rio2013, Benjamin Paz, essa mudança é muito positiva, traz mais credibilidade para as páginas oficiais e conta com estatísticas que ajudarão a melhorar a estratégia de comunicação na mídia. "Acreditamos que vai melhorar a experiência das pessoas que acompanham a JMJ, segundo o nosso objetivo de interagir e dar a informação da melhor maneira possível. Dessa forma, vamos conseguir com que os jovens experimentem a Jornada, tanto para os que vão participar e para os que não puderem vir, que possam vivenciar o evento e tudo o que acontece através das mídias sociais. Levando assim, a mensagem do Papa a todos eles", explica Benjamin Paz.
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COMUNICAR A FÉ HOJE
Jovens lançam site de oração pelo conclave
Adote um cardeal eleitor nas suas orações
BRASíLIA, 24 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - "Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice." Papa Bento XVI
Inspirados pelas palavras do Santo Padre Bento XVI, cinco jovens brasileiros lançaram nesse domingo, 24 de fevereiro, o site www.1conclave.com.
A iniciativa chamada Unidos ao Conclave, direcionada aos jovens do mundo todo, convida a presentear os cardeais eleitores com ramalhetes espirituais.
O ramalhete espiritual consiste em oferecer missas, orações, vias sacras, adorações, jejuns e outros sacrifícios na intenção de uma pessoa amada. Segundo Priscila Alvim, 30 anos, essa ação relembra o exemplo do jovem Juan Diego que ofertou rosas ao Bispo D. Juan Zumárraga a pedido da Virgem de Guadalupe, Padroeira das Américas.
Assim, a iniciativa reforça a importância da oração, especialmente durante o período quaresmal, tempo propício à oração e à penitência a fim de intercedermos pelos nossos cardeais e pelo bem da Igreja.
Como funciona?
Ao acessar o site, o jovem poderá registrar e atualizar o ramalhete espiritual na intenção de um cardeal eleitor, escolhido aleatoriamente. Ao final, todas as orações oferecidas serão entregues aos cardeais antes da eleição do novo Sumo Pontífice.
Desta forma, a meta é levar muitas pessoas à prática da oração e demonstrar publicamente o carinho dos jovens pelos cardeais, como informa Vinicius Andrade, 26 anos. Além disso, destacar a jovialidade da Igreja no ano em que se celebra a 27ª JMJ no Rio de Janeiro.
O site www.1conclave.com,lançado hoje, está disponível em português, espanhol e inglês.
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HOMENS E MULHERES DE FÉ
Bento XVI tem nomeado monges como bispos, pois os monges ao longo da História foram guardiães da fé e dos bons costumes
Entrevista com Dom Abade Paulo Celso Demartini O. Cist, abade da Abadia Nossa Senhora de São Bernardo São José do Rio Pardo SP
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
BRASíLIA, 21 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Dessa vez, ZENIT entrevistou Dom Abade Paulo Celso Demartini O. Cist, abade Cisterciense da Abadia Nossa Senhora de São Bernardo – São José do Rio Pardo-SP.
"Ao longo da História da Igreja já tivemos 2 papas da Ordem Cisterciense, 37 cardeais e centenas de bispos", disse, dentre os quais Dom João Orani Tempesta, O. Cist. , atual arcebispo do Rio de Janeiro e Dom Edmilson Amador Caetano O. Cist., Bispo de Barretos-SP.
Publicamos a seguir a entrevista na íntegra:
ZENIT: O que faz com que uma pessoa entre na vida monástica? Qual é o sentido da vida monástica hoje?
Dom Paulo: A Igreja sempre viu os mosteiros como "oásis de contemplação", "escola do serviço do Senhor", "escola da caridade". É interessante notar que as vocações monásticas, ao menos nos mosteiros fora da Europa, têm até crescido, não obstante à redução drástica no Velho Continente.
È lógico que temos que purificar as motivações iniciais, que fazem um vocacionado procurar um mosteiro, em motivações que o façam entrar e perseverar até o fim "usque ad mortem". Um vocacionado às vezes pode se interessar pela vida monástica por causa do hábito, do canto gregoriano, da arquitetura, da história, da espiritualidade, da amizade espiritual com um monge, mas tudo isso pode passar com o tempo, até que fique o mais importante: ver se procura a Deus verdadeiramente ("si revera Deum quaerit"), como nos diz São Bento na Santa Regra cap. 58.
A vida monástica continua a atrair jovens hoje em dia, pois o mundo oferece tantas coisas que não preenchem, não dão felicidade duradoura.
ZENIT: Fale-nos um pouco do seu mosteiro. Vida, número de membros, fundação...
Dom Paulo: Nosso Mosteiro procura ser a Casa de Deus, lugar do perdão e da festa. No final da década de 30 um abade alemão (Dom Alphonso Heun) chegou em São José do Rio Pardo durante os horrores da guerra, convidado pelas Irmãs da Congregação de Jesus. Em 1949 chegaram três monges cistercienses italianos, mas ainda não se tinha nem iniciado a construção do prédio do mosteiro. A primeira parte só foi inaugurada em 1958. Em 1968 o Santuário São Roque se tornou Paróquia, e isto para ajudar na manutenção dos monges, que passavam muitas dificuldades. Até então ajudavam na pastoral em cidades vizinhas. As vocações foram chegando e em 1978 é que começou o noviciado próprio em nosso mosteiro. O número de monges foi crescendo, de modo que em 1987 o prédio começou a ser aumentado graças à ajuda de nossa Congregação de São Bernardo na Itália, que na época podia nos ajudar. Em 1996 o mosteiro se tornou Abadia. Seu primeiro Abade, Dom Orani João Tempesta, logo foi nomeado bispo, o mesmo com o segundo abade, Dom Edmilson Amador Caetano. Sou o terceiro abade. Hoje contamos com 10 monges sacerdotes no mosteiro e mais uns 10 monges não sacerdotes. Estamos com 2 noviços e um postulante.
ZENIT: Para o mundo vocês estão presos e estão perdendo a vida. É assim mesmo?
Dom Paulo: Por sermos livres e querer viver na liberdade dos filhos de Deus encontramos no mosteiro a alegria de viver juntos, pois "homem algum é uma ilha" – já dizia Thomas Merton OCSO. Livremente escolhemos um mosteiro para viver a vida de santidade, santificando o mundo alternando o trabalho e a oração – "ora et labora". Os muros e claustros podem nos defender de certas tentações mas o importante é que, longe de nos sentirmos trancados, nos sentimos juntos do Senhor, ora escutando-O na Liturgia, na Leitura Orante da Bíblia (Lectio Divina), ora reconhecendo-O no Abade, no hóspede e no irmão.
Não nos sentimos presos por estar num mosteiro. Sabemos que o mundo está dentro de nós. O silêncio, a clausura, a vida fraterna nos ajudam a estar com o Senhor, a sentir-se amado por Ele, a amar-se e a amá-lo nos irmãos que Ele colocou ao nosso lado para nos santificar. No mosteiro aprendemos a rezar pelo mundo em seus desafios sempre crescentes.
ZENIT: Temos um Papa que escolheu um nome monástico para o seu pontificado, Bento XVI. O que tem significado Bento XVI para a espiritualidade monacal?
Dom Paulo: O papa Bento XVI, além de evocar o fecundo papado de um de seus predecessores Bento XV, quis colocar seu pontificado sob a proteção de São Bento, um dos Padroeiros da Europa. Em suas alocuções o Santo Padre costuma citar trechos da Regra de São Bento e de autores espirituais monásticos como São Bernardo de Claraval etc. Em 2011 proferiu Catequeses semanais sobre alguns dos autores espirituais monásticos mais importantes. Recentemente proclamou a monja Hildegarda de Bingen como Doutora da Igreja. Numa visita a uma Cartuxa disse que "os mosteiros não somente são importantes mas até indispensáveis para o nosso tempo". O papa tem nomeado monges como bispos, pois os monges ao longo da História foram guardiães da fé e dos bons costumes.
ZENIT: A vida de oração é muito complicada?
Dom Paulo: Quem reza se salva. Terá mais forças para superar as dificuldades sempre crescentes. A oração é uma luta, pois pode surgir a distração, o desânimo, a dúvida, mas sempre vem a consolação. O púlpito da vida monástica é o coro, lugar onde os monges passam boa parte do dia na Igreja do mosteiro, rezando pela Igreja, como Igreja e em nome da Igreja, intercedendo pelo mundo, louvando o Senhor. É belo alternar o ritmo do dia num mosteiro, rezando e trabalhando, santificando as horas em nome da criação. Por vezes a oração pode ser complicada no sentido de que precisamos nos preparar bem para este momento, para "que nossa mente concorde com nossa voz". Levantamos ainda de madrugada para as Vigílias e Laudes. Interrompemos nosso trabalho para o Opus Dei – Trabalho de Deus (oração da liturgia da Horas). Rezamos as três Horas Menores em nossa Abadia, esses momentos são importantes para a santificação das horas, cada uma delas com seu significado específico. Em nosso mosteiro temos também leigos e oblatos que costumam participar junto com os monges de orações, especialmente nos tempos fortes do Advento e Quaresma.
ZENIT: Há paz detrás dessas grades ou muros? Qual é a essência de um consagrado?
Dom Paulo: O lema "PAX" costuma encimar a porta de entrada de muitos mosteiros, que sempre foram vistos como lugar de serenidade. Quantos hóspedes se encantam com o clima de silêncio dos nossos claustros.
Obviamente que, como toda a sociedade composta de pessoas humanas, temos momentos de tensão, dificuldades de convivência, mas é maravilhoso como o Mosteiro oferece tantas oportunidades para viver esta serenidade, esta paz que vem da alegria de estar na Casa do Senhor. Somos humanos e tudo que é humano não nos é alheio. Mas o que é próprio nosso é a capacidade de superar conflitos, de perdoar, de conviver com o diferente. Estamos num mosteiro por causa do Senhor, que primeiro nos amou. As pessoas passam, nos decepcionam, morrem, saem, mas Deus não passa. Os votos monásticos de obediência, estabilidade numa comunidade e conversão dos costumes são um caminho a ser trilhado dia-a-dia, em comunidade.
ZENIT: Vocês fazem algum trabalho apostólico?
Dom Paulo: Nosso mosteiro, desde suas origens, teve uma preocupação em ser presença marcante na vida da Igreja Local. Nasci na mesma cidade onde está o mosteiro, em São José do Rio Pardo-SP. Dos monges recebi minha formação desde a catequese pois desde pequeno frequentei o mosteiro. Desde que entrei na Comunidade Cisterciense escutei dos mais velhos a importância do sentir com a Igreja ("sentire cum ecclesia"), mas isso sem perder a espiritualidade e ritmo da vida interna da espiritualidade monástica. Temos alguns trabalhos pastorais como o atendimento na portaria (confissões, bênçãos, orientação espiritual, assistência a necessitados), temos a acolhida na hospedaria (retiros espirituais, hospedagem de peregrinos, discernimento vocacional), temos o nome e humilde serviço do monge nas orações e trabalhos internos, dos maiores aos mais simples. A nossos cuidados temos a Paróquia Santuário São Roque, onde os 10 monges sacerdotes ajudam na pastoral. Sou Abade e pároco-reitor na Igreja onde fiz a Primeira Comunhão, Crisma, onde professei os votos monásticos e fui ordenado. Atualmente não dispomos mais de funcionários no mosteiro, pois "os monges são verdadeiros monges quando vivem do trabalho de suas mãos".
Muitas graças já foram derramadas em nosso Mosteiro. Como a Igreja é maior que o Mosteiro, com dor, mas também muita alegria, meus dois Abades predecessores foram nomeados bispos: Dom Orani João Tempesta, O. Cist, atual arcebispo do Rio de Janeiro e Dom Edmilson Amador Caetano O. Cist., Bispo de Barretos-SP. Foi uma perda mas uma graça oferecer para a mãe Igreja esses monges. Ao longo da História da Igreja já tivemos 2 papas da Ordem Cisterciense, 37 cardeais e centenas de bispos. "O que nos falta é sermos e termos santos", alguém nos disse!
ZENIT: Como os leitores de ZENIT podem ajudar o mosteiro de vocês?
Dom Paulo: A maior necessidade que temos é de orações para que sejamos o que a Igreja espera de nós: monges cistercienses, vivendo a radicalidade de nosso batismo de maneira visível numa comunidade que reza e trabalha sob a Regra de São Bento. Precisamos dessas orações para que o Senhor da Messe envie santas e perseverantes vocações para a sua Igreja.
Ainda o prédio de nosso mosteiro não está todo pronto. Falta muito para terminar tudo: subsolo, hospedaria, portaria, ateliers, sala de conferência, garagens, elevador, pintura externa. A manutenção é sempre cara: veículos, energia, alimentação, saúde. Temos pensado em montar uma loja com produtos de artesanato feito pelos monges mas ainda não temos recursos para a mesma.
Contamos sempre com a Providência Divina e doações de almas generosas.
Todos os dias rezamos pelos nossos benfeitores e pelos que necessitam mais que nós.
Que em tudo seja Deus glorificado!
Para maiores informações: domabade@hotmail.com
Caixa Postal 71
13720-000 São José do Rio Pardo-SP
Fone: 0xx19-3608-4675
0xx19 - 9737-2720
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Traduzido ao português o livro: "Meu Irmão, o Papa"
Da infância ao pontificado: um tocante relato sobre a vida do papa Bento XVI contado pelo seu irmão Georg Ratzinger
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
BRASíLIA, 20 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Recentemente a editora Europa lançou em português o livro entrevista "Meu irmão, o Papa", onde Georg Ratzinger, irmão do Papa Bento XVI, abre uma janela para a sua extraordinária família que, graças à fé inabalável, sobreviveu aos horrores do regime nazista e da guerra. O resultado é um belo retrato da vida de uma família cristã.
Não há quem conheça melhor o papa Bento XVI nem seja mais íntimo dele do que seu irmão Georg Ratzinger.
Dono de memória impressionante, Georg Ratzinger é um exímio contador de histórias, que o jornalista Michael Hesemann enriquece ao contextualizá-las com fatos históricos. "Meu irmão, o Papa" é uma inesgotável fonte de inspiração aos católicos do mundo inteiro.
"Acredito inclusive que esse relato permite entender melhor até a renúncia anunciada recentemente", disse em entrevista à ZENIT, o editor da obra em português, Mário Fittipaldi. Publicamos a entrevista na íntegra:
ZENIT: Por que trazer a obra "Meu irmão, o Papa" para os leitores de língua portuguesa?
Mario Fittipaldi: Ao tornar-se papa, Joseph Ratzinger ganhou a atenção do mundo e tornou-se uma personalidade de importância historica. Embora Raztinger tenha sido um dos colaboradores principais do carismático papa João Paulo II, sua historia era muito pouco conhecida, ate por seu caráter introspectivo, típico de um intelectual e grande teólogo. Quando li pela primeira vez a edição em francês (o original é em alemão, que serviu de base para a nossa edição brasileira), fiquei impressionado com o relato feito por Georg, seu irmão. Me parece que a oportunidade de conhecer uma grande personalidade, cujas decisões influenciam ações pelo mundo, a partir do olhar de uma pessoa tão próxima pode ser ainda mais interessante do que ler uma autobiografia, por exemplo.
Editoralmente, nós, da editora Europa acreditamos ainda que a história de Bento XVI, por seu exemplo de fé e devoção, seria uma referência para os brasileiros. Acredito inclusive que esse relato permite entender melhor até a renúncia anunciada recentemente.
ZENIT: Qual relação pode haver entre o Ano da Fé e conhecer melhor a história de vida de Bento XVI?
Mario Fittipaldi: O Ano da Fé instituído por Bento XVI, e que no Brasil foi aberto em 2012, é um período em que o papa conclama os fiéis para meditar e reafirmar sua fé e crença em Deus. O livro tem relação com esse evento na medida em que deixa claro que a fé, em toda a sua plenitude, foi o grande arrimo da família Ratzinger, em especial de Joseph, que desde cedo dedicou sua vida a ser um servo fiel de Deus e da Sua vontade. A fé foi o caminho para que todas as dificuldades que a família enfrentou, desde aquelas oriundas da sua origem humilde até as mazelas sofridas pela Segunda Guerra Mundial, pudessem ser superadas.
ZENIT: O irmão do papa narra algum episódio inédito da vida do papa Ratzinger?
Mario Fittipaldi: O livro narra vários episodios que só ele poderia contar, pois os irmãos Georg e Joseph sempre viveram muito próximos e essa proximidade não se perdeu quando Joseph foi eleito papa. Apesar da distância – Joseph já estava no Vaticano, enquanto que Georg vivia (e vive até hoje) em Regensburg, na Alemanha — ambos se falam quase todo dia e sempre passam as férias juntos. O livro traz vários episódios pitorescos e inusitados da vida do papa e da família, inclusive do tempo em que foram forçados a servir no exército nazista. Mas um de meus preferidos aconteceu quando Joseph, recém eleito papa, fez uma visita à Alemanha e visitou seu irmão, em Regensburg. A governanta de Georg, encarregada do almoço, preparou todo o menu em sua casa, que ficava na mesma rua, mas algumas quadras acima. Quando ia levando tudo à casa de Georg, foi barrada pela polícia, que interditara a rua por questões de segurança. Espirituosa, a governanta não tomou conhecimento da barreira, dizendo "Abram caminho, estou levando a sopa do Santo Padre!". Tanto fez que acabou sendo escoltada para a casa, quando todos puderam ver que ela dizia a verdade!
ZENIT: De toda a vida e aventura dessa família, qual é o momento que mais pode tocar o leitor, na sua opinião?
Mario Fittipaldi: Eu diria que durante a Segunda Guerra, quando Bento XVI enfrentou as maiores dificuldades. Especialmente porque nunca abandonou a Igreja e sua fé, mesmo tendo de se contrapor à doutrina do Nacional-socialismo. Foram tempos muito difíceis, que Joseph enfrentou com bravura e a determinação. No entanto, toda a sua vida é tocante. Oriundo de uma família pobre – seu pai era policial na Baviera, no Sul da Alemanha —, sempre enfrentou muitas dificuldades. Mesmo assim, jamais se resignou. Quando decidiu seguir o caminho da Igreja, jamais parou de se dedicar, e o resultado de tanta dedicação e estudo foi que ele acabou galgando todos os degraus até ser eleito papa - de padre a brilhante aluno de teologia, depois mestre, cardeal e, por fim, o pontificado. Vale dizer que o livro, além do relato de Georg, traz 30 fotografias históricas de família, cobrindo os principais momentos da vida de Bento XVI.
ZENIT: Qual a sua sensação e a da equipe que te ajudou depois de ter traduzido essa obra ao português?
Mario Fittipaldi: Temos a consciência de que o livro é importante documento histórico, que retrata a vida de uma das mais importantes personalidades da Igreja dos últimos séculos e sabemos que esse registro é muito significativo para a comunidade católica no Brasil e também para não católicos, pelos exemplos de fé incondicional.
ZENIT: Houve algum lançamento oficial no Brasil? Há uma busca? Onde adquirir o livro?
Mario Fittipaldi: Não houve um lançamento formal. Mas o livro está disponível nas principais livrarias do País. Também pode ser adquirido diretamente na Editora Europa, pelos telefones (11) 3038-5050 (Grande São Paulo) ou 0800-8888-508 (outras localidades, ligação gratuita), ou ainda pelo site www.livrariaeuropa.com.br. O preço sugerido é de R$ 39,90. O livro está disponível também em versão eletrônica (e-book) para iPad e IPhone (via iTunes ou pelo aplicativo iBooks) e para dispositivos Kindle (no site www.amazon.com.br), por US$ 9,99.
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OBSERVATÓRIO JURÍDICO
Bento XVI durante a sé vacante e após a eleição do novo papa
Aspectos teológicos e jurídicos da situação (estado canônico) de Bento XVI durante a sé vacante e após a eleição do novo pontífice
Por Edson Sampel
SãO PAULO, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Paira uma sombra doutrinal a respeito dos aspectos teológicos e jurídicos da situação (estado canônico) de Bento XVI durante a sé vacante e após a eleição do novo pontífice. Tal fenômeno é compreensível, uma vez que a renúncia à cátedra de são Pedro é algo inusitado e os efeitos deste ato jurídico (cânon 332, § 2.º) não se encontram regulados em lei, nem tampouco em costumes (direito consuetudinário).
Grosso modo, Ratzinger continuará envergando o nome de Bento XVI. É certo que sua santidade não exercerá mais o múnus de bispo de Roma. A propósito, a aceitação do ofício de sucessor de são Pedro não possui natureza sacramental, ou melhor, não imprime caráter no varão batizado que aceita o referido encargo. Em outras palavras: não se trata de um tipo de complemento ("plus") ou outro grau do sacramento da ordem. Por este motivo, no meu modo de entender, o renunciante deixa de ser papa. Não haverá dois papas, como bem explicou dias atrás o renomado canonista padre professor Arroba, da Universidade Lateranense! Desta feita, do ponto de vista legal, o problema parece razoavelmente equacionado.
No período em que a sé estiver vacante e mesmo depois da sé plena, com a eleição do bispo de Roma, toda vez que nos referirmos ao "magistério" de Ratzinger, devemos nos reportar ao "papa Bento XVI". Por exemplo: "o papa Bento XVI, na encíclica 'Deus caritas est', exorta-nos ao amor genuíno." Ora pois! Não procedemos da mesma maneira com João Paulo II, Pio XII etc.? Sem embargo, se quisermos aludir a um artigo que Ratzinger tenha redigido no interregno da sé vacante ou da sé plena, seria mais correto exprimirmo-nos assim: "Consoante o parecer do cardeal Ratzinger, expresso em artigo publicado em março de 2013 na revista 'Times', os líderes mundiais precisam recrudescer o diálogo." Esta diferenciação é sumamente importante, a fim de que consigamos atribuir o peso adequado para cada pronunciamento da mesma pessoa física, Joseph Ratzinger, em papéis distintos. Não se pode admitir – seria até desumano e anticristão – que Ratzinger, um teólogo refinado, simplesmente enverede num cabal ostracismo, emudecendo-se, fingindo-se de morto, com o objetivo de não adumbrar o ministério do novo papa. A hipótese do silêncio sepulcral é uma coisa que nem Ratzinger nem os próprios católicos desejam. Aliás, Bento XVI, logo em seguida à renúncia, disse que a partir de 1.º de março dedicar-se-á a orações e estudos. Pergunta-se: nenhum desses estudos será publicado ou veiculado dalgum modo; um artigo, um livro?
No dia a dia, determinadas contingências demandarão uma solução apropriada. Vamos figurar uma hipótese prática. Um sínodo em Roma poderia contar com a presença do conspícuo teólogo cardeal Ratzinger? Creio que sim, a teor do cânon 346, § 1.º, posteriormente explicitado por interpretação autêntica, porquanto sua eminência não deixará de ser bispo, analogamente ao bispo emérito, de acordo com o estatuído no cânon 402, § 1.º.
Para concluirmos este despretensioso escorço, temos de estar cônscios de que a renúncia de Bento XVI ensejará ocorrências inesperadas e originais, tanto no interstício da sé vacante quanto ao largo da sé plena. Não nos aturdamos! De certo, surgirão teologias e normas jurídicas para obviar essas questões. Saibamos amadurecer com essa novíssima realidade advinda da decisão que Bento XVI houve por bem tomar.
Edson Luiz Sampel é Doutorem Direito Canônicopela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e Professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).
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MUNDO
Catequeses rumo à JMJ: momento de preparação e partilha
Os jovens da Arquidiocese do Rio de Janeiro tem um encontro marcado
RIO DE JANEIRO, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Uma manhã de aprofundamento de formação e espiritualidade dos jovens, antecipando o clima de Jornada. Neste sábado (23), os jovens da Arquidiocese do Rio tem um encontro marcado, para estar ainda mais preparada para a JMJ Rio2013. São as"Catequeses rumo à JMJ", que, segundo os organizadores, será o último 'teste' para as Catequeses que acontecerão durante a Jornada.
O evento, que começa a partir das 8h, nos sete vicariatos da Arquidiocese, também foi proposto para as subsedes. Na programação, haverá uma reflexão, conduzida por um bispo, sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2013, que neste ano tem com o tema "Fraternidade e Juventude" e como lema "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8).
"Entendemos pelas Catequeses um momento especial de formação, escuta e aprofundamento dos temas. Elas se desenvolvem como Catequeses da Jornada. Tudo num clima de muita animação, com boa música, um clima de fraternidade e também de ansiedade já pela Jornada que vai chegar. De algum modo, nós como organizadores da Jornada conseguiremos ver a mobilização, especialmente dos voluntários, das equipes de trabalho, que são muito importantes para o funcionamento das inúmeras Catequeses que vão acontecer durante os dias da Jornada", explicou um dos responsáveis pelo setor de Preparação Pastoral, padre Leandro Lenin
De acordo com a programação, às 8h será realizada a acolhida com animação. Logo após, haverá uma oração inicial seguida da pregação, às 9h15, feita por um bispo e que terá como tema a CF2013. Às 10h, será realizado um intervalo com animação e, às 10h30, será aberto um momento para perguntas dos jovens. As "Catequeses rumo à JMJ" serão encerradas com a Santa Missa, às 11h.
Para o padre Leandro, o tema da pregação da Catequese, que é a CF2013, tem muito a ver com a juventude porque mostra o potencial dos jovens para mudar a sua realidade, sendo protagonistas no mundo de hoje, com seus ideais e com a verdade que carrega no peito, a Cruz de Jesus.
"A Campanha da Fraternidade deste ano vem brindar a todos nós com um aprofundamento ainda maior da questão da juventude porque, tratando-se de Jornada, chegou o momento em que a gente tem o protagonismo jovem de uma forma bem ampla. Estudar esse momento junto a uma preparação para a Jornada mais do que nunca vai fazer aquecer os corações de todos aqueles que de algum modo já estão envolvidos", destacou.
Em cada vicariato, haverá um local onde os jovens estarão reunidos para as Catequeses, exceto no Vicariato Oeste, onde serão realizadas em dois locais diferentes. Confira abaixo a localização das Catequeses.
Vicariato Jacarepagua – Paróquia Nossa Senhora do Loreto (Loretão) - Freguesia
Vicariato Norte – Unicirco Marcos Frota – Quinta da Boa Vista
Vicariato Oeste 1 – Paróquia de Sant'Ana – Campo Grande
Vicariato Oeste 2 – Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Realengo
Vicariato Suburbano – Paróquia São Brás – Madureira
Vicariato Sul – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana – Copacabana
Vicariato Urbano – Paróquia de Sant'Ana – Centro
Vicariato Leopoldina – Paróquia Bom Jesus da Penha – Penha
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Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração e o silêncio (Bento XVI)
Publicação Visitas Ad Limina Apostolorum, das Edições CNBB
BRASíLIA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org, Cnbb.org) - O zelo apostólico com a família cristã é uma das marcas do pontificado do Papa Bento XVI. Esta preocupação vem sendo demonstrada, por diversas vezes, em suas homilias, pronunciamentos e catequeses. Em visita "Ad Limina Apostolorum", com os Bispos do Brasil, realizada no período de setembro de 2009 a novembro de 2010, o Papa exortou sobre a necessidade do cuidado com as famílias brasileiras que passam por momentos de seduções relativistas.
Durante a visita dos Bispos brasileiros do Regional 1 (CE) e Nordeste 4 (PI), em 25 de setembro de 2009, o Papa Bento XVI fez um pronunciamento no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde falou da importância da "família assentada no matrimônio"."Os vossos relatórios e nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alertador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida".
O Papa pediu aos bispos que cuidem das famílias: "Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo o matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não seja iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem".
Unido aos Bispos do Brasil, o Santo Padre concedeu uma bênção ao povo brasileiro, o qual chamou carinhosamente de "amada Nação". "Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nessas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses"
O encontro com o Sucessor de Pedro denominado de visita "Ad Limina", o Papa acolhe os pastores das Igrejas Particulares, ou seja, das Dioceses e Arquidioceses. É uma oportunidade dos Bispos apresentarem ao Santo Padre informações a respeito das esperanças, alegrias e dificuldades da Igreja Universal, buscando conselhos e diretivas sobre os problemas do próprio rebanho.
Os textos dos pronunciamentos realizados pelo Papa Bento XVI aos Bispos do Brasil e saudações dos Presidentes dos regionais ao Papa, em visitas Ad Limina, de 2009 a 2010, podem ser adquiridos através da publicação "Visitas Ad Limina Apostolorum", das Edições CNBB. Mais informações: www.edicoescnbb.com.br
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Os Legionários de Cristo e o movimento Regnum Christi agradecidos com Bento XVI
Carta do vigário, Padre Sylvester Heereman, para agradecer o Papa pelo "Paternal acompanhamento da nossa família carismática durante o seu Pontificado"
ROMA, 20 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Beatíssimo Padre,
Os Legionários de Cristo e os membros do Regnum Christi queremos apresentar-lhe a nossa profunda gratidão pelo apoio paternal e solícito que deu à nossa família carismática durante o seu pontificado. Obrigado pela mão firme e bondosa com que nos guiou para avançar cheios de esperança pelo caminho de purificação e renovação que estamos percorrendo. A sua renúncia nos causou por um lado tristeza, considerando tudo o que o senhor tem feito por nós e como nos guiou pessoalmente e por meio do seu Delegado. Mas, também, enche-nos de admiração e orgulho filial constatar mais uma vez seu grande amor à Igreja, sua confiança em Deus e sua profunda humildade.
Nesta quarta-feira de Cinzas, os Legionários de Cristo e os membros do Regnum Christi lhe acompanhamos na audiência geral e na missa de imposição das cinzas para mostrar-lhe nosso afeto e nossa adesão incondicional ao Sucessor de Pedro. Nós gostaríamos que o senhor soubesse que hoje, e na nova etapa do seu serviço à Igreja que começará no término do seu pontificado, conta sempre com nossa oração e com um lugar especial em nossos corações.
Pedimos-lhe, humildemente, a sua bênção. Obrigado, Santo Padre, pelo seu magistério nas palavras e obras, pelo seu testemunho de entrega a Cristo e à Igreja!
Sylvester Heereman LC
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ESPIRITUALIDADE
Os quatro caminhos para uma boa quaresma
Reflexões de Frei Patricio Sciadini
Por Frei Patrício Sciadini
ROMA, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Sempre que chegamos na 4a feira de Cinzas nos perguntamos: e agora, o que devo fazer para me preparar para a Pascoa?
Passou a onda do carnaval e começa o caminho sério e de conversão. Há muitas pessoas que acham que recebendo as cinzas tudo está resolvido, fez tudo. Na verdade as cinzas são um sinal de conversão, de uma mudança de vida interior.
Este ano fomos surpreendidos pelo gesto do Papa Bento que quis tomar uma decisão para nos recordar, a cada um de nós, que somos servos e não senhores dos serviços que fazemos.
Mas quais caminhos seguir?
1. A Oração: no tempo da Quaresma, a Igreja nos convida a rezar mais, participar mais das celebrações liturgicas, em todas as igrejas nas sextas-feiras ( 'as vezes também em outros dias) acontece a Via SAcra, ler mais a Biblia, sentir que Deus está mais perto de nós. Fazer todos os dias, pelo menos um pouco de oração pessoal.
2. Jejum, mas qual jejum? O jejum que Deus mais gosta é o jejum do "pecado do mal e do orgulho". Sermos capazes de vencer o mal que está dentro de nós. É claro que nisto nos ajudam algumas mortificações praticas: quem sabe perder menos tempo no computador, na internet, na tv; menos "festanças e comilanças", falar menos mal dos outros, "dominar a lingua". ..
3. Esmola: para dar esmola é necessario privar-se de alguma coisa; não somente os ricos devem "jejuar e dar esmola" mas todos nós, cada cristão. Quem não pode dar 10, dê 5, não pode 5, dê 1 e quando não pode 1 e meio, todos temos possibildiade de nos ajudar recirprocamente. Ajudar os outros com nossos sacrificios.
Mas qual é a melhor esmola que podemos dar? É o amor e o perdão e receber amor e perdão dos outros. Jesus também pediu esmola:"Dai me de beber" e deu esmola, deu a si mesmo, agua da vida.
4. Humildade: é a lição do gesto do Papa Bento XVI. Estão dizendo muitas besteiras, se inventam coisas e se imaginam coisas. Eu sou assim: "creio que o que o Papa diz na sua carta é a verdadeira motivação". Sermos humildes significa saber aceitar nossas qualidades e nossas limitações.
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ANÁLISE
O Papa Bento XVI não é nada disso com que o carimbou o esquema midiático
Algumas passagens do livro-entrevista "Luz do Mundo"
Por Cláudio Fonteles
BRASíLIA, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - O noticiário, em enxurrada, sobre a positiva e determinada atitude do Papa Bento XVI, como tudo que se faz, em enxurrada, impossibilita a serena avaliação sobre seu comportamento.
Velhos, e mal abordados, temas são avivados; midiáticas vozes são chamadas a, em uníssono, repetirem a desgastada tecla: líder conservador, retrógrado, fechado em esquema pensamental ultrapassado e, assim, arrastando a Igreja católica a descompasso em relação ao mundo.
Repito: a enxurrada leva tudo, de roldão; compraz-se no incapacitar a análise racional e, portanto, fundamentada.
O Papa Bento XVI não é nada disso com que o carimbou o esquema midiático.
Eu me permito, aqui, sugerir aos que têm diante dos olhos o que escrevo, a leitura de "Luz do Mundo – o Papa, a Igreja e os sinais do tempo", proveitosíssimo diálogo do Papa Bento XVI, porque o revela tal qual é, com o arguto jornalista Peter Seewald.
Destaco, de todo modo, alguns trechos a embasar meu posicionamento.
O Papa Bento XVI bem apresenta o significado do ser cristão, ao dizer: "Toda a minha vida sempre foi atravessada por um fio condutor, este: o cristianismo confere alegria, alarga os horizontes. Definitivamente, uma experiência vivida sempre e somente contra seria insuportável". ( livro citado – pg. 27 ).
Por isso, e com coerência, linhas adiante disse na entrevista:"Hoje, sobretudo, o Papa tem o dever de lutar em toda parte pelo respeito aos direitos humanos, como íntima conseqüência da fé no fato de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, e que tem uma vocação divina. O Papa tem o dever de empenhar-se pela liberdade, contra a violência e contra as ameaças de guerra. Do profundo de seu coração, está obrigado a lutar pela conservação do criado, a opor-se a sua destruição." ( livro citado – pg. 37 ).
O alegrar-se só é possível, realmente, quando abrimos horizontes em nossa existência, porque a tristeza advém do fechamento, da obliteração, da desunião. A liberdade abre-nos os horizontes e nos impulsiona ao outro – alteridade -, vocacionados todos à comunhão, porque o ato de amar sempre é proposta à integração, jamais imposição cuja conseqüência fatal é a desintegração, realidade vivida por tantas mulheres e tantos homens de nosso tempo.
Tornando ao Papa Bento XVI, quando questionado por Seewald a respeito do tema da pedofilia, deixou por bem claro que:"O senhor tem razão é um pecado muito grave se alguém que, na realidade, deveria ajudar as pessoas a encontrar o caminho para Deus, alguém a quem se confia uma criança, um adolescente, a fim de encontrar o Senhor, ao contrário, abusa deles e os distancia do Senhor. Dessa forma, a fé, como tal, fica desacreditada, a Igreja já não pode colocar-se de maneira convincente como anunciadora do Senhor.Tudo isso nos perturbou, ainda hoje me convulsiona interiormente." ( livro citado – pg. 43 ).
Para concluir:"Ademais, faz parte também da verdade o fato de que devo punir quem pecou contra o verdadeiro amor." (livro citado – pg. 44).
Como falar-se de atitudes de acobertamento do Papa Bento XVI? Exposto em raciocínio límpido e seguro, o Papa Bento XVI trata dos chamados temas atuais com primorosa argumentação. Disse:"Quando, por exemplo, em nome da não discriminação quer-se constranger a Igreja Católica a mudar a própria posição no que tange à homossexualidade ou à ordenação sacerdotal das mulheres, isto significa que já não lhe é permitido viver a própria identidade, erigindo, ao contrário, uma abstrata religião negativa como critério tirânico último, ao qual todos devem dobrar-se. E essa seria a liberdade, pelo simples fato de que nos livraria de tudo o que veio antes." ( livro citado – pg. 73/74 ).
E definitivo:"Há o perigo de que a razão, a chamada razão ocidental, afirme ter finalmente descoberto o que é justo e apresente uma pretensão de totalidade que é inimiga da liberdade. Creio ser necessário denunciar com força esta ameaça. Ninguém é obrigado a ser cristão. Contudo, ninguém deve ser constrangido a viver segundo a nova religião como se fosse a única e verdadeira, vinculante para toda a humanidade." ( livro citado – pg. 74 ). Realmente, o confinar-se o componente espiritual da pessoa à ínfima órbita da intimidade secreta, agigantando-se o espaço racional-material do stablishment, centrado no relativismo egocêntrico, é a sentença totalitária do politicamente correto. O texto já se faz longo. Melhor, e para que não incidamos, também, na atitude de enxurrada a tudo tragar que, em momento próximo, permaneçamos desenvolvendo o conhecimento da pessoa do Papa Bento XVI por essa insuspeita literatura: "Luz do Mundo – o Papa, a Igreja e os sinais do tempo."
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O Papa e a Igreja em foco
Respostas a alguns comentários errôneos a respeito do Papa e da Igreja
Por Vanderlei de Lima
CAMPINAS, 22 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Nestes dias, devido à renúncia do Papa Bento XVI, muitos comentários são feitos a respeito do Papa e da Igreja, de modo a requerer, para o bem da verdade, oportunas reflexões.
A revista Veja, de 20/02, trouxe, num artigo, de modo geral, simpático a Bento XVI, mas ácido em relação à Cúria Romana e à Igreja, o seguinte questionamento: "Se a um papa é permitido renunciar ao que seria um casamento com a Igreja, abençoado pela vontade divina, por que marido e mulher não poderiam divorciar-se?" (p. 79).
Em resposta notamos, muito sinteticamente, que Joseph Ratzinger não renunciou ao "casamento com a Igreja", pois ser Papa não é um tipo de complemento do sacramento da Ordem que ele possui em grau pleno, na condição de Bispo, e continuará a possuir até o fim de seus dias, apesar de não mais exercer a função de Bispo de Roma.
Assim como a Igreja não pode apagar a marca indelével (caráter) do sacramento da Ordem conferido a um de seus filhos, também não pode abolir a indissolubilidade do sacramento do Matrimônio. Ela é administradora zelosa e não dona da Palavra de Deus.
É certo que se a Igreja abrisse as portas ao segundo ou ao terceiro casamentos, às uniões homossexuais, ao aborto, ao uso de preservativos etc. atrairia o aplauso de alguns, mas trairia a sua verdadeira missão. Fiel a Deus e não aos desenfreados caprichos humanos, ela preferiu perder, no século XVI, o Reino Unido do que declarar nulo o casamento válido do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão.
Por essas e por outras razões, a Igreja é incompreendida pelos falsos libertários, anticlericais e católicos incoerentes de nossos dias como sempre foi ao longo da história. Todavia, ela nunca deixou de ser, apesar das falhas de não poucos de seus filhos, um porto seguro aos homens e às mulheres de todos os tempos.
Portanto, nenhuma pessoa de bom-senso pode afirmar que a Igreja está longe do povo, mas reconhece, sem demora, que são os homens que estão afastados de Deus e, por isso, se opõem à mensagem do Evangelho ou trocam-na por mesquinharias.
Outra bijuteria que mais especialmente nestes dias ronda o mundo é a afirmação infundada de que o Papa João Paulo I foi assassinado, em 1978, pela Cúria Romana ávida de poder e cheia de interesses mesquinhos.
Em resposta, notamos que ao acusador cabe o ônus da prova. Não basta falar, é preciso comprovar o que se diz sob pena de cair em descrédito. Na verdade, porém, tal prova não existe, uma vez que a causa mortis de João Paulo I foi, conforme seu atestado de óbito citado por historiadores e jornalistas imparciais, um infarto agudo do miocárdio. Aliás, sua família teve também outros membros falecidos subitamente pelo mesmo motivo, segundo atestam Andrea Tornielli e Alessando Zangrando no penúltimo capítulo do livro João Paulo I. O Papa sorriso, publicado no Brasil pela Editora Quadrante.
E mais: quem estuda atentamente a história dos Papas não faz mistério em torno da morte de João Paulo I com apenas 32 dias de pontificado, pois sabe que Estevão II (752) faleceu três dias após a eleição e Urbano VII (1590) morreu doze dias depois de assumir a cátedra de Pedro. Outros Papas que ficaram entre 13 e 30 dias no cargo foram por ordem de tempo: Celestino IV (1241), Sisinio (708), Teodoro II (897), Marcelo II (1555), Dâmaso II (1048), Pio III (1503), Leão XI (1605), Valentim (827) e Bonifácio VI (896).
Não negamos, com isso, que na Cúria Romana, criada para auxiliar o Papa, se tenha – como em outros lugares (que o diga o nosso país do "mensalão" e da "privataria tucana") – homens falhos e indignos. Contudo, não façamos dessas falhas trampolins para acusar a Igreja. Ela é santa, mas traz em si os filhos pecadores para os quais, como mãe carinhosa, oferece o remédio às suas faltas no sacramento da Confissão.
Vanderlei de Lima é filósofo e autor do livro Papa Bento XVI: aspectos polêmicos do seu pontificado, a ser lançado pela Editora Ecclesiae, de Campinas.
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Nada antepor a Cristo, nem mesmo o Papado
E agora? O mundo atônito depois do 11 de fevereiro de 2013
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
BRASíLIA, 19 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - E agora? O mundo atônito depois do 11 de fevereiro de 2013. Ajudados pela imprensa nacional e internacional, a cada dia saciamos a nossa curiosidade sobre as "últimas notícias", minuto a minuto, desse "fato" que marca o nosso século: a renúncia de um Papa. Qual roupa ele vestirá?, onde morará?, seu secretário irá com ele?, será chamado de Bento XVI?, como será a sua convivência com o futuro papa? Quais os reais motivos que o levaram a essa decisão?
Falar da Igreja Católica Apostólica Romana não é o mesmo que falar de um meteoro. Falar da Igreja é referir-se à uma realidade complexa. Se para falar de um meteoro é preciso algum conhecimento prévio, tanto mais para falar da "única Igreja de Cristo"(Constituição Dogmática Lumen Gentium, 8), sociedade visível e espiritual, porque é "uma única realidade complexa, formada pelo duplo elemento humano e divino"(LG 8).
Neste momento, a maioria dos grandes meios de comunicação estão à busca de novidades, furos jornalisticos, muitos deles se limitando a mostrar os antigos clichês da Igreja e do Papa, permeados de preconceitos, permeados do "humano" da Igreja.
"Nada antepor a Cristo", nos trouxe à memória tantas vezes Bento XVI, completando esse lema de São Bento com a sua vida: nem sequer o serviço do Papado, "princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão (LG 18)".
Como foi, porém, a atitude daquele que, por primeiro no mundo, deu essa notícia a um reservado grupo de cardeais: o Papa Bento XVI? Ele nem sequer levantou a cabeça e nem mudou o tom de voz ao dar esse anúncio, lendo com simplicidade e naturalidade a sua declaração de renúncia. No profundo do seu coração soava uma convicção: "a cabeça deste corpo – a Igreja - é Cristo"(LG 7).
"O mundo está atravessando uma grande mudança que não é comparável a nada que já vivemos", afirmou o cardeal brasileiro Dom João Braz de Aviz, em entrevista ao Estadão, no dia 12 de fevereiro. Para entrever essa mudança, porém, é preciso superar o anedótico dos acontecimentos e olhar para a Igreja Católica Apostólica Romana com um olhar novo; É um excelente momento para ler e meditar a Constituição Dogmática Lumen Gentium, as palavras do Papa e de todos aqueles que com sabedoria observam esses fatos para, em oração, intus leggere este grande acontecimento que marca profundamente o nosso século: o testemunho de um homem que nada antepôs a Cristo, nem mesmo o Papado.
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ANGELUS
Último Angelus de Bento XVI: "O Senhor me pede para subir o monte"
Meditando no Evangelho da Transfiguração, o Pontífice explica que a própria renúncia não significa "abandonar a Igreja", mas serví-la "com uma dedicação mais adequada às minhas forças"
CIDADE DO VATICANO, 24 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Às 12h horas de hoje o Santo Padre Bento XVI saiu pela janela do seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano para rezar o Angelus com os fieis e os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Publicamos a seguir as palavras do Papa antes da oração mariana.
***
Queridos irmãos e irmãs!
No segundo domingo da Quaresma, a liturgia sempre nos apresenta o Evangelho da Transfiguração do Senhor. O evangelista Lucas coloca especial atenção no fato de que Jesus foi transfigurado enquanto orava: a sua é uma profunda experiência de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive em um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João , os três discípulos sempre presentes nos momentos da manifestação divina do Mestre (Lc 5,10; 8,51; 9,28). O Senhor, que pouco antes havia predito a sua morte e ressurreição (9,22), oferece a seus discípulos uma antecipação da sua glória. E também na Transfiguração, como no batismo, ouvimos a voz do Pai Celestial: "Este é o meu filho, o eleito; ouvi-o" (9, 35). A presença de Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas da Antiga Aliança, é muito significativa: toda a história da Aliança está focada Nele, o Cristo, que faz um novo "êxodo" (9,31) , não para a terra prometida, como no tempo de Moisés, mas para o céu. A intervenção de Pedro: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui" (9,33) representa a tentativa impossível de parar esta experiência mística. Santo Agostinho diz: "[Pedro] ... no monte... tinha Cristo como alimento da alma. Por que deveria descer para voltar aos trabalhos e dores, enquanto lá encima estava cheio de sentimentos de santo amor por Deus e que inspiravam-lhe uma santa conduta? "(Sermão 78,3).
Meditando sobre esta passagem do Evangelho, podemos tirar um ensinamento muito importante. Primeiro, o primado da oração, sem a qual todo o trabalho do apostolado e da caridade é reduzido ao ativismo. Na Quaresma aprendemos a dar o justo tempo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e das suas contradições, como Pedro quis fazer no Tabor, mas a oração traz de volta para o caminho, para a ação. "A existência cristã - escrevi na Mensagem para esta Quaresma – consiste num contínuo subir o monte do encontro com Deus, para depois descer trazendo o amor e a força que provém dele, a fim de servir os nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus "(n. 3).
Queridos irmãos e irmãs, sinto essa Palavra de Deus especialmente dirigida a mim, neste momento da minha vida. O Senhor me chama para "subir o monte", para me dedicar ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, pelo contrário, se Deus me pede isso é para que eu a possa continuar servindo com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual fiz até hoje, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria: que ela sempre nos ajude a seguir o Senhor Jesus, na oração e nas obras de caridade.
[Depois da oração do Angelus o Santo Padre dirigiu estas palavras aos peregrinos de língua portuguesa:]
Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos.
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