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    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

    Homenagem a um criminoso - Prudencio Bustos Argañaraz





























































    QUINTA-FEIRA, 28 DE JULHO DE 2011

    Homenagem a um criminoso - Prudencio Bustos Argañaraz


    Confira mais em Artigos.
    Tradução: Ernane Garcia.

    LiberPress.
    Por Prudencio Bustos Argañaraz.
    Outubro 2007.




    Homenagem a um criminoso


    “O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o ser humano para além dos limites naturais e o converte em uma eficaz, violenta, seletiva e fria máquina de matar.”
    (Ernesto Guevara, 16 de abril de 1967).


    Paradoxalmente, o marketing capitalista transformou em ídolo um dos inimigos mais ferozes do capitalismo. Hoje, centenas de jovens portam em suas camisetas a imagem de Ernesto Che Guevara, a maioria sem ter a menor idéia de quem se trata.

    O que é surpreendente é que aqueles que o sabem persistem em render homenagem a este assassino em série, autor de centenas de mortes de inocentes, e responsável por milhares de outras, cometidas por grupos de terroristas bandidos que ensangüentaram nosso continente na década de 70, os quais ajudou a formar e a treinar. Ele também é responsável pela tirania mais cruel que até hoje oprime o povo cubano, nas mãos de um monarca parafusado ao trono por meio século, do qual pisoteia as liberdades e esmaga os direitos dos seus próprios compatriotas.

    É improvável que aqueles que se autoproclamam defensores dos direitos humanos homenageiem estes seus violadores costumeiros dos mesmos direitos que dizem defender. Custa-nos entender como os mesmos que condenam as violações atrozes de nossa última ditadura [da Argentina] prestam homenagem àqueles que as cometeram em escala continental e continuam a fazê-lo até hoje.

    Gostaria de perguntar aos admiradores do terrorista Guevara e do autocrata Castro, se querem que na Argentina também desapareça a propriedade privada, que os únicos meios de comunicação sejam os do Estado, que o partido único seja o do ditador, que quem opine diferente do governo seja preso e quem o critique fuzilado, e que aquele que tentar fugir – já que não se pode sair livremente do país [Cuba] – mereça condenação à prisão perpétua.

    Pretender exaltar estas figuras execráveis à categoria de próceres é uma triste demonstração da nossa decadência moral. Dificilmente poderemos reconstruir em nosso país um âmbito de convivência respeitosa e harmônica, enquanto homenagearmos como heróis aqueles que fizeram da violência, do terror, da tortura e da tirania o seu modo de vida.

    Se quisermos fortalecer o sistema republicano e a democracia, consolidar a paz e banir para sempre a violência, é necessário condenar sem eufemismos nem reservas todos os que se valeram dela para impor suas idéias, não importam quais sejam. Do contrário, cairemos na flagrante contradição de querer justificá-la em alguns casos porque simpatizamos com os regimes que a proporcionaram, o que se parece mais com a vingança ideológica do que com a justiça.

    Disponível em: http://liberpress.wordpress.com/2007/10/18/homenaje-a-un-criminal/

    Também em: http://verdaderoche.blogspot.com/2007/10/homenaje-un-criminal-por-prudencio.html


    Prudencio Bustos Argañaraz. Médico, historiador e escritor. É membro da Junta Provincial de Historia de Córdoba e correspondente de inúmeras instituições históricas da Argentina e do exterior. Foi subsecretário da Cultura do município de Córdoba, senador e deputado provincial. Foi duas vezes escolhido o melhor legislador do ano e, em 1981, foi eleito entre os dez jovens excepcionais da Bolsa de Comércio de Córdoba. Recebeu uma menção especial do Conselho de Cultura da Arquidiocese de Córdoba pelo seu livro La Cañada, historia, pluma y pincel. Tem onze livros publicados e mais de uma centena de artigos e ensaios sobre temas históricos e políticos em jornais, revistas e em periódicos de Córdoba e de outras cidades argentinas. É, ademais, autor de uma novela intitulada Laberintos y Escorpiones, editada em 2001.


    Postado por Ernane Garcia às 16:29 0 comentários
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    Marcadores: bandido, criminoso, Ernesto Che Guevara, homenagem, Prudencio Bustos Argañaraz, terrorista



    QUARTA-FEIRA, 27 DE JULHO DE 2011

    Santo Che Guevara - Carlos Sabino


    Confira mais em Artigos.

    Por Carlos Sabino.
    Tradução: Ernane Garcia.

    Infolatam.
    Guatemala, 8 de outubro 2007.





    Ele é lembrado como um mártir, generoso, incorruptível, cheio de amor pela humanidade, especialmente pelos mais pobres e mais oprimidos. Rodeado agora da auréola da santidade – uma santidade laica, é claro – como um personagem nobre e idealista, que lutou por uma utopia que propunha a criação de um novo homem, revolucionário e altruísta. Seu fim trágico é sempre recordado, assassinado quando havia se rendido, depois de fracassar em uma experiência guerrilheira que o levou até as selvas bolivianas à frente de um punhado de homens. Glorificado hoje, quarenta anos após sua morte, transformado em um mito que apela aos sentimentos mais puros da juventude.

    Assim ocorre porque o Che, e a estranha parábola de sua vida, oferecem o material propício para construir, em torno dele, a imagem mítica que os seres humanos sempre queremos tecer em nossos sonhos, porque ela parece apelar a certos valores que se apresentam como puros, superiores, próprios de um humanismo não contaminado. Mas a verdade, sabemos bem, pouco tem a ver com a sua suposta santidade ou com esta imagem idealizada pelo tempo.




    Em La Higuera, o pequeno povoado no oeste da Bolívia em que Che Guevara foi assassinado, o líder revolucionário argentino é lembrado quase como um santo.


    O Che nunca alcançou o poder supremo e, por isso, pode ser mais facilmente canonizado do que outras figuras que se converteram em escravizadores despóticos de povos inteiros: Mao, Lênin, Ho Chi Minh ou Tito, por exemplo.

    Mas Ernesto era sem dúvida um deles, um revolucionário disposto a tudo para impor sua visão de mundo, não por convencimento, sim por meio da violência mais encarniçada, desejoso de criar ditaduras totalitárias nas quais o ser humano perde todo vestígio de liberdade. Morreu em uma encruzilhada trágica, não cabe dúvida, no entanto sucumbiu quando tratava de levantar em armas um povo que queria viver em paz, quando tratou de subverter a ordem de um país que não o havia chamado, quando sua aventura fracassou do modo mais estrondoso ante a indiferença ou o profundo rechaço dos mesmos camponeses os quais queria incorporar à sua guerra santa.

    Sim, é certo que se moveu pelas idéias às quais entregou sua vida e que não se deteve ante qualquer sacrifício. Mas não se pode esquecer que pelo caminho não teve a menor piedade daqueles que se opuseram à sua cruzada violenta e que não hesitou em matá-los, com as próprias mãos, quando teve oportunidade, os quais julgou como burgueses ou contra-revolucionários, escórias de um mundo que queria destruir pela raiz.

    Sua dureza e paixão sem limites por essa utopia, à qual queria arrastar os demais, parecem-me mais as atitudes de um fanático ou de um inquisidor do que as de um santo ou um modelo de humanismo. Seu martírio não foi o daqueles que enfrentraram os leões do coliseu romano de mãos vazias, sim o do portador de uma metralhadora que queria levar uma guerra implacável a todo um continente. Che Guevara queria muitos Vietnãs, porque não lhe bastavam os milhares de mortos que a guerra na Indochina produziu.

    E, por último, algumas perguntas sobre o seu trágico fim: Valia mais a vida de Che Guevara do que a desses jovens soldados indígenas que morreram por culpa de sua aventura descabida? Por que não se lembrar também deles, de todos os cubanos e congoleses que tiveram o infortúnio de deparar-se com a dura realidade que as suas ilusões utópicas provocavam?

    Disponível em: http://www.infolatam.com/2007/10/08/san-che-guevara/

    Também em: http://verdaderoche.blogspot.com/2007/10/san-che-guevara.html

    Carlos Sabino é sociólogo (UBA) e Doutor em Ciências Sociais (Universidad Central de Venezuela). Foi professor visitante no Center for Study of Public Choice de la George Mason University, nos Estados Unidos. Atualmente é professor da Universidad Francisco Marroquín, na Guatemala, e é membro do Center of Global Prosperity. É autor de vários livros, entre eles "El fracaso del intervencionismo: Apertura y libre mercado en América Latina". Nasceu em Buenos Aires, no bairro Flores, em julho de 1944.



    Postado por Ernane Garcia às 15:41
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    Marcadores: Carlos Sabino, Che Guevara, santo



    O mito Che Guevara - Rodrigo Constantino


    Por Rodrigo Constantino.
    O GLOBO. 14/06/2011.

    Confira mais em Artigos.


    "Amo a humanidade; o que não suporto são as pessoas". (Charles Schultz)


    Estivesse vivo, Ernesto "Che" Guevara completaria hoje 83 anos de idade. O guerrilheiro tornou-se ícone das esquerdas, e é visto como um idealista disposto a dar a vida pela causa. Adorado em Hollywood e Paris, Che foi eternizado pela foto tirada por Korda, que virou estampa de camisetas e biquínis. A ironia do destino transformou o comunista em lucrativa marca de negócios.

    Mas, como alertou Nietzsche, a morte dos mártires pode ser uma desgraça, pois seduz e prejudica a verdade. Pouca gente sabe quem Che foi de fato. Se soubessem, talvez sentissem vergonha de defendê-lo com tanta paixão. Seus fãs deveriam ler "O verdadeiro Che Guevara", de Humberto Fontova, e ver o documentário "Guevara: anatomia de um mito", de Pedro Corzo. É impossível ficar indiferente diante de tantos relatos sombrios das vítimas de Che.

    Nem deveria ser preciso mergulhar mais fundo nos fatos. Basta pensar que Che foi um grande colaborador da revolução cubana, que instaurou a mais longa ditadura do continente, espalhando um rastro de morte, miséria e escravidão na ilha caribenha. Mas uma pesquisa minuciosa gera ainda mais revolta. Aquele que gostaria de criar na América Latina "muitos Vietnãs" era mesmo um ser humano deplorável.

    A cegueira ideológica alimentada pela hipocrisia prejudica uma análise mais isenta dos fatos. Não é preciso muito esforço para verificar que Che Guevara era justamente o oposto do santo que tentam criar. O homem sensível de "Diários de motocicleta" era o mesmo que declarou que "um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar movida apenas pelo ódio". Se ao menos os cineastas engajados tivessem lido o diário completo!

    Até mesmo as supostas cultura e erudição de Che foram enaltecidas por intelectuais como Sartre. A realidade, uma vez mais, parece menos nobre: um dos primeiros atos oficiais de Che após entrar em Havana foi uma gigantesca queima de livros. Além disso, Che assinou as sentenças de morte de muitos escritores cujo único "crime" fora discordar do regime. Quanta paixão pela cultura!

    As estimativas apontam para algo como 14 mil execuções sumárias na primeira década da revolução, sem nada sequer parecido com um processo judicial. Dezenas de milhares de cubanos morreram tentando fugir do "paraíso" comunista. Cuba tinha uma das maiores rendas per capita da região em 1958, e teve sua economia destroçada pelas medidas coletivistas do ministro Che. Nada disso impediu a revista "Time" de louvá-lo como um herói, ao lado de Madre Teresa de Calcutá.

    Roqueiros como Santana gostam de associar sua imagem à de Che. Será que ainda o fariam se soubessem que sua primeira ordem oficial ao tomar a cidade de Santa Clara foi banir a bebida, o jogo e os bailes como "frivolidades burguesas"? O próprio neto de Che, Canek Sánchez Guevara, não escapou da perseguição. O guitarrista sofreu nas garras do regime policialesco que seu avô ajudou a criar, e preferiu fugir de Cuba. Homossexuais também foram vítimas de perseguição e acabaram em campos de trabalho forçado. Quanta compaixão!

    Sobre a imagem de desapegado de bens materiais, a vida de Che também prova o contrário. Após a revolução, ele escolheu como residência a maior mansão cubana, em Tarara, uma casa à beira-mar com amplo conforto e luxo. A casa fora expropriada de um rico empresário. Além disso, quando Che foi morto na Bolívia ele ostentava um Rolex no pulso. Parece que nem os guerrilheiros resistem às tentações capitalistas.

    Aqueles que conseguiram fugir do inferno cubano e não precisam mais temer a represália do regime relatam fatos impressionantes sobre a frieza de Che. Foram centenas de execuções assinadas em poucos meses, e Che gostava de assisti-las de sua janela. Em algumas ele pessoalmente puxou o gatilho. Ao que tudo indica, Che parecia deleitar-se com a carnificina. Até mulheres grávidas foram executadas no paredão comandado por Che. Nada disso consta nas biografias escritas por aqueles que utilizam o próprio Fidel Castro como fonte. Algo como falar de Hitler usando apenas os relatos de Goebbels.

    A ignorância acerca destes fatos explica parte da idolatria a Che Guevara. Mas, como lembra Fontova, "engodo e muita fantasia também o explicam, tudo alimentado de um antiamericanismo implícito ou explícito". Che, assim como Fidel, desafiou o "império" ianque, e isso basta para ser reverenciado por idiotas úteis da esquerda. Que ele tenha sido uma máquina assassina, isso é um detalhe insignificante para alguns.

    Disponível em: http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2011/06/14/o-mito-che-guevara-386335.asp

    Também em: http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/06/o-mito-che-guevara.html

    Confira na Videoteca: Rodrigo Constantino fala sobre Che Guevara em vídeo:


    Em homenagem ao aniversário de Ernesto “Che” Guevara de la Serna, 14 de junho de 2011, data em que o ícone esquerdista completaria 83 anos de idade, Rodrigo Constantino recomenda a leitura do livro do cientista político e jornalista cubano-americano, Humberto Fontova: O verdadeiro Che Guevara: e os idiotas úteis que o idolatram, editora É Realizações, 2009. O livro acompanha o excelente documentário de Pedro Corzo, “Che Guevara: Anatomia de um mito”.


    Rodrigo Constantino é formado em Economia pela PUC-RJ, e tem MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha no setor financeiro desde 1997. É autor de cinco livros: "Prisioneiros da Liberdade", "Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT", "Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand" ,"Uma Luz na Escuridão" e "Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca". É colunista da revista Voto, do caderno Eu&Investimentos do jornal Valor Econômico, do jornal O Globo e do site OrdemLivre.org. É membro-fundador do Instituto Millenium e diretor do Instituto Liberal. Foi o vencedor do Prêmio Libertas em 2009, no XXII Fórum da Liberdade.

    Postado por Ernane Garcia às 15:07 0 comentários
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    Marcadores: Che Guevara, mito, Rodrigo Constantino


    TERÇA-FEIRA, 26 DE JULHO DE 2011

    Os fracassos de Che Guevara - Marcelo Gioffré


    Para La Nación.
    Por Marcelo Gioffré.
    30/07/2005.

    Confira mais em Artigos.

    Tradução: Ernane Garcia.


    Os fracassos de Che Guevara




    Um legislador da cidade de Buenos Aires propôs mudar o nome da Avenida Cantilo para “Che Guevara”, o que nos leva à reflexão sobre os eventuais méritos do personagem cujo nome está sendo proposto.

    Filho de uma família aristocrática argentina, Guevara abandonou suas origens e seu país. Recebeu o título de médico [*isso é discutível, sempre fez parte da mitologia de Guevara que ele era médico, no entanto, isso nunca foi inteiramente fundamentado.] e também abandonou o exercício dessa profissão. Como estudante, tentou fabricar “Gamexane” [um inseticida] com pó de talco, sob o nome da marca Vendaval, mas se deu mal na empreitada. Em 1952, abandonou seu amigo Alberto Granado em um leprosário na Venezuela, com a promessa de que retornaria, coisa que nunca fez. Em 1954, na Guatemala, fracassou em uma tentativa vã de defender Jacobo Arbenz de um golpe de Estado. Como administrador provisório de Sancti Spiritus, proibiu o consumo de bebidas alcoólicas e a loteria, regra que teve de revogar no dia seguinte. Fracassou em seu casamento com Hilda Gadea. Era tão vaidoso que cometeu o erro de publicar seu livro, “Guerra de Guerrilhas”, o qual foi muito útil para o Pentágono, por ter revelado os segredos da subversão armada. Fracassou ao subestimar o bloqueio. Não obteve sucesso algum em sua missão diplomática na Conferência de Punta del Este, em 1961, onde deveria ter chegado a um acordo com os Estados Unidos. Fracassou em seu plano de industrialização acelerada, e com ele provocou uma débâcle na safra de açúcar. Perdeu a controvérsia com os economistas russos sobre os estímulos apropriados (que ele acreditava serem “morais” – o “homem novo” – e os técnicos soviéticos, materiais). Fracassou em sua avaliação da China e não conseguiu convencer Mao Tsé-Tung, em 1965, de travar outra guerra de guerrilhas na América Latina. Contribuiu para a criação de um monstro em Cuba, e, então, teve de renunciar e partir. Fracassou como filho (pelo menos na famosa dicotomia moral que Jean-Paul Sartre levanta em “O Existencialismo é um humanismo”), desde que não pôde estar ao lado de sua mãe quando ela morreu de câncer e, em uma última carta, que chegaria tarde, ele escreveu: “Eu a amava muito; só que eu não soube expressar meu carinho”. Cometeu o erro de confiar a Fidel Castro uma carta que era para ser lida depois de sua morte, e que Castro leu prematuramente, traindo-o. Foi lutar no Congo e, após o pitoresco saboreio de uma sopa de borboletas, teve de abandonar a missão. Armou um improvável movimento guerrilheiro na Bolívia e também fracassou. Não foi capaz de mobilizar nem o comunista Monje, nem os camponeses para essa guerra de guerrilhas. Foi pai de cinco filhos e, objetivamente, deixou-os jogados à sua própria sorte para empreender viagens malucas rumo a utopias mal calculadas. Toda a sua vida poderia ser vista como um belo fracasso impecável, que concluiu, postumamente, com toda uma geração dizimada em seu nome.

    Qual é o seu verdadeiro mérito, deixando de lado o fato de que ele é objeto de fetiche dos rebeldes setentistas, estampado em infinitas camisetas fabricadas segundo os cânones capitalistas?

    É verdade que ele ascendeu à difícil categoria de mito, mas para esse resultado contribuíram circunstâncias aleatórias que não têm nada a ver com as suas virtudes. O triunfo militar em Cuba deveu-se muito mais à prudência de Castro do que ao heroísmo irresponsável do Che. A morte e o desaparecimento de seu corpo ajudaram a forjar a lenda. A necessidade do regime cubano de ter heróis, também. A pureza do seu fundamentalismo, a qual compartilha com Hitler, também. Mas nenhum desses aspectos são méritos genuínos. Seu antiperonismo tampouco pode ser visto como uma vertente de seu pensamento, mas sim a crítica intelectual típica de esquerda a um partido reformista.

    Há mais: há dois anos, almoçando em um bar da Rua Salgueiro com a Humberto Vázquez Viaña, um boliviano que participou do movimento guerrilheiro que Guevara menciona em seus diários, fui testemunha de uma confissão estremecedora. Este homem conjeturava que a verdadeira razão pela qual Guevara havia lutado não era ideológica nem idealística, e sim terapêutica. Como se sabe, Guevara sofria de asma e nunca experimentou um ataque no meio de uma batalha – talvez devido à produção adicional de adrenalina – a razão oculta que explicaria suas campanhas, seu incontrolável desejo de continuar lutando e de se afastar de suas tarefas de escritório, não teria sido outra senão a de evitar aqueles espasmos brônquicos. Francamente, é uma razão espúria, cuja eventual confirmação deixaria calados tantos militantes que ostentam sua foto com a boina.

    * Os comentários entre colchetes são da tradução em inglês, de Henry Louis Gomez.

    Disponível em: http://trenblindado.com/lanacion.html

    Espanhol: http://www.lanacion.com.ar/725727-los-fracasos-del-che-guevara

    Marcelo Gioffré é escritor, jornalista e advogado argentino. Seu último livro é a novela Mancha venenosa.





    Postado por Ernane Garcia às 22:43
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    Marcadores: Che Guevara, fracassos, Marcelo Gioffré


    Che – O mito macabro - Ipojuca Pontes


    Por Ipojuca Pontes.
    14 de outubro de 2007.

    Confira mais em Artigos.




    Uma figura transformada em santo pela eficiente máquina de propaganda marxista é o que o Senado Federal, em detrimento dos verdadeiros heróis, vai homenagear.

    “Não sou Cristo nem filantropo; sou todo o contrário de Cristo”


    “Che” Guevara em carta familiar


    No próximo dia 23 de outubro, em sessão especial, o Senado Federal vai prestar homenagem à memória do mitológico Ernesto “Che” Guevara. Como se sabe, há 40 anos o “Che”, tentando levantar uma revolução comunista nas selvas da Bolívia, foi capturado por pequena tropa comandada pelo capitão Gary Prado, do Exército boliviano e logo depois executado pelo tenente Mario Téran - não sem antes implorar pela vida: “Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto”.

    O requerimento para a estranha celebração política é de autoria do obscuro senador José Nery (PSOL-PA) - que responsabilizou o “imperialismo ianque” pela morte do aventureiro mas cuja desgraça, sabe-se, foi urdida pela vontade de Moscou, Fidel Castro e o PC boliviano – e tem a aprovação de outro político esquerdista, Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado.

    Como registrei no meu livro “Politicamente Corretíssimos” (Toopbooks, Rio, 2003), o mito Guevara não corresponde nem de longe à realidade dos fatos. Salvo pela “revolução cubana” – efetivada, em parte, pela inação dos Estados Unidos que abandonaram o sargento Fulgêncio Batista e no início ajudaram Fidel Castro nas escaramuças de Sierra Maestra - a vida do cruel revolucionário foi um completo fracasso: na órbita familiar, no amor, à frente de ministério e banco, como comandante, “diplomata” e guerrilheiro, para não falar no “ideólogo do foquismo” - sua trajetória humana e social tributa larga soma de erros e equívocos que nem mesmo os biógrafos mais entusiastas (entre eles, Jon Lee Anderson) conseguem dissimular.

    Com efeito, filho de mãe “possessiva” e produto de um lar “excêntrico”, desde cedo o “Che” só fez acumular fracassos. Por exemplo: quando, como estudante, aspirava (em Córdoba/Argentina) realizar casamento “burguês” com a prima rica Chinchina Ferreyra, que o repudiou; ou como presidente do Banco Nacional Cubano, levando a moeda e a economia da ilha à completa insolvência; ou ainda como ministro da Indústria de Cuba, quando fracassou miseravelmente ao lado de Fidel, na obtenção de 10 milhões de toneladas de açúcar que nem de longe atingiu; e nas frustradas negociações com a Nomenklatura soviética em que pedia ajuda para industrializar Cuba e teve como resposta um sonoro “não”; e na sua doentia pretensão de criar o “homem novo” e a “sociedade nova” – enfim, em tudo que o desastrado guerrilheiro colocou as mãos, só demonstrou elevado grau de incompetência e insensatez.

    No levantamento dos sucessivos fracassos de Guevara, propositadamente escondido pelos criadores de mitos, o que chama atenção, no terreno em que se dizia “especialista”, é a sua derrota para os 100 mercenários do Coronel Mike Hoare nas planícies do Congo, em 1965. Vale a pena lembrar.

    Excluído da vida política e administrativa de Cuba pelos russos, que sustentavam com bilhões de dólares o banquete de “la revolución” e não o queriam por perto, Guevara saiu mundo afora. Sua idéia era criar “um, dois, muitos Vietnãs” para debilitar o “imperialismo ianque”. Julgando oportuno e financiado por Ben Bella (leia-se “petróleo argelino”) e contemplado com armas chinesas, rumou para o Congo (ex-belga) e se juntou às tropas rebeldes de Laurent Kabila, o jovem aspirante a ditador que, por sua vez, queria derrubar o governo de Moise Tshombe e tomar o seu lugar.

    Com 127 guerrilheiros cubanos e 3 mil soldados congoleses bem armados, Guevara se internou nos charcos do país africano e tentou derrubar Tshombe. Seus objetivos no Congo eram, pela ordem, privar as fontes financeiras do governo provenientes das minas, obrigar a Bélgica a reconhecer o novo Estado revolucionário, controlar os minerais estratégicos para benefício do bloco socialista e, mais tarde, levar sua guerrilha até Angola.

    Diante da ameaça, Tshombe contratou os serviços do Coronel Mike “Mad” Hoare, mercenário sul-africano, especialista em guerra de movimento nas selvas. Conforme registra o historiador Miguel A. Faria, em “Escape of from lost paradise” (Hacienda Publishing, 2002), as derrotas dos guerrilheiros do “Che” no Congo, foram “desmoralizantes”. Na batalha pela hidrelétrica de Bendela, por exemplo, Hoare eliminou boa parte do exército congolês e botou os guerrilheiros cubanos a correr.

    Na batalha de Fizi Baraka, nas proximidades do Lago Tanganica, Hoare encurralou Guevara e suas tropas, atacando-as pela retaguarda, de madrugada, destruindo o serviço de comunicação e o centro de abastecimento da guerrilha. No entrechoque fatal, Hoare eliminou 125 soldados congoleses e deixou pelo chão mais de 600 feridos. O “Che”, que tinha prometido aos seus comandados “devorar” com as próprias mãos os adversários vencidos, bateu célere em retirada. No seu próprio diário sobre a experiência militar do Congo (“Passagens da guerra revolucionária: Congo” - Record, Rio, 2005), diz que a experiência foi um “fracasso absoluto” e justifica a clamorosa derrota pela “indisciplina” dos soldados congoleses - que, por sinal, diga-se de passagem, eram também canibais, pois comiam o fígado e o coração dos inimigos.

    (Depois da fuga humilhante, irritado com a derrota incontornável, o “Che”, vendo um dos seus guerrilheiros em conversa íntima com uma africana, ordenou que o comandado ficasse de joelhos e, em seguida, deu-lhe malvadamente um tiro bem no meio da testa).

    Numa carta dirigida à primeira esposa, Hilda Gadea, o carrasco que de arma em punho matou vários presos políticos na prisão de La Cabaña, e que era movido pelo ódio como fator de luta, escreveu: “Querida velha. Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue”.

    É uma figura assim, transformada em santo pela eficiente máquina de propaganda marxista, que o Senado Federal, em detrimento dos verdadeiros heróis, vai homenagear.

    É o fim!

    Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/arquivos/6379-che-%E2%80%93-o-mito-macabro.html

    Ipojuca Pontes é cineasta, jornalista, e autor de livros como A Era Lula, Cultura e Desenvolvimento e Politicamente Corretíssimos. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.

    Postado por Ernane Garcia às 20:14 0 comentários
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    Marcadores: Che Guevara, fracasso, Ipojuca Pontes, macabro, mito


    SÁBADO, 23 DE JULHO DE 2011

    Che Guevara: o assassinato de Cornelio Rojas


    Confira mais em Artigos.


    Cornelio Rojas Fernández

    59 anos – Tenente-coronel Chefe de Polícia de Santa Clara
    Executado por pelotão de fuzilamento em Santa Clara, por ordens de Che Guevara, em 7 Janeiro de 1959


    Confira mais em: Perfis escolhidos das vítimas de Che Guevara. Maria C. Werlau, Cuba Archive Project. Tradução: Ernane Garcia.


    Veja na Videoteca. Trecho do documentário de Glenn Beck, “The Holocaust Revolutionary: Live Free or Die”(“O Holocausto Revolucionário: Viva Livre ou Morra”). Tradução e legenda: Ernane Garcia. Revisão: Victor Griggio.

    Testemunhos de Barbara Rangel Rojas, neta de Cornelio Rojas, e de Blanca Rojas, filha de Cornelio Rojas.


    Veja na Videoteca. Trecho do documentário “Che: The Other Side of an Icon” (“Che: O Outro Lado de um Ídolo”), da série COVERING CUBA, produzido e dirigido por Agustín Blázquez.


    Testemunhos de Barbara Rangel Rojas, neta de Cornelio Rojas, e de Blanca Rojas, filha de Cornelio Rojas. Tradução e legenda: Ernane Garcia.


    Cornelio Rojas, preso no início de Janeiro de 1959.


    Veja na Videoteca o vídeo real do fuzilamento de Cornelio Rojas.


    Foto do fuzilamento de Cornelio Rojas. A foto acima apareceu em uma revista de grande circulação em Cuba. Muitos membros da imprensa foram convidados a testemunhar a execução.


    Postado por Ernane Garcia às 12:12
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    Marcadores: assassinato, assassino, Che Guevara, Cornelio Rojas, Cuba, Ernesto Guevara de la Serna, execução, fuzilamentos,vítimas


    Che Guevara: o estupro intelectual da infância




    Confira mais em Artigos.

    O estupro intelectual da infância
    (Carta de Miguel Nagib ao professor Iomar)
    Esta é a carta que um pai, cansado de ver a filha e suas colegas usadas como platéia dócil para a propaganda comunista num colégio de Brasília, enviou ao responsável por esse abuso intelectual de menores. É um documento humano da maior relevância para a compreensão da atual loucura brasileira.

    O professor ensinava às meninas que Che Guevara era um santo do mesmo estofo moral de Francisco de Assis. Mas o que pode haver de comum, perguntava o remetente, entre o místico que professava: “Onde houver ódio, que eu leve o amor”, e o revolucionário sangrento que ensinava seus seguidores a transformar-se, pelo cultivo sistemático do ódio, em “eficientes e frias máquinas de matar”?


    A resposta, evidentemente, não se encontra nem nos escritos de São Francisco, nem nos de Che Guevara. Encontra-se nos “Cadernos do Cárcere” de Antonio Gramsci, onde se ensina que a Igreja não deve ser combatida, mas esvaziada de seu conteúdo espiritual e usada como caixa de ressonância da propaganda comunista. Suprimido o conteúdo do seu discurso, esvaziado da fé cristã, da caridade, da obediência a Deus, reduzido ao estereótipo banal do jovem rico que abandona a família para ir falar aos pobres, Francisco torna-se indiscernível de Guevara. Eis o ensinamento de Antonio Gramsci transformado em prática pedagógica.


    O atual ministro da Educação, sr. Christovam Buarque, não há de querer alegar que a conduta do professor de Brasília é um caso isolado. A mentira perversa que esse cidadão inocula em suas alunas é doutrina oficial ou pelo menos oficiosa do governo brasileiro, condensada na “teologia da libertação”, personificada no guru presidencial Frei Betto e retransmitida diariamente a milhões de crianças brasileiras nas escolas públicas e particulares. Que uma delas tente objetar, mesmo timidamente, e saberá o que é ser alvo de discriminação, de intimidação psicológica, quando não da ameaça explícita de ver sua carreira escolar arruinada.


    O método pedagógico implantado neste país é o do estupro intelectual, calculado por Antonio Gramci para alcançar suas vítimas numa idade em que seus cérebros não estejam prontos para reagir criticamente a um assédio publicitário incansável e brutal.


    Mas os manipuladores não se contentam com a propaganda doutrinária. Passam à arregimentação ativa, usando seus alunos como exército de reserva para engrossar passeatas convocadas pelo partido governista ou pela rede internacional de ONGs esquerdistas milionárias, que, mui gramscianamente, se autodenomina “a sociedade civil organizada”, ou seja, o Partido sob outro nome. Aí, também, a indocilidade custa caro ao aluno. Um de meus próprios filhos já foi vítima disso.


    As escolas brasileiras, sustentadas com o dinheiro de nossos impostos ou de nossas mensalidades, transformaram-se em centros de adestramento da juventude comunista, ou fascista, já quase pronta para denunciar os pais à autoridade constituída quando ouvir em casa alguma conversa politicamente imprudente.


    O que não posso, em sã consciência, é lançar a culpa de tudo no sr. Christovam Buarque. Seu antecessor no cargo já fez o possível para aplanar os caminhos do demônio. O sr. Buarque é apenas o feliz herdeiro e administrador desse legado macabro.
    Olavo de Carvalho
    19 de setembro de 2003



    Carta ao Professor Iomar


    por Miguel Nagib
    19 de setembro de 2003


    Senhor,
    Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
    Onde houver ódio, que eu leve o amor,
    Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
    Onde houver discórdia, que eu leve a união.
    Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
    Onde houver erro, que eu leve a verdade.
    Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
    Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
    Onde houver trevas, que eu leve a luz !
    Ó Mestre,
    fazei que eu procure mais
    Consolar, que ser consolado.
    Compreender, que ser compreendido.
    Amar, que ser amado.
    Pois é dando, que se recebe.
    Perdoando, que se é perdoado e
    é morrendo, que se vive para a vida eterna !

    Onde, Professor Iomar, pôde o senhor encontrar alguma semelhança entre o Santo a quem são atribuídos esses versos e o monstro que pronunciou as seguintes palavras:

    "O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim. Um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal.” ?

    Que diabos o senhor tinha em mente ao comparar São Francisco de Assis a Ernesto “Che” Guevara? O senhor enxerga, realmente, uma afinidade entre esses dois personagens, ou a tentativa de associá-los visou apenas a reforçar, na imaginação dos seus alunos, o estereótipo romântico do guerrilheiro comunista?

    Venho acompanhando há algum tempo o seu incansável esforço para doutrinar ideologicamente as crianças do Sigma, impingindo às suas frágeis consciências a visão que o senhor tem do mundo; e sei que para atingir esse objetivo – que o senhor certamente acredita ser necessário para a “construção de um mundo melhor” –, o senhor não hesita em aplicar à complexa disciplina que leciona o modelo de narrativa das histórias infantis, onde o Mal jamais se confunde com o Bem.

    Assim, na história que o senhor ensina, a Idade Média é “do mal” e o Iluminismo é “do bem”; os capitalistas são “do mal” e os socialistas são “do bem”; os conservadores são “do mal” e os revolucionários são “do bem”; os Estados Unidos são “do mal”, a ONU e Cuba são “do bem”, e por aí vai.

    Ora, direis, se as crianças gostam e aprendem, por que não? Além disso, não podemos esquecer que o senhor é um idealista e que o seu objetivo não é propriamente transmitir aos alunos um conhecimento objetivo sobre o passado, mas capacitá-los a “transformar o mundo”, não é verdade? Daí a necessidade de fornecer-lhes aquele conjuntinho básico de certezas que eles mais tarde vão poder usar numa mesa de botequim, num almoço em família, ou quem sabe até na vida pública. O senhor pensa longe, Professor.

    Sei de tudo isso e se até hoje não procurei o senhor e a direção do colégio para discutir pessoalmente essa pedagogia de cabo eleitoral foi, primeiro, para não expor meus filhos a uma possível retaliação e, segundo, por estar ciente de que esse contato, afinal de contas, resultaria inútil, já que, na melhor das hipóteses, o senhor seria substituído por outro militante – a companheira Mariah, por exemplo, que tanto fez em sala de aula, no ano passado, pela eleição de nosso atual Presidente – e tudo ficaria na mesma, se é que não pioraria.

    Mas com essa absurda comparação o senhor, francamente, passou dos limites. Afirmar a existência de uma semelhança entre um dos santos mais amados da Igreja e um assassino frio e calculista, um apologista do ódio, do qual os seus pobres alunos – e talvez o senhor mesmo – não conhecem mais do que a foto de Alberto Korda e o meloso “hay que endurecerse...”, é ir longe demais; é abusar do direito, que o senhor decerto acha que tem, de mentir para os alunos a pretexto de forjar neles uma “consciência crítica” – que é como vocês, militantes, se referem ao processo de envenenamento das almas desses jovens mediante a inoculação do marxismo mais grosseiro – e contribuir, desse modo, para a tal “construção de uma sociedade mais justa”.

    “É inevitável que haja escândalos”, advertia Jesus Cristo, “mas ai daquele que os causar! Melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos. Acautelai-vos!”

    “Che” Guevara era tão parecido com Francisco de Assis quanto um discípulo de satanás se parece com um discípulo de Nosso Senhor.


    De família rica, São Francisco de Assis abraçou a pobreza para levar amor onde houvesse ódio; “Che” Guevara largou tudo para levar o ódio a toda parte. São Francisco olhava para o Céu; “Che” Guevara não olhava senão para sua utopia materialista. O Santo dedicou sua vida ao Evangelho; o guerrilheiro, à mais assassina das ideologias. Amigo de Deus, São Francisco ajudou a edificar o Seu Reino; amigo de Fidel – que o traiu, enviando-o para a morte na selva boliviana –, “Che” Guevara ajudou a implantar o único regime totalitário da história da América Latina e uma das ditaduras mais antigas do planeta.

    Professor Iomar, a despeito de sua militância e de seus compromissos político-partidários, que eu respeito, o senhor ainda é um educador e talvez conserve em sua alma um resto de amor à Verdade. Pois bem. Em nome desse sentimento, gostaria de pedir-lhe para dizer aos seus alunos apenas isto: que Ernesto “Che” Guevara não tem nada a ver com Francisco de Assis.

    Obrigado,
    Miguel Nagib
    m.nagib@uol.com.br

    Disponível em: http://www.olavodecarvalho.org/convidados/mnagib.htm


    Postado por Ernane Garcia às 06:35
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    Marcadores: Che Guevara, Miguel Nagib, máquina de matar, Olavo de Carvalho, santo, São Francisco de Assis


    QUINTA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2011

    “Che Guevara era homofóbico” - Zoé Valdés


    Tradução: Ernane Garcia.

    Confira mais em Artigos.

    Escritora cubana garante que Che era homofóbico


    “Para construir o comunismo, tem de se fazer o homem novo.” (GUEVARA, 2009, p.60)

    El Nuevo Herald, 10 de Janeiro de 2008.

    EFE
    MADRID


    A foto de Alberto Korda de Ernesto “Che” Guevara, adornada com as cores do arco-íris da bandeira gay, segundo Zoé Valdés, deixaria o guerrilheiro argentino “irritadíssimo”.



    A escritora cubana Zoé Valdés lamenta o pouco conhecimento que existe em torno da obra e vida do guerrilheiro argentino, que segundo ela “propõe modelos de perfeição viril que condenam a homossexualidade, a bissexualidade e a transexualidade”.

    “Che Guevara era homofóbico”.

    A afirmação foi feita ontem pela escritora cubana Zoé Valdés, durante o fórum "Cuba, Revolução e Homossexualidade", organizado pela Confederação Espanhola de Associações de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (COLEGAS) na Casa América de Madri, Espanha.


    Cartaz do fórum "Cuba, Revolução e Homossexualidade", onde Valdés discursou.


    Valdés falou para uma platéia composta de escritores, poetas, editores e políticos que discutiram em dois dias de debate temas como a homossexualidade em Cuba e a repressão que a revolução exerceu contra as minorias sexuais.

    O cartaz da conferência é ilustrativo: a mítica foto de Ernesto “Che” Guevara, obra de Alberto Korda, adornada com as cores do arco-íris da bandeira gay, que, segundo Valdés “deixaria irritadíssimo” o guerrilheiro argentino.

    Valdés explicou que em Cuba se idealizou o conceito de “novo homem”, defendido na ilha pelo guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara em sua obra “O Socialismo e o Novo Homem em Cuba”, na qual a distante idéia de um homem livre “propõe modelos de perfeição viril que condenam a homossexualidade, a bissexualidade e a transexualidade”.

    “É preciso conhecer os livros que ele escreveu e não o que se escreve sobre ele.” Disse a escritora após lamentar que “no mundo se use a imagem de Che Guevara sem que as pessoas conheçam seu pensamento”.


    Zoé Valdés, escritora cubana.


    “É como colocar uma foto de Hitler sem saber quem é. É muito prejudicial para o mundo, foi e continua sendo", disse.

    Valdés falou da paixão que o fundador do Instituto Cubano de Cinema, Alfredo Guevara, sentia por Fidel Castro: “Esperava igual a uma noiva todo 31 de dezembro, quando Fidel o chamava para felicitá-lo pelo aniversário”.

    Em sua opinião, a situação dos homossexuais em Cuba “não mudou muito” desde o início da revolução, “inclusive nesses tempos em que se fala do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), um projeto dirigido por Mariela Castro, filha de Raúl Castro, e, portanto, outro órgão do governo”.

    Segundo ela, “Fidel é o maior especialista em marketing do século XX, comprou um produto que vendeu no mundo todo e que continua a ser comprado. Também nos venderam que a revolução acabaria com as injustiças, que seríamos livres, mas não foi assim”.

    O poeta León de la Hoz recordou que muitas pessoas referem-se a Raúl Castro na ilha como “a mariquinha (chinita) de olhos tristes”, em referência à sua suposta homossexualidade.


    O livro de Juan Vivés, ex-espião cubano, garante que Raúl Castro, atual presidente de Cuba, é homossexual.


    As conferências começaram com um debate sobre José Mario, poeta que sofreu represálias, que sofreu as austeridades das Unidades Militares de Ajuda à Produção (UMAP), onde o regime castrista “reeducava” os homossexuais, e que morreu pobre e solitário, em Madri, em 2002.

    O escritor Jacobo Machover relatou que José Mario sempre contava, como resumo do que pensavam os dirigentes cubanos, que na entrada do campo em que esteve internado, em Camagüey, podia-se ler um cartaz que transformava o slogan dos campos nazistas “O trabalho os fará livres” em “O trabalho os fará homens”.

    Essa experiência, similar à vivida por outro escritor homossexual, que também sofreu represálias, como Reynaldo Arenas, condicionou muito negativamente a vida de José Mario, que “foi uma vítima da revolução, da implacável máquina de destruição que a revolução representa”, afirmou o poeta Felipe Lázaro, diretor do editorial Betania.

    Publicado originalmente em El Nuevo Herald.

    Disponível em: http://che-guevara.awardspace.com/che_homofobico.htm

    Nota:


    Os campos de concentração cubanos abrigaram todos aqueles que não se encaixavam na idéia de “homem novo”: gays, católicos, testemunhas de Jeová, alcoólatras, sacerdotes do candomblé cubano e, mais tarde, portadores de HIV. “Como poderia o homem novo se libertar do capitalismo? Essa era a questão central para os líderes revolucionários da época, principalmente Che Guevara, um insistente proponente da idéia de um homem novo e um dos mais convictos líderes homofóbicos do período”, afirma o escritor cubano Emilio Bejel no livro Gay Cuban Nation. (2000, p.24)

    O poeta e dramaturgo Virgilio Piñera, por exemplo, tinha sido exilado político da ditadura anterior, a de Fulgencio Batista. Em 1961, foi preso durante a “Noite dos 3 Ps”. Amigo e colega de trabalho de Virgilio, o escritor Gillermo Cabrera Infante explicou o episódio no livro Mea Cuba. “Um departamento especial da polícia, chamado de Esquadrão da Escória, se dedicara a deter, à vista de todos, na área velha da cidade, todo transeunte que tivesse um aspecto de prostituta, proxeneta ou pederasta”, escreveu Infante. (1996, p.91) Virgilio conseguiria escapar da prisão, mas não do preconceito de Che Guevara. Anos depois, Che viajou para a Argélia e visitou a embaixada cubana local. Ao dar uma olhada nos livros da estante da embaixada, deparou-se com o Teatro Completo de Virgilio Piñera. “Como é que você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?”, disse ao embaixador enquanto atirava o livro pela parede. O embaixador desculpou-se e jogou a obra no lixo. (INFANTE, 1996, p.341)

    Referências:

    BOJEL, Emilio. Gay Cuban Nation. Chicago: University of Chicago Press, 2001. 257 p.
    GUEVARA, Ernesto (Che). Textos Políticos. São Paulo: Global, 2009. 88 p.
    INFANTE, Guilhermo Cabrera. Mea Cuba. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 518 p.




    Postado por Ernane Garcia às 07:48 0 comentários
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    Marcadores: Che Guevara, gay, homofobia, homofóbico, homossexual, homossexualismo, Zoé Valdés


    TERÇA-FEIRA, 5 DE JULHO DE 2011

    Execuções na Fortaleza de La Cabaña sob o comando de Che Guevara - José Vilasuso


    Tradução: Ernane Garcia.
    Por José Vilasuso.

    Confira mais em Artigos.

    Professor José Vilasuso*, advogado e professor da Universidade Interamericana de Porto Rico.


    Execuções na Fortaleza de La Cabaña sob o comando de Che Guevara



    * Documento escrito por José Vilasuso, um advogado que trabalhou sob as ordens de Che Guevara na preparação das acusações que muitas vezes resultaram em sentença de morte durante os primeiros meses do governo Comunista em 1959.

    Em janeiro de 1959, eu trabalhei sob o comando de um dirigente bem conhecido da Comissão Depuradora, Columna Ciro Redondo, na fortaleza de La Cabaña. Era um advogado recém-graduado no curso de Direito que tinha o entusiasmo de alguém que vê a sua própria geração subir ao poder.

    Fazia parte da equipe que preparava os detalhes dos casos contra aqueles que eram acusados de cometer crimes durante o governo anterior, assassinatos, desvio de recursos públicos, tortura, traição, etc. Pelo meu escritório passaram arquivos de acusados tais como o Comandante Alberto Boix Coma e o jornalista Otto Meruelo. A maioria dos indiciados era de militares de baixa graduação, ou de políticos pouco conhecidos e sem carisma. Contra eles, as testemunhas eram jovens ardentes, vingativos, utópicos ou simplesmente maliciosos, ansiosos para ganharem alguma honra revolucionária. Recordo-me de um tenente apelidado de Llivre, o qual tinha um sotaque da Cuba oriental, que nos instigava com frases como: “Temos que dar o show, temos que trazer verdadeiras testemunhas revolucionárias que gritem diante do tribunal: justiça!, justiça!, paredão!, paredão!, esbirros*! É isso que move as pessoas.” O comissário da seção Marianao uma vez nos exortou: “Temos que arrancar todas essas cabeças. Todas elas.”

    No início compúnhamos os tribunais de advogados civis e militares, sob a direção do Capitão Miguel Duque de Estrada, e dos tenentes Lieutenants, Sotolongo e Rivero (que posteriormente ficou louco), e dos procuradores Tony Suarez de la Fuente (Pelayito), também conhecido como "Charco de Sangre" (Poça de Sangue), entre outros. A maioria de nós desertou por causa dos excessos. Posteriormente, outros, sem a mínima formação jurídica, ocuparam nossos cargos e posições.

    Havia parentes das vítimas do regime anterior às quais cabia o julgamento dos acusados.

    O primeiro caso em que trabalhei foi o de Ariel Lima, um ex-revolucionário que passou para o lado do governo. Seu destino estava selado. Vestiram-lhe um uniforme de prisioneiro. Eu o vi algemado e batendo os dentes. De acordo com a Lei de Guerrilha da Sierra, os fatos eram julgados sem nenhuma consideração com os princípios jurídicos. O direito de Habeas Corpus foi suprimido.

    As declarações do investigador oficial constituíam provas irrefutáveis de culpabilidade. O advogado de defesa limitava-se a admitir as acusações e a requisitar a generosidade do governo para reduzir a pena. Naqueles dias, Guevara podia ser visto com sua boina preta e com um charuto na boca, com a sua cara de Cantinflas e com um braço numa tipóia. Estava extremamente magro e, no seu tom de falar, lento e frio, demonstrava sua “posse” de “eminência parda” da Revolução e total adesão à teoria marxista. Muitas pessoas se reuniam em seu escritório para vívivas discussões sobre os processos revolucionários. No entanto, seu discurso era recheado de ironia, nunca mostrava qualquer alteração de temperamento e tampouco dava atenção a opiniões diferentes das suas. Em particular, repreendeu mais de um colega; em público, admoestava todos nós: “Que as causas não sejam demoradas, isto é uma revolução, não usem métodos legais burgueses; o mundo muda, as provas são secundárias. Temos de agir com convicção. Estes são um bando de criminosos, assassinos, bandidos. Ademais, lembrem-se de que há um tribunal de Apelação.”

    O tribunal nunca decidiu a favor de um recurso. Simplesmente confirmava as sentenças. O Comandante Ernesto Guevara de la Serna o presidia.

    As execuções eram realizadas de madrugada. Uma vez ditada a sentença, os familiares e amigos explodiam em gritos horríveis, suplicando piedade para seus filhos, para seus maridos etc. O desespero e o terror se espalhavam pelo local. Várias mulheres tinham de ser retiradas à força. O próximo passo era a capela de despedida, onde pela última vez se abraçavam unidos pela dor. Aqueles longos abraços de minutos pareciam o prelúdio de uma longa viagem. Uma vez sozinhos, havia alguns homens que resistiram até o momento do disparo das armas. Outros iam tremendo, deprimidos, assustados. Um policial, como último desejo, pediu permissão para urinar. Muitos só conheceram um padre naquele dia. Mais de um morreram gritando: “Sou inocente”. Um bravo capitão comandou a sua própria execução.

    Testemunhar aquela carnificina foi um trauma que vai me acompanhar até o túmulo, e é minha missão que isso seja conhecido por todos. Durante aquelas horas, as paredes daquele imponente castelo medieval recebiam os ecos dos passos rítmicos do pelotão de fuzilamento, o som da preparação dos fuzis, os comandos de voz, o som dos disparos, o grito agonizante das vítimas moribundas, e os gritos dos oficiais e guardas durante os disparos finais. O silêncio macabro de quando tudo estava terminado.

    Frente ao paredão, cheio de buracos de balas, amarrados a postes, caíam os corpos agonizantes, encharcados de sangue e paralizados em posições indescritíveis; mãos espásticas, expressões de dor, de choque, mandíbulas deslocadas, um buraco onde antes havia um olho. Alguns dos corpos tinham os crânios destruídos e o cérebro exposto devido ao último tiro.

    Executava-se de segunda a sábado, e a cada dia aproximadamente entre um a sete prisioneiros eram executados, algumas vezes mais. Os casos de setença por pena de morte tinham a autorização de Fidel, Raúl, Che, e eram decididos pelo tribunal ou pelo Partido Comunista. Cada membro do pelotão de fuzilamento ganhava quinze pesos por execução. Os oficiais ganhavam vinte e cinco. Na província de Oriente, sentenças sumárias foram abundantemente aplicadas, mas não disponho de cifras confiáveis. Mesmo assim, em La Cabaña, até junho de 1959, não menos do que seiscentos prisioneiros foram executados, mais um número indefinido de sentenças de prisão... Tudo isso após um processo revolucionário em que cerca de quatro mil seres humanos perderam suas vidas, de ambos os lados.

    * “esbirro” era uma palavra usada para denotar o pior de tipo de defensor do governo anterior.

    Disponível em: http://chss.montclair.edu/witness/LaCabana.html



    Confira também:


    VILASUSO, José. A la orden del Che Guevara. San Juan: Disidente Universal, v.21, n.217, p.22-3, dez., 2005. Disponível em: http://www.disidenteuniversal.org/6_disidente_archivo/05archivo/disidente12_05.htm. Acesso em: 31 janeiro 2011.

    Postado por Ernane Garcia às 11:55 0 comentários
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    Marcadores: Che Guevara, Cuba, execuções, fuzilamentos, José Vilasuso, La Cabaña, vítimas

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    Ernane GarciaErnane São João Garcia é discente do curso de Farmácia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). É estudioso de História e Filosofia e tradutor em língua inglesa e espanhola. Fundador/diretor do Centro de Estudos Antimarxistas – CEAMARX e de seu editorial. É também músico e atua como guitarrista.Visualizar meu perfil completo



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    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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