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quinta-feira, 20 de março de 2014

Confraria de São João Batista




Confraria de São João Batista


  • São José - Bonum Sane. 
  • Pobres ou ricos? Humildes ou orgulhosos? O pobre em espírito não é o pobre da teologia da libertação. 
  • Educação sexual. 



São José - Bonum Sane.


Posted: 20 Mar 2014 03:21 AM PDT


Carta encíclica 'Bonum Sane' de Bento XV sobre São José.




Carta Encíclica de S.S. o Papa Bento XV

(Motu Proprio)




No Cinqüentenário da Proclamação de São José

como Patrono da Igreja Universal




Foi uma coisa boa e salutar ao povo cristão que o nosso antecessor de imortal memória, Pio IX, tenha conferido ao castíssimo esposo da Virgem Maria e guarda do Verbo Encarnado, São José, o título de Patrono Universal da Igreja; e uma vez que este feliz acontecimento completará 50 anos em dezembro próximo, julgamos bastante útil e oportuno que ele seja dignamente celebrado em todo o mundo católico.




Se dermos uma olhada nestes últimos 50 anos, observamos um admirável reflorescimento de piedosas instituições, as quais atestam como o culto ao santíssimo Patriarca veio se desenvolvendo sempre mais entre os fiéis; depois, se considerarmos as hodiernas calamidades que afligem o gênero humano, parece ainda mais evidente a oportunidade de intensificar tal culto e de difundi-lo com maior força em meio ao povo cristão. De fato, após a terrível guerra, na nossa Encíclica "sobre a reconciliação da paz cristã", indicamos o que faltava para restabelecer em todo lugar a tranqüilidade da ordem, considerando particularmente as relações que decorrem entre os povos e entre os indivíduos no campo civil. Agora se faz necessário considerar uma outra causa de perturbação, muito mais profunda, que se aninha justamente no mais íntimo da sociedade humana: dado que o flagelo da guerra se abateu sobre as pessoas quando elas já estavam profundamente infectadas pelo naturalismo, isto é, por aquelas grande peste do século que, onde se enraíza, diminui o desejo dos bens celestes, apaga a chama da caridade divina e retira do homem a graça salvadora e elevadora de Cristo até que, tolhida dele a luz da fé e deixadas a ele as solitárias e corrompidas forças da natureza, o abandona à mercê das mais insanas paixões. E assim aconteceu que muitíssimos se dedicaram somente à conquista dos bens terrenos, e como já estava aguçada a contenda entre proletários e patrões, este ódio de classes aumentou ainda mais com a duração e atrocidade da guerra, a qual, se de um lado causou às massas um mal-estar econômico insuportável, por outro fez afluir às mãos de pouquíssimos, fortunas fabulosas.




Acrescente-se que a santidade da fé conjugal e o respeito à autoridade paterna foram por muitos, não pouco vulneradas por causa da guerra; seja porque a distância de um dos cônjuges diminuiu no outro o vínculo do dever, seja porque a ausência de um olho vigilante deu oportunidade à leviandade, especialmente feminina, de viver a seu bel-prazer e demasiadamente livre. Por isto, devemos constatar com verdadeira dor que agora os costumes públicos são bem mais depravados e corrompidos que antes, e que portanto a assim chamada "questão social" foi-se agravando a tal ponto de suscitar a ameaça de irreparáveis ruínas. De fato amadureceu nos desejos e nas expectativas de todos os sediciosos a chegada de uma certa república universal, a qual seria fundada sobre a igualdade absoluta entre os homens e sobre a comunhão dos bens, e na qual não haveria mais distinção alguma de nacionalidade, nem teria mais que reconhecer-se a autoridade do pai sobre os filhos, nem dos poderes públicos sobre os cidadãos, nem de Deus sobre os homens reunidos em sociedade civil. Coisas todas que, se por desventura se realizassem, dariam lugar a tremendas convulsões sociais, como aquela que no momento está desolando não pequena parte da Europa. E é justamente para se criar também entre os outros povos uma condição similar de coisas, que nós vemos as plebes serem estimuladas pelo furor audacioso de alguns, e acontecerem aqui e acolá ininterruptas e graves revoltas.




Nós, portanto, mais que todos preocupados com este rumo dos acontecimentos, não deixamos, quando houve ocasião, de recordar aos filhos da Igreja os seus deveres. Agora, pelo mesmo motivo, ou seja, para recordar o dever aos nossos fiéis que estão em toda parte e ganham o pão com o trabalho, e para conservá-los imunes do contágio do socialismo, o inimigo mais implacável dos princípios cristãos, Nós, com grande solicitude, propomos a eles de modo particular São José, para que o sigam como guia e o honrem como celeste Patrono. Ele de fato levou uma vida similar a deles, tanto é verdade que Jesus bendito, enquanto era o Unigênito do Pai Eterno, quis ser chamado "o Filho do carpinteiro". Mas aquela sua humilde e pobre condição, de quais e quantas virtudes excelsas Ele soube adornar! Ou seja, virtudes que deviam resplandecer no esposo de Maria Imaculada e no pai putativo de Jesus Cristo. Por isso, na escola de São José, aprendam todos a considerar as coisas presentes, que passam, à luz das futuras, que permanecem para sempre; e, consolando as inevitáveis dificuldades da condição humana com a esperança dos bens celestes, a estes aspirem com todas as forças, resignados à vontade divina, sobriamente vivendo segundo os ditames da piedade e da justiça. Ao que diz respeito especialmente aos operários, nos agrada relembrar aqui as palavras que proclamou em circunstância análoga o nosso predecessor de feliz memória Leão XIII, pois elas, ao nosso parecer, não poderiam ser mais oportunas: "Considerando estas coisas, os pobres, e quantos vivem com o fruto do trabalho, devem sentir-se animados por um sentimento superior de eqüidade, pois se a justiça permite-lhes elevar-se da indigência e de conseguir um melhor bem-estar, porém é proibido pela justiça e pela mesma razão de perturbar a ordem que foi constituída pela divina Providência. Aliás, é conselho insensato usar de violência e buscar melhorias através de revoltas e tumultos, os quais, na maioria das vezes, nada mais fazem que agravar ainda mais aquelas dificuldades que se desejam diminuir. Portanto, se os pobres querem agir sabiamente, não confiarão nas vãs promessas dos demagogos, mas sim no exemplo e no patrocínio de São José e na caridade materna da Igreja, a qual dia após dia tem por eles um zelo sempre maior" (Carta Encíclica "Quamquam pluries").




Com o florescimento da devoção dos fiéis a São José, aumentará ao mesmo tempo, como necessária conseqüência, o culto à Sagrada Família de Nazaré, da qual ele foi o augusto chefe, brotando estas duas devoções uma da outra espontaneamente, dado que por São José nós vamos diretamente a Maria, e por Maria à fonte de toda santidade, Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência para com São José e Maria. Nestes maravilhosos exemplos de virtude, Nós, pois, desejamos que as famílias cristãs se inspirem e completamente se renovem. E assim, dado que a família é o sustentáculo e a base da sociedade humana, fortalecendo a sociedade doméstica com a proteção da santa pureza, da fidelidade e da concórdia, com isso realmente um novo vigor, e diremos ainda, quase um novo sangue, circulará pelas veias da sociedade humana, que assim virá a ser vivificada pelas virtudes restauradoras de Jesus Cristo, e delas seguirá um alegre reflorescimento, não só dos costumes particulares, mas também das instituições públicas e privadas.




Nós, portanto, cheios de confiança no patrocínio Daquele à cuja próvida vigilância Deus agradou-se em confiar a guarda de seu Unigênito encarnado e da Virgem Santíssima, vivamente exortamos todos os Bispos do mundo católico, a fim de que, em tempos tão borrascosos para a Igreja, solicitem aos fiéis que implorem com maior empenho o válido auxílio de São José. E posto que diversos são os modos aprovados por esta Sé Apostólica com os quais se podem venerar o santo Patriarca, especialmente em todas as quartas-feiras do ano e durante todo o mês a ele consagrado, Nós queremos que, a critério de cada bispo, todas estas devoções, porquanto possível, sejam praticadas em todas as dioceses; mas, de modo particular, dado que ele é merecidamente tido como o mais eficaz protetor dos moribundos, tendo expirado com a assistência de Jesus e Maria, deverão cuidar os sagrados Pastores de inculcar e favorecer com todo o prestígio de sua autoridade aquelas piedosas associações que foram instituídas para suplicar a São José pelos moribundos, como aquela "da Boa Morte" e do "Trânsito de São José pelos agonizantes de cada dia".




Para comemorar, pois, o supracitado Decreto Pontifício, ordenamos e impomos que dentro de um ano, a contar a partir de 8 de dezembro próximo, em todo o mundo católico seja celebrada em honra de São José, Patrono da Igreja Universal, uma solene função, como e quando julgar oportuno cada bispo; e a todos aqueles que a praticarem, Nós concedemos desde agora, nas condições habituais, a Indulgência Plenária.




Dado em Roma, junto de São Pedro, em 25 de julho de 1920, festa de São Tiago Apóstolo, no sexto ano de nosso pontificado.

Bento XV



Pobres ou ricos? Humildes ou orgulhosos? O pobre em espírito não é o pobre da teologia da libertação. 


Posted: 20 Mar 2014 02:32 AM PDT


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 




Discursos sobre os salmos, Sl 85; CCL 39, 1178




«Deus olha para o coração» (1Sam 16,7)




Terá o pobre sido recebido pelos anjos unicamente devido ao mérito da sua pobreza? E terá o rico sido enviado para o lugar dos tormentos apenas por culpa da sua riqueza ? Não: é preciso entendermos que foi a humildade que foi premiada no caso do pobre e o orgulho condenado no caso do rico.




Eis a prova de que não foi a riqueza mas o orgulho que levou a que o rico fosse castigado. O pobre foi levado para o seio de Abraão; mas as Escrituras dizem de Abraão que ele tinha muito ouro e prata e que era rico na terra (Gn 13,2). Se todos os ricos são enviados para o lugar dos tormentos, como pôde Abraão receber o pobre no seu seio? Acontece que Abraão, com toda a sua riqueza, era pobre, humilde, respeitador e obedecia a todas as ordens de Deus. Ele tinha a sua riqueza em tão pouca conta que, quando Deus lho pediu, aceitou oferecer em sacrifício o filho a quem destinava essa riqueza (Gn 22,4).




Aprendei, pois, a ser pobres e ter necessidades, quer possuais alguma coisa neste mundo quer não possuais nada. Porque encontramos mendigos cheios de orgulho e ricos que confessam os seus pecados. «Deus resiste aos orgulhosos», estejam eles cobertos de seda ou de trapos, «mas dá a sua graça aos humildes» (Tg 4,6), quer eles possuam, ou não, bens deste mundo. Deus olha para o interior; é aí que avalia, aí que examina.


Educação sexual.


Posted: 20 Mar 2014 12:30 AM PDT


"Se pessoas autorizadas afirmam que indispensável é a educação sexual, porque é que outras ainda a proíbem e condenam?"










Educação Sexual










Há quem diga que a excitação febril e a depravação moral da juventude moderna provêm de insuficiência de ensinamento referente à questão sexual. Em consequência, propugnam um tipo de educação sexual que, sem observar limites, desvenda ao discípulo tudo que concerne ao assunto, não levando em conta idade, temperamento, reações do adolescente, etc.










Esta tese moderna, por muito capciosa que seja à primeira vista, na prática mostra-se extremamente nociva.










A Moral cristã não desaprova a educação sexual; chega a recomendá-la a fim de se contrabalançarem ou impedirem influências daninhas sobre o adolescente. Requer, porém, seja feita dentro de certas cláusulas:










1) Toca aos pais, tutores ou mestres honestos falar aos jovens sobre a vida sexual; façam-no antes que colegas, empregados ou estranhos o empreendam. Distingam, porém, entre educação e iniciação sexual: ao passo que a iniciação visa apenas a fisiologia, a educação se dirige ao homem todo (incutindo a disciplina das paixões e a formação da vontade).










2) A educação sexual não deve ser feita em público, à guisa de aula na escola, e de maneira igual para todos os ouvintes. Ao contrário, será levada a efeito em caráter particular, e graduada de acordo com as necessidades e a receptividade de cada jovem de per si, a fim de não se despertarem prematuramente a atenção o instinto sexuais — o que criaria problemas sérios tanto de ordem psíquica como de ordem fisiológica. Na escola, o mestre se limitará a afirmações gerais de biologia e à ética ou formação do caráter para a vida sexual.










3) Ao mesmo tempo que se vai desvendando ao jovem o que concerne à fisiologia, é indispensável procurar educar a sua vontade, dando-lhe sadia concepção geral da vida e mostrando-lhe a finalidade das tendências espontâneas do homem. Assim o educador fornece ao adolescente os meios de dominar (sustentado, sim, pela graça de Deus) os movimentos que a iniciação fisiológica nele pode desencadear.










É a negligência na formação do caráter que constitui uma das grandes lacunas dos métodos modernos de educação sexual. Apenas consideram o aspecto material, fisiológico, do problema; e se dirigem tão somente à inteligência, descuidando-se de preparar e enriquecer a vontade. Tal proceder não pode deixar de acarretar desequilíbrios no funcionamento psicofísico do adolescente. É preciso, pois, que o educador sexual forneça outrossim uma educação geral sadia: seja um pedagogo completo, capaz de se servir de todos os recursos da pedagogia a fim de garantir a preservação sexual; em caso contrário ele dá à sociedade uns gozadores mórbidos, viciados, não os construtores do mundo de amanhã. Diz-se com razão que as atitudes sexuais de um adolescente vêm a ser o produto e a pedra de toque de sua educação geral.










A razão de ser das restrições acima, ditadas pela Moral cristã, não é de modo nenhum a falsa crença de que os atos da sexualidade sejam por si pecaminosos ou de que o primeiro pecado (a culpa de Adão e Eva no paraíso) tenha sido pecado sexual. São exclusivamente inspiradas pela consciência de que a desmedida reflexão sobre a fisiologia humana e, em particular, sobre a fisiologia do sexo é, tanto do ponto de vista físico como do ponto de vista moral, nociva ao indivíduo; assim como a excessiva análise do funcionamento do coração ou do aparelho digestivo pode perturbar gravemente o funcionamento do organismo, assim também a consideração indiscreta da sexualidade e de seus movimentos profundos é capaz de produzir desajustamentos. A natureza quer ser respeitada; quer que suas funções decisivas fiquem até certo ponto recobertas pelo véu do inconsciente (é nesse inconsciente, aliás, que está importante fator de autodefesa da natureza).










O Santo Padre o Papa Pio XII, repetindo normas de seus antecessores, lembrou mais de uma vez ao mundo a necessidade de recato no tocante à educação sexual:










"Há um terreno no qual a educação da opinião pública, a sua retificação, se impõem com urgência trágica...




Queremos falar aqui de escritos, livros e artigos acerca da iniciação sexual, os quais muitas vezes obtêm hoje enormes êxitos de livraria e inundam o mundo inteiro, invadindo a infância, submergindo a geração que sobe para a vida, perturbando noivos e jovens casais.










...Essa literatura... parece não levar em conta a experiência geral de ontem, hoje e sempre, a qual, fundada na natureza, atesta que, na educação moral, nem a iniciação nem a instrução apresentam de si qualquer vantagem e que pelo contrário são gravemente malsãs e prejudiciais, se não vão fortemente unidas a uma constante disciplina, a vigoroso domínio de si mesmo e sobretudo ao uso das forças sobrenaturais da oração e dos sacramentos" (Discurso aos Pais de família franceses, proferido aos 16 de setembro de 1951; transcrito da «Revista Eclesiástica Brasileira» XI [1951] 965s).










«Referimo-nos à iniciação sexual completa, que nada quer ocultar nem deixar na escuridão. Não há nisso uma excessiva e perniciosa estima do saber? Existe também uma educação sexual eficaz, que com toda a segurança ensina na calma e objetividade o que o jovem deve saber para se guiar a si mesmo e tratar com o seu meio. De resto, há de se insistir, na educação sexual, como aliás em toda a educação, sobre o domínio de si mesmo e a formação religiosa» (Discurso aos Psicoterapeutas, proferido aos 13 de abril de 1953; transcrito da «Revista Eclesiástica Brasileira» XIII [1953] 484).
















Dom Estêvão Bettencourt (OSB)



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'A Lógica da Criação'


Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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