EU E O PAI SOMOS UM
-"Se não faço as obras de Meu Pai, não Me actrediteis, mas se as faço e não credes em Mim, crede nas Minhas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em Mim e Eu n'Ele".(Jo.10,37).
E é este Reino que Jesus Cristo nos anuncia como alternativa à precaridade desta vida, constantemente ameaçada pela fragilidade, violência, finitude e morte, um Reino que não será algo que cairá do Céu como o maná do deserto.
Este Reino é a nossa missão, que cada um começa por cumprir assumindo a sua dignidade como pessoa.
Caso contrário, falsificaremos a imagem do próprio homem e destruiremos os paradigmas fundamentais da existência.
E assim estaremos a definir a nossa condição e o nosso destino de acordo com os nossos gostos individuais, sempre efémeros, por vezes sacrílegos e blasfemos, adoptando os modelos descartáveis que a cultura moderna nos propõe irresponsavelmente.
Deus não nos substitui naquilo que é a nossa missão.
Com o nosso empenho pessoal de fidelidade aos valores da verdade, da beleza e da criação, poderemos lançar as bases do verdadeiro Reino de Deus, que assim emergerá desta vida precária o fermento transformador que anuncia o que deve ser definitivo.
É este o estranho Reino de Jesus Cristo :
- Um Reino em que o Soberano em vez de tomar assento num trono, tem por assento uma Cruz, e por coroa, os espinhos..
- Um Reino que contraria as expectativas humanas de alguns dos seus discípulos, que tinham idealizado um reinado de independência, prosperidade, poder e riquezas.
- Um Reino estranho este em que o banquete é uma Ceia de Amor e o Senhor se substitui aos criados e lava os pés aos convidados.
- Um Reino que só conhecerá a sua plenitude nos Céus, cuja Lei são as Bem-aventuranças e cuja justiça é a do Amor.
- Um Reino em que cada um desiste da sua autonomia para se integrar numa comunhão de partilha fraternal e num serviço de humanismo integral, inspirado pelo Espírito Santo e fundado na Paternidade divina.
- Um Reino em que o horror da condenação à ignomínia da Cruz é substituído pela entrega voluntária de Jesus ao Pai, que O ressuscita e faz sentar, num trono celestial de glória.
Pois é na Cruz que nós podemos ler a verdade do amor de Deus e a identidade da pessoa humana chamada a uma comunhão de Aliança com Deus.
Este é que é o verdadeiro Reino a que devemos aspirar e fazer tudo para o não perder.
Nascimento
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