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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

[Novo post] Como tratar a lepra política nas manifestações? Ou: unindo objetivos divergentes em prol da liberdade.




lucianohenrique publicou: " Alguns não gostaram do termo "lepra política". Eu não criei esse termo, que já era usado por Horowitz desde seus escritos iniciais focados em estratégia política para os republicanos. Essencialmente, uma lepra política é um comportamento ou discurs"



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Nova publicação em Ceticismo Político








Como tratar a lepra política nas manifestações? Ou: unindo objetivos divergentes em prol da liberdade.

by lucianohenrique





Alguns não gostaram do termo "lepra política". Eu não criei esse termo, que já era usado por Horowitz desde seus escritos iniciais focados em estratégia política para os republicanos.

Essencialmente, uma lepra política é um comportamento ou discurso que só serve a um único fim: tirar sua capacidade de obter qualquer resultado político e ainda por cima dar munição ao seu oponente. É um título de capitalização onde você só perde e ele só ganha.

Lepra política não existe apenas os republicanos, como também para os bolivarianos. Por exemplo, os petistas expurgaram gente como Heloísa Helena apenas para se livrar de discursos classificados como lepra política.

Não podemos também desconsiderar o zeitgeist (espírito do tempo). Algo que é uma lepra política hoje pode não ser amanhã. Por exemplo, eu já defendi o estado mínimo. Hoje, ao menos temporariamente, eu não vejo que esse é o assunto sob discussão. Reconheço que este tipo de discurso, já adotado por mim, também é uma lepra política. Portanto, não se ofendam com o termo. Identifiquem apenas se é fácil marginar um discurso seu hoje em dia, ou se ele é viável como proposta política. (Eu não estou dizendo para você abandonar seus ideais, mas pensar em propostas políticas e ações políticas mais viáveis de acordo com nosso cenário, ou o zeitgeist)

Veja o vídeo abaixo, feito pelo Estadão. Uma verdadeira peça de ataque à todas as manifestações contra o PT.



Vamos ver os discursos principais que configuram as lepras políticas neste caso:
"Trabalho e não quero sustentar vagabundo"
"Queremos o exército"
"Cuidado com a ideologia comunista"
"Devemos separar São Paulo do resto do país"
"Não devemos aceitar nortistas e nordestinos"

Em relação ao item 1, o que estas pessoas querem dizer é que todos recebedores de assistencialismo não devem votar no candidato dele. Simples assim. E ainda é fácil para um oponente posicioná-lo como mesquinho, despreocupado com os desafortunados.

Em relação ao item 2, já falei suficientemente do assunto. Não preciso me estender no momento, mas fica claro que ele promove o símbolo pelo qual seu oponente (o PT, acredite) é a "democracia, a ser esmagada por uma ação ditatorial". Gênios!

No item 3, há uma certa polêmica, já que comunismo não existe. O que existe é socialismo. Popularmente, o regime russo foi chamado de comunismo, por ser 100% totalitário, com base na força militar. Por isso mesmo, quando hoje em dia alguém diz que o PT quer "o comunismo", o oponente usará o símbolo da Rússia e irá tachá-lo de "paranóico" e "fora da realidade". Ele não poderá fazer isso diante do termo bolivarianismo.

O item 4 não apenas expande o item 1 (desapego com outros estados menos favorecidos economicamente), como também levanta a ameaça de guerra civil, o que assusta muita gente. Lembre-se que os símbolos da guerra política são medo e esperança. É claro que as pessoas vão temer os separatistas.

O item 5 também segue no desprezo pelos oprimidos, além de ser um discurso extremamente ofensivo e preconceituoso. Já não basta Dilma ter ganho com larga vantagem no Nordeste, parece aqui que ele queria que fosse 100% no mínimo. Que serviço!

Para piorar, jornalistas mal intencionados vão naturalmente pegar esses discursos para expor como a representação da manifestação. Daí não surpreende que o PSDB tente fugir de se associar às manifestações, pois, como sabemos, a "lepra" é contagiosa.

O detalhe é que chegamos a um momento onde pode não ser possível evitar que essas pessoas participem. As duas manifestações parecem que vão se unificar. E, então, ser tornará inevitável a participação de pessoas com esses discursos.

O que pode ser feito para mitigar esse problema?

A primeira sugestão é deixar claro, com linguagem afirmativa, a posição da organização da manifestação:
A manifestação é para quem trabalha e quem não trabalha, é para pobres e ricos, é para quem recebe Bolsa Família e não recebe.
A manifestação é exclusivamente democrática, portanto não queremos bolivarianismo nem militarismo.
A manifestação foca no mal maior: o bolivarianismo. Essa é a verdadeira ameaça. Esqueçam o discurso de "comunismo". O bolivarianismo é muito mais perigoso, pois é muito mais dissimulado que aquele "comunismo" russo. Se vocês não conhecem seu inimigo, não lutarão contra ele. O inimigo é um só.
A manifestação é para todos os brasileiros, de todos os estados. Não é para paulistas, pernambucanos, cariocas ou cearenses. É para todos. Quem se interessa em nos dividir é o inimigo. Não caiam nesse jogo!
A manifestação rejeita o discurso de ódio do PT feito para dividir nordestinos e paulistas. Quem tentar usar esse tipo de divisão aqui será considerado ingênuo, mal intencionado ou infiltrado!

Em seguida, é importante transmitir esse tipo de vídeo na manifestação, para deixar claro que os desviantes (de acordo com os cinco exemplos acima) podem em alguns casos até serem pessoas bem intencionadas, mas não passam de vítimas nas mãos de jornalistas do PT, extremamente dissimulados e mal intencionados. (Recomendo apenas cortar os discursos de negação do bolivarianismo, que já foram refutados aqui e aqui)

Volto a citar o excelente vídeo do discurso de Cyrus, do filme Warriors (de 1979):



Ali a coisa fala da unificação de pessoas de objetivos diferentes (e o filme é sobre gangues de rua). E deixo claro que a questão aqui não envolve violência, como no filme, mas alinhamento de objetivos.

O que significa é que a manifestação é a unificação de ricos e pobres, de paulistas e nordestinos, de sulistas e nortistas, de beneficiários do Bolsa Família e pessoas que não precisam, de homens e mulheres, de heterossexuais e homossexuais. E daí por diante.

A união é que faz a força, e não o discurso divisionista. Isso deve se tornar uma bandeira. A rejeição ao totalitarismo bolivariano do PT compreende a todos os cidadãos bem intencionados e que já conheçam as regras do jogo bolivariano.

Aquilo que citei como exemplo de lepra política, no fim, não passa de um comportamento que só serve para nos dividir e ajudar unicamente o PT.

A coisa pode ser explicada dessa forma:


Aos poucos que ainda manifestam discursos como raiva de nordestinos, pedido por separatismo, gritos por intervenção militar e raiva de quem recebe Bolsa Família, será que vocês não conseguem parar com isso? Será que não percebem que juntos somos muito mais fortes? Será que vocês não conseguem largar uma sensação de liberação de endorfina, que só dura alguns minutos, em prol de um objetivo maior que é a liberação do Brasil do jugo do Foro de São Paulo? Será que vocês não conseguem parar de falar essas coisas para jornalistas mal intencionados do PT que estão aqui para destruir toda nossa manifestação? É tão difícil entender que quanto mais desunidos, melhor é para eles? As pessoas que recebem Bolsa Família são vítimas de um país que não gera empregos. Não são inimigos. As pessoas que não conseguem seu sustento são vítimas de um governo que afugenta investidores. Alguns estados são muito pobres por causa do coronelismo, que hoje é representado pelo PT. Eles são vítimas que precisam ser ajudadas por nós. Voltem para o tempo da segunda guerra: vocês como os aliados, norte-americanos ou franceses, pobres e ricos, empregados e desempregados, etc. Mas todos focados em derrubar Hitler. É a mesma coisa. Briguinhas internas e discursos separatistas, elitistas, só serve para ajudar o PT. É por isso que somos contra discursos como militarismo, separatismo, desprezo pelos pobres e coisas do tipo. Vocês conseguem entender isso?

Por fim, deve ser criada uma conscientização de que os desviantes, que não aceitarem as regras, ao menos devem assumir uma obrigação moral de se comportarem em prol de um objetivo comum. A partir daí, e com a criação dessa conscientização, devemos buscar criar mecanismos de proteção da manifestação como um todo, criando cartilhas para proteger as pessoas de caírem no jogo do oponente. E marginalizando pessoas que tenham falado para jornalistas, dando munição a eles.

Recomendo também a leitura do ótimo blog Cartilha Anti-Tirania, do amigo Rodrigo Carmo, que dá ótimas dicas de como organizar manifestações. Sigo também sugerindo os 7 itens de uma agenda republicana para destruir o projeto de ditadura perfeita do PT.

Lembrem-se: o inimigo é um só. Existem prioridades. E um objetivo único. O objetivo não é o impeachment, que deve surgir apenas quando surgirem evidências do Youssef, por exemplo. O objetivo não é reverter o resultado das urnas (embora seja útil propor que para as próximas eleições não tenhamos mais urnas eletrônicas, principalmente pela nossa falta de confiança neste processo). O objetivo não é propor libertarianismo, liberalismo, conservadorismo ou mesmo coisas do tipo. O objetivo é derrubar os projetos que sustentam uma ditadura bolivariana.

Sem a censura de mídia, sem os coletivos não-eleitos, sem todas os policiais respondendo para Dilma, sem a Assembléia Constituinte, sem tanta facilidade para aparelhar o estado (por que nosso poder de denúncia sobre o aparelhamento aumentou), sem tanta facilidade para saquear o estado e sem tanta tranquilidade para usar as alianças com os países do Foro de São Paulo, o governo petista naturalmente sucumbirá.



lucianohenrique | 8 de novembro de 2014 às 8:29 pm | Tags: bolivarianismo, foro de são paulo, guerra política, intervencionismo, jogos políticos, lepra política, petralhas, PT, socialismo | Categorias: Outros | URL: http://wp.me/pUgsw-9tA




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(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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