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    segunda-feira, 18 de março de 2013

    [Catolicos a Caminho] A AMARGA REVOLTA DE UM TEÓLOGO

     

    A AMARGA REVOLTA DE UM TEÓLOGO

    Prof. Felipe Aquino – 18/03/2013

    Até hoje eu já tinha lido muitos artigos de Leonardo Boff, muitos deles com enorme desagrado; mas, acabo de ler um que superou as minhas expectativas. Trata-se do artigo que publicou no Jornal do Brasil pela internet, com o título "O colapso de sua teologia: razão maior da renúncia de Bento XVI?"

    Neste artigo, Boff simplesmente considera que a renúncia de Bento XVI se deu por conta do "fracasso de sua teologia", quando estamos falando de Joseph Ratzinger, teólogo que é considerado hoje um dos maiores da Igreja.

    Na arrogância de sua conclusão Boff revela leviandade, desrespeito, dor de cotovelo, frustração, revolta, pequenez de alma, soberba, orgulho, vaidade e arrogância de um triste teólogo vencido, o que me leva a compará-lo a Àrio, Nestório, Pedro de Bruis, João Huss, Jerônimo de Praga, João Wiclef, Lutero, Melanchton, etc, etc, etc...  hereges impenitentes que houve na história da Igreja e que perturbaram a sua caminhada.

    Que maldade de sua parte! Esperou Bento XVI deixar de ser Papa titular para atirar contra ele toda a sua bílis amarga e incontida. Por que não fez isso quando ele ainda era Papa?...

    Que maldade! transformar o gesto heroico, belo, coerente, honesto, legítimo, necessário e oportuno de nosso Bento XVI -  reconhecido por toda a Igreja e até pelo mundo não católico - num gesto de "arrependimento teológico!"

     Será que Boff quis mandar um recado ao Papa emérito antes dele morrer?; mas  isto é maldade e revanchismo sádico que não podemos aceitar calados. A gratidão a Bento XVI exige que nos expressemos! 

    A bílis de Boff extravasou porque  Bento XVI, sempre apoiado por João Paulo II, pelos Padres da Igreja e por sua sagrada Tradição, apontou seus erros e heresias desde 1970 com seu livro "Jesus Cristo Libertador" e "Igreja, Carisma e Poder". Por isso ele investe agora contra o ancião sábio, douto e santo, nos seus 85 anos, como se este tivesse agido sozinho na Igreja durante os 25 anos que foi Prefeito da Congregação da Fé, e depois Papa. Ele analisa tudo como se o Papa João Paulo II fosse um zero em teologia, e um capacho de Ratzinger, que dele tudo aceitasse impassível. Ora, convenhamos...

    Boff questiona a legitimidade e a oportunidade da eleição de Bento XVI – "É sempre arriscado nomear um teólogo para a função de papa... Tal fato não goza de legitimidade e se transforma em fonte de condenações injustas". Será que Boff quer que os Cardeais escolham um seminarista para Papa? De fato ele não acredita que o Espírito Santo age na Igreja, e pensa que no Colégio Cardinalício que elegeu Bento XVI  só havia "vaquinhas de presépio".

    Boff acrescenta: "Por detrás desta formulação, estimo que se oculta a razão mais profunda de sua renúncia: a percepção do colapso de sua teologia e do fracasso do modelo de Igreja que quis implementar". 

    Bento XVI não quis implementar nenhum modelo novo de Igreja, mas apenas manter o que já existe há 2000 anos, o Projeto do coração do Pai (cf. Catecismo §759) para salvar o mundo e destruir o pecado; e que foi implantado na Terra por Jesus, manifestada e assistida pelo Espírito Santo.

    Boff não poupa palavras para menosprezar o Papa emérito que o colocou no seu lugar. Ele diz, com uma arrogância inimaginável de alguém que se acha o melhor teólogo de todos os tempos: "Esta compreensão estreita de uma inteligência aguda, mas refém de si mesma não tinha a força intrínseca suficiente e a adesão para ser implementada. Bento XVI teria reconhecido o colapso e coerentemente renunciado?".

    Acontece que Boff – como outros teólogos modernos – quis mudar alguns dogmas da Igreja, o próprio conceito de Igreja, sua missão e identidade, o conceito de pecado original, e quis revirar o cristianismo no avesso, mas foi barrado por Ratzinger na Congregação da Fé, cuja missão sagrada é preservar a "sã doutrina da salvação" (Tt 2,1) e defender o Rebanho que custou o Sangue do Senhor (cf. At 20,28).

    E mais, ele não perdoa o Papa emérito por ter condenado, sem meias palavras a subversiva teologia da Libertação marxista, que destrói o cristianismo na raiz. Ele não pode suportar, como seus seguidores da TL,  também a indispensável "Dominus Iesus" (2000), que colocou a teologia sobre a Igreja no devido lugar.

    Quem Boff pensa que é? 

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