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    segunda-feira, 28 de maio de 2012

    Santíssimo Sacramento Por Padre Leo Trese


    segunda-feira, 28 de maio de 2012

    Santíssimo Sacramento


     Por Padre Leo Trese

    18,15

    "Os meus paroquianos especialmente os que vivem a 12 ou 15 km da Paróquia, ficariam surpeendidos, sem dúvida se soubesse como me é difícil fazer todos os dias uma visita ao Santíssimo Sacramento. Tão dificil que, as vezes, a minha ação de graças depois da Missa é a última visita até a meditação do dia seguinte.

    E pensar que moro na casa ao lado! A dificuldade é, pois, puramente subjetiva.

    Nunca tinha percebido a incongruência da minha atitude até a ultima vez que preguei as Quarenta Horas. Precisamente quando conclamava os presentes, em voz altissonante e pomposa, a visitarem mais amiúde o Senhor no Sacrário - exatamente quando lamentava a frieza dos corações humanos e a pena que isso causa -, uma vozinha incomoda se fez ouvir no meu interior: "Escuta, amigo, se os teus remédios são tão bons, por que não os experimentas tu mesmo?" Foi então que senti em mim a urgência de tomar uma decisão a qualquer preço.

    Antecipando as Vésperas e o jantar, disponho agora de quinze minutos livres até o próximo compromisso das seis e meia. Por isso aqui me encontro na igreja, feliz por ter conseguido renunciar heroicamente à leitura do jornal da tarde. Feliz sobretudo porque posso consultar o Senhor sobre a depressão nervosa que se apoderou de mim no fim do dia. Algo que não consigo definir, embora possa explicar algumas causas.

    A coisa começou às cinco da tarde, quando a Madre Superiora me telefonou a dizer que os Karnicks iam tirar a filha da nossa escola porque tínhamos admitido uma menina negra na 7ª série. Mais uma visita desagradavel que terei de fazer aos Karnicks, sem muita esperança de êxito; bem sei como eles são teimosos. E estarei preocupado porque os meninos passarão a frequentar a escola laica, porque os pais estarão ressentidos e porque eu mesmo me sinto incapaz de tornar neles a caridade de Cristo mais viva do que os seus preconceitos.

    Depois, precisamente quando já o jantar estava servido, veio a sra. Knowles, lavada em lágrimas, com uma carta anônima cheia de veneno e malícia que tinha recebido pela manhã. Sem dúvida, escrita por alguma das vizinhas. O pior era que, à parte o tom mordaz, quase tudo o que dizia era verdade. Mandei-a para casa já um pouco reconfortada, mas preocupou-me que alguém do meu rebanho pudesse escrever umas linhas tão maldosas.

    Sim, tudo isso, unido ao natural cansaço após um dia de trabalho, pode ter sido a causa da minha depressão. Aliás, não é uma coisa nova. Já me invadiu outras vezes e por outras causas.

    Sinto-me afundado e pergunto-me a mim mesmo se vale a pena lutar, se não teria sido melhor ser um homem casado, com uma profissão simples e sem maiores responsabilidades, como por exemplo a de bombeiro. Claro que nem sempre a coisa chega a ser tão sombria. Em geral, começo por desejar ardentemente o claustro e o mosteiro, descobrindo em mim uma inesperada vocação para a vida religiosa, com alguém mais para suportar a carga e as preocupações, enquanto todas as minhas obrigações se resumiram em atender quem tocasse a campainha.

    Como é lógico, nos meus momentos mais lúcidos, reconheço que se trata de estúpidos sonhos da minha fantasia. Sei perfeitamente que não existe claustro onde possa refugiar-me nem buraco para onde possa deslizar - sem que tenha que levar-me a mim mesmo comigo. O bom senso diz-me que nas celas monásticas há provavelmente tantos momentos de depressão como nas salas paroquiais.

    É uma mensagem como esta que recebo enquanto me ajoelho sossegadamente junto do Sacrário, sem nada dizer, deixando-me penetrar unicamente pela verdade de que Cristo está aqui, diante de mim, em pessoa. Sim, Cristo está aqui realmente, ainda que às vezes o esqueça por ser uma verdade tão familiar. Não estou vendo apenas um objeto sagrado, uma caixa de bronze para proteger um sacramento, nem apenas uma presença augusta e impessoal, para quem eu sou um grãozinho de pó insignificante e inútil.

     Cristo está aqui!

    Experimento-o agora. Não será por muito tempo, bem o sei. Mas, neste instante, Ele é para mim tão real como deve ter sido para Lázaro quando saiu atemorizado do túmulo. Os olhos começam a doer-me e sinto-me como que avançando sobre os joelhos até apoiar a minha cabeça sobre o altar. Sei que nunca estive tão perto dEle como agora. E a minha neurastenia esvai-se como o pus de um abcesso lancetado. O bálsamo do amor de Cristo atravessou a dura crosta do meu amor-próprio e da minha auto-comiseração.

    As respostas sempre estiveram aqui, mas só agora é que as pude ler. "O que quer dizer ? Vale a pena do ponto de vista de um cego como tu, ou vale a pena do meu ponto de vista, meu filho? Vale a pena pela eternidade, vale a pena por Mim! Dizes que não vale a pena? Cada um dos teus insucessos é parte do meu plano; cada beco sem saída, cada viela escura em que te metes é caminho para Mim. Semeia, meu filho, e deixa que Eu recolha os frutos a meu modo. E não esqueças isto, Leo, meu discípulo: apesar de seres tão fraco e inútil, tão frouxo e insensível às minhas inspirações. Eu derramei mais graças sobre ti do que sobre Judas. Apesar de tudo, Eu te amo, meu filho, e tu não te separarás de Mim nem Eu de ti enquanto te mantiveres fiel e o meu amor se refletir no teu rosto."

    Não me parece muito biblico tudo isto, mas foi o que experimentei. Seja como for, o momento passou. Amanhã, provavelmente, a visita ao Santíssimo será mais prosaica. E depois de amanhã também. E assim por diante. Mas algum dia voltarão a repertir-se momentos como este. Terei de continuar a vir todos os dias, para ter a certeza de estar aqui quando isso acontecer.

    Fonte Vaso de Argila

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    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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