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    segunda-feira, 25 de março de 2013

    [Catolicos a Caminho] LITURGIA DA PALAVRA - DOMINGO DE PÁSCOA - C Som !

     

     

       É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.      

                     DOMINGO DE PÁSCOA

               DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR -  ANO  C !

     

                   

                A Liturgia da Palavra do Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor - A, B, e C, é toda voltada para o Mistério Pascal.

                Neste tempo Pascal, as Leituras do Antigo Testamento, são substituídas  pelos Actos dos Apóstolos em que S. Lucas  fala de Jesus Ressuscitado e da vida da primeira Comunidade Cristã.

                Cristo ressuscitou !

                Hoje é a festa das festas, o dia por excelência de «Cristo Senhor», em que Ele, depois de ter  passado pela morte, para conhecer tudo o que ela encerra de dor e humilhação, triunfou das trevas da morte, para nunca mais morrer.

                Com a Páscoa nasce o novo Povo de Deus, A Igreja, pela qual Cristo, entrando agora num novo modo de existência, continua presente no meio do mundo, especialmente pela acção pascal dos Sacramentos e pelo dom do Espírito Santo.

                Baptizados na Morte e Ressurreição de Jesus, começámos a «caminhar num nova vida».

                Este nosso caminhar, este nosso «Êxodo», esta nossa «Páscoa», que tem a duração da nossa existência, exigem de nós esforço, generosidade e sacrifício.

                Ressuscitados com Cristo, temos, pois, de levar uma vida de ressuscitados.

                A 1ª Leitura, diz-nos que Pedro, diante dos pagãos, em casa do Centurião Cornélio, anuncia o que já lhes havia chegado aos ouvidos : Cristo Ressuscitou !.

                E, completando aquela «boa notícia», garantindo, com o seu testemunho pessoal, a verdade dos acontecimentos daqueles dias, o Apóstolo explica-lhes o que eles querem dizer :

                - "E nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos Judeus e em Jerusalém, Ele, a quem deram a morte, suspendendo-O num madeiro".(1ª Leitura).

                 Jesus de Nazaré, homem que viveu como eles e com Quem Pedro convivera, não é um simples homem.

                 Ele é o Messias, o Filho de Deus, como o demonstrou pelos milagres, por ele mesmo presenciados, e sobretudo pelo milagre definitivo – a Ressurreição, com que se alegra e canta o Salmo Responsorial :

                - "Eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos !".

                 Na 2ª Leitura é S. Paulo que diz aos Colossenses, e hoje também a todos nós, que ressuscitámos com Cristo e que temos que aspirar às coisas do alto :

                - "Uma vez que ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo Se encontra, sentado à direita de Deus".(2ª Leitura).

                Pelo seu Baptismo, o cristão morreu para o pecado e ressuscitou com Cristo para uma vida nova.

                Desde esse momento, recebeu a missão de, à semelhança de Cristo, conduzir os homens e todas as coisas para o Pai.

                Feito nova criatura pela Ressurreição de Cristo, o cristão viverá a vida de cada dia, sem perder de vista o fim superior para que foi criado.

                O Evangelho de S. João conta-nos a grande surpresa do túmulo vazio, no primeiro dia da semana :

                - "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo, e viu a pedra retirada do túmulo".(Evangelho).

                Depois Pedro e João, foram também testemunhas do facto, pois entraram e viram no chão o lençol e as ligaduras.

                S. João, para além de qualquer outra expectativa, acreditou na Ressurreição  de Jesus :

                - "Viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos".(Evangelho).

              Ao contrário da vida natural, que nos é dada sem o nosso consentimento, na nova existência só se pode entrar com uma adesão consciente e livre à proposta de renascer através da conversão e do Baptismo.

                Isto é evidente no caso do Baptismo dos adultos; quanto às crianças, baptizadas na fé dos pais e da comunidade, o caso é análogo ao primeiro dom da vida, em que a resposta pessoal amadurece graças à educação que os pais vão dando.

                Assim, para cada um dos que crêem, a Páscoa é a passagem de um modo de viver para um outro; é a saída do Egipto, a imersão no Mar Vermelho e o caminho pelo deserto até à terra prometida.

                Numa palavra, é o "êxodo deste mundo para o Pai", no seguimento de Cristo, cabeça do novo povo, animado pelo sopro vital do seu Espírito.

                Baptizados na sua morte e ressurreição, devemos começar a "caminhar em vida nova" de filhos de Deus.

                O nosso "êxodo" coincide com a duração da vida, até à maturidade, até à última "passagem" da morte; o nosso crescimento dá-se conforme a correspondência à lei da vida divina em nós, isto é, do amor.

                Aqui está toda a moral "pascal"; não numa série de preceitos, mas num só mandamento, formulado para cada pessoa e para cada comunidade na variedade das situações de um diálogo incessante entre o Pai e os filhos :

    - Encontrando a nossa alegria, como Cristo, na sintonia com os seus planos de salvação.

    - Abandonando para trás, como Cristo,  as formas caducas da religiosidade natural, para viver na fé, oferecendo toda a nossa pessoa como sacrifício espiritual.

    - Como  Cristo, fiéis ao Pai e fiéis ao homem,   como garantia do cumprimento do plano da História da Salvação.

                 Para João não há qualquer outra hipótese senão a da verdade da Ressurreição de Jesus como garantia do cumprimento do plano da História da Salvação.

                            ..................................................

                 Diz o Catecismo da Igreja Católica :                      

                2174. – Jesus ressuscitou de entre os mortos «no primeiro dia da semana»(Mt.28,1; Mc.16,2; Lc.24,1; Jo.20,1). Enquanto «primeiro dia», o dia da Ressurreição de Cristo lembra a primeira Criação. Enquanto «oitavo dia», a seguir ao sabbat, significa a nova Criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Este dia  tornou-se para os cristãos o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor («Hé kuriaké hémera», «dies dominica»), o «Domingo».

    Reunimo-nos todos precisamente no dia do Sol, não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque Jesus Cristo, nosso Salvador, nesse dia ressuscitou dos mortos.(S. Justino).

                                       

                                

                                    Jesus Ressuscitou...                            E apareceu aos discípulos...

      

                               

     

     

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    “Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



    (Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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