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domingo, 5 de janeiro de 2014

[Novo post] A deformação ética de Gregório Duvivier: “tem graça rir do opressor, não do oprimido”. O problema é a vagueza intencional…




lucianohenrique publicou: " Não há como negarmos. O humorismo chapa branca é uma realidade, e a forma de lidar com esta realidade é uma só: o boicote aos anunciantes deste tipo de gente. A pergunta é: por que o boicote é tão relevante? Por que estamos diante de pessoas com as qu" 



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Nova publicação em Ceticismo Político 











Não há como negarmos. O humorismo chapa branca é uma realidade, e a forma de lidar com esta realidade é uma só: o boicote aos anunciantes deste tipo de gente. A pergunta é: por que o boicote é tão relevante? Por que estamos diante de pessoas com as quais não se pode discutir. Esquerdistas defendem X, mas no momento seguinte defendem oposição a X, conforme sua conveniência.

Em um post anterior, Fábio Porchat disse que era um absurdo censurar piadas. Mas, em entrevista a um site comunista, o sócio de Porchat, Gregório Duvivier, disse exatamente o oposto: "[...] não existem temas proibidos, existem abordagens proibidas". Como sempre, o esquerdista radical é um censor nato.

Avaliemos o que ele disse após responder a seguinte pergunta: "Há muita dúvida sobre se há ou não limites para o humor. O que você quer dizer quando afirma que "nem toda piada é válida"?"


É uma ótima pergunta! Realmente se se tem limites para o humor, é uma grande questão da humanidade. Acho que limite é uma palavra muito forte. Não acho que tem limites, proibições. Mas o que tem é o bom senso, a educação quase, até inteligência um pouco.

Ok, ótimo. Belo critério (risos). A partir de agora, sem "proibições" (mas o discurso mudará daqui a pouco), basta então acusar o oponente de "falta de bom senso", que temos um problema na piada do outro? O recurso utilizado por Duvivier é o da vagueza intencional. Na hora de estabelecer uma "regra", ele é claramente vago para poder manipular o que "pode" e o que "não pode" conforme sua conveniência. Parece que já temos um padrão de discurso aqui...


Acho que a responsabilidade existe ou tem que existir para tudo. No cinema você está comovendo as pessoas. Então, você não pode fazer aquilo sem noção do alcance que está tendo. No humor também. Por exemplo, no Porta dos Fundos parece que a gente não tem limites, mas a gente tem vários. Volta e meia vamos filmar alguma coisa e dizemos "Não… isso aí está sendo agressivo um pouquinho demais", e a gente fala que passou do limite e não faz.

Até aqui, pelo uso dos critérios vagos de forma deliberada, podemos supor que o limite está naquilo que dá benefício político a Duvivier.

Senão vejamos: relembremos os três posts que eu fiz sobre a questão do especial de Natal em que eles ridicularizaram a religião cristã (1, 2 e 3). O que eles deixam bem claro é que, se eles atendem a grupos específicos, então não há limites para o que possa ser feito contra esses grupos em termos de ridicularização.

A meu ver, eu não tenho problema algum, por não ser religioso. Mas como liberal e adepto do discurso racional, não podemos tolerar a ideia de que "se for contra o inimigo do Duvivier, tudo pode, mas se for a favor dos amigos dele, nada pode", pois isso é trotskismo, configurando na moral psicopática, que inviabiliza a vida em sociedades civilizadas.

Pessoas decentes discutiriam critérios. Por exemplo, está liberada a ofensa a símbolos que o oponente valorize, por mais queridos que sejam? No caso das feministas, a teoria de gênero. No caso dos cristãos, Jesus Cristo. No caso dos marxistas, todas as crenças esquerdistas. No caso do movimento LGBT, todo o discurso deles. No caso de grupos de indivíduos, tudo seria liberado desde que não surgisse uma ameaça à integridade de indivíduos. Por isso, piadas dizendo "Duvivier deve ser linchado" ou "Feliciano deve ser vítima de agressão" seriam completamente amorais. Mas o resto pode...

Notaram o que é discutir critérios racionais? Entretanto, vejamos a vagueza de Duvivier para estes critérios:


Alguns esquetes já foram assim. Por que, assim, a gente pode rir de tudo? Eu não sei. Tem coisas de que não vale a pena rir. Das minorias, por exemplo. Ou rir de um sofrimento real das pessoas. Não tem graça rir dessas coisas. Tem graça você rir do poder, você rir do opressor, não do oprimido. 

Para começo de conversa, "sofrimento real" ainda é subjetivo. Imaginemos por exemplo aquela senhora do interior que não tem nada na vida, mas usa a religião como fonte de consolo. Ela pode se sentir extremamente ofendida com o vídeo da Porta dos Fundos quanto à religião cristã. Mesmo assim, para quem não tem respeito pela religião cristã, o vídeo é engraçado. Portanto quando ele fala sobre o que "tem graça" ou "não tem graça", esquece-se (socialistas tem essa falha mental) de que indivíduos valorizam coisas diferentes, sofrem por coisas diferentes e reagem aos eventos do mundo de maneiras diferentes.

Aquela senhora que vive em uma reunião consumida pela seca e tem como valor a crença cristã com certeza é uma "oprimida" diante do "opressor" Duvivier. Isso só para usarmos a dialética de guerra de classes que ele gosta tanto.


O humor, muitas vezes, cai na "presa fácil", fica chutando cachorro morto e batendo em quem já apanha há séculos e séculos. Não tem graça você rir de gay porque é homofóbico, não é mais humor, tem um momento em que deixa de ser, ou o racismo. Não porque é uma piada que você pode tudo e ela não tem salvo-conduto para você ser escroto. Se for assim, você mata alguém e diz "não, foi só uma piada", é stand up. 

É difícil saber o que é falha de caráter ou falha cognitiva no discurso acima. Aqui o truque é tratar os seres humanos não como indivíduos, mas como classes. Na visão de Duvivier, temos uma "classe" opressora de um lado, e uma "classe" oprimida do outro. Esse discurso, no entanto, é mais falso que as risadas de fundo do "A Praça é Nossa".

Se alguém "matar outra pessoa", não é humor, mas um assassinato. Então esse tipo de hipótese exagerada de Duvivier está fora da discussão (não que eu diga que ele discuta algo, que fique bem claro).

Vamos aos fatos: heterossexuais, homossexuais, homens, mulheres, brancos, negros, amarelos, vermelhos, esquerdistas, direitistas, etc. Pessoas que atendam a um ou mais atributos desses são indivíduos, e quase todos sofrem, em maior ou menor nível. Não existe isso de "classe que sofre" e "classe que faz sofrer". Rir de um gay é o mesmo que rir de um heterossexual. Rir de um ateu é o mesmo que rir de um católico. Rir de um negro é o mesmo que rir de um branco. Goste Duvivier ou não, se ele quiser debater racionalmente verá que não existem essas classes abstratas sugeridas por ele.

Se ele afirmar que rir de um gay é homofobia, terá que reconhecer que rir de um heterossexual é heterofobia. Se ele afirmar que rir de uma mulher é machismo, terá que reconhecer que rir de um homem é femismo. E assim, sucessivamente.

Por exemplo, se ele entende que rir do cristianismo é lícito, então rir de qualquer outra cosmovisão também é lícito, não importa se esta cosmovisão pertence a uma minoria ou não. Quem quer que não reconheça essa obviedade lógica, automaticamente está declarando censura para fins puramente políticos.


A piada tem que atender às mesmas responsabilidades que todo o resto. No Porta a gente fez um vídeo sobre o racismo chamado "KKK" que é todo mundo vestido de Ku-Klux Klan e a gente ali ri do racista e não do negro. 

Aqui ele cita um evento extremo, que não faz o menor sentido na discussão, pois não temos em nossa sociedade uma briga entre KKK e negros. No Brasil muito menos. Por outro lado, pode-se rir da política de cotas. Alias, pode-se rir de um negro ou branco a qualquer momento também. O critério de Duvivier continua sendo vago, muito vago...


Portanto, não existem temas proibidos, existem abordagens proibidas. Você pode falar de racismo, de negros; agora, tem que se rir do racista, o objeto a rir é ele, senão é bullying, se está caçoando sem nenhuma função social.

Aha, estava demorando... Está aí o critério de Duvivier: a risada tem que servir para atender aos objetivos políticos dele. Se não atender, então a piada é "bullying". Só que desse jeito alguém poderia explicar (para o público, não para Duvivier, obviamente) que bullying é exatamente isso que ele faz: acusar alguém de bullying de forma injustificada é a forma mais terrível de bullying que existe.

Como diria Ben Shapiro em Bullies, a prática de bullying é essencial para o discurso esquerdista. Basicamente, eles ficam o tempo todo fingindo defender as minorias (quando na verdade defendem falsas guerras de classes, com demandas injustificadas), para simular que seus oponentes são contra essas minorias.

O truque é simples até demais. Querem ver?

Apenas uma parte dos negros é a favor das cotas. Muitos se sentem humilhados com a política de cotas. Mas daí, se alguém fica contra a política de cotas, esquerdistas vão dizer que você "é contra os negros". Da mesma forma, muitas mulheres rejeitam o feminismo. Se alguém ficar contra as demandas do feminismo, eles dirão que "você é contra as mulheres". Esse discurso já está tão batido que me surpreende que alguém ainda caia nisso. (Devemos cada vez mais criar uma prática de conscientização pública destes jogos)

A partir do momento em que um sujeito que jamais defendeu uma minoria convence o público de ser "defensor da minorias", passa a fazer coisas como pedir verba estatal e principalmente viver a vida sob um double standard, pelo qual ele pode fazer as barbáries que quiser, por ser um "defensor das minorias".

É a isso que se resume a "ética" de Duvivier: um jogo de palavras e encenação buscando fingir-se de defensor de minorias, praticando bullying contra oponentes a partir de um empilhamento absurdo de fraudes intelectuais (incluindo vagueza intencional e simulação de guerras de classes).

Quem frauda tanto o debate como Duvivier já se mostra incapaz do convívio social aceitável em sociedades civilizadas. Para estes só podemos sugerir que as pessoas decentes boicotem seus anunciantes.

Em tempo: este blog não se posiciona basicamente contra as piadas do Porta dos Fundos (entendo que se os cristãos se sentiram ofendidos, devem reagir, apenas isso), mas contra o padrão duplo que configura uma ética deformada e inaceitável para qualquer discussão moral que possamos ter.

Alguns memes abaixo, que recebi e faço questão de divulgar:





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“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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