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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

[Novo post] E agora, algo um pouco diferente: Carta aberta aos neo-ateus




lucianohenrique publicou: " A carta a seguir reflete algo que eu pensava em escrever há muito tempo. Ontem (07/01), no trânsito, narrei o conteúdo no IPhone, e agora ei-lo aqui. Espero que alguns leitores religiosos não fiquem indignados, pois se lerem o conteúdo abaixo com cui" 



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Nova publicação em Ceticismo Político 











A carta a seguir reflete algo que eu pensava em escrever há muito tempo. Ontem (07/01), no trânsito, narrei o conteúdo no IPhone, e agora ei-lo aqui. Espero que alguns leitores religiosos não fiquem indignados, pois se lerem o conteúdo abaixo com cuidado notarão que eu respeito-os muito e estou do lado deles, se forem conservadores ou liberais. Assim como Luiz Felipe Pondé, acho o cristianismo, tanto como o judaismo, uma tentativa robusta e realista de olhar o ser humano, embora eu não acredite em divindades. Claro que nunca respeitei a Teologia da Libertação, obviamente. Mas o conteúdo aqui não fala de religião X anti-religião, mas de direita X esquerda. É uma abordagem intencionalmente provocadora. Bem, já foquei demais na introdução. A carta aberta abaixo é direcionada especialmente aos neo-ateus, que, em alguns casos, serão desafiados a olhar o seu paradigma de uma maneira muito diferente do que o costumeiro. Aos ateus tradicionais, deístas, teístas e demais, convido-os a ver o que tenho a dizer a eles. 

"Prezados amigos neo-ateus,

Alguns anos já se passaram desde que eu fui considerado um dos piores inimigos de vocês em uma comunidade do Orkut chamada "Contradições do Ateísmo". Aliás, o início deste blog, em 2009, foi marcado por uma série de refutações à parte ruim do discurso neo-ateu. A seção sobre as rotinas neo-ateístas deixou muita gente irritada.

Na época, eu era um deísta que tinha alguma simpatia pelo teísmo cristão. Em 2011, me tornei um incréu (na verdade voltei a sê-lo, pois no passado eu já havia sido ateu, especialmente por influências de Nietzsche e Schopenhauer), mas não cheguei a me tornar um neo-ateu. Aos poucos, pela ótica da psicologia evolutiva e a dinâmica social, acabei (vejam só) pegando gosto por ler cada vez mais materiais relacionados ao darwinismo aplicado às interações sociais.

O mais irônico de tudo é que abandonei a carreira de refutador do neo-ateísmo. A partir de 2010, e, especialmente após meu retorno em 2011 (depois de um hiato de 7 meses), passei a direcionar meus canhões à refutação da religião política, em especial o esquerdismo. E, para tornar tudo ainda mais divertido, eu faço praticamente uma reconstrução do neo-ateísmo. Em 7 de outubro de 2013, publiquei o texto A dinâmica de Harris, Dennett e Dawkins: como aprender com os neo-ateus na criação de um paradigma de guerra política.

Isso me torna provavelmente um espécime raro no approach ao neo-ateísmo. Sou um irmão de vocês no que diz respeito ao método assertivo de ataque a oponentes políticos, enquanto muito provavelmente vocês não vão gostar de muito do que escrevi em refutação às várias fraudes feitas contra os teístas. Justiça seja feita: eu respeito (e admiro) a postura de luta pelo direito à liberdade de expressão e a luta contra a doutrinação escolar.

Vamos rever então o que eu falei no post que acabei de citar em relação ao que eu apreendi do neo-ateísmo, tomando por base o paradigma de Sam Harris, explicitado principalmente em seu livro A Morte da Fé (de 2004, e que deu o pontapé inicial ao neo-ateísmo): 
A crítica a uma crença que considerarmos injustificada e perigosa deve ser assertiva, incisiva e sem medo de praticar a ridicularização e o desmascaramento impiedoso. 
Caso a crença seja potencialmente perigosa, devemos avisar os oponentes dessa crença em relação a seu perigo. 
Se a crença for facilmente ridicularizável, devemos praticar a ridicularização, de forma a tirar poder político de seus proponentes. 
Se os adeptos da crença forem contra nosso direito de ridicularizar esta crença, temos um problema adicional para esta crença, pois isso demonstrará sua tendência absolutista e incapaz de aceitar críticas. 
Se provarmos este comportamento absolutista dos adeptos desta crença, então devemos propor formas de que possamos viver nossa vida sem que essa crença nos afete. 

Reconheço, inclusive, que na época eu me equivoquei ao definir os neo-ateus como esquerdistas. Na verdade, o movimento é um balaio de gatos, mas todos focados contra a religião. Acertei? Acho que vocês dirão que sim, pois isso bate com o que Richard Dawkins disse em Deus, um Delírio. Fui notando que alguns neo-ateus eram esquerdistas ferrenhos, e outros eram de direita. Michael Shermer, por exemplo, é um libertário.

Vamos a alguns fatos: 
Uma larga parte dos conservadores é cristã. Os conservadores representam boa parte da direita. 
Uma boa parte dos liberais é ateísta, agnóstica ou deísta. Eles também são de direita. Muitos neo-ateus são liberais. 
Outro tanto de neo-ateus é composto de esquerdistas, mas, curiosamente, o foco na busca de uma moral universal (dada por estudos darwinistas ou pela ciência, como quer Sam Harris, embora eu ache frágil a abordagem deste último) incomoda um tanto aos adeptos de coisas como teoria crítica ou dialética negativa. Ou mesmo algumas abordagens baseadas no relativismo moral, que os esquerdistas tanto adoram. Mesmo assim, esquerdistas não gostam da religião cristã, e vão de embalo no deo-ateísmo por isso. 

Diante disso, podemos ter tanto neo-ateus de direita como neo-ateus de esquerda.

Caso você pertença a este último grupo, sinto dizer-lhe algo: você ocupa o estágio mais baixo da dignidade humana. Nada é mais desprezível que você. Deixar de acreditar em Deus para cultuar o estado é simplesmente patético. Deixar de acreditar na ressurreição de Cristo para crer em abstrações coletivistas é simplesmente o fim da picada. Ou, como diz a imagem que ilustra este texto, ficar criticando pastores que recebem um dízimo, sem o uso da coerção, mas idolatrar um estado que cobra 40% da renda das pessoas a partir da coerção é simplesmente a demonstração de falhas morais e éticas gravíssimas. O seu discurso para proteger esse tipo de aceitação está fora da esfera do debate racional.

Mas se você é um neo-ateu e direitista, então pode continuar lendo este texto sem problemas. Pois, se você fosse de esquerda, eu não tenho nada para escrever a você, mas somente sobre você.

Antes de tudo, entenda que eu não compartilho de sua rejeição ao cristianismo, embora a respeite. Eu só vejo problemas no cristianismo quando ele interfere em minha liberdade secular. Vocês provavelmente acreditam que o mundo será "salvo" se não existir mais religião tradicional, e eu sei que isso não passa de uma ilusão reconfortante. O mundo nunca será "salvo" enquanto for habitado por humanos. Mas se existir outra espécie mais "avançada", a coisa pode ainda piorar, por isso é melhor deixar pra lá em termos de ideias de "salvação do mundo".

O que quero dizer aqui é que a proposta que eu tenho a fazer a vocês não se relaciona ao expertise que vocês adquiriram nas críticas ao cristianismo. O que me importa é ver que vocês pegaram o jeitão da coisa no que diz respeito a fazer parte de uma estratégia política organizada para atacar um grupo definido como oponente político.

Minha proposta, então, é simples até demais: façam o uso desta experiência adquirida, com o uso assertivo de críticas, e agora ataquem um inimigo muito mais perigoso: a religião política.

Assim, se antes vocês criticavam a doutrinação religiosa em salas de aula, agora denunciem com a mesma potencialidade a doutrinação marxista nas escolas. Se antes vocês atacavam crenças que causaram a Inquisição, agora ataquem crenças que causaram os genocídios da Alemanha Nazista, Rússia, China e Cambodja. Se antes vocês atacavam a religião por achar que ela não tolera críticas, agora ataquem uma crença que quer silenciar seus críticos. Se antes vocês atacavam uma religião que recebe dízimos, agora ataquem um sistema de crenças que depende do uso da coerção estatal para receber seus dividendos. Se antes vocês criticavam a religião tradicional por, segundo vocês, causar divisões entre as pessoas, ataquem agora a religião política por criar falsas guerras de classes, com movimentos anti-individualistas como o movimento LGBT, as feministas, etc. Se antes vocês criticavam a religião por causa era medieval, ataquem agora o esquerdismo por querer nos levar de volta às eras tribais. Se antes vocês criticavam a religião por ser usada como sanção moral para a violência (assim como quaisquer palavras virtuosas, como "bem comum" e "justiça"), agora critiquem o esquerdismo por ele ter sido criado única e exclusivamente para promover violência. Eu poderia seguir nessa toada por várias e várias linhas mostrando que há muito mais motivos para lutarmos contra a religião política do que contra a religião tradicional.

Vamos colocar as coisas às claras: em termos de ação política, vocês sabem atuar com a assertividade necessária. O que estou sugerindo é que vocês ataquem o inimigo mais perigoso do momento, e que só pensa a todo momento em totalitarismo. Não tenham falsa modéstia, vocês foram treinados para constranger um oponente político! Eu sei disso tanto por lutar contra vocês (do outro lado), como por reconstruir o seu paradigma tempos depois.

Deixe-me lembrar o que assimilei de Sam Harris, reconstruindo o neo-ateísmo para atingirmos a esquerda: um esquerdista não tem o monopólio da moral, mas uma proficiência da amoralidade. Um sistema moral que defende que crimes podem ser cometidos desde que seus pares estejam convencidos de que a causa justifica os crimes é, em essência, amoral. Um sistema de pensamento que entende não existir uma verdade, a não ser a verdade de classe, é anti-científico e promotor das maiores barbáries.

E o que Richard Dawkins pode nos dizer, de forma reconstruída? Podemos entender que os direitistas precisam sair do armário e deixarem de ter vergonha de serem de direita. Do que devemos nos envergonhar? De lutar pela liberdade de imprensa, liberdade individual, responsabilidade individual e pelas instituições? Que eu saiba, temos que nos orgulhar disso tudo. Dentre nós, existem liberais (que se dividem entre religiosos e não-religiosos), conservadores (muitos deles cristãos, mas até alguns ateus) e alguns libertários. Nós conseguimos discutir nossas divergências de maneira civilizada. Esquerdistas não conseguem fazer isso por causa de sua moral tribal. Esquerdistas promovem brigas entre classes artificiais, criam uma cultura de ódio, defendem coerção estatal excessiva, impunidade a criminosos e diversas monstruosidades nessa linha. Esquerdistas só não possuem vergonha de acreditarem no que acreditam se estiverem fora de seu juízo perfeito ou se estiverem ganhando alguma coisa com isso. O esquerdismo, com certeza, é o delírio mais perigoso.

E que tal Daniel Dennett? Devemos entender o esquerdismo como um fenômeno natural, assim como olhamos para um vício ou uma doença. É um fenômeno que deve ser estudado cientificamente. Se o culto ao estado só serviu para beneficiar os donos de estados inchados, o que faz com que uma legião de esquerdistas sacrifique seus esforços para dar poder a estes burocratas? Qual o cui bono deste tipo de comportamento? Há hipóteses fascinantes que devem ser exploradas, como a submissão à autoridade (no caso a autoridade moral), e também o fenômeno do processo vicário. Assim, o esquerdista funcional não precisa ganhar o poder, basta que aquele para quem ele torce ganhe o poder. É o mesmo fenômeno que explica as torcidas de futebol. O que importa é que não podemos parar de fazer questões que explorem abordagens científicas para as fragilidades humanas (um sub-produto evolutivo?) para entender o que leva seres humanos aparentemente bem intencionados, de início, a aceitarem paradigmas que promovam genocídios e diversas formas de criminalidade.

O que fiz nestes três parágrafos? Com certeza não foi o neo-ateísmo, mas o neo-iluminismo, paradigma que criei baseado na reconstrução do que visualizei com os autores neo-ateus. O verbete Neo-iluminismo e o texto Introdução (até que enfim) ao neo-iluminismo podem ser úteis. Detalhe: pela ótica neo-iluminista, podemos defender a discussão dialética com conservadores, liberais e libertários, já que o foco neo-iluminista é na rejeição e consequente superação do esquerdismo. Não é uma prioridade atacar a religião revelada, pois, hoje em dia, ela praticamente não interfere em nossas liberdades individuais (e lá temos bons aliados contra a esquerda). Já o esquerdismo só faz interferir de maneira perniciosa na vida daqueles que nele não crêem.

Eis a convocação: vamos lutar, sejamos neo-ateus ou neo-iluministas, pela racionalidade, contra a irracionalidade, pela individualidade, contra o coletivismo exacerbado, pela liberdade, contra a tirania, pela civilização, contra a volta às eras tribais, pelos trabalhadores livres, contra a escravidão promovida pelo estado, pelo estado que nos serve, contra a subserviência abjeta ao estado, pelo poder nas mãos do povo, contra o poder dado aos burocratas, pela responsabilidade individual, contra o culto aos criminosos, pela divisão de poderes, contra estados inchados com poder de destruição de seu povo, pelo ceticismo em relação ao estado (para forçá-lo a nos atender melhor, no que for cabível), contra o estatismo irracional e servil, pela busca de uma moral absoluta (seja ela religiosa ou secular), contra o relativismo moral, pela promoção de uma ética útil para a vida em sociedades, contra raciocínios baseados em ideias como "os fins justificam os meios".

E, de novo eu não os deixarei esquecer: vocês já sabem lutar e já sabem gerar resultados políticos contra um oponente. E quanto a tudo que vocês já fizeram contra a religião revelada, vocês estão moralmente justificados a fazer no mínimo o triplo contra a religião política.

Aqui está o desafio a vocês: estão prontos para corrigir o foco de suas miras políticas para, enfim, causar danos verdadeiros aos esquerdistas?"















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Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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