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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

[Novo post] Três conscientizações sobre reações religiosas na questão do vídeo polêmico do Porta dos Fundos


Feliz Natal from Augusto César Ribeiro Vieira on Vimeo.





lucianohenrique publicou: " Vamos aos fatos. A direita se divide entre liberais, conservadores e alguns libertários. A maior parte dos conservadores são religiosos. Vários liberais não são religiosos, como eu. Isso me coloca numa posição muitas vezes desconfortável de criticar a" 





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Nova publicação em Ceticismo Político 















Vamos aos fatos. A direita se divide entre liberais, conservadores e alguns libertários. A maior parte dos conservadores são religiosos. Vários liberais não são religiosos, como eu. Isso me coloca numa posição muitas vezes desconfortável de criticar as reações de conservadores cristãos em relação aos ataques da esquerda, mas, como somos todos parte da mesma guerra política entre direita X esquerda, não vou me acovardar. (Além do mais, já fui religioso e, nessa fase, fui um eficiente combatedor de neo-ateus. Pelo menos esse é o feedback que recebia. Portanto, não falo daquilo que não conheço).


Em um post de dias atrás, critiquei a postura de alguns religiosos reclamando excessivamente, ao invés de ridicularizarem de volta os humoristas de extrema-esquerda. Nesse interim, várias reações de religiosos pulularam tanto na mídia tradicional como na Internet. Falarei de três delas, e, especialmente nos casos 2 e 3, ainda vejo que há muitos "gaps" estratégicos a serem resolvidos pelos conservadores cristãos, para qualquer tipo de reação razoável nesta guerra política.


1. A guerra de processos


Naquele post que eu havia feito, disse que a melhor coisa seria partir para a piada contra os esquerdistas, pois os humoristas do Porta dos Fundos são esquerdistas retintos, e tão apaixonados pelo vitimismo de grupos como o movimento LGBT e movimento feminista quanto os religiosos são apegados aos principais símbolos de sua religião. Assim, o ataque com ridicularização, se bem feito, deveria ser feito em relação aos símbolos queridos aos esquerdistas. Esta, a meu ver, é a melhor das estratégias. Em resumo, foi isso o que eu disse naquele post.


Ao mesmo tempo, disse que os religiosos não deveriam reclamar perante os humoristas do Porta dos Fundos. Disse que esse tipo de reclamação, se fosse feita diretamente aos humoristas, abriria espaço para mais ridicularização do lado deles. Usei uma regra básica: não podemos reclamar de piada, mas retaliá-la com uma nova piada.


Isso nos leva a uma questão: os esquerdistas tem capitalizado ultimamente lançando críticas por causa de piadas lançadas contra os grupos que eles alegam defender. Neste caso, será que minha teoria de que não se deve reclamar de piada está errada? Em parte, pois eu não havia sido explícito o suficiente. Se os conservadores cristãos estiverem prontos para capitalizar em cima de uma piada do oponente, é possível que até a reclamação contra a piada seja uma ação efetiva.


Segundo o site Notícias Gospel Prime, Roberto Marinho, pré-candidato a deputado estadual pelo PSC e assessor parlamentar de Marco Feliciano, defende o lançamento de processo judicial:


"Nós cristãos não podemos aceitar que nossa fé seja ridicularizada, estamos em um país livre, mas que expressa limites para esta liberdade. Os humoristas ultrapassaram este limite. Cometeram o crime de vilipendio de crença e devem responder por seus atos", criticou Marinho através de sua conta no Twitter.


Pelo microblog o braço direito de Feliciano disse que a publicação constitui crime de vilipendio a crença e que as autoridades devem ser acionadas para apurar as motivações do grupo em publicar um vídeo com este tipo de conteúdo.


"Um vilipendio a fé e a crença. Não é de hoje que os humoristas tem usado a religião como tema de seus vídeos, debochando e fazendo chacota dos cristãos", disse. "Ao usar uma data festiva para ridicularizar a cultura judaico-cristã os humoristas do @portadosfundos romperam o limite da ética e cometeram um crime contra a liberdade de crença".


Em sua crítica Marinho incentivou os cristãos a denunciarem o vídeo e a procurarem as autoridades e pedirem que os humoristas sejam punidos. Marinho também pediu que o Ministério Público avalie o conteúdo e puna os humoristas.


Bem, lançar um processo é bem diferente de ir, feito cordeiro, reclamar para o seu oponente. Lembro que, assim como a maioria dos processos lançados por esquerdistas, esse não encontra razão de existir. Primeiro, por que a agressão nem foi direta, não atrapalhou nenhum culto e não vilipendiou nenhum símbolo religioso. O artigo 208, que protege os religiosos de serem escarnecidos por motivo de crenças, dificilmente se configura no caso do humor feito pelo Porta dos Fundos. Por outro lado, me lembro de um post que escrevi sobre feministas que enfiaram crucifixos no anus durante a JMJ. Este é um caso que merecia processo judicial (que está sendo levado a cabo pelo MP), e defendi esta ação em um post que alcançou mais de 130.000 visualizações, provavelmente o recorde deste site, que fica entre 5.000 e 10.000 visualizações diárias. (É, eu sei, estou incomodando a esquerda, e a coisa vai piorar para eles)


Mas vamos considerar, a título de argumento, que existe um lado político para o processo e que os conservadores vão tratar deste aspecto. Nessa situação, deve ser lembrado que se os gays não podem ser vítimas de piadas (como quer o movimento LGBT) e nem as mulheres (como quer o movimento feminista), então os cristãos também não podem ser. Neste caso, o lançamento de processo serviria basicamente como uma discussão dialética a respeito do direito que todos devem ter de fazer piadas com os outros, desde que indivíduos não sejam atingidos diretamente. A regra clara: ou todos tem o direito de fazer piadas, ou ninguém tem.


Se os conservadores cristãos levarem a contenda para este lado (da problematização da mania esquerdista de proibir piadas politicamente incorretas), este processo, sugerido por Roberto Marinho, pode dar bons frutos.


2. A técnica da auto-culpa injustificada


Se a estratégia de lançar processo pode (se for bem arquitetada) gerar bons frutos, o uso da postura do cristianismo manso é um erro digno de pena. Não é preciso ser cristão para sentir vergonha alheia diante do que o vlogger Marcos Botelho fez no vídeo abaixo:




Um amigo me perguntou a opinião sobre o vídeo acima. Basicamente, eu disse: "É horrível, digno de ânsia de vômito". E tudo pode ser avaliado pela ótica da dinâmica social, para que seja possível dimensionarmos o tamanho do desastre intelectual que acabamos de assistir.


Pela dinâmica, vemos que o Porta dos Fundos executou os seguintes passos: 
Encontrar o ponto de valor do oponente, mas que não seja valorizado pelo ofensor (é óbvio, pois é por esse ponto que o outro será atingido). É por isso que destruir as torres gêmeas era um objetivo para Bin Laden, mas não para os Estados Unidos, obviamente. Destruir os núcleos terroristas se tornou um objetivo para os Estados Unidos, pois esse era o ponto de valor de Bin Laden. 
Atacar o ponto de valor do oponente. No caso dos humoristas do Porta do Fundos, o humor foi usado como forma de ridicularização, pois, como Saul Alinsky disse, "o ridículo é a arma mais poderosa do ser humano". 


Qualquer revide, portanto, deve ser baseado nos passos (1) e (2), mas sempre sabendo que o ponto a ser atacado muda de acordo com o ofensor. Qualquer pessoa que já assistiu um filme de guerra deve conseguir entender isso com facilidade.


Mas qual estratégia Botelho propõe? A partir do item (2), feito pelo oponente, ele sugere que seja criada uma racionalização para justificar o ataque ocorrido.


Imaginemos que a Al Qaeda exploda a Disney matando 5.000 americanos. Não é missão do governo americano instaurar uma reflexão para questionar: "Por que merecemos esse atentado?". Mas, na ótica de Botelho, é exatamente esse o direcionamento estratégico proposto. Difícil imaginar como se pode descer mais baixo que isso.


A meu ver ele instaura um sistema moral monstruoso e perverso, no qual as pessoas devem passar a refletir por que são vítimas de ataques amorais, nos quais seus ofensores estão automaticamente justificados. Isso, aliás, está bem próximo do sistema moral de Leonardo Sakamoto, onde os marginais não são culpados pelos crimes, mas suas vítimas, pelo crime de ostentação. É de dar dó.


Talvez, em sua ingenuidade, ele pense que os caras do Porta dos Fundos criaram o vídeo com a melhor das intenções, com o objetivo de fazê-lo refletir sobre sua crença. Por isso, ele acha que recebeu um presente. Esse tipo de ingenuidade doentia nos levará ao ponto abaixo.


3. A incapacidade de pensar em objetivos conflitantes


O baixo nível de preparação para a guerra política também pode ser visto na reação de alguns conservadores cristãos diante do vídeo abaixo, onde Renato Aragão critica Gregório Duvivier (do Porta dos Fundos) por este fazer humor ridicularizando os religiosos:




Notei várias manifestações de religiosos dizendo: "Tá vendo. O Didi é que está certo". Mas esse tipo de discurso esconde um problema cognitivo seríssimo, que defino como incapacidade de entender objetivos conflitantes. Detalhe: objetivos conflitantes são inerentes não só à espécie humana, como a qualquer animal que vague pela Terra. Aliás, é exatamente por causa de objetivos conflitantes que existe a política.


Sem o "skill" para entender objetivos conflitantes, a pessoa já entra morta na guerra política, pois não consegue entender que um oponente tem objetivos diferentes e conflitantes com os dele. Este nem sequer é o problema de Renato Aragão, pois não sabemos se ele fez sua afirmação querendo jogar para a galera ou realmente acreditava no que dizia. Mesmo assim, podemos supor que o objetivo de Renato Aragão é fazer humor pelo humor. O objetivo do Porta dos Fundos é implementar uma estratégia de ridicularização direcionada a um grupo, a fim de beneficiar outros grupos. Tudo, é claro, com financiamento do governo.


Sendo assim, como alguém pode dizer que Renato Aragão está "certo" e Gregório Duvivier está "errado"? É exatamente o oposto. Os humoristas do Porta dos Fundos tem como objetivo atacar um adversário político através do humor. Isso pode ser visto no recebimento de verba pública deles a partir da CEF, o que permite que possamos identificá-los de que lado eles estão.. Logo, é objetivo deles atacar os religiosos, e privilegiar campanhas de ridicularização dos cristãos. Assim sendo, eles estão certos.


A partir do momento em que alguém se torna capaz de entender que um oponente pode estar correto, em termos DOS OBJETIVOS DELE, é possível desenhar uma reação, em termos DOS SEUS OBJETIVOS. Mas sem isso, não há nem como começar a PENSAR em entrar na guerra política.


É claro que no dia a dia, muitos conseguem entender que pessoas possuem objetivos conflitantes. Senão, nem sequer sobreviveriam ao mundo. Mas parece que, na hora de entender como funciona a política, o cérebro de alguns conservadores cristãos parece se "desligar", e eles automaticamente passam a ser vítimas de avalanches de ingenuidade.


Conclusão


Com o item 1, pude revisar alguns pontos que apresentei no post anterior. Como Horowitz diz, política é contextual, e muitas vezes estratégias precisam ser redesenhadas de acordo com o momento. Por isso, a capacidade de fazer um bom uso de processos judiciais contra o Porta dos Fundos dependerá do talento político dos litigantes. Vejamos no que isso vai dar.


Por outro lado, usar a técnica da auto-culpa injustificada, assim como se recusar a entender que os seres humanos possuem objetivos conflitantes, significa praticamente uma morte política. Para que alguém consiga reagir politicamente (e, que parece, os conservadores cristãos não estão satisfeitos com o que tem ocorrido com eles na era da hegemonia esquerdista), é preciso primeiro PENSAR politicamente.


Dá para notar que há muito trabalho pela frente, especialmente na criação de uma verdadeira consciência política, onde elementos como uso de auto-culpa injustificada e ignorância dos objetivos conflitantes sejam considerados uma ofensa à todos os que estão do nosso lado nesta guerra política contra a esquerda.















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(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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