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terça-feira, 22 de abril de 2014

Viver em Deus Os Mandamentos de Deus, os da Igreja, a profecia de Daniel




Viver em Deus




Os Mandamentos de Deus, os da Igreja, a profecia de Daniel 


Posted: 22 Apr 2014 07:45 AM PDT










"Moisés desce do Monte Sinai" - Gustave Doré








O Fiel Católico





RECEBEMOS EM nossa caixa de e-mails, do leitor "Edu,"a seguinte mensagem:






"Há alguns ramos protestantes que acusam o catolicismo de ter alterado os mandamentos de Deus. Há até mesmo aqueles que acusam a Igreja Católica Apostólica Romana de ser o cumprimento de Daniel 7:25. Gostaria de fazer duas perguntas: Os mandamentos do catecismo são essencialmente os mesmos de Êxodo 20? Por que há alguma diferença entre eles? É devido a alguma mudança ou ao resumo das leis contidas no Novo Testamento? E qual é a interpretação oficial da Igreja sobre Daniel 7:25?"


- Nossa resposta






Prezadíssimo Edu, antes de tudo, nós lhe parabenizamos pelo interesse e agradecemos pela confiança depositada em nosso apostolado. E antes ainda de qualquer análise a respeito dos temas que você propõe, gostaríamos de esclarecer uma questão da qual já tratamos neste site, mas que não nos furtamos de expor novamente. Veja muito bem: é fundamental entender que o cristianismo não é "religião do livro", como disse o grande Papa Bento XVI na Exortação Apostólica Verbum Domini (I parte, n.7), e foi assim comentado pelo biblista Pe. Giorgio Zevini: "O cristianismo é a religião da Palavra de Deus (um conceito mais amplo do que Sagrada Escritura), e não do livro; não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo Encarnado e Vivente".






Nós não somos judeus; somos cristãos. Os antigos judeus se baseavam exclusivamente nas Escrituras para saber o que era certo e o que era errado. Tinham como única regra de fé e prática a Bíblia judaica, que é o Mikrá, mais popularmente chamado Tanakh. – O Mikrá ouTanakh é constituído dos livros da Lei (Toráou Chumash, os cinco primeiro livros da Bíblia cristã, o chamado Pentateuco), os oito livros dos Profetas(Neviim) e os onze livros chamados Escritos (Ketuvim). Resumindo, são os livros que compõem o Antigo Testamento da Bíblia cristã.






Sendo assim, os costumes religiosos da maioria dos antigos judeus, nos tempos do Antigo Testamento, consistia basicamente em fazer o que estava escrito e não fazer o que não estava escrito. Nisto se resumia sua espiritualidade. Justamente por isso, foram duramente criticados por nosso Senhor; por sua observância puramente ritual, enquanto seus espíritos permaneciam longe: "Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim" (Mt 15,8-9).






Em outra oportunidade, Jesus fala diretamente do erro de pensar que o Caminho, a Verdade e a Vida podem ser encontrados exclusivamente no estudo das Escrituras: "Vós examinais as Escrituras, julgando ter nelas a vida eterna. Pois são elas que testemunham de mim, e vós não quereis vir a Mim, para terdes a vida" (João 5,39-40). - Observe bem como o Senhor contrapõe os dois atos: examinar as Escrituras de um lado, ir a Deus de outro lado: examinar as Escrituras é uma coisa, ir até o Senhor (aderir ao Evangelho, seguir o Cristo) é outra coisa. Entender isto é muito importante. – Jesus diz, textualmente, que aquelas pessoas estudavam muito as Escrituras, e achavam que nelas encontrariam todas as respostas, que assim alcançariam a vida eterna, mas (atenção) não queriam ir ao Senhor! São, portanto, coisas diferentes, observar o Livro Sagrado e ser membro do Corpo do Senhor, coluna e fundamento da Verdade para todo cristão: a Igreja que Ele próprio instituiu (Mt 16,18), prometendo que estaria com ela até o fim dos tempos (Mt 28, 20). Qualquer semelhança entre os antigos judeus e certos "bibliólatras" que bem conhecemos hoje não é mera coincidência.






Além disso, se, como vimos acima, as Escrituras observadas pelos judeus eram os livros do Antigo Testamento, é claro que todas as vezes que Jesus ou os Apóstolos falam em "Escrituras", estão se referindo a esses livros; evidentemente, no tempo em que eles estiveram no mundo, a nossa Bíblia cristã, com o Novo Testamento (que é a consumação e o cumprimento das Antigas Escrituras) canonizado pela Igreja Católica, ainda não existia.






Muitos chamados "evangélicos", hoje em dia, gostam de citar certas passagens da Escritura, como o Salmo 119, que diz: "Lâmpada para os meus pés é tua Palavra", imaginando que o salmista está se referindo à Bíblia que eles carregam debaixo do braço. Com isso, tentam provar que o cristão deve se basear exclusivamente nas Escrituras para viver a sua fé, e que a Igreja não é importante. Mas não entendem o óbvio: na época em que o Salmo foi escrito, o Novo Testamento da Bíblia, - eixo e o cumprimento de toda a Escritura, - não havia ainda sido escrito. Logo, não é da Bíblia cristã que ele está falando.






Essas pessoas também não param para pensar que foi a Igreja Católica que, guiada pelo Espírito Santo, produziu o Novo Testamento, determinou quais livros seriam canonizados para compor a Bíblia como a conhecemos, copiou-a, traduziu-a e preservou-a através da História, para que chegasse até nós, hoje. A verdade é que sem a Igreja não haveria Bíblia, e não o contrário. Precisamos compreender a ler a Bíblia conforme a orientação da Igreja, que a produziu, e não entender a Igreja conforme a Bíblia, – o que seria um completo absurdo! 






Conto uma pequena história, para facilitar a compreensão: imagine que, numa escola qualquer, mais provavelmente do ensino médio, há um aluno chamado Joãozinho, Um belo diz, Joãozinho escreve uma ótima redação para a prova de português. A professora gosta tanto que faz questão de lê-la para a classe inteira ouvir. Todos os alunos se apaixonam pelo texto, que é realmente brilhante, – leve e profundo ao mesmo tempo, com humor, boas reflexões e tudo o mais que se pode esperar de uma boa redação, e tudo na medida certa. – Quase que imediatamente, a redação do Joãozinho se torna um grande sucesso, o assunto principal da classe por vários dias; logo o assunto se espalha, tornando-se o tema de comentários da escola inteira. Muito bem. A coisa cresce tanto que, depois de algum tempo, os alunos começam a elaborar teorias para explicar a redação, e assim surgem novos intérpretes (autonomeados) das palavras escritas por Joãozinho, cada um com uma opinião diferente das demais. Não demora, surgem disputas para se saber quem é que entende o que o texto "realmente" quer dizer. 






O problema começa quando o próprio Joãozinho aparece e tenta explicar aquilo que ele mesmo disse. Adivinhe o que acontece? Sua opinião é ignorada, simplesmente desconsiderada: a maioria não está muito preocupada com o que o autor tem a dizer sobre o seu próprio texto, o que o motivou a escrever aquelas palavras, daquela maneira, qual o significado do texto como um todo... Muita gente acha que a opinião do Zé ou do Mané sobre os significados da redação parecem mais interessantes ou mais atraentes do que os do próprio Joãozinho. Simplesmente descartam a opinião de quem produziu o texto como algo inútil, dizendo: "Não concordo"... 






Será preciso dizer quem é quem nessa historinha? Pois é. A redação é a Bíblia, Joãozinho representa a Igreja, os autonomeados "intérpretes" da sua redação são... Bem, deixemos isso de lado. Mais uma vez, qualquer semelhança com pessoas, instituições e situações reaisnão é mera coincidência.






Depois de Jesus Cristo, depois da Encarnação, Vida e Sacrifício Redentor do Cordeiro de Deus, graças ao Bom Pai do Céu nós vivemos nos tempos da Nova e Eterna Aliança! Somos membros da Igreja, isto é, do Corpo Místico de Nosso Senhor. Por isso, não há sentido algum nessa obsessão de achar que é preciso sempre encontrar na Bíblia alguma palavra que confirme absolutamente tudo o que a Igreja diz ou faz. E esse novo e maravilhoso tempo já havia sido profetizado desde os tempos antigos: "Eis a Aliança que farei com a casa de Israel; Oráculo do Senhor: incutir-lhe-ei a minha Lei, gravá-la-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo!" (Jr 31,33). 






Não mais a lei escrita, mas a Lei Divina inscrita, gravada em nossos corações e almas: "Sois vós uma Carta de Cristo, redigida por nosso Ministério (dos Apóstolos) e escrita não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo" (2Cor 3,3). – Somos nós, os cristãos, a nova Israel! Devemos gravar a Lei de Deus em nossos corações, e é a Lei do Amor (Mt 22,36-40)! Deus espera ser buscado em Espírito e em Verdade (Jo 4,24), e não mais no legalismo frio, nos números e parágrafos, na crueza da letra, pois "a letra mata, mas o Espírito vivifica" (2Cor 3,6).*






Esclarecidos esses pontos essenciais, passamos, afinal, às questões que você trouxe. Infelizmente, são muitos aqueles que inventam calúnias para tentar denegrir os católicos, porém o mais importante é que isso acaba também se constituindo em mais uma prova de que somos a Igreja autêntica, já que o próprio Senhor nos alertou que seria assim: "Sereis odiados de todos por causa do meu Nome" (Mt 10,22). Você pode facilmente observar que o ódio de todos, sejam ateus, "evangélicos", espíritas, esotéricos, modernistas, comunistas, abortistas, militantes dos "direitos" homossexuais, "vadias", etc, etc... – Toda a "bronca" é voltada sempre contra a Igreja Católica Apostólica Romana.






Os Mandamentos de Deus e os da Igreja






Respondendo de pronto: é claro que a Igreja Católicanão mudou os Mandamentos do Antigo Testamento. Isso simplesmente não existe. O que a Igreja fez, com a autoridade que lhe foi conferida pelo próprio Senhor Jesus Cristo, foi sintetizar os Mandamentos, – que foram dados a Moisés para a condução de um povo específico, num tempo específico, conforme uma situação específica (no contexto da Antiga Aliança), – reafirmando a importância fundamental de assumirmos que vivemos agora no tempo da Nova e Eterna Aliança em Cristo. 






Atenção: não estamos aqui afirmando que os Mandamentos Divinos se restringem ao povo judeu e à Antiga Aliança, como se estivessem limitados a um tempo e lugar determinados. Não: os Mandamentos são perenes, possuem validade perpétua (até o fim do mundo); o que estamos dizendo é que eles foram transmitidos, – na forma como o foram, – dentro de um contexto muito próprio. E isto é um fato que comprovaremos de modo bastante simples. Vejamos, por exemplo, o Décimo Mandamento, conforme nos apresenta a Sagrada Escritura: este proíbe, literalmente (entre outras coisas), cobiçar "o escravo ou a escrava" do seu próximo. Ora, hoje, graças ao mesmo Bom Deus, a escravidão foi abolida, ao menos na maior parte do mundo. Já não temos mais escravos ou escravas. Vemos claramente, então, que apesar de a ideia geral do Mandamento, que é não cobiçar os bens alheios, ser sempre válida, o Mandamento literal, conforme consta da Escritura, já não tem sentido, por motivos práticos.






Já o Terceiro Mandamento proíbe trabalhar no sábado, e especifica que nesse dia também não se deve impor trabalho aos animais, nem aos escravos e/ou aos estrangeiros. Mais uma vez, uma determinação que só tinha sentido naquele tempo, para aquele povo, dentro de um determinado contexto.






Avançando um pouco mais no mesmo raciocínio, vemos que o conjunto dos Dez Mandamentos (o Decálogo), listados formalmente no Livro do Êxodo (20,1-17) e no do Deuteronômio (5,1-21), não incluem o Primeiríssimo Mandamento, elevado por Nosso Senhor Jesus Cristo não só como o mais importante, mas também como o que resume todos os outros: "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito" (Mt 22,37). Este Mandamento consta no capítulo 6 do Deuteronômio (5), mas não está listado formalmente no Decálogo. Pode ser deduzido dele, mas não consta ali.






Comprovamos, então, que existem importantes diferenças entre o que era observado pelos antigos judeus, – na forma como eram observados, – e aquilo que nós, cristãos, observamos hoje. Concluindo este raciocínio, o fato é que os Mandamentos, mesmo sendo perenes e válidos perpetuamente, na maneira formal como constam das Sagradas Escrituras estão vinculados a um contexto específico, que não necessariamente o cristão.






Exatamente por isso, a Igreja de Cristo, que é a "coluna e o fundamento da Verdade" para todo cristão (1Tm 3,15), sintetizou os Mandamentos no contexto do Novo Testamento, assim como também foram aperfeiçoados por Jesus, com sua Palavra e seu exemplo. Por ser Cristo o Supremo Sacerdote, consumou em Si todas as leis e costumes, como esclarece o Apóstolo São Paulo em sua Carta aos Hebreus (Hb 7,1-28): "Com efeito, mudado o Sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7,12). Mais adiante, o mesmo santo Apóstolo arremata: "Com isso, está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade" (Hb 7,18). 






Mesmo assim, – é importante frisar, – a Igreja, que é a continuidade do Cristo no mundo, manteve todos os pontos essenciais dos Mandamentos: todas as orientações e preceitos divinos foram fielmente mantidos. 






Sendo que não é muito conveniente falar dos Mandamentos sem enumerá-los, listamos abaixo a chamada "Fórmula catequética":






1) Adorar somente a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas;






2) Não invocar o Santo Nome de Deus em vão;






3) Santificar domingos e festas de guarda;






4) Honrar pai e mãe;






5) Não matar (nem causar dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo);






6) Guardar a castidade, nas palavras e nas obras;






7) Não roubar nem furtar;






8) Não levantar falso testemunho (nem de qualquer modo faltar à verdade ou difamar o próximo);






9) Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos (não consentir pensamentos nem desejos impuros);






10) Não cobiçarás os bens alheios.






Merece menção o fato de que, via de regra, os mesmos que se apresentam como muito preocupados e zelosos na fidelidade à letra, são os mesmos que arrancaram de suas Bíblias sete livros inteiros (Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico, I Macabeus e II Macabeus, além de fragmentos dos livros de Ester e de Daniel), que sempre constaram da Escritura observada pelos cristãos, desde os primeiros exemplares impressos, e que eram usados pelos Apóstolos, – que em suas cartas citam os textos do AT conforme a versão do Setenta (usada até hoje pela Igreja Católica: um tema extenso, que apreciaremos num próximo estudo).






Existem, ainda, os Mandamentos da Igreja, que são diferentes dos Mandamentos dados por Deus ao povo hebreu no deserto. Por que a Igreja tem também os seus próprios mandamentos? Mais uma vez, é porque vivemos agora o novo Tempo da Graça. Deus não deu ordem a Moisés, por exemplo, que o povo não deixasse de comparecer à Celebração do Sacrifício do Cristo, aos domingos, simplesmente porque naquele tempo ainda não existia a Missa, já que o Messias ainda não tinha vindo. Difícil de entender? Nem um pouco, quando se tem boa vontade. Jesus, porém, deixou-nos expressamente este novo Mandamento: "Fazei isto em memória de Mim" (1Cor 11,24).






Assim, os Mandamentos da Igreja são uma espécie de complemento aos Mandamentos de Deus, e se referem mais especificamente a nós, povo cristão. E mais uma vez insistimos: foi Cristo mesmo Quem deu poderes à sua Igreja a fim de estabelecer os meios para a salvação da humanidade. Disse o Senhor aos Apóstolos (Igreja): "Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Àquele que me enviou" (Lc 10,16). E disse ainda mais: "Em verdade, tudo o que ligardes sobre a Terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra, será também desligado no Céu" (Mt 18,18). – Ele falava aos Apóstolos, a Igreja no seu primeiro início. Logo, a Igreja define suas leis com o Poder das Chaves dadas por Cristo (Mt 16,18-19), assistida pelo Espírito Santo; quem não a obedece, não obedece a Cristo. Logo, não obedece a Deus Pai. 






Desse modo, para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu, conforme a Vontade de Deus, cinco obrigações que todo cristão tem de cumprir. São elas:






1) Participar da Santa Missa inteira aos domingos e outras festas de guarda, e nestes dias abster-se de ocupações de trabalho;






2) Confessar-se ao menos uma vez por ano;






3) Receber o Sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição;






4) Jejuar e não comer carne, quando manda a Igreja;






5) Ajudar a Igreja em suas necessidades.










Livro do Profeta Daniel, cap. 7, v. 25






Chegamos ao tópico final da mensagem do leitor Edu, a passagem de Daniel, 7,25, que diz o seguinte: 






"(Esse reino) proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a Lei; e os santos serão entregues ao seu poder durante um tempo, tempos e metade de um tempo."






É um trecho possivelmente complicado para os leigos, mas bem simples para qualquer bom teólogo, que sabe que se refere à política de infidelidade a Deus de um governante chamado Antíoco Epífânio (215–164aC), alcunhado "o Malvado", que entre outras coisas posicionou-se contra a observância do sábado e das festas judaicas, para desespero geral do povo judeu. Esse fato pode ser confirmado em I Macabeus 1,41-52. 






É muito claro que esta passagem não tem absolutamente nada a ver com a Igreja Católica ou com qualquer instituição atual, e no final do versículo está a prova definitiva: fala em "um tempo, tempos e metade de um tempo". Sabemos que se refere, aí, a três anos e meio, pois cada "tempo", nesse caso, representa um ano. Para confirmar isso, você pode ler no capítulo 4, versículo 13 do mesmo livro de Daniel: ali se fala em "sete tempos". Pois bem, o estudo exegético do texto original em hebraico, assim como a investigação puramente histórica, revela que se refere a sete anos. Assim, "um tempo, tempos e metade de um tempo", significa um ano (um tempo), mais dois anos (plural sem definição, segundo o costume, são dois; se fossem três ou mais seria dito 'três tempos', ou 'quatro tempos', etc.), mais metade de um tempo (meio ano). Total, três anos e meio.






Vemos claramente, portanto, que o profeta não pode de modo algum estar ser referindo à Igreja Católica, que existe há dois milênios, – e contra ela todo tipo de falso profeta já "profetizou" que acabaria, no correr dessa longa história... 






A única coisa que podemos fazer pelas pobres pessoas que acreditam em bobagens como essas é, primeiro, rezar por elas; segundo, tentar instruí-las, sempre que tivermos oportunidade. Para tanto, precisamos nós próprios de duas coisas: primeiro, procurar instrução, como faz a maioria dos nossos leitores ('Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança.' – 1Pd 3,15). Em segundo lugar, é preciso pedir constantemente pelo Auxílio do Espírito Santo, para que nos instrua sobre em que momentos é conveniente falar, orientar, repreender ou simplesmente calar. Deus certamente irá abençoar-nos abundantemente por isso. Na verdade, trata-se de uma obrigação de todo cristão católico.


_____________


* Que fique claro que nada do que dissemos até aqui diminui a importância fundamental da Sagrada Escritura, que é Palavra de Deus em forma de Livro Sagrado, e que é sim extremamente útil para a nossa instrução. Apenas demonstramos que a própria Bíblia Sagrada nos ensina que devemos ir além do que está escrito, seguindo o Cristo que é Presente entre nós, como membros da única Igreja que Ele nos deu (Mt 16,16-19), Igreja que é seu Corpo (1Cor 12,27 / Ef 4,12 / Rm 12,5), Igreja que é a Casa do Deus Vivo (1 Tm 3,15), única Igreja na qual comungamos Corpo e Sangue, Alma e Divindade do próprio Senhor Jesus Cristo, em santa Intimidade (1Cor 10,16).












Site: O Fiel Católico


Editado por Henrique Guilhon




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Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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