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domingo, 17 de novembro de 2013

[ZP131117] O mundo visto de Roma


ZENIT

O mundo visto de Roma
Serviço semanal - 17 de Novembro de 2013


Papa Francisco 
A curiosidade gera confusão e afasta da sabedoria e da paz de Deus 
Homilia na Casa Santa Marta: papa Francisco nos lembra que "o reino de Deus não vem de modo chamativo", mas "na sabedoria" 
Texto da catequese do Papa Francisco na audiência da quarta-feira 
Aprofunda sobre o sacramento do Batismo: a "porta" da fé e a fonte da vida cristã 
Francisco deixa tarefa de casa aos fiéis: descobrir a data do próprio batismo 
Na audiência desta quarta-feira, Francisco também recordou as vítimas do tufão nas Filipinas e as do atentado em Damasco 
Santa Sé 
O Papa pede "estilos de vida sustentáveis ​​no plano humano e ecológico " 
Mensagem do Santo Padre aos participantes do X Fórum Internacional para a Proteção da Natureza, promovido pela associação Greenaccord 
Igreja e Religião 
"Temos de ser impulsionados a abrir novas frentes de ação" 
Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, reflete sobre o encerramento do "Ano da fé" 
"Que as relações entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica romana progridam na direção certa" 
Entrevista com o metropolita Hilarion de Volokolamsk, o ministro de assuntos exteriores do patriarcado de Moscou 
Cultura e Sociedade 
A Santa Sé e o apoio à cultura 
O Vaticano retoma o papel de mecenas 
Comunicar a fé hoje 
Catequizando por Internet 
Site italiano reune material para o ensino da catequese 
Site iMision convoca I Congresso Internacional de Evangelização Digital 
Missionários num mundo enREDado: encontro será em abril na Espanha 
Mundo 
Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública 
Evento conta com o apoio do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e da Associação para a Nova Evangelização da Arquidiocese de São Paulo 
Europa: 'A imprensa já não marca a agenda do Papa, é o papa quem marca a agenda da imprensa 
O Porta-voz da CCEE valoriza o método do santo padre Francisco. Não é estratégia ou marketing, é a sua sinceridade 
Bélgica: debatem ampliar a Lei de Eutanasia para crianças com doenças incuráveis 
Os líderes das principais religiões denunciam: Seria uma prática desumana. 
Campanha solidária 10 Milhões de Estrelas Um Gesto pela Paz 
Cáritas acende em Fátima as velas que serão levadas para as dioceses portuguesas 
O efeito Francisco 
Para 50,8% dos sacerdotes italianos, o papa traz mais fiéis à Igreja 
Análise 
Eliminar o símbolo religioso dos espaços públicos é cair numa submissão incondicional ao príncipe 
Considerações sobre o Estado Laico 
Angelus 
Papa Francisco convida ao discernimento: virtude cristã de entender onde está o Espírito do Senhor e onde está o espírito do mal 
Pontificie distribuiu "Misericordina" aos fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro para rezar o Angelus 



Papa Francisco
A curiosidade gera confusão e afasta da sabedoria e da paz de Deus 
Homilia na Casa Santa Marta: papa Francisco nos lembra que "o reino de Deus não vem de modo chamativo", mas "na sabedoria"

Por Luca Marcolivio


ROMA, 14 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - A curiosidade, manifestação humana que em geral é considerada "louvável" pela cultura moderna e caracterizada por um excesso de comunicação e de sociabilidade (muitas vezes com pouca substância), é uma qualidade que tem seus lados escuros.

O papa Francisco, na homilia da missa desta manhã, definiu o "espírito de curiosidade" como uma atitude que gera confusão e afasta da sabedoria e da paz de Deus.

A primeira leitura de hoje (Sab 7,22-30.8,1) descreve "o estado de ânimo do homem e da mulher espiritual" que vivem "na sabedoria do Espírito Santo", que ajuda "a julgar e tomar decisões de acordo com o coração de Deus", infundindo sempre "a paz".

A santidade é "o que Deus pede a Abraão: caminha na minha presença e sê perfeito". Os homens e mulheres que seguem essa estrada são sábios "porque caminham sob a moção da paciência de Deus", explicou o papa.

A atitude oposta é a da curiosidade vã, que, no Evangelho de hoje (Lc 17,20-25 ), encontramos nos fariseus que cercavam Jesus: "Quando virá o Reino de Deus?", indagavam eles. Essa pergunta era provocada por um mero espírito de curiosidade, que "nos afasta do Espírito da sabedoria porque só está interessado nas miudezas, nos boatos, nas pequenas notícias de todos os dias".

A curiosidade não apenas nos leva para longe de Deus como também nos faz "falar demais". É uma atitude "mundana", que "conduz à confusão" e que nos leva a querer ouvir histórias como "o Senhor está aqui ou está ali", ou "Eu sei de um tal vidente, um visionário, que recebe cartas de Nossa Senhora, mensagens de Nossa Senhora". O papa adverte: "Nossa Senhora é Mãe e não uma gerente dos Correios que fica despachando mensagens todo dia".

O espírito de curiosidade, em suma, afasta "do Evangelho, do Espírito Santo, da paz e da sabedoria e glória de Deus, da beleza de Deus".

Jesus, por outro lado, nos lembra que "o reino de Deus não vem de modo chamativo, mas sim na sabedoria", e não "na confusão". É emblemático que "Deus não falou com o profeta Elias no vendaval, na tempestade, mas na brisa suave, na brisa da sabedoria".

Santa Teresinha do Menino Jesus dizia a si mesma para "sempre parar diante do espírito de curiosidade". Quando ouvia histórias dos outros, mesmo desejosa de ouvi-las até o fim, ela reconhecia que "este não é o espírito de Deus, porque é um espírito de dispersão, de curiosidade vã".

O Reino de Deus está "no meio de nós", acrescentou o Santo Padre, e por isso não há necessidade de olhar para "coisas estranhas" ou "novidades" com mera "curiosidade mundana". É o Espírito Santo que deve nos levar para frente, "com a sabedoria que é uma brisa suave", concluiu.


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Texto da catequese do Papa Francisco na audiência da quarta-feira 
Aprofunda sobre o sacramento do Batismo: a "porta" da fé e a fonte da vida cristã

Por Redacao


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

No "Credo" nós dizemos "Creio na Igreja, una", professamos, isso é, que a Igreja é única e esta Igreja é em si mesma unidade. Mas se olhamos para a Igreja Católica no mundo descobrimos que essa compreende quase 3000 dioceses espalhadas em todos os Continentes: tantas línguas, tantas culturas! Aqui há tantos bispos de tantas culturas diferentes, de tantos países. Há o bispo de Sri Lanka, o bispo do Sul da África, um bispo da Índia, há tantos aqui… Bispos da América Latina. A Igreja está espalhada em todo o mundo! No entanto, as milhares de comunidades católicas formam uma unidade. Como pode acontecer isto?

1. Uma resposta sintética encontramos no Catecismo da Igreja Católica, que afirma: a Igreja Católica espalhada no mundo "tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança, a própria caridade" (n. 161). É uma bela definição, clara, orienta-nos bem. Unidade na fé, na esperança, na caridade, na unidade nos Sacramentos, no Ministério: são como pilastras que sustentam e têm juntos o único grande edifício da Igreja. Aonde quer que vamos, mesmo na menor paróquia, na esquina mais perdida desta terra, há a única Igreja; nós estamos em casa, estamos em família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para os que vivem na Oceania, não, é a mesma em qualquer lugar. É como em uma família: se pode estar distante, espalhado pelo mundo, mas as ligações profundas que unem todos os membros da família permanecem firmes qualquer que seja a distância. Penso, por exemplo, na experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela vasta multidão de jovens na praia de Copacabana, ouvia-se falar tantas línguas, viam-se traços da face muito diversificada deles, encontravam-se culturas diferentes, no entanto havia uma profunda unidade, se formava a única Igreja, estava-se unido e se sentia isso. Perguntemo-nos todos: eu, como católico, sinto esta unidade? Eu como católico vivo esta unidade da Igreja? Ou não me interessa, porque estou fechado no meu pequeno grupo ou em mim mesmo? Sou daqueles que "privatizam" a Igreja pelo próprio grupo, a própria nação, os próprios amigos? É triste encontrar uma Igreja "privatizada" pelo egoísmo e pela falta de fé. É triste! Quando ouço que tantos cristãos no mundo sofrem, sou indiferente ou é como se sofresse um da minha família? Quando penso ou ouço dizer que tantos cristãos são perseguidos e dão mesmo a própria vida pela própria fé, isto toca o meu coração ou não chega até mim? Sou aberto àquele irmão ou àquela irmã da minha família que está dando a vida por Jesus Cristo? Rezamos uns pelos outros? Faço uma pergunta a vocês, mas não respondam em voz alta, somente no coração: quantos de vocês rezam pelos cristãos que são perseguidos? Quantos? Cada um responda no coração. Eu rezo por aquele irmão, por aquela irmã que está em dificuldade, para confessar ou defender a sua fé? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!

2. Demos um outro passo e perguntemo-nos: há feridas a esta unidade? Podemos ferir esta unidade? Infelizmente, nós vemos que no caminho da história, mesmo agora, nem sempre vivemos a unidade. Às vezes surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões, que a ferem, e então a Igreja não tem a face que queremos, não manifesta a caridade, aquilo que Deus quer. Somos nós que criamos lacerações! E se olhamos para as divisões que ainda existem entre os cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes… sentimos o esforço de tornar plenamente visível esta unidade. Deus nos doa a unidade, mas nós mesmos façamos esforço para vivê-la. É preciso procurar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pela realidade eclesial, no diálogo ecumênico também. O nosso mundo precisa de unidade, está em uma época na qual todos temos necessidade de unidade, precisamos de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. São Paulo dizia aos cristãos de Éfeso: "Exorto-vos, pois – prisioneiro que sou pela causa do Senhor – que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-vos mutuamente com caridade. Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz" (4, 1-3). Humildade, doçura, magnanimidade, amor para conservar a unidade! Estes, estes são os caminhos, os verdadeiros caminhos da Igreja. Ouçamos uma vez mais. Humildade contra a vaidade, contra a soberba, humildade, doçura, magnanimidade, amor para conservar a unidade. E continuava Paulo: um só corpo, aquele de Cristo que recebemos na Eucaristia; um só Espírito, o Espírito Santo que anima e continuamente recria a Igreja; uma só esperança, a vida eterna; uma só fé, um só Batismo, um só Deus, Pai de todos (cfr vv. 4-6). A riqueza daquilo que nos une! E esta é uma verdadeira riqueza: aquilo que nos une, não aquilo que nos divide. Esta é a riqueza da Igreja! Cada um se pergunte: faço crescer a unidade em família, na paróquia, na comunidade, ou sou um fofoqueiro, uma fofoqueira. Sou motivo de divisão, de desconforto? Mas vocês não sabem o mal que fazem à Igreja, às paróquias, às comunidades, as fofocas! Fazem mal! As fofocas ferem. Um cristão antes de fofocar deve morder a língua! Sim ou não? Morder a língua: isto nos fará bem, para que a língua inche e não possa falar e não possa fofocar. Tenho a humildade de reconstruir com paciência, com sacrifício, as feridas da comunhão?

3. Enfim, o último passo mais em profundidade. E esta é uma bela pergunta: quem é o motor desta unidade da Igreja? É o Espírito Santo que todos nós recebemos no Batismo e também no Sacramento da Crisma. É o Espírito Santo. A nossa unidade não é primeiramente fruto do nosso consenso, ou da democracia dentro da Igreja, ou do nosso esforço de concordar, mas vem Dele que faz a unidade na diversidade, porque o Espírito Santo é harmonia, sempre faz a harmonia na Igreja. É uma unidade harmônica em tanta diversidade de culturas, de línguas e de pensamentos. É o Espírito Santo o motor. Por isto é importante a oração, que é a alma do nosso compromisso de homens e mulheres de comunhão, de unidade. A oração ao Espírito Santo, para que venha e faça a unidade na Igreja.

Peçamos ao Senhor: Senhor, dai-nos sermos sempre mais unidos, não sermos nunca instrumentos de divisão; faz com que nos empenhemos, como diz uma bela oração franciscana, a levar o amor onde há o ódio, a levar o perdão onde há ofensa, a levar a união onde há a discórdia. Assim seja.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal )


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Francisco deixa tarefa de casa aos fiéis: descobrir a data do próprio batismo 
Na audiência desta quarta-feira, Francisco também recordou as vítimas do tufão nas Filipinas e as do atentado em Damasco

Por Rocio Lancho García


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Mais uma quarta-feira, mais uma grande multidão de fiéis na praça de São Pedro aguardando a chegada do papa. E apesar da temperatura que começa a cair nesta época na Cidade Eterna, o que não cai é o entusiasmo e a alegria das pessoas ao verem passar o papamóvel. O santo padre continua dando atenção especial às crianças durante os percursos pelos corredores improvisados no meio da multidão, pegando-as nos braços e dando-lhes a sua bênção. Gritos de "Francisco, nós te amamos!" e "Viva o papa!" acompanharam o santo padre enquanto ele saudava os fiéis e recebia alguns presentes que as pessoas lhe entregavam.

Depois da leitura do dia, o papa cumprimentou os peregrinos vindos do mundo inteiro e começou a catequese. Continuando a abordar os ensinamentos do credo, Francisco refletiu hoje sobre a parte "professo um só batismo para a remissão dos pecados" e aprofundou no sentido desta afirmação cristã.

O santo padre perguntou aos fiéis da praça: "Quem de vocês se lembra do dia do seu batismo?". E deixou uma "tarefa de casa" a todos: perguntar em que data foram batizados, para recordá-la e celebrá-la. O pontífice lembrou que já fez esta pergunta na praça de São Pedro, mas quis insistir no assunto.

Ao resumir a catequese em espanhol, Francisco disse:

"Queridos irmãos e irmãs, hoje nos concentramos no artigo do credo que diz: 'Professo um só batismo para a remissão dos pecados'. O batismo é a porta da fé e a fonte da vida cristã, da nossa relação de filhos com Deus e com os irmãos, assim como o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida. Este sacramento constitui uma verdadeira imersão na morte de Cristo para ressurgirmos com ele em uma nova vida. É um banho de regeneração pela água e pelo Espírito, que nos ilumina com a graça de Cristo para sermos também nós luz para os outros. No batismo, a misericórdia de Deus intervém de modo poderoso para nos salvar e para perdoar os nossos pecados, abrindo-nos as portas para uma nova vida. No entanto, ele não diminui a nossa responsabilidade e o nosso esforço na luta de cada dia contra os impulsos do mal e contra a ação de Satanás, que estão sempre à nossa espreita. Irmãos, somos conscientes de que o batismo é a fonte da nossa relação com Deus? O batismo é importante para nós? Pensamos com frequência sobre este presente? Sabemos o dia em que fomos batizados? Confio no amor de Cristo, que habita no mais profundo do meu coração?".

Antes de encerrar a audiência, o santo padre manifestou a sua dor pelo atentado em Damasco, em que várias crianças ficaram feridas e outras morreram, juntamente com o motorista do ônibus que as trazia da escola. E suplicou: "Por favor, estas tragédias não podem acontecer nunca! Vamos rezar com força!". Francisco recordou também que "estamos rezando e unindo as forças para ajudar os nossos irmãos e irmãs das Filipinas, flagelados pelo tufão [...] Estas são as verdadeiras batalhas a combater: pela vida, nunca pela morte!".

Ao resumí-la em português, o Papa disse:

Queridos irmãos e irmãs,

A porta da fé e da vida cristã é o Batismo. Este é o único Sacramento referido no Credo. Quando lá dizemos que "professo um só Batismo para a remissão dos pecados", afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, a carteira de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida. Este novo nascimento se dá através de uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo – batismo significa imersão –, para que possamos ressuscitar com Ele para uma vida nova. Assim, o Batismo representa uma poderosa intervenção da misericórdia divina na nossa vida, que nos garante o perdão de todos os pecados: do pecado original e de todos os pecados pessoais. Contudo, como permanece a fragilidade da nossa natureza humana, é preciso humildemente renovar e consolidar este perdão, por meio do sacramento da Penitência. Desse modo manteremos sempre limpa a veste branca da nossa dignidade cristã!


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Santa Sé
O Papa pede "estilos de vida sustentáveis ​​no plano humano e ecológico " 
Mensagem do Santo Padre aos participantes do X Fórum Internacional para a Proteção da Natureza, promovido pela associação Greenaccord


ROMA, 12 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Por ocasião do X Fórum Internacional para a preservação da criação, promovido pela associação de jornalistas católicos Greenaccord, em Nápoles, realizado no último sábado, o Papa Francisco expressou o interesse da Santa Sé para com as questões ambientais.

Através da Secretaria de Estado, o Santo Padre enviou uma mensagem aos participantes pedindo a sensibilização na propagação de "estilos de vida sustentáveis no plano humano e ecológico".

O Papa dirigiu sua cordial saudação aos participantes e manifestou satisfação pela iniciativa que tem como "objetivo refletir sobre o serviço fecundo para a humanidade na preservação autêntica da Criação e seu equilíbrio fundamental", lê-se na mensagem assinada pelo Secretário de Estado, monsenhor Vaticano Pietro Parolin.

Dirigiu também um apelo aos cientistas e jornalistas para que "ajudem a conscientizar as instituições políticas e os cidadãos sobre a importância de adotar estilos de vida sustentáveis no plano humano e ecológico e trabalhem por um sistema econômico que não seja orientado somente para o consumo dos recursos da natureza e dos seres humanos, mas promova a plena realização de cada pessoa e o verdadeiro desenvolvimento da Criação"

Por fim, concedeu a benção apostólica como penhor de "abundantes graças e favores celestes" e invocou a proteção da Virgem Maria e de São Francisco sobre os participantes do fórum, seus organizadores e ao cardeal arcebispo de Nápoles, Crescenzio Sepe, e sobre todas as autoridades presentes.

O X Fórum Internacional para a Proteção da Natureza terminou na esperança de que a reciclagem de resíduos se torne "uma realidade cotidiana para todos; não limitando-se a alguns bons exemplos na Itália ou no mundo, pois só assim poderemos falar de um futuro sustentável para as gerações vindouras".

(Trad.:MEM)


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Igreja e Religião
"Temos de ser impulsionados a abrir novas frentes de ação" 
Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, reflete sobre o encerramento do "Ano da fé"

Por Dom Orani Tempesta, O.Cist.


RIO DE JANEIRO, 14 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - "Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas" (Jo 12, 46). Com esta citação da Escritura Sagrada, o Papa Francisco iniciou a sua primeira encíclica, Lumen Fidei, que trata do tema da "fé". Nesta passagem de São João percebemos que o próprio Cristo se apresenta como luz, luz que vem para iluminar o caminho dos homens, a fim de que estes não permaneçam nas trevas, mas enxergando o caminho da vida, que também é o próprio Cristo, possam se deixar conduzir por Ele. Há mais de dois anos, em outubro de 2011, o grande predecessor do Papa Francisco, o Papa Emérito Bento XVI, com a Carta Apostólica Porta Fidei proclamou a abertura do Ano da Fé para outubro de 2012, declarando que a fé é uma "porta" que "está sempre aberta" para todos aqueles que por ela desejarem entrar (cf. Porta Fidei, 1).

É significativo que o encerramento de um pontificado e o início de outro se tenham dado nesse contexto do Ano da Fé. A continuidade do ministério petrino, sinal de unidade da Santa Igreja na mesma fé, nos mostra como a mesma fé não é algo que se cria, nem se inventa, mas é como um rio de água pura e salutar que nos é transmitido geração a geração. A nossa função na Igreja é beber desse rio, a fim de termos também uma fé pura e salutar; e conservar incólume as águas desse rio, a fim de que as gerações futuras possam também dele beber recebendo a fé verdadeira, não maculada por desejos carnais de manipulação da mesma fé.

Muitas atividades foram realizadas neste Ano da Fé, cumprindo-se o desejo da Igreja de que este fosse um tempo de aprofundamento, de reflexão e de crescimento na ciência sagrada. Todavia, devemos destacar que o encerramento do Ano da Fé não pode ser também o encerramento destas mesmas atividades. O Ano da Fé é uma espécie de "provocação", a fim de que possam crescer na Igreja iniciativas cada vez mais amplas de crescimento no conhecimento do conteúdo da fé. Agora, é justamente o momento de seguirem frente. Temos de ser impulsionados a abrir novas frentes de ação, para que aqueles que não conhecem a fé, e aqueles que dela comungam sem a conhecer em profundidade, possam ter a chance de conhecer a beleza do seu conteúdo e, assim, iluminados por Cristo, seguir por este caminho, que é o único que conduz à verdadeira vida e à bem-aventurança eterna.

Já foi anunciado que para nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, como está proposto no Plano de Pastoral, o ano de 2014 será o "Ano Arquidioces ano da Caridade". Este ano da caridade que estamos preparando está em conexão íntima com o Ano da Fé. Não só por que se trata também de uma das três virtudes teologais, mas porque o próprio Papa Emérito Bento XVI nos recordou na Porta Fidei n. 14 que: "A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho." A caridade, virtude sumamente elogiada por São Paulo em 1Cor 13 e colocada pelo mesmo apóstolo como sendo a medida dos carismas, deve ser entendida em seu sentido amplo. Ela é como a alma de toda ação verdadeiramente cristã, desde aquelas de assistência social até as de ensino, uma vez que corrigir os ignorantes é também uma ação verdadeiramente "caritativa". Começaremos a viver ainda mais intensamente o Ano da Fé movidos pela reflexão e pelo exercício concreto da virtude da caridade no ano de 2014. Ela nos ajudará a realizar todas as nossas ações unicamente por amor a Cristo e aos irmãos.

O Ano da Fé será encerradoem nossa Arquidiocese no próximo dia 23 de novembro, com a Primeira Festa Arquidiocesana da Unidade,em nossa Catedral de São Sebastião a partir das 13h30min.

Desejamos vivamente que o encerramento do Ano da Fé não seja ocasião para a simples passagem de uma reflexão a outra, ou de um ano temático ao outro. Desejamos que as sementes plantadas no Ano da Fé possam, sim, dar frutos, regadas pela água viva da caridade, a fim de que, de virtude em virtude possamos crescer sempre mais, até atingirmos o estado de "homens perfeitos", homens e mulheres à estatura da maturidade de Cristo (Ef 4,13).

† Orani João Tempesta, O. Cist. 

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


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"Que as relações entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica romana progridam na direção certa" 
Entrevista com o metropolita Hilarion de Volokolamsk, o ministro de assuntos exteriores do patriarcado de Moscou

Por Sergio Mora


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O metropolita Hilarion de Volokolamsk, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado de Moscou, participou de uma jornada ecumênica na sala Pio XI, em Roma, organizada conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, pelo Departamento de Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou e pelo Pontifício Conselho para a Família, sobre o tema "Os ortodoxos e os católicos juntos pela família". Hilarion tem uma agenda intensa de atividades em Roma nos próximos dias.

Ontem, o metropolita se reuniu com o santo padre e lhe apresentou o livro "Verbo de Deus e palavra do homem", que recolhe vários pronunciamentos do filósofo Sergei Averintsev. À noite, presidiu um concerto pela paz, realizado com o apoio do Pontifício Conselho para a Cultura.

Publicamos a seguir a entrevista que ZENIT fez com Hilarion na manhã de hoje.

ZENIT: Como foi o encontro com o santo padre Francisco?

--O encontro foi muito bem. Falamos durante uma hora e tratamos de muitos assuntos. Falamos do diálogo bilateral entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica romana, mas também sobre o diálogo ortodoxo em que participam todas as igrejas ortodoxas.

ZENIT: E sobre as raízes cristãs do oriente e do ocidente?

--Falamos dos cristãos nos países em que eles são perseguidos e ameaçados e da necessidade de trabalhar para ajudar os cristãos perseguidos. Falamos também dos valores cristãos que somos chamados a defender, do valor da família, que é o tema deste congresso.

ZENIT: Quais são as perspectivas ecumênicas entre as duas Igrejas?

--Eu acho que as relações entre a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica romana estão progredindo na direção certa, em posições comuns que se referem às questões morais. Vamos desenvolver as nossas relações nos campos em que podemos testemunhar o nosso patrimônio cristão comum.

ZENIT: E sobre a importância da oração entre os cristãos para apoiar a unidade dos cristãos?

--A Igreja é uma comunidade de gente que reza. Sem oração, nenhum homem pode ser chamado de cristão. Tudo o que nos preocupa tem que ser levado para as nossas orações.

Neste ponto da entrevista, chegaram colegas de outros meios de comunicação. A jornalista da Rádio Vaticano perguntou sobre os desafios da família no mundo ortodoxo e ouviu esta resposta de Sua Eminência:

"São os mesmos [desafios] que existem para o mundo católico", devido à influência da destruição dos valores gerada pela ideologia liberal moderna. "Eles tentam persuadir os jovens de que a família entre um homem e uma mulher abertos à vida é um conceito obsoleto". Hilarion afirmou que, graças à pastoral familiar, alguns lugares da Rússia registram hoje taxas altas de crescimento demográfico, semelhantes às de Bangladesh.

Outro jornalista perguntou sobre o tempo necessário para um encontro entre o papa e o patriarca ortodoxo. "Não estamos preparados ainda para dizer quando e onde acontecerá esse encontro, mas estamos prontos para trabalhar nisto. Que seja uma preparação não só do ponto de vista do protocolo. E por isso temos que elaborar o conteúdo desse encontro".


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Cultura e Sociedade
A Santa Sé e o apoio à cultura 
O Vaticano retoma o papel de mecenas

Por Alfonso M. Bruno


ROMA, 11 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O Festival Internacional de Música e Arte Sacra foi recentemente encerrado na basílica de São Paulo Extramuros com a execução da Nona Sinfonia de Beethoven por uma orquestra e um coral do Japão, sinalizando a universalidade da arte e do diálogo entre as culturas. O evento ajudou a consolidar uma relação renovada entre a religião, particularmente a Igreja Católica, e a criatividade.

Quem visita Roma, especialmente as suas basílicas e igrejas, não pode deixar de refletir sobre os muitos tesouros que foram acumulados ao longo dos séculos na cidade, em particular graças ao mecenato dos pontífices e das muitas congregações religiosas presentes na Cidade Eterna, bem como de muitas famílias aristocráticas que gravitaram em torno à corte dos papas, muitas vezes relacionadas com o papado por vínculos familiares e enraizadas em Roma para gozar dos privilégios associados a essa posição.

O "Venti Settembre" pôs fim não só ao poder temporal do papado, mas também aos faustos que o cercavam. Se isto permitiu a realização das aspirações nacionais dos italianos e a abertura de uma nova era de liberdade e igualdade, também determinou, por outro lado, uma crise nas artes: uma vez perdidos os antigos patrocínios, pintores, escultores e arquitetos não voltaram a encontrar fomentadores poderosos de obras artísticas que fossem tão generosos como tinha sido o Papa Rei.

A Roma italiana deixou de ser aquele antigo centro de atração para os artistas europeus, a meta do "Grand Tour" dos amantes da beleza, que tantas presenças tinha atraído e tantos testemunhos literários tinha produzido. E o motivo desse fim de ciclo foi justamente o fim da corte pontifícia.

Assiste-se hoje a um renascimento da função de mecenato que foi característica dos papas ao longo dos séculos. A Santa Sé estará presente na próxima Bienal de Veneza, por exemplo. Destacam-se também o diálogo aberto com as modernas formas de criatividade, o trabalho apaixonado no campo da cultura, realizado pelo cardeal Ravasi, e a proposta de monsenhor Georg Gänswein de elaborar, em acordo com o Estado italiano, uma espécie de compartilhamento da soberania sobre a Cidade Eterna com a Sé Apostólica.

Tudo isso, no entanto, ficaria restrito ao diálogo entre o clero e os artistas, entre homens da Igreja e homens da cultura, se o apoio de muitos mecenas não permitisse a realização de importantes iniciativas capazes de envolver o público, o que é precisamente o caso do Festival de Música e Arte Sacra: se as grandes basílicas são reconhecidamente um local ideal para receber apresentações musicais grandiosas, também surge o desejo espontâneo de organizá-las de acordo com o seu original esplendor.

Esse compromisso tornou possível o financiamento de inúmeras obras de restauração. A sacralidade dos lugares em questão os torna ainda mais adequados para elevar a mente à contemplação da beleza produzida pelo homem. É reconfortante pensar em tantas pessoas que, no final de um dia repleto de notícias de crise, de motivos de preocupação e da escalada da discórdia, encontram a serenidade, a alegria e o equilíbrio interior que só a música pode dar, presságio de um futuro mais harmonioso e sereno. Dostoiévski escreveu que a beleza salvará o mundo, e há quem diga que seremos salvos pela fé. A combinação de beleza e fé só pode tornar a nossa salvação ainda mais certa.


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Comunicar a fé hoje
Catequizando por Internet 
Site italiano reune material para o ensino da catequese

Por Redacao


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Durante sete anos Nicola Rosetti elabora o seu site personal www.nicolarosetti.it que está agora completamente renovado com um layout simples e atraente ao mesmo tempo, projetado e construído pelo jovem webmaster Marco Tommolini.

Na faixa superior do site está escrito uma famosa sentença do escritor inglês G.K. Chesterton que o professor tomou como lema pela sua atividade de pesquisa e ensino: "Sem educação corremos o risco de levar a sério as pessoas instruídas".

A "Gallery" é um ponto forte do site, contendo dezenas e dezenas de imagens que ilustram as passagens mais importantes da Bíblia. Na verdade, ao longo da sua atividade de ensino, o professor recolheu, selecionou e catalogou uma riqueza de material fotográfico para facilitar os alunos na compreensão e no armazenamento dos conteúdos das suas palestras.

Todas as imagens, em altíssima definição, podem ser descarregadas (via dropbox) e usadas para a criação de material didático ou de catequese.

Na seção "Catequese da beleza" estão coletados os textos do autor, que analisou os trabalhos mais importantes de arte, com especial atenção à sua mensagem teológica. O resto da atividade jornalística de Nicola pode ser vista nas seções "Artigos", "Entrevistas" e "Comentes". Todos os conteúdos mais importantes podem ser recebidos com uma inscrição à "Newsletter".

Para entrar em contato com Nicola Rosetti para encontros sobre temas culturais e religiosos, debates sobre a importância da religião no contexto histórico atual, conferências, comentários e/ou apresentações de livros podem fazê-lo pelo e-mail: nicolarosetti@me.com

Nicola Rosetti ensina Religião Católica em Roma e colabora com o Zenit e o Ancoraonline, no jornal da diocese de San Benedetto del Tronto-Ripatransone-Montalto.


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Site iMision convoca I Congresso Internacional de Evangelização Digital 
Missionários num mundo enREDado: encontro será em abril na Espanha


ROMA, 12 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O I Congresso Internacional de Evangelização Digital, organizado pelo site iMision, traz no título um trocadilho com as palavras "red" (rede, em espanhol) e "enredado" (enrolado, envolvido). O evento batizado de "Missionários num mundo enREDado" acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de abril de 2014 em Madri. Seus organizadores propõem três objetivos principais: "Criar uma comunidade com os diversos grupos e pessoas católicas que se sentem missionários no Continente Digital e celebrar juntos a nossa fé; refletir conjuntamente sobre a evangelização na internet; e contribuir com a formação dos participantes nas técnicas, nas estratégias e na doutrina que precisamos levar em conta na hora de evangelizar pela internet, especialmente nas redes sociais".

Estarão presentes no fórum de especialistas, entre outros, o responsável pela conta de Twiter do papa, Gustavo Entrala, e o padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da célebre revista italiana La Civiltà Cattolica. O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli, por teleconferência a partir do Vaticano, dará as boas-vindas aos participantes.

O encontro contará com mesas redondas e workshops sobre temas como gestão de comunidades, redes sociais e blogs para evangelização.

O iMision é uma iniciativa fundada pelo padre marianista Daniel Pajuelo e pela religiosa Xiskya Valladares, da Pureza de Maria. É coordenado por um grupo de religiosos e leigos e foi lançado há um ano.

Presente no Twitter com 8.600 seguidores e no Facebook com 7.000, o site católico espanhol tem entre os seus objetivos "tecer uma rede de católicos comprometidos com a evangelização via internet, oferecer-lhes formação e favorecer o encontro e a reflexão".

Sua principal inspiração é a doutrina da Igreja no campo dos meios de comunicação e o seu maior exemplo é o papa Francisco, que acaba de superar os quatro milhões de seguidores na sua conta do Twitter em língua espanhola.

Um dos frutos do iMision é o "iDecálogo" para evangelizar nas redes, já traduzido para cinco idiomas e disponível para baixar no site www.imision.org.

Visite também o site sobre o congresso: http://congreso.imision.org


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Mundo
Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública 
Evento conta com o apoio do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e da Associação para a Nova Evangelização da Arquidiocese de São Paulo


SãO PAULO, 14 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - No dia 07 de dezembro será realizado na PUC-SP o "Encontro Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública", um momento de reflexão e diálogo sobre a relação entre a nova evangelização e a participação na vida pública, voltado a membros de novas comunidades, movimentos eclesiais e todos os interessados no tema.

O documento de Lineamenta para a XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização apresenta a nova evangelização como "uma atitude, um estilo audaz", "uma capacidade de saber ler e decifrar os novos cenários [...] sociais, culturais, econômicos, políticos, religiosos". Por isso, a vida pública é o espaço por excelência da nova evangelização.

Em nota divulgada pela organização do evento lê-se que partindo desse ponto, o Encontro quer promover a reflexão sobre como – a partir do carisma eclesial e da realidade social que cada um vive – participar juntos, em comunhão, e de forma efetiva no processo de evangelização de nossa sociedade. Quer ser um espaço onde podemos nos ajudar a responder juntos a perguntas como: O que o meu carisma tem a oferecer ao mundo? E ao desenvolvimento de nosso país? E de nossa cidade? Somente uma participação na vida pública que passe pelo mistério do coração é capaz de causar o impacto que queremos e gerar um mundo novo.

Este evento está sendo organizado pelo "Grupo Coração Novo para um Mundo Novo", composto por cinco novas comunidades e movimentos (Comunidade Aliança de Cristo Rei; Comunidade Aliança de Misericórdia; Comunidade Betel Santa Mãe de Deus; Comunidade Totus Mariae e Missão Veritatis Mater) e conta com o apoio do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e da Associação para a Nova Evangelização (ANEV) da Arquidiocese de São Paulo, associação formada igualmente por novas comunidades e movimentos.

O Encontro acontecerá dia 07 de dezembro, sábado, das 9h às 19h, na PUC-SP, campus Perdizes, Edifício Bandeira de Melo - Auditório 239.


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Europa: 'A imprensa já não marca a agenda do Papa, é o papa quem marca a agenda da imprensa 
O Porta-voz da CCEE valoriza o método do santo padre Francisco. Não é estratégia ou marketing, é a sua sinceridade

Por Redacao


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O presidente da Comissão de Meios do Conselho Europeu de Conferências Episcopais (CCEE), Mons. José Ignacio Munilla, valorizou no sábado passado, 9 de Novembro, o modo comunicativo do papa Francisco durante a reunião plenária que foi celebrada em Barcelona. Em sua intervenção, Mons. Munilla destacou que com o pontífice argentino "assistimos uma novidade grande no método de comunicação da Igreja: os meios já não marcam a agenda do papa, o que tem que falar ou o que tem que calar, pelo contrário é o papa quem marca a agenda dos meios".

O bispo de São Sebastião (Espanha) explicou que o segredo comunicativo do santo padre consiste "na sua coerência, a grande coerência entre o que diz, o que faz, o que pensa e o que vive". A esta autenticidade ou coerência, assinalou, "é preciso acrescentar outros dois conceitos importantíssimos que garantam a credibilidade da comunicação de Francisco: a valentia e a transparência".

Mons. Munilla declarou também que "a coerência, a valentia ou a transparência do papa Francisco, não formam parte de uma tática proselitista. Não é uma estratégia nascida de um escritório de comunicação ou de um especialista de marketing". "O papa atua assim porque é assim. Não finge, não interpreta um papel para transmitir um ensinamento. Atua como é e o seu exemplo arrasta", insistiu.

Para o presidente da Comissão de Meios da CCEE, "a comunicação do papa Francisco supera definitivamente o erro de um silêncio obstinado de outros tempos; um silêncio que deu pé a muitas incompreensões, a ataques indiscriminados à Igreja e a falsas acusações que impregnaram uma parte importante da opinião pública". "O papa Francisco nos dá um empulso definitivo para que percamos o medo da comunicação da mensagem cristã e da vida da Igreja", concluiu.

(Red.Trad.TS)


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Bélgica: debatem ampliar a Lei de Eutanasia para crianças com doenças incuráveis 
Os líderes das principais religiões denunciam: Seria uma prática desumana.

Por Redacao


ROMA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Os líderes cristãos, muçulmanos e judeus da Bélgica, emitiram uma declaração conjunta quarta-feira passada, 9 de Novembro, opondo-se à legalização da eutanásia para menores que tenham doenças incuráveis, uma norma que poderia ser aprovada depois de quase dois anos de debate no Senado. "A eutanásia das pessoas mais frágeis é desumana e destrói os fundamentos da nossa sociedade", denunciam. "É uma negação da dignidade destas pessoas e as deixa à mercê, ou seja, à arbitrariedade de quem decide", acrescentam.

Em nota, divulgada pela agência Cathobel, os líderes religiosos destacam também que estão "contra o sofrimento físico e moral, especialmente das crianças", mas explicam que "propor que os menores possam eleger a sua própria morte é um modo de falsificar a sua faculdade de julgar e por tanto a sua liberdade". "Expressamos nossa grande preocupação diante do risco da banalização crescente de uma realidade tão grave", concluem.

Por sua parte, o presidente da Conferência Episcopal e Arcebispo de Malinas-Bruxelas, Mons. André-Joseph Léonard, reconheceu em diversas ocasiões que "é estranho que as crianças não possam tomar decisões em muitas áreas importantes da vida, como, por exemplo, o matrimônio, mas possam dar-se dar ao luxo de tomar uma decisão sobre a sua morte". Trata-se da "decisão mais grave que poderia ser tomada com relação a eles", concluiu.

A possível legalização da eutanásia para crianças que sofrem de doenças incuráveis está ​​sendo discutido há quase dois anos no Senado. Se a lei for aprovada, a Bélgica vai se tornar em um dos primeiros países a legalizar esta prática. Desta forma se ampliaria a lei da eutanásia para maiores de idade ou menor emancipado (a partir dos 15 anos), capaz, com prognósticos de doença irreversível, que tivesse um sofrimento físico ou psíquico constante e insuportável ou uma doença grave incurável.

A reforma, que é promovida pelos socialistas belgas e apoiada por vários grupos políticos, com exceção do partido flamenco Vlaams Belang e dos democratas-cristãos, tem importância principalmente porque se tornaria na mais permissiva, já que a de outros países como Holanda deixa a decisão nas mãos do menor entre 16 e 18 anos e exige o consentimento paterno para casos entre os 12 e os 16.

No caso belga a condição seria que o menor tenha "capacidade de discernimento", algo que terá que ser validado pelo médico que cuide do caso e por um psiquiatra infantil. 

A eutanásia na Europa está legalizada em Luxemburgo, Suíça, Bélgica e Holanda, onde o número de solicitações de eutanásia e suicídio assistido aumentou em 13 % no ano de 2012. No total, a Holanda chegou a ter 4.188 solicitantes este ano, de acordo com um informe dos comitês sanitários regionais encarregados de avaliar estes procedimentos no país.



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Campanha solidária 10 Milhões de Estrelas Um Gesto pela Paz 
Cáritas acende em Fátima as velas que serão levadas para as dioceses portuguesas


FáTIMA, 12 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - No próximo domingo, 17 de novembro, representantes das diferentes estruturas diocesanas da Cáritas em Portugal realizam no Santuário de Fátima o momento simbólico que marcará um dos primeiros gestos da campanha solidária "10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz", promovida anualmente no Advento e Natal pela Cáritas. Informa a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Fátima. 

Este ano, parte das verbas obtidas com a venda das velas apoiará o povo da Síria, atingido por uma guerra civil. No final da eucarística dominical celebrada às 11:00 na Basílica da Santíssima Trindade terá lugar o acendimento das velas pelos vinte responsáveis diocesanos da Cáritas. Presidirá à celebração, transmitida pela estação de televisão TVI, D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco. 

Em palavras à comunicação social no passado mês de setembro, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Morujão, anunciou que 35% dos fundos conseguidos através da iniciativa serão encaminhados para aquela região do Médio Oriente, para apoio às populações locais. Os restantes 65% serão aplicados pela Cáritas em projetos de apoio às famílias portuguesas em situação de carência. Recorde-se que, foi no ano de 2003 que, pela primeira vez, Portugal aderiu à operação "10 Milhões de Estrelas", uma iniciativa de génese francesa que, desde a década de 90, tem vindo a ganhar visibilidade por toda a Europa, sensibilizando para a importância dos valores da paz, da solidariedade e da reconciliação. 

Em concreto, a participação nesta campanha tem em vista a aquisição de uma pequena vela, à venda nos mais diversos espaços comerciais, por um euro; e o seu acendimento no dia de Natal como sinal de anúncio de paz e de amor fraterno. A Cáritas Portuguesa tem como missão o desenvolvimento humano e a defesa do bem comum, através da animação da Pastoral Social, intervindo em ordem à transformação social, fomentando a partilha de bens e a assistência, em situações de calamidade e emergência.


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O efeito Francisco 
Para 50,8% dos sacerdotes italianos, o papa traz mais fiéis à Igreja


ROMA, 11 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O "efeito Francisco", que incentivou um número notável de fiéis a voltar para a Igreja depois de anos de separação, comovidos com os apelos do novo papa a confiar na misericórdia divina, continua a ser percebido em mais da metade das comunidades católicas italianas. A pesquisa foi feita pelo sociólogo Massimo Introvigne e será apresentada hoje no instituto Cottolengo de Turim.

Introvigne testou a teoria do "efeito Francisco" em abril deste ano, um mês depois do início do pontificado do papa Bergoglio. Na época, 53% dos sacerdotes e religiosos afirmaram ter visto na sua comunidade um aumento de pessoas que se reaproximavam da Igreja ou se confessavam. O fenômeno foi observado ainda por 41,8% dos leigos. O sociólogo apresenta agora o livro "O segredo do papa Francisco", que lança um olhar sobre os antecendentes e sobre os primeiros meses deste pontificado. Introvigne retorna ao levantamento de abril, recebido com interesse por revistas e jornais de vários países. A proposta, aliás, foi repetida por sociólogos de outros lugares do mundo, com resultados em parte semelhantes e em parte diferentes dos verificados na Itália.

A nova pesquisa de Introvigne, seis meses após a primeira, tem uma amostragem maior. O efeito Francisco é agora percebido por 50,8% dos sacerdotes e religiosos. Como em abril, a percepção é maior entre os religiosos (79,37%), mas continua majoritária quando se considera o conjunto de religiosos e sacerdotes. Também como em abril, os leigos percebem o efeito Francisco menos intensamente que os religiosos, mas a porcentagem ainda é significativa: 44,8%.

"As flutuações são estatisticamente normais. O fato de que o número de sacerdotes e de religiosos que percebem o efeito tenha diminuído ligeiramente e que o dos leigos tenha aumentado um pouco não é decisivo. O fato importante é que, depois de seis meses desde a primeira pesquisa e sete depois do início do pontificado, o fenômeno do efeito Francisco não mostra sinais de refluxo, mas de consolidação", diz o sociólogo italiano. "Um pouco mais da metade dos sacerdotes e religiosos nota na própria comunidade que o efeito Francisco não se desvanece com o passar dos meses, mas persiste. Se tentássemos traduzir os dados em termos numéricos e em escala nacional, com referência apenas à metade das paróquias e das comunidades, teríamos que falar, na Itália, de centenas de milhares de pessoas que se reaproximaram da Igreja acolhendo os convites do papa Francisco. É um efeito enorme. Espetacular, até".

O estudioso prossegue: "É claro que o efeito Francisco aponta apenas um primeiro movimento de retorno à Igreja. Mas o próprio papa afirma, num discurso do dia 14 outubro, na sessão plenária do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, que, quando o primeiro anúncio se enraíza, é preciso começar uma segunda etapa, a da catequese. Ela não vai mais depender de uma comunicação eficaz do papa, mas das comunidades e paróquias. Se as consequências do efeito Francisco vão ser sólidas e duradouras, isso vai depender de como os sacerdotes, religiosos, leigos e movimentos desenvolverem a estratégia pastoral do papa".


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Análise
Eliminar o símbolo religioso dos espaços públicos é cair numa submissão incondicional ao príncipe 
Considerações sobre o Estado Laico

Por Paulo Vasconcelos Jacobina


BRASíLIA, 13 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - O problema do confronto entre poder político e poder religioso é tão velho quanto a própria humanidade. Reportemo-nos, por exemplo, à luta bíblica entre Caim e Abel: este, descrito como o pastor que agradava a Deus, é morto por Caim, o agricultor territorialista e guerreiro, que resolve os problemas de um modo bem prático e secular: usa a força para eliminar o desafeto, e ainda responde de modo petulante a Deus quando este lhe pede contas do irmão morto: "não sei do meu irmão, serei eu o guardador dele?"

O conflito entre o xamã ou pajé e o cacique está bem documentada nos estudos antropológicos mais sérios: trata-se do eterno conflito entre a capacidade administrativa, representada pela habilidade em gerir a economia, a máquina pública e os assuntos de guerra e paz, de um lado, e a capacidade especial de profetizar, de intermediar os assuntos entre os homens e Deus de modo ostensivo, por outro. A prevalência de um dos dois também sempre foi registrada, ao lado dos raros períodos – como aquele registrado entre o êxodo e a Monarquia, na história bíblica – em que houve alguma harmonia entre estas dimensões, no que diz respeito aos titulares do poder que emana dessas atitudes.

A história do ocidente cristão tem sido marcada, de igual modo, por esta tensão. As perseguições religiosas do império romano (para o qual a religião era parte da estrutura de legitimação do poder político) são sucedidas pela resistência ao cesaropapismo que sempre foi a ambição dos grandes governantes desde Constantino, e atingiu um certo equilíbrio tendente a favorecer o braço religioso durante a chamada Alta Idade Média, na qual as invasões bárbaras impediram qualquer tentativa consistente de centralização do poder político. Este, de certa forma, passou a depender da estrutura mais consistente da Igreja que sobrevivera à queda do império Romano.

A Baixa Idade Média traz a reorganização dos poderes políticos e o retorno da tensão de legitimidade: compare-se, por exemplo, a estrutura teocêntrica (embora nunca teocrática) do pensamento de Tomás de Aquino com a desconfiança que Marsílio de Pádua levanta sobre as divergências religiosas como potenciais ameaças à paz. Marsílio constrói, sobre tal desconfiança, toda uma teoria da ameaça à paz supostamente implícita nas atitudes religiosas, designando os detentores do poder político como árbitros da religião – os governantes, para Marcílio, seriam os "defensores da paz" sempre ameaçada pelos conflitos religiosos dos não confiáveis sacerdotes. Como se as guerras não fossem, desde sempre, assunto de príncipes, mesmo quando sob pretextos religiosos.

As cruzadas e as guerras religiosas do final da idade média e começo da idade moderna pareceram dar razão a Marcílio, e foram seguidos pelo Iluminismo e pela Reforma. Os grandes descobrimentos e a centralização dos impérios abriram caminho para as pretensões estatais totalitárias e o discurso da desconfiança quanto à religião sacerdotal e a tendência à sobrevalorização do príncipe em detrimento do sacerdote; não é de espantar que Lutero tenha buscado eliminar a ideia de um sacerdócio ordenado e institucional em favor de um sacerdócio comum a todos cujo exercício, quando envolvesse liderança (mesmo religiosa) deveria passar por algum grau de legitimação social e reconhecimento político, e Maquiavel, Locke, Hobbes, Espinosa, Feuerbach, Kant, Hegel, Marx e Sartre, somente para citar os mais conhecidos, nunca tenham relutado em avançar, com seus sistemas filosóficos, no campo teológico e na hermenêutica bíblica, sempre para reforçar a deslegitimação do sacerdote sobre o príncipe. Esta tendência é tão hegemônica nas Academias contemporâneas que parece não haver memória de que há outras posições possíveis e eventualmente mais razoáveis.

Este fenômeno vem sendo marcado, em nossos dias, por uma busca frenética e muitas vezes até bem intencionada de eliminação de determinados símbolos religiosos dos espaços públicos. Não de quaisquer símbolos religioso, porque isto, ademais de impossível, sequer é demandado: imagine-se arrancar cada estátua de Têmis dos fóruns, ou cada estátua de Minerva, Semíramis ou Marianne, a deusa positivista, das praças, notas de dinheiro ou universidades públicas. Imagine-se eliminar cada "praça dos Orixás" existente no país, ou mesmo as pequenas imagens de budas gordinhos, elefantinhos e deusas indianas de muitos braços, adornados com incenso barato e pequenas moedas, ou mesmo só quadros de "Yin/Yang" existentes em muitos espaços públicos e repartições por aí. Nem se mencionam estas coisas como de alguma forma agressivas a uma pretensa neutralidade religiosa nos espaços políticos, porque sabe-se que são deuses de fancaria, metáforas hipostatizadas de ambições estritamente humanas, ou de poderes já domesticados e desinfluentes .

Esta luta contra símbolos religiosos é, portanto, seletiva: trata-se de um combate relacionado a uma pretensa resistência à teocratização dos espaços públicos, os símbolos das três grandes religiões: a estrela de Davi, o Crescente muçulmano e o crucifixo cristão; é claro que a palavra "Deus" também se insere entre estes símbolos controvertidos.

Ressalte-se que a estrela de Davi hoje está associada ao Estado de Israel – um povo reunido em torno de sua origem teonômica, embora governado de forma declaradamente laica – e o Crescente associa-se aos países muçulmanos, para os quais a teocracia não é fato controvertido, mas ideal religioso. Sua relação com o poder político é, destarte, explícita, e a significação de sua utilização em espaços públicos nunca se divorcia desta relação.

Quanto aos crucifixos, tanto as Cortes Judiciais brasileiras quanto a Corte da União Europeia recentemente decidiram que é um objeto cultural, que representa uma identidade histórica e religiosa não violadora da neutralidade estatal. Trata-se, dizem as Cortes, de abertura à expressão pública de uma característica constitutiva da população; não de uma potencial agressão à liberdade religiosa.

A Palavra Deus também tem sido objeto de longas discussões no Judiciário. Citem-se ações judiciais como a que visa retirá-la das notas de dinheiro, por um lado, e a que visava incluí-la no preâmbulo da Constituição do Acre, por outro (esta última sob o fundamento de que deixar de reproduzir na Constituição local as disposições da Constituição Federal seria inconstitucional, e os Estados-Membros estariam obrigados a constar, no seu preâmbulo, a fórmula deísta). O Judiciário brasileiro julgou improcedentes as duas pretensões, considerando a questão do mero uso da palavra Deus como estritamente política e, portanto, não somente infensa ao controle judicial quanto não violadora da autonomia das esferas.

Embora Marx tenha chegado a vaticinar o próprio desaparecimento desta palavra – qualquer que seja o símbolo que a veicule num determinado momento- quando a humanidade ingressasse num pretenso momento redimido de comunismo pleno e ausente de Estado, a realidade que esta palavra traz, mesmo como simples questionamento pelo fundamento último da totalidade da existência a que se pode responder negativamente, é inafastável da própria condição humana. Uma humanidade que já não se colocasse esta palavra, mesmo para negar o que ela evoca, qualquer que seja a grafia ou expressão concreta com que ela se exprima num determinado momento histórico, já não seria mais humanidade, mas, como diz K. Rahner, uma mera comunidade sofisticada de animais gregários, ou de robôs de carne e osso, submissos a poderes que nem ousariam questionar.

Assim, o uso da palavra "Deus" e do crucifixo em instâncias oficiais, em nosso contexto cultural, não representa nenhuma instância de agressão à autonomia da esfera estatal perante a esfera religiosa e vice-versa.

Caso eliminasse completamente as menções públicas aos símbolos que falam de Deus, a humanidade não somente teria esquecido de si mesma como, mais ainda, teria se esquecido mesmo de que houvesse algo para lembrar além de uma submissão incondicional ao príncipe, qualquer que fosse a origem da sua proclamada legitimidade.


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Angelus
Papa Francisco convida ao discernimento: virtude cristã de entender onde está o Espírito do Senhor e onde está o espírito do mal 
Pontificie distribuiu "Misericordina" aos fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro para rezar o Angelus


CIDADE DO VATICANO, 17 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

O Evangelho deste domingo (Lc 21,5-19) consiste na primeira parte de um discurso de Jesus:aquele sobre o fim dos tempos. Jesus o pronunciou em Jerusalém, diante do templo; e a inspiração se deu precisamente das pessoas que falavam do templo e de sua beleza. Aquele templo era belo. Então Jesus disse: "Dias virão em que, tudo o que se vê agora, não ficará pedra sobre pedra" (Lc 21, 06). Naturalmente lhe perguntam: Quando isso vai acontecer? Quais serão os sinais? Mas, Jesus desvia a atenção destes aspectos secundários-Quando será? Como será? – paraas verdadeiras questões. Que são duas. A primeira: Não se deixar enganar por falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo. A segunda: viver o tempo de espera como tempo de testemunho e de perseverança. E nós estamos neste tempo de espera, a espera da vinda do Senhor.

Este discurso de Jesus é sempre atual, sobretudo para nós que vivemos no século XXI. De fato, Ele nos diz: "Cuidado para não se deixar enganar. Muitos virão em meu nome "(v. 8). É um convite ao discernimento, virtude cristã de entender onde está o Espírito do Senhor e onde está o espírito do mal. Ainda hoje, de fato, existem falsos "salvadores", que tentam substituir Jesus: líderes deste mundo, gurus, e até feiticeiros, personagens que querem atrair para si os corações e as mentes, especialmente dos jovens. Jesus nos adverte: "Não os sigam!"

E o Senhor nos ajuda a não termos medo: diante das guerras, das revoluções, mas também das catástrofes naturais, epidemias, Jesus nos livra do fatalismo e das falsas visões apocalípticas.

O segundo aspecto nos interpela como cristãos e como Igreja: Jesus preanuncia as provações dolorosas e perseguições, pelas quais seus discípulos deveriam sofrer por sua causa. No entanto, garante: "Nem um só cabelo da vossa cabeça " (v. 18). Ele nos lembra que estamos totalmente nas mãos de Deus! As adversidades que encontramos, por causa da nossa fé e da nossa adesão ao Evangelho, são ocasiões de testemunho; não devem nos afastar do Senhor, mas nos conduzir a nos abandonar ainda mais Nele, no poder do seu Espírito e na sua graça.

Neste momento, penso eu, e todos nós pensamos. Façamos juntos: aos muitos irmãos e irmãs cristãos, que sofrem perseguição, por causa da sua fé. São tantos. Talvez muitos nos primeiros séculos. Jesus está com eles. Também nós estamos unidos a eles com as nossas orações e o nosso amor. Nós também temos admiração por sua coragem e seu testemunho. Eles são nossos irmãos e irmãs que em muitas partes do mundo sofrem por serem fiéis a Jesus Cristo. Saudamos de coração e com afeto.

Por fim, Jesus faz uma promessa que é garantia de vitória: "Pela sua perseverança vocês salvarão suas vidas" (v. 19). Quanta esperança nestas palavras! Elas são um convite à esperança e à paciência, a sermos capazes de esperar os frutos seguros da salvação, confiantes no sentido profundo da vida e da história: as provações e dificuldades fazem parte de um desígnio bem maior, pois o Senhor, o Senhor da história, conduz tudo a seu cumprimento. Apesar das desordens e das calamidades que afetam o mundo, o desígnio da bondade e misericórdia de Deus se cumprirá. Essa é a nossa esperança, andar assim, nessa estrada, no plano de Deus que se cumprirá. Essa é a nossa esperança.

Essa mensagem de Jesus nos faz refletir sobre o nosso presente e nos dá a força para enfrentá-lo, com coragem e esperança, na companhia de Nossa Senhora, que sempre caminha conosco.

Depois do Angelus

Saúdo todos vós, famílias, associações e grupos, que vieram de Roma, da Itália, de várias partes do mundo: Espanha, França, Finlândia, Países Baixos. Em particular, saúdo os peregrinos de Vercelli, Salerno, Lizzanello; o Motoclub Lucania de Potenza, os jovens de Monte Cassino e Caserta.

Hoje, a comunidade eritreia em Roma celebra a festa de São Miguel. Saudamos -vos de coração!

Hoje é o "Dia das vítimas das estradas". Asseguro a minha oração e encorajo-vos a perseverar na prevenção, porque a prudência e o respeito das regras são a primeira forma de proteção de si e dos outros.

Gostaria de indicar a todos vocês um medicamento. Alguém pode pensar: "O Papa é farmacêutico agora?" É um medicamento especial para concretizar os frutos do Ano da Fé, que chega ao fim. Mas é um medicamento de 59 grãos. É um "remédio espiritual " chamado Misericordina. Uma caixa de 59 grãos amarrados. Nessa caixa contém o medicamento e alguns voluntários irão distribuí-lo para vocês enquanto vocês deixam a praça.

Levem! Tem um rosário, com o qual você pode rezar o "Terço da Misericórdia ", ajuda espiritual para a nossa alma e para difundir em todos os lugares o amor, o perdão e a fraternidade. Não se esqueçam de levá-la, porque faz bem, hein? É bom para o coração, para a alma e para toda a vida!

A todos vocês um cordial augúrio de bom domingo. Adeus e bom almoço!

(Trad.:MEM)


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'A Lógica da Criação'


Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

Ave-Maria

A Paixão de Cristo